Mês: agosto 2023

  • NOTA DE ESCLARECIMENTO| Às Calunias proferidas ao movimento indígena do Rio Negro em 04 de agosto de 2023

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN, é uma organização representante dos 23 povos indígena habitantes nos três municípios, São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos, sendo 750 comunidades, 91 associações indígenas, 18 línguas faladas e uma população de 50 mil pessoas pertencentes a quatro família linguísticas Tukano, Aruak, Nadahup e Yanomami.

    Com base no Art. 5º inciso V da CRFB e Súmula 227 do STJ, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro vem exercer seu direito de resposta proporcional ao agravo diante das informações inverídicas expostos no dia 04 de agosto de 2023, em que o senador e presidente da CPI das ONGs, Plínio Valério relata em seus meios de comunicação que em São Gabriel da Cachoeira, Isa e Foirn estão perseguindo, ameaçando indígenas e forjando cartas de repúdio e reuniões contrárias à CPI, Diante de tais alegações caluniosas, vem esclarecer e tornar público que em momento nenhum a Federação vem ameaçando e assediando os indígenas, uma vez que  a federação é uma instituição que visa a promoção e defesa dos povos indígenas, trabalhando em prol da população indígena, conforme estatuto criada pelos povos indígenas do Rio Negro.

    As cartas de repúdio são usadas como ferramentas de manifestação do descontentamento dos povos originários, sendo apresentadas ao público apenas em momentos de indignação. Todas as manifestações surgem das comunidades, que usam a Federação apenas como canal de comunicação ao maior público possível, deste modo, esta Federação não forja, nem manipula as opiniões dos comunitários, apenas reproduz suas indignações quando solicitadas.

    Quando ao outra inveracidade trazido, em que relata que houveram cartas de repúdio forjadas, vem informá-los que a Federação não impõe suas decisões às comunidades, pois sua função é orientar para evitar quaisquer danos. Vale ressaltar que os trabalhos realizados pelas ONGs acabam suprindo os serviços que deveriam ser prestados pelo ente federado local, esses serviços são realizados com as parcerias, para que se consiga suprir alguma das necessidades locais, uma vez que tem o dever de prestar assistência, não o faz.

    A região do Rio Negro situado no noroeste Amazônico limite com a Colômbia e a Venezuela é habitada pelos 23 povos indígenas como Arapasso, Bará, Baré, Baniwa, Barassano, Dessano, Dow, Hupdäh, Karapanã, Kuripako, Kubeo, Kótiria, Miriti-tapuia, Nadeb, Piratapuia, Siriano, Tariano, Tukano, Tuyuka, Werekena, Yupdëh, Yanomami, Ye’ba-mahsa.

    Desde a década de 1970 as lideranças indígenas do Rio Tiquié já vinham discutindo sobre a Demarcação de Terras mesmo sem nenhum amparo constitucional, pois essa luta antecede a Constituição Federal de 1988. Com apoio da igreja católica começaram se organizar e criaram União Familiar Comunidade Cristã – UFAC com sede em Pari Cachoeira. Assim surgiram outras lideranças da mesma região que em 1984 realizaram a I Assembleia Geral dos povos Indígenas do Rio Negro com os seguintes temas: Educação, Cultura e Demarcação de Terras.

    Para dar continuidade da luta pela educação, cultura, demarcação de terras, foi realizada a II Assembleia Geral dos Povos Indígenas do Rio Negro que durante essa assembleia criou-se a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro justamente para defender os direitos dos povos indígenas, principalmente pela defesa da terra. A bandeira de luta nos primeiros anos foi “Terra e Cultura”. A FOIRN começou fortalecer a sua luta a partir de 1993 quando iniciou a parceria com a Aliança pelo Clima Austríaco. Também nesse ano começou a parceria com o Instituto Socioambiental – ISA.

    A partir da criação da FOIRN, os representantes legítimos dos povos indígenas do Rio Negro são os membros da diretoria FOIRN, durante seu mandato de 4 anos de acordo com o Estatuto da organização. Não há outra organização que representa os 23 povos indígenas da região.

    Desde os primeiros anos da existência da FOIRN a luta pela extinção de tutela aos povos indígenas foi uma das bandeiras de luta. Por isso atualmente o movimento indígena considera a FUNAI como seu parceiro e não como órgão tutor aos indígenas. O movimento indígena (FOIRN) é povo indígena, é a voz indígena, por tanto a representatividade da mesma é legítima e tem uma grande importância no cenário político do movimento indígena do Brasil e fora.

    Demarcação de Terra Indígena nunca foi e nunca será retrocesso para o desenvolvimento do país. O Estado brasileiro precisa aprender ouvir e apoiar as demandas e projetos dos povos indígenas do Brasil. Na região do Rio Negro existe Plano de Gestão Territorial e Ambiental nas terras indígenas construído de forma participante, prontos para o governo investir recursos nos projetos das comunidades.

    Durante 36 anos de existência da FOIRN, muitos desafios e conquistas aconteceram, e que muitos políticos fazem questão de não conhecer e reconhecer como avanços do movimento indígena organizado. Até porque o movimento indígena é controle social, pode não ser bom para políticos, principalmente ao político que está contrário dos interesses coletivos dos indígenas.

    Não Ameaçamos os parentes! Mas Lutamos em coletivo pelos nossos direitos,  visamos o bem viver indígena! uma vez que a Federação das Organizações Indígena do Rio Negro – FOIRN preza pela transparência, trabalho e dignidade do nosso povo, temos todo um sistema de fiscalização indígena, conselhos diretores indígenas, conhecedores e acadêmicos indígenas, e um retorno das próprias lideranças de cada comunidade que fazem a FOIRN existir em um coletivo, pois o modo de se organizar do rio Negro são por meios das comunidades e organizações indígenas da região e cada  indígena do Rio Negro,  pois graças a isso conseguimos proteger nossos direitos, demarcações das nossas terras, construímos o Plano de Gestão Territorial e Ambiental –(PGTA) do Rio Negro e, temos discutido durante anos a melhor maneira de garantir nossos direitos e participação nas tomadas de decisão, que afetam nossas vidas indígenas, por meio do instrumento alcançado em 2022, que é nosso Protocolo de Consulta dos povos e comunidades indígenas do Rio Negro.

    Usar o discurso de que as comunidades indígenas querem trabalho, independência e dignidade não querendo a presença das ONGs, é tentar justificar a infundada perseguição às organizações que verdadeiramente apoiam o povo originário. Esta Federação possui em seus objetivos estatutários buscar promover ações ao desenvolvimento econômico social, territorial e ambiental, valorizando e revitalizando a cultura dos povos in

  • Reunião sobre construção e avaliação de propostas do projeto Marié

    Reunião sobre construção e avaliação de propostas do projeto Marié


    Foi realizada nesta terça-feira, 01/08, a reunião sobre construção e avaliação de propostas do projeto de base comunitária turismo de pesca esportiva do Rio Marié, foram discutidos entre as lideranças representantes das 15 comunidades e seus respectivos sítios, diversos aspectos importantes para o desenvolvimento do projeto.

    Alguns pontos relevantes que foram abordados incluem:
    • Definição dos objetivos do projeto Marié e como eles podem ser alcançados de forma eficiente;
    • Identificação dos principais desafios que o projeto pode enfrentar e possíveis soluções para superá-los;
    • Discussão sobre os recursos necessários para a implementação do projeto, incluindo financeiros, humanos e tecnológicos;
    • Avaliação dos resultados esperados do projeto e como eles serão medidos e monitorados ao longo do tempo.
    Foi uma reunião produtiva e participativa, onde todos os envolvidos tiveram a oportunidade de contribuir com ideias e sugestões. O próximo passo é consolidar as propostas discutidas e definir um plano de ação para a implementação do projeto Marié.


    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) estava representada por seu diretor presidente e de referência da Coordenadoria regional CAIMBRN, Marivelton Baré, a técnica de Turismo, Tifane Máximo, Assessoria Jurídica, Adriano Silva Tukano e Vamberto Rodrigues Baré, Coordenador Técnico local da Fundação Nacional dos povos Indígenas (CTL/CR-FUNAI).
    A foirn sempre respeitando a decisão e vontade das comunidades de acordo com os protocolos de consulta dos povos e comunidades indígenas do rio negro.
    Reunião produtiva e participativa para implementar projeto Marié
    A reunião foi muito proveitosa, com todos os participantes tendo a oportunidade de contribuir com ideias e sugestões. O próximo passo será a consolidação das propostas discutidas para definir um plano de ação para a implementação do projeto Marié.
    A FOIRN sempre respeita as decisões e vontades das comunidades, seguindo os protocolos de consulta dos povos e comunidades indígenas do Rio Negro.
    É importante destacar a presença da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), que enviou uma equipe de representantes altamente qualificados e respeitados, incluindo o diretor presidente e referência da Coordenadoria Regional CAIMBRN, Marivelton Baré, a técnica de Turismo Tifane Máximo, o Assessor Jurídico Adriano Silva Tukano e o Coordenador Técnico Local da FUNAI Vamberto Rodrigues Baré.
    A FOIRN é uma organização importante que representa os interesses dos povos indígenas da região do Rio Negro. É inspirador ver que a FOIRN respeita as decisões e vontades das comunidades e segue os protocolos de consulta dos povos e comunidades indígenas do Rio Negro.


    Agora, com as propostas discutidas serão consolidadas a partir de outras reuniões de comitê gestor, estão todos ansiosos para saber mais sobre o plano de ação para a implementação do projeto de base comunitária de pesca esportiva do Rio Marié, que ja completou este ano 10 anos de execução. Certamente, com a colaboração de todos os envolvidos, incluindo a FOIRN e instituições parceiras, o projeto será bem-sucedido e continuará a beneficiar as comunidades locais pertencentes a Associação das Comunidades Indígenas do Baixo Rio Negro (ACIBRN).

  • A FOIRN instalou a primeira antena de internet na região da Associação ARKO IWI, em parceria com o Curicuriari Lodge para o projeto de turismo de pesca.

    A FOIRN instalou a primeira antena de internet na região da Associação ARKO IWI, em parceria com o Curicuriari Lodge para o projeto de turismo de pesca.

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) iniciou nesta terça feira, 01/08, a primeira instalação de internet na região da Associação ARKO IWI, na comunidade Ilha de Duraka (Ilha de Camanaus). Essa é uma das primeiras conquistas do projeto de base comunitária do turismo de pesca esportiva em parceria com a empresa selecionada, o Curicuriari Lodge.

    A Associação ARKO IWI tem desenvolvido um projeto de base comunitária de pesca esportiva que engloba 8 comunidades. Para garantir que o projeto seja bem-sucedido, serão instaladas 10 antenas de internet Starlink (Incluindo 8 comunidades e 02 posto de vigilância), fornecendo conectividade de alta velocidade e confiável para as comunidades envolvidas.

    Este projeto é uma grande oportunidade para a promoção do turismo sustentável e para a preservação do meio ambiente local. Além disso, a iniciativa tem como objetivo envolver as comunidades locais na gestão dos recursos naturais e na proteção das espécies de peixes, contribuindo assim para o desenvolvimento econômico e social das áreas envolvidas.

    A instalação de uma ferramenta de comunicação na comunidade indígena é de grande importância para a melhoria da qualidade de vida dos moradores. Esta iniciativa permite que os membros da comunidade se comuniquem com o mundo exterior, além de facilitar a disseminação de informações e a realização de negócios.

    Além disso, a presença de Marivelton Baré, diretor presidente da Foirn, e Vamberto Rodrigues Baré, Coordenador Técnico local da Fundação Nacional dos povos Indígenas (CTL/CR-FUNAI), é um sinal positivo de que as autoridades estão comprometidas em ajudar as comunidades indígenas a alcançar seus objetivos de desenvolvimento.

    Agora, com a nova ferramenta de comunicação instalada, a comunidade pode participar mais ativamente das discussões sobre questões importantes, como a preservação da cultura e do meio ambiente, além de ter acesso a serviços e oportunidades que antes eram inacessíveis.

    Esta é uma grande conquista para a comunidade e um passo importante para a promoção da inclusão e do desenvolvimento sustentável.

    Com a internet de alta velocidade fornecida pelas antenas Starlink, a Associação ARKO IWI espera facilitar a comunicação entre as comunidades, melhorar a gestão do projeto e aumentar a visibilidade da iniciativa. Dessa forma, o projeto de base comunitária de pesca esportiva tem tudo para ser um sucesso, beneficiando tanto as comunidades locais quanto os amantes da pesca esportiva que visitam a região.