No dia 4 de outubro de 2025, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) e a Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (ACIMRN) celebraram um marco histórico para os povos indígenas da região. Em um evento carregado de emoção e significado, foram inaugurados o Mercado Indígena Rosilene Menezes e a nova sede da ACIMRN, no município de Santa Isabel do Rio Negro (AM).


As atividades começaram logo nas primeiras horas do dia, com uma feira de produtores indígenas aberta ao público às 5h da manhã. O novo mercado recebeu o nome de Rosilene Menezes, em homenagem a uma mulher indígena que atuou com dedicação na Casa de Frutas e que faleceu enquanto exercia sua função de ajudante de produção. Sua memória agora inspira o espaço que simboliza trabalho, solidariedade e resistência.

O Mercado Indígena Rosilene Menezes vai muito além de um local de vendas. Ele representa autonomia, valorização cultural e geração de renda para os povos indígenas, que passam a ter um espaço próprio para comercializar seus produtos tradicionais — como artesanatos, alimentos regionais e outros produtos baseados em saberes ancestrais.
O evento também marcou a inauguração oficial da nova sede da ACIMRN, construída com o apoio da FOIRN e de parceiros institucionais. O novo prédio fortalece a estrutura organizativa da associação e amplia sua capacidade de atuação junto às comunidades do Médio Rio Negro.

A cerimônia contou com a presença do presidente da FOIRN, Dário Baniwa, e dos diretores Carlos Neri e Hélio Tukano, além de lideranças comunitárias, agricultores, parceiros institucionais e apoiadores.
Em um clima de festa e união, a 1ª feira realizada no novo mercado celebrou a força das comunidades, com trocas, apresentações culturais e a reafirmação dos laços de cooperação entre os povos indígenas da região. A feira contou com Apoio da Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento e Unidade Local do IDAM..
Mais do que inaugurar espaços físicos, o evento reafirmou o compromisso da FOIRN e da ACIMRN com o fortalecimento da autonomia, da cultura e da economia indígena, reforçando que o desenvolvimento no Rio Negro é feito com protagonismo e sabedoria dos próprios povos indígenas.

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