Mês: abril 2018

  • Maloca de Itacoatiara Mirim é reinaugurada no dia do Índio

    Maloca de Itacoatiara Mirim é reinaugurada no dia do Índio

    População de São Gabriel da Cachoeira (AM) comemora a reabertura de importante centro de resistência cultural indígena na cidade

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    Mestre Luiz Laureano toca japurutu ao lado do seu irmão na reabertura da Maloca de Itacoatiara Mirim|Ovinho Tuyuka / Rede de Comunicadores Indígenas do Rio Negro

    Com muito caxiri, quinhampira, mujeca e música tradicional do Alto Rio Negro, o Mestre Luiz Laureano Baniwa, de 71 anos, reinaugurou sua Maloca em uma grande festa, no bairro de Itacoatiara Mirim, na periferia de São Gabriel da Cachoeira (AM)

    A Maloca de Itacoatiara reabriu neste 19 de abril, dia do Índio, após quase um ano fechada para reforma. Apoiada pelo Instituto Socioambiental (ISA), a Maloca promoveu uma campanha de financiamento coletivo na internet para captar doações para sua reconstrução. O valor de R$ 20 mil coletado foi suficiente para arcar com as despesas necessárias à obra, que contou com amplo trabalho da comunidade e, sobretudo, do seu principal construtor, Mestre Luiz.

    Durante todo o dia 19, Mestre Luiz e a comunidade multiétnica de Itacoatiara Mirim promoveram um festival cultural indígena para receber a população de São Gabriel e visitantes de fora. “Estou muito feliz porque conseguimos reconstruir nossa Maloca Casa de Conhecimento. Agora podemos receber todo mundo de novo para mostrar nossa cultura”, celebra Mestre Luiz.

    Para recuperar sua tradição, Luiz Laureano ergueu a Maloca de Itacoatiara em 2005 e, desde então, mora com a sua esposa no local, onde também recebe visitantes, promove eventos culturais, festas comunitárias, faz benzimentos e outros rituais de cura. Evangélico, Mestre Luiz não deixa sua cultura de lado e concilia a religião cristã com os rituais indígenas. “Importante é manter a cultura do índio, porque sou índio Baniwa mesmo. Essa é a minha palavra”, enfatiza o carismático Mestre Luiz.

    Com 90% da população indígena, São Gabriel da Cachoeira concentra 23 etnias e possui quatro línguas indígenas cooficiais (Baniwa, Nhengatu, Tukano e mais recentemente, o Yanomami). Por toda essa riqueza e diversidade cultural, São Gabriel recebe o título de cidade mais indígena do Brasil. Na área urbana do município existem apenas duas Malocas, a de Itacoatiara Mirim e a da Foirn (Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro), importante local de reunião do movimento indígena, também reconstruída recentemente pelo Mestre Luiz.

    Por Juliana Radler

    Publicado originalmente no: https://www.socioambiental.org/pt-br/blog/blog-do-rio-negro/maloca-de-itacoatiara-mirim-e-reinaugurada-no-dia-do-indio

     

     

  • Programação: XI Encontro de Mulheres Indígenas do Rio Negro

    Programação: XI Encontro de Mulheres Indígenas do Rio Negro

    XI Encontro de Mulheres Indígenas do Rio Negro

    capa mulheres

    Dia 29/04/2018
    – A partir das 15 horas: Chegada das participantes / Credenciamento
    – 18 horas: Jantar

     1º Dia – 30/04/2018
    7 h Café da Manhã· 8 horas: Recepção e acolhimento das convidadas e participantes (Canto tradicional na língua indígena – Departamento de Mulheres)·

    8h30 às 9h30: Dinâmica de integração

    9h30 às 10h30: Mesa de abertura “A importância da mulher indígena nos espaços de tomada de decisão”

    Expositoras: Almerinda Ramos Tariana, Cecília Albuquerque Piratapuia, Sandra Gomes, Djuena Tikuna, Floriza Yanomami, Mayra Wapichana, Maria Assunta Tukano, Nara Baré e Rosilene Fonseca Piratapuia· 10h30 às 11 horas: Xibé/Café· 11h. às 12 horas: Debate em Plenária sobre o tema da mesa de abertura

    12h. às 13h30 – Almoço

    13h30 – Animação  · 14 horas – Apresentação sobre “Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTAs) das Terras Indígenas do Rio Negro e mulheres” – Elizângela da Silva Baré·

    14h30 às 16 horas – Grupos de trabalho sobre os principais desafios para as mulheres no contexto dos PGTAs·

    16h. às 16h15 – Xibé

    16h15 às 17h30 – Apresentações dos grupos de trabalho, por região administrativa

    17h30 às 18 horas – Encerramento do dia / Música com Djuena Tikuna

    18h. às 19 horas – Jantar

    2º Dia – 01/05/2018
    7 h – Café da Manhã

    8 horas – Dinâmica de abertura·

    8h30 às 10h30 – Mesa de exposição: “Sustentabilidade, Economia Indígena, Empreendedorismo e Políticas Públicas voltadas à Geração de Renda das Mulheres Indígenas”. Estudos de casos: Alpargatas Kayapó, Pimenta Baniwa, Artesanato Indígena do Alto Rio Negro, Turismo Indígena de Base Comunitária e Cerâmica de Taracuá.

    10h30 às 11 horas – Xibé/Café· 11h. às 12 horas: Debate na Plenária

    12h. às 13h30 – Almoço
    13h30 – Animação

    13h30 às 15h. – Grupos de trabalho sobre dificuldades enfrentadas pelas mulheres indígenas na geração de renda e como superar os obstáculos

    15h. às 16 horas – Apresentação dos grupos de trabalho·

    16h. às 16h15 – Xibé

    16h15 às 18 horas – Exposição e debate sobre Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro· 18h. às 18h30 – Dinâmica de encerramento·

    18h30 às 19h30 – Jantar

    3º Dia – 02/05/2018
    7 h – Café da Manhã· 8 horas – Dinâmica de abertura

    8h30 às 9h30 – Importância da comunicação para as lutas do movimento indígena, protagonismo feminino na política e empoderamento da juventude – Mayra Wapichana (CIR – Conselho Indígena de Roraima), Djuena Tikuna, Sany Brasil, Nara Baré (COIAB) e Departamento de Jovens da Foirn·

    9h30 às 10h. – Debate em Plenária·

    10h30 às 11h. – Xibé/

    11h às 12h. – Informe ATL 2018 com Rede de Comunicadores Indígenas do Rio Negro e lideranças do Rio Negro
    12h. às 13h30 – Almoço
    13h30 às 14 horas – Animação

    14h às 15 horas – Exposição da ONU Mulheres

    15h às 16 horas – Debate em Plenária

    16h às 16h15 – Xibé

    16h15 às 18h– Trabalho de Grupo sobre Direitos da Mulher na sociedade brasileira.

    4º Dia – 03/05/2018
    7 horas – Café da Manhã

    8 h – Animação·

    8h às 8h30 – Eleição da comissão que fará a redação da carta das Mulheres do XI Encontro de Mulheres Indígenas do Rio Negro

    8h30 às 9h30 – Plenária sobre prioridades para a elaboração do Manifesto das Mulheres Indígenas do Rio Negro 2018 – Inclusão da discussão de gênero no movimento indígena.

    9h30 às 12h. – Grupos de Trabalho

    12h. às 14 horas – Almoço

    14h. às 16 horas – Redação do Manifesto

    16h. às 16h15 – Xibé/Café

    16h15 às 16h45 – Leitura e aprovação do Manifesto das Mulheres Indígenas do Rio Negro

    16h45 às 17h. – Assinatura do Manifesto pelas participantes

    18h30 às 19h30 – Jantar

    19h30 às 20h30 – Show de encerramento com Djuena Tikuna e Cariçu Tuyuka