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  • VIOLÊNCIA CONTRA MULHER É TEMA DE DESTAQUE NO I ENCONTRO DE MULHERES INDÍGENAS REALIZADO NA REGIÃO DO ALTO PAPURI

    VIOLÊNCIA CONTRA MULHER É TEMA DE DESTAQUE NO I ENCONTRO DE MULHERES INDÍGENAS REALIZADO NA REGIÃO DO ALTO PAPURI

    A FOIRN promoveu nos dias 2 e 3 de junho o I Encontro de Mulheres Indígenas na comunidade Uirapixuna — Alto Rio Papuri, que reuniu 90 participantes, de 10 comunidades.

    Esse Encontro foi prioridade do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro (DMIRN) como forma de ampliar as ações nas bases, especialmente as relacionadas ao combate às violências contra as mulheres. O evento teve apoio fundamental da Coordenadoria das Organizações Indígenas do Distrito de Iauraretê — COIDI.

    A FOIRN esteve representada por Janete Alves – diretora da Federação, Larissa Duarte – coordenadora do DMIRN e Belmira Melgueiro – coordenadora do Departamento de Educação e Patrimônio Cultural. Também teve a participação de Dulce Morais – assessora técnica em gênero do Instituto Socioambiental (ISA) e Domingos Lana – representante da COIDI.

    O evento contou com a participação de representantes de dez comunidades: São Gabriel do Papurí, Santa Luzia, São Miguel, Waguiá, Anchieta, Uirapixuna, Cabeça da Onça, São Fernando, Santa Cruz do Inambu e Jandiá. O evento foi conduzido por Adonaldo de Souza Dias — Presidente da Associação das Comunidades do Alto Rio Papurí — ACIARP.

    Foi realizado um balanço das atividades realizadas pelo DMIRN, especialmente a Mukaturu e a I Oficina de Promotoras Legais Populares Indígenas que foram realizadas em parceria com o ISA, Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP), a Faculdade Federal do Amazonas (UFAM) e o Instituto Aleema.

    Durante o evento também foi apresentado cinco tipos de violências que ocorrem contra mulheres: violência física (conduta que agride fisicamente a mulher); violência psicológica (ameaças e manipulações); violência sexual (relação sexual forçada e impedir o uso de métodos contraceptivos); violência patrimonial (controlar o dinheiro, cartões e telefone da mulher).

    Nesse encontro, bem como em outras conversas realizadas com as mulheres indígenas sobre a questão das violências, o consumo excessivo do álcool aparece como sendo um fator intensificador da violência. E uma das formas de enfrentar essa situação crítica é através de mobilização, de informações e experiências compartilhadas entre as mulheres: “precisamos formar mulheres lideranças, sobretudo precisamos ouvir vocês que estão nas bases”.

    Após a roda de conversa que possibilitou a troca de informações e relatos de vivências, as participantes foram organizadas em grupos para que pudessem discutir e elaborar o que entendem sobre o que é ser mulher e quais são as pessoas que podem auxiliá-las em casos de violências.

    Um dos grupos de trabalho destacou a importância das mulheres indígenas para a defesa dos territórios através do protagonismo. Segundo as pessoas do grupo, as mulheres são protagonistas em todas as instâncias da luta do movimento indígena do Rio Negro, que merecem respeito! Em casos de violências, entendem que as mulheres devem procurar as lideranças de referência para tratar o caso e buscar orientações para resolver a situação: “nós mulheres queremos ser conhecedoras dos nossos direitos, queremos nos fortalecer na nossa caminhada com a ajuda das mulheres que estão no movimento indígena”.

    Apresentaram em cartaz o pé de maniwa para simbolizar a beleza e a importância da mulher. “A mulher precisa ser cuidada, assim como a maniwa para produzir boa mandioca precisa de cuidados e ser bem tratada”, destacaram.

    Janete Alves destacou sobre a importância do tema e que as mulheres possam cada vez mais ocupar seus espaços e se expressarem, apresentarem suas demandas para melhoria da condição de vida, e do acesso às políticas públicas. E reafirmou que a violência contra a mulher precisa ser pauta prioritária dentro do movimento indígena para que se possa pensar em estratégias de enfrentamento dos vários problemas que causam as violências contra as mulheres.

    No fim do Encontro foram distribuídas lâmpadas solares para os representantes das e cada comunidades, São Miguel, Waguiá, Anchieta, Uirapixuna, Cabeça da Onça e São Fernando.

    Essa atividade foi realizada pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), através do Departamento de Mulheres (DMIRN), em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA), com apoio da ERN, RFN, Misereor, Lira e Luxemburgo.

    Para saber mais sobre a atuação do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro, acesse: https://foirn.org.br/mulheres/

  • FOIRN PARTICIPA DA ELABORAÇÃO DE PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA FAS

    FOIRN PARTICIPA DA ELABORAÇÃO DE PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA FAS

    Através do diretor Dario Casimiro do povo Baniwa e Belmira Melgueiro do povo Baré, coordenadora do Departamento de Educação e Patrimônio Cultural, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), participou da elaboração de planejamento Estratégico da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), nos dias 8 e 9 de junho na comunidade Três Unidos – Núcleo Assy Manana, localizada na área de proteção ambiental (APA) Rio Negro, uma unidade de conservação sob a gestão do governo do Estado do Amazonas em parceria com a FAS.

    Esse encontro de lideranças tem como objetivo elaborar um planejamento estratégico de cooperação conjunta agrupando as demandas e necessidades prioritárias dos povos indígenas para a agenda indígena da Fundação Amazônia Sustentável e parceria com as Associações e Federações.

    A discussão e elaboração foram coordenadas pela assessoria e consultoria técnica da FAS e Agencia de Cooperação Técnica Alemã – GIZ e, financiado pela Embaixada Real da Irlanda.

    Com a participação de lideranças indígenas representantes das associações e organizações Indígenas como a FOIRN, União dos povos Indígenas do Vale do Javari (UNIJAVA), Federação das Organizações dos povos Indígenas de Manaus Entorno (COPIME), Organização Indígena do Povo Paiter Surui (METAREILA), Rede de Mulheres Indígenas do Amazonas(MAKIRA-ETA), Associação de Produtores Etnia Haskariana (ASPREHE), Conselho Geral do Povo Hexkaryana(CGPH), Conselho dos Produtores Satere Mawe (CPSM), Conselho Geral da Tribo Satere Mawe, Associação Comunitário Indígena Agricola Nheengatú Comunidade Terra Preta Rio Negro (ACINCYP), Associação dos Povos Indígenas Apurinã da TI Itiximitati (APIAJ) e Associação Comunitário Indígena Baré de Nova Esperança (ACIBANE).

  • FOIRN EM PARCERIA COM O ISA REALIZA O VII ENCONTRO DE PRODUTORES INDÍGENAS DO MÉDIO E ALTO RIO TIQUIÉ

    FOIRN EM PARCERIA COM O ISA REALIZA O VII ENCONTRO DE PRODUTORES INDÍGENAS DO MÉDIO E ALTO RIO TIQUIÉ

    O encontro de produtores nessa região foi de suma importância, principalmente para o mapeamento de novas iniciativas no território, devido às especificidades, a falta de escoamento dos produtos agrícolas foi uma das reivindicações mais pedidas pelas lideranças, são diversas demandas para valorizar e levar bons resultados para a região.

    O VII Encontro de Produtores Indígenas do Médio e Alto Rio Tiquié da região da coordenadora Diaww’i (Coordenadoria das Associações Indígenas do Baixo Uaupés, Rio Tiquié e Afluentes) é realizada pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), através do departamento de negócios socioambientais representada pela coordenadora Luciane Lima, no período de 01 a 03 de junho de 2022, no centro Comunitário Distrital Kumandá e Yaparã Paniku – Distrito de Pari Cachoeira, com a participação de artesãos e lideranças local reunindo aproximadamente 86 pessoas representantes das 07 Associações de base (OIBV, CIPAC, APMC, ATRIART, AIETUM, ACIMET e ETIIC).

    Anacleto Pimentel Gonçalves, Professor, liderança e Vice – Presidente da Associação CIPAC, após as boas vindas, o mesmo falou sobre a importância do evento para os povos que vivem na região da Coordenadoria Diawi’i, que fazem parte do Médio e Alto Rio Tiquié. A necessidade de fortalecer a cultura e valorizar os produtos que são feitos pelas associações de base, há uma necessidade enorme de escoamento dos produtos e compradores fixos desses produtos e, também é importante o repasse dos conhecimentos para a nova geração. É um trabalho árduo do movimento indígena e que deve se fortalecer cada vez mais.

    As pautas discutidas nesses dias do encontro foram sobre a:

     Contextualização das Cadeias Produtivas de Valor ou Cadeia de Valor, com o objetivo de valorizar a economia indígena, fortalecimento cultural, Território, Meio Ambiente e biodiversidade, Governança e Gestão, como por exemplo, algumas inciativas que estão em execução (Pimenta Baniwa, Mel de abelhas nativas, Cerâmicas tukano e baniwa, entre outros.);

    O que é o Departamento de Negócios, Organização e Gestão interna e funcionamento da Casa, apresentação do Fluxo e Gestão Financeira, a coordenadora Luciane Lima esclareceu sobre os indicadores financeiros da casa wariró, que a mesma depende dos recursos da FOIRN para manter funcionários, que ainda não consegue se auto sustentar somente com a venda dos artesanatos da casa, falou sobre as taxas administrativas, a importância da margem da Wariró, a precificação dos artesãos e a necessidade de sustentabilidade financeira da Wariró.

    Foram divididos quatro grupos de trabalhos por associações de base, para responder as seguintes perguntas orientadas: O que você espera depois deste encontro? Qual a sua visão a respeito da casa Wariró? Quais são os produtos trabalhados em sua região (artesanato e agrícola)? Qual a maior dificuldade para comercialização de cada produto?

    Após a este, foi divido grupos por produtos da matéria prima como o Tucum, Arumã, Cipó Titica, Sorva, avicultura, piscicultura e meliponicultura.

    Em 2019, no I Encontro da Arte Wariró foi assinado o acordo de Co-gestão  por produtores de diversos povos, implementado em 2020, com o objetivo de promover a consolidação de uma gestão de negócios de excelência, participativa, transparente, coordenada com objetividade e responsabilidade, tanto para os povos representados, como para os funcionários, diretores e departamentos da FOIRN diretamente envolvidos, e para a rede de parceiros comerciais revendedores e consumidores finais. Esse acordo será avaliado ao final do ano de 2022. O documento poderá ser avaliado em todas as ocasiões que ocorrerem os encontros de co-gestão da Casa Wariró e revisado, quando necessário, no Encontro Geral de produtores. A viabilidade da comercialização via Wariró, envolve a participação ativa dos produtores e associações, na articulação com parceiros comerciais e com a FOIRN em parceria com o ISA.

    A Escola Estadual Dom Pedro Massa, representado pelo professor Anacleto Pimentel, o qual apresentou os projetos implementados na escola com inciativa dos professores, alguns pais e os próprios estudantes, pois muitos pais não concordavam, que mais tarde os próprios estudantes pudessem consumir os produtos da piscicultura, avicultura e horta. E hoje essa inciativa esta dando bons resultados, agora a meta é alcançar outras escolas ou comunidades que tem potencial para essas atividades.

    “… não devemos só ficar esperando recursos vir de fora, muitas das vezes eu ficava chateado quando projetos não eram aprovados, que a Funai nesse tempo estava mais presente e os prédios escolares estavam em um estado precário, essa era a maior preocupação, então começaram a implementar junto com os pais, alunos e professores algumas atividades como a piscicultura, avicultura e hora, a escola teve essa inciativa e muitos pais não concordaram, mas o pensamento foi que os próprios alunos mas tarde pudessem consumir os produtos”. Disse Profº Anacleto Pimentel – Liderança e vice-presidente da CIPAC.

    A coordenação do encontro foi feita por: Luciane Lima (Coordenadora do Departamento de Negócios Socioambientais), Natália Pimenta (Assessora do ISA), Dagoberto Lima (Assessor de Pesquisa e Desenvolvimento Socioambiental), Rosilda Cordeiro (Coordenadora Regional da coordenadoria Diawii).

    Por Eucimar Aires – Departamento de Comunicação/FOIRN

  • I OFICINA INTEGRADA DE CERÂMICA, ARTESANATOS E MELIPONICULTURA NA REGIÃO DO AYARI

    I OFICINA INTEGRADA DE CERÂMICA, ARTESANATOS E MELIPONICULTURA NA REGIÃO DO AYARI

    || Foirn através do departamento de negócios socioambientais realiza 1ª Oficina integrada na região do Ayari, com o objetivo de fortalecer a rede de conhecimentos produtivos dessas iniciativas em cadeia da Sociobiodiversidade para geração complementar da renda familiar

     Atividade realizada pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), através do Departamento de Negócios Socioambientais, no período do dia 11 a 16 de maio de 2022 na qual a coordenação do Departamento de Mulheres Indígenas também participou da I Oficina Integrada de cerâmica, artesanatos comunidade de São Joaquim do rio Ayari e  Meliponicultura na comunidade Santa Isabel do Rio Ayari.

    A cerâmica das mulheres Baniwa é um produto da diversidade socioambiental, fruto de uma tradição compartilhada ao longo dos séculos, uma marca de resistência cultural e também um traço importante da identidade e do protagonismo feminino, que reúne jovens aprendizes e mestras das tradições Baniwa do Rio Ayari em torno de sua autonomia econômica e política.

    A cerâmica é a atividade protagonizada pelas mulheres e artesanato pelos homens.

    A oficina visa fortalecer a rede de conhecimentos produtivos dessas iniciativas em cadeia da Sociodiversidade para geração complementar da renda familiar. 

    Assim foram colocados em prática a definição do Padrão de Qualidade para a  Casa de Produtos Indígenas do rio Negro Wariró.

    O objetivo da Primeira Oficina de Meliponicultura é promover entre técnicos e indígenas um espaço de troca de experiências e fortalecer as técnicas de manejo da criação de abelhas nativas sem ferrão na região.

    Fortalecer e promover a multiplicação do conhecimento teórico e técnico da prática de manejo de abelhas, de forma a estimular o desenvolvimento e a autonomia no manejo entre os diversos técnicos e manejadores de forma que estes sejam capazes de reaplicar a tecnologia em outras regiões e entre seus grupos multiplicando informações sobre as práticas de forma sustentável.

    Essa atividade teve o apoio do Ministério de Clima da Áustria para as atividades de cadeia de valor e da Fundação Nia Tero.

        

  • X ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DA CAIMBRN|| Construção e validação do Protocolo Geral de Consulta dos Povos e Comunidades Indígenas do Rio Negro

    X ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DA CAIMBRN|| Construção e validação do Protocolo Geral de Consulta dos Povos e Comunidades Indígenas do Rio Negro

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – Foirn, realiza a X Assembleia Regional Ordinária da Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio Baixo Rio Negro – Caimbrn, que completa este ano 18 anos de existência sendo a última coordenadoria da Foirn a ser criada em 2004, no processo de fortalecimento e regionalização da área de abrangência da organização.

    A abertura ocorreu hoje (23/05) no ginásio dos salesianos no município de Santa Isabel do Rio Negro e vai até o dia 27 de maio de 2022, com a mesa de autoridade composta pela coordenação regional da Caimbrn e o diretor presidente da Foirn, referência do Médio e Baixo Rio Negro Sr. Marivelton Baré, com as presenças ilustres de representante do poder executivo municipal, representante do Idam, representante do Dsei, representantes das escolas estaduais e representantes da diretoria das associações Acimrn e Asiba que são referência de sub sede da coordenadoria regional.

    Participam da assembleia dez delegados representando as 12 associações de base da região: Ayrca, amik, ahkoiwi,  acibrn, acir, kurikama, acimrn, acirpp, aiacsj, aibad, asiba, nacib

    A abertura marcou o momento do início de assembleia com o benzimento tradicional e dança tradicional do japurutu, dança do cariçú, dança das mulheres yanomami kumirayoma e o espetacular dança da maníaka murasi da comunidade de cartucho.

    Na abertura o diretor presidente além das demais autoridades composta a mesa enfatiza e frisa a importância do momento registrando os ex coordenadores e ex diretores da Foirn para a região e o momento de diálogo, construção planejamento e oportuno para a construção e consolidação do protocolo de consulta da região Caimbrn.

    Nesta Assembleia serão apresentadas e discutidas sobre as atividades das Associações de Base da região; Apresentação do Planejamento de atividades a ser realizada pela CAIMBRN/FOIRN até dezembro de 2022; Grupo de Trabalhos de discussão para elaboração de propostas de atividades, projetos e assuntos gerais para 2023 e 2024 e Oficina para Construção e validação do Protocolo Geral de Consulta dos Povos e Comunidades Indígenas do Rio Negro.

  • AÇÃO EM COMEMORAÇÃO AO “DIA DO DEFENSOR PÚBLICO” NA COMUNIDADE BOA VISTA FOZ DO RIO IÇANA

    AÇÃO EM COMEMORAÇÃO AO “DIA DO DEFENSOR PÚBLICO” NA COMUNIDADE BOA VISTA FOZ DO RIO IÇANA

    Ação da Defensoria Pública do estado do Amazonas de São Gabriel da Cachoeira-AM, ao atendimento dos povos indígenas na comunidade Boa Vista, localizada na foz do Rio Içana, no dia 21 de maio/2022 (sábado) em comemoração ao “DIA DO DEFENSOR PÚBLICO”.

    Foto: Comunicação – FOIRN

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) em parceria com a Defensoria Pública e Funai, realizou ação em atendimento aos povos indígenas, na comunidade Boa Vista, localizada na foz do Rio Içana, no sábado (21/05) em comemoração ao “DIA DO DEFENSOR PÚBLICO”, 

    A ação teve aproximadamente 102 pessoas procurando atendimento nesse dia da comunidade local e adjacentes, 82 pessoas atendidas entre mulheres, homens e idosos. Os Atendimentos mais procurados foram a União Estável, Retificação (Correção da certidão de nascimento), 2ª via da Certidão de Nascimento e Orientação para vários benefícios do INSS principalmente sobre o Benefício de Prestação Continuada (BPC) – Governo Federal.

    Sr. Mario Marcelino Silva, Baré e dona Evanilda  Cordeiro, Baré,  79 anos, assinam a união estável. Foto: Comunicação – FOIRN

    O indígena sr. Mario Marcelino Silva, Baré, 82 anos, morador da comunidade Boa Vista aproveitou o momento para fazer uma união estável com a sua esposa dona Evanilda  Cordeiro, Baré,  79 anos. Os mesmo já vivem juntos há pelo menos 65 anos, com 6 filhos, 24 netos e 04 bisnetos. 

    Em conversa com algumas lideranças  e pessoas atendidas nesta ação, os mesmo relatam a dificuldade de se deslocar à sede do município de São Gabriel da Cachoeira para ter esses atendimentos, no qual há muita procura, pediram para que a Ação seja feita pelo menos em 03 dias de atendimento.

    “É a primeira vez que essa ação acontece em nossa comunidade, quero agradecer, porque para gente tem muita dificuldade para chegara ate o munícipio e não conseguimos tirar documento, agradeço muito o pessoal da Foirn e Funai que fizeram parceria com a Defensoria Publica para chegarem ate aqui na nossa comunidade” Ednaldo Costa Baré da Comunidade Guia Rio Negro,

    “Graças Deus me atenderam bem como a gente queria que nos atendessem, consegui resolver o meu caso” Celeste Maria da comunidade São Pedro – Rio Negro.

    “Eu vim aqui para fazer a minha união estável para poder conseguir ter algum benefício para minha filha que tem 4 anos de idade que nasceu prematura, ela é especial, não enxerga e não tem leite materno, por isso há  dificuldade para comprar leite que é muito caro para o sustento dela.” Doralina Francisca Bruno, Baré da comunidade Auxiliadora – Rio Negro.

    Aluísio Gomes André – Vice Capitão da Comunidade Boa Vista Foz do Içana. Foto: Comunicação – FOIRN

    “… para mim é uma grande ajuda que estão fazendo na parte de documentação pelo nosso povo aqui na nossa comunidade, o esforço que fizeram para fazer documentação das crianças e dos idosos, e orientação dos benefícios q a gente precisa, e da próxima vez, nós queremos que eles voltem para trazer esse trabalho para ficarmos mais tranquilos em relação à documentação, quero deixar o meu agradecimento a Foirn e toda equipe que vieram para fazer esse atendimento ao nosso povo e, a gente espera que vocês voltem que a gente está aguardando e precisa de mais atendimento como esse para ficar mais organizado aqui na nossa comunidade” Aluísio Gomes André – Vice Capitão da Comunidade Boa Vista Foz do Içana.

    Adão Francisco Baré – Diretor da FOIRN . Foto: Comunicação – FOIRN

    O diretor Adão agradeceu a recepção da comunidade e explicou sobre o objetivo da Ação para o povo do rio negro como um todo, representados pela Foirn nesses 35 anos de fundação, atualmente presidida pelo Diretor Presidente Marivelton Barroso Baré.

    Dario Casimiro Baniwa – Diretor da FOIRN . Foto: Comunicação – FOIRN

     Diretor Dario Casimiro Baniwa, falou sobre a importância dessa primeira experiência com a parceria da Defensoria Pública e demais equipe presente nesta ação junto com as lideranças do local, é a primeira vez que a equipe da defensoria vai para uma aldeia, após isso será feito uma análise sobre a demanda desses tipos de atendimento na região e assim poder estender para outras áreas. 

    O mesmo aproveita para lembrar e informar do planejamento da coordenadoria Nadzoeri que a primeira Assembleia bianual que está prevista a acontecer entres os dias 14 a 18 de junho de 2022, com o tema Protocolos de consultas dos povos indígenas do Rio Negro, onde será discutida as demandas, prioridades e problemas locais politico e social da região. 

    Foto: Comunicação – FOIRN

    “Hoje estamos aqui com essa equipe da defensoria pública para esse  atendimento, com essa experiência queremos ampliar isso daqui para frente, faz parte da luta que a Foirn sempre vem fazendo em prol do controle social e defesa dos direitos dos povos indígenas do rio negro”. Dario Casimiro Baniwa – Diretor da Foirn.

    Gostaria de agradecer primeiramente por vocês terem nos recebido tão bem e por terem vindo procurar os nossos serviços. O nosso trabalho é esse mesmo, a gente não está aqui fazendo favor nenhum, nosso trabalho é resolver esses problemas de justiça, de cartório, a gente existe para isso. Quero também agradecer a Foirn pela parceria, pela disponibilidade, quando a gente falou que queria comemorar o dia do defensor e da defensora público (a), fazendo atendimento em alguma comunidade, o Adão prontamente se disponibilizou e preparou a logística, organizou aqui com as lideranças do local o Jorginho e com o Dario. Reconheço o trabalho da Foirn, nesses anos, desde a demarcação das terras, programa coletivo de educação, de saúde que são levados para o Ministério Público Federal, e a luta não para. ” Dra. Isabela do Amaral Sales – Defensoria Pública.

    Dra. Isabela do Amaral Sales – Defensora Pública. Foto: Comunicação – FOIRN

    Essa é a primeira vez que nós estamos vindos em uma comunidade para fazer esse atendimento, é um dia muito especial, aqui é um lugar onde deveríamos sempre estar aí nas comunidades, pois a luta da defensoria é para se estabelecer como uma instituição, que é ainda muito nova, diferente do Ministério Público Federal (MPF)” Completa Dra. Isabela do Amaral Sales – Defensoria Pública.

     A Foirn estava representada pelos seus diretores Dario Casimiro Baniwa, de referência da coordenadoria Nadzoeri o qual a comunidade de Boa Vista pertence, e Adão Francisco Baré de referência da coordenadoria Caiarnx.

  • A Federação das organizações indígenas do rio negro-FOIRN  e o  Conselho dos Professores Indígenas do Alto Rio Negro-COPIARN, reuniram-se  nesta quarta-feira dia 18 de maio de 2022.

    A Federação das organizações indígenas do rio negro-FOIRN  e o  Conselho dos Professores Indígenas do Alto Rio Negro-COPIARN, reuniram-se  nesta quarta-feira dia 18 de maio de 2022.

    Para somar esforço coletivo em parceria para a realização da Assembleia Eletiva da COPIARN, pré – agendada para os dias 01-02 de julho de 2022.

    Nesta assembleia serão convidados os professores indígenas das áreas indígenas do rio negro.

    O desafio levantado foi a situação fiscal  e regularidade do conselho, implantação de Currículo do Novo Ensino Médio e a eleição da nova diretoria.

    A comissão para organização e realização da assembleia já foi construída nas reuniões anteriores.                             

    Por Dzoodzo Baniwa/NADZOERI.

  • FOIRN REPASSA EQUIPAMENTOS FLUVIAIS  PARA AS COORDENADORIAS REGIONAIS NADZOERI E DIAWI’I

    FOIRN REPASSA EQUIPAMENTOS FLUVIAIS PARA AS COORDENADORIAS REGIONAIS NADZOERI E DIAWI’I

    As coordenadorias regional Nadzoeri e Diawii  recebem os equipamentos novos para uso no deslocamento e articulação

    A Diretoria da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), representada por Janete Alves  Desana e Dário Casimiro Baniwa de referencia da coordenadoria regional Nadzoeri (Baniwa e Koripaco), através do projeto *Consolidação da rede de Agentes Indígenas de Manejo Ambiental no âmbito da implementação dos Planos de Gestão Territorial e Ambiental ( PGTA) das Terras Indígenas do Alto e Médio Rio Negro – através do ISA PRN e tendo como corequerente executora a FOIRN, cujo edital  do legado Integrado da Região Amazônica – Lira, IPÊ, MOORE e Fundo Amazônia. Possibilitou a aquisição para repasse de motores de popa e botes novos para os trabalhos de articulação e deslocamento da diretoria das coordenadorias regionais em suas regiões, ainda vão ser entregues os motores das coordenadorias CAIARNX E COIDI.

  • FOIRN PARTICIPA DA CAMINHADA DE MOBILIZAÇÃO COM ALUSÃO AO “MAIO LARANJA”

    FOIRN PARTICIPA DA CAMINHADA DE MOBILIZAÇÃO COM ALUSÃO AO “MAIO LARANJA”

    Marivelton Baré participa da caminhada  alusão  ao maio laranja e dia Nacional ao combate contra a Violência  e Exploração  sexual de crianças  e adolescentes  no município de Santa Isabel do Rio Negro – Am.

    Foto: Rharitom – Comunicador Indígena Rede Wayuri – ACMIRN/FOIRN

    O Conselho Tutelar, juntamente com o CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) e com todo apoio da Secretaria Municipal de Assistência Social, da Prefeitura Municipal de Santa Isabel do Rio Negro, realizaram na manhã desta quarta-feira (18/05), uma caminhada na cidade, com a finalidade de destacar “O Dia Nacional do Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescente”.

    O Diretor Presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), Marivelton Rodrigues Barroso Baré e os coordenadores do Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro (Dajirn) Sheine Diana e Elson Kene  participam da caminhada  alusão  ao maio laranja e dia Nacional ao combate contra a Violência  e exploração  sexual de crianças  e adolescentes nesta data de 18 de maio no município de Santa Isabel do Rio Negro.

    O objetivo da caminhada foi dar visibilidade ao tema. Os órgãos da Prefeitura de Santa Isabel do Rio Negro com a colaboração dos alunos da rede municipal saíram às 16h em frente a Delegacia do município e percorreram algumas ruas do Centro da cidade, findando em frente a prefeitura municipal.

    Foto: Rharitom – Comunicador Indígena Rede Wayuri – ACMIRN/FOIRN

    O dia 18 de maio é Dia Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, instituído pela Lei Federal 9.970, de 2000. A data foi escolhida em alusão ao “Caso Araceli”, a menina que aos 8 anos foi raptada, drogada e violentada física e sexualmente por vários dias, antes de ser morta, ter seu corpo desfigurado por ácido e abandonado em um terreno baldio em Vitória, no Espírito Santo, em um crime que permanece impune.

    Nesse dia, em 1973, uma menina capixaba, foi sequestrada, espancada, estuprada, drogada e assassinada numa orgia imensurável. Seu corpo apareceu seis dias depois desfigurados por ácido. Os agressores jamais foram punidos.

    O movimento em defesa dos direitos de crianças e adolescentes, após uma forte mobilização, conquistou a aprovação da Lei Federal 9.970/2000 que instituiu o 18 de maio como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Criança e Adolescente, com o objetivo de mobilizar a sociedade brasileira e convocá-la para o engajamento pelos direitos de crianças e adolescentes e na luta pelo fim da violência sexual.

     

  • Reunião Do Comitê Gestor Do Projeto De Turismo Do Rio Jurubaxi

    Reunião Do Comitê Gestor Do Projeto De Turismo Do Rio Jurubaxi

    As lideranças e representante de instituições parceiras se reuniram na comunidade São Francisco para tratar da reunião do comitê gestor do projeto de turismo de base comunitária  do Rio Jurubaxi.

    Na comunidade de são Francisco terra indígena Jurubaxi Téa no município de Barcelos, reuniram-se as seguintes instituições no dia 17 de maio de 2022, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (ACIMRN), Empresa de Turismo Kalua que são partes contratantes junto com as comunidades de Acariquara pertencentes ao município de Santa Isabel do Rio Negro e São Francisco, com a presença da FUNAI coordenação regional do rio negro.

    Essa reunião teve como  o objetivo de avaliar e prestar contas referente a temporada de pesca esportiva do rio Jurubaxi  2021/2022.

    As pautas discutidas foram sobre a avaliação dos trabalhos dos vigilantes indígenas, coordenadores que atuaram durante a temporada em execução, foi organizada a data dos estudos de capacidade ambiental, avaliação e apresentação da prestação de contas 2021/2022 por parte da empresa, e também a Foirn e Acimrn apresentaram a prestação de contas dos gastos do Projeto de pesca esportiva de base comunitária do rio Jurubaxi, foram feitas juntos com as lideranças e representantes das comunidades o planejamento e ajustes futuros, para melhor a atuação do projeto com o propósito de um bem coletivo.