Parabéns Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro,fundada em 30 de abril de 1987,foi numa grande ASSEMBLÉIA,numa grande discussão,através de várias lideranças que,foi criada a FOIRN com objetivo de lutar pelos direitos coletivos dos Povos Indígenas do alto Rio Negro.Aqui no alto Rio Negro temos 23 Povos de diferente etnias.
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Oficina de Web e Vídeo em São Paulo
Entre os dias 23 e 26 de Abril aconteceu em São Paulo, na sede do Instituto Socioambiental, a Oficina de Web e Vídeo, que é continuação da atividade do projeto de construção do website da FOIRN. Participaram Braulina Baniwa, secretária da FOIRN e Gilmara Andrade, do ISA – Programa Rio Negro, sob orientação da jornalista Paula Sacchetta e do produtor de vídeo o Marco Nalesso.
Na oficina aprendemos a desenvolver conteúdos para alimentar o site e o blog, além de edição de vídeo para site. Com a orientação da consultora, conseguimos pôr em prática as atividades de edição de vídeo, encurtando-o e eliminando ruídos existentes, bem como subir no site alguns vídeos editados e prontos, pondo em prática todas as orientações teóricas, o que facilitará o trabalho a ser desenvolvido nas bases, de volta a São Gabriel da Cachoeira. A partir das orientações, conseguimos identificar problemas no site: quais eram estruturais, ou seja, de programação, e o que estava ao nosso alcance e que conseguimos mudar.
Entre outras atividades, conseguimos entrar no site, fazer modificações e também acrescentar novos posts, com textos curtos e dinâmicos, que chamem a atenção do leitor. Aprendemos também a adicionar músicas aos vídeos produzidos durante a Feira de Troca de Conhecimento Multimídia. Tudo isso só foi possível após aprendermos a linguagem da web e de informática e as teclas de atalho dos programas de edição bem como o que usamos, o Final Cut Pro.
Aprendemos também, depois do vídeo editado, a postá-lo no youtube para depois adicioná-lo ao site da FOIRN. Foram nos apresentados todos os critérios que devemos considerar ao subir ou postar um vídeo ou texto na web.
Apesar de ser pouco tempo de aprendizagem, levamos na bagagem a responsabilidade de passar esse conhecimento aos demais colaboradores de cada ponto de cultura e esperamos lançar o site institucional nos próximos meses.
Texto Braulina Baniwa e Gilmara Andrade
Fotos Paula Sacchetta
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PARABENS A TODAS AS MULHERES
Com esta mensagem a Federação das Organizações Indígenas vem parabenizar todas mulheres do Alto e Baixo Rio Negro… e você mulher não Indígena.
A Mulher ideal …
É aquela que é maravilhosa acima de tudo.
Que pode com um sorriso provocar amor e felicidade.A Mulher ideal …
É aquela que é simples por natureza.
Que pode explanar com simples gestos toda a sua feminilidade e grandeza.A Mulher ideal …
É aquela que sabe como ninguém entender os sinais do amado antevendo
lhe os movimentos estando sempre ao seu lado.A Mulher ideal …
É aquela que não seja perfeita, pois somente Deus o é, mas que busque a
perfeição em todos os seus gestos.A Mulher ideal …
É aquela que mostra a sua beleza todos os dias, como no primeiro encontro.
Fazendo dos momentos com o seu amado um eterno reencontro.
A Mulher ideal …
É aquela que mesmo com o passar dos anos, tenha sempre o sorriso de
menina, pois o enrugar da pele é ínfimo perante a alma feminina.A Mulher ideal …
É aquela que se apresenta perante a sociedade como a mais formosa dama.
Mas quando na intimidade partilhe todos os segredos..Enfim, a Mulher ideal …
É aquela que mesmo não sendo Deusa, sabe como ninguém trazer um
pedacinho do céu.FELIZ DIA DA MULHER
Retirado do Site Declaração de Amor
São Gabriel da cachoeira ,08 de Março de 2012.
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VIAGEM DE ARTICULAÇAO DA CAIARNX-ALTO RIO NEGRO
No dia 14 a 16 de fevereiro de 2012 o, a equipe da FOIRN se deslocou para a comunidade de Balaio TI(TERRA INDIGENA) onde estiveram presentes a FOIRN junto com o senhor Luiz Brasão diretor da instituição o mesmo representa a calha do alto Rio Negro e Xié, a coordenadoria da Caiarnx foi representado pelo seu coordenador o senhor Filadelson Peinado, Rosane Gonçalves do Dep.de Mulheres da FOIRN ,representando a loja Wariro o senhor Cledson Moreira e Roberlina Vargas ,Etevaldo Peixoto – logístico FOIRN, Joselma Lana Secretaria da CONDISE e Odilene Maximo do SETCOM .
A reunião aconteceu na maloca da comunidade, estiveram presentes o senhor Flavio ICMBIO , Cheine Araujo FUNAI, Luis Lopes DSEI RN, Luiz Brasão FOIRN, CONDISE-,CAIARNX , AINBAL(associação da comunidade)e lideranças onde foram debatido pautas sobre a BR307(estrada ),sobre SAUDE indígena,e como anda os trabalhos dos órgão intituicionais que vereficam aquela área,pois não estão cumprindo com seus trabalhos.Em seguida o diretor da FOIRN e também presidente da CONDISE Luiz Brasão,onde falou de diversos assuntos e como daria apoio na área e informou também que vem reivindicando sobre a saúde dos indígenas através do conselhos distritais para que a saúde pudesse melhorar cada vez mais.

As lideranças da comunidade estiveram tirando sua duvidas com órgãos sobre assuntos que ao longo dos anos não tinham solução ,”pois a cada ano que passa fica pior” disse a liderança da comunidades o senhor Bartolomeu –tucano.
As autoridades presentes do ICMBIO e FUNAI,responderam as criticas e tomaram a decisão de estarão a disposição para ajudar.O departamento de mulheres juntamente com a loja Wariro estiveram conversando com a associação de mulheres da comunidade ,de como poderiam articular sobre uma possível eleição para a nova diretoria da associação de mulheres ,pois já havia anos que estava parada,e como a associação pudesse voltar a fazer seus artesanatos ou seja reestruturar a associação .
A coordenadoria da CAIRNX esteve presente e acompanhou as dificuldades da comunidade o senhor Filadelson Peinado e Evanildo estiveram repassando as informações sobre os trabalhos que a coordenadoria vem acompanhando , informou ainda para a comunidade sobre uma possível articulação na área novamente já que o tempo foi muito curto ,mas prometendo volta a realizar trabalhos junto a comunidade .
O objetivo foi reivindicar as melhorias sobre a BR307 e como estava a saúde indígena na área e qual era o apoio das instituições governamentais ,em que estavam contribuindo ou atrapalhando.
As lideranças das comunidades de Parintins ,Yamirim ,Balaio,e sitio Poranga estiveram tirando sua duvidas e informando qual eram sua dificuldades encontradas .
Ao final da conversa estiveram encaminhando que tudo ficaria em conversa em aberta para que o Diretor da FOIRN Luis Brazão que e referência da área ,acompanha-se sempre que na medida do possível juntamente a coordenadoria da Caiarnix, para que a comunidade fizesse escolha sobre um representante para participar das reuniões do Conselho Distritais de Saúde ficou em aberto o nome .
O Diretor da Foirn deu suas considerações finais ,e acrescentou que estaria pronto para ajudar e o mesmo fez a leitura do CONDISE ARN ,repassou um pouco sobre o histórico e criação do condise ,tendo em vista a eleição da nova presidência e o coordenador da Caiarnx Filadelson Peinado informou que já tinha um recurso para a coordenação do Balaio e apenas estaria esperando o planejamento da Associação,para uma possível eleição de acordo com o estatuto para não demorar uma pessoa apenas na presidência da associação .
O Coordenador do DSEI Luis Lopes deu sua consideração final informando que estavam sempre verificando a melhoria e fazendo o possível para as pessoas da área ,a coordenadora DMIR Rosane Gonçalvez agradeceu e disse que voltaria para uma nova conversa com as mulheres da associação ,o representante da Wariro disse que estaria sempre para ajudar a articular sobre uma aproximação com as artesãs sobre a compra dos artesanatos futuramente .
Outras fotos da viagem:
Momento da conversa com as mulheres da comunidade do Balaio junto ao Dep.de Mulheres eo representante da loja Wariró.O representante do DSEI- Rio Negro fala acomunidade.
O representante da FUNAI-local tambem conversa com a comunidade.
uma foto com o comunidade ….
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Mensagem de Fim de Ano…
Em nome dos 23 povos que a Federeção das Organização Indígenas do Rio Negro representa com esta mensagem vimos desejar a todos os amigos ,parceiros e funcionários um Abençoado Natal e um Prospero Ano Novo.
- Mensagem:
Mas um ano está indo embora, um ano onde o carinho
e a amizade estiveram sempre presentes e agora,
o que podemos desejar para o próximo ano?Que as verdadeiras amizades continuem eternas e tenham
sempre aquele espaço especial em nossos corações que
as lágrimas mesmo que poucas sejam compartilhadas,
que as alegrias estejam sempre presentes e sejam
comemoradas por todos.
Que a inocência de nossas crianças e a sabedoria
dos nosso velhos sejam pelo menos respeitadas,
que o carinho esteja presente em um simples Olá ,
ou em qualquer outra frase mesma que dita brevemente.Que os corações estejam sempre abertos para novas amizades,
novos amores e novas conquistas. Que Deus esteja sempre
com sua mão estendida apontando os seus caminhos.Que os sentimentos pequenos sejam banidos de vez de nossas vidas,
que aquele que necessite de ajuda encontre em nós sempre
o conforto e a palavra amiga.Que a verdade sempre esteja acima de tudo
que o perdão e a compreensão superem as mágoas e as desavenças,
que tudo o que sonhamos seja transformada em realidade.Que o amor pelo próximo seja a nossa meta absoluta
e que nossa longa jornada nós próximos 365 dias seja repleta de
otimismo e esperança, força de vontade e poder realizar.É os mais sincero desejo de todos os Diretores da FOIRN de um Feliz Natal!
E um Próspero Ano Novo com muito Carinho . -
Viagem para Região da COITUA
Entre os dias 20 á 29 de outubro de 2011, aconteceu a viagem de articulação da coordenadoria do Rio Tiquié a COITUA, esta viagem pode contar com a presença do senhor Maximiliano correia Menezes Diretor da FOIRN, também nos acompanhou a senhora Anair Sampaio do Dep. de mulheres da FOIRN, o senhor Renato pesquisado de São Paulo e Jiomara do setor de comunicação, em determinados dias contamos também com a presença do senhor Armindo Pana coordenador da COITUA e do senhor Flávio Meireles também da coordenadoria do rio Tiquié.Em cada visita as comunidades onde se encontra uma sede da associação da COITUA, foram feita reuniões de aproximadamente de duas horas o senhor Maximiliano fala de como se encontra FOIRN, fala ainda que estas viagem não poderia ser realizada sem o apoio da Embaixada da Noruega que esta financiando o fortalecimento das coordenadorias.
Basicamente as reunião se tratavam em explicação de como esta a situação da FOIRN nestes últimos anos desta diretoria ,a respeito da reforma do prédio que deste 1993 não recebia reparos e graças ou financiamento da Embaixada da Noruega esta acontecendo neste primeiro ano de parceria . Foi uma surpresa muito grande para as comunidade saber que o senhor Maximiliano estava nesta viagem para agradecer a confiança que foi depositada nele alongo desses quatro anos em que esteve representando a calha do rio Tiquié ,o senhor Max fala um pouco da sua experiência alguns trecho que conseguir capta :”que desses 19 anos que ele esta no movimento aprendeu muita coisa, o movimento é um grande aprendizado em que cada ano que se passa se descobre mais coisas é uma verdadeira escola de saberes “,saber que uma grande liderança esta deixando o movimento indígena é triste mais saber que ele pretende volta para a sua comunidade e usar todo o seu conhecimento lá nos deixa felizes .
Durante a nossa viagem visitamos as comunidade de Taracuá,Serra do Mucura ,Bela Vista ,São Luiz ,Pari Cachoeira ,Vila Nova….onde passávamos fomos bem recebidos pelos moradores dessas localidade ,o Rio Tiquié tem suas belezas , suas riquezas e sua cultural a pesar da distância compensa seguir uma viagem e apreciar lindas paisagem que o rio Tiquié nos proporciona. Esses dez dias de viagem pelo rio Tiquié mostrou que povo de lá é batalhador , acolhedor ,apesar das distância existe um povo que gosta de ser lembrado de ser visitado e acima de tudo ser respeitado ….Sentirei saudades desses povo acolhedor.
Segue algumas fotos da viagem.
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II Oficina de Boas Praticas em mídias e redes sócias da internet
Nos dias 13 á 18 de outubro aconteceu a II Oficina de Boas Praticas em mídias e redes sócias uma grande parceria entre a Federação das Organização indígenas do rio negro(FOIRN) e do instituto socioambiental (ISA) com o apoio de João Ramires e Anna velenzuela empreendedores de São Paulo, essa oficina teve a participação dos funcionários da FOIRN e convidados, presente conosco de Cucuci as seguintes pessoas Sales M. de Oliveira, Alexsandro M. D’Elia e Luiz Gaspar, presente também Marivelton Rodrigues Barroso e Eliezer de Santa Isabel do Rio Negro, Flavio Fonseca Mireles e Aguinaldo Marques Peixoto de TARACUA , também podemos contar com participaçãodos representante da Escola Tuyca e também com o representante da Escola Pamali .
No primeiro dia de oficina revisamos e avaliamos a primeira oficina que aconteceu no mês de abril.Durante esse s três dias de oficina podemos aprender de que forma usa a internet em particular e no trabalho,essa oficina nos deu uma visão de maneira que não nos tornemos refém dessa ferramenta tão importante para-nos ,a oficina nos mostrou os dois lados da net ,então podemos dizer que vivemos dentro de um mundo virtual que nos traz coisas boas e ruins ,tras noticia e atualização do mundo em tempo real é um lugar onde podemos nos expressar …
Seguimos a oficina com trabalhos em grupos ,onde cada participante fez uma exposição dos trabalhos mais voltado para o empreendedorismo na sua região e de que forma podemos usa a net a nosso favor . Concluimos as nossas atividades com muito exito .
segue alguns moemntos da Oficina.

Muita concentração e entusiasmo dessa turma.Jiomara Trindade Veloso (SETECOM)
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NOTA PÚBLICA SOBRE PROJETOS DE EXTRATIVISMO MINERAL EM TERRAS INDÍGENAS DO AMAZONAS
NOTA PÚBLICA SOBRE PROJETOS DE EXTRATIVISMO MINERAL EM TERRAS INDÍGENAS DO AMAZONAS
A Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), considerando o resurgimento e avanço de interesses diversos – de governos, empresas nacionais e internacionais e até de indígenas que agem a título pessoal – em torno da extração de recursos minerais que as terras indígenas abrigam na Amazônia, vem de público manifestar.
Primeiro – A COIAB declara-se indignada pela forma autoritária e truculenta como a questão é tratada e encaminhada, ignorando radicalmente os direitos fundamentais e coletivos dos povos indígenas, reconhecidos pela Constituição Federal e reafirmados por tratados internacionais, como a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho e a Declaração da ONU sobre esses direitos.
Segundo – A COIAB repudia nesse sentido o acordo assinado pela Secretaria Estadual dos Povos Indígenas (SEIND), do Estado do Amazonas, na segunda-feira 29 de agosto, com a empresa mineradora canadense Cosigo Resources Ltda, que tem o propósito de realizar um inventário das potencialidades de mineração de terras indígenas no Estado.
O “Projeto de Extrativismo Mineral no Estado do Amazonas”, intermediado pela Secretaria de Estado de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos (SEMGRH) pretende abranger as terras indígenas das regiões dos rios Içana e Tiquié, no Alto Rio Negro, e Apaporis, no rio Japurá.
Terceiro – O Acordo, ao contrário do declarado pela assessoria de imprensa da SEIND, para o Jornal A Crítica, não obedece à legislação brasileira, convenções e tratados internacionais. O Ato ignorou totalmente o fato de a questão da mineração em terras indígenas ainda não ter sido regulamentada pelo Congresso Nacional, dependendo do cumprimento de acordo consensuado entre o Governo Federal e o Movimento Indígena brasileiro no âmbito da Comissão Nacional de Política Indigenista (CNPI), segundo o qual todos os aspectos que afetam a vida dos povos indígenas, incluindo o da mineração, deverão ser tratados no Novo Estatuto Povos Indígenas, a lei infra-constitucional que deve regulamentar o capítulo da Constituição Federal relacionada aos direitos indígenas.
Quarto – A mineração não é uma questão de consenso entre povos e comunidades indígenas, e por momentos aparece mais como uma questão de interesse pessoal de indivíduos residentes há algum tempo em cidades. É por tanto muito delicado e preocupante a decisão de órgãos de Governo, mesmo presididos por indígenas, de sair por ai negociando e falando em nome desses povos, muitos dos quais já vivenciaram ou sofrem até hoje as conseqüências desastrosas desta atividade, seja ela empresarial ou garimpeira.
Nesse sentido, a COIAB reafirma o seu apoio à carta de repúdio divulgada pela Federação das Organizações Indígenas do Alto Rio Negro (FOIRN) contra o acordo assinado pela SEIND. A FOIRN denuncia o fato de não ter havido diálogo com as lideranças locais e com a organização indígena, conforme é falsamente divulgado.
Quinto – O compromisso das partes em constituir, junto às comunidades indígenas, organizações e lideranças a “Anuência Prévia e Consentimento Esclarecido” implica na usurpação de uma competência da União, pois a questão indígena é de responsabilidade federal. Por outro lado, o Projeto de Lei relacionado aos assuntos de “interesse relevante da União” ainda não tramitou no Congresso Nacional e o direito dos povos indígenas à consulta livre, previa e informada, estabelecido pela Convenção 169 da OIT (Artigos 6 e 7), ainda não foi regulamentada pelo governo brasileiro.
Sexto – A afirmação do representante da empresa canadense, Andy Rendle, de que a atividade mineradora não causará impacto ao meio ambiente e de que os projetos irão beneficiar as comunidades é notadamente um discurso de persuasão, pois em lugar nenhum do mundo, grandes empreendimentos deixaram de provocar impactos sócio-ambientais irreversíveis. E quanto aos benefícios, sabe-se bem quais são os mais comuns: divisão nas comunidades, conflitos internos, problemas sociais (prostituição, alcoolismo, drogas etc), descaracterização cultural, entre outros. E quanto aos lucros, evidentemente milionários, nem precisa falar, sobram para os donos do capital envolvidos e outros beneficiários que não as comunidades indígenas.
Sétimo – Sem ir muito longe, considerando o exemplo da Hidrelétrica de Belo Monte, a promessa de projetos de apoio, inclusive antecedendo o início dos empreendimentos, visa certamente cooptar e dividir lideranças e comunidades, e condicionar a dita “Anuência Prévia e Consentimento Esclarecido”, isto é, para que as comunidades aprovem depois sem muita resistência à implantação da pesquisa e a exploração mineral nas suas terras, incorporando-se inclusive ao batalhão de mão de obra, explorada, requerida pelas empresas.
Diante de todos esses fatos, a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira – COIAB se manifesta SOLIDÁRIA com a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN e aos Povos Indígenas afetados, para que iniciativas como estas não voltem a se repetir, em respeito à autonomia, os direitos constitucionais e originários dos nossos povos.
Manaus, 15 de setembro de 2011.
Coordenação Executiva
MARCOS APURINÃ – Coordenador Geral da COIAB
SÔNIA GUAJAJARA – Vice Coordenadora da COIAB
Enviada por Henyo Barreto – IEB
Visite o site http://www.coiab.com.br/
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I Simpósio Internacional
I Simpósio Internacional: Diálogos Interculturais na Fronteira Panamazônica
A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN, coordenadora do I Simpósio Internacional – Diálogos interculturais na Fronteira Panamazônica, recepcionou no dia 12 de setembro de 2011, lideranças tradicionais, gestores escolas, pais e alunos indígenas de diversas comunidades localizadas nas calhas dos rios da região do Rio Negro. Além dos indígenas participaram representantes da UFAM, IFAM, do Exercito Brasileiro, SEDUC, Faculdade Dom Bosco, Prefeitura de São Gabriel da Cachoeira-AM, Consulado da Colômbia e Diocese de São Gabriel, bem como outras Instituições.
O Presidente do Conselho Diretor da FOIRN – Renato Matos deu boas vindas aos presentes e em sua fala destacou o processo de construção da Universidade Indígena, afirmando que é necessário pensar no presente para a construção do futuro de São Gabriel, os benefícios gerados pela Universidade tem que ser bom não só para os indígenas mas para todos.
Por sua vez, o diretor da FOIRN Maximiliano Menezes destacou a importância de receber representantes das universidades indígenas da Colombia e Venezuela para debater a educação escolar indígena no Rio negro, lembrou que passados 500 anos da colonização e 300 no Rio Negro, o sistema de colonização ainda se faz presente nos dia de hoje, enfatizou que não quer uma educação copiada, mas sim feito pelos indígenas.
O Presidente da FOIRN, Abraão França, enfatizou o papel da escola diferenciada, desde o Ensino Fundamental, passando pelo Ensino Médio e chega até o Ensino Superior, e a articulação que ela deve ter com os cursos de licenciatura que estão sendo desenvolvidas pela UFAM, UEA, IFAM.
O secretário da SEMEC-SGC, Adelino Arantes, em sua exposição observou que a educação escolar indígena deve ser discutida pelos indígenas. Solicitou que os professores aproveitem o máximo a discussão para fiquem até o final para aproveitarem bem o encontro. O representante do IFAM, senhor Elias Brasiliano falou sobre o processo de empoderamento dos povos indígenas , afirmou que os mesmos devem ser protagonistas de suas histórias.
Representando a SEDUC Francisca Brasão falou sobre o compromisso da Secretaria , através da Gerência de Educação Escolar Indígena com a qualidade de ensino no município de São Gabriel da Cachoeira. Padre Justino, representando os salesianos expôs que, a instituição fez reflexão sobre a sua historia na região, e destacou a contribuição que os Salesianos tem dado aos povos indígenas do Rio Negro. Lembrou que é sempre bom ter dúvidas , pois as mesmas fazem surgir a sabedoria.
A vereadora Osmarina Pena, representando a Câmara Municipal fala da importância do esforço de todos para colocar em prática os encaminhamentos do Simpósio. O General Jaborandi, representando o Exército falou da importância das comunidades indígenas decidirem seu futuro, terem metas e objetivos bem definidos. Observou o estado calamitoso que Davi Denis agradeceu a oportunidade de participar do Simpósio, frisou que é necessário ter coragem para fazer as mudanças necessárias e que o evento é de suma importância para o fortalecimento da educação. O representando da Diocese de São Gabriel da Cachoeira, Padre Ives, lembra o Simpósio fosse há 50 anos atrás o público seria outro,os não índios estarei falando e os indígenas seriam os ouvintes. Esse Simpósio está demonstrando que a realidade hoje é outra. Pois os indígenas estão ocupando seu espaço.
O cônsul da Colômbia, Matias Vasques Gonzales reafirmou a importância do Simpósio e que compartilha e solidariza-se com luta da e o bem estar da população indígena, e observa a necessidade de fortalecer a educação escolar básica para que se tenha uma boa educação superior.
O coordenador do Simpósio Israel Fontes Dutra enfatizou que todos estão construindo o sonho da Universidade Indígena , diz que no futuro os nossos filhos do presente agradecerão por esse momento. Observou que as idéias nascem na maloca, e pede uma salva de palmas para os pajés, pois os mesmos garantiram a sobrevivência da cultura dos povos do rio Negro.
Representando a UFAM, o senhor Raimundo Nonato enfatiza a importância dos saberes indígenas e destacou a necessidade de se construir o diálogo baseando-se no respeito a as diferenças. Representando a Universidade Indígena da Colômbia, Graciela Bolanos, frisou que está muito contente em estar participando do Simpósio, lembra que o reconhecimento dos direitos dos povos indígenas é uma luta árdua. Lembrou que a Colômbia passa por um momento de reconstrução na sua relação com os indígenas e a Universidade Indígena e um reflexo dessa construção.
Experiências de Universidades Indígenas na Colômbia e Venezuela
A construção e implantação de Universidades Indígenas na Colômbia foi objeto de exposição e debate no I Simpósio Internacional – Diálogos interculturais na Fronteira Panamazônica. Senhora Graziella Bolonas representante da Universidade Autônoma Indígena Intercultural Nacional da Colômbia (UAIIN) Em sua exposição, observou que na Colombia ainda não existe uma política clara que reconheça a educação Universitária Indígena.
Observou que as iniciativas voltadas para reconstrução da educação e a implementação da Universidade Indígena, tem corrido a partir do processo político desenvolvido pelo movimento indígena que desencadeou na forma do CRIC – Conselho Regional Indígena da Colômbia em 1971, que defende e considera como um dos principais pontos de luta a revitalização da cultura. Quanto a construção da universidade, a Universidade Autônoma Indígena em 1998 e resultado de um processo educativo próprio (cabildos indígenas e assembléias comunitárias) e do controle do processo comunitário dos indígenas sobre a educação indígena de forma diferenciada e num grande esforço de diálogo intercultural.
A experiência da Universidade Indígena da Venezuela, foi apresentado pelo senhores José Korta e Wesiyuma, da etnia Ye`.Kwana, Wasiyuma apresentou a experiência da Universidade Indígena da Venezuela como um espaço livre que foi aproveitado pelas comunidades interessadas numa educação baseada indígena na autonomia. Fortalecimento das culturas indígenas. 2. Protagonismo indígena – escritores de seu próprio conhecimento, 3. Toma de consciência da situação atual , 4.superação cultural, 5.assumir o comunitário,6. Assumir as ferramentas ocidental necessárias para fortalecer a cultural indígena, 7. Reafirmação cultural dos povos indígenas, 8. Produção agroecológica. Em suma, a UIV criou a partir das iniciativas das comunidades indígenas Del Cano Tauca no Município de Sucre, um espaço para o pensamento e a reflexão da resistência e afirmação dos povos indígenas da Venezuela com referencias para toda America Latina.Experiências de ensino superior indígena no Amazonas
O Representante da IFAM, Prof. Elias Brasilino destacou a importância de estabelecer e fortalecer o diálogo intercultural. O Movimento Indígena, nesse aspecto, deve ser protagonista, para objetivar o empoderamento com o intuito de tornar as ações indígenas, no tocante a educação, elemento transformador da realidade em que ele vive. O Prof. Raimundo Nonato, a partir da experiência da da licenciatura em Ciência Naturais da UFAM ofertado para o povo Satere-Mawe e outros oferecidos na região do rio Negro, e as licenciaturas intercultural indígena que estão sendo desenvolvidos em São Gabriel da Cachoeira e em Autazes para os Mura.A partir dessas experiências o Professor fez a distinção entre educação superior indigenista e educação superior indígena. Explicando que primeiro, o projeto político pedagógico é fechado e não há espaço para que os indígenas possam interferir no processo de formação. Enquanto, a educação indígena, o pensamento indígena e sua visão de mundo foram contemplados nas duas licenciaturas que hoje são desenvolvidas, visto que, os indígenas participaram ativamente do processo de formatação do projeto político pedagógico.
Padre Justino fecha o primeiro dia do encontro reforçando que a Universidade Indígena deve formar profissionais nas diversas áreas do saber que atendam as necessidades locais e que as famílias devem apoiar seus jovens.
É feito o lançamento de um livro.
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I SIMPOSIO INTERNACIONAL DIALOGO INTERCULTURAIS NA FRONTEIRA PANAMAZÖNICA
Universidade Indígena- Uma realidade que se desenha no Rio Negro
A Federação das Organizações Indígenas do Alto Rio Negro (FOIRN) com o apoio da UNESCO, Prefeitura e Diocese de São Gabriel da Cachoeira e com a colaboração da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) , realiza no período de 12 a 15 de setembro deste mês o Primeiro Simpósio Internacional: Diálogos Interculturais na Fronteira Pan Amazônica.
O Simpósio contará com a participação de representantes da Universidade Autônoma Indígena Intercultural Nacional da Colômbia (UAIIN), Universidade Indígena da Venezuela (UIV) bem como lideranças tradicionais (sabedores, professores e alunos) e Instituições Indígenas da Calha do Rio Negro.
O objetivo geral do Simpósio é discutir princípios e parâmetros para a construção de uma Universidade Indígena na região do Rio Negro, mas especificamente conhecer e debater as experiências de Universidades Indigenas na Venezuela, Equador e Colômbia, além disso, refletir o Ensino Superior ofertado nas Instituições de Ensino Superior no Amazonas.
Fazendo parte da estratégia política da FOIRN, de coordenar ouvindo e discutindo com vários parceiros como a UFAM, ISA e IFAM com o objetivo de direcionar para o fortalecimento dos saberes dos 23 povos que habitam a região, o Simpósio se constitui um desdobramento do Primeiro Workshop Internacional dos Povos Indígenas do Rio Negro que teve como temática “Construindo uma Universidade Indígena no Alto Rio Negro”, ocorrido no período de 04 a 07 de dezembro de 2010, esse encontro apontou a necessidade de aprofundar os objetivos políticos da Universidade Indígena que hora se desenha.



























