Mês: novembro 2016

  • Na XV Assembleia Geral da FOIRN, lideranças indígenas debatem os desafios e perspectivas do Movimento Indígena do Rio Negro e elegem presidente e vice- presidente para a gestão 2017-2020

    Na XV Assembleia Geral da FOIRN, lideranças indígenas debatem os desafios e perspectivas do Movimento Indígena do Rio Negro e elegem presidente e vice- presidente para a gestão 2017-2020

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    A XV Assembleia Geral da FOIRN, trouxe para discussão e  debate  temas importantes e necessários para o diálogo, reflexão, auto avaliação e de planejamento de estratégias comuns e articuladas para o enfrentamento dos desafios atuais e futuros do movimento indígena do Rio Negro.

    Em três dias de assembleia, lideranças indígenas de todas as regionais analisaram e avaliaram a ação do movimento indígena na região, onde apontaram os principais desafios e ameaças que os direitos indígenas enfrentam atualmente a nível local, regional e nacional.

    Segue abaixo as propostas aprovadas no documento final da assembleia geral que irá  nortear os trabalhos das associações de base, coordenadorias regionais e diretoria da FOIRN eleita para os próximos 4 anos.

    – Desafios e perspectivas do movimento indígena; 

    • Consultar os moradores das comunidades indígenas das cinco regiões;
    • Que os diretores da FOIRN mantenham comunicação direta com o movimento indígena do Brasil para fortalecer a politica regional;
    • Manter diálogo constante com as coordenadorias regionais;
    • FOIRN e Coordenadorias levar informações as comunidades sobre o acontecimento da politica (regional estadual e nacional);
    • O movimento indígena do rio negro precisa participar ativamente nas mobilizações de nível nacional para defender os direitos dos povos indígenas do rio negro;
    • Coordenadorias divulgar as ações da FOIRN para proporcionar credibilidade da FOIRN;
    • FOIRN manter diálogo direto com COIAB e APIB;
    • Fortalecer a participação da FOIRN no controle social das políticas publicas em nível municipal, estadual e federal;
    • Continuar com a discussão de participação do movimento indígena nas políticas partidárias (eleger deputados indígenas para defender os povos indígenas do Rio Negro);
    • Coordenadorias fortalecer as lideranças indígenas para estarem a frente das discussões e mobilizações nas comunidades, por meio das discussões apresentando a missão institucional da FOIRN;
    • Diretoria da FOIRN, coordenadores, associações de base manter diálogo permanente com as lideranças das comunidades para fortalecer o movimento indígena do rio negro;
    • Coordenadorias continuar articulando com as comunidades indígenas para doação do Fundo Wayuri;

     –  Desafios e perspectivas da Educação Escolar Indígena para Gestão Territorial e Ambiental de TIs do Rio Negro;

    • Secretario municipal de Educação (indicado coletivamente);
    • Implementar sub secretarias prevista;
    • Formação de profissionais indígenas em outras áreas (técnicas…) de conhecimento;
    • Criação do sistema próprio da educação escolar indígena;
    • Realização do concurso diferenciado propriamente dito;
    • Intercambio de profissionais de educação;
    • Estrutura completa e equipada nas escolas;
    • Energia solar para escolas;
    • Capacitação técnica dos professores indígenas em produção de material didática;
    • Contratação de técnico para orientar na produção de material didático;
    • Instalação de uma gráfica no município para publicação de materiais produzidos nas escolas indígenas nas três línguas co – oficiais e outras línguas locais;
    • Processo seletivo somente para quem tem formação especifico na área de educação;
    • Formação continuada de professores para series iniciais;
    • FOIRN pressionar os pedagogos indígenas para orientar de forma diferenciada aos professores;
    • Orientar os parentes referente a educação escolar indígena;
    • Dar direito de voz e voto para associações COPIARN e APIARN (é preciso fazer um direcionamento, pois são questões que envolvem ou exigem mudanças de/no Estatuto);
    • Levar os conselheiros de três esferas para acompanhar discussões de educação escolar para as bases;
    • Efetivação ou integração dos professores indígenas com experiência a partir dos 4 anos como contratado (a);
    • Implementação e consolidação de ortografia e grafia das três línguas co-oficialização nas escolas indígenas;
    • Cobrar a implementação das instituições governamentais e não governamentais que não cumprirem a Lei 145 de co-oficialização de acordo com as penalidades prevista na lei;
    • Por em pratica o plano municipal de educação indígena já aprovado;
    • Evitar constante troca de equipe pedagógica na secretaria;
    • Reativar o departamento de educação escolar indígena dentro da SEMEC;
    • Implantar universidade indígena;
    • Nomear secretário indígena;
    • Implementa as sub secretarias previstas;
    • Decretar escolas indígenas que estão sem decreto;
    • Manter o funcionamento das escolas nucleadas;

    SANTA ISABEL / BARCELO

    • Evitar nepotismo nas formações;
    • Dar oportunidade igual para toda população;
    • O poder público ter ou reconhecer e implantar escolas indígenas;
    • Criar secretaria indígena nos dois municípios;
    • Permanecer o secretario indígena;
    • Aceitar indicação de secretario pelo movimento;
    • Criar um departamento de educação escolar indígena dentro da secretaria;
    • Criar associação dos professores indígena nos dois municípios;
    • Realização de oficinas sobre educação escolar indígena nos dois municípios, 2 vezes ao ano;

    -Distrito Sanitário Especial Indígena do Rio Negro, desafios e perspectivas para a sua restruturação e pleno funcionamento com controle social;

    INFRAESTRUTURA

    SEDE/DSEI:

    • Mudar do espaço físico atual;
    • Construção da sede própria;
    • Equipamentos e transporte;
    • Controle de combustível;
    • Construção de depósitos de combustível com controle total;
    • Equipamento para os TACIS (bote, rabeta bote);
    • Disponibilizar recurso para os conselheiros distritais afim de fazer melhor acompanhamento das atividades do DSEI;

    CASAI

    • Melhorar a qualidade de serviço da casai/Manaus e sgc;
    • Concretizar as propostas encaminhadas;
    • Solicitar espaço para ampliação;
    • Reformar e ampliar a atual CASAI;
    • Construção da casai com uma infraestrutura de qualidade SGC, SIRN e BAR;
    • Alimentação de boa qualidade ( alimentos vencidos);
    • Consolidar junto a prefeitura o atendimento dos pacientes removidos para Manaus ( casai/casa de apoio da prefeitura);

    POLOS BASES

    • Criar Meios de comunicação – telefone, internet e radio fonia;
    • Construção de polos bases na região;
    • Ampliação dos polos bases alvenaria;
    • Construção de postos de saúde nas comunidades onde tem agentes de saúde;
    • Reconhecimento das medicinas tradicionais, parteiras, benzedores etc;
    • Adequação ( Estudo) dos Locais de Polos Bases;

    RECURSOS HUMANOS

    • Organização da gerencia do Dsei;
    • Autonomia para composição do corpo DSEI ( celog, finanças, etc);
    • Definir Critérios técnicos para preenchimento das vagas dos cargos com comprometimento da causa indígena;
    • Composição de um comissão para analise e contratação de pessoal;
    • Atenção especifica para os agentes comunitários de saúde;
    • Comprometimento das pessoas com a saúde indígena;
    • Competência do corpo administrativo;
    • O controle social não se resumir somente com o  CONDISI e sim contar com a participação  das cinco regionais;
    • Área administrativa renovada;
    • Práticos de motores de popa por região ( logística selecionar ) e que tenha noções de mecânica de motores;
    • Coordenador Revisar a Situação Funcional dos Empregados do DSEI;
    • Definir critérios para contratação de profissionais de saúde, com estratégias com a capacidade de adaptação de serviço e a realidade local;
    • Contratar pelo menos um microscopista por polo base;
    • Dsei contratar pessoal da comunidade ( BARCELOS);
    • Articular com as coordenadorias e associações de base para tomadas de decisões e encaminhamentos ( SIRN);
    • Movimento indígena e CONDISI trabalhar juntos e formalizar apenas um documento.( SIRN);
    • Contratar três pessoas falantes das línguas cooficiais  na CASAI;
    • Rediscutir a valorização e reconhecimento da medicina tradicional;
    • Reivindicar a imediata liberação do recurso para reforma e ampliação da CASAI;

    EQUIPE DE SAÚDE

    • Enfermeiro chegar com antecedência ( fazer planejamento das atividades junto a comunidade);
    • Médicos do Dsei/ cumprir agenda com as comunidades indígenas;
    • Rodizio no atendimento por parte das equipes de saúde;
    • Equipe de saúde ser Acompanhado por um (a) nutricionista;
    • Valorização de Pessoal com Curso técnico na Área de Saúde – TACIS, ENFERMAGEM;
    • Coordenador contratar hora voo para remoção de pacientes das comunidades longínquas;
    • Valorizar o pessoal enfermeiro ( Barcelos);

    Leia também:  Secretário da Secretaria Especial de Saúde Indígena/ MS se compromete em solucionar os problemas da Saúde Indígena no Rio Negro

    –  Desafios e perspectivas de geração de renda, atividades produtivas sustentáveis para transformação do mercado indígena;

    • Manter e valorizar a forma tradicional de produção (originalidade);

    Qualidade nos produtos;

    • Criação de peixe (conseguir maquinário);
    • Agricultura: diagnósticos do produtos da região;
    • Mercado indígena com setor administrativo;
    • Artesanato;
    • Comercialização de água (estudar a viabilidade e comercialização);
    • Estrutura de estoque;
    • Isenção de impostos para o produto indígena na comercialização;
    • Marca e embalagem do Produto Indígena;
    • Estrutura de análise nutricional dos alimentos;
    • Registro de narrativas indígenas relativas à produção;

    Outras atividades realizadas durante a assembleia:

    • Lançamento do vídeo “Saberes Indígenas e Diversidade” realizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como uma das ações de salvaguarda do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro, reconhecida com Patrimônio Cultural do Brasil em 2010.
    • Distribuição do CD de Músicas do Projeto: As gravações históricas de música indígena (Theodor Koch-Grünberg e Emil Snethlage), sua repatriação digital/ disponibilização no Brasil e inserção nas comunidades indígenas atuais (saiba mais: http://musicaeidentidadenaamazonia.blogspot.com.br/2016/09/as-gravacoes-historicas-de-musica.html)
    • Entrega do Certificado de reconhecimento do Movimento Indígena do Rio Negro ao Diretor Renato da Silva Matos.
    • Eleição do Presidente e Vice Presidente da FOIRN para a Gestão 2017-2020.

     

    Resultado da eleição:

    • Marivelton Rodriguês Barroso, Baré – Diretor Presidente
    • Nildo José Miguel Fontes – Tukano, Diretor Vice Presidente
    • Isaias Pereira Fontes – Baniwa, Diretor (1º Suplente)
    • Almerinda Ramos de Lima, Tariano, Diretora (2º Suplente – Decidiu não participar da eleição para presidência)
    • Adão Francisco, Baré, Diretor (3º Suplente – Decidiu não participar da eleição para presidência)

     

  • Secretário da Secretaria Especial de Saúde Indígena/ MS se compromete em  solucionar os problemas da Saúde Indígena no Rio Negro

    Secretário da Secretaria Especial de Saúde Indígena/ MS se compromete em solucionar os problemas da Saúde Indígena no Rio Negro

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    Rodrigo Rodriguês, Secretário da SESAI na maloca da FOIRN em São Gabriel da Cachoeira.

    Rodrigo Rodriguês, Secretário da Secretaria Especial de Saúde Indígena/ MS se compromete em solucionar os problemas da saúde indígena no Rio Negro. O secretário chegou à maloca ontem 22/22, as 19hs, no final do primeiro dia da XV Assembleia Geral e Eletiva da FOIRN.

    “O Rio Negro estava esquecido pela SESAI, mas, agora não está mais, é a nossa prioridade para buscar solucionar os problemas junto com vocês. E queremos que a FOIRN, que é vocês, seja a o nosso principal parceiro nesse processo”, disse Secretário.

    Lideranças presentes na maloca reafirmaram a situação da saúde indígena no Rio Negro, que precisa de soluções urgentes.

    “O atendimento as comunidades indígenas aqui na nossa região é precário e  precisa ser solucionado o mais rápido possível”, disse Elizângela da Silva da etnia Baré.

    “Quando falamos de problemas de saúde em São Gabriel da Cachoeira,  estamos falando dos problemas da saúde dos três municípios do Rio Negro – além de São Gabriel da Cachoeira, os mesmos problemas acontecem também em Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos”, afirma Carlos Nery, liderança do médio Rio Negro.

    Indicação do novo novo coordenador do DSEI – Alto Rio Negro é feito pela Assembleia Geral

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    Na manhã desta quarta-feira, 23/11, a primeira atividade da assembleia foi a discussão em grupos de trabalhos por coordenadorias regionais para apresentação de nomes para serem avaliados e definir e  indicar para a SESAI o nome para assumir a coordenação do DSEI – Alto Rio Negro.

    Entre os três nomes apresentados e avaliados, André Fernando, liderança da etnia Baniwa foi o nome definido e que aceitou o desafio. “Ser liderança é enfrentar os desafios. E não vou fugir da minha responsabilidade, caso meu nome for indicado”, diz André.

    Saiba mais:

     

     

     

  • COMEÇA A XV ASSEMBLEIA GERAL ELETIVA DA  FOIRN EM SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA

    COMEÇA A XV ASSEMBLEIA GERAL ELETIVA DA FOIRN EM SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA

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    A abertura oficial da  XV Assembleia Geral da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), principal organização representativa de 23 povos distintos que vivem na região do alto Rio Negro, abrangendo os municípios de São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos, foi realizado ontem, segunda-feira, 21/11, as 19hs.

    Na cerimônia de abertura foi feito o ritual de benzimento para o bem-viver pelo pajé e conhecedor tradicional Fernando da etnia Tuyuka. Após o ritual foram apresentadas danças tradicionais carriçu e japurutu.

    Diretores da FOIRN reafirmaram a importância do evento para o movimento indígena do Rio Negro. “Precisamos reafirmar a nossa história, as nossas conquistas e debater e enfrentar os nossos desafios como movimento indígena”, disse Almerinda Ramos de Lima, Presidente da FOIRN.

    “Precisamos fortalecer a nossa luta também como controle social das políticas públicas”, afirmou Marivelton Rodriguês.

    Esta assembleia tem como tema “Movimento Indígena do Rio Negro, desafios e suas perspectivas”, que começou ontem e vai até dia 24 de novembro em São Gabriel da Cachoeira. Lideranças indígenas de várias etnias do Rio Negro estão presentes no evento.

    Participam também do evento,  profissionais da educação, saúde, mulheres, jovens, artesãos, agricultores, que debaterão temas importantes para a região do Negro nos próximos dias.

    O encontro também é um espaço de diálogo, reflexão, auto avaliação e de planejamento de estratégias comuns e articuladas para o enfrentamento dos desafios atuais e futuros do movimento indígena do Rio Negro. Como foco estratégico, o encontro aprofundará o cenário atual do movimento indígena na região, diante dos desafios e ameaças que os direitos indígenas enfrentam atualmente.

    A partir de hoje até o último dia serão discutidos temas como: desafios e perspectivas do movimento indígena; Desafios e perspectivas da Educação Escolar Indígena para Gestão Territorial e Ambiental de TIs do Rio Negro; Distrito Sanitário Especial Indígena do Rio Negro, desafios e perspectivas para a sua restruturação e pleno funcionamento com controle social; Desafios e perspectivas de geração de renda, atividades produtivas sustentáveis para transformação do mercado indígena; Contexto atual da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental em Terras Indígenas (PNGATI) e Planos de Gestão Territorial e Ambiental – desafios e perspectivas.

    No último dia, 24/11, serão eleitos o presidente e vice presidente da instituição. Novas atualizações em breve.

    Colaborou Délio Alves/COIAB

     

     

  • Projeto de Turismo de Pesca Esportiva do Rio Marié fará parte de uma  série sobre Turismo Sustentável que a Rede Globo irá exibir em 2017

    Projeto de Turismo de Pesca Esportiva do Rio Marié fará parte de uma série sobre Turismo Sustentável que a Rede Globo irá exibir em 2017

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    Foto: Edivaldo Bruno/Comunicação do Projeto
    A equipe da Rede Globo passou uma semana  no Rio Negro gravando uma matéria sobre o Projeto de Turismo de Pesca Esportiva do Rio Marié.
    A reportagem apresentará experiências modelo de turismo sustentável pelo mundo e no Brasil em 2017. E o Projeto de Turismo de Pesca Esportiva do Rio Marié foi a iniciativa escolhida para mostrar o turismo associado ao desenvolvimento e interesse das comunidades indígenas.
    O projeto do Marié é a primeira experiência de turismo de pesca regulamentada em área protegida no Brasil. Com estudos de impacto socioambiental, número reduzido de turistas em uma área de pesca distante das comunidades, garante uma operação de baixo impacto e alto valor agregado que é revertido para o fortalecimento da associação, proteção do território e investimento na melhoria de infraestrutura e qualidade de vida de 15 comunidades.
    A ACIBRN – Associação das Comunidade Indígenas do Baixo Rio Negro é gestora do projeto em parceria com a FOIRN e UAB – Unatmed Angling do Brasil.
    “O projeto é importante para a autonomia das comunidades,  iniciativas como essa mostram que é possível desenvolver atividades nas terras indígenas com protagonismo e retorno para os interesses coletivos”, diz Marivelton Rodriguês Barroso, diretor da FOIRN de referência à região do Médio e Baixo Rio Negro, onde o projeto é desenvolvido.
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    Vista aérea do Rio Marié. Foto: Edivaldo Bruno/Comunicação do Projeto
    Conheça mais o projeto: