Mês: abril 2017

  • Rio Negro marcou presença no maior Acampamento Terra Livre da história!

    Rio Negro marcou presença no maior Acampamento Terra Livre da história!

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    Foi a primeira vez que a delegação do Rio Negro contou com mais de dez participantes no Acampamento Terra Livre até aqui, em sua 14º edição, realizado em Brasília, entre 24 a 28 de abril.

    Teve representantes de organizações e comunidades indígenas de Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos, além de São Gabriel da Cachoeira. Inicialmente, o número de lideranças indígenas que iriam ao acampamento era de 25. Porém, dias antes, as passagens que seriam custeadas pela CR Rio Negro/Funai foram canceladas.

    Como a FOIRN é base da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), a delegação Rio Negro se juntou com os demais povos do estado do Amazonas é um único acampamento.

    Foram resumidos e apresentados durante a ATL os documentos finais do Seminário Povos Indígenas do Rio Negro e do Fórum de Educação Escolar Indígena do Rio Negro ambos realizados dias antes do ATL, em São Gabriel da Cachoeira e em Manaus.

    Foram quatro dias intensos de atividades e protestos.  Mais de quatro mil indígenas, de cerca de 200 povos de todas as regiões do país, estiveram presentes, numa grande demonstração de força do movimento indígena.

    Com a faixa “Nossa luta é pela vida” , a delegação Rio Negro caminhou lado a lado com os demais povos indígenas na luta e defesa dos direitos dos povos indígenas.

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    Representantes da FOREEIA e FOIRN entregam documento de encaminhamentos à APIB durante ATL. Foto: Ray Baniwa/Foirn

     

    Primeiro protesto:  PROTESTO PACÍFICO DE POVOS INDÍGENAS É ATACADO PELA POLÍCIA NO CONGRESSO

    Um protesto pacífico de mais de três mil indígenas foi atacado com bombas de efeito moral e gás pela policia na frente do Congresso, no segundo dia o Acampamento Terra Livre, durante a primeira marcha pelos direitos.

    Os manifestantes foram dispersados após tentarem deixar quase 200 caixões no espelho de água do Congresso. Vários manifestantes passaram mal por causa do gás. No protesto, havia centenas de crianças, idosos e mulheres.

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    Indígenas foi atacado com bombas de efeito moral e gás pela policia na frente do Congresso. Foto: Ray Baniwa/Foirn 

     

    Segundo protesto:  FESTA INDÍGENA NA ESPLANADA DOS MINISTÉRIOS

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    Mais de 3 mil indígena gritam “Demarcação Já” em frente ao Congresso Nacional.                      Foto: Ray Baniwa/Foirn

     

    Na tarde do dia 27/04, foi realizada a segunda marcha pelos direitos na Esplanada dos Ministérios, na qual foi protocolado o documento final da 14ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL), referendado numa plenária pela parte da manhã.

    O documento final do ATL foi encaminhado aos ministérios  da Saúde , da  Educação e da Justiça, além do Palácio do Planalto.  O texto condena duramente a paralisação das demarcações de Terras Indígenas, os projetos do Congresso contra os direitos indígenas e o enfraquecimento da Fundação Nacional do Índio (Funai), entre outros pontos.

    De acordo com a coordenação do ATL essa edição foi a  maior já realizado. Pelas estatísticas da equipe de comunicação, feita por comunicadores indígenas e colaboradores as páginas oficiais de canal de divulgação do evento tiveram mais de 8 milhões acessos e compartilhamentos. Sem contar com veículos de comunicação nacionais e internacionais que repercutiram o evento, e dos perfis pessoais dos participantes que usaram a hashtag “ATL” e #TerraLivre durante os 4 dias do evento.

    Para saber tudo sobre a 14º Acampamento Terra Livre, acesse o blog oficial da Mobilização Nacional Indígena.

    https://mobilizacaonacionalindigena.wordpress.com

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    DECLARAÇÃO DO 14º ACAMPAMENTO TERRA LIVRE

     apibNós, povos e organizações indígenas do Brasil, mais de quatro mil lideranças de todas as regiões do país, reunidos por ocasião do XIV Acampamento Terra Livre, realizado em Brasília/DF de 24 a 28 de abril de 2017, diante dos ataques e medidas adotadas pelo Estado brasileiro voltados a suprimir nossos direitos garantidos pela Constituição Federal e pelos Tratados internacionais ratificados pelo Brasil, vimos junto à opinião pública nacional e internacional nos manifestar.

    Denunciamos a mais grave e iminente ofensiva aos direitos dos povos indígenas desde a Constituição Federal de 1988, orquestrada pelos três Poderes da República em conluio com as oligarquias econômicas nacionais e internacionais, com o objetivo de usurpar e explorar nossos territórios tradicionais e destruir os bens naturais, essenciais para a preservação da vida e o bem estar da humanidade, bem como devastar o patrimônio sociocultural que milenarmente preservamos.

    Desde que tomou o poder, o governo Michel Temer tem adotado graves medidas para desmantelar todas as políticas públicas voltadas a atender de forma diferenciada nossos povos, como o subsistema de saúde indígena, a educação escolar indígena e a identificação, demarcação, gestão e proteção das terras indígenas. Além disso, tem promovido o sucateamento dos já fragilizados órgãos públicos, com inaceitáveis cortes orçamentários e de recursos humanos na Fundação Nacional do Índio (Funai) e com nomeações de notórios inimigos dos povos indígenas para cargos de confiança, além de promover o retorno da política assimilacionista e tutelar adotada durante a ditadura militar, responsável pelo etnocídio e genocídio dos nossos povos, em direta afronta à nossa autonomia e dignidade, garantidos expressamente pela Lei Maior.

    No Legislativo, são cada vez mais frontais os ataques aos direitos fundamentais dos povos indígenas, orquestrados por um Congresso Nacional dominado por interesses privados imediatistas e contrários ao interesse público, como o agronegócio, a mineração, as empreiteiras, setores industriais e outros oligopólios nacionais e internacionais. Repudiamos com veemência as propostas de emenda constitucional, projetos de lei e demais proposições legislativas violadoras dos nossos direitos originários e dos direitos das demais populações tradicionais e do campo, que tramitam sem qualquer consulta ou debate junto às nossas instâncias representativas, tais como a PEC 215/2000, a PEC 187/2016, o PL 1610/1996, o PL 3729/2004 e outras iniciativas declaradamente anti-indígenas.

    Igualmente nos opomos de forma enfática a decisões adotadas pelo Poder Judiciário para anular terras indígenas já consolidadas e demarcadas definitivamente, privilegiando interesses ilegítimos de invasores e promovendo violentas reintegrações de posse, tudo sem qualquer respeito aos mais básicos direitos do acesso à justiça. A adoção de teses jurídicas nefastas, como a do marco temporal, serve para aniquilar nosso direito originário às terras tradicionais e validar o grave histórico de perseguição e matança contra nossos povos e a invasão dos nossos territórios, constituindo inaceitável injustiça, a ser denunciada nacional e internacionalmente visando à reparação de todas as violências sofridas até os dias de hoje.

    Soma-se a essa grave onda de ataques aos nossos direitos o aumento exponencial do racismo institucional e a criminalização promovidos em todo o País contra nossas lideranças, organizações, comunidades e entidades parceiras.

    Diante desse drástico cenário, reafirmamos que não admitiremos as violências, retrocessos e ameaças perpetrados pelo Estado brasileiro e pelas oligarquias econômicas contra nossas vidas e nossos direitos, assim como conclamamos toda a sociedade brasileira e a comunidade internacional a se unir à luta dos povos originários pela defesa dos territórios tradicionais e da mãe natureza, pelo bem estar de todas as formas de vida.

    Unificar as lutas em defesa do Brasil Indígena

    Pela garantia dos direitos originários dos nossos povos

    ARTICULAÇÃO DOS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL – APIB

     MOBILIZAÇÃO NACIONAL INDÍGENA

     

     

  • Lideranças indígenas do Rio Negro já estão em Brasília para participar do Acampamento Terra Livre que começa hoje, 24/04

    Lideranças indígenas do Rio Negro já estão em Brasília para participar do Acampamento Terra Livre que começa hoje, 24/04

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    O Acampamento Terra Livre (ATL) começa hoje, 24/04, e vai reunir nos próximos dias (24 a 28/04), cerca de dois mil indígenas de todo o país em Brasília.

    A presença de lideranças indígenas do Rio Negro é composta por membros da diretoria executiva da FOIRN, coordenadores regionais e representantes de organizações dos municípios de Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos.

    O objetivo do Acampamento Terra Livre  é reunir lideranças  de todas as regiões do Brasil para discutir e se posicionar sobre a violação dos direitos constitucionais e originários dos povos indígenas e das políticas anti-indígenas do Estado brasileiro.

    As pautas da mobilização são: a paralisação das demarcações indígenas; o enfraquecimento das instituições e políticas públicas indigenistas; as iniciativas legislativas anti-indígenas qual só devem ser consideradas Terras Indígenas as áreas que estavam de posse de comunidades indígenas na data de promulgação da Constituição (5/10/1988); os empreendimentos que impactam negativamente os territórios indígenas.

    O ATL 2017 é promovido pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) com apoio de organizações indígenas, indigenistas, da sociedade civil e movimentos sociais parceiros.

    Veja a programação

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    24 de abril

    Noite:

    – Chegada das delegações e recepção
    – Apresentação artística surpresa

    25 de abril

    Manhã:

    – Plenária de Abertura
    – Mesa de Debate: Ameaças aos direitos indígenas nos três poderes do Estado

    Tarde:

    – Marcha / Ato no Congresso Nacional

    Noite:

    – Plenária: Mulheres Indígenas
    – Atividades culturais

    26 de abril

    Manhã

    – Plenária: Orientação dos Grupos Temáticos de Trabalho

    Terras e territórios indígenas
    Empreendimentos que impactam os territórios indígenas
    Marco temporal, direito de acesso à justiça e criminalização de comunidades e lideranças indígenas
    Saúde indígena
    Educação escolar indígena
    Legislação indigenista

    Tarde:

    – Plenária: Socialização dos Resultados dos Grupos Temáticos de Trabalho
    – Audiência Pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal

    Noite:

    – Mostra Terra Livre de Audiovisual
    – Show “Demarcação Já” com a presença de artistas de expressão

    27 de abril

    Manhã:

    – Plenária: “Unificar as lutas em defesa do Brasil Indígena”, com a participação de representantes de organizações e movimentos sociais, urbanos e do campo.
    – Plenária / Mesa: “Articulação e unificação internacional das lutas dos povos indígenas”, com a participação de lideranças indígenas da Apib e do movimento indígena internacional.

    Tarde:

    – Marcha da Esplanada dos Ministérios
    – Protocolo do Documento Final do ATL 2017 junto a ministérios
    – Audiência e protocolo do Documento Final do ATL 2017 nos gabinetes dos Ministros do Supremo Tribunal Federal
    – Encerramento

    Noite:

    – Mostra Terra Livre Audiovisual
    – Apresentação do Documentário Martírio, de Vincent Carelli

    28 de abril

    – Participação do movimento indígenas no ato público da Greve Geral junto a outros movimentos sociais

  • Seminário Povos Indígenas do Rio Negro: encaminhamentos

    Seminário Povos Indígenas do Rio Negro: encaminhamentos

    Cerimônia de abertura

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    Cerimônia de benzimento da maloca antes da abertura do seminário

    Antes mesmo de começar, com a Casa do Saber/Maloca cheia de participantes do evento, o grupo de danças tradicionais da etnia Tuyuka realizou a cerimônia de benzimento do espaço.

    Após isso, foi dado a abertura oficial do Seminário Povos Indígenas do Rio Negro, que ocorreu entre os dias 17 a   19 de abril, que fez parte da programação do Abril Cultural Indígena realizada pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN, e seus parceiros e apoiadores.

    O evento reuniu mais de 200 lideranças, para discutir os temas  (1) histórico e incidências políticas no Rio Negro e no Brasil, (2) linha do tempo e as perspectivas regionais de sustentabilidade, (3) desafios e perspectivas de gênero do movimento indígena, (4) Plano de Gestão Territorial e Ambiental – PGTA e Sustentabilidade do Rio Negro, (5) experiências de povos indígenas com empresas, (6) patrimônio cultural imaterial e (7) oportunidades de projetos e financiamento de iniciativas indígenas.

    A partir dessas discussões e debates, as lideranças indígenas presentes traçaram a linha do tempo das ações do movimento Indígena do Rio Negro para promover uma reflexão sobre os trinta anos de fundação da FOIRN e apontar novos desafios e traçar propostas e ações a serem implementadas.

    Membros da Rede de Cooperação Amazônica participam do seminário

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    As organizações indígenas membro da Rede de Cooperação Amazônica como ATIX – Associação Terra Indígena do Xingu, AMAAIAC do Acre, OGM Vale do Javari, CIPK Kaxinawá, OPIAC do Acre, HUTUKARA Yanomami, expuseram suas experiências de lutas pelos direitos indígenas e atualmente a construção dos Planos de Gestão Territorial e Ambiental de seus territórios.

    Noites culturais e feira de artesanatos

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    Durante o dia ocorreu uma feira organizada pelas mulheres indígenas com a participação de representantes dos povos indígenas do estado do Acre. Cerâmicas, bolsas, pimenta, banco Tukano, arco e flecha e muitos produtos feitas por mulheres vindo as cinco regionais do Rio Negro foram expostos nas barracas organizados por coordenadorias regionais. As artesãs autônomas também estiveram presentes na feira.

    Durante as noites após o encerramento dos trabalhos do dia, teve apresentação de danças tradicionais e atividades culturais, incluindo a participação dos estudantes do Curso de Formação de Professores Indígenas da Universidade Federal do Amazonas.

    As atividades do Abril Cultural Indígena continuam, no próximo dia 29/04, terá Jogos Indígenas e o encerramento das atividades do mês.

    Segue abaixo o resumo das discussões e propostas por eixos temáticos trabalhados durante o seminário.

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    (1) Histórico e incidências políticas no Rio Negro e no Brasil: foi discutido como os indígenas perceberam o novo momento histórico e jurídico do estado brasileiro com a Constituição de 1988 e a oportunidade de reconhecimento do território. Apresentaram-se os interesses dos povos indígenas, do exército brasileiro, da aeronáutica e da marinha com relação ao processo de demarcação de terras indígenas, uma reivindicação das lideranças indígenas do Alto Rio Negro, dada a invasão de garimpeiros, os projetos de colonização e outras pressões externas nessa região. Após a demarcação de terras, políticas públicas diferenciadas foram conquistadas, como por exemplo, saúde indígena, educação escolar indígena, participação em conselhos de gestão pública e inclusão dos povos indígenas nos programas de direitos sociais. A partir da maior interação com o Estado e com o restante da sociedade brasileira, ocorreram mudanças profundas nesses últimos 30 anos. Houve também desestruturação e descontinuidade dos avanços conquistados. Assim com a preocupação que se tem hoje com relação a atuação do movimento indígena, pensando na gestão futura da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN e atentos as ameaças e retrocessos em relação aos direitos indígenas, definiu-se:

    1. Aprofundar as discussões sobre governança territorial e continuar a construção do Plano de Gestão Territorial e Ambiental do Rio Negro;
    2. Elaborar uma estratégia de registro da história da FOIRN e do movimento indígena do Rio Negro em diferentes formatos para o envolvimento da juventude como forma de transição geracional. Registrar em formato de livros e vídeos para poderem ser trabalhados nas escolas e outros espaços educacionais;
    3. Criar um mecanismo de transmissão de conhecimento e experiências adquiridas para que as lideranças que passam pela FOIRN continuem envolvidas e participando do movimento indígena; dar mais e reconhecimento as lideranças que já passaram por cargos; traçar estratégias para superar desafios do movimento indígena através da participação dos jovens e lideranças experientes do rio Negro.

    (2) Linha do tempo e as perspectivas regionais de sustentabilidade: foi apresentada uma linha do tempo por regional representativa da FOIRN (em anexo). Elaboração de projetos e execução de atividades a partir das demandas das comunidades indígenas com perspectiva de sustentabilidade:

    1. A COIDI realizará assembleia extraordinária para resolver os problemas das associações com relação às pendências do CNPJ e elaborar propostas de projetos de alternativas econômicas;
    2. A COITUA realizará o I Encontro de Consolidação da Gestão do Associativismo Indígena: Pensando Alternativas com os Povos Indígenas da Calha do Uaupés, rio Tiquié e afluentes e definirá o planejamento e ações para os próximos anos;
    3. A CAIARNX definirá uma agenda de trabalho para definir uma proposta conforme encaminhamento da última assembleia sub-regional; preencherá a ficha cadastral de associação e fortalecerá a politica local; acompanhará o projeto, ou revitalizar os projetos paralisados;
    4. A CAIMBRN continuará acompanhando as atividades de turismo na região do Médio Rio Negro; realizará levantamentos das etapas de elaboração do PGTAs das terras indígenas da região; acompanhará as atividades sobre o ordenamento pesqueiro na região; continuará mobilizando a luta pela demarcação das terras indígenas do Baixo Rio Negro; trabalhará pela regularização das organizações e incentivará a contribuir ao Fundo Wayuri;
    5. A CABC continuará com a discussão da política de gestão ambiental focado no investimento da capacidade das pessoas de avaliar, propor e executar ações que melhorem a vida, geração de renda e economia indígena sustentável. Especificamente, continuará acompanhando estruturação das cadeias de valor de produtos tradicionais da região, tais como pimenta, wará, tucupi, mel de abelha, e pequena produção de arroz.

    (3) Desafios e perspectivas de gênero do movimento indígena: Continuando as discussões da Assembleia Eletiva das Mulheres, foi debatido o fortalecimento do movimento das mulheres indígenas. Em especial, esse fortalecimento deve ser através da criação de uma Organização de Mulheres que seja independente e representativa em nível do Rio Negro. Também foi debatida articulação com mulheres de outras regiões e buscar um espaço físico para filial da loja Wariró em Manaus.

    1. Fortalecer a política do movimento de mulheres indígenas do Rio Negro por meio das viagens de articulação;
    2. Realizar troca de conhecimentos com as associações de mulheres de outros estados;
    3. Envolver a juventude nas políticas de discussão do movimento indígena do rio Negro.

    (4) Plano de Gestão Territorial e Ambiental – PGTA e Sustentabilidade do Rio Negro: As organizações indígenas membro da Rede de Cooperação Amazônica como ATIX – Associação Terra Indígena do Xingu, AMAAIAC do Acre, OGM Vale do Javari, CIPK Kaxinawá, OPIAC do Acre, HUTUKARA Yanomami, expuseram suas experiências de lutas que começou com arco e flecha e que hoje é feita com caneta e papel. Falou de sucessos e fracassos; processos de construção de PGTA como oportunidades de reflexão e o que levou ao fortalecimento político, étnico, cultural e identitário de seus povos; reorganização e retomadas de autonomia de decisões políticas. Contaram também suas experiências bem sucedidas em projetos como sistemas agroflorestais, mapeamentos de atividades produtivas, direitos sociais, educação, saúde e alternativas econômicas. As dificuldades internas e externas que afeta todos os povos indígenas no Brasil também foram analisados, além de apontar ameaças atuais em relação aos territórios e aos direitos indígenas. Tais ameaças afirmam a importância do PGTA como instrumento de luta e concretização de sua autonomia. As experiências de outros povos de outras regiões trouxe reflexão para realidade do Rio Negro que está em processo de construção de seus PGTAs. Ficou apontado a necessidade de reorganizar a luta do movimento indígena do Rio Negro e a FOIRN, discutir e definir melhor a governança das terras indígenas no Rio Negro, definir melhor políticas do movimento indígena e FOIRN nas questões alimentares, cultura, identidade, geração de renda, economia, perfil de lideranças, políticas e serviços públicos diferenciados. As propostas elaboradas a partir deste eixo e de debate são:

    1. A FOIRN junto com as coordenadorias regionais deve organizar agenda de um processo de reflexão nas comunidades junto com associações de base conduzindo a reformulação, reorganização e fortalecimento político do movimento indígena do rio Negro e FOIRN que será consolidada na forma de governanças dos territórios coletivos indígenas;
    2. Discutir e definir políticas e projetos de alimentação saudável que fortalece a cultura, identidade, promove o bem estar, o bem viver, geração de renda e patrimônio cultural;
    3. Elaborar plano estratégico de discussão e a promoção de uso sustentável de recursos pesqueiro e da biodiversidade capazes de valorizar conhecimentos tradicionais e divulgação cultural dos povos indígenas através da produção e comercialização no mercado Brasileiro e fora dela;

     

    (5) experiências de povos indígenas com empresas: o seminário discutiu experiências de comercialização e turismo em parceria com empresas, em especial os casos da OIBI (pimenta e cestarias) e o Projeto Marié, da ACIBRN. Esses projetos demonstram que o desafio maior não é encontrar parceiros, mas organizar e preparar as comunidades e associações para trabalhar numa lógica diferente, de mercado, com cronograma de trabalho e prestação de contas, por exemplo. Os projetos e parcerias nem sempre possuem recursos necessários para realizar todos os estudos, diagnósticos e capacitações necessárias, mas isso precisa ser pensado antes de começar. Foi lembrado também a importância de conversar sobre como vai ser usado o dinheiro, como as comunidades serão igualmente beneficiadas e como isso será investido, para garantir que o usufruto seja coletivo e não de poucas pessoas ou famílias. O alerta é também para o cuidado com as empresas que se escolhe para trabalhar, conhecer seu histórico, sua experiência e capacidade de executar o que for combinado e cuidar para que tudo que for combinado esteja em um contrato seguro. Não são as empresas que decidem onde querem trabalhar e que comunidades vão trabalhar com eles, a decisão é das comunidades. Os parceiros e a própria FUNAI devem acompanhar, trabalhar junto e assistir as comunidades em seus projetos conforme determina a PNGATI. Quando as pessoas decidem comprar algum produto ou algum serviço, elas escolhem pela qualidade e sabem fazer isso. Querem comprar produto com nota fiscal e saber que não vai acabar o recurso natural. “No rio Negro não dá para desenvolver atividades sem as parcerias, por envolver muitos mecanismos antes de chegar no mercado. Precisamos estruturar, nos organizar. Precisamos nos profissionalizar”. Os encaminhamentos foram:

    1. Priorizar a comercialização de produtos da roça – resolver as questões de escoamento, valorização e legalização dos produtos;
    2. Associações devem definir seu projeto: o que quer fazer, quem é responsável por cada atividade e como vai garantir que todas as decisões serão tomadas com a participação de todos. Somente depois trazer uma empresa para trabalhar;
    3. FOIRN vai construir propostas para criar um Mercado Indígena em parceria com FUNAI e Prefeituras Municipais.

    (6) patrimônio cultural imaterial: O foco da mesa foi a política de salvaguarda do patrimônio cultural imaterial executada pelo IPHAN e a discussão sobre a abertura do processo de revalidação da Cachoeira da Iauaretê como Patrimônio Cultural do Brasil. A plenária levantou questões sobre o processo ao presidente do DPI/IPHAN, que estava na reunião, e ressaltou que há também em toda a região muitos outros lugares importantes e sagrados que deveriam ser igualmente valorizados e registrados. A COIDI também entregou uma carta de manifestação ao presidente do DPI/IPHAN e à Superintendente do IPHAN no Amazonas, pedindo a expansão do registro da Cachoeira da Onça para outros lugares sagrados ao longo dos rios Uaupés e Papuri, e não simplesmente a revalidação do título da Cachoeira da Onça.

    No tema do Sistema Agrícola do Rio Negro foi discutido e ressaltado que toda política pública na área da produção agrícola para o Rio Negro, seja federal, estadual ou municipal, deve levar em conta as questões e orientações postas no contexto do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro, que é um patrimônio cultural reconhecido. E que os órgãos públicos que atuam nessa área (Sepror, Idam, Sempa) devem incorporar todas as orientações definidas nesse âmbito, adequando suas políticas, programas e projetos para o contexto sociocultural e ambiental do Rio Negro.

    Por fim, outro ponto ressaltado é que muitas vezes as questões que envolvem a valorização da cultura e do patrimônio cultural não são pauta das discussões e ações levadas a cabo pelas próprias associações locais, escolas e comunidades. E que para avançar nessa área é importante que essa pauta esteja presente e viva em todos os encontros, assembleias, nas escolas e em seus PPPs.

    (7) Oportunidades de projetos e financiamento para iniciativas produtivas e conservação: Flexibilizar as oportunidades por meio do Edital Floresta em Pé, iniciativa da Fundação Amazonas Sustentável – FAS em parceria com o Fundo Amazônia/BNDES, para as organizações indígenas que deverão submeter projetos com apoio técnico da FAS. Isso aumentará o acesso das organizações indígenas aos recursos disponíveis, que geralmente são muito burocráticos.

     

  • Seminário Povos Indígenas do Rio Negro começa na segunda-feira, 17/04, confira a programação

    Seminário Povos Indígenas do Rio Negro começa na segunda-feira, 17/04, confira a programação

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    O Seminário Povos Indígenas do Rio Negro vai promover o III Encontro de Lideranças Indígenas do Rio Negro nos dias 17 a 19/04, na Casa dos Saberes da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), em São Gabriel da Cachoeira.

    O seminário será divido em duas partes: a primeira parte, que ocorrerá nos primeiros dois dias vai tratar do tema DESAFIOS INDÍGENAS NA SUSTENTABILIDADE, essa parte terá 5 atividades, que será apresentações sobre temáticas específicas como Histórico e incidências políticas no Rio Negro e no Brasil, Linha de tempo e a perspectivas regionais, Desafios e perspectivas de gênero do Movimento Indígena Rio Negro, PGTA e Sustentabilidade do Rio Negro: oportunidades, riscos e caminhos e Experiências de povos indígenas com Empresas.

    A segunda parte terá como a pauta central a GOVERNANÇA PÚBLICA NO RIO NEGRO, onde além de apresentações sobre o tema, terá também a apresentação de planos de trabalhos anual de todas as instituições quem atuam na região do Rio Negro.

    Ao longo do evento terá também noites culturais, exibição de vídeos, exposição de artesanatos e comidas típicas e muito mais.

    Confira a programação abaixo.

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    DIA 17/04/2017
    PRIMEIRA PARTE: DESAFIOS INDÍGENAS NA SUSTENTABILIDADE
    Manhã
    Atividade 1: Histórico e incidências políticas no Rio Negro e no Brasil (Márcio Santilli e Gersem Baniwa).

    Atividade 2: Linha de tempo e a perspectivas regionais (Baixo Waupés e Tiquié (COITUA); Médio, alto Waupés e Papuri (COIDI); Alto Rio Negro e Xié (CAIARNX); Baixo Rio Negro (SGC, Santa Isabel e Barcelos) (CAIBRN); Içana e afluentes (CABC); Táwa (indígenas da cidade).
    Debatedores: Bráz França, Almerinda Ramos, Prefeito Clóvis Curubão Tariano, Coordenador Funai Domingos Barreto e João Paulo Barreto.

    Tarde
    Atividade 3: Desafios e perspectivas de gênero do Movimento Indígena Rio Negro
    Expositores: Departamento de Mulheres da FOIRN, UMIAB – União de Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira e Departamento da Juventude da FOIRN.

    DIA – 18/04/2017
    Manhã
    Atividade 4: PGTA e Sustentabilidade do Rio Negro: oportunidades, riscos e caminhos diferentes.
    Expositores: CIR, OPIAC, ATIX, Sateré/Guaraná e Wite Kate
    Debatedores: Wariró, OIBI, ACIBRIN e Assai.

    Tarde
    Atividade 5: Experiências de povos indígenas com Empresas
    Expositores: Bonifácio José (COIAB), João Neve (COIAB) e Ageu Saterê.
    Debatedores: FOIRN, ISA, FUNAI, FEI.

    DIA – 19/04/2017
    SEGUNDA PARTE: GOVERNANÇA PÚBLICA NO RIO NEGRO.

    Manhã e tarde
    Atividade 1: O que é Governança e Gestão? Políticas e Administração pública no Rio Negro;
    Expositores: Dr. Mateus e Fernando Merloto Soave do Ministério Público Federal.

    Atividade 2: Relatório das atividades das instituições referentes as recomendações do MPF e MPE/2016 e plano anual de 2017;FOIRN (Marivelton Barroso Presidente); FUNAI (Domingos Barreto Coordenador); ISA (Beto ou Aloisio Cabalzar Coordenador do Programa Rio Negro); BRIGADA (General Bandeira); IFAM (Professor Elias Brasilino Diretor Geral do Campus); UEA (Solange Diretora); DSEI ( Coordenador/a); Prefeituras (Prefeito Barcelos, Santa Isabel e São Gabriel da Cachoeira); IDAM (Jander); e ICMBio.

    Tarde
    Encaminhamentos finais e documento do seminário.

  • Abril Indígena leva atividades culturais nas escolas em São Gabriel da Cachoeira/AM

    Abril Indígena leva atividades culturais nas escolas em São Gabriel da Cachoeira/AM

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    Lançado oficialmente na última sexta-feira, 07/04, a Abril Cultural Indígena 2017 realizado pela FOIRN com apoio da CR Rio Negro/Funai em parceria com várias instituições que atuam no município de São Gabriel da Cachoeira, entre elas, escolas da rede estadual de ensino, iniciou as primeiras atividades nesta segunda-feira, 10/04.

    Os mais de 500 alunos da Escola Estadual Sagrada Família, das turmas de 1º ao 9º ano do ensino fundamental tiveram uma aula diferente hoje.

    Conheceram um pouco mais sobre a vida nas comunidades, através de vídeos feitos na região do rio negro. Muitos destes vídeos feitos nas línguas indígenas faladas na região.

    E tiveram também aula de música, com instrumentos chamados de Japurutu e Carriçú, os mais conhecidos no Rio Negro, com os mestres João Bosco da etnia Dessano e Ricardo Marinho da etnia Tukano, vindos da comunidade Balaio – BR 307, especialmente para apoiar as atividades da Abril Indígena.

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    Da dir. a esq. Ricardo Marinho  Tukano e João Bosco Dessano

    Enquanto os meninos estavam prestando bastante atenção nos sons do carriçú e do japurutu, as meninas com ajuda das coordenadoras da atividade, aprendiam a fazer saia com fibra de buruti.  E ainda,  conheceram também as pinturas corporais usados pelas etnias Dessano e Tukano em várias ocasiões.

    Não precisou perguntar se a aula foi bom aos alunos. A alegria no rosto e a vontade de querer aprender mais foi o suficiente.

    Para as coordenadoras da atividade e os mestres, a experiência foi um sucesso. É a primeira vez, que atividades culturais estão sendo levados para a sala de aula, através do Abril Indígena. Através dos vídeos e as palestras, foi ressaltado aos estudantes a importância da valorização da identidade cultural de cada um deles, que são parte de uma enorme diversidade cultural existente no Rio Negro.

    Amanhã, 11/04 as atividades do Abril Indígena continuam. Dessa vez será no Colégio Irmã Inês Penha, também em São Gabriel da Cachoeira.

    Participaram desta atividades: Lucas Matos/Dajirn, Adelina Sampaio/Dajirn, Elizângela da Silva/Dmirn, Janete Alves/Dajirn, alunos e professores da Escola Sagrada Família.

  • Foirn e Funai lançam Abril Cultural Indígena 2017 nesta sexta-feira, 07/04

    Foirn e Funai lançam Abril Cultural Indígena 2017 nesta sexta-feira, 07/04

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    Com o tema “Rio Negro, Somos nós que fazemos”, o Abril Cultural Indígena 2017 será aberto oficialmente nesta sexta-feira, 07/04, às 19h30, no Casa do Saber maloca da FOIRN, localizado na Avenida Álvaro Maia, nº 79, centro de São Gabriel da Cachoeira – AM.

    O evento é organizado pela Federação das Organizações Indígenas do rio Negro (FOIRN) e a Coordenação Regional  Rio Negro/Funai, em  parceria com a Prefeitura Municipal, escolas municipais, escolas estaduais,  IFAM – Campus São Gabriel da Cachoeira e outras instituições locais.

    Segundo Marivelton Barroso, presidente da FOIRN, este ano a FOIRN teve a iniciativa de envolver as instituições como forma de chamar a atenção para a realidade dos Povos Indígenas do município e do Brasil. ” O evento é uma oportunidade de mostrar a todos a nossa cultura e as brincadeiras realizadas dentro da comunidade, além de falar de nossas preocupações com a situação dos Povos Indígenas do Brasil”, diz presidente.

    São esperados mais de 200 participantes direto nas palestras, seminários e outras atividades.

    “O objetivo das atividades alusivas ao dia do índio, é estimular o reconhecimento e a valorização dos povos e culturas indígenas, com o fortalecimento da identidade e a promoção da sustentabilidade socioeconômica dos povos do rio Negro”, disse Domingos Sávio Barreto, coordenador da FUNAI Rio Negro.

    Na abertura de lançamento do Abril Indígena Rio Negro 2017 terá apresentação da Agremiação Baré e o grupo Tuyuca. Coo também terá uma palestra do André Baniwa sobre o tema e campanha lançada recentemente sobre “Menos preconceito, mais índio”.

    Após a palestra será feito o anúncio da PROGRAMAÇÃO das atividades que serão realizadas durante o Abril Indígena, que inclui Atividades Culturais nas escolas da sede do município, o III Encontro de Lideranças Indígenas que terá como o tema central de discussões e debates a sustentabilidade, palestras nas escolas, feira de exposição e comercialização de produtos indígenas, apresentações culturais e jogos indígenas que serão realizadas na Orla da Praia.

    A programação também terá como atividade a participação de um grupo de lideranças indígenas no Acampamento Terra Livre a ser realizado entre 24 a 28 de abril em Brasília.

    https://www.youtube.com/watch?v=t4tOFQ9L1_0

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    Programação Abril Indígena Rio Negro 2017

    Dia 07 (sexta Feira):

     – Lançamento “Abril Cultural Indígena, rio Negro é nos que fazemos”

               Local: Maloca da FOIRN/ Horário: 19 hs e 00 min

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    Dia 10/04 (Segunda-Feira)

    – Oficina na Escola Estadual Sagrada Família

    “ Cultura e agente que faz”

    – Local: Escola Sagrada Família/Horario: Integral

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     Dia 11/04 (Terça Feira)

    –  Oficina na Escola Estadual Sagrada Família;

    “ Cultura e agente que faz”

    Local: Escola Irmã Inês Penha/ Horario: Integral

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    Dia 12/04 (quarta Feira)

    – Discussão sobre A Lei Municipal de Cultura;

    Local: Câmara Municipal;

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     Dias 17 a 19/04

    – III Encontro de Lideranças Indígenas do Rio Negro;

    Local: Maloca da FOIRN/ Horário: Integral

    • Durante o dia terá Feira das Mulheres Indígenas nos dias 18 e 19/04 (manhã/tarde).
    • Noites culturais

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    Dia 24 a 28/04

    – Participação de Lideranças Indígena do Rio Negro no Acampamento Terra Livre ATL;

    Local: Brasília

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      Dia 29/04 (Sábado)

    – Jogos Indígenas  

    Local: Orla da Praia/ Horário: 07:30 as 13:00

    Noite

    – Encerramento e Premiação dos vencedores Jogos indígenas

    Local: Maloca da FOIRN/ Horário: 19hrs

  • Carta de Manifesto da FOIRN contra o Decreto nº 9.010, de 23 de março de 2017, que reforça o desmonte da FUNAI

    Carta de Manifesto da FOIRN contra o Decreto nº 9.010, de 23 de março de 2017, que reforça o desmonte da FUNAI

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    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN vem mais uma vez manifestar sua INDIGNAÇÃO e REPÚDIO contra o Decreto nº 9.010, de 23 de março de 2017 do Governo Federal. Esse Decreto legitima mais um ataque do Governo ANTI-INDÍGENA de Michel Temer, em concordância com o então Ministro da Justiça, Osmar Serraglio, e Antônio Costa, atual Presidente da Fundação Nacional do Índio – FUNAI, reforçando o claro objetivo deste Governo em desmontar a FUNAI e acabar com a política indigenista no país. O Governo Federal e o Congresso Nacional, com sucessivos ataques aos direitos dos povos indígenas, vêm enfraquecendo a política institucional de defesa dos direitos dos povos indígenas e com este último GOLPE intensifica o processo de EXTINÇÃO do órgão indigesta.

    Esse Decreto DESRESPEITA o Artigo 6º da Convenção 169/OIT, que trata do direito à consulta livre, prévia e informada, “Na aplicação das disposições da presente Convenção, os governos deverão:

    1. a) Consultar os povos interessados, por meio de procedimentos adequados e, em particular, de suas instituições representativas, sempre que sejam previstas medidas legislativas ou administrativas suscetíveis de afetá-los diretamente;
    2. b) Criar meios pelos quais esses povos possam participar livremente, ou pelo menos na mesma medida assegurada aos demais cidadãos, em todos os níveis decisórios de instituições eletivas ou órgãos administrativos responsáveis por políticas e programas que lhe afetem”.

    O Decreto desrespeita também a Resolução nº 006 de 2016 do Conselho Nacional de Política Indigenista, de 25 de novembro de 2016.

    No intuito de assegurar o respeito aos povos indígenas e ao CNPI, a FOIRN exige a imediata paralisação da tramitação do processo relativo a este Decreto de reestruturação da FUNAI e de qualquer outra iniciativa análoga por parte do Governo Brasileiro e que o mesmo abra dialogo com este CNPI e com os Povos Indígenas do Brasil, a fim de que o direito de Consulta livre, prévia e informada seja devidamente respeitada e atendida.

    Diante desta falta de respeito do Governo com os povos indígenas, a FOIRN em conjunto com as demais organizações indígenas e indigenistas do Brasil entra mais uma vez na LUTA para fazer valer o direito à consulta, conforme o Artigo 6º da Convenção 169/OIT.

    Tal falta de respeito à referida Convenção é vista, por exemplo, a Extinção de 03 CTLs e outras frentes e funções estratégicas importantes da Coordenação Regional da FUNAI do Rio Negro publicadas no ultimo dia 31/03/2017 no diário oficial da união.

    Através desta carta de MANIFESTO a FOIRN deixa claro que NÃO aceitará em nenhum momento esse desmonte da política indigenista oficial, que nada mais é uma nova tentativa de acabar com os povos indígenas do Brasil. A FOIRN LUTARÁ ATÉ O MOMENTO EM QUE ESSE DECRETO FOR REVOGADO. A FOIRN INTENSIFICARÁ juntos com demais movimentos regionais e nacionais O ENFRENTAMENTO para que o Órgão Indigenista seja fortalecido, principalmente em suas estruturas regionais e locais, para cumprir com suas atribuições institucionais quanto à proteção desses territórios e a promoção dos direitos indígenas.

    Nesse sentido a FOIRN não aceita a extinção das 03 CTLs e outras frentes ligadas a FUNAI – CR/RN, visto que é uma conquista dos povos indígenas do Rio Negro que muito contribui para o desenvolvimento de políticas indigenistas. Nos últimos anos a FOIRN sempre buscou novas estratégias através de diálogos diretos com a presidência da FUNAI para fortalecimento das CTLs por considerar de suma importância para o desenvolvimento regional sustentável.

    Movimento Reação e Resistencia no Rio Negro sempre firme e forte através da FOIRN.

    São Gabriel da Cachoeira-AM, 03 de Março de 2017.