Mês: novembro 2021

  • Apoiadores e parceiros visitam projetos desenvolvidos pela Foirn no Rio Negro

    Apoiadores e parceiros visitam projetos desenvolvidos pela Foirn no Rio Negro

    Representantes da Rainforest Foundation Norway (RFN), Oficial da União Européia (UE) no Brasil e Instituto Socioambiental (ISA) passaram alguns dias no Rio Negro (16 à 20/11) para visitar a Foirn e alguns de seus projetos realizados com suas parcerias e apoio.

    A delegação foi composta por: Martina Bogado Duffner, Torris Tillmann Jager e Ellen Hestnes Ribeiro (RFN), Stefan Hermann Agne (EU), Aloísio Cabalzar, Natalia Pimenta, Rodrigo Junqueira, Jefferson Camarão e Bianca (ISA).

    A delegação cumpriu uma agenda de visita no Rio Negro. A primeira participação foi o II Encontro do Comitê Gestor do Fundo Indígena do Rio Negro (FIRN), realizado no dia 16 de novembro de 2021, na sala de reunião do ISA.

    A FOIRN através da coordenação do FIRN apresentou as suas atividades, abrangência e funcionamento. De origem alemã, Stefan Hermann Agne da delegação da União Europeia no Brasil, em sua apresentação disse que mora em Brasília e, é responsável pela cooperação entre a União Europeia e Brasil, entre o governo e sociedade civil, que também apoia os povos indígenas. Há seis anos a UE apoia ações voltadas para o projeto de Cadeias de Valores e encerra este ano, mas, vai continuar o apoiando especificamente os povos indígenas na Amazônia.

    Torris Tillmann Jager, Diretor da RFN está na função há 6 meses falou da sua primeira visita ao Brasil e ao Rio Negro no Amazonas e contou que quando a Ellen Hestine apresentou o projeto para ele e mostrou a foto da praia de São Gabriel da Cachoeira ficou feliz e encantado em continuar os trabalhos iniciados por ela anteriormente, em apoiar a FOIRN e aos povos indígenas do Rio Negro.

    Delegação visita Casa de Frutas Secas em Santa Isabel do Rio Negro

    Acompanhado pelo Diretor Presidente da FOIRN, Marivelton Barroso do povo Baré, a delegação visitou um projeto desenvolvido por estes apoiadores no dia 16 de novembro no município de Santa Isabel do Rio Negro. Foram recebidos de forma calorosa pela população e lideranças da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (ACIMRN), com dança caxirí na cuia da cultura regional (nome da dança) e em seguida foi servido um jantar de comidas típicas.

    Na manhã do dia 17/11, a delegação participou de uma reunião no auditório da Escola Santa Isabel do Rio Negro , onde foram apresentadas as atividades do Departamento de Mulheres e Jovens Indígenas no Rio Negro, projetos e ações relacionados ao Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro e Turismo Comunitário em Terras Indígenas.

    A ACIMRN é uma associação de grande importância para as comunidades da região do médio Rio Negro, atualmente com estrutura e organização fortalecida com apoio dos parceiros e financiadores. Desde ano passado há uma representação do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro (DMIRN) e Jovens Indígenas do Rio Negro (DAJIRN) no âmbito da associação.

    A Casa de Frutas Seca é resultado do trabalho no âmbito do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro (Reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil em 2010 pelo IPHAN) vai fortalecer a economia local, onde os produtores indígenas terão mais uma opção para a comercialização de seus produtos, além de seus clientes ou instituições.

    O beneficiamento e comercialização dos produtos remanescentes das vendas dos produtores indígenas da região serão através da Casa de Frutas Secas.

    Nessa reunião a delegação conheceu a nova diretoria da ACIMRN eleita no início de novembro, que terá a gestão entre 2022-2025.

    Comitiva visita a comunidade Cartucho – Médio Rio Negro

    No retorno de Santa Isabel do Rio Negro, 17/11, a comitiva fez uma breve parada na comunidade de Cartucho, onde os comunitários aguardavam com uma calorosa recepção. Germano Sanches Batazar, da etnia Baré, cacique da comunidade agradeceu aos visitantes pela visita. A oportunidade presidente da FOIRN falou da importância da parceria entre a Federação e o Instituto Socioambiental para desenvolver iniciativas inovadoras e sustentáveis em Terras Indígenas. E falou do Projeto Serras Guerreiras desenvolvido nessa região, e lançou o convite para os visitantes na próxima vez conhecer melhor a atividade dessa iniciativa.

    Visita a Casa de Produtores Indígenas do Rio Negro – Wariró

    A delegação fez uma breve visita a Casa de Produtos Indígenas do Rio Negro – Wariró, onde pôde conhecer a diversidade cultural indígena do Rio Negro, um rico patrimônio material e imaterial que valoriza a cultura dos povos e estimular a geração de renda a partir da produção sustentável de produtos artesanais. A marca Wariró, um ser mitológico cuja morada está na serra de Curicuriari, ou Bela Adormecida, atualmente cartão postal de São Gabriel da Cachoeira, e está relacionado ao início do cultivo dos alimentos e da fartura nas roças.

    Comitiva visita Maloca do Conhecimento Baniwa de Itacoatiara Mirim

    Para finalizar a agenda de visita no Rio Negro, a comitiva visitou a comunidade de Itacoatiara Mirim no dia 18/11, nas mediações de São Gabriel para realizar trilha ecológica com Sr. Luiz Baniwa, cacique da Casa do Conhecimento Baniwa que conduziu a equipe para um passeio e conhecer um pouco do seu costume e sua cultura.

  • Lideranças indígenas participam de formação sobre associativismo e governança no Rio Negro

    Lideranças indígenas participam de formação sobre associativismo e governança no Rio Negro

    O encontro aconteceu entre os dias 24 a 26 de novembro no Telecentro do Instituto Socioambiental (ISA) em São Gabriel da Cachoeira.

    Participantes da formação realizada em São Gabriel da Cachoeira . Foto: Ray Baniwa/Foirn

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN promoveu entre os dias 24 a 26 de novembro, em São Gabriel da Cachoeira, a 852 km de Manaus, uma formação em gestão de associações voltada para lideranças comunitárias. Participaram da capacitação cerca de 30 membros de cinco associações de base da FOIRN: Caiarnx (Alto Rio Negro, Xié e Balaio), Nadzoeri (Bacia do Içana), Caimbrn (Médio e Baixo Rio Negro), Diawi´i (Baixo Uaupés, Rio Tiquié e Afluentes) e Coidi ( Médio, Alto Uaupés e Rio Papuri).

    Os temas abordados durante a formação foram assessoria jurídica e contábil, fluxo de trabalhos, assim como o histórico do associativismo e a governança do movimento indígena do Rio Negro. Além disso, foram realizadas a regularização e balanço contábil de uma associação como exemplo prático. Atualmente, são 90 associações de base em toda a região do Rio Negro, que compreende os municípios de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira.

    Para Damásio Tukano, da coordenadoria Diawii, que participou da formação em São Gabriel da Cachoeira, é importante que as lideranças indígenas que estão nas associações de base conheçam os processos para conseguir fazer os trabalhos e manter a associação ativa juridicamente.  “São conhecimentos e informações que muitas vezes não sabemos. Participar dessa formação nos ajuda a levar informações para outras lideranças que estão nas associações”.

    Damásio Tukano, liderança da região do Rio Tiquié, membro da Coordenadoria Diawii.

    A formação realizada foi coordenada pela secretária administrativa da FOIRN, Maria Hildete Araújo, do povo Tariano, pela advogada Renata Vieira e do antropólogo Renato Martelli, ambos do Instituto Socioambintal – ISA,  e da contadora consultora Karla Cristina.

    A capacitação aconteceu em  parceria com o Instituto Socioambiental e apoio do Fundo Socioambiental CASA. Diante do desafio de apoiar as associações no processo de regularização, a FOIRN, em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA), desenvolve ações de formação sobre Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civíl (MIROSC) e apoio para regularização. A ação é realizada como parte de projeto financiado pela União Europeia no período de 2017-2019 com objetivo de fortalecer a autonomia dos Povos Indígenas do Rio Negro na implementação de políticas públicas por meio do novo MROSC.

    Sobre a FOIRN
    A FOIRN é uma organização que articula ações em defesa dos direitos e do desenvolvimento sustentável de 750 comunidades indígenas na região mais preservada da Amazônia, na tríplice fronteira com Venezuela e Colômbia

  • Projeto da Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro é aprovado pelo Fundo Elas

    Projeto da Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro é aprovado pelo Fundo Elas

    Elizangela Baré – Presidente da Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro

    Criada em 2017 para valorizar dois elementos fundamentais da cultura Baré no Alto Rio Negro: o artesanato e a agricultura, a Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro (Amiarn), está entre as associações com projetos selecionados pelo (@fundoelas ) Fundo Elas através do Programa Mulheres em Movimento 2021.

    O Programa Mulheres em Movimento 2021 vai apoiar 93 grupos. O objetivo do programa é apoiar e reconhecer o trabalho de lideranças LBTs, negras, indígenas, quilombolas, jovens, pessoas com deficiência, mulheres que vivem nas florestas, nos campos, defensoras de territórios. Para saber mais sobre o fundo, acesse: http://www.fundosocialelas.org/

    Elizângela da Silva Baré, presidente da Amiarn comemorou ao receber a notícia. Para ela, o projeto vai possibilitar a implementação de algumas propostas que constam no Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) do território na qual a associação faz parte. “O projeto vai fortalecer o protagonismo das mulheres indígena na busca do desenvolvimento sustentável e bem viver indígena dentro do territórios”, afirmou.

    Elizângela é uma das 21 finalistas do Prêmio Inspiradoras é uma iniciativa de Universa e do Instituto Avon, que tem como missão descobrir, reconhecer e dar maior visibilidade a mulheres que se destacam na luta para transformar a vida das brasileiras.

  • Associação das Comunidades Indígena do Médio Rio Negro realiza assembleia e elege diretoria jovem para próxima gestão

    Associação das Comunidades Indígena do Médio Rio Negro realiza assembleia e elege diretoria jovem para próxima gestão

    A IX Assembleia da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (ACIMRN) aconteceu nos dias 04 e 05 de novembro, na comunidade de Açaituba – Médio Rio Negro no município de Santa Isabel do Rio Negro, aproximadamente 135 pessoas estiveram presentes neste evento.

    Participantes da IX Assembleia da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (Acimrn) realizada na comunidade Açaituba – Médio Rio Negro. Foto: reprodução/Acimrn

    A assembleia reuniu representantes de todas as comunidades que compõem a Acimrn, para avaliar os trabalhos realizados no período de 2018-2021 e tratar de temas como a revisão e alteração do estatuto social da associação.

    Entre os trabalhos avaliados na assembleia foram: Casa de Frutas, atuação do Departamento de Mulheres e Jovens Indígenas do Rio Negro e Fundo Indígena do Rio Negro.

     Foram destaques na assembleia o crescimento e fortalecimento dos projetos e ações relacionados ao Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro e Turismo Comunitário em Terras Indígenas. Foi encaminhado a necessidade de ampliação desses trabalhos para as demais comunidades e a população indígena da sede do município que são associadas a organização.

    A pauta mais esperado da assembleia foi a eleição da nova diretoria, que aconteceu no último dia, organizado e regido pelo estatuto e coordenado por uma Comissão Eleitoral composto por pessoas indicadas,  sem vínculos com a associação.

    O resultado da eleição definiu a gestão 2022-2025 da Acimrn que ficou da seguinte forma:  Adilson Joanico Baniwa  (Presidente), Joaquim Rodrigues Baré (Vice Presidente), Rodrison Maia (Secretário Titular), Eldenir Santos Baré (Secretário Suplente), Eliezer Sarmento Tukano (Tesoureiro Titular) e Adamor Pinheiro Baré (Tesoureiro Suplente).

    A eleição também definiu integrantes do Conselho Deliberativo e Fiscal, espaço importante de deliberação que ficou constituída da seguinte forma: Carlos Nery Piratapuia  (Presidente), Erivaldo Araújo  (Vice – Presidente), Deivison Murilo Baré (Secretário), Ilma Nery Piratapuia ( Membro), Marciano Pascoal Baré (Membro), Iago Miranda Baré (Membro).

    Lideranças Indígenas da região do Médio Rio Negro agradeceram a Foirn pelo esforço e atuação na região nos últimos anos, que para eles, é histórico, como não acontecia nos anos anteriores. Lembraram que o fortalecimento das associações de base, entre estes, a Acimrn, tem dado resultados positivos. Parceiros da Foirn, como o Instituto Socioambiental (ISA) e a rede de apoio aos projetos na região foram lembrados.

    A Foirn foi representada pelo Presidente, Marivelton Rodrigues Baré e Coordenadores de Departamentos; Dadá Baniwa (DMIRN), Melvino Fontes (Educação e Cultura), Elson Kene (DAJIRN), Mirian Pereira (Fundo Indígena) e Luciane Lima (Casa Wariró).

  • Monitoramento ambiental e climático fortalece a governança territorial e gestão socioambiental na Bacia do Içana

    Monitoramento ambiental e climático fortalece a governança territorial e gestão socioambiental na Bacia do Içana

    Na primeira semana de novembro, entre 01 a 05, foi realizada a 9ª Oficina de Rede de Agentes Indígenas de Manejo Ambiental/AIMA na Bacia do Içana no Centro de Pesquisa e Formação Enopana da Escola Baniwa Eeno Hiepole da Comunidade Canada/Koitsiali.

    Participantes da oficina realizado na comunidade Canadá – Rio Ayarí. Foto: Nadzoeri

    Os temas abordados na oficina foram: a) elaboração de relatório sobre os principais eventos ambientais e climáticos; b) construção do ciclo anual 2021 registrando os principais fenômenos; c) narrativa dos conhecedores sobre os ciclos cerimoniais associados aos ciclos anuais; d) discussão sobre impactos das mudanças climáticas no manejo do mundo e rituais Baniwa; e) adequação do calendário Baniwa para inclusão das cerimônias e eventos sociais; f) vinculação das estratégias de ações integradas para implementação dos PGTAS nas comunidades.

    Segundo Juvêncio Cardoso, secretário Executivo da Coordenadoria Nadzoeri (Rio Içana e Afluentes) a oficina retomou as atividades que haviam sido paralisadas devido à pandemia.  “A realização da oficina fortalece o monitoramento ambiental e climático visa acumular e gerar informações necessárias para subsidiar a governança territorial e gestão socioambiental no nosso território”, diz Juvêncio. “A ação além de contribuir no registro de dados sobre o território, promove também a capacitação e formação de novas lideranças Baniwa e Koripako”, completa.

    Agentes de Manejo Ambiental na oficina elaboram Ciclo Anual Baniwa e Koripako . Foto: Nadzoeri

    Mesmo com o avanço da vacinação contra a Covid-19 na região do Rio Negro, teve restrição na quantidade de participantes. Apenas 20 pessoas de 13 comunidades Baniwa participaram da oficina.

    Entre os vinte participantes, além dos AIMAS, estudantes de ensino fundamental e ensino médio representantes das escolas Baniwa Ttole/Tunui Cachoeira, escola Baniwa Eenawi/Santana, Escola Baniwa Herieni/Ucuqui Cachoeira e Escola Eeno Hiepole completaram as vagas de participação.

    Os pesquisadores receberam lâmpadas solares doadas pela parceria Foirn, Instituto Socioambiental (ISA) com apoio da UNHCR- Brasil para apoiar o trabalho de estudo, pesquisa e monitoramento ambiental e climático realizado através de anotações em diários de campo e uso de tablets nas comunidades indígenas.

    A oficina teve a realização da Foirn em parceria com a coordenadoria Nadzoeri, ISA e apoio do projeto LIRA e Betty & Gordon Moore Foundation.