Mês: agosto 2023

  • Celebrando a Riqueza das Línguas Indígenas Aruak no I Seminário

    Nosso mundo é uma tapeçaria tecida com inúmeras línguas e culturas, e é com imensa alegria que compartilhamos a jornada de celebração da diversidade linguística no I Seminário das Línguas Indígenas Aruak. Realizado no distrito de Cucuí, esse evento marcante, apoiado pela FOIRN, FUNAI e DSEI/ARN, e com a valiosa participação da EEITAJ – Escola Estadual Indígena Tenente Antônio João e suas salas anexas, nos imergiu nas raízes e identidades que compõem a nossa nação.

    Cerca de 300 pessoas se reuniram para testemunhar as apresentações das diversas escolas, que representaram etnias como Baré, Baniwa, Kerekena e muitas outras. Cada escola trouxe consigo não apenas palavras, mas também histórias, tradições e perspectivas que ressoam através das gerações. Este seminário foi uma oportunidade única para mergulhar nas profundezas das línguas, que são verdadeiros tesouros culturais.

    A presença dos alunos de Assunção do Içana, coordenados pela NADZOERI e CAIBARNX, acrescentou uma dimensão interconectada a esse seminário. O compartilhamento de conhecimento transcendeu as fronteiras geográficas, unindo comunidades e fortalecendo os laços entre as próximas gerações.

    A celebração da diversidade linguística é um ato de respeito tanto pelo passado quanto pelo futuro. Essa jornada nos lembra da importância de preservar línguas ancestrais e nos desafia a apreciar a complexidade e a profundidade das culturas indígenas que moldaram e continuam a moldar nossa sociedade.

    Nossos corações transbordam de gratidão por todos que colaboraram para tornar esse evento uma realidade. Cada voz, cada gesto de apoio, trouxe luz a essa celebração da herança Aruak. Unidos, trilhamos um caminho de compreensão mútua e respeito, honrando as raízes que nos definem e abraçando o futuro com a riqueza da diversidade.

    O I Seminário das Línguas Indígenas Aruak transcendeu as palavras e se transformou em uma celebração profunda da herança cultural que enriquece nossa nação. Ao reunir comunidades, escolas e organizações em torno da riqueza das línguas indígenas, esse evento ecoou como um lembrete poderoso de que nossa diversidade é um tesouro inestimável.

    Enquanto celebramos o sucesso desse seminário, também olhamos para o horizonte com esperança e determinação. A preservação e promoção das línguas indígenas são uma responsabilidade compartilhada, uma forma de honrar nossos ancestrais e assegurar que as futuras gerações possam se conectar com suas raízes.

    Agradecemos a todos que desempenharam um papel fundamental na realização desse evento inspirador. Cada presença, cada palavra compartilhada, fortaleceu os laços entre as diferentes culturas e reforçou nosso compromisso com a interculturalidade e o respeito mútuo.

    À medida que seguimos adiante, continuaremos a celebrar, apreciar e preservar a riqueza das línguas indígenas Aruak e de todas as outras que compõem o mosaico da nossa nação. Juntos, construímos um futuro no qual todas as vozes são valorizadas e todas as culturas são celebradas.

  • Recapitulando uma Jornada Inspiradora: Roda de Conversa na Casa do Saber FOIRN

    No coração da floresta, o conhecimento floresceu durante um evento extraordinário na Casa do Saber FOIRN. Com o apoio vital da EDS-Expedicionários da Saúde, SESAI, DSEI/ARN, DMIRN/FOIRN e FUNAI, celebramos um encontro profundamente significativo: “Mulheres da Floresta e a Atenção Intercultural”. Esta foi uma exploração enriquecedora das vozes femininas que ecoam nas florestas, um tributo à interculturalidade na atenção à saúde e uma celebração da diversidade.

    A troca de experiências e saberes foi o fio condutor desse evento, e eletrizou nossos corações e mentes. A interação entre diferentes culturas, visões e vozes refletiu a riqueza da diversidade que enriquece nossa floresta. Nossa jornada não foi apenas em direção ao conhecimento, mas também em busca de um entendimento mais profundo das mulheres que são pilares essenciais em nossas comunidades.

    Expressamos nossa gratidão a todas as participantes, palestrantes e organizações envolvidas, cuja presença iluminou este encontro. A contribuição de cada indivíduo tornou este evento memorável e inspirador. Continuamos unidos em nossa missão de promover o diálogo construtivo, a compreensão mútua e o fortalecimento das mulheres que desempenham papéis vitais na preservação de nossas tradições e no tecido de nossas comunidades.

    Este evento é apenas uma semente que plantamos, e estamos ansiosos por colher os frutos. Mantenham-se atentos a mais iniciativas empolgantes que visam construir um futuro de respeito, cooperação e harmonia. Juntos, moldamos um amanhã em que as vozes das mulheres e a interculturalidade florescem, ecoando em cada canto da floresta e além.

    A Roda de Conversa na Casa do Saber FOIRN ecoou com sabedoria, diversidade e inspiração. Com o respaldo das parcerias e da dedicação das participantes, reafirmamos nosso compromisso com a celebração das mulheres da floresta e com a promoção de um ambiente intercultural que valoriza cada voz. Cada passo que damos nos leva mais perto de um mundo harmonioso e inclusivo, enraizado nas tradições e na resiliência das mulheres que moldam nossa história.

  • Conectando Comunidades: FOIRN e Curicuriari Lodge Expandem o Acesso à Internet com Antenas Starlink

    A era da transformação digital está alcançando até as comunidades mais remotas da Amazônia! A FOIRN tem o prazer de anunciar um passo crucial em seu projeto de conectividade para as comunidades Tumbira, Inebu, São Jorge e Curicuriari. Em colaboração com o Curicuriari Lodge, a instalação de antenas Starlink está em pleno andamento, trazendo o poder da internet para essas regiões distantes e abrindo portas para conhecimento, educação e desenvolvimento sustentável.

    Legenda da foto: Starlink instalada na comunidade Tumbira.

    Em cooperação com o Curicuriari Lodge, a FOIRN está promovendo uma transformação digital que transcende a conectividade. As antenas Starlink estão se tornando um veículo para conectar pessoas e para inspirar o crescimento e o progresso. As comunidades Tumbira, Inebu, São Jorge e Curicuriari, que fazem parte do projeto da associação indígena ARKO IWI, estão sendo beneficiadas diretamente por essa iniciativa ousada.

    Legenda da foto: Starlink instalada na comunidade Inebu.

    Cada antena Starlink é muito mais do que uma tecnologia. Ela é um vínculo poderoso entre o presente e o futuro, encurtando distâncias geográficas e abrindo oportunidades sem precedentes. Com essa iniciativa, a FOIRN está demonstrando sua fé inabalável nas comunidades locais, investindo no potencial dessas regiões para se desenvolverem e prosperarem.

    Legenda da foto: Starlink instalada na comunidade São Jorge.

    O sucesso desse projeto é resultado da colaboração entre parceiros, membros das comunidades e apoiadores. Juntos, eles tornaram realidade a visão de um futuro mais conectado, inclusivo e brilhante. A FOIRN agradece a todos que contribuíram para fazer dessa transformação digital uma realidade tangível.

    Legenda da foto: Starlink instalada na comunidade Curicuriari.

    A instalação das antenas Starlink em parceria com o Curicuriari Lodge é um passo notável na jornada da FOIRN para trazer a conectividade às comunidades remotas da Amazônia. Essa iniciativa não apenas conecta pessoas, mas também conecta esperanças e possibilidades. À medida que olhamos para o horizonte, vemos um futuro de desenvolvimento sustentável, conhecimento compartilhado e crescimento coletivo. A FOIRN reafirma seu compromisso com esses ideais e continua a pavimentar o caminho para um amanhã mais brilhante e conectado.

  • Unidos por um Propósito: Fortalecendo o Movimento Indígena na Região COIDI

    É com grande alegria que compartilhamos mais um capítulo significativo de nossa jornada em defesa e apoio aos membros de nossa querida comunidade. Nossa aliança abrangente, que une a FOIRN, FUNAI/ARN, DSEI/ARN, SEMAS/SGC e o Cartório Camargo Carvalho de SGC, está em pleno progresso na região da COIDI. Este é um passo em direção a garantir a preservação de nossas histórias, tradições e direitos por meio de documentações essenciais.

    Nosso propósito é inequívoco – cada indivíduo de nossa comunidade merece ter acesso às documentações que validam nossa identidade, tradições e direitos. Essa missão é movida pela convicção de que somente através da garantia dessas documentações, podemos reforçar nossas vozes e nossos valores.

    A colaboração entre diversas entidades é um testemunho do nosso compromisso inabalável em fortalecer e proteger o movimento indígena. Cada passo que damos é uma prova do poder da união e solidariedade. Estamos dedicando nossos recursos e esforços para atender às necessidades imediatas de nossos parentes, porque acreditamos que o progresso autêntico só é alcançado quando todos caminham juntos.

    Legenda da foto: Amaro Marques, da comunidade Santa Cruz do Turí no rio Japú foi o primeiro a tirar certidão de nascimento.

    Nosso comprometimento é a força propulsora que nos guia nessa jornada. Convidamos você a se unir a nós nessa missão, disseminando conscientização, apoio e empatia. Juntos, somos a mudança que desejamos ver. Cada indivíduo que se une a essa causa está contribuindo para a criação de um futuro mais justo, inclusivo e respeitoso.

    A parceria entre a FOIRN, FUNAI/ARN, DSEI/ARN, SEMAS/SGC e o Cartório Camargo Carvalho de SGC é um reflexo concreto do nosso compromisso coletivo em proteger nossa herança e nossos direitos. À medida que avançamos nessa jornada, mantemos a chama acesa da solidariedade, resiliência e esperança. Convidamos todos a se unirem a nós, pois, juntos, somos capazes de alcançar transformações reais e duradouras.

  • Formatura do curso da língua indígena NHEENGATU

    Em meio a um mundo em constante evolução, encontramos uma conexão profunda e essencial com nossa herança cultural e linguística. O Nheengatu, língua ancestral destas terras, é muito mais do que um conjunto de palavras – é um elo com nossos antepassados e a natureza que nos envolve. Nossa jornada para fortalecer essa língua é uma homenagem à nossa história, à nossa ligação com a terra e à nossa identidade singular.

    A língua Nheengatu, descendente do tupi antigo, é um tesouro que vai além das palavras. Cada expressão, cada inflexão carrega consigo as memórias das gerações passadas e moldou a maneira como vemos o mundo. À medida que avançamos na era moderna, é vital lembrar a importância de manter acesa a chama dessa herança linguística.

    No sábado, 19 de agosto, às 19h, a sede da ASIBA foi palco de um momento de celebração e realização. A formatura de 19 jovens indígenas do curso de Nheengatu ocorreu, marcando um marco importante na jornada de preservação da língua e da cultura. O evento foi prestigiado por figuras notáveis, incluindo a Dra. Tamires, Juíza do Município de Barcelos, Flávia, Gerente do Banco do Brasil, Marilene, Presidente da ASIBA, José Ribamar, Chefe da CTL FUNAI, Alcimara, Coordenadora Acadêmica do CETAM Barcelos, Professor Agripino e participação remota de Marivelton Baré, Presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN, além de lideranças indígenas.

    A celebração não se limitou às palavras – as danças tradicionais do grupo da comunidade de Cauburis do baixo Rio Negro também preencheram o ambiente com a energia das tradições ancestrais. A formatura reuniu mais de 150 pessoas, entre familiares e convidados, todos reunidos para celebrar não apenas os formandos, mas a perseverança da cultura e língua Nheengatu.

    A formatura dos jovens indígenas no curso de Nheengatu é um testemunho vivo do nosso compromisso em manter viva a riqueza linguística e cultural. Cada passo nessa jornada é um tributo à nossa história, à nossa ligação com a terra e ao legado que herdamos. À medida que honramos nosso passado, também construímos um futuro enraizado em nossa identidade única. Nossa língua é mais do que comunicação – é a essência da nossa existência e a chave para preservar o que somos para as gerações vindouras.

  • Unindo Saberes e Fortalecendo Identidades: Encontro dos Pajés na Comunidade Karuru do Tiquié

    Entre os dias 14 e 17 de agosto, uma ocasião única e rica em significado tomou lugar na comunidade Karuru do Tiquié: o encontro dos pajés. Esse evento foi uma oportunidade para renovar e fortalecer os conhecimentos tradicionais, repassar saberes aos jovens e solidificar parcerias essenciais para a luta contínua. Liderados pelo respeitado pajé Sr. Nazareno, representante do Povo Tukano, e outros líderes da região do alto Tiquié, o encontro foi um marco de união e preservação cultural.

    O principal propósito do encontro foi estabelecer uma ponte entre as gerações, transmitindo saberes ancestrais às mentes jovens. O trabalho incansável dos pajés e líderes foi apoiado por diversas instituições que também compartilham a visão de preservação e promoção da cultura indígena. A presença do CONDISI, DSEI/RN, FUNAI e FOIRN trouxe à tona a relevância das parcerias na defesa dos conhecimentos tradicionais e na busca pela prosperidade das comunidades indígenas.

    No decorrer do encontro, uma verdadeira riqueza de saberes foi compartilhada. A transmissão das tradições ancestrais às novas gerações garante que os laços culturais e espirituais permaneçam vivos e fortes. Além disso, a presença e apoio das instituições parceiras destacam a importância do trabalho coletivo em prol dos direitos e interesses dos povos indígenas da região.

    O encontro dos pajés na comunidade Karuru do Tiquié não foi apenas um evento; foi um marco na preservação e renovação dos saberes tradicionais. A troca de experiências, a promoção da identidade cultural e o esforço conjunto para proteger territórios e tradições indígenas consolidam-se como um testemunho poderoso da união entre líderes, pajés e parceiros institucionais. Esta aliança é fundamental para manter vivo o patrimônio cultural e para continuar a batalha pelos direitos dos povos indígenas.A imagem capturada por Plínio Guilherme, da rede de comunicadores indígenas do rio negro – WAYURI/FOIRN, encapsula o espírito e a importância do encontro dos pajés na comunidade Karuru do Tiquié. Esse evento reflete uma jornada de unidade, preservação e renovação de saberes que transcende gerações. À medida que líderes, pajés e instituições parceiras se unem, fortalecem o compromisso com a proteção da riqueza cultural e espiritual dos povos indígenas, guiados pela herança do passado e pela promessa do futuro.

  • Conquistando História: Primeiro Formando Indígena da Unicamp em Barão Geraldo

    Em um momento que ecoa na trajetória da educação superior brasileira, celebramos uma conquista histórica que resplandece a luta pela inclusão e valorização das culturas indígenas. Jeovane Ferreira Lima, membro do povo Tariano e ingressante da pioneira turma do vestibular indígena 2019 da Unicamp, emerge como um símbolo de resiliência e superação. Ao concluir sua jornada acadêmica, ele se torna o primeiro indígena a graduar-se no campus de Barão Geraldo, um marco que nasceu do incansável esforço das lideranças do Movimento Indígena do Rio Negro.

    Natural da comunidade de Nova Esperança, situada às margens do Rio Médio Uaupés, no Município de São Gabriel da Cachoeira, Amazonas, Jeovane Ferreira Lima traz consigo as raízes profundas do povo Tariano. Sua jornada acadêmica se desdobrou na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde ele trilha um caminho duplo: graduando-se em Comunicação Social – Midialogia e também perseguindo um mestrado em Artes Visuais, com foco na linha de pesquisa “História, Teoria e Crítica”.

    O vestibular indígena da Unicamp transcende meramente a concessão de oportunidades educacionais. Ele simboliza o compromisso da universidade com a valorização das distintas culturas que compõem o mosaico brasileiro. Ao abrir suas portas para estudantes indígenas, não apenas diversifica os saberes presentes no ambiente acadêmico, mas também resguarda e promove as tradições e sabedorias ancestrais dessas comunidades.

    Jeovane Ferreira Lima não apenas carrega consigo um diploma acadêmico, mas também tece um legado que reverberará por gerações. Sua conquista corrobora que a educação, quando acessível e inclusiva, é uma ponte poderosa para a construção de futuros brilhantes. Sua jornada representa um marco na história da Unicamp e ecoa na batalha constante pelo reconhecimento das vozes indígenas em todos os setores da sociedade.

    A formatura de Jeovane Ferreira Lima, como o primeiro indígena a concluir sua jornada acadêmica no campus de Barão Geraldo, ressoa como um testemunho da perseverança das comunidades indígenas e do poder da educação inclusiva. A Unicamp, por meio de seu vestibular indígena, lança um farol brilhante sobre a importância de reconhecer, honrar e valorizar a riqueza das culturas indígenas em nossa sociedade. O legado de Jeovane é uma inspiração para todos nós, um lembrete de que o conhecimento é uma ferramenta poderosa para a mudança e a preservação das tradições que enriquecem nossa nação.

  • Operação Ya-Mirim: Um Passo Enérgico na Defesa da Amazônia

    No coração da densa selva amazônica, uma notável colaboração entre a Polícia Federal, o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) e a FUNAI (Fundação Nacional do Índio) resultou em uma operação marcante – a Operação Ya-Mirim. Realizada no Parque Nacional do Pico da Neblina, no interior do Amazonas, entre os dias 8 e 15 de agosto, essa ação exemplifica um esforço unificado e essencial para combater os crimes ambientais que têm assolado a região.

    A importância das parcerias entre a Polícia Federal, o ICMBio e a FUNAI não pode ser subestimada. A combinação de seus recursos e expertise cria uma sinergia que se traduz em resultados mais eficazes no enfrentamento de atividades ilícitas, como desmatamento, garimpo e caça ilegal. Através dessa colaboração interinstitucional, as autoridades estão enviando uma clara mensagem de que estão dispostas a trabalhar em conjunto para preservar os preciosos recursos naturais e proteger as populações indígenas que dependem deles.

    A Operação Ya-Mirim concentrou seus esforços no monitoramento do Parque Nacional do Pico da Neblina, uma joia da biodiversidade com uma importância ecológica sem igual. Essa iniciativa não apenas reafirma o compromisso com a proteção das áreas mais sensíveis da Amazônia, mas também destaca a necessidade de agir de forma proativa. Ao abordar a presença de moradores em áreas protegidas, detectar focos de desmatamento e confrontar a ameaça constante dos garimpeiros, essa operação ilustra um entendimento profundo das adversidades enfrentadas por essas regiões e a determinação de enfrentá-las com vigor.

    A Operação Ya-Mirim ecoa além das densas árvores da Amazônia – ela representa um marco na luta contra os crimes ambientais. Através da colaboração corajosa entre a Polícia Federal, o ICMBio e a FUNAI, estamos testemunhando uma abordagem que promete proteger não apenas a riqueza natural da região, mas também as culturas e modos de vida das populações indígenas que chamam a Amazônia de lar. À medida que refletimos sobre a Operação Ya-Mirim, somos lembrados da imensa responsabilidade que todos compartilhamos em preservar e defender esse ecossistema vital para as gerações presentes e futuras.

  • FOIRN em Defesa da Natureza e dos Direitos Indígenas, fala sobre o Crédito de Carbono

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), uma associação civil de caráter sem fins lucrativos, político-partidários ou religiosos, surge em 1987 como uma voz unificada em prol dos povos indígenas que habitam a exuberante região do Rio Negro, localizada no estado do Amazonas.

    Composta por 91 associações indígenas de base, a FOIRN desempenha um papel fundamental ao representar as diversas comunidades que se espalham às margens dos principais rios formadores da bacia do Rio Negro. Essa notável associação representa, de maneira abrangente, 23 diferentes povos indígenas que compartilham a rica tapeçaria cultural e natural da região.

    A missão da FOIRN, delineada em seu estatuto, abrange a nobre incumbência de zelar pelos interesses das associações de base, das comunidades indígenas e também das comunidades tradicionais que ocupam os territórios situados nas áreas circunvizinhas do Rio Negro, seus afluentes e subafluentes.

    Em um cenário onde as questões ambientais e os direitos indígenas se interconectam de maneira vital, a FOIRN, por intermédio de seu Departamento Jurídico, tem o privilégio de compartilhar valiosas informações e esclarecimentos acerca de tópicos cruciais como créditos de carbono e a abordagem REDD+.

    Para compreender mais profundamente sobre essa abordagem e suas implicações, convidamos você a explorar nossa nota informativa através do link a seguir: Leia a nota informativa aqui.

    Ao acessar esse recurso, você estará se aproximando das ações atuais da FOIRN, uma instituição empenhada não apenas em preservar a riqueza natural do Rio Negro e suas imediações, mas também em promover e proteger os direitos e a cultura dos povos indígenas que há gerações são os guardiões dessa terra singular. Junte-se a nós nessa jornada de conscientização e engajamento em prol de um futuro mais justo e harmonioso.

  • Foirn apoia viagem para articular e esclarecer sobre os trabalhos do controle social na educação e saúde indígena em Barcelos

    Foirn apoia viagem para articular e esclarecer sobre os trabalhos do controle social na educação e saúde indígena em Barcelos

    Nos dias 5 e 6 de agosto do corrente ano, a equipe da Coordenadoria Indígena do Médio e Baixo Rio Negro (CAIMBRN), sob a liderança do Vice Coordenador Regional João Barroso, em conjunto com a Presidente Interina da ASIBA, Marilene Gervasio, conduziu uma importante reunião na comunidade Jaqueira, situada às margens dos rios Aracá e Demeni, na região do Baixo Rio Negro. A reunião congregou não somente os membros da referida comunidade, mas também a diretoria da Associação de Base do Rio Aracá e Demeni (AIBAD), juntamente com seus associados.

    A ocasião dessa reunião foi dupla em sua finalidade: o Vice Coordenador Regional, acompanhado pela junta da associação de base, proporcionou esclarecimentos relevantes aos membros da AIBAD acerca de aspectos informativos e a indispensável legalização do estatuto da associação. Simultaneamente, a visita visou avaliar as necessidades prementes das comunidades locais, notadamente nas esferas da educação e da saúde. Acompanhando esse esforço, estiveram o Presidente da AIBAD, Sr. Carlos Alberto, bem como o Presidente do Conselho Fiscal da associação.

    Durante essa significativa incursão, foram contempladas seis comunidades – Jaqueira, Bacabal, Jaqueira (repetida), Romão, Terra Preta e Bacuquara – todas integralmente integrantes da referida associação. Destaque especial foi dado à instalação, na comunidade de Bacuquara, de um controlador de energia proveniente de painéis solares para a radiodifusão. Essa instalação foi realizada conjuntamente pelo Vice Coordenador Regional, pelo Presidente da AIBAD, pelo Conselho Fiscal e pela Presidente da ASIBA.

    Tais avanços e realizações só foram possíveis por meio da colaboração ativa e essencial de várias entidades parceiras, incluindo a FOIRN, FUNAI – CR/RNG, IDAM, a CAIMBRN, a ASIBA e a AIBAD.