Cunurí (AM), 22 de agosto de 2025 – Em uma iniciativa pioneira na região do Alto Rio Negro, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), em parceria com a Associação das Comunidades Indígenas do Baixo Uaupés (ACIBU), realizou um importante encontro comunitário na comunidade de Cunurí, entre os dias 20 e 22 de agosto. O evento reuniu cerca de 70 representantes indígenas para dar continuidade à construção do Plano de Visitação do projeto de turismo de pesca esportiva de base comunitária.
A presença de líderes da FOIRN, como o diretor Hélio Gessem Tukano e o Diretor Carlos Nery Piratapuya reforça a importância do trabalho de apoio e articulação que a federação desempenha.
A iniciativa tem como principal objetivo proteger o território indígena do Baixo Uaupés contra invasões e pressões externas, além de fortalecer a autonomia, a cultura e a geração de renda das comunidades locais.
Protagonismo indígena e decisões coletivas
Durante os três dias de encontro, os comunitários participaram ativamente da definição das regras para o bom funcionamento do turismo em seus territórios. Entre as decisões acordadas, destacam-se:
Restrições de pesca esportiva: Será proibida a prática de pesca nas margens das comunidades, estabelecendo um limite mínimo de 1km de distância;
Horário de atividade: A pesca será permitida apenas entre 6h e 17h30;
Infraestrutura de recepção: Serão construídas casas de apoio, feitas com palha de caranã, para acolher visitantes em trânsito;
Comércio local: A venda de artesanato nos barcos-hotéis será organizada pelos próprios coordenadores de pesca, garantindo retorno financeiro direto às comunidades;
Capacitação: Foi estabelecido um plano de formação para 2025 e 2026, com cursos de prático fluvial, monitoramento territorial, primeiros socorros e gestão administrativa.
Parcerias e apoio institucional
O projeto conta com o apoio técnico e político da FOIRN, que tem atuado como articuladora entre as comunidades, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI) e parceiros do setor privado. Entre eles, destaca-se a empresa Super Açu, que assumiu o compromisso de investir em ações de monitoramento e segurança territorial como parte de sua atuação na região.
“Esses investimentos iniciais são fundamentais para garantir que o turismo aconteça de forma segura, respeitosa e alinhada com os interesses das comunidades”, afirmou a equipe de coordenação do projeto.
Próximos passos O plano de visitação será finalizado e validado em outubro de 2025, durante um novo encontro comunitário. A expectativa é que o projeto sirva como modelo de turismo sustentável, protagonizado por povos indígenas e pautado na proteção ambiental, valorização cultural e desenvolvimento autônomo das comunidades.
A FOIRN reforça que o turismo de base comunitária é uma das estratégias mais eficazes para fortalecer os direitos territoriais indígenas, promover o bem-viver e garantir a continuidade das tradições em equilíbrio com novas oportunidades econômicas.
A Federação das Organizações Indígenas do Negro (FOIRN) por meio do Departamento de Educação Escolar Indígena (DEEI) e a FUNAI-CR/RNG em parceria realizaram nos dias 04 a 07 de março, no auditório do Instituto Federal do Amazonas- Campus São Gabriel da Cachoeira, o encontro teve como objetivo pactuar as demandas dos profissionais de educação indígena para as instituições competentes do governo municipal, estadual e federal.
Encerramento. Foto: Decom/Foirn.
Com a presença de Secretarias Municipais de Educação de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e de São Gabriel da Cachoeira, SEDUC/CETAM, UEA, IFAM,UFAM, MEC/SECADI, FOREEIA, FUNAI/Brasília, FNDE, ICMBIO e SECOYA.
Daniel – Chefe do ICMBIO/Pico da Neblina. Foto: Decom/Foirn.
Assim como as lideranças indígenas das cinco coordenadorias regionais de abrangência da FOIRN (Caimbrn, Diawi’i, Coidi, Cabarnx e Nadzoeri).
A FOIRN e a FUNAI têm se dedicado incansavelmente à promoção da educação escolar indígena na região do Rio Negro. Esse encontro é uma oportunidade valiosa para avaliar os avanços já realizados nessa área e discutir estratégias para fortalecer ainda mais a implementação do PGTA no contexto da educação indígena.
A participação das instituições governamentais responsáveis pela execução das políticas públicas é fundamental para garantir que as demandas dos profissionais de educação indígena sejam ouvidas e atendidas de maneira adequada. Através dessa pactuação entre FOIRN, FUNAI e governo federal, será possível avançar na melhoria da qualidade da educação oferecida às comunidades indígenas do Rio Negro.
Encerramento. Foto: Decom/Foirn.
No encerramento do evento, as mulheres foram homenageadas pelos homens profissionais de educação indígena com danças tradicionais, poemas e cantos. Essa homenagem é uma forma de reconhecimento e valorização do importante papel desempenhado pelas mulheres indígenas na preservação da cultura e no fortalecimento das comunidades.
As danças tradicionais, os poemas e os cantos são expressões culturais profundamente enraizadas nas comunidades indígenas. Eles representam a conexão dos povos indígenas com a sua história, suas tradições e sua identidade coletiva.
Essa homenagem não apenas celebra as conquistas das mulheres indígenas, mas também reforça a importância da igualdade de gênero dentro dessas comunidades. Reconhecer o trabalho das mulheres e valorizar seus conhecimentos é fundamental para promover uma sociedade mais justa e equitativa.
Através dessa cerimônia emocionante, os profissionais de educação indígena demonstram seu respeito e gratidão pelas mulheres que desempenham um papel fundamental na transmissão da cultura ancestral às gerações futuras.
Essa celebração também serve como inspiração para que outras comunidades reconheçam o valor das mulheres indígenas em suas lutas pela defesa dos direitos humanos, pela proteção do meio ambiente e pelo fortalecimento das tradições ancestrais.
Povos do tronco linguístico Nadahup
Em 08 de março, ocorreu uma reunião crucial com os povos Hupda, Yuhupde, Dow e Nadeb, do tronco linguístico Nadahup, na sala de reunião Isaias Fontes Baniwa, na sede da FOIRN, para discutir a implementação de cursos de formação específica, focando especialmente na capacitação de professores dessas comunidades. A reunião surgiu como desdobramento do Encontro Regional do PGTA, realizado de 04 a 07 de março no Instituto Federal do Amazonas/Campus São Gabriel, promovido pela Fundação dos Povos Indígenas (FUNAI-CR/RNG) e FOIRN através do Departamento de Educação Escolar Indígena (DEEI/FOIRN).
Encerramento. Foto: Decom/Foirn.
Durante a reunião, participaram representantes da FOIRN, Funai BSB, MEC/SECADI, SEMEDI/SGC, FOREEIA e FUNAI-CR/RNG. A professora Teresa Socot, uma referência nas discussões políticas, enfatizou a importância da colaboração entre as entidades. O objetivo central é ouvir as necessidades e demandas dessas comunidades para implementar melhorias nas respectivas regiões, visando autonomia e educação específica.
Destacando a luta constante do Movimento Indígena pelo respeito aos direitos, valorização da cultura e sustentabilidade, a implementação da educação é um passo fundamental para fortalecer essas comunidades.
Parabenizamos a FOIRN e a FUNAI-CR/RNG pela organização desse importante encontro regional. Temos certeza de que os resultados alcançados serão fundamentais para fortalecer ainda mais a Educação Escolar Indígena na região do Rio Negro. Estamos confiantes de que essa parceria entre organizações indígenas e instituições governamentais trará avanços significativos em prol das comunidades indígenas da região do Rio Negro de abrangência dos municípios de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira.
A Associação Indígena de Barcelos (ASIBA) realiza a II Oficina de Artesanatos entre os dias 08 e 10 de dezembro de 2022, na Quadra Esportiva da Escola Estadual Padre João Badallote, na praça municipal e conta com mais de 60 pessoas participando, entre eles estão jovens, adultos e crianças, com apoio de parceiros institucional a coordenação local da ASIBA, NACIB e FUNAI.
Artesãos (ãs) da sede do município e comunidades que fazem parte do Projeto Fortalecimento Econômico e Sustentável Familiar indígena em Barcelos, com objetivo de realizar oficinas de confecção de artesanatos para geração de renda, apresentado uma proposta de trabalho desenvolvida pelo Projeto Fortalecimento Econômico Sustentável Familiar Indígena em Barcelos desenvolvido pela ASIBA e Núcleo de Arte e Cultura Indígena de Barcelos (NACIB), na cidade e em menor escala com as comunidades. O projeto vai fortalecer a economia indígena e luta pelos direitos pelo território, educação escolar e saúde indígena.
Projeto esse que foi aprovado pelo Fundo Indígena do Rio Negro (FIRN), no primeiro edital lançado em 2021 pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), com apoio financeiro da Embaixada Real da Noruega (ERN).
Entre os dias 17 e 19 de outubro, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) reúne mulheres lideranças das cinco regiões de base para discutir o Tema “Fortalecendo a rede de conhecimento para o enfrentamento das mudanças climáticas” e a escolha de articuladoras representantes de suas coordenadorias regionais.
A II Assembleia Extraordinária das Mulheres Indígenas do Rio Negro foi realizada com o objetivo de fortalecer a articulação da rede de conhecimento para enfrentamento das mudanças climáticas, com a sua nova reestruturação aprovada.
Maria do Rosário Piloto Martins (Dadá Baniwa), Coordenadora do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro da Foirn (DMIRN/FOIRN), apresentou os trabalhos do Departamento executado no período de 2021 e 2022, e na roda de conversa, cada região teve a oportunidade de avaliar a apresentação e os trabalhos realizados.
As principais pautas
O diretor presidente da FOIRN, Marivelton Barroso do Povo Baré, contribuiu com as pautas sobre: O que são Mudanças Climáticas?, Justiça climática e de Gênero: “Valorização dos conhecimentos tradicionais das mulheres em relação às mudanças climáticas”; Defesa dos territórios “Plano de enfrentamento das mudanças climáticas dentro dos territórios indígenas”.
Os Grupos de trabalhos foram organizados para discutir como as mulheres indígenas estão enfrentando as mudanças climáticas em seus territórios e quais são os desafios.
As lideranças ex- coordenadoras que estavam presentes trocaram experiências com as mulheres sobre a linha do tempo da luta da mulher indígena e suas organizações; o Empoderamento feminino; Lideranças na comunidade “Contribuição das mulheres indígenas”; Desafios e desigualdade; Análise reflexiva e histórica sobre o papel da mulher nas suas comunidades, destacando a sua luta em defesa dos direitos sociais destas comunidades, evidenciando a temática, igualdade de gênero, para que possam conhecer a outra face da história construída por elas.
Inovações e Iniciativas
Francinéia Bitencourt do povo Baniwa (Ex Coordenadora do DMIRN 2014 a 2016) apresentou sobre a produção de absorventes de pano, projeto esse que tem com um dos maiores objetivos contribuir na diminuição da poluição dentro do território.
E o Sioduhi do povo Piratapua apresentou a inovação com a suas pesquisas e atuação da moda indígena com tingimentos de tecido, usando matéria – prima da região do alto Rio Negro.
Reestruturação do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro
Em vez de criar uma personalidade jurídica para o Departamento de mulheres Indígenas do Rio Negro, o DMIRN vai continuar vinculado a Federação, com uma estrutura mais organizada, onde haverá uma coordenadora Geral do departamento na sede da FOIRN, e nas regiões CAIMBRN, COIDI, DIAWI’Í, NADZOERI e CAIARNX, estará as articuladoras regionais.
É direito das mulheres definir suas representantes, onde todas serão avaliadas de acordo com sua articulação e exercício de sua função para dentro de seu território no âmbito de sua Coordenadoria Regional de Base.
“Nas coordenadorias regionais precisa ter uma articuladora para mobilizar as mulheres de sua região, e na sede uma coordenadora Geral que fará o contato com parceiros financiadores e captar mais recursos”. Disse uma Liderança e delegada da Nadzoeri.
Nas Assembleias regionais foi levada essa proposta a todas as lideranças, para que fosse realizada nesta data a Eleição de Articuladoras de base do Departamento de Mulheres.
O perfil da articuladora para trabalhar junto à coordenadoria, que seja liderança ativa no movimento indígena, tenha facilidade na articulação, mobilização e diálogo com as outras mulheres lideranças e jovens, que tenham conhecimento mínimo de informática básica para elaboração de relatório, elaborar projetos, etc.
Faltavam apenas 03 coordenadorias a escolher suas articuladoras de base, sendo a Nadzoeri, Coidi e Diawi’i, pois a Caimbrn realizou eleição regional para a escolha e Caiarnx já tinha sido eleita que até o momento da assembleia estava ocupando a posição de segunda coordenadora que passou agora a virá Articuladora.
“Nova missão a ser exercida. Agradeço a Deus por me oportunizar. Agradeço as mulheres da região do Médio e Baixo Rio Negro, que depositaram a confiança para que eu pudesse enfrentar esse novo desafio em prol da nossa rica região. Agradeço também aos que torceram e não torceram para que concretizasse essa responsabilidade a minha pessoa. Mas agora como articuladora das mulheres indígenas do Médio e Baixo Rio Negro, pretendo dar o meu máximo com o auxílio de representante de cada base/associações para construirmos juntos os nossos objetivos e metas a alcançar. Juntos somos mais fortes.” Cleocimara Baré – Articuladora do DMIRN da Região Caimbrn.
“Apostamos em conseguir desenvolver esse novo modelo de trabalho, é coisa nova para o movimento, temos que experimentar para dar certo. O Dmirn seguiu para uma dimensão no qual cresceu bastante, onde só duas coordenadoras não dariam mais conta de executar ações em todas as regiões. Há uma reivindicação de base que precisa ser atendida. Lá na frente podem avaliar se está valendo a pena ou não manter essa estrutura”. Disse Marivelton – Diretor Presidente da Foirn.
“Às vezes as pessoas nos criticam muito, dizendo que a gente parou e não desenvolveu nada. Era muito fácil quando a gente só discutia sobre demarcação de terra, a única bandeira de luta, onde os investimentos esforços eram só nisso, não se discutia uma outra coisa. Depois que as ações ampliaram e outras linhas temáticas frente a políticas públicas e controle social, formação e capacitação, iniciativas de sustentabilidade produtiva cresceram, ficou pequeno o teto de orçamento que tínhamos. Criticam muito que recebemos milhões, mas se fomos distribuir pelas ações que a gente faz, ela torna muito pouco. A Foirn hoje abrange de São Gabriel da Cachoeira até abaixo de Barcelos no Rio Unini” Completa Marivelton – Diretor Presidente da Foirn.
Participação de autoridades e convidados
Marivelton Rodrigues Barroso (Diretor Presidente de referência Caimbrn), Nildo Fontes (Diretor vice – Presidente de referência Daiawi’i) Dario Casimiro Baniwa (Diretor de referência Nadzoeri), Dulce Morais (representante do ISA para questão de gênero), Maria do Rosário (Coordenadora do DMIRN), Belmira Melgueiro (coordenadora do DMIRN), Socorro Gamenha (coordenadora-geral da Makira Eta, Rede de Mulheres Indígenas do Estado do Amazonas), Profª Cecília Albuquerque (1ª coordenadora do DMIRN), Cleocimara (articuladora do Dmirn/Caimbrn). Foi registrado também a presença de ex-coordenadoras do DMIRN, Fernanda Ligabue, responsável pela produção do documentário sobre os 20 anos do DMIRN, representante do Conselho Tutelar e Ednéia Teles, representante do Selo Unicef de São Gabriel da Cachoeira.
A Composição das articuladoras e Coordenação Geral do DMIRN
Maria do Rosário Piloto Martins – coordenadora geral
Madalena Fontes Olímpio – articuladora NADZOERI;
Odimara Ferraz Matos – articuladora COIDI
Maria das Dores – articuladora DIWAI’I
Belmira Melgueiro – articuladora CAIARNX
Cleocimara Reis Gomes – articuladora CAIMBRN
O evento foi coordenado pela FOIRN através do departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro (DMIRN) em parceria com Instituto Socioambiental (ISA), contaram com o apoio financeiro do Fundo Elas, da CESE, Rede de Cooperação Amazônica (RCA) e Embaixada Real da Noruega (ERN).
Produtores Indígenas estiveram reunidos na casa do saber da FOIRN, entre os dias 10 e 14 de outubro de 2022. Com um dos principais objetivos adiscussão da qualidade e a precificação dos produtos, alteração e aprovação da Co – gestão da Casa Wariró e, o intercâmbio da RCA
A iniciativa é da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), coordenada pela equipe do Departamento de Negócios em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA) e Rede de Cooperação Amazônica (RCA), conta com o apoio financeiro da Rainforest Foundation Norway (RFN), NIA TERO e Embaixada Real da Noruega (ERN).
O I Encontro Geral de Produtores Indígenas do Rio Negro visa fortalecer as cadeias produtivas, após o mapeamento feito nos encontros regionas nas cinco regiões de base.
Durante o Encontro, os três primeiros dias (10 a 12), foram discutidas em grupo de trabalho sobre a comercialização, qualidade, medidas () e precificação de acordo com o mercado de produtos indígenas, essas propostas constam nos Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTAs) dos Territórios dos Povos Indígenas do Rio Negro como forma de valorizar a cultura milenar dos povos e preservação dos territórios.
A Casa de Produtos Indígenas do Rio Negro (Wariró) gera beneficiamento para as familias indígenas, fortalecendo a cultura, levando para fora do estado do Amazonas através de logistas o conhecimento cultural e a diversidade do Rio Negro.
Ela representa o braço comercial da FOIRN, realizando a comercialização de produtos indígenas há mais de 25 anos de história. A loja comercializa artesanatos feitos com matérias primas diversas, como argilas, fibras de arumã e tucum, peças de madeiras, cipó-titica e piaçava, sementes diversas, entre outros. Os produtos vendidos na casa Wariró fazem parte do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro, patrimônio material cultural do Brasil (IPHAN/2010).
Entre os temas debatidos estão: o acordo de Co-gestão, relação com artesãos, precificação, marca coletiva Wariró e as modalidades de pagamento de artesanatos.
Compras institucionais como os programas PAA (Programa de Aquisição de Alimentação) e PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) também foram apresentados como pautas do encontro.
“A importância desse primeiro encontro, dentre vários encontros que se fez ainda nessa história para bucsar organizar esse mercadado que vamos chamar, desses produtos, dos artesanatos principalmente, ao longo desse últimos 35 anos da foirn, nesses dias vamos refletir um pouco sobre isso também, onde é nós estamos e para quê estamos presentes nesse momento para discutir isso, para nós é sempre desafiador, ainda mais para nós que já temos um tempinho aqui na foirn, a frente desse trabalho, inclusive dessa mobilização política. Fazemos uma frente política em defesa do território, na defesa dos direitos indigenas, mas por outro lado há essa necessidadade fazer essa discussão sobre a linha economia uindigena.” Disse Nildo Fontes Tukano – Diretor Vice -Presidente da Foirn.
Diretor Presidente da Foirn, Marivelton Rodrigues Baré, lembrou sobre o Encontro da arte Wariró e Encontro de Produtores, foi mais especificamente para lançar o selo de qualidade que leva a marca da Wariró, do Rio Negro e os dados dos artesãos e povo quando vendem os produtos de dentro das terras indígenas.
“Nos últimos anos buscamos fortalecer o trabalho de reorganização, exatamente pensando na arte Wariró, todo o conceito dessa arte de divulgar para fora, ter a logomarca, markentig, isso ela tem com uma boa visibilidade, e não como uma loja comercial comum e qualquer, mas sim como uma casa de produtos indígenas do Rio Negro que foi criada com a finanlidade de promover a geração de renda, sustentabilidade e economia financeira de nós povos indígenas a partir de nossos potenciais, que temos dentro de nossos territórios, não só essa riqueza e grandeza da diversidade étnica, mas também artesanal, que é produzida. Devemos mostrar a nossa arte cultural.” Completa.
“A gente viu a melhoria dos artesanatos né? então eu sempre falo que o primeiro olhar do cliente é o do Artesão, tem que ter esse olhar de cliente.Se eu faço uma peça e vejo que ela não tá muito boa, claro que eu não vou comprar então seu olho com olhar de cliente eu sei que vai vender e o segundo olhar é de quem compra para revender. Quem compra para para mandar para fora, nós aqui no caso da Wariró, elas são segundo olhar do cliente, por que o cliente vai confiar no que elas forem falar”. Disse Luciane Mendes – Coordenadora do Departamento de Negócios Socioambientais da FOIRN.
O Diretor Dario Baniwa agradeceu a presença dos produtores, e disse que antes eles tinham muita dúvida sobre a Casa de Produtos Indígenas do Rio Negro – Wariró, mas que neste encontro os participantes vão ter esse conhecimento para repassar aos demais produtores que estão nas bases.
“Cada povo indígena tem a sua técina de produção e manejo, e a gente aqui entra por uma questão que é bastante desafiador, comercializar os nossos produtos produzidos em nossas comunidades através de associações, nos deparamos com algumas situações com falta de informação, e muitas das vezes falta de dar o valor agregado cultural daquele produto”
Grupos de Trabalhos foram organizados para debater os assuntos em pauta. Após todas as apresentações de grupos, foi sistematizado o documento do Acordo de Co – Gestão para aprovação por todos os delegados presentes neste encontro.
No terceiro dia houve a aprovação do Acordo da a Co – gestão, dos trabalhos da Casa de Produtos Indigenas do Rio Negro – Wariró. Todos os participantes assinaram o termo após a aprovação.
Os encontros de produtores indígenas foram realizados em cada coordenadoria regional da Foirn, como o Médio e Baixo Rio Negro (região da CAIMBRN) Alto Rio Negro (região da Caiarnx), Rio Içana (região da Nadzoeri), Médio Uaupés, Alto Uaupés e Rio Papuri (Região da Coidi), Baixo Uaupés e Rio Tiquié e Afluentes (Região Diawi´i).
Intercâmbio de Cadeias de Valor
Na manhã do dia 11 de outubro, o grupo 23 pessoas, formado por representantes das Organizações membros da RCA, chegam em São Gabriel da Cachoeira com o objetivo de trocar de experiência em cadeias de valor ou cadeias produtivas do Rio Negro e visitam o Instituto Socioambiental, a Casa Wariró e por fim, conheceram a sede da FOIRN, onde cada departamento político e técnico receberam e apresentaram os trabalhos executados pela equipe e a importância de ter essa parceria com a Rede de Cooperação Amazonica (RCA).
A Equipe RCA também foi conhecer o projeto de Turismo de Base Comunitária do Rio Marié, na Terra Indígena Médio Rio Negro II, onde há nove ano o projeto leva beneficiamento para 14 comunidades de abrangência da Associação das comunidades Indígenas do Baixo Rio Negro (ACIBRN), com sede na comunidade Tapuruquaramirim.
O grupo da RCA foi recepcionado pela comunidade e lideranças que compõem a diretoria atual da Associação com dança tradicional acompanhada por flautas e Cariçu. Como de costume e tradição foi oferecido frutas e farinha da produção local e um almoço tradicional.
As lideranças da comunidade, juntamente com diretor, presidente da Foirn Marivelton Baré , apresentaram o breve histórico do Projeto Marié e compartilharam como foram estabelecidos os acordos coletivos, a articulação da Câmara Técnica de Gestão do projeto e o grupo de vigilância e monitoramento.
Foram abordados também os principais desafios e as soluções e resultados alcançados. Neste processo de reflexão os representantes da RCA também puderam colocar as suas questões e estabeleceram diálogos entre a iniciativa apresentada e seus contextos.
E antes de retornar a cidade, a equipe visitou o posto de vigilância do projeto Marié.
Nos dias 13 e 14, foram compartilhadas as experiências das iniciativas de cadeias produtivas locais, ligadas à produção e comercialização de alimentos e artesanatos e de turismo de base comunitária nas diferentes regiões e Terras Indígenas de Alcance da Federação e da Rede.
O encerramento do Encontro e o intercâmbio foi fechado com Feira dos Produtores Indígenas do Rio Negro e apresentações culturais dentro da casa do saber da Foirn.
II Encontro Regional para o Intercâmbio de Conhecimento foi realizado de 19 a 23 de setembro em Letícia, na Amazônia colombiana
Foto: Reprodução.
Cerca de 50 lideranças de 22 territórios indígenas de cinco países que fazem fronteira com a região norte do rio Amazonas participaram do II Encontro Regional para o Intercâmbio de Conhecimento. O evento foi realizado entre os dias 19 e 23 de setembro de 2022, na cidade de Letícia, na Amazônia colombiana.
Com o objetivo de manter a conectividade na Amazônia, os organizadores do encontro promoveram um espaço de troca de aprendizados, estratégias e metodologias, inspirando soluções relevantes para geografias estratégicas para o ecossistema e a conectividade sociocultural do bioma.
Uma das discussões do encontro foi a organização dos povos indígenas para exigir a titulação e demarcação de territórios. Outro tema, foi a construção de ferramentas de gestão, como os planos de vida, os planos de gestão territorial e Ambiental e os protocolos de consulta prévia, livre e informada.
A troca de experiência entre povos de diferentes localidades levou a percepção de que além das tradições, costumes e a necessidade de defender os territórios das ameaças – que não param de aparecer todos os dias – muitas outras coisas os unem como ter na alimentação a pimenta, farinha e tucupi.
Visita na comunidade de Mocagua do povo Tikuna. Diretor Nildo Fontes – Foirn. Foto: Reprodução Foto: Reprodução
No primeiro dia do Intercâmbio, os participantes visitaram a comunidade Mocagua, onde habitam os povos Ticuna, Yagua, Witoto, Bora e Ocaina.
“Muitos deles foram pessoas que moravam em terras e hoje são pessoas de rios, porque tiveram que adaptar suas casas a terras mais altas. Hoje, eles trabalham com Turismo de base comunitária, onde encontraram uma forma de manter unido e assegurado a cultura. Eles apresentaram a experiência de fortalecimento da Governança de seu território”. Disse Janete Alves, diretora da Foirn.
Os participantes estavam acompanhados pelas oito Organizações da Sociedade Civil que integram a Aliança NorAmazônica Brasil (ANA):
Do Brasil: lnstituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé); Instituto Socioambiental (ISA);
Da Venezuela: Fundación Wataniba
Da Colômbia: Fundación Gaia no Amazonas
Equador: Fundação EcoCiência e Naturaleza y cultura Internacional
Perú: Instituto del Bien Común – IBC e Naturaleza y cultura Internacional – NCI Perú.
A dinâmica do encontro foi feita em grupos de trabalhos, em rodas de conversas para compartilhar as experiências de cada delegação representando a sua organização.
GT 1: Conversando sobre origem das Experiências e sobre o processo de práticas;
GT 2: Conversando sobre a participação de homens e mulheres no processo/ Gênero e Juventude.
GT 3: 01 – Novas Lideranças; 02 – Governança e Território; 03 – Intercâmbio Cultural; 04 – União ou unidade; 05 – Sistema de conhecimento ancestral.
GT 4: Construindo um Chamado em conjunto (Carta) feita com participação de representantes de cada país.
GT 5: Montagem e exposição de cada iniciativa das organizações presentes.
Wilmar Rezende apresentando o processo de produção do Banco Tukano. Foto: Reprodução.
Após os trabalhos em grupo, houve a elaboração e aprovação da carta do “Chamado conjunto dos povos indígenas da Amazônia no marco do II Encontro Regional para Intercâmbio de Conhecimento “Conversas da Amazônia”. Em seguida, essa carta foi apresentada aos parceiros da Aliança NorAmazônica – ANA e que servirá para futuras mobilizações das organizações da sociedade civil.
Resultado esperado do encontro:
– Visibilizar estratégias locais que provam ser de alto impacto; Fortalecer processos locais a partir de uma visão regional; Inspirar soluções pertinentes em outras localidades; Identificar e potencializar sinergias; Posicionar as estratégias locais como referência territoriais para salvaguardar a conectividade ecossistêmica e sociocultural; Promover um trabalho conjunto, colaborativo e coordenado na região norte do rio Amazonas.
Organização anfitriã: Fundação Gaia Amazonas e coordenadora da Aliança NorAmazônica, que tem o objetivo de manter a conectividade na Amazônia.
A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN, foi representada por Nildo Fontes – Diretor Vice-presidente da FOIRN, Janete Alves – Diretora da FOIRN, Wilmar Rezende – Agente Indígena de Manejo Ambiental (AIMA) da região da coordenadoria DIAWI’I, Drª Renata – Advogado do ISA e Marcos Wesley – ISA.
Na manhã de segunda feira (22), a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro realiza a reunião interinstitucional com instituições convidadas para tratar sobre a pauta Vestibular Indígena, Licenciatura Indígena, Cursos EAD, Pós Graduação, Vestibulares diferenciados e outros.
Estudantes entregando documento de reivindicação. Foto: ReproduçãoReitor recebendo o documento de demandas da formação Indígena. Foto: DECOM/FOIRNSylvio Puga e Marivelton Rodrigues Baré. Foto: DECOM/FOIRN
Na oportunidade o estudante entregaram documentos de reivindicação para o Reitor Sylvio Puga que esteve presente juntamente com a sua comitiva formada pela professora Iraildes Caldas Torres – Diretora do Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais (IFCHS), o coordenador da Licenciatura Indígena, Nelcioney Araújo e o diretor do Departamento de Articulação e Planejamento de Extensão (Darpex), professor Paulo Negreiros.
Participantes da reunião. Foto: DECOM/FOIRNParticipantes da reunião. Foto: DECOM/FOIRN
A Diretoria executiva da Foirn esteve representada pelo Presidente Marivelton Rodrigues Baré, Vice Presidente Nildo Fontes Tukano e Dário Casimiro Baniwa, Coordenadora do Departamento de Educação e Patrimônio Cultural da Foirn, Lorena Araújo Tariana, Articulador do Departamento de Adolescentes e Jovens do Rio Negro (DAJIRN), Hélio Gessem Lopes, Presidente da Fundação da União da Plurinacionalidade dos Estudantes Indígenas do Brasil, Arlindo Baré estudante da UNICAMP/SP.
Instituições que aceitaram o convite
Representantes das Escolas Estaduais, o Instituto Federal do Amazonas (IFAM), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Grêmio Estudantil, APMCs, COPIARN, APIARN e DSEI/ARN.
Edilson Martins do povo Baniwa, Doutor em linguística. Foto: DECOM/FOIRN
Edilson Martins do povo Baniwa, Doutor em linguística/IFAM, disse que há dez a nos atrás tudo era diferente, nunca se viu um reitor conversar com indígenas para ouvi-los e conhecer a realidade dos povos do alto rio negro, principalmente nesse momento difícil que as instituições estão passando, sem recursos financeiros.
“Esse diálogo das instituições (estadual e federal) é fundamental. Cada vez mais está se fortalecendo pela luta, fico muito feliz quando vejo um reitor chegar à minha região do Içana, dos Ianomami, não é fácil, a gente conhece tão bem a grandeza de nossa terra”. Completa.
Novos desafios
A comitiva do Reitor seguiu para a comunidade indígena Waruá com o tamanho de 1000 m², fica próximo ao município de São Gabriel da Cachoeira, acompanhada pela Coordenadora do Departamento de Educação e Patrimônio Cultural, Lorena Araújo, Coordenadora do departamento de Comunicação, representantes da APIARN e COPIARN, Presidente da Fundação da União da Plurinacionalidade dos Estudantes Indígenas do Brasil, Arlindo Baré.
Reitor e sua comitiva. Foto: DECOM/FOIRNLideranças da comunidade Waruá. Foto: DECOM/FOIRNConhecendo a comunidade. Foto: DECOM/FOIRN
A visita à comunidade foi com objetivo de ouvir os anseios do povo Daw, Hupda e Nadüb. Os moradores, professores da rede de ensino da Educação Municipal participaram da conversa onde os mesmo demandaram que seja implementado a licenciatura especifica para esse povo.
Arlindo Baré – Presidente da Fundação da União da Plurinacionalidade dos Estudantes Indígenas do Brasil. Foto: DECOM/FOIRN
Mais de dois mil estudantes indígenas de vários povos e instituições de ensino se reúnem essa semana na Unicamp em São Paulo, para o IX Encontro Nacional de Estudantes Indígenas com o tema Ancestralidade e contemporaneidade – Tecendo histórias a partir das epistemologias, cosmologias, ontologias e vivência dos povos indígenas.
Oficinas, debates, simpósios temáticos, atividades culturais e formativas integram a programação, que reúne também intelectuais, ativistas e artistas indígenas de todo país.
Realizado desde 2013, o ENEI é um espaço de troca e de fortalecimento da luta dos povos indígenas no Brasil, e promove formação e fortalecimento de redes de alianças nas mais diversas frentes de atuação dos povos indígenas, sobretudo, nas universidades no Brasil hoje.
Lorena Araújo do Povo Tariana, Coordenadora do Departamento de Educação e Cultura da Foirn, destaca a importância da participação no encontro.
“Por entender a importância das interlocuções fundamentais com aliados não indígenas, pensadores e indígenas que a FOIRN está presente no IX ENEI para dialogar com os alunos de graduação e pós-graduação do Rio Negro com o objetivo de fortalecer a interação entre os estudantes e movimento indígena para demarcar as universidades”, afirma.
A formalização do movimento de estudantes indígenas é um dos objetivos da nona edição do ENEI, que termina na sexta-feira,29.
Delegação da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn). Foto: Reprodução.
E a Delegação da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), foi composta por Lorena Marinho Araújo, Rosane Cruz, Mirian Brito, Maria Izoneia Marinho, Deusimar Sarmento, Greciane Gonçalves, Maria Hildete M. Araújo e Silvio Matos. A equipe contou como apoio do parceiro institucional WCS do Brasil para se deslocar e participar do encontro.
O encontro foi aberto com danças e rituais indígenas, além de manifestações contra a violência aos povos indígenas e pelo direito à terra dos povos originários.
O reitor da Unicamp o magnifico José de Almeida Meireles, disse que o tema fala muito desse momento presente. Nessas ultimas décadas houve grande processos de transformação no país, e que esses processos tiveram reflexo muito relevante na universidade que foi o processo de inclusão, de aproximação da Universidade daquilo que é a nossa composição como país.
“… com vários grupos étnicos, raciais, culturais que contribuíram muito para a formação do nosso país e os indígenas sem duvida estão entre esses povos de primeira importância que sofreram muito nesse processo, perderam espaço, perderam terra, perderam um monte de aspectos de sua vida e o que a gente está vivendo hoje em dia é um processo de recuperação disso, de resgate dessa importância, dessa cultura na formação do nosso país e para isso é uma coisa muito importante”. Afirmou.
Oficial de Projetos da Aliança Pelo Clima – APC Kerstin Plass e o Diretor Presidente da FOIRN foram recepcionados pela equipe da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (ACIMRN), Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e do Baixo Rio Negro (CAIMBRN), em Santa Isabel do Rio Negro na quinta feira, 7 de julho, com um jantar regional juntamente com as organizações indígenas e os parceiros locais que estiveram presentes para o primeiro diálogo de apresentação (IDAM, Prefeitura Municipal de SIRN, DSEI Yanomami, SECOYA, DSEI/Alto Rio Negro e FUNAI).
As frutas Banana, abacaxi, cubiu, açaí, cupuaçu, macaxeira, cará, tapioca e muito mais, a diversidade de alimentos produzidos por agricultores indígenas na região do Rio Negro, no Amazonas, está presente na Iwaita Ruka (Casa das Frutas) Produto do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro, projeto desenvolvido pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA), para o beneficiamento desses produtos. A unidade, localizada em Santa Isabel do Rio Negro, está em fase final de testes e recebeu nesta sexta-feira, 8 de julho, a visita de Kerstin Plass, Coordenadora do Programa Rio Negro da Aliança pelo Clima, uma das principais entidades parceiras da Casa de Frutas, e do presidente da FOIRN, Marivelton Barroso, do povo Baré, que acompanhou a visita.
Kerstin disse que foi surpreendente estar em Santa Isabel e poder visitar um dos projetos financiado por eles e, de também experimentar as frutas que a técnica de produção Ilma nery e Daniela Alcântara auxiliar de produção estão fazendo os testes para o aprimoramento dos produtos que estão sendo processados na casa, Kerstin experimentou diversas frutas que já foram processadas (banana pacovan, banana comprida, cubio, Açaí, derivados da mandioca tapioca e bejú-cica, e barra de Açai com banana pacovan).
Estiveram acompanhando a visita, João Gabriel (Acessor/ISA), Marivelton Barroso Diretor Presidente da FOIRN e de referência da coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e do Baixo Rio Negro (CAIMBRN), Deivison Murilo Cardoso – Gerente da casa De frutas, Ilma Neri Técnica de Produção, Daniela Alcântara – Auxiliar de Produção, a Diretoria da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (ACIMRN) Adilson Joanico- Presidente, Eliezer Sarmento – Tesoureiro, Elder Santos – Secretário.
Gerente da Casa das Frutas e auxiliar de produção entregando Lembrancinha para Kerstin.
Nesta visita a técnica de produção Ilma Neri apresentou a casa desde a fase de entrada dos funcionários, estoque das frutas recém chegadas, processo de lavagem e descarte dos que não vão servir, ala de processamento de despolpagem e secagem das frutas nas desidratadoras. João Gabriel completou a apresentação descrevendo cada um dos equipamentos que já se encontram na casa instalados e funcionando (máquina de processamentos da cana de açúcar, fogão para esterilizar os derivados da mandioca e outros, freezer para conservarem as polpas de frutas, e as desidratadas que por sua vez são duas, uma de uso com gás que já está em funcionando e outra em fase de testes por ser de uso com energia sintética e solar, ainda falta instalar as drenagem para entrar em funcionamento e testes.
A Kerstin sentiu – se feliz e honrada de conhecer e experimentar as frutas que por sua vez continua sendo produzidos de forma tradicional pelospovos indígenas de várias culturas.
“Hoje eu fui visitar a casa de frutas aqui em Santa Isabel, conheci a estrutura que foi estabelecida aqui junto a FOIRN e o ISA, achei muito profissional, muito bem estruturado, vocês vão ter uma possibilidade muito variada de fazer uma cadeia de produtos, achei muito boa a ideia de trazer produtos dos agricultores locais para agregar mais um valor, para criar uma fonte de ingresso de certa maneira para a região, para a cidade também e para os produtores, acho importante também que o resto da região e do Brasil, que em algum momento no futuro vai ter a possibilidade de exportar os produtos para o resto do Brasil, agregar um valor aos produtos, a produção de pequena escala, aos produtores, valorizar seu trabalho. Então eu, desde o início gostei muito da ideia, também de como criar um novo produto, de forma contemporânea, moderna, assim como a fruta desidratada, talvez não é tão comum aqui nessa região, mas que pode agregar mais um valor, muito interessante isso ’’. Afirma Kerstin Plass.
A Casa de Frutas é gerida e movimentada por indígenas e recebe alimentos produzidos nas roças tradicionais da região, seguindo o Sistema Agrícola Tradicional (SAT) do Rio Negro, reconhecido como patrimônio cultural do Brasil.
Assessor técnico do Projeto Cadeias de Valor do ISA, João Gabriel Raphaelli explica que o processo está em fase final de testagem, sendo que já foram feitas produções de alimentos como chips de cará e mandioca, frutas secas, granola do Rio Negro, polpa de cupuaçu, farinha de banana.
“Esse projeto valoriza a diversidade das espécies – há roças, por exemplo, que têm cinco variedades de maniva e sete tipos de banana. Além disso, no processo que tornou o Sistema Agrícola do Rio Negro (SAT-RN) patrimônio cultural, está prevista como salvaguarda a criação de alternativas para retorno financeiro, possibilitando a manutenção do sistema. A Casa de Frutas é uma dessas salvaguardas”, explica.
O objetivo é que todas as comunidades de Santa Isabel possam fornecer alimentos na Casa de Frutas. Após o beneficiamento, os produtos passam a ter maior facilidade de escoamento. Entre as possibilidades de mercado consumidor está a cadeia de turismo de base comunitária que vem sendo desenvolvida na região.
Comunidade AruráComunidade Cartucho
Kerstin Plass também visitou projetos desenvolvidos em São Gabriel da Cachoeira (AM), como a Casa de Pimenta localizada na comunidade Yamado. Ela também foi a uma roça de pimenta na comunidade Boa Vista. No trajeto entre São Gabriel e Santa Isabel, ela conheceu as comunidades de Arurá e Cartucho, onde experimentou pratos típicos, como quinhapira, xibé, bejú, entre outros. Em Cartucho, ela também pôde assistir a uma apresentação cultural intitulada MANIAKA MURASI (Dança da Mandioca).
Texto: Raritom Horáricio – Comunicador Indígena da Rede Wayuri e Ana Amélia – Jornalista do ISA.
Imagem: Reprodução
Edição e Revisão: Gicely Caxias – Coordenadora do Departamento de Comunicação da FOIRN e Marivelton Rodrigues – Diretor Presidente da FOIRN.
A federação vem avançando e fortalecendo cada vez mais com a parceria . Camila Oliveira Cavallari, Luciane Lima , Marivelton Rodrigues Baré e Kristian Bengtso. Foto: Reprodução
Na manhã do dia 02 de maio de 2022, o Diretor presidente da FOIRN Marivelton Rodrigues Baré e a coordenadora do departamento de Negócios Socioambientais, Luciane Lima participaram de uma reunião com os oficiais de projetos Kristian Bengtson e Camila Oliveira Cavallari da Embaixada Real da Noruega, sobre o projeto Fundo Indígena do Rio Negro e Projeto das Coordenadorias Regionais e Departamentos de mulheres e jovens. Durante a reunião foi tratado sobre a segurança nos territórios e as iniciativas em andamento.
A parceria continua para as ações do movimento indígenas na região e também fortalecimento do Fundo no segundo ciclo do projeto. E Assim a federação vem avançando e fortalecendo cada vez mais com a parceria.