Autor: Comunicação – FOIRN

  • Mulheres Indígenas do Rio Negro elegem nova coordenação para Departamento de Mulheres da FOIRN para gestão 2017-2019

    Mulheres Indígenas do Rio Negro elegem nova coordenação para Departamento de Mulheres da FOIRN para gestão 2017-2019

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    Verônica Ramos Pena da etnia Hupdah da Comunidade Nossa Senhora de Fátima da região de Iauaretê particiou pela primeira vez uma assembleia das mulheres indígenas do Rio Negro.

    Encerrou na tarde desta sexta-feira, 21/10, na maloca Casa dos Saberes da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – Foirn, a VII Assembleia do Departamento de Mulheres Indígenas que reuniu mais de 100 mulheres indígenas das diversas etnias do Rio Negro para discutir temas de interesse relacionados aos direitos dos povos indígenas e em especial da mulher indígena.

    No primeiro dia, a atual coordenadora da União das Mulheres Indígenas da Amazônia (Umiab) fez uma  apresentação do panorama atual da luta dos povos indígenas pelos direitos e a participação das mulheres nessa luta. “Vivemos atualmente num momento muito difícil para nós povos indígenas, muitas PECs ( Propostas de Emendas Constitucionais) tramitam no Congresso Nacional que querem tirar nossos direitos garantidos, como por exemplo a “PEC da Morte” (PEC 215/00). Por isso, precisamos nos fortalecer e continuar lutando”, diz.

    No segundo dia, Renato Matos,  Diretor da FOIRN fez um resumo da luta dos povos indígenas do Rio Negro pelos direitos através da FOIRN, destacou as conquistas como a Demarcação das Terras Indígenas e outras experiências exitosas como a Educação Escolar Indígena, Valorização Cultura e outros.

    O diretor lembrou que as mulheres indígenas sempre estiveram presentes no movimento indígena desde quando começou ainda nos anos de 1970, porém, só em 2002, resultados de reivindicações das mulheres foi criado na estrutura da Foirn o Departamento de Mulheres Indígenas. Lembrou ainda que o movimento é um só e que tanto homens e mulheres fazem parte do movimento indígena, por isso, não é um movimento separado.

    As atuais coordenadoras do departamento apresentaram o relatório de atividades, onde destacaram as realizações e as metas alcançadas. A Rosilda Cordeiro disse que na medida do possível as atividades de articulação, elaboração de pequenos projetos voltados para a exposição de artesanatos e encontro de mulheres foram realizadas ao longo dos anos em que estiveram na coordenação do departamento. “Podemos afirmar que conseguimos fazer alguns trabalhos dentro das nossas capacidades e condições para fortalecer as associações das mulheres. Um exemplo disso é a criação da Komirayõma a primeira associação de mulheres Yanomami”, disse.

    A Francinéia Fontes destacou que vários desafios  e projetos precisam ser feitos para que as mulheres através de suas associações se fortaleçam nas suas regiões para contribuir em várias áreas como na saúde, valorização cultural entre outros. Lembrou que o Projeto Telesaúde Indígena do Rio Negro desenvolvido pela FOIRN através do Departamento de Mulheres deve ser fortalecido nos próximos anos.

    Após cada apresentação foram feitos grupos de trabalhos e abertos momentos de discussões e debates em plenária, que resultaram em propostas que serão incluídas no plano de trabalho para a próxima gestão.

    Na tarde do segundo e último dia as candidatas à coordenação foram apresentadas, onde tiveram momento de discurso de apresentação de propostas caso eleitas. Após este momento, foi organizada a votação, onde cada associação presente através de suas delegadas participou da eleição.

    O resultado da eleição ficou:

    • Janete Figueireido Dessana – 18 votos (eleita);
    • Elizângela da Silva Baré – 18 votos (eleita);
    • Sônia Bitencourt – 15 votos;
    • Bernadete Artesã – 6 votos.

    Após a apuração dos votos as eleitas tiveram o uso da palavra pra reafirmar o compromisso de trabalho para os próximos anos no departamento e no movimento indígena do Rio Negro. Após isso, a  atual coordenação agradeceu todas as participantes mulheres e homens que contribuíram durante os dois de assembleia.

    Lembrou que só foi possível a realização do evento graças ao apoio da Fundação Nacional do Índio através da Coordenação Regional Rio Negro e parcerias com o Instituto Socioambiental – ISA e apoio institucional da Rainforest da Noruega, Horizont3000, Embaixada Real da Noruega e Aliança Pelo Clima.

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    Algumas imagens da assembleia:

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    Mulheres durante a eleição da nova coordenação. Foto: Ray Baiwa/Foirn
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    Francinéia Fontes e Rosilda Cordeiro – atuais coordenadoras do Departamento de Mulheres da Foirn. Foto: Ray Baniwa/Foirn

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    Elizângela da Silva e Janete Figueiredo são as coordenadoras eleitas para 2017-2019 do Departamento de Mulheres Indígenas. Foto: Ray Baniwa/Foirn

     

  • Mulheres Indígenas do Rio Negro buscam fortalecimento e reconhecimento de seus direitos

    Mulheres Indígenas do Rio Negro buscam fortalecimento e reconhecimento de seus direitos

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    Tanto no Brasil, como em outros países da América Latina, as mulheres indígenas desempenham historicamente um papel fundamental como agentes de mudança nas famílias, comunidades e na vida de seus povos.
    Porém, a cultura indígena sempre foi tratada com muito desprezo no Brasil, fora a imagem caricata com que os indígenas são representados e a apropriação que se faz de sua cultura. A ONU Mulheres destaca que as indígenas são essenciais em diversas economias, trabalhando por segurança e soberania alimentar, além do bem-estar das famílias e comunidades.
    As mulheres indígenas acabam sendo um grupo que pouco ouvimos falar — até mesmo pouco pensamos — quando falamos de Feminismo. Além do cotidiano indígena estar muito longe da maioria das pessoas, há o problema do desrespeito brutal a essas etnias.
    Os povos indígenas brasileiros são tratados como cidadãos de segunda classe, tendo suas vidas decididas por medidas governamentais arbitrárias e vivendo em constante conflito por disputas de terras, entre outras. As mulheres indígenas acabam sendo alvos de violência sexual, ameaças e assassinatos.
    Fora as dificuldades em relação à saúde e educação. Nesse contexto é que a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN, através do Departamento de Mulheres Indígenas, realiza a VII Assembléia Eletiva do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro. São 120 representantes das organizações representativas das mulheres rionegrinas, além de representantes do movimento de Manaus (AMARN) e da Amazônia Brasileira (COIAB).
    O evento que iniciou hoje, 20/10, encerra amanhã com eleição de novas coordenadoras do Departamento de Mulheres da FOIRN. O evento está acontecendo na maloca Casa dos Saberes da FOIRN em São Gabriel da Cachoeira.
    A agenda de discussões recobre, em geral, a garantia dos territórios tradicionais, o direito a saúde e educação diferenciadas, pois o entendimento mais ou menos é que “o movimento de mulheres indígenas é para fortalecer o movimento em geral, a política dos Povos Indígenas é única” disse, Rosilda da Silva, coordenadora do Departamento de mulheres da FOIRN, da etnia Tukana.
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    Texto: Miguel Maia – Colaborador
    Fotos: Ray Baniwa/Comunicação/Foirn
  • Agricultura Tradicional é tema do Encontro que reúne cerca de 80 mulheres de 6 estados da Amazônia no Amapá até 21/10

    Agricultura Tradicional é tema do Encontro que reúne cerca de 80 mulheres de 6 estados da Amazônia no Amapá até 21/10

    “Está sendo muito bom participar do encontro, conhecer e compartilhar com outras mulheres conhecimentos e saberes sobre alimentação e agricultura tradicional dos povos indígenas presentes no encontro”, disse Adelina de Assis da etnia Dessana, representante do alto Rio Negro.

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    É a primeira vez que a RCA – Rede de Cooperação Amazônica (saiba mais sobre a Rede aqui) que congrega organizações indígenas e indigenista da Amazônia realiza um evento dedicado às mulheres indígenas para discutir temas de interesse e compartilhar conhecimentos e saberes.

    O primeiro encontro acontece nesta semana (18 a 21/10) na chácara Natuplay no estado do Amapá que reúne mais de 80 mulheres indígenas dos estados Amapá,  Amazonas,  Acre, Roraima,  Mato Grosso e  Pará.

    Conhecimentos e saberes sobre a alimentação, agricultura tradicional e da roça são temas de trabalho e apresentações nos primeiros dias do evento que vai até sexta-feira, 21, desta semana.

    Almerinda Ramos de Lima – Tariana (Presidente da FOIRN) e Adelina de Assis Sampaio – Dessana (Coord. Departamento de Jovens Indígenas/FOIRN) participam do evento.

    Mais informações em breve.

  • Processo de reestruturação do DSEI-ARN avança no Rio Negro: “Para nós, é sinal de esperança “, diz liderança indígena

    Processo de reestruturação do DSEI-ARN avança no Rio Negro: “Para nós, é sinal de esperança “, diz liderança indígena

    A Equipe Técnica do Departamento de Atenção à Saúde Indígena (DASI) da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) apresentou na última terça-feira, 11/10, na Casa dos Saberes da FOIRN em São Gabriel da Cachoeira, “Resultados preliminares do Plano Emergencial de Reestruturação do DSEI Alto Rio Negro”, com presença de lideranças indígenas, CONDISI e DSEI-ARN. 

    A palavra “desorganização” foi várias vezes repetidas durante a apresentação da equipe técnica realizada na maloca, que sinalizou avanços nos trabalhos de estudo e elaboração do Plano Emergencial de Reestruturação do Distrito Sanitário Especial Indígena do Alto Rio Negro, como aquisição de equipamentos de transporte e insumos.

    Para se ter uma ideia, no período de agosto-setembro deste ano dos 25 pólos bases ligadas ao distrito, em dez, não teve entrada de equipe de saúde na área, de acordo com a apresentação.

    “Somos cientes de que o profissional contratado é para  trabalhar em área. Mas, o que adianta um enfermeiro, um médico ou dentista entrar em área, se não tiver medicamentos ou suprimentos?”, questiona um profissional de saúde do DSEI-ARN presente na reunião.

    A questão dos prédios dos pólos base foi lembrada pelas lideranças: “Precisa-se também pensar sobre a construção dos pólos base. Por exemplo, casa onde funcionava pólo base em São Joaquim – alto Içana já caiu, e perdemos o médico que iria trabalhar lá, devido isso. Por isso precisamos da construção desses pólos base”, disse liderança da etnia Koripako.

    Após a apresentação, o presidente do Conselho Diretor da FOIRN, Franklin Paulo, disse que não é de agora que as lideranças indígenas do Rio Negro mobilizados pela FOIRN vem tentando buscar diálogo com o DSEI-ARN ou com a CONSIDI para entender onde está o problema que faz com que o atendimento não chegue nas comunidades. “Nós lideranças indígenas já estávamos ficando sem esperanças, pois várias vezes discutimos sobre a saúde indígena, encaminhamos propostas e denunciamos várias vezes a situação, e por outro lado, o próprio controle social afirmava que “saúde indígena no Rio Negro está uma maravilha”, por isso, é muito bom ver que as oficinas e o nosso trabalho como lideranças está começando dar resultados”, disse.

    Os trabalhos continuam.”Só vamos sair daqui, quando todas as equipes estiveram entrando em área a partir de um cronograma de trabalho estabelecido”.

    E nos dias 24 a 25 de outubro, será realizada a 93a Reunião da Comissão Intersetorial da Saúde Indígena/CISI em São Gabriel da Cachoeira para discutir e debater o tema “Saúde Indígena e o Controle Social no Rio Negro”.

  • Comunidades indígenas através da associação e parceiros iniciam a construção de um projeto de Ecoturismo no município de Santa Isabel do Rio Negro (AM).

    Comunidades indígenas através da associação e parceiros iniciam a construção de um projeto de Ecoturismo no município de Santa Isabel do Rio Negro (AM).

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    Projetos e experiências já implantados inspirando novos projetos na região do Médio Rio Negro. Após a implantação do Projeto de Pesca Esportiva no Rio Marié em 2014, através da Associação das Comunidades Indígenas do Baixo Rio Negro (Acibrn), dessa vez, a Foirn, e seus parceiros (Instituto Socioambiental – ISA e Fundação Nacional do Índio (CR Rio Negro), estão iniciando trabalho junto com a Associação das Comunidades Indígenas e Ribeirinhas (Acir) de levantamento de atrativos turísticos na área de abrangência, que congrega as comunidades: Aruti, São João II, Castanheiro, Cartucho, Uabada II e Boa Vista.

    O objetivo é a construção do Projeto de Ecoturismo ( visitação). Uma reposta a reivindicação dessas comunidades para organizar e desenvolver atividades de geração de renda e ao mesmo tempo contribua na gestão do território dos povos indígenas que vivem nessa região (ver o mapa abaixo).

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    A região de abrangência da Acir por estar situado próximo à cidade de Santa Isabel do Rio Negro tem sido constantemente invadido por barcos de turistas que realizam a atividade de forma desorganizada. (Saiba mais:Operação da FUNAI apreendeu turistas realizando atividades de pesca esportiva sem autorização em Terra Indígena Médio Rio Negro II).

    Em abril de 2014 a Acir com apoio da Foirn e Funai (CR Rio Negro) realizou uma consulta ampliada nas comunidades de abrangência para a discussão sobre atividades produtivas, dentre elas a possibilidade de realização do turismo de Pesca Esportiva, haja vista que já havia o assédio por empresas de pesca na região.

    Tomando como base as experiências prévias onde os empresários prometiam benefícios mas que, ao final, não cumpriam com o acordado, as comunidades se posicionaram contra a atividade em seu território tradicional.

    As lideranças enfatizaram que não havia garantia de preservação das áreas e que isso colocava em risco a sustentabilidade de seus descendentes.

    Em 2015 durante oficina sobre o Turismo nas Terras Indígenas realizada pela Funai em parceria com a Foirn e Instituto Socioambiental,  a qual várias associações indígenas participaram, representantes da Acir presentes na oficina, apontaram a existência de atrativos turísticos nas comunidades de abrangência da associação.

    A expedição experimental já tem data: 10 a 20 de Novembro. 

    São 5 serras, trilhas e mais atrativos culturais (como a Maníaka Murasí – dança da mandioca, foto acima) mapeadas no levantamento realizado (que ocorreu de 04 a 09 de setembro).

    “As comunidades estão animadas para começar a atividade”, disse,  Marivelton Rodriguês Barro, diretor de referência à região, que participou do trabalho de levantamento realizado.

    A primeira expedição será avaliativa, e contará com a participação do  grupo Garupa (saiba mais sobre a ONG Garupa),  que dedica a fazer do turismo sustentável uma ferramenta para a preservação dos patrimônios culturais e naturais do Brasil e para o desenvolvimento socioeconômico de rincões esquecidos – e fascinantes.

    A viagem para o médio Rio Negro teve como integrantes do grupo de trabalho a diretoria da Acir,  diretor da FOIRN – Marivelton Rodriguês, Camila Barra – Antropóloga do Instituto Socioambiental e Guilherme Veloso da FUNAI – CR Rio Negro.

  • Após três dias, o I Festival da diversidade Cultural é encerrado com das danças tradicionais em São Gabriel da Cachoeira

    Após três dias, o I Festival da diversidade Cultural é encerrado com das danças tradicionais em São Gabriel da Cachoeira

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    Nada melhor que encerrar um evento cultural com danças indígenas. Foi o que aconteceu no encerramento do I Festival da Diversidade Cultural do Rio Negro que reuniu durante três dias (01-03)  várias etnias do Rio Negro para discutir economia indígena, valorização dos conhecimentos milenares e a venda seus artesanatos e produtos da roça.

    As artesãs afirmaram nas suas avaliações que o evento foi muito bom e que vão voltar satisfeitas pelos resultados que alcançaram. E destacaram que o mais relevante nesses dias de evento foi a troca de experiências e a aprendizagem de nossos conhecimentos.

    “Foi muito bom, tivermos a oportunidade de rever nossas amigas e conhecemos novas pessoas. O mais importante que aconteceu nesses dias foi a troca de experiências com outras artesãs e os novos aprendizados. Precisamos continuar e fortalecer ainda mais essa iniciativa”, Cecília da ASSAI – Associação das Artesãs Indígenas de São Gabriel da Cachoeira.

    De acordo elas, para próximo edição do evento, a coordenação precisa intensificar a divulgação do evento para que mais pessoas participem ou visitem a exposição.

    A presidente da FOIRN, Almerinda Ramos de Lima, disse que o compromisso da diretoria executiva e da instituição é melhorar para próxima edição e trazer mais pessoas das bases para participar do evento. E trazer mais parceiros para apoiar a iniciativa.

    “Na próxima queremos fazer ainda melhor e maior. Pois dessa vez, não conseguimos trazer todas as 20 associações que convidados. E diversificar ainda mais as atividades durante o evento”, disse Rosilda Coordeiro, Coordenadora do Departamento de Mulheres, uma das coordenadoras do evento.

    Cerca de trezentas pessoas passaram pelo evento além dos artesãos que instalaram as barracas nas dependências da FOIRN durante os três dias de festival.

    A realização do evento é uma reivindicação das associações de base, como espaço de exposição de artesanatos, discussão e debate sobre a economia indígena e empreendedorismo e a especialmente a celebração da diversidade de culturas  dos povos que vivem no Rio Negro . E a FOIRN através do Departamento de Mulheres, buscou parcerias e recursos para que o evento fosse realizado. Contou com apoio do Museo do Índio, Fundação Nacional do Índio (CR Rio Negro), e parceria do Instituto Socioambiental e IDAM-SGC.

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    Leia também: I Festival da Diversidade Cultural do Rio Negro é realizado pela FOIRN em São Gabriel da Cachoeira

  • I Festival da Diversidade Cultural do Rio Negro é realizado pela FOIRN em São Gabriel da Cachoeira

    I Festival da Diversidade Cultural do Rio Negro é realizado pela FOIRN em São Gabriel da Cachoeira

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    Começou na manhã desta quinta-feira, 01/09,  na FOIRN em São Gabriel da Cachoeira o I Festival da Diversidade Cultural do Rio Negro. O evento reúne artesãos e artesãs indígenas de diversas organizações e autônomos dos três municípios do Rio Negro (Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira para vender seus produtos como artesanatos e produtos da roça.

    Na abertura oficial a presidente da FOIRN, Almerinda Ramos de Lima, lembrou que um dos objetivos da federação é lutar para garantir a sustentabilidade e a segurança alimentar das comunidades indígenas e como também a valorização dos conhecimentos tradicionais e manutenção destes para as futuras gerações.

    E afirmou que a realização do I Festival é uma forma de promover essa diversidade e ao mesmo tempo servir de espaço e momento para que os artesãos indígenas possam expor seu trabalho, e ainda propiciar a troca de conhecimentos e experiências entre eles, e com os visitantes. “É uma um espaço para compartilharmos entre nós os nossos conhecimentos e valores”, disse.

    Durante os próximos dias (até 03/09), será feito debates sobre a economia indígena, fortalecimento das associações que trabalham com artesanato e entre outros temas relacionados. Haverá danças tradicionais, exposição e venda de artesanatos  e comidas típicas rionegrinas.

    O evento é realizado pelo Departamento de Mulheres Indígenas da FOIRN, com apoio financeiro do Museu do Índio e Fundação Nacional do Índio (através do CR Rio Negro) e com a parceria do Instituto Socioambiental.

    (Em breve novas atualizações).

     

  • FOIRN participa do projeto “Contando e dançando a história dos Povos do Alto Rio Negro” em São Gabriel da Cachoeira

    FOIRN participa do projeto “Contando e dançando a história dos Povos do Alto Rio Negro” em São Gabriel da Cachoeira

    Contando e dançando a história dos Povos do Alto Rio Negro é o projeto desenvolvido por um grupo de professores da Escola Estadual Dom João Marchesi junto com os alunos do ensino médio.

    O objetivo é trazer a discussão sobre a identidade cultural dentro do espaço escolar.  “O projeto começou quando avaliamos a necessidade de trazer para o ambiente escolar ações voltadas para a valorização da identidade cultural dos estudantes da nossa escola”, disse professora Lorena Araújo, uma das coordenadoras do projeto.

    Para isso está sendo feito uma série de atividades no campo, onde os estudantes possam fazer um levantamento bibliográfico existente sobre a cultura dos 23 povos indígenas do Rio Negro.

    Por trabalhar diretamente com os povos indígenas do Rio Negro, a FOIRN é uma das instituições visitadas. Onde coordenadores de setores foram convidados para apresentar os trabalhos realizados pela instituição e os principais resultados até aqui conquistados.

    Todas as publicações sobre os povos do Rio Negro foram expostos aos estudantes para consulta. Como também folders, boletins informativos foram distribuídos aos estudantes.

    De acordo os orientadores, conhecer os trabalhos da FOIRN, principalmente a sua história é conhecer a luta dos pais e avós deste alunos e conhecer a sua própria história. Uma luta pelos direitos, uma luta pela preservação da diversidade cultural, principalmente as histórias e as línguas.

    Ainda serão realizadas várias atividades voltadas para valorização da cultura dentro do espaço escolar, uma ação que vem sendo coordenado nos últimos anos por alguns grupos de professores indígenas que atuam nas escolas da rede estadual de ensino.

    As palestras aconteceram durante as tardes dos dias 29 a 31 de agosto na maloca da FOIRN em São Gabriel da Cachoeira.

     

     

     

     

  • Adolescentes e jovens indígenas elegem coordenação e formam Rede para fortalecer o movimento no Rio Negro em assembleia geral

    Adolescentes e jovens indígenas elegem coordenação e formam Rede para fortalecer o movimento no Rio Negro em assembleia geral

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    Em três dias de Assembleia, adolescentes e jovens indígenas debateram os principais problemas e desafios enfrentados por eles hoje nas suas comunidades em todo o Rio Negro.  A base central de todos os trabalhos foi a “Terra e Cultura: –  Formas de o futuro e o desenvolvimento da juventude indígena no Rio Negro.

    Lideranças indígenas foram convidados para palestrar sobre temas de interesse dos povos indígenas do Rio Negro como a Cultura,  Gestão Territorial e Ambiental, histórico do movimento indígena e a participação de jovens deste. E entre outros temas.

    Com base nestas informações foram feitos trabalhos de grupos por regionais para elaborar propostas diante dos problemas encontrados hoje em várias áreas como na educação, saúde, cultura, esporte e lazer e outros.

    Outro destaque do evento foi a discussão do fortalecimento da participação da juventude no movimento indígena Rio Negro. De acordo eles, existe uma necessidade deles se articularem mais e estarem mais ativos no movimento. Para isso, foi formado a Rede de Juventude Indígena do Rio Negro que congrega jovens e adolescentes dos três municípios do Rio Negro (Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira).

    A ideia é propiciar um mecanismo de diálogo e articulação permanente entre estes para levar e compartilhar informações variadas, conhecimentos e experiências . Por isso, cada regional tem representantes na Rede criada.

    Eleição da nova coordenação para os próximos 4 anos.

    Um dos principais assuntos também debatidos foi a avaliação do funcionamento e as conquistas do Departamento de Adolescentes de Jovens Indígenas (Dajirn) que é hoje um departamento dentro da estrutura organizacional da FOIRN, que é resultado de vários anos de reivindicação da juventude.

    A ex-coordenadora do Dajirn, Ednéia Teles (hoje Secretária Municipal de Juventude, Esporte e Lazer), apresentou o histórico e contou as conquistas do movimento  de jovens no Rio Negro, entre algumas, como o próprio SEMJEL. “Mas, temos muito a conquistar, para isso precisamos continuar lutando pelos nossos direitos”, disse.

    Após entrar no departamento para substituir a coordenadora eleita na segunda assembleia geral, a Adelina de Assis Sampaio, de etnia Dessana foi eleita para os próximos 4 anos. E o outro eleito foi o Lucas da Silva Matos, de etnia Tukano, de Iauaretê. Os eleitos terão posse em novembro deste ano.

    EngajaMundo participou da assembleia de jovens em São Gabriel da Cachoeira

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    Uma das principais organizações de liderança jovem no Brasil, o EngajaMundo teve representantes na assembleia, que trouxe dinâmicas e a Formação do Engajamundo em mudanças climáticas, que contribuiu na abordagem do tema e na  construção de idéias junto com os jovens indígenas do Rio Negro.

    Foram elaborados documentos de reivindicações que serão encaminhados para os órgãos competentes. E por último, foi votado e escolhido local da próxima assembleia de adolescentes e jovens que será em Canafé, na área do município de Barcelos.

    O evento foi realizado pela FOIRN/Dajirn com apoio da Fundação Nacional do Índio (CR Rio Negro) e em parceria com o Instituto Socioambietal e IFAM – Campus São Gabriel da Cachoeira. E teve mais de 100 participantes, em sua totalidade, adolescentes e jovens indígenas.

  • Adolescentes e jovens indígenas do Rio Negro iniciam Assembleia para discutir futuro e o desenvolvimento da juventude na região

    Adolescentes e jovens indígenas do Rio Negro iniciam Assembleia para discutir futuro e o desenvolvimento da juventude na região

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    Dinâmica durante a Assembleia realizada pela representante do EngajaMundo/SP presente no evento

    Cerca de 100 adolescentes e jovens indígenas de diversos povos da região do rio Negro, representantes de organizações indígenas dos municípios de São Gabriel da Cachoeira, Barcelos e Santa Isabel do Rio Negro participam a partir de hoje (24 de agosto) da III Assembleia Geral de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro.

    A assembleia é organizada pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), através do Departamento de Adolescentes e Jovens. Durante o evento serão discutidos temas importantes para pensar o desenvolvimento, considerando território e cultura dos povos indígenas da região.

    Entre os temas que serão debatidos estão: Terra e Cultura, uma forma de pensar o futuro e o desenvolvimento da juventude indígena do rio Negro; Política Social de juventude regional, municipal, estadual e nacional; Política nacional de gestão ambiental e territorial das terras indígenas do rio Negro.

    A abertura da assembleia contou com a participação dos diretores da FOIRN, coordenadores das Coordenadorias de base, União das Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira (UMIAB), Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), Instituto Socioambiental (ISA) e representante do EngajaMundo SP.

    A diretora Presidente da FOIRN, Almerinda Ramos de Lima lembrou da importância da juventude no processo de avanço nas politicas de juventude e nas politicas de atendimento aos indígenas de toda a região.

    Assembleia acontece de 24 a 26 de agosto de 2016, na casa do saber, sede da FOIRN, em São Gabriel da Cachoeira-AM.

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    Composição da mesa de abertura da III Assenbleia do DAJIRN

    Colaborou Délio Alves/COIAB