O direito à consulta livre, prévia e informada, prevista na Convenção 169 da OIT estabelece que os governos deverão consultar os povos interessados cada vez que sejam previstas medidas legislativas ou atos administrativos suscetíveis de afetá-Ios diretamente (artigo 6º).
O debate sobre a consulta aos povos vem à tona sempre que ocorre mudança de governo, quando há trocas de cargos de livre nomeação e as pastas passam a ser comandadas por pessoas mais alinhadas ideologicamente ao representante democraticamente eleito.
No caso das trocas de cargos relacionados à Fundação Nacional Indígena (FUNAI), Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) e demais órgãos que afetem a vida dos povos indígenas, é obrigação do Estado consultá-los, respeitando as suas instituições representativas, suas línguas e cultura. É o caso do Ministério dos Povos Indígenas, que contou com ampla participação dos movimentos sociais para a indicação do cargo que foi escolhido, neste caso a ministra Sonia Guajajara, eleita deputada federal pelo estado de São Paulo nas eleições de 2022. Da mesma forma, a deputada federal Joenia Wapichana foi a indicada pelo movimento indígena a ocupar o cargo da Presidência da Fundação Nacional Indígena, assim como o indígena Weber Tapeba passou a ocupar o cargo de Secretário da SESAI.
É comum, portanto, que cada organização de base e cada povo passe a se organizar internamente para realizar as indicações para as nomeações de cargos que sejam importantes para a gestão da política pública indígena e indigenista. O Estado é vinculado a realizar a consulta e é direito dos povos indígenas decidirem sobre seu presente e seu futuro, considerando o direito à autodeterminação dos povos.
Nesse sentido, os povos do Rio Negro estão à frente, uma vez que após um longo caminho que se iniciou em 2019, aprovaram seu protocolo de consulta em 26 de novembro de 2022, durante a XVIII Assembleia Geral Ordinária da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) acontecida no centro comunitário Mira Taruka – Casa de Gente na língua nheengatu – na comunidade de Cartucho, em Santa Isabel do Rio Negro (AM).
A construção do documento passou por um amplo debate pelas cinco coordenadorias da FOIRN, contando com a participação de mais de mil representantes e lideranças indígenas, observando uma metodologia própria com oficinas de advogados e advogadas especialistas na temática dos direitos indígenas e muita discussão das lideranças indígenas sobre como querem ser consultados pelo governo.
O documento aprovado facilita e orienta o Estado e os povos a exercerem e exigirem o direito à consulta prévia de todo e qualquer ato administrativo que afetem a vida dos indígenas nessa mudança de governo, dentre eles os cargos de coordenadores da Coordenação Regional da FUNAI e do Distrito Sanitário Especial Indígena, bem como quaisquer outros cargos públicos que possam afetar suas vidas.
Vale apontar que representantes eleitos para cargos públicos como prefeitos, vereadores, e outros não são representantes dos povos para os fins da consulta prévia, livre e informada prevista na Convenção 169 da OIT. Ao contrário, ao assumirem cargos representativos do Estado devem obrigatoriamente cumprir o que está disposto na Convenção e na Constituição Federal, ou seja, devem realizar a consulta prévia nos termos do que está previsto na lei e no protocolo de consulta dos povos indígenas do Rio Negro.
A delegação das mulheres indígenas do Rio Negro, estão em Brasília para somar forças com mulheres indígenas de outros biomas brasileiros. Iniciado no dia 30 de janeiro, o evento vai até dia primeiro de fevereiro, convocado e realizado pela ANMIGA – Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade, reúne mais de 150 mulheres indígenas.
pré-marcha, que possui o tema “Vozes da Ancestralidade dos seis biomas do Brasil”, é a etapa preparatória e construção do planejamento da III Marcha das Mulheres Indígenas e outras agendas de incidência ao longo do ano, como o Acampamento Terra Livre 2023.
Entre as atividades do encontro está o planejamento da III Marcha das Mulheres, lançamento do Caderno da Semana dos Povos Indígenas, participação e transmissão da posse das Deputadas Federais eleitas da bancada do Cocar – Sônia Guajajara e Célia Xacriabá, Ritual de Enraizamento e fortalecimento dos corpos-territórios.
Do Rio Negro, participam as mulheres e lideranças indígenas: Maria do Rosario (Coordenadora Geral do Departamento de Mulheres Indígenas- Dmirn/Foirn), Madalena Olímpio (Articuladora das mulheres da Bacia do Içana), Belmira Melgueiro (Articuladora das mulheres da região do Alto Rio Negro), Bernadete Alcantara (Associação de Professores indígenas do Alto Rio Negro), Elizangela Baré (Artesã e liderança indígena), Rosane Cruz(estudante e pesquisadora indígena, ex-coordenadora do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro – DMIRN), Cleocimara Reis (Articuladora das mulheres da região do Médio Rio Negro/Foirn), Neide Dantas (Associação Indígena de Barcelos), Janete Martins (Associação Indígena de Artesãos Indígenas de São Gabriel da Cachoeira), Anair Sampaio (Liderança Indígena), Gilce França (Articuladora do Departamento de Educação e Patrimônio Cultural/Foirn) , Marcia Gregório (Associação de Mulheres Indigenas do Alto Rio Negro – Amiarn), Joana Galvão (Associação AMARN) e Florinda Lima (Associação Indígena Tuyuka).
Na tarde do dia 31 de janeiro, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) reúne com os representantes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), Distrito Sanitário Especializado Indígena, Conselho Distrital Sanitário Indígena, Instituto Sócio Ambiental e Defensoria Pública na casa dos saberes da FOIRN para tratar sobre a situação emergencial do povo hupda e yuhupde que passam por situações de vulnerabilidade social no beradão do sítio parawari próximo ao município de São Gabriel da Cachoeira.
Esse período do ano, os parentes se deslocam de suas comunidades ao munícipio em busca de atendimento como saques do auxilio Brasil, outros benefícios sociais, tirar documentações pessoais e participar de processos seletivos locais.
Nesta reunião, medidas sendo tomada pelo presidente da Foirn, Marivelton Baré e coordenador substituto da FUNAI, Tulio Caio Binotti, que implantarão barreira sanitária, apoio a deslocamento e junto as instituições fazer a interlocução para viabilizar os atendimentos e serviços públicos que os trazem até a sede de São Gabriel da Cachoeira.
Mais de 200 participantes, dentre elas Lideranças Indígenas representantes democraticamente de suas bases se manifestam aos ataques ao movimento indígena nacional e do Rio Negro, na reunião de informes gerais relativos aos assuntos importantes de alinhamento sobre a estruturação do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), nomeações de novos coordenadores gestores da FUNAI, DSEI e SESAI ocorrido na última sexta feira dia 20, na casa do saber da FOIRN.
Marivelton Rodrigues do povo Baré, diretor presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), conduziu a reunião virtualmente, iniciou informando sobre a estrutura do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), no qual o mesmo fez parte do GT de transição do governo eleito Lula.
“Essa proposta da criação do MPI é do presidente Lula anunciado durante o ATL – Acampamento Terra livre de Abril do ano passado (2022), o mesmo anunciou a criação do Ministério dos Povos Originários e reiterou durante a sua campanha e também quando eleito. Então é isso, para ficar bem claro que às vezes o pessoal diz que pediram a criação, mas não é isso. Foi pensando nos 305 povos que tem aqui no Brasil, não só de uma determinada região” Disse Marivelton Baré.
Houve pessoas que trabalhou incansavelmente em toda a pauta para os povos indígenas no GT de transição do novo governo Lula, os outros que entraram no grupo depois, praticamente foram portariados mais não teve muita contribuição que ficaram como colaboradores, porque em nada contribuíram e nada fizeram também, pois todo o trabalho ficou mais centrado nesse grupo de assessores que contribuíram diretamente, assim como as organizações indigenistas parceiros que sempre trabalharam e tiveram uma luta com a gente nesse processo todo desde quase 522 anos.
Também o formato foi bem apresentado ao governo, e um compromisso também assumido com o movimento indígena é de que essas ocupações de cargos se dariam por indígenas que militam no movimento indígena e nas causas dos direitos dos povos indígenas desde sempre, não só agora pelo momento. Há também uma questão partidária que se soma junto nisso, mas essa é a vez do protagonismo indígena através do movimento indígena.
A forma também de trazer a estrutura toda da fundação nacional que agora, mudou passou a se chamar Fundação nacional dos povos indígenas (funai). Ela traz tudo isso para o ministério, também vem com todas as suas atribuições, desde acompanhar e também coordenar os processos de demarcação, a promoção e dos direitos sociais também, tudo que competia antes ao Ministério da Justiça ela passou a fazer parte agora da estrutura do MPI.
Os primeiros meses serão mais para formação de equipes para organizar os trabalhos dessa nova estrutura. Apesar de que em alguns territórios ter casos críticos, como o caso do povo indígena Yanomami do estado de Roraima, que esta em vulnerabilidade desumana e desnutrição.
Secretaria Especial de Saúde Indígena – SESAI
Ricardo Weibe Tapeba , é ativista, advogado e líder de comunidade, o mesmo assume a Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde. Tapeba faz parte da Federação dos Povos e Organizações Indígenas do Ceará (Fepoince) e, em 2016, foi eleito vereador do município de Caucaia, no estado cearense.
Filho de liderança tradicional, Weibe Tapeba, acompanha desde cedo a luta dos pais pelos direitos dos povos indígenas: a mãe, uma agente de saúde, e o pai, um dos líderes da articulação dos povos indígenas do Nordeste.
Além disso, no primeiro mandato, foi considerado um dos parlamentares mais atuantes por conta da apresentação de diversos projetos de lei e requerimentos. Por sua forte atuação em prol dos direitos humanos, meio ambiente e saúde, Weibe Tapeba é reconhecido e respeitado por diversas lideranças e movimentos indígenas no país.
Foi vista uma necessidade desta secretaria continuar dentro da estrutura do Ministério da Saúde, mas também que fosse ocupado pela primeira vez na história por indígena. Deu-se todo esse processo de construção e proposição para o governo.
Fundação Nacional do Índio – FUNAI
Joenia Batista de Carvalho, do povo indígena Wapichana, é advogada, sendo a primeira mulher indígena a exercer a profissão no Brasil, e politica brasileira filiada a Rede Sustentabilidade, a primeira deputada Federal indígena do Brasil.
A sua defesa como deputada são pelos Direitos dos povos Indígenas, Mulheres, Juventude, Direitos Sociais, Sustentabilidade das Comunidades Indígenas.
Ela foi convidada pelo presidente Lula para assumir a presidência da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI).
FUNAI (Coordenação Regional/local) e DSEI-ARN
O movimento indígena tem a retomada de politicas públicas voltadas aos povos indígenas. Seguindo as orientações do mecanismo de indicações, que as pessoas que fossem assumir funções nas coordenações regionais e nos distritos tivessem o elo com o movimento, com a causa indígena e com as organizações que representa, onde não se trata apenas de um município ou uma calha de rio ou uma comunidade, mas que seja uma representatividade maior de todas as calhas de rios. E para o governo federal, quando olha para o alto Rio Negro, onde a FOIRN atua em toda a bacia do Rio Negro, no Rio Solimões é a organização que os representa, e assim sucessivamente para várias organizações federações de todo estado.
No Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI/ARN), foi indicado o Luís Brasão, o mesmo defende a causa da saúde indígena, é militante do movimento, presidente do conselho distrital de saúde, técnico em enfermagem e foi diretor da Foirn.
Para Funai, a coordenação regional do Rio Negro, foi indicado a Maria do Rosário, mais conhecida como Dadá Baniwa, coordenadora geral do Departamento das Mulheres Indígenas do Rio Negro (DMIRN). E para as Coordenações Técnicas Locais (CTLs), está com definição de indicações para novos CTLs, que foram indicados por essas regiões em conversas com suas organizações, onde estão enviando esses documentos e repassado esse processo de tramitação.
“A ordem é de desmilitarizar, que há muito tempo nada foi feito em prol dos povos indígenas, em algumas regiões ainda tem pessoas que defende e que continua, não é o nosso caso, porque nós temos que trabalhar por questões e melhoria da política indigenista, o indígena em nosso território por muito tempo está à mercê da própria sorte, e nós não somos estado brasileiro para poder fazer esse papel, é responsabilidade do governo fazer nas três esferas, seja ela municipal, estadual e federal. Por exemplo, Prefeito tem que cuidar do município, quem é governador tem que cuidar do Estado, não precisa haver competição, fazer cumprir seu papel também, pois cada segmento se dá nisso, não adianta querer atropelar o outro”. Afirma Marivelton Baré.
“A Federação vem sendo atacada, de forma radicalizada por pessoas que nunca fizeram parte e não conhecem o movimento indígena, é hora de levar as coisas muito mais a sério, as mudanças e fortalecimento agora da atuação do governo junto às organizações do movimento indígena não-governamental, indigenistas e outras se dá exatamente pra tirar o país, as regiões desse buraco que foi feito pelo governo anterior. Temos a responsabilidade nesse novo momento agora, a gente poder organizar o nosso território.” Completa o diretor presidente da Federação.
“Estou aqui para comemorar a nossa conquista, a nossa vitória. Fiz parte da luta e da criação do movimento indígena do Rio Negro, a fundação da FOIRN, todos nós sofremos junto com o falecido pai do vereador Ernani no distrito de Pari Cachoeira, no o início desse movimento até o presente momento, na época eu não me sentia preparado para assumir cargo no movimento. Fiz questão de vir para esta reunião, para apresentar o meu apoio na indicação ao sr. Luís Brasão para coordenação do Dsei. Estivemos juntos em Brasília em 2002, na criação dos 34 distritos, no qual eu era conselheiro distrital, fomos com o meu suplente José Maria Barreto, defender a medicina tradicional, até o presente momento eu não fui reconhecido, mas isso não me faz desanimar, estou aqui para somar juntos.” Disse Domingos Brandão do povo Tukano – Liderança tradicional de Pari Cachoeira.
O vereador Hernani Vaz de Abreu do povo tukano, do PT, natural do Distrito de Parí Cachoeira, disse que o mesmo é herança da luta do movimento indígena, após os 36 anos, o movimento conseguiu realizar o sonho das lideranças antigas, um deles é comandar os cargos políticos da região de São Gabriel, na prefeitura e câmara de vereadores e secretários municipais.
“Hoje sou Vereador, herança dessa luta do movimento indígena, não tenho porque ser contra ou ser posição ao beneficio hoje conquistado pela luta do movimento indígena. Meu pai Sebastião Rocha de Abreu, ele fez parte dessa luta e principio do movimento indígena. E depois de 36 anos nós conseguimos realizar um grande sonho que há muito tempo esses nossos líderes antigos sonharam, antes desse sonho grande nós já conquistamos outros sonhos regionais, locais, municipais. Nossos pais sonhava que os educadores de nossos filhos fossem os próprios filhos a ensinar.”
“… eu aceito o Luís criticar, eu aceito o Domingos Brandão criticar, os meus irmãos de Pari cachoeira, eu aceito outras lideranças que estão aqui de nossas bases criticarem porque vocês vivenciaram, vocês lutaram, vocês brigaram, agora eu não admito jamais alguém vem falar mal do nosso movimento que jamais lutou ou vivenciou isso. Não é o momento de estar brigando, é momento de nos unir e nos fortalecer, essa é a oportunidade que o nosso presidente Lula está dando, esse espaço para nós, eu fico muito triste como o nosso parente. Nós da Câmara municipal os três vereadores do triangulo tukano estamos à disposição e parabenizar todos que lutaram para chegar a esse momento histórico.” Completa Vereador Ernani.
A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) é representante legítima dos 23 povos indígenas do Rio Negro, 750 comunidades, 18 línguas indígenas faladas, 91 associações indígenas filiadas a Federação, que abrange os municípios de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira no estado do Amazonas, com 10 terras indígenas demarcadas e duas em processo de demarcação, tem o selo de reconhecimento de maior área úmida de importância nacional e internacional através da convenção Ramsar. É uma associação civil sem fins lucrativos reconhecidos como de utilidade pública pela lei 1831/1987, é uma Organização Não – Governamental (ONG) e uma das principais organizações do movimento indígena no Brasil, sendo referência mundial sobre a defesa dos povos indígenas na América Latina.
Informações para a imprensa: comunicacao@foirn.org.br
A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) e a Articulação das Organizações e Povos indígenas do Amazonas (APIAM) reuniram nesta sexta feira (13), com o Ministério Público Federal, Dr. Fernando Merloto Soave, 5° Ofício e com o Breno, assessor do Dr. Luiz Paulo Paciornik Schulman, 15° Ofício, para retomada dos diálogos e as pautas urgentes sobre os processos de demarcação das terras indígenas, da BR 319, Saúde Indígena no âmbito dos Distritos Sanitários Especiais indígenas do estado do Amazonas, Fundação Nacional do Índio CRs, Situação de ameaças com a Mineração no Estado do Amazonas, Situação do contexto urbano para os povos indígenas do estado, Catrapoa, GTI Saúde Indígena e GT segurança de territórios indígenas o estado do Amazonas.
A FOIRN, é uma organização representante dos 23 povos indígenas habitantes nos três municípios, São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos, sendo 750 comunidades, 91 associações indígenas, 18 línguas faladas e uma população de 50 mil pessoas pertencentes a quatro família linguísticas tukano, aruak, nadahup e Yanomami.
Na manhã desta quarta feira, 11 de janeiro, o diretor presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), representação legítima dos 23 povos indígenas, Marivelton Baré, participou da reunião com a presidente da Funai, Joenia Wapichana, sobre as demandas para a Coordenação Regional do Rio Negro e CTLs da região e retornar a assinatura do acordo de cooperação técnica entre a Foirn e Funai para as ações e trabalhos na região do Rio Negro. Para as 750 comunidades indígenas, 91 associações de base, 50 mil indígenas que compreende os municípios de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel.
Nesta terça, 10 de janeiro, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), através de seu diretor presidente, Marivelton Baré, participou da reunião com a Ministra Sônia Guajajara no Ministério dos Povos Indígenas, onde estiveram presentes o Kleber Karipuna – Coordenador executivo da APIB e Jovanio Normando – Presidente do Condisi Alto Rio Negro – CONDISI-ARN.
“Com o objetivo de tratar sobre as prioridades da região do Rio Negro para apresentar as demandas prioritárias da região ao MPI em conjunto com a Funai e Sesai. Que as políticas cheguem às aldeias e comunidades nesta retomada de fortalecimento da política indígena e indigenista no país.” Disse Marivelton Baré.
Kleber Karipuna, Sônia Guajajara, Marivelton Baré e Jovanio Normando.
Na manhã desta terça, 10 de janeiro, a nomeação do Líder Indígena e Advogado Weibe Tapeba para assumir a Secretária Especial da Saúde Indígena-SESAI, foi publicado no Diário Oficial da União.
Weibe Tapeba é líder do povo indígena Tapeba, do município de Caucaia, no estado do Ceará, e muito atuante entre as organizações indígenas no âmbito estadual, regional e nacional. Seu nome compôs a lista tríplice enviada ao Presidente Lula para ocupar o Ministério dos Povos Indígenas. Weibe coordenou a Federação dos Povos e Organizações Indígenas do Ceará – FEPOINCE e compõe o departamento jurídico da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espirito Santo – APOINME. Advogado e parlamentar, Weibe é fruto de um dos territórios mais emblemáticos do Brasil em relação ao descaso e abandono da política de demarcação territorial no país.
Marivelton Rodrigues Barroso do povo Baré, diretor presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) e Jovânio Normando do povo Baré, presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena (CONDISI), participaram da primeira reunião oficial com o novo secretário da SESAI, Weibe Tapeba.
E no período da tarde, no gabinete do secretário da SESAI, foi seguido de reuniões e alinhamentos dos 34 territórios com os presidentes do CONDISI.
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Reunião e alinhamento dos 34 territórios com os presidentes do CONDISI, no gabinete do secretário da SESAI.Jovânio Normando, Weibe Tapeba e Marivelton Baré.
A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) representa com legitimidade os 23 povos indígenas do Rio Negro, 750 comunidades, 18 línguas indígenas faladas, 91 associações indígenas filiadas a Federação, que abrange os municípios de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira no estado do Amazonas, com 10 terras indígenas demarcadas e duas em processo de demarcação, tem o selo de reconhecimento de maior área úmida de importância nacional e internacional através da convenção Ramsar. É uma associação civil sem fins lucrativos reconhecidos como de utilidade pública pela lei 1831/1987 e uma das principais organizações do movimento indígena no Brasil, sendo referência mundial sobre a defesa dos povos indígenas na América Latina, vem ao público repudiar os atos criminosos, terroristas e antidemocráticos promovidos no último dia 08 janeiro em Brasília, por apoiadores extremistas do candidato a presidência derrotado nas urnas Jair Bolsonaro. Viemos através desta manifestar que estes atos contra as instituições democráticas, atos com emprego de violência e grave ameaça, tentativas de abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais são crimes e não manifestações, todos os responsáveis envolvidos nesse atentado devem ser punidos. Os povos indígenas do Rio Negro e do Brasil perseguidos desde o golpe e nos últimos quatro anos lutaram veemente em defesa do estado democrático de direitos e continuaremos vigilantes a quem ameaça a democracia.
Informações para a imprensa: comunicacao@foirn.org.br
As comunidades Indígenas Terra Nova e Lago das Pedras, pertencente ao município de Barcelos, no estado do Amazonas, foram contempladas pelo Projeto “Amigos da Comunidade”, onde foram atendidas 309 moradores, 72 famílias e 84 crianças, entre os dias 16 e 18 de dezembro de 2022.
Nesta ação social, foram ofertados os seguintes serviços: Assistência de saúde, Assistência de higiene bucal, Emissão de certidão de nascimento, Manicure, Corte de cabelo, Distribuição de brinquedos e Distribuição de kits de higiene bucal.
Essa atividade contou com o apoio da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), através da Nia Tero e Rainforest Foundation Norway (RFN).
Projeto “Amigos da Comunidade” é um projeto social, não tem nenhum vínculo político ou partidário, é um projeto solidário que tem como objetivo melhorar um ou mais aspectos de uma sociedade. Estas iniciativas potenciam a cidadania e consciência social dos indivíduos, envolvendo-os na construção de um futuro melhor.
Amigos da Comunidade, realiza atendimento médico, odontológico, levando cidadania e promovendo o bem estar e educação, atividades bíblicas, corte de cabelo e distribuição de roupa e brinquedos recreativa em comunidades Ribeirinhas da região do Rio Negro no Amazonas.
A partir da visitação das áreas hoje atendidas e da constatação da situação em que as comunidades locais se encontravam, foi desenvolvido o projeto unindo o profundo conhecimento da região a competências médicas, odontológicas, educacionais e cidadania e logísticas para melhorar a qualidade de vida das populações locais.
FOCO
Os amigos da comunidade, com conhecimento e recursos para suprir as necessidades médicas, odontológicas, cidadania e educacionais das populações ribeirinhas da Amazônia, que vivem muitas vezes isoladas do restante da região.
MISSÃO
Levar ajuda médica, odontológica e emissão de Certidão de nascimento e serviços oferecido pelo cartório às comunidades ribeirinhas, visando a melhoria da qualidade de vida e da curva de crescimento das crianças, através do acompanhamento constante da população local.
PRINCÍPIOS
Levar sempre em consideração as características culturais e dificuldades logísticas inerentes à região, buscando soluções viabilizadoras;
Proporcionar assistência médica e odontológica e cidadania de qualidade;
Programar atividades educacionais relacionadas com práticas de higiene e saúde, melhorando a autoestima dessas populações;
Atuar em regiões que não são alcançadas por outras instituições;
Manter a consistência do atendimento, regressando às comunidades para que seja possível acompanhá-las;
Aproveitar integralmente e com seriedade os recursos oferecidos por nossos patrocinadores;
Manter total independência de entidades públicas e religiosas.
Ação ou responsabilidade social nada mais é do que fazer a sua parte dentro da sociedade. Essas atitudes podem ser colocadas em prática de diversas maneiras, desde que visem colaborar com comunidades e pessoas menos favorecidas. O retorno dessas ações é a formação de cidadãos comprometidos com o mundo ao seu redor.
Parceiros da Viagem:
Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN