Marivelton Baré – FOIRN, Nara Baré e Daniela Lerda da NIA TERO ladeados por lideranças e representantes de instituições parceiras. Foto: Reprodução.Marivelton Baré – FOIRN e equipe de Roraima. Foto: Reprodução.
A participação de Marivelton Baré no 20º Acampamento Terra Livre em Brasília é uma prova do seu compromisso contínuo com a defesa dos direitos e interesses das comunidades indígenas, não apenas da região do Rio Negro, mas de todo o país.
Marivelton Baré e a Rosa dos Anjos da FAS. Foto: Reprodução.Marivelton Baré – Foirn, Elcio Toya – Coiab e Edinho – Cir. Foto: Reprodução.
Durante seus mandatos como diretor presidente da FOIRN, Marivelton demonstrou uma dedicação incansável em buscar recursos financeiros e fortalecer a estrutura da organização, permitindo que ela se tornasse uma das mais respeitadas e influentes entre os povos indígenas da região do Rio Negro no estado do Amazonas.
Marivelton Baré – Diretor presidente da FOIRN e Professor Henyo trindade. Foto: Reprodução. Marivelton Baré – FOIRN e Maria Paula – Representante da organização de comunicação socioambiental uma Gota no Oceano. Foto: Reprodução.Kristian – Embaixada da Noruega e Marivelton Baré – Diretor presidente da FOIRN. Foto: Reprodução.
Seus diálogos com representantes de instituições e organizações parceiras do movimento indígena do Rio Negro destacam a importância da colaboração e do trabalho em rede na busca por soluções para os desafios enfrentados pelas comunidades indígenas.
Foto: Reprodução.
A FOIRN, sob a liderança de Marivelton, certamente está desempenhando um papel crucial na defesa dos direitos indígenas, na promoção do desenvolvimento sustentável e na preservação das culturas e territórios indígenas.
Delegação do Rio Negro – FOIRN. Foto: Rede Wayuri.Marivelton Baré em Diálogo com as representantes do Fundo Amazônia Foto: Reprodução.
Embora esta seja sua última participação como representante legítimo da federação em seu terceiro mandato na direção, é evidente que o legado de Marivelton Baré continuará a inspirar e orientar as futuras gerações de líderes indígenas na região do Rio Negro e além. Sua dedicação e compromisso com as associações filiadas a foirn e sua causa são dignos de admiração e reconhecimento.
Hoje (25/04), a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), por meio do diretor Dário Casimiro Baniwa, entregou mais um benefício como resultado do plano de Gestão territorial e ambiental (PGTA) para a Associação Indígena do Rio Cubate (AIRC).
Foi realizada a instalação de um kit de energia solar completo (placa solar, bateria, controlador e inversor) e um kit completo de internet via satélite starlink do projeto “Conexão Povos da Floresta” em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA) na comunidade de Nazaré, localizada no rio Cubate.
Essa iniciativa representa um passo significativo rumo à promoção da sustentabilidade e conectividade nessas áreas remotas. Com o acesso à energia solar e à internet via satélite, a comunidade de Nazaré terá oportunidades de desenvolvimento e melhoria na qualidade de vida, possibilitando novas formas de comunicação, acesso à informação e até mesmo oportunidades educacionais e de negócios que antes eram limitadas devido à falta de infraestrutura.
O trabalho conjunto do projeto “Conexão Povos da Floresta” reflete um compromisso contínuo com o desenvolvimento sustentável e inclusivo, levando inovação e tecnologia para regiões onde esses recursos são essenciais para o progresso socioeconômico.
É maravilhoso informar que a FOIRN continua levando benefícios às comunidades indígenas como resultado do Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA). Esses planos são fundamentais para promover a gestão sustentável dos territórios indígenas, levando em consideração tanto a conservação ambiental quanto o bem-estar das comunidades locais.
A entrega desse benefício à Associação Indígena do Rio Cubate (AIRC) demonstra o compromisso da FOIRN em apoiar e fortalecer as organizações indígenas locais, garantindo que elas possam implementar projetos e programas que atendam às necessidades de suas comunidades de maneira sustentável e autônoma.
Que essas ações tragam benefícios tangíveis para a comunidade do Rio Cubate e inspire outras instituições a se juntar em prol do desenvolvimento sustentável e do empoderamento das comunidades indígenas da região do Rio Negro.
O projeto “Conexão Povos da Floresta” é uma iniciativa incrível e muito necessária para apoiar as comunidades indígenas da Amazônia. A colaboração entre uma rede de parceiros integrados é essencial para fortalecer as organizações indígenas, melhorar a comunicação na região e promover o desenvolvimento em áreas-chave como educação, saúde e governança territorial.
A Amazônia enfrenta diversos desafios, desde a pressão externa sobre seus recursos naturais até as dificuldades internas enfrentadas pelas comunidades locais. Projetos como esse podem desempenhar um papel crucial na defesa dos direitos indígenas, na promoção do bem-estar das comunidades e na proteção do meio ambiente.
Ao facilitar a troca de conhecimentos, recursos e apoio entre diferentes parceiros, o projeto “Conexão Povos da Floresta” tem o potencial de gerar impactos significativos e duradouros nas vidas das pessoas que vivem na Amazônia e principalmente no Rio Negro.
Que esse projeto continue a crescer e a fortalecer as comunidades indígenas, contribuindo para um futuro mais justo e sustentável para todos na região.
O caminho para a efetivar a educação escolar indígena envolve uma série de desafios e perspectivas.
Nesta quarta-feira (24/04) a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) e outras organizações indígenas do estado do Amazonas se reuniram durante o Acampamento Terra Livre com Zara Figueiredo da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (SECADI).
Pedro André Baniwa e José Maria Tukano reivindicando pelas necessidades educacionais específicas da região do Rio Negro. Foto: Juliana – Rede Wayuri. Foto: Juliana – Rede Wayuri.
É muito importante essas iniciativas de diálogo e colaboração entre organizações indígenas e representantes do governo. O Acampamento Terra Livre é um importante evento que proporciona um espaço para discussão de questões relacionadas aos direitos e à autonomia dos povos indígenas.
A presença da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão indica um interesse em abordar temas educacionais fundamentais para essas comunidades. Esperamos que essas reuniões resultem em ações concretas para melhorar o acesso à educação e promover a inclusão e diversidade nas políticas educacionais do estado do Amazonas.
É fundamental que as cobranças e demandas apresentadas relacionadas à qualidade da educação nos territórios indígenas sejam levadas em consideração e tratadas com seriedade. A construção de escolas, a melhoria da infraestrutura educacional, a formação de professores e a garantia de recursos para programas como bolsas permanência são aspectos essenciais para promover uma educação de qualidade e acessível para os povos indígenas.
Além disso, as parcerias entre as Universidades Federais e os povos indígenas podem ser extremamente benéficas, contribuindo para o intercâmbio de conhecimentos e fortalecendo a inclusão dessas comunidades no ambiente acadêmico.
A proposta de criação de uma Universidade Indígena também é muito significativa, pois reconhece a importância de abordagens educacionais que respeitem e valorizem a cultura e os conhecimentos tradicionais dos povos indígenas.
Foto: Juliana – Rede Wayuri.
Que essas discussões realizadas durante o Acampamento Terra Livre e outras iniciativas semelhantes resultem em ações concretas por parte do governo e das instituições responsáveis, visando atender às necessidades educacionais e promover o empoderamento das comunidades indígenas através da educação.
É louvável ver a FOIRN através de lideranças como Pedro André Baniwa e José Maria Tukano reivindicando pelas necessidades educacionais específicas da região do Rio Negro. A carta de reivindicações tem como destaque a reivindicação de recursos financeiros para o curso de formação – Magistério Indígena para a formação de professores dos povos Hupdah, Dãw, Yanomami em São Gabriel da Cachoeira e Santa Isabel do Rio Negro.
A formação de professores indígenas é crucial para garantir que a educação ministrada nas comunidades respeite e valorize as culturas, línguas e tradições locais. Investir nesse tipo de formação é investir no futuro dessas comunidades e na preservação de suas identidades.
Foi também apresentada e entregue a solicitação de recursos para a continuidade da Licenciatura Intercultural ministrada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) é fundamental para garantir que essa importante iniciativa educacional possa ser mantida e expandida.
A interrupção das turmas em São Gabriel da Cachoeira representa uma perda significativa para os estudantes indígenas que buscam formação de qualidade alinhada com suas culturas e realidades locais. É essencial que os recursos necessários sejam disponibilizados para que esses cursos possam ser retomados e ampliados.
Além disso, a retomada do projeto de construção das 50 escolas indígenas pactuadas nos termos de compromisso 01/2017, 5° Ofício PR/AM, é uma demanda urgente. A construção dessas escolas é fundamental para melhorar a infraestrutura educacional nas comunidades indígenas, proporcionando espaços adequados para o ensino e aprendizagem.
É encorajador ver o compromisso da SECADI em realizar um encontro com representantes governamentais e instituições envolvidas para avaliar e formular acordos que garantam a efetivação das ações propostas durante as reuniões. Essa iniciativa é fundamental para transformar as demandas discutidas em medidas concretas que beneficiem as comunidades indígenas.
A ênfase dada pelas lideranças à fiscalização e transparência sobre os recursos destinados à educação escolar indígena é crucial para assegurar que esses recursos sejam utilizados de maneira eficaz e em conformidade com as necessidades das comunidades. A transparência é essencial para construir confiança e garantir que os benefícios cheguem realmente às pessoas que deles necessitam.
Esperamos que esses esforços conjuntos resultem em avanços significativos na promoção da educação indígena na região do Rio Negro, contribuindo para o fortalecimento das comunidades e o respeito à diversidade cultural e linguística desses povos.
Representantes da: FOIRN, APIAM, MEIAM, FOREEIA, OPIJU, OGPTB, Conselho Kokama, OPIAM, MAKIRA’ETA, GEEI, UNEAB, UPINS e FOCEIMP, CONSELHO INDÍGENA DO AMAZONAS.
Imagens e informações do texto: Rede Wayuri
Manifesto do FNEEI para nomeação da diretora de politicas para Educação Escolar indígena
Nesta terça-feira (23/04), a FOIRN, por meio do DMIRN, se encontrou com representantes do MPI.
Destacamos que a Coordenadora Geral do Departamento de Mulheres, Cleocimara Reis Gomes Piratapuya junto a Articuladora de base Madalena Fontes Olímpio Baniwa e a assessora de gênero do Programa Rio Negro do Instituto Socioambiental (ISA), Dulce Morais, entregaram o Relatório Técnico referente à temática Violência contra a mulher na região do rio Negro.
O alto índice de violência contra as mulheres apresentado no relatório reforça a necessidade de mais ações de enfrentamento, além da mobilização que já vem sendo feita pelo Departamento de Mulheres nos últimos anos. Um dos destaques da reivindicação entregue ao MPI foi a construção de uma casa de apoio para atender mulheres vítimas de violência nos territórios do rio Negro.
Além de trazer dados atuais, o relatório também contém dados e registros de diversas violências ocorridas ao longo de anos na região. A sistematização desses dados é fruto de um trabalho colaborativo do Departamento de Mulheres da FOIRN com o ISA e universidades parceiras, como a Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) e o Observatório da Violência de Gênero no Amazonas da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).
Além de demandarem também a necessidade de uma delegacia especializada em crimes de feminicídio, o Departamento também relatou as diversas problemáticas dos territórios, como narcotráfico, alto índice de suicídio relacionado ao alcoolismo, entre outros.
Na oportunidade, também destacaram as atividades já desenvolvidas pelo Departamento de Mulheres no combate à violência nos territórios e entregaram as cartilhas sobre os cuidados com o uso de bebidas alcoólicas e a cartilha de combate à violência contra mulheres e crianças.
Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro (DMIRN/FOIRN):
Cleocimara Reis Gomes – Coordenadora Geral;
Madalena Fontes Olímpio – Articuladora de base e;
Dulce Morais – assessora de gênero do (ISA).
Representantes do Ministério dos Povos Indígenas (MPI):
Com mais de 30 lideranças e representantes indígenas do Rio Negro, a Foirn se une a outros povos indígenas de todo o país em Brasília no período de 22 a 26 de abril de 2024.
A delegação da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) está composta por mais de 30 lideranças das cinco sub-regiões do Rio Negro com o objetivo de fortalecer a voz coletiva, o diálogo e a colaboração são fundamentais para avançar em direção a um futuro mais justos e inclusivo para todos, especialmente para as comunidades indígenas do Rio Negro.
É um momento muito importante para a FOIRN na declaração poderosa de solidariedade e compromisso com a causa indígena, reconhecendo a importância de proteger seus direitos, territórios e culturas para o bem viver coletivo.
Durante a 20ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL), a FOIRN em união a outros povos de todo o Brasil, buscam pressionar por demarcações de terras indígenas mais rápidas e a retirada de propostas que ameaçam seus direitos constitucionais.
A carta divulgada pela APIB e outras organizações é um importante documento que destaca as preocupações urgentes relacionadas aos direitos dos povos indígenas no Brasil. É essencial que o Executivo, Legislativo e Judiciário estejam cientes dessas reivindicações e ajam de acordo para garantir o cumprimento dos direitos constitucionais dos povos indígenas, especialmente o direito à ocupação tradicional de suas terras.
A crítica à proposta de compra de terras para assentamento de povos indígenas ressalta a importância de respeitar e proteger as terras tradicionais dessas comunidades, conforme estabelecido na Constituição Federal de 1988. Essa abordagem contrária à compra de terras enfatiza a necessidade de reconhecimento e demarcação das terras indígenas como forma de garantir a autonomia e a preservação das culturas e modos de vida desses povos.
É fundamental que o governo e os órgãos responsáveis atendam às demandas expressas na carta, garantindo o respeito aos direitos dos povos indígenas e promovendo políticas que fortaleçam suas comunidades e protejam suas terras e culturas.
O recuo de Lula na homologação de Terras Indígenas (TIs) na véspera do Dia dos Povos Indígenas certamente causou frustração no movimento, especialmente após expectativas criadas. É compreensível que essa decisão gere desconforto, principalmente considerando a importância da homologação das TIs para a proteção dos direitos territoriais e culturais dos povos indígenas.
No entanto, é encorajador ver que o movimento continua acreditando no governo e mantém a esperança de que haja um posicionamento contrário à tese do Marco Temporal. Esta tese, que condiciona o reconhecimento das terras indígenas à sua ocupação em determinada data, é profundamente prejudicial aos direitos dos povos indígenas e à proteção de suas terras tradicionais.
A persistência e a determinação do movimento indígena em buscar o diálogo e pressionar por políticas que respeitem e protejam seus direitos são essenciais para avançar na luta por justiça e igualdade. Espera-se que o governo reconsidere suas ações e adote medidas efetivas para garantir os direitos dos povos indígenas, incluindo a homologação das TIs e a rejeição do Marco Temporal.
Esta data marca um momento histórico para os Povos Indígenas do Rio Negro, além de ser uma data de reflexão e luta, as lideranças indígenas da região do baixo Uaupés, Tiquié e Afluentes elegem novos representantes para compor a diretoria da Foirn e os novos membros da Coordenadoria Regional Diawi’í.
Assembleia. Foto: Decom/FOIRN.Dr Adriano apresentando a cédula de votação dos candidatos a diretor de referencia. Foto: Decom/FOIRN.
A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) realizou mais uma Assembleia Regional Ordinária Eletiva com sucesso, dessa vez foi no distrito de Pari Cachoeira, desde o dia 17 de abril as lideranças indígenas se reuniram para avaliar e planejar as ações dos próximos representantes institucionais eleitos nesta assembleia.
Lideranças votando seguindo a ordem da comissão eleitoral. Foto: Decom/Foirn.Delegados que vão representar a coordenadoria na Assembleia Geral da FOIRN que será realizado em Junho de 2024 no município de São Gabriel da Cachoeira.
O jovem Hélio Lopes Tukano com apenas 30 anos, atual articulador de Adolescentes e jovens da região da coordenadoria, foi eleito com 91 dos 158 votos válidos. Quatro candidatos disputam a vaga de diretor da Federação, ele é o mais jovem diretor da Foirn e de referência eleito na história da coordenadoria regional Diawi´í.
“Agradeço a todos e todas sem distinguir a quem votou e não votou, estou muito feliz pela confiança e que junto como uma equipe que hoje foram eleitos membros da coordenadoria, vamos conduzir junto os trabalhos de nossa região, vamos continuar apoiando os projetos de base comunitária que já está em andamento no baixo rio Uaupés e as novas inciativas, agradeço imensamente aos participantes virtuais que acompanharam através da live no Youtube da foirn pelas mensagens recebidas, também agradecer a equipe de apoio da Foirn e principalmente o Nildo Fontes diretor vice – presidente e de referência da Diawi’í. ” Hélio Lopes Tukano.
Hélio Lopes – Eleito diretor de referencia Foto: Decom/FOIRNFrancelino Brandão – Eleito Coordenador Regional. Foto: Decom/FOIRN
Ficando assim composto os novos representantes indígenas:
Diretor de Referência: Hélio Lopes
Coordenador Regional: Francelino Brandão
Articulador do Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro (DAJIRN): Gabriel Lana Gonçalves
Articuladora do Departamento das Mulheres Indígenas do Rio Negro (DMIRN): Luane Mendes de Lima
Articulador do Departamento de Educação Escolar Indígena (DEEI): Antônio Marques Tenorio.
Candidata a concorrer a coordenação Geral do DARJIN : Yepario Rayane Tenório Pimentel
Gabriel Lana Gonçalves – Articulador do DAJIRN. Foto: Decom/FOIRNLuane Mendes de Lima – Articuladora do DMIRN. Foto: Decom/FOIRNAntônio Tenório – Articulador do DEEI. Foto: Decom/FOIRNYepario Rayane Tenório Pimentel – Candidata a concorrer a coordenação Geral do DAJIRN. Foto: Decom/FOIRN
Não foi e nunca será fácil a luta das lideranças indígenas pelos direitos sociais nas políticas públicas. Por isso é importante a união para o fortalecimento dos povos pela preservação da diversidade cultural e econômica.
Para a FOIRN que é um órgão Não – governamental, que representa os 24 povos indígenas, o dia 19 de abril é mais uma data para reflexão e luta do que necessariamente de celebração, uma vez que há muito a se avançar nos direitos dos povos originários do Rio Negro. Lembrando que o órgão governamental parceiro e responsável pela proteção dos indígenas brasileiros é a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI).
É também uma oportunidade de se pensar nos avanços que devem acontecer para que os direitos aos povos indígenas sejam integralmente garantidos.
Essa data comemorativa foi criada, em 1943, durante a ditadura do Estado Novo. Seu surgimento se deu, em boa medida, pela pressão de Marechal Rondon, importante indigenista brasileiro. Ainda, a data foi criada por influência do Congresso Indigenista Interamericano que havia sido realizado no México em abril de 1940.
O Dia dos Povos Indígenas é uma data celebrada no Brasil e tem como propósito celebrar a diversidade das histórias e das culturas dos povos indígenas brasileiros, combater preconceitos contra os indígenas, e estabelecer políticas públicas que garantam os direitos dos povos originários.
Durante os dias 15 e 16 de abril, as lideranças se concentraram na criação do estatuto social da coordenadoria regional.
O distrito de Pari Cachoeira, sediou a IV Assembleia Extraordinária da coordenadoria regional DIAWI’Í, onde foram discutidos o estatuto social e também as lideranças focaram principalmente nas sedes e nas micro regiões. Após intensos trabalhos em grupos, chegou-se à decisão de que a sede da coordenadoria ficará em Taracuá, com a sub-sede em Parí Cachoeira.
As micro regiões abrangerão o Alto Tiquié, Médio Tiquié, Baixo Tiquié e Baixo Uaupés e, de forma significativa, a Terra Indígena Apapóris, que faz parte do território do DIAWI. Mesmo com pouca articulação política na região, foi afirmado o compromisso de integração dessa micro região.
A partir do dia 17 de abril, deu -se início a XII Assembleia Regional Ordinária Eletiva, com previsão de término no dia 19 de abril. As discussões estão focadas no tema: “MOVIMENTO INDÍGENA, GOVERNANÇA, GESTÃO E SUSTENTABILIDADE”, até o momento foram discutidos desafios dos direitos coletivos dos povos indígenas e a atuação do movimento indígena do Rio Negro frente às ameaças atuais.
As ações da FOIRN, sua coordenadoria regional e suas associações de base e categoria estão em destaque pela proteção e fortalecimento da governança territorial.
Acompanhe todas as atualizações e discussões ao vivo no canal do YouTube da FOIRN. Não perca!
Turismo de base comunitária é crucial para o desenvolvimento sustentável das terras indígenas do Rio Negro.
Ainda em Brasília, na tarde de segunda feira dia 15 de abril, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), reuniu com a Coordenação geral de etnodesenvolvimento (CGETNO) da FUNAI para tratar sobre o Turismo nas Terras Indígenas do Rio Negro.
A FOIRN estava presente através de Marivelton Baré – diretor presidente, Dario Baniwa – diretor, Maitê Ambrósio – advogada, Carlos Neri Piratapuia – atual coordenador regional da CAIMBRN e recém eleito para diretor de referencia e Marcos Zedan Baré – Assistente administrativo e recém eleito coordenador regional da Caimbrn.
Com o objetivo de explorar novos horizontes para o desenvolvimento sustentável das terras indígenas do Rio Negro.
Vale destacar que a coordenadoria CAIMBRN, na região do Médio Rio Negro é quem mais tem o projeto de Turismo de base comunitária em execução, levando benefícios direto para a comunidade através de suas associações.
A reunião foi incrível onde foi discutido os importantes projetos de turismo que estão levando muitos benefícios para dentro das comunidades indígenas.
Juntos, a Foirn e seus parceiros institucional está trilhando em um caminho que valoriza a cultura, preserva o meio ambiente e fortalece a economia local da região. Em breve será compartilhado mais novidades!
Nesta reunião foram pautadas a visita da Sesai na região, o andamento da assinatura do Acordo de Cooperação Técnica, a Ação dos expedicionários da Saúde, a situação e reunião sobre a AGSUS, o apoio e trabalhos com a Aflora/Secoya para o território Yanomami do lado do Amazonas.
Na tarde de segunda feira, 15/04, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), cumpriu uma agenda extensa na Secretaria de Saúde Indígena (SESAI) do Ministério da Saúde, que atende mais de 762 mil indígenas aldeados em todo o Brasil. O Secretário Weibe Tapeba agradeceu a parceria e destacou o compromisso com a FOIRN.
A liderança indígena, Marivelton Baré, atual diretor presidente da FOIRN junto a sua comitiva formada por lideranças recém eleitos, e profissional da área jurídica estiveram participando desse importante dialogo apresentando demandas do Rio Negro.
Nesta reunião foi tratado sobre a visita da equipe da SESAI a região do Rio Negro nos dias 11 a 14 de maio desde ano.
E o Acordo de Cooperação Técnica, está em andamento para assinatura, esse acordo trará benefícios importantíssimo para a saúde e bem estar dos povos indígenas desta região.
E a novidade não para por aí, teremos a entrada da ação dos profissionais Expedicionários da Saúde, que levarão o melhor cuidado aos povos indígenas da região, principalmente em lugares de difícil ainda neste ano de 2024.
Também foi tratado a situação em reunir para discutir sobre a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS) é um ente jurídico criado para dar suporte operacional à execução de políticas formuladas pelo Ministério da Saúde, especialmente nas áreas de Atenção à Saúde Indígena e na Atenção Primária à Saúde. As ações específicas da AgSUS são definidas pelo Ministério e pactuadas por meio de contrato de gestão com o órgão, responsável também pelo orçamento da Agência.
E por fim, foram discutidos poio e trabalhos em parceria com a Aflora/Secoya para o território Yanomami na parte do estado do Amazonas de abrangência da FOIRN, no qual a mesma recentemente já deu apoio com 10 pontos de internet ao território Yanomami, possibilitando uma comunicação mais rápida e eficiente, que faz toda diferença sobretudo num momento emergencial na saúde indígena. _(Leia a matéria completa do apoio neste link foirn.blog)_
Hoje, dia 15 de abril, é uma data importante para os povos indígena do Rio Negro, onde é ampliado o trabalho coletivo para o bem viver das comunidades.
O acordo de cooperação Tecnica (ACT) foi assinado pelo diretor presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), Marivelton Baré, representante legítimo dos 24 povos indígenas desta imensa região que abrange os três municípios de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira, da mesma abrangência da FUNAI – CR/RNG.
Joenia Wapichana – Presidenta da FUNAI. Foto: Reprodução.Marivelton Baré – Presidenta da FOIRN. Foto: Reprodução.Adriana Ramos – Secretária Executiva do ISA. Foto: Reprodução.
O termo de cooperação visa fortalecer ainda mais os laços e compromissos em defesa dos direitos e territórios dos povos indígenas entre as organizações parceiras, visando à implementação de ações que contribuam para o desenvolvimento sustentável do território do Rio Negro, como:
a) valorização da diversidade socioambiental especialmente de atividades que tenham como objetivo a promoção da proteção, da fiscalização (pela Funai) e do monitoramento (pelo ISA e pela FOIRN) do território indígena, bem como dos recursos naturais necessários à sobrevivência física e cultural dos povos que nele vivem; a promoção de formas de uso sustentável dos recursos naturais, bem como de alternativas de geração de renda que respeitem os modos de vida tradicionais e as formas de gestão comunitária e coletiva;
b) a promoção e o fortalecimento da cultura indígena;
c) o apoio e a valorização das questões de equidade de gênero e relações geracionais;
d) o fomento de ações para a soberania alimentar dos povos indígenas guiada pela sociobiodiversidade dos sistemas agrícolas tradicionais;
e) a formação e capacitação de jovens indígenas para a pesquisa intercultural, valorizando e fortalecendo contextos locais de produção e circulação de conhecimentos bem como a promoção da educação escolar indígena diferenciada;
f) a promoção do turismo de base comunitária;
g) o fomento a atividades para a implementação e desenvolvimento dos Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTAs) do Rio Negro de acordo com a Política Nacional de Gestão Ambiental e Territorial de Terras Indígenas – PNGATI;
h) a promoção de ações e atividades que visem o reconhecimento das áreas em processo de demarcação e consolidação dos direitos territoriais;
i) a promoção de iniciativas de difusão, formação e práticas acerca dos direitos indígenas, sobretudo os territoriais, culturais e cidadania.
Marivelton Baré ladeado por Joenia Wapichana e Adriana Ramos. Foto: Reprodução.
Esta parceria sem dúvida, é um passo significativo em direção a um futuro mais justo e sustentável para as comunidades indígena da região do Rio Negro.
Estiveram participando da reunião os representantes da FUNAI, a Presidenta Joenia Wapichana, Procuradora Federal Especializada, Carolina Augusta, Diretora de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável, Lucia Alberta, Diretora de Administração e Gestão, Mislene Mendes, Diretora de Proteção Territorial, Maria Janete, Coordenador-Geral Gestão Estratégica, Artur Nobre Mendes.
Representando a FOIRN, o Diretor Presidente, Marivelton Baré, Dario Baniwa Diretor da Foirn, Carlos Nery diretor da Foirn eleito região da Caimbrn, Marcos Zedam coordenador da Caimbrn eleito, Mayte Ambrósio – Advogada Foirn.
Os representantes do ISA, a Secretária Executiva, Adriana Ramos e a Advogada Renata Vieira.
E o Representante da Ministra Marina Silva, Tacius Fernandes.