Categoria: Articulações nas Bases

Assembléias e encontros nas bases.

  • Associações de base realizam suas assembleias

    V Assmbleia  Geral da ACIRA foi realizada na primeira semana de novembro.

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    Participantes da V Assembleia da ACIRA, realizada em Canadá- Médio rio Aiarí.

    O ano de 2013 está terminando, e muitas associações de base estão se mobilizando para avaliar a atuação, alguns trocando suas diretorias. E elaborando novas metas para próximos anos.

    Nos dias 5 a 7 deste mês (novembro), mais de 150 pessoas se reuniram na comunidade de Canadá do Rio Ayarí, para avaliar os 18 anos de atuação da ACIRA (Associação das Comunidades Indígenas do Rio Aiarí). Na ocasião, o vice-presidente da Foirn, Isaias Pereia Fontes, participou e apresentou o planejamento estratégico da instituição, onde os participantes puderam fazer as perguntas e tirar dúvidas em relação à atuação da federação junto às associações e comunidades, no caso, da região do Içana, onde ele é o representante (diretor de Referência).

    Educação Escolar Indígena, Saúde Indígena, Demarcação- Proteção e Fiscalização das Terras Indígenas e  Comunicação foram alguns dos temas apontados como avanços na região desde que a FOIRN foi criada. Ainda que em vários aspectos dessas áreas deve melhorar, segundo os participantes.

    A V Assembleia da ACIRA, intitulada: “Avaliando o Movimento Indígena e Traçando Novas metas para uma vida mais Sustentável Baniwa e Coripaco”, encerrou com encaminhamentos que deverão subsidiar as ações da associação, que hoje completa 18 anos de atuação, como também recomendações à Foirn. Entre os resultados do evento, que reuniu todas as 22 comunidades da região do Airí (afluente do Rio Içana), foi a criação de um fundo que, segundo a Assmbleia Geral, servirá como meio para fortalecer e apoiar as ações nos próximos anos.

    Outras importantes Assembleias estão previstas para a última semana deste mês.

    E amanhã, 20/11 começa a Assembléia Extraordinaria da AHKOIWI na comunidade de Curicuriari, que reúne 9 comunidades indígenas das etnias Baré, Tukano, Baniwa que ficam na região do Médio Rio Negro, próximas de São Gabriel da Cachoeira.

    E nos dias 22 a 24/11, a ACIRP ( Associação dasComunidades indígenas do Rio preto), realizará sua Assembleia Geral, onde a Foirn será representado pelo Orlando de Oliveira, Coordenador  da CAIMBRN (Coordenadoria das Associações do Médio e Baixo Rio Negro).  Entre os temas a ser discutidos nesse evento estão:  –  Demarcação das terras; – Ordenamento pesqueiro e extrativismo de piaçaba. A comunidade de Campinas do Rio Preto, está localizado na região do Município de Santa Isabel do Rio Negro. Para chegar lá são mais de 3 horas de viagem (motor 40 Hp e voadeira),  para chegar chegar lá.

    E nos dias 27 a 29/11 a AIBAD (Associação das Indígena de Base Aracá e Demini),  vai realizar a sua Assembleia Geral  na comunidade de Romão no rio Aracá, com objetivo de  mobilizar as comunidades que pertence à  associação  que abrange comunidades do rio Aracá e Demini, com total de cinco comunidades e mais sítios.

    Os rios Aracá e Demini ficam na área de Barcelos no Baixo Rio Negro.  No evento da AIBAD  serão abordados os mesmos temas  trabalhados em Campinas do Rio Preto. O encontro também contará com a presença do Coordenador da CAIMBRN, o qual é representante dessa região da Associação Indígena de Barcelos – ASIBA.

    A maioria desses eventos (assembleias das associações de base), são apoiadas pela Foirn, através de um projeto financiado pela Horizont 3000, com objetivo de fortalecer o movimento indígena do Rio Negro, sobretudo, as associações de base, consequentemente a federação.

    Diretores da FOIRN

    Isaias Pereira Fontes e Marivelton Rodriguês Barroso estão em Manaus desde ontem, 18/11, com a missão de finalizar as prestações de contas de Convênios da Federação (Foirn) com o IPHAM (referente ao Pontão de Cultura do Rio Negro), Caixa Econômica (Base serviço e comercialização) e FUNASA (de 2006).A viagem para essa atividade é custeada pela Rainforest da Noruega, parceira e financiadora da Foirn. Os dois diretores vão se dedicar a essa atividade até 29/11.

    E Nildo Fontes, diretor de referência da região do Waupés, participou nos dias 18 a 21/11, o Encontro de Manejo de Recursos Pesqueiros no Baixo Waupés, na comunidade Matapí (Monte Alegre).

  • Curso de formação de lideranças Indígenas do rio Negro.

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    O curso é uma realização da FOIRN (Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro),através do Projeto Bem-Viver financiado pela Horizonte 3000, com a proposta de garantir formação para 15 lideranças selecionados.

    O processo de seleção de candidatos ocorreu no mês de setembro deste ano, onde várias lideranças enviaram carta contanto sua história de vida como liderança indígena, e justificando a importância de participar do curso, que abriu apenas três vagas para cada coordenadoria regional. A seleção dos candidatos foi realizado por uma comissão constituído por FOIRN, IFAM, ISA e FUNAI.

    O Curso terá duração de 13 meses, sendo 6 módulos teóricos a ser realizado em São Gabriel da Cachoeira e 7 módulos práticos nas comunidades. Os módulos estão organizados por áreas de conhecimento e temáticas que irão garantir o máximo de proveito e  formação aos cursistaspara atuarem nas suas regiões de origem.

     Com uma carga horária de 240 horas de curso, durante a formação teórica serão estudados os temas: História do Movimento Indígena do Rio Negro, Mitos- Narrativas e as explicações rionegrinas sobre o mundo, Tradições Indígenas e Interculturalidade- as associações e aslideranças enquanto pontes entre diferentes realidades, Políticas tradicionais – Movimento Indígena e Políticas Partidárias: diferenças e similaridades e Gestão e Associaitivismo: Projetos e gerenciamento executivo das associações.

    Intercâmbio em Canafé – 2a parte do Módulo 1

    A 2a parte do 1o Módulo do Curso de Formação de Lideranças está acontecendo entre os dias 16 a 23 de outubro, na comunidade de Canafé, no Município de Barcelos, Baixo Rio Negro.

    O intercambio tem como tema: Curso de história, onde os cursistas terão como professores os historiadores José Ribamar Bessa e Geraldo Pinheiro. E acompanhados pelo Diretor Marivelton Rodrigues Barroso/FOIRN, Maximiliano Correia/Departamento de Educação da FOIRN, Lirian Monteiro/ISA e Renato Martelli/ISA.

    O encontro de troca de experiências e conhecimentos em Canafé tem como objetivo o analisar e avaliar os caminhos e escolhas das lideranças no processo histórico considerando oportunidades, dificuldades e desafios ao longo desses anos do Movimento Indígena.

  • Mais comunidades do Alto, Médio e Baixo Rio Negro conectadas à rede de radiofonia indígena.

    Na foto Diretor Marivelton Barroso e Rivelino Assunção Lopes da comunidade de Maricota/Baixo Rio Negro, onde uma estação de radiofonia foi instalada.
    Na foto Diretor Marivelton Barroso e Rivelino Assunção Lopes da comunidade de Maricota/Baixo Rio Negro, onde uma estação de radiofonia foi instalada.

    A rede de radiofonia indígena do rio Negro ganhou mais 9 estações esse ano. Dessa forma, mais comunidades, localizadas nos municípios de São Gabriel da Cachoeira e Santa Isabel do Rio Negro, estão integradas à rede da Foirn por meio de equipamentos adquiridos através do convênio com a Embaixada da Noruega e de um apoio do SESC-SP . Cada estação instalada inclui um aparelho de rádio e alguns acessórios:  uma antena, uma placa solar e uma bateria.

    Hoje a rede de comunicação da Foirn, que reúne mais de 60 associações indígenas de base, compreende 158 estações de radiofonia. Elas operam nas comunidades localizadas nos 10,6 milhões de hectares de Terras Indígenas demarcadas na porção mais alta da bacia. Essas comunidades situam-se às margens do rio Negro e de seus afluentes, tanto da margem direita quanto esquerda (confira no mapa). Nelas vivem famílias indígenas Baré, Tukano, Baniwa, Dessano, Tariano, Arapaço, Piratapuia entre outras. As novas estações vão facilitar a participação indígena no processo de reconhecimento dos seus direitos territoriais e no acesso aos serviços de atendimento de saúde e outras informações.

    Uma vez, estava precisando entrar contato com a comunidade, era um assunto urgente e não tinha como. Tive que passar recado para Cucuí para depois eles passarem pra cá…Naquela época pensava, imagine se tivesse radiofonia na minha comunidade” – lembra o professor Bené, da comunidade São Pedro – Foz do Uni, Alto Rio Negro, que fica a três horas de Cucuí, onde uma estação de radiofonia foi instalada, no final de setembro do presente ano.

    As novas comunidades com rede de radiofonia da Foirn, em São Gabriel da Cachoeira são:  Nova Jerusalém – Alto Rio Negro, São Pedro/Foz do Uni – Alto Rio Negro, Santa Rosa – Rio Xié, Juruti – Alto Rio Negro, Cunuri- Rio Xié e Monte Alegre – Baixo Waupés. No município de Santa Isabel do Rio Negro:  Mafi – Médio Rio Negro, Samauma – Médio Rio Negro e Maricota – Baixo Rio Negro

  • Mobilização reuniu jovens indígenas Baniwa, Baré e Werekena em Boa Vista-Foz do Içana, nos dias 24 a 25 de Agosto

    O DAJIRN (Departamento de Adolescentes e  Jovens Indígenas do Rio Negro) da FOIRN (Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro), em parceria com a CABC (Coordenadoria das Associações Baniwa e Coripaco), realizou o Encontro de conscientização e articulação de jovens indígenas na comunidade de Boa Vista, foz do Içana, a 180 Km  de São Gabriel da Cachoeira.

     O encontro: a  Juventude é o presente!

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    O encontro começou com a pergunta: A juventude é o futuro? Os jovens presentes e os mais velhos  entreolharam-se em busca da resposta. Um ou dois minutos de silêncio. Resposta, em meio de dúvidas: Sim para uns e não para os outros. “Tem certeza”? – pergunta a Ednéia Teles, coordenadora do DAJIRN, com microfone na mão, na frente de um platéia cheia de jovens Baniwa, Werekena e Baré da comunidade de Boa Vista, foz do Içana, e comunidades próximas.

    É a primeira vez que o Departamento de Jovens da FOIRN chega às  comunidades da região do Içana para informar, animar, incentivar e fortalecer os jovens dessa comunidade e incluí-los no movimento, que vem se fortalecendo a nível do rio Negro e do país.

    Para essa missão, nada melhor que um grupo de jovens da FOIRN, compostos por Anair Sampaio (Vice-coordenadora do Departamento de Mulheres Indígenas), Raimundo  M. Benjamim (Setor de Comunicação/Mídias) e os irmãos Odimara Ferraz Matos e Odivaldo Ferraz Matos, grupo musical do Movimento de Jovens Indígenas do Rio Negro e Ednéia Teles, Arapasso, coordenadora do DAJIRN.

    Foram necessários apenas algumas brincadeiras para tirar a timidez e fazer os jovens entrarem na “roda”do encontro, que teve como pauta: Ações do DAJIRN;- Identidade e Cultura; – Influência das Novas Tecnologias na formação social dos jovens indígenas;- Informes da CABC;- informes sobre as ações do Departamento de Mulheres e Contexto atual do Movimento Indígena Brasileiro e do Rio Negro.

    Com a apresentação humorada, a coordenadora do DAJIRN, introduziu as apresentações relatando os principais problemas que os jovens enfrentam hoje, em especial os jovens indígenas, quando deixam suas comunidades para as cidades em busca de oportunidades, principalmente para continuar os estudos.

    “Nós jovens não podemos ficar de braços cruzados, precisamos entrar  na luta, buscar o reconhecimento, o respeito, o cumprimento de nossos direitos. Pois, somos o presente – disse a coordenadora na abertura do encontro, que reuniu mais de 100 jovens “Barekeniwa”e toda a comunidade de Boa Vista.

    Os “Barekiniwa”.

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     “Eles gostam desse nome”- afirmou Deusimar Cordeiro, líder da juventude da comunidade local e Membro do Conselho de Jovens Indígenas do Rio Negro, criado na ultima Assembleia Geral do DAJIRN, ao  falar do termo BAREKENIWA, que é a junção das etnias Baré, Werekena e Baniwa . Um movimento que une diferenças e identidades em prol do fortalecimento da juventude indígena do Baixo Içana.

    O nome nasceu no curso de formação de professores indígenas, o Magistério Indígena II, como  uma auto-denominação dos cursistas do Pólo Nheengatú, por ter alunos dessas  três etnias no memsmo grupo. Hoje, se tornou  nome até de um time de futebol da garotada de Boa Vista, e por que não, de um movimento de jovens dessa região?

    Os primeiros resultados desse movimento já são palpáveis.  Boa Vista foi uma das primeiras comunidades da região do Içana, a ter uma banda de música formada por jovens. Hoje, os eventos que acontecem na região são animadas por esse grupo musical, chamado de Barekeniwa.

    No encontro realizado pelo DAJIRN  não foi diferente, os jovens tomaram conta do salão, com música adaptada e letras de músicas falando de cultura dos povos da região. Em português? Não. Todas as composições são feitas na Lingua Geral (Nheengatú). Mas, como  ficam os que não entendem? Calma. Todas as músicas tem suas traduções para o português, para “ninguém ficar de fora”, como explica o líder.

     Influência das novas tecnologias na vida da juventude indígena

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     Mas, uma coisa preocupa os professores e os pais desses jovens. Logo na abertura, os mais velhos expressaram suas preocupações diante da presença cada vez mais frequente de tecnologias na comunidade. “Muitos deles vão para escola com celular, mp3 ou mp4 e ficam ouvindo música durante a aula”- disse um dos professores da escola da comunidade, Escola Municipal Indígena Pastor Jaime, que atende alunos das  séries iniciais ao ensino médio, hoje com mais de 150 alunos.

    O olhar e a atenção dos jovens afirmam. O presidente da associação local, a AIBRI (Associação Indígena do Baixo Rio Içana) que também é  professor da comunidade, no uso da palavra  disse: “Os jovens daqui ficam mais na novela do que nos estudos”.

    Como aproveitar os recursos tecnológicos cada vez mais presentes nas comunidades indígenas hoje? Como explorar o lado positivo dessas tecnologias? É hoje uma discussão em curso , pesquisadores e indígenas vem debatendo esse assunto ha há algum tempo. Pois, não é apenas em Boa Vista que acontece esses problema, em vários outros locais.

    O expositor sobre Influências  das Novas Tecnologias na vida dos jovens indígenas, disse que  é necessário uma discussão sobre o tema, onde  pais, professores, liderenças da comuniade e os jovens devem avaliar e chegar a um acordo, de como os jovens devem aproveitar os recursos tecnologicos para a formação e crescimento destes, como também registrar e divulgar as atividades da comunidade e da escola.

    Os jovens pedem mais “atenção”.

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    Em carta elaborada e entregue   `a coordenadora do DAJIRN para ser encaminhada aos demais  órgãos competentes do município como o próprio departamento, os jovens pedem mais atenção por parte desses.

    Em duas páginas, destacam a necessidade de inclusão destes, nas políticas publicas , na formação (oficinas), mais articulação e presença dos órgãos nas comunidades indígenas para o fortalecimento dos movimentos já existentes na região.

    “Receber uma carta de demandas como essa, nos fortalece e  torna ainda mais forte nossa luta em prol da melhoria das condicões e o bem-estar da juventude indígena do Rio Negro. Iremos encaminhar as demandas aos órgãos competentes, e,  incluir na agenda do departamento e irmos em busca de respostas ”- declarou a Edneia Teles.

    Desde que a FOIRN criou na sua estrutura organizacional em 2008, o DAJIRN vem mobilizando a juventude indígena de São Gabriel da Cachoeira. Na primeira semana do mês de julho (10/07), a juventude indígena do Rio Negro saiu às ruas de São Gabriel para protestar e pedir mais atenção por parte dos governantes e das políticas públicas como melhoria na educação, comunicação, transportes, inclusão social e mais oportunidades.

    Segundo a coordenadora, movimento cresce e se fortalece cada vez mais.  “Hoje o movimento de adolescentes e jovens do Rio Negro está começando a ganhar visibilidade e reconhecimento nacional, o que não tinhamos antes”- explica ela.

     Boa Vista, bem “pertinho” de  Brasília. 

    São necessários pouco mais de duas horas de viagem, com motor 40 hp e voadeira para chegar a Boa Vista, a primeira comunidade do Rio Içana. Com mais de 50 famílias, vivem nessa comunidade aproximadamente 300 pessoas e  reúnem uma diversidade de culturas. A escola de ensino básico atende não só os alunos da comunidade, como também os alunos que vêm de outras, incluindo alunos do médio Iána e Aiarí.

    Hospitaleiros e acostumados a receber eventos importantes, o povo de Boa Vista vive sua rotina. Todas as manhãs e tardes o capitão  reúne a comunidade para o xibé e a quinhapira. Um povo cercado de privilégios.  Quer um exemplo? Uma vista para o rio acima (Içana)

    Caminhar nas “ruas”de Boa Vista, é se esbarrar a cada instante em pessoas oriundas de vários lugares. Não foi dificil  achar um Tukano que mora lá há mais de 11 anos.O professor Olinto Navarro preferiu trocar Iauaretê por Boa Vista, talvez para sempre que descer  o rio, que fica perto, ainda ter outro privilégio a mais: tomar banho  “pertinho” de Brasília, nome de uma comunidade  na margem oposta.

    Fotos: SETCOM/FOIRN

  • Curso de formação reúne lideranças indígenas em Iauaretê/Rio Vaupés

    O Curso de formação foi realizado pela Coordenadoria das Organizações Indígenas do Distrito de Iauaretê – COIDI e Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro, que reuniu mais de 150  pessoas no Salão Paroquial São Miguel/Iauaretê entre os dias 16 a 17 de agosto.

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    O curso

    O Curso de Formação de Lideranças, teve a participação das associações:   UNIRVA (União das Nações Indígenas do Rio Vaúpes), UNIMRP (União das Nações Indígenas do Médio Rio  Papuri), UNIDI (União das Nações Indígenas do Distrito de Iauaretê), ACIRJA (Associação das Comunidades Indígenas do Rio Japú), UNIARP (União das Nações Indígenas do Alto Papuri) e OCICI (Organização das Comunidades Indígenas do Centro de Iauaretê).

    Por ser o local estratégico para reuniões e eventos importantes da COIDI, o curso foi realizado em Iauaretê, povoado multiétnico localizado no médio Rio Waupés, a um dia de viagem de São Gabriel da Cachoeira – isso em um motor 40 Hp e voadeira, meio de transporte comumente utilizado pela FOIRN e outras associações para viagens pelo Alto rio Negro.

    Para os que moram mais longe, em comunidades no alto Waupés ou alto Papuri, foram necessários alguns dias de viagem para chegarem até o povoado e poderem participar do curso, o qual, depois da avaliação final, passou a ser chamado de I Curso de Formação de Lideranças Indígenas.

    No decorrer do curso, que teve apenas dois dias de duração, foram abordados temas relevantes relacionados ao Movimento Indígena do Rio Negro e ao movimento indígena brasileiro, entre eles a Territorialidade, a questão das Terras Indígenas e das Demarcação de Terras Indígenas, pauta que está presente todos os dias na mídia, por conta das brigas que o Movimento Indígena Brasileiro está travando contra o desrespeito e o não cumprimento da legislação que ampara os Povos Indígenas garantida na Constituição Federal.

    O objetivo

    Conhecer e lutar pelo cumprimento dos direitos é mais do que dever das liderança indígenas nos dias de hoje. É preciso que conheçam as leis e saibam de tudo o que está acontecendo fora, para fortalecer suas organizações e suas comunidades. E, esse foi o objetivo do curso realizado pela COIDI com suas associações de base.

    O expositor do tema Terras Indígenas, Territorialidade e Demarcação de Terras Indígenas, Maximiliano Correa Menezes, ex-diretor da FOIRN, e hoje coordenador do Departamento de Educação da mesma instituição, ressaltou que é fundamental as lideranças conhecerem os direitos que são garantidos na Constituição Federal e saber distinguir cada termo, comumente usados pelas lideranças. “É preciso saber o que é Território, Território Nacional, o que  é território para os povos indígenas, e por fim, o que é Gestão Territorial e seus instrumentos de organização”, disse Maximiliano.

    A Diretora-Presidente da FOIRN, Almerinda Ramos, participou do Curso de Formação como expositora, e teve como tema de apresentação a situação do Movimento Indígena do Rio Negro e a luta e os desafios atuais dos povos indígenas a nível nacional. Frisou ainda a importância de as lideranças saberem e cumprirem seu papel junto às associações e comunidades que representam. “Tem casos em que as lideranças assumem as associações e logo abandonam e deixam sua organização sem representação. Dessa forma, enfraquece o movimento, a organização e a representatividade”, explica a Diretora.

     Troca de experiências e construção de conhecimentos

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    A realização dos Grupos de Trabalho após cada exposição possibilitou o exercício e participação ativa dos presentes no curso, onde os componentes dos grupos trocaram experiências e conhecimentos sobre vários assuntos. Pois, segundo Max, nos grupos tinha gente com mais de 20 anos de caminhada no movimento indígena. Portanto, uma verdadeira aula de história do Movimento Indígena do Rio Negro para os mais jovens.

    Para enriquecer as discussões, professores estiveram presentes para colaborar na realização das atividades. Nos GTs foram elaborados propostas e reivindicações à órgãos competentes sobre vários temas, como saúde, educação, incluindo a própria FOIRN. Os documentos serão encaminhados em breve aos seus respectivos destinatários.

    Dois dias de curso, não foram insuficientes

    A avaliação do curso foi muito positiva. Mas,  foi recomendado pelos participantes que o curso seja contínuo e que tenha mais dias de duração. Para a Almerinda Ramos, Diretora-Presidente da FOIRN, o curso foi importante, pois formação é uma das reivindicações mais comum pelas lideranças indígenas do Rio Negro.

    Visando isso, a FOIRN está abrindo, através do projeto “Bem Viver”,  financiado pela Horizonte 3000,  inscrições para  um curso de formação de 15 lideranças indígenas do Rio Negro. O curso terá duração de 13 meses, sendo 6 módulos teóricos a ser realizado em São Gabriel da Cachoeira e  7 módulos práticos nas comunidades. As inscrições já estão abertas desde do dia  19 de agosto e vão até dia 16 de setembro.

    Fotos: Almerinda Ramos/Foirn

  • CAIARNX Realiza Assembléia Extraordinária para Recomposição de Coordenadores no Alto Rio Negro

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    Sala de Aula

    A reunião foi realizada no dia 22 de junho de 2013, na comunidade Juruty Alto Rio Negro,o Coordenador Regional da Coordenadoria das Associações Indígenas do Alto Rio Negro e Xié, Evanildo Melgueiro Mendes convocou a assembleia extraordinária convidando todas as lideranças e representantes das comunidades/associações do rio Negro e xié para informar a desistência de seus companheiros  de luta pela coordenadoria  eleitos em 2012, e escolher novos afim de recompor os membros da coordenadoria para melhor andamento e acompanhamento de trabalho na região e passar algumas informações relevantes a movimento indigena. Estiveram presentes os presidentes das  05 associações de base como: ACIPK- Associação das Comunidades Indígenas de Potyro Kapuamo. AIBARN- Associação Indígena Baré do Alto Rio Negro. ACIRN- Associação das Comunidades Indígenas do Rio Negro. AIDCC- Associação Indígena de Desenvolvimento Comunitário de Cucuí. OCIARN- Organização das Comunidades Indígenas do Alto Rio Negro. ACIRX- Associação das Comunidades Indígenas do Rio Xié. 

    Tendo como representante legal da FOIRN para acompanhar a escolha, através do diretor  de referencia Renato Matos da etnia Tukana, que ressalto o papel de uma liderança que representa seu povo, antes de todo precisa entender  o movimento indigena e sua luta e reivindicar pelas melhorias que é desejos das comunidades, pois recebemos demandas das comunidades e nos apresentamos essa proposta aos governantes disse o ” Renato a todos participantes”.

    Passou então pela escolha de novos coordenadores, escolhido através de votos secretos os mais votados são os que estão na foto abaixo.

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    Coordenadores – Evanildo Melgueiro, Cirilo Peinado e Antonio Gomes Menezes
    Tesoureiro da coordenadoria Antonio Candido Baltazar
    Tesoureiro da coordenadoria
    Antonio Candido Baltazar

    Ficou encaminhado que a coordenadoria, vai construir uma sede com recurso disponibilizado pela FOIRN ainda no segundo semestre desse ano, e realizar planejamento conjunto com associações de base e FOIRN.

     

  • Povo Baniwa e Coripaco, reivindicam a criação de Escolas Estaduais de Ensino Médio Indígena

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    Grupos de trabalho

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN, desde sua fundação vem lutando pelos direitos dos povos que representa, nesses seus 26 anos,  conquistou  o  acesso a saúde, educação e alternativas econômicas, nas comunidades,porém está longe do desejo das comunidades o desafio maior ainda é fazer os governantes aceitarem a Educação Escolar Indígena como politica publica para que seja aplicada nas salas de aulas, enrriquecendo a qualidade de formação de jovens indígenas para o mundo atual, para que de fato possa contribuir com sua comunidade e região com a valorização de conhecimentos tradicionais junto com tecnologia de formação ocidental.

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    Participantes do V-Encontro 

    O V – Encontro de Baniwa e Coripaco,  foi realizada na comunidade Tunui Cachoeira nos dias 3 a 5 de junho de 2013. Neste encontro a OIBI (Organização Indígena da Bacia do Içana) em parceria com ACEP (Associação Conselho da Escola Pamáali) reuniu  400 pessoas para discutir principais problemas e dificuldades enfrentadas pelas comunidades Baniwa e Coripaco nos últimos tempos na educação básica como direito especifico da Educação Escolar Indígena. O encontro teve apoio da FOIRN (Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro), ISA (Instituto Socioambiental), FUNAI (Coordenação Regional Rio Negro Funai São Gabriel da Cachoeira), SEMEC (Secretaria Municipal de Educação de São Gabriel da Cachoeira), SEDUC (Secretaria Estadual de Educação e Qualidade do Ensino no Estado Amazonas), SEIND (Secretaria Estadual para Povos Indígenas do Amazonas) e CEEI (Conselho Estadual de Educação Escolar Indígena do Amazonas). Os mesmos através de seus representantes estiveram  presentes no encontro.O povo Baniwa e Coripaco vem se organizando formalmente quatro anos depois de nova Constituição da Republica Federativa do Brasil de 1988 que destacou capitulo específico dos direitos indígenas. A OIBI por exemplo é de 1992 e a ACEP do ano de 2000. Mas não existem somente essas duas associações. Existem 10 associações Baniwa e Coripaco e uma coordenadoria regional. Essa organização social formal do povo representa mais de 93 comunidades, mais de 6.200 pessoas no lado Brasileiro. Somando da Colômbia e Venezuela fazem mais de 17 mil pessoas pertencentes a família lingüística Aruak. Na avaliação destes povos através de seus representantes lideranças que vem trabalhando e avaliando o trabalho do movimento indígena, já logrou com sua organização o reconhecimento de suas escolas, por exemplo, a Escola Indígena Baniwa e Coripaco – EIBC, pioneiro que deu abertura aos demais criação de outras escolas que se organizaram em uma rede de escolas Baniwa e Coripaco em 2007 com objetivo de fazer intercambio de experiência pedagógica e aperfeiçoar suas atividades para se ter uma boa qualidade de ensino de acordo com a realidade, interesse e objetivo das comunidades

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    A outra parte muito importante da conquista foi na área de  formação de professores. Quando criaram o seu movimento há duas décadas atrás, não havia professores formados. Tinha algumas pessoas que davam aula apenas com objetivo de fazer seus parentes saber ler e escrever. A partir de suas reivindicações o município criou o Magistério Indígena que faz hoje ter quase 200 professores ainda considerados insuficientes. Alguns professores já fizeram faculdades e outros hoje estão nos cursos de licenciaturas interculturais de acordo com as reivindicações do movimento indigena, também ainda insuficientes para suas escolas. Mas comparando uma década atrás, aumentou muito o poder pedagógico próprio. Com estas poucas conquistas hoje o povo Baniwa tem 2020 alunos no ensino fundamental completo, que representa 32% da população total, sendo 1.173 na fase inicial e 720 alunos na fase final segundo dados de 2013 da SEMEC. Este ano estão funcionando 55 escolas nas comunidades e 7 estão paralisadas. Dos 93 comunidades 62 tem escolas (66%) e 31 comunidades não tem escolas (34%). Isso significa que ainda tem muitos Baniwa e Coripaco em idade escolar que estão sem acesso a Educação Escolar. No ensino médio temos mais de 250 alunos segundo levantamento na viagem no Içana e Ayari no final do mês passado ao início deste de Maio. Apenas uma Escola matriz, demais como unidades de formação. Apesar de tudo isso, no Ensino Fundamental Completo apenas uma escola tem PPP (Projeto Político Pedagógico) aprovado no Conselho Municipal de educação. No ensino médio tem apenas uma escola matriz que não tem PPP aprovado no CEE-AM (Conselho Estadual de Educação do Amazonas).IMG_4794

    A partir deste levantamento pela coordenação do encontro dá para se perguntar qual é o nível da boa qualidade do ensino para desenvolvimento sustentável e gestão territorial. É essa problemática que foi discutida no encontro, além de reivindicar a criação das Escolas de Ensino Médio que se basearam na organização regional separada em 04 grupos que definiram o local de funcionamento das escolas e nomes de futuras,O resultado dos trabalhos dos grupos demonstraram a importância e urgência da necessidade da criação de 4 escolas estaduais indígenas para o funcionamento do ensino médio indígena, em seguida encaminhadas e aprovadas por unanimidade (i) ESCOLA ESTADUAL INDÍGENA BAREKENIWA; (ii) ESCOLA ESTADUAL INDÍGENA TTOLEE; (iii) ESCOLA ESTADUAL INDÍGENA KALIKATTAADAPA; (iv) ESCOLA ESTADUAL INDÍGENA EENO HIEPOLE. E foi deliberado um grupo de liderança para se encontrar com governo do Estado para solicitar a criação da mesma e um encontro de finalização de PPPI no mês de outubro com todas as escolas.

    Entrega de Material para participantes
    Entrega de Material para participantes
  • CARTA Á PRESIDENTE DA FUNAI SOBRE APOIO AS COMUNIDADES INDÍGENAS

    Excelentíssima Senhora presidente,

    Nós, membros do Conselho Diretor da FOIRN, reunidos entre os dias 14 a 17 de maio de 2013, na “Casa dos Saberes” em São Gabriel da Cachoeira-AM, para discutir e planejar ações na região para os próximos anos.

    No ensejo, após ouvir lideranças de bases, referente às ações voltadas à saúde indígena, economia sustentável, formação básica e outras executadas pela PRÓ-AMAZONIA, junto aos povos Yanomami no rio Marauiá; Hupda, Yuhupdeh na região do rio Tiquié; Tukano, dessano, tariano, wanano, Hupda, em Taracua, médio rio Waupés e os Nadeb do rio negro enfim nas áreas indígenas onde desenvolve ações com repercussões positivas na região.

    E,diante do exposto, este Conselho, está de acordo com a continuidade das ações realizadas nas comunidades (conforme as cartas em anexo). Sendo assim apoiamos o retorno imediato das equipes envolvidas na expectativa da continuidade das parcerias junto aos nossos povos indígenas.

    No aguardo de vossa atenção e apoio, este Conselho se encontra a disposição para ampliar o diálogo e fortalecer as nossas parcerias no Rio Negro.

    Atenciosamente,
    Lideranças indígenas do conselho diretor,
    1. Cesar Fernando de Lara
    2. Esmeraldo Maia
    3. Maristela Araujo Cordeiro
    4. Almir Vieira de Lima
    5. Simão Pedro Pedrosa Campos
    6. Maximiliano Correa Menezes
    7. Renato Sampaio Macedo
    8. Leôncio Alba Carvalho
    9. Nelson Cordeiro Aguiar
    10. Maximiliano Correa Menezes
    11. Renato Sampaio Macedo
    12. Leôncio Alba Carvalho
    13. Nelson Cordeiro Aguiar
    14. Adão Henrique
    15. Luiz Brazão dos Santos
    16. Evanildo Mendes Melgueiro
    17. Carlos de Jesus da Silva Ricardo
    18. Ronaldo de S. Apolinario
    19. Franklin Paulo da Silva
    20. Laureano Americo Monteiro
    21. Lucas Felipe da Silva
    22. Abrahão de Oliveira França
    23. Sidnei José  Olar dos Santos
    24. Maria Lucilene L. Fidelis
    25. Orlando Jose de Oliveira
  • Carta de apoio a COIPAM do Conselho Diretor

    Ao Ilmo. Sr.: Luiz de Jesus Fidélis (Fidelis Baniwa)
    Coordenador da COIPAM – Coordenação das Organizações e Povos do Amazonas
    Ref.: Carta de apoio a COIPAM
    Prezado Sr. Coordenador da COIPAM,

    Após a sua apresentação sobre a COIPAM na reunião do Conselho Diretor do dia 14/05/2013, na maloca da FOIRN, resolvemos escrever esta carta de apoio para que os demais interessados também possam conhecer nosso posicionamento e apresentar propostas iniciais referente ao estatuto social e atividades para fortalecimento do movimento indígena no Estado do Amazonas que vai representar a COIPAM.

    Considerando que a COIPAM ainda está na fase de construção, construindo seu estatuto, consultando organizações de base para melhoramento; que a COIPAM vai realizar reunião do Conselho da instituição dia 19 a 22 de junho em Parintins para discutir entre outros, o Estatuto; a necessidade da FOIRN arcar com despesa para o deslocamento dos seus representantes nesta reunião;

    Sendo estes entendimentos, o Conselho Diretor da FOIRN deliberou o seguinte:

    1. A FOIRN – Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro reconhece a importância e a necessidade de uma organização indígena representativa a nível do Amazonas e que isso é muito importante para fortalecimento do movimento indígena em busca de respeito aos direitos dos povos indígenas no Brasil; mas que tenha de vista exemplos de outras associações regionais (COIAM) e nacional (CAPOIB) que nasceram e morreram, isso não deve acontecer com a COIPAM;
    2. A COIPAM deve vir para fortalecer movimento indígena do Rio Negro e povos Indígenas do Estado do Amazonas;
    3. É este o caminho também do fortalecimento desta nova entidade do movimento indígena estadual que precisamos ajudar a nascer de fato e de direito para que cumpra com seu objetivo estatutário de defender os direitos e interesse dos povos indígenas que hoje se encontra ameaçadas diariamente no Brasil. Mas com apoio das demais organizações indígenas de base espalhadas no Estado do Amazonas podemos levantar a luta para ficar mais forte;
    4. Que a diretoria da COIPAM continue sua articulação junto às lideranças e organizações de base, construindo seus planos e projetos numa perspectiva de fortalecimento do movimento indígena do amazonas.
    5.  A FOIRN providenciará transporte de suas lideranças para participar da reunião da COIPAM em Parintins em apoio e fortalecimento do movimento indígena do Estado do Amazonas.

    Que a COIPAM tome iniciativa em promover seminários temáticos de interesse dos povos indígenas do Amazonas dentro de uma visão de futuro e missão de garantir a sustentabilidade e o bem-viver buscando apoio do setor privado e governos;

    Atenciosamente, os Conselheiros.

    1. Cesar Fernando de Lara
    2. Esmeraldo Maia
    3. Maristela Araujo Cordeiro
    4. Almir Vieira de Lima
    5. Simão Pedro Pedrosa Campos
    6. Maximiliano Correa Menezes
    7. Renato Sampaio Macedo
    8. Leôncio Alba Carvalho
    9. Nelson Cordeiro Aguiar
    10. Maximiliano Correa Menezes
    11. Renato Sampaio Macedo
    12. Leôncio Alba Carvalho
    13. Nelson Cordeiro Aguiar
    14. Adão Henrique
    15. Luiz Brazão dos Santos
    16. Evanildo Mendes Melgueiro
    17. Carlos de Jesus da Silva Ricardo
    18. Ronaldo de S. Apolinario
    19. Franklin Paulo da Silva
    20. Laureano Americo Monteiro
    21. Lucas Felipe da Silva
    22. Abrahão de Oliveira França
    23. Sidnei José  Olar dos Santos
    24. Maria Lucilene L. Fidelis
    25. Orlando Jose de Oliveira
  • III – Assembleia Regional Eletiva da CAIARNX

    Foi realizado, nos dias 23 a 24 de junho na comunidade Juruty, tendo a presenca de 07 associacoes indigenas e 53 delegados, uma associacao ausente devido o evento ter sido adiado, o principal objetivo do evento foi eleger nova coordenacao da CAIARNX e eleger representantes a concorrer diretoria da FOIRN e escolha de delegados para participar da Assembleia Eltiva a FOIRN que acontecera no mes de Novembro.

    Novos  Coordenadores

    Canditados para concorrer diretoria da FOIRN

    Concorrendo para Reeleicao Luiz Brazao dos Santos

    Renato da Silva Matos da Etnia Tukano, ja foi diretor (2005 a 2008) e ganhou para concorre novamente.