Mês: agosto 2022

  • INDÍGENAS DO ALTO RIO NEGRO APROVAM O PROTOCOLO DE CONSULTA  DURANTE O VI ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DA CAIARNX

    INDÍGENAS DO ALTO RIO NEGRO APROVAM O PROTOCOLO DE CONSULTA DURANTE O VI ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DA CAIARNX

    A Coordenadoria das Associações indígenas do Alto Rio Negro e Xié (CAIARNX), uma das coordenadorias administrativas da Federação das Organizações indígenas do Rio Negro (FOIRN) realiza a VI Assembleia Geral Ordinária nos dias 23 a 26 de agosto de 2022, na Uka Wasu Kuasa “Tu’re” Baré (Casa Grande da formação de conhecimento do povo Baré), na Comunidade Tabocal dos Pereira, Alto Rio Negro, com o tema central: “Os Direitos Indígenas no Marco da Consulta Livre, Prévia e Informado, elaboração e a aprovação do protocolo autônomo de consulta”.

    A assembleia contou com a participação de 81 delegados e delegadas representantes das seguintes associações: Associação das Mulheres Indígenas do Balaio (AMIBAL), Associação das Comunidades Indígenas do Balaio (ACIB), Associação das Comunidades Indígenas Putira Kapuama (ACIPK), Associação das Comunidades Indígenas Baré do Alto Rio Negro (ACIBARN), Associação das Comunidades Indígenas do Alto Rio Negro (ACIARN), Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro (AMIARN), Associação das Comunidades Indígenas do Rio Xié (ACIRX), Organização das Comunidades Indígenas do Alto Rio Negro (OCIARN), Associação Indígena de Desenvolvimento Comunitário do Distrito de Cucuí (AIDCC) e Organização Indígenas de Nova Vida (OINV). E demais participantes como professores, lideranças e moradores locais.

    Adão Francisco Henrique Baré – Diretor da FOIRN de referência da coordenadoria CAIARNX. Foto: Reprodução.

    A FOIRN, esta representada pelo diretor Adão Francisco Henrique Baré, diretor de referência da coordenadoria CAIARNX, Belmira da Silva Melgueiro – Coordenadora do Departamento de Mulheres indígenas do Alto Rio Negro (DMIRN), Elson Kene Angelino Cordeiro –  Coordenador do Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas do Alto Rio Negro_(DAJIRN), Luciane Mendes de Lima – Coordenadora do Departamento de Negócios Socioambientais, Emilene Lizardo – Secretária, Érika Ágatha Marágua Valentin – Articuladora do Departamento de Jovens da Coordenadoria CAIARNX,  Hélio Gessem Monteiro Lopes – Articulador do Departamento de Jovens Coordenadoria DIAWII, Josimara Oliveira – Gerente Financeiro do Fundo Indígena do Rio Negro (FIRN) Miriam Brito – Assistente Administrativo Financeiro Fundo Indígena do Rio Negro (FIRN, Andréia – Assessora Técnica do FIRN e Rosane Cruz – Articuladora dos Agente indígenas de Manejo Ambiental (AIMAs).

    O Instituto Socioambiental (ISA), estava representado por Renato Martelli – Analista Socioambiental, Renata Vieira – Advogada e Chantelle Teixeira Advogada do Conselho Indigenista Missionário (CIMI).

    Arlindo Soares Baré. Foto: Irinelson Freitas – Comunicador indígena da Rede Wayuri

    A Assembleia contou ainda com a presença de dois convidados, Orlando Melgueiro da Silva Baré – Técnico Pedagógico (GEEI/SEDUC) e Arlindo Soares Baré – Presidente da Fundação da União da Plurinacionalidade dos Estudantes Indígenas do Brasil – Campinas/SP.  

    O Protocolo de Consulta

    Durante a Assembleia, foram discutidas pautas sobre O Protocolo de Consulta – Movimento Indígena do Rio Negro, governança e conjuntura do protocolo de consulta da FOIRN, foi apresentado pelo Renato Martelli. Na oportunidade é exibido vídeo sobre “A obrigação do Estado em consultar os povos indígenas”.

    Direito à Consulta Prévia Livre e Informada. O que é o protocolo de consulta?

    Foto: Irinelson Freitas – Comunicador indígena da Rede Wayuri

    A plenária discutiu e apresentou sobre esta pauta respondendo de acordo com a realidade de cada região sobre a Estrutura Básica dos protocolos. O Passo a passo do processo de diálogo: Plano de Consulta: Qual o objetivo da Consulta? Sobre o que devemos ser consultados? Quando devemos ser consultados? Quem deve ser consultado?  Como queremos ser consultados?  E quais as etapas em um processo de consultas?  Como nós tomamos as nossas decisões?

    Para ajudar a entender melhor sobre o tema, foi exibido  vídeos “Protocolo de Consulta do Povo Munduruku” e o “Primeiro Protocolo de Consulta do Povo KAIAPÓ” primeiro protocolo lançado em vídeo. 

    o Protocolo Autônomo de Consulta da Coordenadoria das Associações Indígenas do Alto Rio Negro e Xié (CAIARNX) é anunciado e aprovado por unanimidade.

    Fundo Indígena do Rio Negro – FIRN

    Josimara Melgueiro de Oliveira – Gerente Financeiro do FIRN. Foto: Irinelson Freitas – Comunicador indígena da Rede Wayuri

    Josimara Melgueiro de Oliveira – Gerente Financeiro do FIRN, Miriam Pereira Brito – Assistente Administrativo e Financeiro do FIRN, Andréia_Assesssora do FIRN apresentaram a estrutura atual do Fundo, categorias, missão e visão, execução financeira, edital e oficinas do FIRN.

    Departamento de Negócios Socioambientais (Casa de Produtos Indígenas do Rio Negro-Wariró)

    Luciane Mendes de Lima Coordenadora do Departamento de Negócios Socioambientais apresentou a Missão da Casa Wariró, Propósito, Objetivo, Vantagens de vender os produtos através da Casa Wariró, Rank dos dez produtos mais vendidos na Casa Wariró, cadastro de artesãos, Encomendas de artesanatos, formas de pagamento esclarecendo os procedimentos de pagamento, quando é feito pela Casa e quando é repassado para o Departamento financeiro da Instituição, agendas de planejamentos do departamento frisando a importância de planejamento das coordenadorias para que o Departamento de  

    Negócios possa ver as possibilidades de execução dentre outros.

    Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro-DMIRN

    Belmira da Silva Melgueiro – Coordenadora do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro (DMIRN). Apresentou a Estrutura Atual, Missão Institucional, Atribuições do Departamento de Mulheres, Organograma Estrutural, Atividades Executadas, ONU Mulheres: Formação de lideranças e autocuidado, Fundo Canadá, Projeto Aprovados, Proposta da Nova Estrutura do Departamento, entre outros.

    Belmira da Silva Melgueiro – Coordenadora do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro (DMIRN). Foto: Irinelson Freitas – Comunicador indígena da Rede Wayuri

    Belmira, reforçou sobre a decisão que a coordenadoria junto aos membros de associações sobre a escolha da coordenadora articuladora do departamento de mulheres, onde a mesma informou que ficará sobre responsabilidade e decisão do povo para referência da coordenadoria CAIARNX. Portanto fica sob decisão da maioria.

    Orlando Baré ressaltou sobre as atividades e a valorização da mulher indígena e demais lideranças mulheres da comunidade local.

    Diretor Adão reforça sobre a articulação das mulheres da Coordenação do DMIRN junto às demais presidentes de associações das mulheres. Reforçou ainda sobre a representação da senhora Belmira Melgueiro articuladora que será avaliada para definir uma posição como coordenadora.  Informou sobre uma futura agenda de viagem junto a coordenadora do departamento, membro da coordenadoria e demais equipe de departamentos da FOIRN para planejamentos de viagens futuras dentro da região CAIARNX.

    Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro_DAJIRN

    Elson Kene Angelino Cordeiro – Coordenador do Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro (DAJIRN). Apresentou a Coordenação Geral do DAJIRN, Articuladores Regionais, Consultor em Gestão Administrativa, Conselho REAJUIRN e Conselho Diretor, Área de atuação, e área de abrangência da FOIRN, Histórico da Criação do Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro, Atividades Executadas, Estrutura Organizacional do DAJIRN dentro da estrutura da Federação.

    Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais do Brasil-CONAFER Rio Negro

    Janderson Quintino – Articulador representante do CONAFER apresentou as atividades executadas dentro do programa CONAFER. Atual coordenação na representação do senhor Edson Gomes – Baré. Durante debate da plenária, muitas duvidas foram tiradas.

    Coordenadoria das Associações Indígenas do Alto Rio Negro e Xié-CAIANX, Carlos Azevedo_Coordenador Secretário da CAIARNX e José Alberto Baltazar_Coordenador Tesoureiro da CAIARNX. Apresentaram a Fundação da Coordenadoria CAIARNX; TIS de abrangência da CAIARNX; Associações de Base; Gestão de representantes da CAIARNX 2004/2022; Fortalecimentos das Associações e Iniciativas Comunitárias; Planejamentos de atividades/associações de base; FUNDO CAIARNX; Conflitos de Terras e elaboração do acordo de convivência interno; Atividades de complemento em Ação Social “Ação Barekeniwa”; Apresentação de lideranças indígenas na gestão 2021-2024.

    Articulação Institucional dos Agentes Indígenas de Manejo Ambiental – AIMAs,

    Rosane Gonçalves Cruz – Articuladora do AIMAs. Foto: Irinelson Freitas – Comunicador indígena da Rede Wayuri

    Rosane Gonçalves Cruz Articuladora do AIMAs apresentou o trabalho dos Agentes Indígenas de Manejo Ambiental – AIMAs. A Atribuição, objetivos dos trabalhos dos AIMAs, informou sobre a indicação de 04 agentes indígenas de manejo ambiental (Alto e Médio Rio Negro, Xié e Balaio). Houve momento de debate da plenária para decisão do representante de cada microrregional. Os escolhidos como Agente do AIMAS foram Josiel Antônio Narciso_da ACIRX (Campinas Rio Xié), Edmar Miguel Brasão ACIBARN/ACIPK (Inambu), Marcelo Veloso Prado – AINBAL (Balaio).

    Trajetória de vida dentro no movimento indígena

    Orlando Baré, falou de sua breve trajetória de vida dentro do contexto do movimento indígena, ressaltando sobre os desafios dos povos indígenas, a presença dos professores e sua importância.

    Orlando Melgueiro da Silva Baré – Técnico Pedagógico (GEEI/SEDUC). Foto: Irinelson Freitas – Comunicador indígena da Rede Wayuri

    “… O ensino de qualidade é de ordem do governo, professores, educadores pais e mães não devem desanimar diante do estado para lutar por uma Educação, Ensino de Qualidade nas escolas públicas”. Afirma

    Deliberações Finais:

    Encaminhamento da Ata de Reunião de Adolescentes e Jovens Indígenas do Alto Rio Negro TI Cué Cué Marabitanas, TI Balaio. Encaminhamentos: 1º Encontro do Jovens e Adolescentes da CAIARNX, a ser realizado nos dias 06 a 08 de outubro de 2022, com objetivo: Promover a troca pluricultural de vivencia dos jovens indígenas com intuito de ressignificar a identidade Ancestral dos jovens e adolescentes da CAIARNX.

    Desistência da Conselheira do Conselho Diretor e Comissão Fiscal, Elizângela da Costa, sendo substituída pela plenária, sendo indicado para substituição o senhor Sânzio Gomes Barbosa.

    Escolha de 20 delegados (as) para participar da Assembleia Geral da FOIRN, que se realizar-se-á entre os dias 23 a 25 de novembro de 2022 na Comunidade Cartucho/Médio Rio Negro: 1- Ronaldo Melgueiro Ambrósio (Coord. CAIARNX), 2- Antônio Cândido Baltazar (Coord. CAIARNX), 3- Carlos Azevedo Alvarado (Coord. CAIARNX), 4- José Alberto Baltazar (Coord. CAIARNX), 5- Risomar Gomes Camico (OINV), 6- Rosane da Silva Barreto (CD/FOIRN), 7- Sânzio Gomes (CD/FOIRN), 8- Miguel Alemão Miranda (ACIARN), 9- Arlindo Martins Baltazar (ACIBARN), 10- Ana Gabriela Gregório Maquirino (AMIARN), 11- Gilmar Gomes Maia (OINV), 12- Elísio Pinto da Silva (AIDCC), 13- Lucilene A. Veloso (AMIBAL), 14- Valdino G. Marinho (ACIB), 15- Anildo Cândido de Oliveira (ACIRX), 16- Domingos Garrido Pinto (OCIARN), 17- Gentil Peres Marcelino (ACIPK), 18- Rafaela Sampaio (Rede de Jovens), 19- Kelson Evangelista Melgueiro (Rede de Jovens), 20- Hayla Camico Gomes (Rede de Jovens).

    Escolha da delegação para Assembleia Extraordinária das Mulheres Indígenas do Rio Negro: 1- Elizângela da Silva Costa, 2- Fátima Garrido Gregório, 3- Laura Gaudêncio Batista, 4- Antônia Odete, 5- Ana Gabriela Gregório, 6- Gabriela Paula Pimentel, 7- Ruthiene Peixoto, 8- Lucilene Veloso, 9- Maria Aparecida Figueredo, 10- Anita Ramos Barreto.

    Foto: Irinelson Freitas – Comunicador indígena da Rede Wayuri
  • FOIRN ELEGE NOVA ARTICULADORA DAS MULHERES INDÍGENAS DO MÉDIO E BAIXO RIO NEGRO

    FOIRN ELEGE NOVA ARTICULADORA DAS MULHERES INDÍGENAS DO MÉDIO E BAIXO RIO NEGRO

    Durante o I encontro de Mulheres Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro na comunidade Cartucho, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), elege a nova articuladora das Mulheres do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro para a Região da Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro (CAIMBRN), Cleocimara Reis Gomes do povo Piratapuia, foi eleita com 21 votos de 35 delegadas, atua como professora na comunidade Cartucho, membra da Associação das Comunidades Indígenas Ribeirinhas (ACIR), tem como formação e experiência cursos de Gestão de Projetos Indígenas-UFAM/COIAB, Fortalecendo a capacidade Indígena para conservação ambiental – ACTBrasil, Guarda -Parque Indígenas e Não Indígenas-ACTBrasil, Técnica em Floresta – CETAM, Formada em Licenciatura Indígena Política Educacionais e Desenvolvimento Sustentável- UFAM, Experiência como Professora desde 2012, Tesoureira da ACIR 2009 a 2012 e Presidente da ACIR 2014 a 2017.

    As candidatas que concorreram o cargo de articuladora, Gloria Rabelo, Cleocimara Reis gomes e Arleide Bety Reis da Silva. Foto: Rariton Horácio- Baré – Comunicador Indígena da Rede Wayuri.
    Cleocimara Reis gomes – Eleita Articuladora das Mulheres Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro. Foto: Rariton Horácio- Baré – Comunicador Indígena da Rede Wayuri.

    Cleocimara assumirá a função que estava a sua antecessora Glória de Braga Rabelo do povo Baré e atuará a partir do mês de setembro de 2022 a dezembro de 2024.

    As mulheres reunidas neste encontro receberam palestras sobre sensibilização de violência contra mulher onde foram esclarecidas teses sobre os tipos de violência, como física, psicológica, moral, patrimonial, sexual, a Dulce assessora do DMIRN/ISA cita que varias mulheres passam por esse ato de violência mais que não tem a coragem de denunciar o agressor. As delegadas tiveram a oportunidade de falar sobre a realidade de cada região que é uma grande fatalidade na sociedade.

    A liderança da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (ACIMRN) Jaqueline, que por sua vez também e membro do conselho tutelar do município de Santa Isabel do Rio Negro, explanou sobre os direitos que a mulher tem hoje e muita das vezes não são atendidas quando resolvem denunciar. Disse que como se as mulheres fossem sem valor moral na sociedade.

    Erica Vilela Yanomami, Presidente da AMYK. Foto: Rariton Horácio- Baré – Comunicador Indígena da Rede Wayuri.

    Erica Vilela Yanomami, Presidente da AMYK, relatou que na sua região ainda e praticado atos de violência sexual bastante constrangedor, que faz as mulheres do povo Yanomami sentir-se traumatizada, sem valor moral para os homens, onde ela cita que ela é uma guerreira que sempre vai lutar pelos seus direitos e faz reivindicações de seus direitos para seu povo.

    Maria do Rosário do povo Baniwa, coordenadora do Departamento de Mulheres indígenas do Rio Negro (DMIRN), apresenta a realidade do funcionamento e faz uma proposta de implementação de uma rede entre as mulheres.

    Sheine Diana articuladora Departamento de Adolescentes e Jovens do Rio Negro (DAJIRN). Apresenta a estrutura composta pelo pelos articuladores representando as cinco regiões.

  • FOIRN PARTICIPA DO ENCONTRO DO OBSERVATÓRIO DE PROTOCOLOS COMUNITÁRIOS EM BRASÍLIA-DF

    FOIRN PARTICIPA DO ENCONTRO DO OBSERVATÓRIO DE PROTOCOLOS COMUNITÁRIOS EM BRASÍLIA-DF

    No período de 25 a 27 de agosto, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), representado pelo Diretor Dário Casimiro do povo Baniwa, que participa do II Encontro do Observatório de Protocolos Comunitários em Brasília-DF.

    Este encontro tem como pauta a Roda de saberes de apresentação das experiências de Protocolos Autônomo e construção de estratégias conjuntas. Roda de conversa nos Casos de violações ao direito a consulta prévia nos territórios e ameaças atuais no Brasil (PDL177 e outros). Apresentação de relatórios de Observatório de Protocolos e encaminhado ao mecanismo de revisão de periódica universal (RPU/ONU 2022) e do Informe sobre Direito à livre Determinação dos Povos (CIDH 2022). Roda de conversa: consulta prévia e licenciamento ambiental.

    O encontro conta com a participação do representante do conselho de Observatório de Protocolos, APIB, CONAQ, Rede PCTs e Convidados internacionais.

    Realização:

    -Observatório de Protocolos Comunitários

    -Universidade Federal de Grande Dourados (UFGD)

    – Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR)

    -Centro de Pesquisa e Extensão em Direito Socioambiental (CEPEDIS)

    -Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB)

  • FOIRN REALIZA ECONTRO DE MULHERES INDÍGENAS NA COMUNIDADE CARTUCHO NO MÉDIO RIO NEGRO

    FOIRN REALIZA ECONTRO DE MULHERES INDÍGENAS NA COMUNIDADE CARTUCHO NO MÉDIO RIO NEGRO

    No último dia 25 (quinta feira), na comunidade Cartucho, município de Santa Isabel do Rio Negro, dá – se o início do I encontro de Mulheres do Médio e Baixo Rio Negro com o tema Fortalecendo a lutas das mulheres indígenas no médio e baixo rio negro.

    Na solenidade de abertura, as convidadas tiveram a oportunidade de retratar a quanto tempo fazem parte do movimento indígena e de como é importante à participação das mulheres para o fortalecimento do departamento de mulheres indígenas do Médio e baixo rio negro.

    O encontro conta com a presença Maria do Rosário Piloto Martins e Glória Rabelo Coordenadoras do Departamento das Mulheres Indígenas do Rio Negro (DMIRN), Sheine Diana – Articuladora do Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro (DAJIRN), Aida Oliveira – Administradora da Comunidade Cartucho, Gilce França – Articuladora DEPC/FOIRN, Aparecida Rodrigues – Representante  da Associação da Comunidades Indígenas Ribeirinhas (ACIR), Dulce Morais – Assessora do ISA, Socorro – Makira Êta, Evaldo Bruno – Vice Coordenador da CAIMBRN, Jaqueline Pimenta Sanches – Conselheira Tutelar/SIRN, Rebeca Binda – fotógrafa Independente.

  • FOIRN REALIZA OFICINA DE FIBRA DE PIAÇAVA NA REGIÃO DE BARCELOS

    FOIRN REALIZA OFICINA DE FIBRA DE PIAÇAVA NA REGIÃO DE BARCELOS

    Na comunidade de Romão do Rio Aracá, foi realizado a II Oficina de Fibras de Piaçava, organizado pela articuladora do Departamento de Adolescentes e Jovens do Rio Negro (DAJIRN/FOIRN), Sheine Diana,  região da Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro (CAIMBRN), no período de 19 a 21 de agosto de 2022.

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) apoia ações relacionadas ao artesanato indígena e seus diferentes produtos oriundos de matérias-primas como cipó, tucum, piaçava e outras fibras naturais; cerâmica tradicional; além de produtos alimentícios do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro.

    Fortalecer a arte e a cultura é um dos projetos prioritários dos povos indígenas do rio negro. A importância de preservar as tradições culturais da comunidade e fortalecer a produção e comercialização do artesanato produzido nas aldeias foi definida como prioridade no Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) desenvolvido pela Associação e Organização representante do povo da Coordenadoria CAIMBRN.

    Foto: Raritom – Comunicador Indígena da Rede Wayuri

    O trabalho para incentivar o desenvolvimento sustentável dos povos indígenas é importante para demonstrar como as populações indígenas  desempenham um papel fundamental na conservação de florestas, desenvolvendo atividades produtivas que contribuem para o fortalecimento de suas culturas, protegendo os recursos naturais e a biodiversidade em seus territórios. As atividades de produção sustentável também contribuem para fortalecer a autonomia dos povos indígenas na gestão e proteção de seus territórios, com a obtenção de renda para movimentar atividades das organizações indígenas.

    O modelo de subsistência dos povos tradicionais tem base nos conhecimentos passados de geração em geração pelos ancestrais, que transmitiram através de lendas a necessidade de proteger o solo, já que é ele quem garante a sobrevivência do ser humano, possibilidade de crescimento econômico e provimento das necessidades básicas humanas sem o desgaste e poluição ambiental.

  • FOIRN PROMOVE REUNIÃO SOBRE PAUTAS DE FORMAÇÃO INDÍGENA COM O REITOR DA UFAM

    FOIRN PROMOVE REUNIÃO SOBRE PAUTAS DE FORMAÇÃO INDÍGENA COM O REITOR DA UFAM

    Na manhã de segunda feira (22), a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro realiza a reunião interinstitucional com instituições convidadas para tratar sobre a pauta Vestibular Indígena, Licenciatura Indígena, Cursos EAD, Pós Graduação, Vestibulares diferenciados e outros.

    Na oportunidade o estudante entregaram documentos de reivindicação para o Reitor Sylvio Puga que esteve presente juntamente com a sua comitiva formada pela professora Iraildes Caldas Torres – Diretora do Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais (IFCHS), o coordenador da Licenciatura Indígena, Nelcioney Araújo e o diretor do Departamento de Articulação e Planejamento de Extensão (Darpex), professor Paulo Negreiros.

    A Diretoria executiva da Foirn esteve representada pelo Presidente Marivelton Rodrigues Baré, Vice Presidente Nildo Fontes Tukano e Dário Casimiro Baniwa, Coordenadora do Departamento de Educação e Patrimônio Cultural da Foirn, Lorena Araújo Tariana, Articulador do Departamento de Adolescentes e Jovens do Rio Negro (DAJIRN), Hélio Gessem Lopes, Presidente da Fundação da União da Plurinacionalidade dos Estudantes Indígenas do Brasil, Arlindo Baré estudante da UNICAMP/SP.

    Instituições que aceitaram o convite

    Representantes das Escolas Estaduais, o Instituto Federal do Amazonas (IFAM), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Grêmio Estudantil, APMCs, COPIARN, APIARN e DSEI/ARN.

    Edilson Martins do povo Baniwa, Doutor em linguística. Foto: DECOM/FOIRN

    Edilson Martins do povo Baniwa, Doutor em linguística/IFAM, disse que há dez a nos atrás tudo era diferente, nunca se viu um reitor conversar com indígenas para ouvi-los e conhecer a realidade dos povos do alto rio negro, principalmente nesse momento difícil que as instituições estão passando, sem recursos financeiros.

    “Esse diálogo das instituições (estadual e federal) é fundamental. Cada vez mais está se fortalecendo pela luta, fico muito feliz quando vejo um reitor chegar à minha região do Içana, dos Ianomami, não é fácil, a gente conhece tão bem a grandeza de nossa terra”. Completa.

    Novos desafios

    A comitiva do Reitor seguiu para a comunidade indígena Waruá com o tamanho de 1000 m², fica próximo ao município de São Gabriel da Cachoeira, acompanhada pela Coordenadora do Departamento de Educação e Patrimônio Cultural, Lorena Araújo, Coordenadora do departamento de Comunicação, representantes da APIARN e COPIARN, Presidente da Fundação da União da Plurinacionalidade dos Estudantes Indígenas do Brasil, Arlindo Baré.

    A visita à comunidade foi com objetivo de ouvir os anseios do povo Daw, Hupda e Nadüb. Os moradores, professores da rede de ensino da Educação Municipal participaram da conversa onde os mesmo demandaram que seja implementado a licenciatura especifica para esse povo.

  •  42 Indígenas Yanomami recebem colação de grau em Maturacá, São Gabriel da Cachoeira – AM.

     42 Indígenas Yanomami recebem colação de grau em Maturacá, São Gabriel da Cachoeira – AM.

    A Universidade Federal do Amazonas (UFAM) em parceria com a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) realizam mais uma colação de grau dos professores indígenas no dia 20/08 (sábado), dessa vez no território Yanomami, especificadamente em Maturacá, no município de São Gabriel da Cachoeira – AM, formando 42 professores em Licenciatura Indígena: Políticas Educacionais e Desenvolvimento Sustentável.

    O fato é inédito, agora, os yanomami fazem parte do grupo de povos indígenas que já acessam a educação de nível superior de qualidade e diferenciada, ofertada pela Ufam. No qual podemos citar os povos baniwa, os tukano e os de língua yêgatu (Baré), que também concluíram o curso nos meses de julho e agosto e tiveram suas cerimônias de colação de grau em terra indígena.

    Esteve presentes nesta cerimonia a comitiva do reitor, professor Sylvio Puga, pela primeira vez em Maturacá, no qual a cerimonia foi realizada no ginásio Padre Antônio Góes, a diretora do Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais (IFCHS), professora Iraildes Caldas Torres, o coordenador da Licenciatura Indígena, Nelcioney Araújo e o diretor do Departamento de Articulação e Planejamento de Extensão (Darpex), professor Paulo Negreiros, representando o pró-reitor de Extensão, professor Almir Menezes. o comandante do 5º Pelotão Especial de Fronteira do Exército Brasileiro, tenente Celino também ocupou assento à mesa juntamente com o padre salesiano Raimundo Marcelo Cardoso Maciel, Dário Casimiro do povo Baniwa, diretor da Foirn, Lorena Araújo do povo Tariano – Coordenadora do Departamento de Educação e Patrimônio Cultural da Foirn.
    José Pereira Góes, da Associação dos Rios Cauaburis e Afluentes (AYRCA), a presidente da Associação das Mulheres Yanomami, Erika Vilela e os caciques Miguel Figueiredo e Antônio Lopes.

    “Na prática, o desafio de implementar políticas voltadas a esses povos é do tamanho da nossa região. É difícil promover conhecimento de forma que as etnias não se desassociem da cultura, de seu valor de pertencimento étnico, de sua língua materna ao passo que se insira nos processos de aprendizagem”, Disse Sylvio Puga – Reitor da Ufam.

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    “Além da educação diferenciada, entendemos que o pleito de vocês vai muito além: saúde, agricultura ambientalmente responsável e espaço de fala onde a instrução científico tecnológica pode ajudá-los dentro do que nos compete e nós iremos ajudar a traçar essa caminhada”. Completou.

    “Estou academicamente feliz por vê-las se emancipando o que também é resultado do que observemos como resultado do intervalo de tempo a contar de 1952. Mais recentemente, há 30 anos as terras yanomami foram demarcadas e vocês têm buscado equilibrar apoderamento diante do mundo e cultura. Hoje, vocês têm um novo capítulo, uma nova conquista, que é importantíssima: a educação. É a educação o grande movimento do desenvolvimento humano”. Afirmou Profª. Iraildes Caldas Torres – Diretora do IFCHS.

    A mesma ficou feliz ao ver que dos 42 diplomas emitidos, 13 seriam conferidos a mulheres yanomami.

    “Desejo sucesso ao que vocês se propuserem a fazer. Prossigam na caminhada e agreguem mais conhecimento em prol do desenvolvimento desta região da qual nos orgulhamos”. Disse tenente Celino – comandante do 5. Pelotão Especial de Fronteira do Exército Brasileiro.

    O Diretor Dário Casimiro Baniwa, ressaltou no seu discurso o trabalho árduo que a FOIRN vem realizando há décadas, para que tudo isso pudesse acontecer e que vai continuar lutando pelos Direitos Indígenas e do bem estar dos povos indígenas do Rio Negro. O mesmo disse que quem ganha com o acontecimento é o povo indígena.

    “Desde o início dos anos 2000 estamos nesta luta. Só em 2009 conseguimos consolidar esse objetivo de alcançar o ensino superior com um conteúdo que refletisse a nossa realidade. Em 2010 houve enfim a seleção e foi no ano de 2014 que a Licenciatura iniciou suas atividades, efetivamente. Nossa luta é árdua e de anos, não acabará. Hoje, contudo, é noite de celebração”. Completou.

  • COIDI REALIZA A XIV ASSEMBLEIA REGIONAL ORDINÁRIA NO DISTRITO DE IAUARETÊ

    COIDI REALIZA A XIV ASSEMBLEIA REGIONAL ORDINÁRIA NO DISTRITO DE IAUARETÊ

    No período de 16 a 20 de agosto de 2022 a Coordenadoria das Organizações Indígenas do Distrito de Iauaretê (COIDI), realiza a XIV Assembleia Regional Ordinária com o tema “Construção e Validação do Protocolo Geral de Consulta dos Povos e Comunidades Indígenas do Rio Negro da região da COIDI”, no Salão Paroquial da Paróquia São Miguel Arcanjo.

    Elson Kene e Helio Gessem (DAJIRN) e Dadá Baniwa (DMIRN). Foto: Irinelson Freitas – Comunicador Indígena da Rede Wayuri.

    As pautas da Assembleia foram a Introdução, histórico e conjuntura do protocolo de consulta dos povos indígenas do Rio Negro; Instâncias de governança da FOIRN e das Coordenadorias Regionais; Direito Fundamental à consulta e ao consentimento livre, prévio e informado; Constituição Federal, Direitos Indígenas e convenção 169 OIT; Exemplos de Protocolo de consulta elaborados; Trabalhos de Gts por calhas de Rio (Alto Rio Waupés, Médio Rio Waupés e Japú, Rio Papuri, Povo Hupdah, Iauaretê e Juventude – Grupo de alunos da sede) sobre os protocolos de consulta, quais os caminhos a percorrer, formas e locais de representação e tomadas de decisões locais; Consolidação do Protocolo de Consulta da COIDI; Bebida Alcoólica em Terras Indígenas, segundo a legislação Brasileira,Eleições 2022 – Campanha Indígena; Repasse sobre revalidação do Patrimônio Cultural IPHAN, Participação no projeto Parinã; Apresentação das atividades das associações de base por região; Debates e encaminhamentos das demandas; Apresentação DAJIRN; Apresentação DMIRN; Apresentação FIRN e departamento de negócios; Apresentação do Conselho de Líderes; Apresentação de Gestão Administrativa e financeira da coordenação regional – prestação de contas do Fundo Wayuri; Apresentação de atividades e informes da COIDI; Apresentação do planejamento de atividades a serem realizadas pela COIDI/FOIRN até dezembro 2022; Encaminhamento para Gt’s de discussão e elaboração de propostas de atividades, projetos e assuntos gerais para 2023 a 2024;

    Foto: Irinelson Freitas – Comunicador Indígena da Rede Wayuri.

    A Apresentação dos Grupos de trabalhos e Encaminhamentos sobre a pauta Introdução, histórico e conjuntura do protocolo de consulta dos povos indígenas do Rio Negro com o palestrante da assessoria Técnica do ISA, Renato Martelli. O mesmo ressaltou que foram elaborados dez PGTAs na região do Médio e Alto Rio Negro, tanto das Terras Indígenas como das Coordenadorias da FOIRN respeitando o recorte local e respeitando o recorte regional de cada coordenadoria. Os planos abrangem diferentes temas como Educação, Saúde, Comunicação, Associativismo, Demografia e trazem propostas e reivindicação para a governança indígena do território.

    Jovens participando da Assembleia. Foto: Irinelson Freitas – Comunicador Indígena da Rede Wayuri.

    Foram também apresentados os trabalhos referentes à elaboração dos protocolos de consulta realizados no Rio Negro, a Assembleia dos 25 anos da Organização OIBI foi o primeiro seminário de protocolo de consulta do Povo Baniwa realizada em julho de 2019. Houve então o Seminário inaugural da FOIRN em agosto de 2019 em São Gabriel da Cachoeira com 100 lideranças, Seminário da Regional do DIAWI’I em 2019 e a pauta ficaram em pausa devido à pandemia.

    Em 2022 as etapas regionais foram retomadas através das assembleias regionais das Coordenadorias da FOIRN, com a etapa da CAIMBRN realizada em maio, a da NADZOERI em junho, a da DIAWI’I em julho e da COIDI agora em agosto e que será seguida pela última etapa regional, a da CAIARNX.

    Rodrigo Oliveira, do Programa Xingu do Instituto Socioambiental (AS). Foto: Irinelson Freitas – Comunicador Indígena da Rede Wayuri.

    A pauta sobre o Direito Fundamental à consulta e consentimento livre, prévio e informado; Constituição Federal, Direitos Indígenas e convenção 169 OIT, Rodrigo Oliveira, do Programa Xingu do Instituto Socioambiental (AS), ressaltou que trabalha na proteção de terras do Xingu, e já trabalhou assessorando os povos indígenas Munduruku no que se refere à construção de protocolo de Consulta.  

    O mesmo apresentou ainda sobre o que é a consulta prévia – Convenção Nº 169, onde diz quem é o responsável pela consulta, quais as medidas devem ser consultadas, portanto a consulta deve ser prévia e livre. A consulta deve ser informada, pois para decidir deve haver informação, o governo deve apresentar sobre o que vai causar na vida dos indígenas como, por exemplo, impactos ambiental, cultural, social, etc.

    Janete Alves – Diretora da Foirn e de referencia da Coidi. Foto: Irinelson Freitas – Comunicador Indígena da Rede Wayuri.

    O governo deve ouvir o conhecimento tradicional, a consulta deve ser de boa fé, Como deve ser realizada a consulta – O próprio povo decide diretamente, pois a consulta não é de qualquer jeito, sempre deve respeitar a organização social e política daquele povo, a consulta deve ocorrer dentro do território dos próprios povos indígenas, línguas, culturalmente adequado, respeitarem o calendário, respeitar a organização e a forma de tomada de decisão.

    Foi formado 06 grupos de Trabalho para elaboração de propostas de protocolo de consulta, o Médio e Alto Rio Waupés, Igarapé Japú, Rio Papuri, Iauaretê, Juventude-grupo de alunos.

    A equipe de assessoria técnica orientou os trabalhos de GTs.   Durante a Assembleia foi apresentado o vídeo sobre modelos de protocolo de consulta de povos indígenas de outros estados, como instrumento para a defesa do território.

    Renata Viera, Advogada – ISA.. Foto: Irinelson Freitas – Comunicador Indígena da Rede Wayuri.

    A advogada Renata Viera resumiu sobre os protocolos de consulta.

    “… são importantes porque no Brasil tem uma diversidade e como o governo vai conseguir falar com tantas línguas e como os povos se organizam. Portanto para ajudar o governo, é criando o protocolo, da forma de como cada povo é organizado, é algo que é feito no dia a dia, as formas tradicionais de liderança, é importante porque evita os conflitos internos, é criar consensos e entrar de acordo de como queremos ser consultados” Completa Renata Viera, Advogada – ISA.

    Houve apresentação dos departamentos da Foirn, Luciane Lima – Departamento de negócio socioambiental, Maria do Rosário – Coordenadora do Departamento de Mulheres (DMIRN), Elson Kene – Coordenador do Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro (DAJIRN), Alziney Castro – Assistente de Monitoramento – FIRN, Marivelton Rodrigues – Diretor Presidente da FOIRN, Rosane Cruz – Articuladora AIMAS.   

    A Bebida Alcoólica em Terras Indígenas, segundo a legislação Brasileira – palestrante Drª Renata Vieira (ISA) e Chantelle Teixeira(CIMI) Fez um breve histórico que os indígenas eram escravizados, e depois os povos indígenas passaram a integrar a Amazônia brasileira, que o estado deixasse de ser indígena, para que o estado fosse de uma única nação, cultura e povo. Foi chamado como fase de tutela (SPI – Serviço de Proteção ao Índio), com a constituição de 1988 mudou a visão do estado Brasileiro.

    Os povos indígenas passam a ser considerados de igual para igual. Respeitando as línguas, costumes, crenças, organização social etc. E apresentaram o estatuto do Índio (Lei Nº 6.001 de 19 de dezembro de 1973). Portanto resumiu-se que dentro dos territórios indígenas a maneira de organizar regras, fazer a gestão é autônoma e dentro desses espaços tem toda autonomia de restringir e fixar as regras.  

    Participação no projeto Parinã

    Foi feito informes na participação por  José Luis Teles, Margarida Maia, Maria Bonone. Projeto do ISA e acompanhamento com arqueologia.

    Eleições 2022

    Foi informado que é preciso fazer a comparação com a situação atual e ter voto e escolha consciente. 

    “Estamos com representações tudo sucateados. Por isso é importante fazer a reflexão consciente, analisar os programas de governo etc.” diz liderança indigena local.

    Escolha de delegados para a Assembleia geral em novembro de 2022

    Foi feito a escolha de 10 delegados para representar a coordenamdora na assembleia geral ordinária em novembro(Adilma Auxiliadora Lima Sodré, Oseias Barbosa Figueiredo, Margarida Sodré Maia, Arsenio Costa Ferraz, Jonni Carlos Valência Dias, Simão Pedro Pedrosa Campos, João Bosco da Silva Borero, Maria Cordeiro Vasconcelos, Vivaldo Melo Alvares, Marcelo Cordoba de Souza, Adenilza Lindalva de Souza Dias, José Luis Vieira Teles, José Maria Rorigues Fontoura, Fortunato Penedo Peres, Lucas Matos, Maria Socorro Almeida Fonseca, Maria Lucélia Araújo Alves, Judite Teixeira Almeida, Jonilson Alvares,  Ezequiel Martins Leal)

    Foto: Irinelson Freitas – Comunicador Indígena da Rede Wayuri

    E para representar no XIII Encontro de Mulheres Indígenas no período de 17 a 19 de outubro 2022 foram escolhida 10 representantes de mulheres (Luz Marina Dias Figueira, Claudineide Vasconcelos Gama, Maria Josely Fontes Trindade, Gladis Samira Roque Rodrigues, Ademilda Lindalva de Souza Dias, Arcelina Boreiro da Silva, Maria Trajano Lima, Marilda Salete Muniz Dias, Veronica Sampaio Alves, Veronica Barreto.) 

    A equipe do IBGE se fez presente e apresentou-se informando sobre os trabalhos que serão realizados na região da COIDI, a equipe da FUNAI da Coordenação Local acompanhará nos trabalhos. As calhas de Rio a serem entrevistados serão a calha de Papuri e afluentes, Alto Uaupés e Médio.  Esteve presente o Evaldo Alencar – CL FUNAI e Túlio Binott,  Iana e Raquel Vasquez recenseadoras IBGE. Foi informado que a entrevista vai ser importante para que as famílias da sede e comunidades forneçam informações durante a entrevista e atualizar o sistema de dados de informações do IBGE.

     Estiveram presentes representantes de Associações de Base da COIDI: ACIARP – Associação das Comunidades Indígenas do Alto Rio Papuri, ACIMRP – Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Papuri, ACIRWA – Associação das Comunidades Indígenas do Waupés, ONIARWA – Organização Indígena do Alto Rio Waupés, ACIMERWA – Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Waupés, ACIRJA- Associação das Comunidades Indígenas do Rio Japu , AMIDI – Associação das Mulheres Indígenas do Distrito de Iauaretê, AIAJI – Articulação Indígena de Adolescentes e Jovens de Iauaretê,  CERCI – Centro de Revitalização das Culturas Indígenas de Iauaretê ( não teve representante) e ACII – Associação das Comunidades Indígenas de Iauaretê. E Associações de categorias: ASSEK, AITEP, ATIDI, AIESM, APCIESM, AMIARU,  AILCTDI, APMC da Escola Tariana, Escola Cachoeira da Onça, e Conselho de Educação Escolar da Escola Estadual Indígena ‘’Pamuri Mahsã Wi’í,  representantes de escolas, Grêmio estudantil, Rodrigo Magalhães de Oliveira, Renata Vieira e Renato Martelli da Assessoria do Instituto Socioambiental – ISA,  Advogada do Conselho Indigenista Missionário – CIMI, Chantelle Teixeira, Irinelson Freitas – Comunicador Indígena da Rede Wayuri, Jovens Articuladores(a) Regionais – Josiane Pereira representante da Coordenadoria COIDI e Hélio Gessem Monteiro – representante coordenadoria DIAWI’I, Mª Edilene M. Meireles – secretária Executiva da FOIRN, professores(as) municipais, estaduais, alunos(as) e demais participantes, lideranças de abrangência da Coordenadoria COIDI.

  • V REUNIÃO DO COMITÊ GESTOR DO FIRN REÚNE MEMBROS E PARTICIPANTES PARA AVALIAR E PLANEJAR O SEGUNDO ANO DE EXECUÇÃO DO PROJETO.  

    V REUNIÃO DO COMITÊ GESTOR DO FIRN REÚNE MEMBROS E PARTICIPANTES PARA AVALIAR E PLANEJAR O SEGUNDO ANO DE EXECUÇÃO DO PROJETO.  

    Membros do Comitê Gestor e participantes, na casa dos saberes da FOIRN.

    O comitê Gestor do Fundo Indígena do Rio Negro (FIRN) reuniu – se nesta terça feira (16) na maloca casa dos Saberes da FOIRN para avaliar e discutir o plano para o segundo ano de trabalho do projeto.

    O Presidente do Comitê Gestor e Diretor Presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), Marivelton Rodrigues Barroso do povo Baré, presidiu esta reunião que teve a seguinte pauta, a Formação do Conselho Consultivo do FIRN, Repasse das principais discussões e encaminhamentos na reunião em Brasília entre ERN-FOIRN-FIRN-ISA (04/07/2022) e Apresentação de monitoria em projetos pelos técnicos do FIRN.

    O Conselho Consultivo foi formado e aprovado pelos membros do Comitê Gestor e definida a primeira reunião do Conselho para o dia 17 de outubro de 2022, para definição e instalação dos membros do Conselho Consultivo do FIRN.

    Marivelton Rodrigues, falou sobre os principais tópicos abordados na discussão durante a reunião com a Embaixada Real da Noruega (ERN) em Brasília no dia 04 de julho deste ano. A reunião que foi produtiva, e é importante a equipe executiva do FIRN ter esse contato com a ERN.

    “A equipe do FIRN tem que cuidar do Fundo, ele é um precioso projeto da FOIRN. A monitoria tem que ser feita pela coordenadoria regional.” Afirma Marivelton Barroso – Diretor Presidente da Foirn.

    A apresentação de monitoria dos projetos pelos técnicos do FIRN, foi dividido projetos por coordenadoria.

    Coordenadoria das Associações Indígenas do Alto Rio Negro e Xié – CAIARNX (AMIARN, ACIARN e ACIB) – Josimara Oliveira – Gerente financeira.

    Coordenadora das Associações Indigenas do Médio e Baixo Rio Negro – CAIMBRN (ACIMRN, ASIBA e KURIKAMA) – Mirian Brito – Assistente Financeiro.

    Coordenadoria das Organizações Indigenas do Distrito de Iauaretê – COIDI (ASEKK, AMIDI e AMIARU) – Alziney Castro – Assistente de Monitoramento.

    Coordenadoria das Organizações Indígenas do Tiquié, Uaupés e Afluentes– DIAWI’Í (ATRIART, OIBV e AMIRT) – Domingos Barreto – Gerente de Monitoramento.

    Coordenadoria das Associações Baniwa e Koripaco – NADZOERI (ACEP, ACIRA e OCIDAI) – João Luiz – Assistente técnico de Gestão ISA/FOIRN.

     “Vejo a importância das metodologias dos trabalhos, antes era os outros que faziam pelos indígenas. E hoje o indígena trabalha para o indígena, assessorando como os brancos faziam”. Disse Padre Justino Rezende.

    Apresentação da estrutura e objetivos do Departamento de Negócios Socioambientais da FOIRN foi feito pela Luciane Mendes – Coordenadora do Departamento de Negócios e socioambiental, apresentou sobre os trabalhos realizados pelo departamento e os referidos setores relacionado aos negócios socioambientais, e um dos tópicos apresentados foi sobre o Turismo, PAB/PNAI, Arte Baniwa, Pimenta Baniwa, Mel de Abelha Nativas, Castanha do Uará, Frutas Secas, Cadeias do Artesanato, Casa Wariró e Cultura Indígena do Rio Negro.

    O Cenaide Pastor – Articulador Negócios Socioambientais, apresentou os trabalhos e editais do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

    A técnica de Turismo, Tífane Máximo apresentou sobre as estratégias de como promover ações de informações em relação à inciativas de turismos de base comunitária.

    Marivelton Barroso comentou sobre a valorização do sistema agrícola e abordou sobre a apresentação da equipe da Luciane, e referiu sobre a construção e o plano estratégico.

    “Devemos refletir, sobre o que devemos exercer no movimento Indígena. A FOIRN é reconhecida a nível nacional e internacional, assim como o parceiro ISA.” Completou Marivelton Barroso.

    Esta reunião contou com a participação além dos membros do comitê gestor dos coordenadores de departamento técnicos e articuladores.

    1. Belmira Melgueiro do povo Baré, Coordenadora do DMIRN,
    2. Elson Kene do povo Baré, Coordenador Geral do DAJIRN;
    3. Domingos Barreto do povo tukano, Gerente de Monitoramento do FIRN;
    4. Josimara Oliveira do povo Baré, Gerente Financeira do FIRN,
    5. Auxiliadora do Povo Daw, Presidente do Conselho Fiscal;
    6. Nildo Fontes do povo tukano, Diretor da FOIRN;
    7. Dário Casimiro do Povo Baniwa, Diretor da FOIRN;
    8. Aloisio Cabalzar Coordenador Adjunto do ISA
    9. Justino Rezende do povo Tuyuka, representante do REPAM;
    10. Marivelton Barroso do povo Baré, presidente do Comitê Gestor e Diretor presidente da FOIRN.
    11. Luciane Mendes do povo Tariana – Coordenadora do departamento de Negócios Socioambientais da FOIRN.
    12. Andrea  – Assessora do FIRN
    13. Maria Hidelte AraújO do povo Tariana, secretária Administrativa da Associações/ FOIRN;
    14.  Alziney Castro do povo tukano, Assistente de Monitoramento do FIRN;
    15.  Rosane Gonçalves Cruz do povo Piratapuya, Articuladora de Referencia dos AIMAS,
    16.  Lorena Marinho de Araújo do povo Tariana, coordenadora do departamento de Educação e Patrimônio Cultural;
    17. Gicely Caxias Ambrósio do povo Baré– Coordenadora do Departamento de Comunicação FOIRN.
    18. Gilson C. Brazão Pascoal do povo Baré – Auxiliar de Comunicação.
    19. Heraldina Machado do povo Desana, coordenadora Financeira da FOIRN;
    20. Mirian Brito do povo Baré, como Assistente Financeira do FIRN;
    21. João Luis Assessor de Gestão do FIRN
  • ASSEMBLEIA MICRORREGIONAL MÉDIO IÇANA I

    ASSEMBLEIA MICRORREGIONAL MÉDIO IÇANA I

    Na comunidade Nazaré do Médio Içana I, foi realizado entre os dias 10 e 11 de agosto de 2022 a Assembleia Microrregional da Coordenadoria Nadzoeri, com objetivo de fortalecer Associações e comunidades do Médio Içana I.

    Nesta Assembleia estiveram presentes os membros comunitários das sete comunidades da microrregião do médio Rio Içana I: Nazaré, Ambaúba, Castelo Branco, Belém, Taiaçu, Tunuí, e Vista Alegre no total de 122 participantes.

    Também estiveram presentes representantes das associações: União das nações indígenas Baniwa-UNIB, -Associação Baniwa do Rio Içana e Cuiari-ABRIC, AAMI-Associação Artesãs das mulheres Indígenas do médio Rio Içana I, Plinio Guilherme Marcos – Secretário executivo financeiro da Organização Baniwa e Koripako – NADZOERI, equipe da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro-FOIRN, representado pelo diretor de referência da NADZOERI Dario Emilio Casimiro, Maria do Rosário Martins Piloto coordenadora do Departamento das Mulheres Indígena do Rio Negro (DMIRN) e Elson kene Angelino Cordeiro coordenador do Departamento de Adolescentes e Jovens (DAJIRN), e alguns Agentes Indígenas de Monitoramento Ambiental (AIMA), articuladores de Rede de Jovens, Mulheres e os Agente Indígenas de Saúde (AIS).

    A assembleia decidiu extinguir as duas associações existentes no Médio Rio Içana e criar nova associação em abrangência nessa microrregião.

    Ocorreu também a reestruturação da AAMI. O nome da associação passou a ser denominada Associação das Mulheres Indígena do Médio Rio Içana e Cuiari (AMIMIRC).  

    Para realização da eleição foi organizada uma comissão dirigida pela Maria do Rosário e Elson kene, e a composição da nova diretoria na qual João Garrido Andrade (Presidente com 47 votos), Dediel da Silva Ricardo (vice-presidente com 29 votos), Pedro André da Silva (1º secretário com 18 votos), Neuza Lisbão da Silva (2º secretário com quatro votos), Jorge Ariel Velásquez Garcia (1º tesoureiro com 02 votos), Geomara Gonçalves cardoso (2º tesoureira).  E o conselho fiscal na qual Genilton da Silva Apolinario, Nilda josé da Silva e Tadeu Cardoso Garrido foram eleitos.

     A associação denominada Associação das comunidades indígenas do Médio Rio Içana e Cuiari-ACIMIRC é aprovado pela assembleia no total de 50 votos.

    Realização: Nadzoeri/FOIRN

    Parceria: ISA

    Apoio: LIRA, MOORE, FUNDO AMAZÔNIA, IPÊ