A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) está representada pela delegação do Rio Negro, composta pela diretoria executiva e lideranças do alto, médio e baixo Rio Negro, que estão participando da IV Assembleia Geral Extraordinária da COIAB.
Realizada na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, o principal objetivo do evento é a atualização do Estatuto da COIAB, com o intuito de fortalecer a atuação na Amazônia e promover melhorias para os territórios indígenas.
A COIAB, nossa organização a nível da Amazônia brasileira, desempenha um papel importante nos encaminhamentos sobre as demandas e representatividade dos povos dos territórios amazônicos, tanto em sessões extraordinárias quanto ordinárias, que estão ocorrendo em Boa Vista, Roraima, no lago Caracaranã.
O compromisso com a gestão e o futuro das terras e nações indígenas nunca foi tão forte. A união e a resistência dos povos indígenas são essenciais para assegurar que suas vozes sejam ouvidas e respeitadas em todos os níveis de decisão.
A participação oficial na assembleia incluiu figuras chave para essa luta, como representantes da FUNAI Brasília (Dra. Joenia Wapichana), CR FUNAI Roraima, Ministério dos Povos Indígenas – MPI (Jecinaldo Sateré e Ceiça Potiguara), além de diversos apoiadores da COIAB, incluindo organizações como The Nature Conservation (TNC), WWF, ACT Brasil, GIZ, EDF, Aliança Global, CESE, FAS e UNICEF Roraima.
A colaboração entre esses atores fortalece a resistência e garante que as vozes indígenas sejam ouvidas e respeitadas. raízes e construímos um futuro melhor para todos os povos indígenas! 🌍
Entre os dias 23 e 25 de agosto de 2024, a comunidade Campinas do rio Xié foi palco de um evento significativo para os povos indígenas da região do Alto Rio Negro: o II Encontro da Rede Aruak.
Este encontro histórico, realizado pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) e as duas coordenadorias: Coordenadoria das Associações Indígenas do Balaio, Alto Rio Negro e Xié (CAIBARNX) e a Coordenadoria das Associações Baniwa e Koripaco (NADZOERI), Terra Indígena Alto Rio Negro, reuniu aproximadamente 250 participantes dos povos Baré, Warekena, Baniwa, Koripako e Tariano, além de representantes dos povos Tukano e Dessano.
O encontro teve como foco principal o fortalecimento político, a organização social e o desenvolvimento socioeconômico dos povos da família linguística Aruak. Através de diálogos, debates e intercâmbio de experiências, os participantes buscaram promover o bem viver em seus territórios, resgatando e valorizando suas práticas socioculturais.
A importância deste encontro está na história de resistência e resiliência desses povos. Desde a chegada dos primeiros invasores no século XVII, que alteraram profundamente a organização política e a governança indígena, os povos do Alto Rio Negro enfrentaram séculos de desarticulação e isolamento. Foi apenas no final do século XX que, unidos aos demais povos nativos da região, começaram a se mobilizar novamente em defesa de seus direitos coletivos e territoriais.
Hoje, esses povos estão organizados em diversas associações comunitárias e coordenadorias regionais, como a CAIBARNX e a NADZOERI. O II Encontro da Rede Aruak não apenas celebrou essa organização, mas também delineou os próximos passos para o contínuo fortalecimento de suas comunidades.
Com o apoio de instituições como a FUNAI CR RNG, ISA e PORTICUS, o encontro foi um momento de união e planejamento para o futuro dos povos Aruak e suas gerações vindouras.
A realização do evento pela CAIBARNX e a NADZOERI como uma das coordenadorias regionais da FOIRN simboliza um passo adiante na jornada desses povos em busca de autonomia, reconhecimento e sustentabilidade.
O próximo encontro já tem data marcada: julho de 2025, em Assunção do Içana, com o tema central “Mudança Climática”. 🌿
Realização: Coordenadoria CAIBARNX e NADZOERI – FOIRN
A FOIRN representa e defende os direitos de 24 povos indígenas, 92 associações de base filiadas e está comemorando uma parceria de longa data com a Embaixada Real da Noruega.
Na tarde desta terça-feira, 20 de agosto de 2024, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) recebeu representantes da Embaixada Real da Noruega, na sala de reunião Isaias Pereira Fontes, em sua sede principal, para um encontro significativo que se estenderá até o dia 23 deste mês.
Esta colaboração, que já dura mais de 13 anos, tem sido fundamental para o desenvolvimento sustentável e o fortalecimento institucional das coordenadorias e associações indígenas da região.
O encontro tem como objetivo avaliar e construir uma nova proposta de projeto trienal que continuará a apoiar o fortalecimento institucional da FOIRN e suas coordenadorias regionais.
Esse encontro conta a presença e participação da nova diretoria da FOIRN, eleita e empossada no início de agosto, juntamente com a ilustre presença da liderança indígena Marivelton Rodrigues Baré, ex-presidente da Federação por três mandatos consecutivo, sendo um como diretor executivo e dois como presidente, os coordenadores regionais e de departamentos políticos e técnicos, participarão da reunião.
O compromisso da Noruega com o desenvolvimento sustentável e a proteção ambiental é evidente em suas ações e na missão de sua embaixada em Brasília.
A continuidade dessa parceria é essencial para o progresso contínuo e o empoderamento das associações indígenas do Rio Negro. Com a construção da nova proposta de projeto trienal, espera-se que a FOIRN e a Embaixada Real da Noruega através do novo Programa Norueguês para Povos Indígenas, possam expandir ainda mais seu impacto positivo na região, promovendo a sustentabilidade, autonomia, governança e gestão territorial.
A reunião entre a FOIRN e a Embaixada Real da Noruega é um momento inspirador do poder da colaboração e do compromisso mútuo para com o desenvolvimento sustentável e a justiça social. É um testemunho do respeito e do apoio contínuo aos direitos e à cultura dos povos indígenas, e um sinal de esperança para o futuro do Rio Negro e de seus habitantes.
FOIRN é uma entidade que representa uma diversidade de vozes e interesses dos povos indígenas na região do Rio Negro, tem sido uma força vital na promoção dos direitos e no desenvolvimento sustentável das comunidades indígenas.
Com uma abordagem inclusiva da Manutenção e Conservação da BR 307, a FOIRN reuniu lideranças e membros de associações locais, bem como representantes de organizações governamentais e não governamentais, educadores, funcionários públicos e moradores da região do Distrito de Cucuí, localizada na coordenadoria das Associações Indígenas Balaio, Alto Rio Negro e Xié (CAIBARNX).
A BR-307, uma estrada que se estende de Cucuí até São Gabriel da Cachoeira no coração da Amazônia brasileira, é mais do que uma via de transporte, é um símbolo de conectividade e desenvolvimento para as comunidades locais.
Durante uma recente consulta pública, realizada nos dias 09 e 10 de agosto de 2024, a voz unânime dos moradores do distrito ressoou com um pedido claro: “a reabertura completa da BR-307, não apenas o trecho até Bustamante e o aeroporto.”
A estrada, que já facilitou o transporte de produtos da agricultura familiar e a mobilidade dos residentes, hoje se encontra em condições precárias, com valores de transporte tornando-se proibitivos e a falta de uma ponte adequada isolando ainda mais a região. A situação atual impõe desafios significativos, especialmente para os alunos que precisam atravessar o rio, colocando suas vidas em risco diariamente.
A comunidade local, incluindo lideranças indígenas, religiosas e cidadãos, expressou a necessidade urgente de reabrir a estrada, não apenas para restaurar a acessibilidade mas também para revitalizar a economia local. A deterioração da BR-307 tem impactado diretamente o custo de vida, com preços de bens e serviços atingindo níveis insustentáveis.
A demanda por uma ponte mais durável e segura, substituindo as antigas construções de madeira, reflete o desejo de uma infraestrutura que possa suportar as condições ambientais desafiadoras da região. A reabertura da BR-307 é vista como um passo importante para garantir que as comunidades não sejam deixadas para trás no progresso do país.
Atualmente, estão em andamento esforços de manutenção e recuperação da estrada, sob a responsabilidade da 21ª Companhia de Engenharia e Construção. Essas iniciativas são muito importantes para a reabertura da BR-307, que não só promoverá a integração nacional, mas também honrará o legado histórico da região e seu papel na biodiversidade amazônica.
A FOIRN atua em diversas frentes, desde a economia indígena sustentável até o monitoramento ambiental e climático da Bacia do Rio Negro. Através de seus esforços, busca-se valorizar a cultura e biodiversidade local, fortalecer a governança territorial e ambiental e promover estudos interculturais. A federação também se dedica ao fortalecimento das associações de base, representando cerca de 92 delas, e tem o compromisso de apoiar seus projetos em áreas como cultura, educação, saúde e meio ambiente.
A sede da FOIRN está localizada em São Gabriel da Cachoeira, considerado o município mais indígena do Brasil, e funciona como um centro de apoio para mais de 750 comunidades indígenas distribuídas ao longo dos principais rios formadores da bacia do Rio Negro. A federação é reconhecida como uma das principais organizações do movimento indígena no Brasil e uma referência mundial sobre a defesa dos povos indígenas na América Latina.
A FOIRN é um exemplo de como a união e a colaboração entre diferentes atores podem levar a avanços significativos na luta pelos direitos indígenas e na preservação de suas terras e culturas ancestrais. É uma história de resistência e de esperança para os povos indígenas do Rio Negro e para todos aqueles que valorizam a diversidade cultural e a sustentabilidade ambiental.
Foi importante a presença do Diretor da FOIRN, Edison Gomes Baré, José Baltazar -Coordenador Regional da CAIBARNX Dadá Baniwa, Coordenadora da FUNAI CR RNG, Daniel Assis Chefe do ICMbio e o Exercito Brasileiro.
Divulgação dos Projetos Contemplados e Parcerias para Desenvolvimento Sustentável
Em 22 de setembro de 2023, ocorreu a divulgação dos projetos contemplados do segundo edital do Fundo Indígena do Rio Negro (FIRN), uma iniciativa da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA) e apoio da Embaixada Real da Noruega (ERN). O evento marcou o início do segundo edital destinado a fomentar projetos comunitários nas áreas de abrangência da FOIRN, que incluem o alto, médio e baixo Rio Negro.
O edital e os resultados dos contemplados destinou um investimento total de aproximadamente R$ 2,5 milhões para apoiar 25 projetos desenvolvidos por associações de base em três municípios da região: Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira (AM). A iniciativa beneficiará mais de 30 mil indígenas das comunidades locais, promovendo ações previstas nos Planos de Gestão Territorial Ambiental (PGTAs) das terras indígenas.
O FIRN visa fortalecer as associações indígenas e as práticas dos povos rionegrinos, garantindo que as associações possam implementar ações locais com recursos adequados. Marivelton Baré, Diretor Presidente da FOIRN em 2023, expressou sua expectativa sobre o resultado dos projetos selecionados. Ele destacou que, no processo de seleção, foram envolvidos pareceristas indígenas, como universitários e antropólogos, que contribuíram de forma voluntária para assegurar uma escolha justa e eficaz das propostas.
O edital 022/023 recebeu 47 propostas no total, das quais 25 foram selecionadas. As categorias dos projetos contemplados são: Mirim, Intermediário e Wasu, com valores de R$ 50.000, R$ 100.000 e R$ 200.000, respectivamente. Estes projetos foram distribuídos em cinco grandes regiões de abrangência da FOIRN, conforme detalhado a seguir:
Região Nadzoeri:
Categoria Mirim:
Cacique Escolar do Rio Içana e Cuairí – CERIC, projeto valorização cultural.
Associação das Comunidades Indígenas do Médio Içana e Rio Cuiari – ACimirc, projeto segurança alimentar.
Associação do Conselho de Gestão da Escola EENO HIEPOLE – ACGEH, projeto segurança alimentar.
Categoria Intermediário:
Associação das Comunidades Indígenas do Rio Ayarí – ACIRA, projeto segurança alimentar.
Organização das Comunidades Indígenas de Assunção do Içana – OCIDAI, projeto valorização cultural.
Categoria Wasu:
Organização Baniwa e Koripako – Nadzoeri, projeto fortalecimento das organizações.
Região CAIBARNX:
Categoria Mirim:
Organização Indígena de Nova Vida – OINV, projeto segurança alimentar.
Categoria Intermediário:
Associação Indígena de Desenvolvimento Comunitário de Cucuí – AIDCC, projeto valorização cultural.
Associação das Comunidades Indígenas do Alto Rio Negro II – ACIARN-II, projeto fortalecimento da economia sustentável indígena.
Categoria Wasu:
Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro – AMIARN, projeto mulheres indígenas e economia sustentável.
Região COIDI:
Categoria Mirim:
Associação das Comunidades Indígenas do Rio Waupés Acima – ACIRWA, projeto fortalecimento institucional.
Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Waupés – ACIMERWA, projeto fortalecimento do Dia Pahsa Dehko.
Categoria Intermediário:
Associação das Mulheres Indígenas Alto Rio Uaupés – AMIARU, projeto centro de saberes e práticas tradicionais.
Coordenação das Organizações Indígenas do Distrito de Iauaretê – COIDI, projeto fortalecimento de Yaiwa Powewea.
Categoria Wasu:
Associação das Mulheres Indígenas do Distrito de Iauaretê – AMIDI, projeto We’ópeosehe.
Região DIAWII:
Categoria Mirim:
Conselho Escolar da Escola Estadual Sagrado Coração de Jesus – CEEESCJ, projeto valorização cultural.
Conselho Escolar da Escola Estadual Dom Pedro Massa – CEEEDPM, projeto semeando esperança.
Categoria Intermediário:
Coordenação Indígena de Pari Cachoeira – CIPAC, projeto fortalecimento da piscicultura.
Associação das Mulheres Indígenas da Região de Taracuá – AMIRT, projeto Ba’sebo Nakahake.
Categoria Wasu:
Organização Indígena de Bela Vista – OIBV, projeto farinha de Bela Vista.
Região CAIMBRN:
Categoria Mirim:
Conselho Escolar da Escola Estadual Indígena Sagrada Família – CEEEISF, projeto Hikari.
Organização Piroromi de Pais e Mestres – OPPMC, projeto Moyenayoma Mulher Guerreira.
Categoria Intermediário:
Associação da Escola e Comunidade Indígena DAW – AECID, projeto Kaaw Pêeg.
Associação das Comunidades Indígenas e Ribeirinhas – ACIR, projeto P’aah Henh Ji Karên do Ji Weh.
Categoria Wasu:
Coordenação das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro – CAIMBRN, projeto Mäduariça.
Este lançamento reafirma o compromisso da parceria entre a FOIRN e do Instituto Socioambiental e o apoio da Embaixada Real da Noruega em apoiar e promover o desenvolvimento sustentável e a valorização cultural das associações indígenas do Rio Negro. A expectativa é que os projetos contemplados contribuam significativamente para o fortalecimento institucional, interculturalidade, valorização cultural e desenvolvimento socioeconômico das regiões beneficiadas.
A semana de mobilização das mulheres destaca a Força e a Resiliência das Mulheres Indígenas de Iauaretê que também reuniu membros das comunidades locais.
A assembleia extraordinária realizada no dia 8 de agosto foi um momento importante para a Associação das Mulheres Indígenas de Iauaretê (AMIDI), onde se discutiu e aprovou atualizações no estatuto da associação. Essas mudanças visam fortalecer a estrutura organizacional, garantindo uma participação mais ativa e protagonismo das mulheres indígenas nos projetos e ações desenvolvidos pela associação.
As discussões em torno da atualização do Estatuto Social focaram em questões essenciais para o crescimento da associação e para a promoção de iniciativas que reforcem as atividades já em andamento, como a defesa dos direitos das mulheres e a geração de renda. Estas são etapas fundamentais para assegurar que as mulheres indígenas não apenas sobrevivam, mas prosperem, mantendo suas tradições e contribuindo para o desenvolvimento sustentável de suas comunidades.
A XI Assembleia Geral Ordinária Eletiva da AMIDI, ocorrida no dia seguinte, 9 de agosto, teve como objetivo eleger a nova diretoria para um mandato de quatro anos. A presença e participação tanto de mulheres quanto de homens ressaltou a importância da AMIDI na superação dos desafios enfrentados pelas mulheres indígenas da região. Com a nova diretoria no comando, a AMIDI está pronta para continuar sua jornada na defesa dos direitos das mulheres indígenas e na promoção de práticas sustentáveis que honrem a cultura local e o artesanato.
A presença da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) foi significativa, com a participação e presença da diretora de referência da região da COIDI, a vice-presidente Janete Alves, os técnicos dos diversos departamentos como membros de setores como a gerente da casa Wariró, Gerente Administrativa/financeira e Assistente de monitoramento do Fundo Indígena do Rio Negro, Secretaria das Associações, Departamento da Juventude e Departamento Jurídico.
A colaboração entre a AMIDI e a FOIRN, bem como a representação da FUNAI – CR Rio Negro (através do Coordenador Técnico Local), demonstra uma união de esforços que é fundamental para o avanço dos direitos indígenas e para o fortalecimento da autonomia das comunidades.
Este evento é um exemplo inspirador do poder da organização coletiva e da importância da liderança feminina indígena. Ele destaca a necessidade contínua de apoiar as mulheres indígenas em suas lutas por direitos e reconhecimento, e serve como um chamado à ação para todos aqueles comprometidos com a justiça social e a sustentabilidade. A semana de mobilização em Iauaretê é um lembrete de que, quando as mulheres se unem, mudanças significativas são possíveis.
Esta consulta será realizada nos dias 09 e 10 de agosto no distrito de Cucuí, localizada na região da Coordenadoria das Associações Indígenas Balaio, Alto Rio Negro e Xié – CAIBARNX.
A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) está mobilizando lideranças e parceiros estratégicos para uma reunião de Consulta Pública sobre a manutenção e conservação da BR-307/AM, uma via importante que conecta São Gabriel da Cachoeira ao distrito de Cucuí.
FOIRN, uma organização sem fins lucrativos que representa 24 povos indígenas, tem sido uma voz ativa na promoção dos direitos e do desenvolvimento sustentável das comunidades indígenas na região do Rio Negro. A reunião de consulta é um exemplo de seu compromisso com a governança territorial e ambiental, assegurando que qualquer projeto de infraestrutura respeite os direitos e as tradições dos povos originários.
A BR-307, conhecida por suas condições desafiadoras, tem sido um obstáculo para os moradores locais e um fator limitante para o desenvolvimento econômico e social. Relatos destacam a dificuldade de transitar pela estrada, uma vez que a estrada já havia funcionado, mas a manutenção foi deixada de lado e as viagens acabaram sendo limitadas, o que pode levar horas para cobrir distâncias relativamente curtas, como por exemplo, chegar até a comunidade Balaio, que fica pela metade do trajeto de toda a BR, devido ao terreno acidentado e à falta de manutenção adequada.
A reunião de consulta organizada pela FOIRN é um passo importante para garantir que a voz das comunidades indígenas seja ouvida e considerada nas decisões que afetam diretamente suas vidas e territórios.
É um exercício de diálogo e colaboração, onde instituições como a Foirn, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai CR/RNG), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Exército Brasileiro e as comunidades indígenas podem trabalhar juntos para encontrar soluções que beneficiem todos os envolvidos.
A melhoria da BR-307/AM tem o potencial de trazer benefícios significativos, não apenas para a população indígena, mas também para fortalecer a segurança territorial e facilitar o acesso a serviços essenciais como a saúde e a educação. Esta iniciativa reflete a importância de uma abordagem inclusiva e respeitosa no desenvolvimento de infraestruturas em áreas de grande significado cultural e ambiental.
Acompanhe na integra este evento através da live no canal oficial da FOIRN no Youtube (@foirnrionegroam7392), Instagram @foirn, Facebook e o X (twitter).
Território Etnoeducacional Rio Negro e Yanomami: Mais de 800 pessoas participaram do seminário, incluindo profissionais de educação, estudantes e público em geral.
Nesta segunda Feira, 29/07, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), por meio do Departamento de Educação Escolar Indígena (DEEI) junto a instituições como a Fundação Nacional dos Povos Indígenas, SESU, SECAD o Ministério dos Povos Indígenas, Ministério de Educação realizaram o Seminário Regional de Escuta sobre a Universidade Indígena, no auditório da Escola Estadual de Tempo Integram – CETI, em parceria e apoio da SEDUC, UFAM, IFAM, SEMEDI, APIARN e COPIARN.
O município de São Gabriel da Cachoeira, está testemunhando um momento histórico com a realização do Seminário Regional de Escuta sobre a Universidade Indígena, o evento teve a abertura na noite do dia 28/07, esse momento reflete o compromisso do país com a educação e a cultura indígena. Este seminário é parte de uma série de consultas públicas organizadas pelo Ministério da Educação (MEC), que visa coletar insumos para a criação de uma universidade que verdadeiramente represente e atenda às necessidades dos povos indígenas.
O território etnoeducacional Rio Negro e Yanomami foi o anfitrião de um desses seminários, onde mais de 800 participantes, incluindo profissionais de educação, estudantes, lideranças políticos e tradicionais e o público em geral, se reuniram para discutir e compartilhar suas visões sobre o futuro da educação superior indígena. A iniciativa é um passo significativo para garantir que a voz dos povos originários seja ouvida e incorporada no planejamento e implementação da Universidade Indígena.
A coordenadora de Educação Escolar Indígena da Secadi/MEC, Fernanda Frade, destacou a importância de relacionar a Universidade Indígena com a educação básica e a formação de professores indígenas, enfatizando que muitos desses educadores ainda não possuem ensino superior completo. A inclusão da educação indígena nas políticas públicas é uma demanda histórica dos povos originários, e os seminários são fundamentais para garantir que suas expectativas e necessidades sejam atendidas.
Os seminários regionais são apenas uma parte de um cronograma mais amplo que inclui encontros em 12 estados brasileiros, demonstrando a abrangência e a seriedade do projeto. Cada seminário é uma oportunidade para fortalecer o diálogo e a colaboração entre o governo, as instituições educacionais e os povos indígenas, assegurando que a futura Universidade Indígena seja um reflexo autêntico da diversidade e riqueza cultural do Brasil.
Durante o evento, foram divididos Grupos de Trabalho para discutir de acordo com as áreas, da seguinte forma: GT de professores, Estudantes, Mulheres e Lideranças Políticas e Tradicionais.
As apresentações dos grupos de trabalhos foram muito importantes para esta implementação da universidade indígena em São Gabriel da Cachoeira. Elas permitiram que a comunidade compartilhasse suas tradições, conhecimentos e valores de maneira mais ampla, contribuindo para a preservação e valorização da cultura indígena na região.
Além disso, proporcionaram um espaço de diálogo e interação entre os diferentes grupos étnicos, promovendo assim a integração e o respeito mútuo. Essa troca de experiências e saberes foi fundamental para fortalecer o projeto e garantir que ele atendesse às reais necessidades e desejos da comunidade indígena.
Como resultado e encaminhamento da Consulta, ficou definida em votação que a sede ficará em Brasília e o campus em São Gabriel da Cachoeira, a universidade está em processo de implementação, envolvendo consultas e seminários com povos indígenas para garantir que suas vozes e necessidades sejam atendidas.
O Campus em São Gabriel da Cachoeira, conhecida como a cidade mais indígena do Brasil, é particularmente notável. Ela simboliza um passo importante para a inclusão e o reconhecimento dos povos indígenas na região Norte do país. A implementação de um campus nessa localidade reforça o compromisso com a educação acessível e relevante para as comunidades indígenas.
A criação da Universidade Indígena é uma resposta às demandas de longa data dos povos originários do Rio Negro, que buscam maior autonomia e participação na gestão educacional. Essa instituição promete oferecer um currículo que respeita e integra o conhecimento indígena, proporcionando uma educação superior que alia tradição e modernidade.
O Ministério da Educação (MEC) tem desempenhado um papel importante nesse processo, realizando a primeira reunião de implementação e estabelecendo um cronograma para a criação do campus. Além disso, o MEC promoveu seminários de consulta em diversos estados, incluindo São Gabriel da Cachoeira, para ouvir diretamente dos povos indígenas sobre a organização e implementação da universidade.
A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) representa uma força vital na luta pela autonomia e sustentabilidade dos povos indígenas na região do Rio Negro, no Amazonas. Com uma estrutura composta por cinco coordenadorias regionais, a FOIRN trabalha incansavelmente para fortalecer as comunidades indígenas em diversas frentes, desde a economia sustentável até a governança territorial e ambiental.
A FOIRN também se destaca por sua abordagem inclusiva, representando mais de 90 associações de base e 24 povos indígenas, abrangendo uma área que inclui os municípios de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira. Esta federação é um exemplo de como a organização e a união de esforços podem levar a avanços significativos na defesa dos direitos indígenas e na promoção de um desenvolvimento que respeite a cultura e a biodiversidade da Amazônia.
Para saber mais sobre a FOIRN e suas coordenadorias regionais, visite o site oficial e foirn.blog.
Para mais informações ou dúvidas sobre o projeto da Universidade Indígena, o MEC disponibilizou o e-mail universidadeindigena@mec.gov.br, reforçando seu compromisso com a transparência e a participação pública no processo de criação desta importante instituição e também você pode assistir na integra a transmissão ao vivo através do canal oficial da Foirn no Youtube.
Aliança e o Fortalecimento do movimento indígena do Rio Negro é marcado com a presença de lideranças fundadoras desta organização e dos parceiros institucionais
A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) celebrou um marco significativo em sua história com a posse da nova diretoria para a gestão 2024-2028. A cerimônia, realizada no auditório do Instituto Federal do Amazonas (IFAM), foi um evento vibrante que reuniu lideranças indígenas de várias gerações, desde os fundadores até os atuais líderes que têm se dedicado incansavelmente à defesa dos povos indígenas do Rio Negro.
A FOIRN tem sido uma voz ativa na luta pelos direitos indígenas, promovendo o desenvolvimento sustentável e a preservação cultural dos 24 povos indígenas e das mais de 750 comunidades que representa na região do Rio Negro. Esta região, conhecida por sua biodiversidade e importância ecológica, é também uma das áreas mais preservadas da Amazônia brasileira, localizada na tríplice fronteira com a Venezuela e a Colômbia.
Nova diretoria empossada, coordenadores com as liderança Marivelton Baré, Nildo Fontes Tukano ex diretor presidente e vice – presidente da Foirn.
A cerimônia de posse foi um reflexo da rica tapeçaria cultural dos povos do Rio Negro, com apresentações de danças tradicionais que trouxeram vida e cor ao evento. Um dos momentos mais emblemáticos foi a entrada de artefatos indígenas, como o cocar e a tiara, que simbolizam a transferência de responsabilidade e liderança. A dança Carriçú, em particular, foi uma expressão poderosa da identidade e do espírito comunitário desses povos.
A nova diretoria é liderada por Dario Baniwa como diretor-presidente, acompanhado por Janete Alves Dessana como diretora vice-presidente, e outros três membros da diretoria Carlos Neri Piratapuya, Hélio Gessem Tukano e Edson Gomes Baré, que foram eleitos durante uma assembleia ordinária da FOIRN, com a participação ativa de lideranças da região. A transição de liderança foi marcada pela colocação do cocar no novo presidente, um gesto simbólico realizado pelo ex-diretor presidente Marivelton Baré, que liderou a instituição por dois mandatos consecutivos como presidente e um mandato como diretor executivo.
A presença de representantes de instituições parceiras e a participação de coordenadores e articuladores regionais recém-empossados destacam a importância da colaboração e do apoio mútuo entre diferentes organizações e o movimento indígena.
A aliança entre a FOIRN e a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) foi reafirmada, com um chamado para a união e o fortalecimento do movimento indígena frente aos desafios políticos e ambientais atuais.
Dadá Baniwa, a primeira mulher indígena a assumir a coordenação regional da FUNAI no Rio Negro, realizou uma homenagem significativa através da entrega de um artesanato representado por uma arara, um símbolo poderoso da diversidade cultural da região. Este gesto foi um reconhecimento do trabalho incansável de Marivelton Baré na defesa e promoção dos direitos dos povos originários, refletindo o respeito e a gratidão pelas suas contribuições valiosas.
Este evento não apenas celebra a continuidade da liderança e do ativismo indígena, mas também reforça o compromisso com a defesa dos direitos dos povos originários e a preservação de suas terras e culturas. A cerimônia de posse da FOIRN é um lembrete inspirador da resiliência e da riqueza cultural dos povos indígenas do Rio Negro, e um testemunho do seu papel vital na conservação da Amazônia para as futuras gerações.
Marivelton Baré, em seu papel de liderança, ressaltou a necessidade vital de proteger os direitos dos povos indígenas do Rio Negro. Ele enfatiza a importância de serem consultados previamente sobre projetos que possam impactar suas terras e modos de vida, conforme estabelecido pela Convenção 169 da OIT. Através de um protocolo de consulta, busca-se garantir que todas as vozes sejam ouvidas e que os direitos coletivos e a diversidade cultural sejam respeitados e preservados e firmou o compromisso no apoio a nova diretoria como liderança.
Dario Baniwa, em seu momento de pronunciamento, expressou sua gratidão de forma tocante: “Neste momento solene, eu agradeço ao meu povo Baniwa, Koripako e os demais que compõe os 24 povos indígenas que constituem esta federação – muito obrigado!”
“Agradeço aos delegados da assembleia que confiaram aqui em nós das nossas regiões, as lideranças históricas o meu respeito, nesta oportunidade pedindo apoio para continuar a luta dos 24 povos indígenas por meio desta federação, agradecer aos colegas aqui membro desta diretoria entrante com desafios nos próximos 4 anos. Por fim, convido a todos (as) a nos acompanhar, cooperar conosco nestes desafios nos próximos anos reconstruindo o nosso bem viver e sustentabilidade.”
Destacamos que durante o discurso de Dário Baniwa, ele lembrou da Articulação política e dar visibilidade a promoção ao reconhecimento das áreas em processo de demarcação no município de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira, direitos aos territórios e incidência no Poder Judiciário que visem à efetivação dos direitos territoriais; A governança e gestão territorial são essenciais para proteção e bem viver dos povos indígenas e por isso mesmo, devem ser fortalecidas e pactuadas pelo movimento indígena, sociedade civil e instituições não governamentais e instituições governamentais a fim de se custear a implementação dos Planos de Gestão territoriais e ambientais das terras indígenas, fazer respeitar ao protocolo de consulta, a fim de garantir a proteção territorial, infraestrutura, banco de dados e indígenas no mapa de respeito; O fortalecimento da rede de associações indígenas do Rio Negro é fundamental para essa governança e gestão territorial e ambiental de nossas terras indígenas. As parcerias e realizar formação de seus integrantes e equipes é a garantia de floresta em pé, segurança alimentar, valorização de conhecimentos tradicionais por meio de tecnologias ancestrais e manejos dos mundos de nossas vidas; Hoje não vivemos mais somente de nossas culturas, de nossos conhecimentos milenares. Neste contexto é muito importante considerarmos e valorizar também os conhecimentos interculturais, produzindo inovações e com criatividades fazer a proteção da diversidade socioambiental da Amazônia. E uma coisa prática de forma de grande impacto precisamos dar prioridade na articulação da criação e implantação do Instituto do Conhecimento Indígena e Pesquisa do Rio negro – ICIPRN, pronto desde ano de 2014 que fortalecer a cadeia produtiva de sociobioeconomia indígena e economia indígena, além da formação técnica e científica dos indígenas. Não podemos deixar de fomentar a equidade de gênero e geracional, auto cuidado, combate as violências, promoção da saúde emocional e melhores condições para o exercício do trabalho em rede de cooperação tendo em vistas a incidência política e garantia dos direitos indígenas e coletivos; Nacional e internacionalmente devemos promover e pautar os seguintes: Bem viver dos povos indígenas contra racismo-violências que sofrem os povos indígenas; Combate a Mudança Climática procurando entender e trazer projetos de credito de carbono e REDD+, Pagamentos por Serviços Ambientais que mantem a floresta em pé; Bem viver e valorização de Ciências e Tecnologias Ancestrais, fundamentais para sustentabilidade e longevidade da humanidade e da terra;
Janete Alves, a diretora vice-presidente e única mulher na diretoria, expressou sua profunda gratidão aos familiares, à sua equipe de coordenação e às associações de base pelo apoio contínuo. Sua reeleição como referência de sua coordenação COIDI é um testemunho de sua dedicação e resiliência, destacando a importância da representação feminina em posições de liderança e a força necessária para superar os desafios em um ambiente predominantemente masculino.
O demais diretores Carlos Neri, Hélio Gessem e Edson Gomes apresentaram que dedicação e o compromisso com o movimento indígena do Rio Negro são inspiradores. Eles não apenas reconhecem o apoio de suas famílias e das coordenadorias regionais, mas também reafirmam seu compromisso com a instituição. Essa atitude reflete uma profunda responsabilidade e um desejo genuíno de contribuir para o avanço e o bem-estar das associações indígenas representadas pela FOIRN.
Os fundadores da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) são figuras emblemáticas que representam a luta e a resistência dos povos indígenas da região do Rio Negro. Em 1987, durante um período de intensa reivindicação pelos direitos indígenas no Brasil, a FOIRN foi estabelecida como uma resposta às ameaças de garimpo ilegal, extração de recursos naturais e exploração do trabalho indígena. Os fundadores da FOIRN se uniram sob o lema “Terra e Cultura”, com o objetivo de defender o território e valorizar a cultura dos povos que habitam a região há pelo menos 3 mil anos.
A organização nasceu em um contexto de redemocratização do Brasil, quando o país estava redigindo sua nova Constituição. Os direitos originários dos povos indígenas precisavam ser assegurados, o que culminou na inclusão do artigo 231 na Constituição Federal, garantindo o reconhecimento das terras tradicionalmente ocupadas pelos indígenas. Os fundadores da FOIRN, portanto, desempenharam um papel importante na luta pelos direitos indígenas durante um momento histórico significativo para o país.
Entre os fundadores, destaca-se Gersem Baniwa, que dirigiu o documentário “O caminho de Amália”, e que é reconhecido por seu trabalho na educação e na luta pelos direitos indígenas. A história da FOIRN é marcada por essas personalidades que, com suas visões e esforços, contribuíram para a preservação da identidade cultural e dos direitos dos povos indígenas do Rio Negro. A organização continua a ser uma referência mundial na defesa dos povos indígenas, representando uma aliança de cerca de 24 povos indígenas e 18 línguas faladas na região do Rio Negro.