Mês: setembro 2015

  • Iniciado a elaboração do Plano de Gestão Territorial e Ambiental da Terra Indígena Balaio, BR 307.

    Apresentação cultural durante a Assembleia da AINBAL. Foto: Adelina Sampaio/FOIRN
    Apresentação cultural durante a Assembleia da AINBAL. Foto: Adelina Sampaio/FOIRN

    A FOIRN em parceria  e apoio da Associação Indígena de Balaio – AINBAL, Fundação Nacional do Indígena (Coordenação Regional do Rio Negro), ICMbio e Instituto Socioambiental – ISA, realizou entre 24 a 25 de setembro a Assembleia Interna da AINBAL na comunidade Balaio, BR 307 com objetivo de iniciar a construção do Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) da Terra Indígena de Balaio, no município de São Gabriel da Cachoeira.

    Cerca de 80 participantes estiveram presentes na Assembleia, que também contou com a presença de representantes de instituições parcerias como o ISA, ICMbio, DSEI/CONDISI e a Câmara Municipal.

    O primeiro passo da construção do PGTA teve como principal objeto o entendimento dos benefícios/vantagens de uma Terra Indígena demarcada e de um Parque ( Parque Nacional do Pico da Neblina), e fazer um levantamento inicial de informações que serão ao longo do processo de elaboração do plano.

    Foto: Adelina Sampaio/FOIRN
    Foto: Adelina Sampaio/FOIRN

    Como ponto de partida foi feita uma apresentação dos princípios e objetivos da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (saiba mais aqui) e o Plano de Gestão Territorial e Ambiental. Foi falado qual objetivo e os passos necessários para sua construção.

    Após a exposição sobre os temas mencionados acima feita por Adelina de Assis Sampaio/DAJIRN-FOIRN, Renato Materlli/ISA e Flácio Bocardi/ICMbio, os participantes foram organizados em grupos de trabalhos com objetivo de realizar um levantamento inicial de problemáticas.

    Estrada sem manutenção e sem meio de transporte adequado, rede de energia, ausência de fiscalização de caçadores e pescadores com fins comerciais sem autorização de órgãos competentes foram alguns dos problemas levantados.

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    De acordo com as lideranças locais o PGTA será um instrumento que irá ajudar muito na gestão do território e mostrar caminhos de como deverá se desenvolver projetos de alternativas econômicas, manejo de recursos existentes nesse território.

    Na avaliação os participantes afirmaram que a assembleia foi muito positiva. Um passo inicial de construção do plano, que terá continuidade através de mais oficinas e a ampliação da rede de parceiros e colaboradores.

  • Em intercâmbio no Alto Rio negro representantes de organizações Munduruku, Kayabi e Apiaká visitam a FOIRN

    Em intercâmbio, representantes Munduruku, Kaiabi e Apiaká visitam a FOIRN. Foto: SETCOM
    Em intercâmbio, representantes Munduruku, Kaiabi e Apiaká visitam a FOIRN. Foto: SETCOM

    Com objetivo de conhecer as experiências de algumas organizações indígenas do Alto Rio Negro, representantes das etnias Munduruku, Kayabi e Apiaká da região do Baixo Rio Teles Pires/MT, estiveram em São Gabriel da Cachoeira, entre 21 a 24 de setembro.

    No primeiro dia de intercâmbio visitaram os departamentos e setores da FOIRN,  conheceram a maloca (Casa dos Saberes) e tiveram uma palestra com diretor da FOIRN, Renato da Silva Matos.

    Na palestra, foi apresentado o histórico do movimento indígena do Rio Negro, a fundação e fortalecimento da FOIRN, atuação em políticas públicas, demarcação das terras indígenas, a formação da rede de parcerias e o desenvolvimento de projetos que visam a melhoria da qualidade de vida dos 23 povos indígenas que vivem no Rio Negro.

    Para finalizar, o diretor Renato disse que, atualmente o maior desafio ao movimento indígena do Rio Negro é a luta pelo respeito e cumprimento dos direitos indígenas que estão garantidos na Constituição Federal de 1988. “Hoje, muitas ameaças a esses direitos estão acontecendo através de  propostas de leis que querem tirar esses direitos”- disse.

    O intercâmbio ainda possibilitou aos visitantes conhecerem a experiência de 25 anos da Organização Indígena da Bacia do Içana (OIBI), como as dificuldades, as conquistas, o reconhecimento e seus principais projetos como a Arte Baniwa e a Pimenta Baniwa. Apresentados pelo André Fernando, atual presidente da oragnização, o intercâmbio com a experiência Baniwa encerrou com a vista à casa da Pimenta Titsiadoa, na comunidade Yamando, próximo a São Gabriel da Cachoeira.

    Ainda conheceram também conheceram os trabalhos da Coordenação Regional do Rio Negro/FUNAI e a forma de gestão que é participa a partir do Comitê Regional do Rio Negro onde há participação das organizações de base, que de acordo com o Coordenador Regional, Domingos Barreto, é uma forma de fazer as bases participarem da elaboração do plano da CRRN.

    No encerramento, os participantes e como também os visitantes avaliaram a experiência muito positiva, e falaram da importância da realização de novos intercâmbios para apoiar no fortalecimento das associações.

    “Que esses aprendizados ajudem vocês a fortalecer as suas organizações para continuar lutando pelos direitos e pela melhoria da qualidade de vida do povo de vocês”- afirmou Almerinda Ramos de Lima, Presidente da FOIRN.

    A vinda ao Rio Negro foi mediada pelo consultor José Strabelli autor do livro “Associação é para fazer juntos” publicação pelo Instituto Internacional de Educação do Brasil

    Leia também: Em intercâmbio no Rio Negro, Mundurkus e Kayabis conhecem experiência Baniwa e a tradicional quinhapira

  • FOIRN participou do Diálogo Intercultural entre os Povos da Amazônia, realizado na Colômbia.

    Participantes do Diálogo Intercultural dos Povos Indígenas da Amazônia.
    Participantes do Diálogo Intercultural dos Povos Indígenas da Amazônia.

    A FOIRN fez parte do encontro “Diálogo intercultural entre os Povos Indígenas da Amazônia Brasileira, Colômbiana e Venezuelana, realizado em Puerto Inirida, no município de Guainía, na Colômbia. Evento que reuniu organizações indígenas desses três países, como a COIAB (Brasil), OPIAC (Colômbia), ORPIA (Venezuela) e a COICA – Coordenadoria das Organizações Indígenas da Bacia Amazônia.

    O principal tema do diálogo foi a discussão criação do Corredor Biológico Tríplice A (Andes – Amazônia – Atlântico), que propõe conectar as áreas protegidas e Terras indígenas da região dos Andes, da Amazonia e Atlântico (ver o mapa abaixo).

    Foto: GaiaAmazonas/RAISG
    Foto: GaiaAmazonas/RAISG

    Com esse “Corredor Biológico”busca-se conectar essas regiões, para proteger e preservar a diversidade biológica e cultural, como também os ecossistemas dessas regiões.

    No futuro o corredor bilógico pelos índios será conhecido por YETARA UAY, palavra que sinifica; consenso, normas de cortesia, convivência e educação.  Pode-se ainda entender também como manejo de medicina física e espiritual.

    Os próximos passos dessa discussão e construção será colecionar experiências nos territórios “Diálogo de Saberes”de cada país. E mais dois encontros estão previstos, uma em outro em Manaus/Brasil e a outra em Movembro em Puerto Yacucho/Venezuela.

    Participam dessa discussão e construção instituições como a Fundação Gaia Amazonas/Colômbia, Instituto Socioambiental – ISA/Brasil, Associação Wataniba/Venezuela e Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazonia – IMAZON/Brasil.

    GTs durante o evento realizado em Puerto Inirida/Colômbia
    GTs durante o evento realizado em Puerto Inirida/Colômbia

    No encontro realizado em Puerto Inirida, a FOIRN foi representada pelos diretores Isaias Pereira Fontes e Renato da Silva Matos, Adelina de Assis Sampaio/Coordenadora do Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas e Rosilda Cordeiro/Coordenadora do Departamento de Mulheres Indígemas.

  • FOIRN participou da comemoração de 20 anos da ATIX no Parque do Xingu

    Apresentações de danças durante o evento de comemoração de 20 anos da ATIX. Foto: Luis Donisete Benzi Grupioni/Reprodução Facebook
    Apresentações de danças durante o evento de comemoração de 20 anos da ATIX. Foto: Luis Donisete Benzi Grupioni/Reprodução Facebook

    A FOIRN através da Rede de Cooperação em Alternativas (RCA) participou da Assembleia de comemoração de 20 anos da Associação  Terra Indígena do Xingu, realizado no Parque do Xingu.

    De acordo com a representante dos Povos do Rio Negro no evento, Francinéia Fontes, vice-coordenadora do Departamento de Mulheres da FOIRN, o evento de comemoração mostrou quais avanços e conquistas já foram concretizadas ao longo das duas décadas de criação da ATIX.

    Foto: reprodução/facebook
    Foto: reprodução/facebook

    A história de luta dos povos que vivem no Xingu, me mostrou que como lideranças, nunca devemos desistir, ainda que a luta pelo nossos direitos muitas vezes não são fáceis. Aprendi com eles que nunca devo baixar a cabeça, mas, que devo, devemos continuar – disse Francinéia.

    Teve jogos e apresentações culturais como parte  cultural do evento, que reuniu as lideranças históricas do Xingu e da nova geração no centro do Parque Indígena do Xingu, para pensar os desafios dos próximos anos.

    O Parque Indígena do Xingu (PIX) localiza-se na região nordeste do Estado do Mato Grosso, na porção sul da Amazônia brasileira.

    A Associação Terra Indígena do Xingu foi criada no dia 18 de setembro de 1995, representa 16 povos indígenas que vivem na região, é uma associação de faz um importante trabalho de luta pelos direitos indígenas do Brasil central.

    Leia também: Uma corrida pra não esquecer: Baniwa participa do evento de comemoração de 20 anos da ATIX no Parque do Xingu

    Saiba mais sobre o Xingu clique aqui

  • Projeto da FOIRN apoia futuros núcleos do Instituto de Conhecimentos Indígenas e Pesquisas do Rio Negro

    Coordenador da AEITYM recebe motor e bote do diretor da FOIRN de referência à Região do Tiquié e Afluentes e Baixo Uaupés. Foto: SETCOM
    Coordenador da AEITYM recebe motor e bote do diretor da FOIRN de referência à Região do Tiquié e Afluentes e Baixo Uaupés. Foto: SETCOM

    A FOIRN através do Projeto apoiado pelo Horizont3000, deu o primeiro passo de estruturação e fortalecimento dos futuros núcleos do Instituto de Conhecimentos Indígenas e Pesquisas do Rio Negro (ICIPRN).

    Dos seis núcleos previstos, três já estão definidos: Escola Baniwa e Coripaco – EIBC (Médio Içana), Escola Indígena Tukano Ye’pá Mahsã (Baixo Uaupés) e Escola Indígena Yande Putira (comunidade Canafé – Baixo Rio Negro).

    Diretor da FOIRN de referência à região do Médio e Baixo Rio Negro entrega notebook ao líder da comunidade Canafé. Foto: SETCOM/FOIRN
    Diretor da FOIRN de referência à região do Médio e Baixo Rio Negro entrega notebook ao líder da comunidade Canafé. Foto: SETCOM/FOIRN

    Com o objetivo de apoiar  e fortalecer as atividades de pesquisa intercultural de pesquisadores que atuam nessas escola, a FOIRN, nesse primeiro semestre repassou equipamentos: EIBC – 1 motor Yamaha 15hp e bote de 8 metros; AEITYM – 1 motor Yamanha 15hp e bote de 6 metros; Yande Putira – 1 Notebook e 1 bote de 7 metros.

    O diretor da FOIRN, Nildo José Miguel Fontes, disse que objetivo é iniciar a estruturação desses três futuros núcleos do ICIPRN, e fortalecer as iniciativas de pesquisas que já acontecem nesses locais, como também apoiar as atividades da escola.

    O professor Aluiso Joel Caldas Azevedo, disse que os equipamentos irão ajudar muito os trabalhos da escola, dos professores e seus alunos na realização das pesquisas e outras atividades pedagógicas.

    Diretor da FOIRN de referência à região do Içana e Afluentes entrega equipamentos para Coordenação da EIBC
    Diretor da FOIRN de referência à região do Içana e Afluentes entrega equipamentos para Coordenação da EIBC

    Para saber mais sobre a Educação Escolar Indígena e o Instituto de Conhecimentos Indígenas e Pesquisas do Rio Negro acesse a publicação sobre a temática, aqui