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  • NOTA DA FOIRN SOBRE A INSTRUÇÃO NORMATIVA CONJUNTA N° 12/2022

    NOTA DA FOIRN SOBRE A INSTRUÇÃO NORMATIVA CONJUNTA N° 12/2022

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) representa com legitimidade os 23 povos indígenas do Rio Negro, 750 comunidades, 18 línguas indígenas faladas, 91 associações indígenas filiadas a Federação, que abrange os municípios de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira no estado do Amazonas, com 10 terras indígenas demarcadas e duas em processo de demarcação, tem o selo de reconhecimento de maior área umida de importancia nacional e internacional através da convenção Ramsar. É uma associação civil sem fins lucrativos reconhecida como de utilidade pública pela lei 1831/1987 e uma das principais organizações do movimento indígena no Brasil, sendo referência mundial sobre a defesa dos povos indígenas na América Latina, vem a público manifestar-se veementemente contrária a Instrução Normativa Conjunta n° 12/2022 da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), a qual tem como finalidade a legalização da exploração de madeiras em terras indígenas, inclusive por não indígenas.

    Ainda com mandato, o presidente Jair Bolsonaro, através de mais uma medida anti-indígena, autoriza a exploração de madeira em terras indígenas. O ato trata de uma Instrução Normativa Conjunta que permite a exploração de bens naturais nos espaços onde os indígenas estão salvaguardados os seus direitos fundamentais. A Instrução Normativa possibilita o chamado manejo florestal sustentável, assinada nesta sexta-feira, 16 de dezembro de 2022, pelos presidentes do IBAMA, Eduardo Bim, e da FUNAI, Marcelo Augusto Xavier, a qual por poder da constituição cabe somente aos indígenas o usufruto exclusivo das terras indígenas, com fulcro no art. 231, § 2° e § 3°, a qual traz em seu corpo textual o seguinte:

     Art. 231. São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens.

    § 2º As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios destinam-se a sua posse permanente, cabendo-lhes o usufruto exclusivo das riquezas do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes.

    § 3° As terras de que trata este artigo são inalienáveis e indisponíveis, e os direitos sobre elas, imprescritíveis.

    Durante esses últimos 4 anos de um governo totalmente declarado contra os direitos fundamentais indígenas, não nos surpreende com mais esse ato em desfavor aos povos originários. Tal medida viola direitos a consulta prévia, livre e informada para indígenas assegurada pela Carta Magna da nossa nação como também pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (169), o qual está vigente no estado brasileiro desde 2004.

    A referida Instrução Normativa, caso siga em plena vigência, incentiva ainda mais a entrada de madeireiros em terras indígenas, as quais já vem causando danos irreparáveis aos povos originários. Além de comprometer o bem-estar e a violação dos direitos originários, colocará em risco a vida daqueles indígenas isolados e de recente contato.

    Nestes termos, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) estará em monitoramento quanto aos desdobramentos da Instrução Normativa e não medirá esforços para buscar formas de garantir os direitos dos Povos Indígenas, baseando-se nas legislações pertinentes. Esse acirramento das violações dos direitos está se finalizando, tanto que essa é mais uma medida do governo de Jair Messias Bolsonaro que entrará para a lista das medidas a serem revogadas pelo Presidente da República eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Repudiamos mais essa atitude genocida.

  • EQUIPE GT POVOS ORIGINÁRIOS PARTICIPAM DA IV REUNIÃO DO FPCONDISI EM MANAUS

    EQUIPE GT POVOS ORIGINÁRIOS PARTICIPAM DA IV REUNIÃO DO FPCONDISI EM MANAUS

    No período da tarde do dia 14/12, lideranças que compõem o GT Povos Originário da equipe de transição do presidente eleito Lula, composto por Marivelton Baré – diretor presidente da FOIRN, Kleber Karipuna – coordenador executivo da APIB pela COIAB, Sônia Guajajara ex-coordenadora executiva da APIB, Deputada Federal eleita pelo estado de São Paulo e Yssô Truká da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme), participaram da reunião do Fórum de Presidente do CONDISI, onde o grupo povos originários fizeram uma explanação do trabalho realizado aos participantes, reunindo, sobretudo as provocações e a situação da Saúde indígena no Brasil nas regiões dos territórios e de cada distrito e o que pode ser feito pelo grupo de trabalho buscando melhorias.

    O GT ainda ressalta mais uma preocupação que foi o corte de quase 60% no orçamento da Saúde indígena, fazendo referência que muitas coisas precisa ser revista, muitas coisas precisa ser construída, um orçamento precisa ser composto e cargos que não devem ser ocupado por aqueles que já passaram, sobretudo aqueles oportunistas de aproveitamento de recursos da Saúde indígena que prejudicou os territórios.

    De modo geral junto com os presidentes de CONDISI que colocaram também suas preocupações e reforçaram que tem que somar forças junto ao movimento indígena, com as organizações e poder discutir e exercer controle social sobre a saúde indígena para poder funcionar.

    Além disso, se discutiu um tema em comum tanto na Assembleia das organizações indígenas do Amazonas quanto no Fórum de presidentes do CONDISI, cuja não poder corroborar com pessoas que fizeram má gestão, que precisar ser tirado, e que haja essas intervenções, para solucionar os problemas e acaba com o mal funcionamento, sobre tudo, para atender aqueles que estão mais em necessidade que é a base, se discutiu muito sobre esse tema de poder atender a expectativa da base, que é por eles que tem se trabalhado por respeito multo, pois antes de chegar às representações as lideranças surgem do trabalho coletivo social do movimento indígena das bases.

    É dever e obrigação de todos poderem discutir a saúde indígena no país, ou seja, cabe a população indígena como todo e através das organizações representativas e do próprio fórum, poder se fazer  essa soma de forças para melhor qualidade do bom funcionamento desta gestão.

    Afirmou-se também no fórum que os cargos e funções a serem assumidas desde a SESAI e ao Distrito Sanitário Especial Indígena – DSEI deve ser por Indígenas, que possam ser decidido no âmbito do movimento indígena da própria saúde indígena, repudiaram atos de pessoas sem experiência em saúde indígena e que se aproveita de apadrinhamentos políticos para manobras e tirar vantagem em interesses pessoais que não sejam em prol ao coletivismo de políticas de saúde indígena.

  • LIDERANÇAS INDÍGENAS DO GT POVOS ORIGINÁRIOS PARTICIPAM DA ASSEMBLEIA GERAL ELETIVA DA ORGANIZAÇÃO INDÍGENA DO AMAZONAS EM MANAUS

    Lideranças que compõem o GT Povos Originário da equipe de transição do presidente eleito Lula, participaram da Assembleia Geral Eletiva dos Povos Indígenas do Estado do Amazonas, no Centro de Formação Xare do CIMI, no dia 14 de dezembro de 2022.

     A equipe estava composta por Marivelton Baré – diretor presidente da FOIRN, Kleber Karipuna – coordenador executivo da APIB pela COIAB, Sônia Guajajara ex-coordenadora executiva da APIB, Deputada Federal eleita pelo estado de São Paulo e Yssô Truká da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme).

    Foi apresentado o resultado dos trabalhos do GT, na configuração e a construção da estrutura do Ministério dos povos dos indígenas do Brasil: “Terá três secretarias, com toda a estrutura da FUNAI funcionando dentro dela, com a responsabilidade no procedimento de demarcação. Também foi apresentado que terá um fundo de biomas indígenas sobre as terras indígenas a serem homologadas, declaradas, feitas demarcações físicas e a retomada de todos os procedimentos novamente.” Disse Marivelton Baré.

     Foi reafirmada pelo diretor presidente da Foirn a permanência da SESAI no Ministério da Saúde e também a criação de uma Secretaria de Educação escolar indígena para os povos indígenas no âmbito do MEC, e que esses espaços e cargos têm que ser assumido por lideranças indígenas.

     “Esses espaços e cargos tem que ser assumido por lideranças indígenas que estão dialogando, que fazem parte do movimento indígena, e não por aqueles oportunistas que não fizeram parte, que não ajudaram a construir essas políticas e, também não ajudaram a conquistar. Então tem ser um diálogo com o movimento indígena organizada, através de suas organizações locais, regionais e a nível nacional que é a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB).”

     Na oportunidade, foi esclarecido  sobre a lista tríplice  que foi apresentado pela APIB ao presidente Lula, com o nome da Joênia Wapichana, Sônia Guajajara e do Weiber Tapeba, que foram indicados pelas regionais e assim ter  uma garantia de quem fosse escolhido pessoas que estão ativamente na causa e que vieram do movimento Indígena.

    A Assembleia também fez uma análise e colocações das lideranças sobre a importância do retorno, e ainda ressalta a importância dessa apresentação do GT para o estado do Amazonas e bases da região e demais áreas do País para também compreender o processo de construção dos trabalhos da equipe de transição, por exemplo, como as proposta foram apresentada, construção de proposta para melhoria de qualidade de vida, e participação social dos povos indígenas do Brasil.

  • MULHER INDÍGENA DO POVO BARÉ É ELEITA REPRESENTANTE MAJORITÁRIA DOS 66 POVOS INDÍGENAS DO ESTADO DO AMAZONAS

    MULHER INDÍGENA DO POVO BARÉ É ELEITA REPRESENTANTE MAJORITÁRIA DOS 66 POVOS INDÍGENAS DO ESTADO DO AMAZONAS

    A indígena Maria Cordeiro (Mariazinha Baré) foi eleita em 14 de dezembro de 2022 representante majoritária dos 66 povos indígenas do estado do Amazonas, em Assembleia Geral Eletiva da Organização Indígena do estado, realizada no centro de formação Xare do Conselho Indigenista Missionário (CIMI).

    O evento que contou com a participação de representantes dos povos indígenas através de sua federação e demais organizações de 19 regionais do Amazonas, criou-se a nova organização indígena de caráter estadual, a APIAM, e elegeu sua coordenação diretora composto por (Coordenadora – Mariazinha Baré; Vice-Coordenador-Darcy Marubo; Coordenador Secretário – Eliomar Osias; Secretário Suplente – Claudia Tikuna; Coordenador Tesoureiro-Joede Miquiles; Tesoureiro Suplente – Jonas Mura; Conselho Fiscal – José Walter, Regina Sateré, Andrirlei Castro).

    Esse é um marco para a organização dos povos indígenas do estado que detém a maior diversidade de povos e a maior população de povos originários do Brasil. A APIAM e Mariazinha tem pela frente grandes desafios de consolidar essa que nasce como a organização de maior representatividade do movimento indígena no estado.

    O evento contou ainda com a presença da Articulação dos Povos indígenas do Brasil (APIB), da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), e demais federação, como a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), do Médio Purus FOCIMP, do Vale do Javarí (UNIVAJA), do Nhamundá (CGPH), do Alto Solimões, Médio Solimões, do Madeira, de Manaus e Entorno (COPIME) do Baixo Amazonas-Sateré Mawé (CGTSM) entre outras.

    O evento teve o apoio institucional para realização FOIRN, NIA TERO, CESE e COIAB.

    Esse é um marco histórico para os povos indígenas do Amazonas.

  • INDÍGENAS DO RIO NEGRO PARTICIPAM DA ASSEMBLEIA GERAL ELETIVA DA ORGANIZAÇÃO INDÍGENA DO AMAZONAS EM MANAUS

    Entre os dias 13 e 15 de dezembro de 2022, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), representada por um dos cinco diretores, Dario Casimiro Baniwa participa da Assembleia Geral de Constituição Jurídica, Eleição e posse dos Órgãos Administrativos de Organização Indígena do Amazonas, no Centro de Formação Xare do CIMI, BR 174 Km 22, Manaus-AM.

    A delegação do Alto Rio Negro está composta por lideranças representantes de associações de base da abrangência da FOIRN, a Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (ACIMRN) representada por Adilson Joanico e Eliezer Sarmento, Associação Indígena de Barcelos (ASIBA) representada por Rosilene Menez  e representantes de categoria de professores do Alto Rio Negro – COPIARN, Bernadete Teixeira Alcântara e Maria Leonilda Nogueira.  

    O objetivo do evento é retomar os diálogos entre os povos e lideranças indígenas do Amazonas a cerca da constituição e consolidação da organização indígena como forma de reafirmar a luta e os direitos coletivos desses povos, propondo a discussão e aprovação do estatuto, eleição e posse de membros da Diretoria Executiva, Conselho Deliberativo e Conselho Fiscal, definição da sede provisória, além de discutir e construir um plano prévio com principais estratégias de atuação do movimento e organizações do Amazonas junto as suas regionais e o poder público para os 100 dias de mandado no governo eleito.

    O evento acontecerá no período de 13 a 15 de dezembro de 2022.

    Apoio: FOIRN/NIA TERO.

    Realização: Retomada Coletiva das Organizações do movimento indígena do Estado do Amazonas.

    Mais informação acompanhe as nossas redes sociais www.foirn.org e @foirn

  • MAIS DE 60 INDÍGENAS PARTICIPAM DA II OFICINA DE ARTESANATOS EM BARCELOS

    MAIS DE 60 INDÍGENAS PARTICIPAM DA II OFICINA DE ARTESANATOS EM BARCELOS

    A Associação Indígena de Barcelos (ASIBA) realiza a II Oficina de Artesanatos entre os dias 08 e 10 de dezembro de 2022, na Quadra Esportiva da Escola Estadual  Padre João Badallote, na praça municipal e conta com mais de 60 pessoas participando, entre eles estão jovens, adultos e crianças, com apoio de parceiros institucional a coordenação local da ASIBA, NACIB e  FUNAI.

    Artesãos (ãs) da sede do município e comunidades que fazem parte do Projeto Fortalecimento Econômico e Sustentável Familiar indígena em Barcelos, com objetivo de realizar oficinas de confecção de artesanatos para geração de renda, apresentado uma proposta de trabalho desenvolvida pelo Projeto Fortalecimento Econômico Sustentável Familiar Indígena em Barcelos desenvolvido pela ASIBA e Núcleo de Arte e Cultura Indígena de Barcelos (NACIB), na cidade e em menor escala com as comunidades. O projeto vai fortalecer a economia indígena e luta pelos direitos pelo território, educação escolar e saúde indígena.

    Projeto esse que foi aprovado pelo Fundo Indígena do Rio Negro (FIRN), no primeiro edital lançado em 2021 pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), com apoio financeiro da Embaixada Real da Noruega (ERN).

  • CARTA DE LIDERANÇAS INDÍGENAS DO RIO NEGRO MANIFESTO DE APOIO AO  DIRETOR PRESIDENTE DA FOIRN MARIVELTON BARÉ AO GT DE TRANSIÇÃO DO GOVERNO

    CARTA DE LIDERANÇAS INDÍGENAS DO RIO NEGRO MANIFESTO DE APOIO AO  DIRETOR PRESIDENTE DA FOIRN MARIVELTON BARÉ AO GT DE TRANSIÇÃO DO GOVERNO

    Nós lideranças indígenas dos 23 povos participantes da XVI Assembleia Geral Ordinária da FOIRN, reunidos nos dias 24 a 26 de novembro de 2022, na comunidade Cartucho – Terra Indígena Médio Rio Negro II, município de Santa Isabel do Rio Negro, vem por meio desta Moção, MANIFESTAR APOIO AO DIRETOR PRESIDENTE DA FOIRN MARIVELTON BARÉ, e REPUDIA a perseguição política, que está sendo feita por uma minúscula parte do Setorial Nacional de Assuntos Indígenas do Partido dos Trabalhadores, contra Marivelton Baré – representante legítimo dos povos indígenas do Rio Negro.

    O então coordenador do PT que trata nacionalmente sobre assuntos indígenas lançou uma nota pública, no dia 18 de novembro, para atacar o presidente da FOIRN. O documento questiona a legitimidade de Marivelton para compor o Grupo de Trabalho do Governo de Transição para o tema Povos Indígenas.

    Acreditamos ser legítimo que a setorial do PT busque assento no GT de Transição para assuntos indígenas, mas jamais iremos tolerar ataques que afrontam e deslegitimam o trabalho das nossas lideranças e do movimento indígena do Rio Negro, em especial nesse caso ao dirigente maior da FOIRN, que desenvolve ações em defesa dos direitos dos povos indígenas, reconhecida em nosso território, a nível nacional e internacional.

    Agradecemos a APIB e a COIAB e a todas as organizações que somam e reafirmam o apoio a indicação de Marivelton Baré, da mesma forma que apoiamos todos os indicados e que estão compondo a equipe de transição do Governo Lula.

    Exigimos respeito a nossa maior liderança indígena, o diretor presidente da FOIRN Marivelton Baré e aos 23 povos indígenas do Rio Negro.

    Comunidade Cartucho – Terra Indígena Médio Rio Negro II – SIRN-AM, 26 de Novembro de 2022.

    Leia a carta na íntegra

  • INDÍGENAS FORTALECEM PROJETO QUE VISA RESGATAR O CONHECIMENTO TRADICIONAL NO MÉDIO RIO NEGRO

    INDÍGENAS FORTALECEM PROJETO QUE VISA RESGATAR O CONHECIMENTO TRADICIONAL NO MÉDIO RIO NEGRO

    Entre os dias 04 e 06 de novembro de 2022, na comunidade Yahá, a Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (ACIMRN), umas das associações filiadas a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), realizou a atividade do Projeto “Fortalecer a comunidade através de Motivação”, que tem como subtema A Educação é de persistir, buscar e resgatar os valores sociais e culturais

    O projeto iniciou – se em 2019, com o objetivo de buscar e resgatar os saberes do povo indígena ribeirinho, através das práticas tradicionais da agricultura como a mandioca, abacaxi, banana, cara, batata, dos artesanatos, danças e músicas.

    “Este projeto visa garantir o trabalho cooperativo como forma de incentivar os alunos, comunitários e professores, através dos conhecimentos tradicionais dos mais antigos para a nova geração e assim estimular o cultivo, a extração de frutos, cipós, piaçavas, molongós, arumã e sementes, garantindo uma renda extra através das vendas na feira construída pelas proprias equipes da comunidade.” Disse Gilce Guilherme França (articuladora de Educação e Patrimônio Cultural da FOIRN para a região da CAIMBRN).

    A atividade contou com a presença de comunidades e sítios próximos como a Ilha de Humaitá, Sacramento, Escondido e São Sebastião. Na maioria indígena do povo Baré, Tukano e Baniwa.

    Gilce Guilherme França (articuladora de Educação e Patrimônio Cultural) tem a função de articular e apoiar a educação indígena, como os direitos à educação seja ela indígena ou não e suas diretrizes de parcerias.

    Paulo Cardoso, representante do poder executivo( prefeito em exercicio)  e Presidente da câmara legislativa do município de Santa Isabel do Rio Negro (SIRN) agradeceu e parabenizou a comunidade pela iniciativa do projeto que está sendo desenvolvido e que estará sempre disposto a ajudar toda a comunidade.

    Professora Cleonice Rodrigues Bento, povo Baré, reivindicou a SEMED/SIRN, mais atenção, apoio nos materiais escolares didáticos e pedagógicos, a mesma sentiu-se sozinha, sem muito apoio e pediu aos comunitários dar continuidade ao projeto, pois para ela seria este o último ano, com a face cheia de lágrimas emocionada.

    Na noite do dia cinco, o encerramento das atividades se deu com uma noite cultural, no qual as rainhas do traçado de arumã desfilaram. As jovens foram todas bem criativas com suas roupas de dança e traje de banho, desde a roupa ao assessório, tudo trabalhado com matéria prima local (sementes, penas, cascas de madeiras, etc.).

    Todas as roupas foram confeccionadas pela moradora da comunidade dona Alberta, cada peça era diferente uma da outra. O resultado do desfile se deu com a jovem Aparecida Caetano Murilo, povo Baré, a nova rainha dos traçados de arumã 2022.

    “Esse pequeno projeto mostrou, que podemos fazer algo mais pelas comunidades ribeirinhas, basta ter força de vontade, apoios dos docentes, discentes, comunidades, lideranças locais, associações, organizações governamentais e não governamentais para levar a esse povo uma vida equilibrada, justa e de qualidade.” Finalizou Gilce Guilherme.

    Equipe de trabalho

    Adilson da Silva Joanico, presidente da ACIMRN

    Gilce Guilherme França (articuladora E.E.I/PC)

    Cristiano Aguiar de Oliveira (Auxiliar logístico)

  • FOIRN REÚNE ADOLESCENTES E JOVENS INDÍGENAS EM YAUARETÊ

    FOIRN REÚNE ADOLESCENTES E JOVENS INDÍGENAS EM YAUARETÊ

    Entre os dias 25 e 28 de Outubro de 2022, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro realizou a I Assembleia Regional de Adolescentes e Jovens Indígenas da Articulação Indígena de Adolescentes e Jovens de Yauaretê (AIAJY)_

    A Assembleia foi realizada no Salão Paroquial da Missão Salesiana do Distrito de Iauaretê, contou com 200 participantes entre adolescentes, jovens e adultos das calhas de rios do Alto e Médio Waupés, Papurí e Japú. 

    Os principais temas debatidos durante a Assembleia foi sobre a Educação, Saúde, Identidade e Patrimônio Cultural dos povos indígenas.

    Os jovens participantes falaram que há muito tempo não é realizado uma atividade específica voltada aos jovens, essa ocasião foi uma oportunidade importante para o fortalecimento da região.

    Valorização cultural

    Nos Grupos de Trabalhos (Gts), foi debatida encaminhada a valorização da cultura: importância de repasse dos conhecimentos culturais de pai para filho. Onde os jovens aprendem com os pais sobre as tradições, danças, mitos, lendas, benzimento.

    A Educação Escolar Indígena que precisa ser diferenciada de acordo com o plano indígena. Implantação de Cursos técnicos, instalação de pontos de internet nas comunidades distantes para que os jovens possam acessar cursos de Ensino a Distância (EAD).

    Também a importância de atuação das equipes de saúde, ter acompanhamento psicólogo, pois é muito importante, para que os jovens tenham orientações, rodas de conversas sobre prevenção de suicídio ou outras violência, e ter acompanhamento de conhecedor tradicional.

    Que os jovens se envolvam mais nas atividades de interação e iniciar seu envolvimento na política de luta do movimento indígena, para que eles se preparem para sua caminhada como liderança, ingresso na faculdade, etc. E que eles já sejam jovens lideranças a partir desta assembleia.

    Moda Indígena

    O Sioduhí (estilista indígena) do povo Piratapua, apresentou sua invenção na moda indígena com tingimento de tecidos com matérias primas naturais da região do alto Rio Negro, no qual chamou atenção dos jovens, pois o mesmo passou por dificuldades, porém não desistiu do seu objetivo e disse aos jovens que eles devem sonhar alto e lutar para que isso se torne realidade.

    Encaminhamento

    O Evento foi uma realização importante para fortalecimento dos jovens da Região da Coordenadoria das Organizações Indígenas do Distrito de Iauaretê (COIDI), com a participação dos jovens do povo Hupda do Rio Japu e do Médio Rio Papurí.

    Os jovens esperam que mais eventos voltados a eles se realize para fortalecimento e crescimento dos mesmos, que essa articulação continue firme e fortes, pois são as futuras lideranças desta região.

    _Indicação de Jovens representantes de Associações das calhas de rios se deu para melhor forma de articulação dentro da própria região._

    Referência da AIAJY:

    Jolyney Alves Amaral – Sede do Distrito de Yauarete;

    Referência da calha do Rio Papurí:

    Guadalupe Borges de Jesus – ACIARP/ACIMRP

    Referência da calha do Médio Rio Waupés:

    Uriel Saldanha Campos – ACIMERWA

    Pedro Paulo Rodrigues Carvalho – ACIRJA

    Referencia da calha do Rio Waupés:

    Rosiléia Figueiredo Moreno – ACIRWA

    João Davi Trindade – ONIARWA

    Coordenação

    Josiane Pereira – Articuladora do DAJIRN

    Realização

    O evento foi organizado pela FOIRN através do Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro (DAJIRN), Articulação da região COIDI.

    Equipe da FOIRN: Departamento de Educação (Lorena Araújo) Sioduhí (estilista indígena)  Hildete Marinho (Secretária) Oziel de Oliveira Melgueiro (Patrimônio Institucional)

    Convidados

    Representante do Instituto Federal do Amazonas (IFAM), CAPS/SEMSA, Escolas Estaduais (Pamuri Mahsa Wi’i e São Miguel), Escola Municipais (Santa Maria e Tariano).

    Apoio

    Fundo Casa e Misereor

  • MULHERES INDÍGENAS ALCANÇAM UMA NOVA FASE HISTÓRICA  EM 20 ANOS

    MULHERES INDÍGENAS ALCANÇAM UMA NOVA FASE HISTÓRICA  EM 20 ANOS

    Entre os dias 17 e 19 de outubro, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) reúne mulheres lideranças das cinco regiões de base para discutir o Tema “Fortalecendo a rede de conhecimento para o enfrentamento das mudanças climáticas” e a escolha de articuladoras representantes de suas coordenadorias regionais.

    A II Assembleia Extraordinária das Mulheres Indígenas do Rio Negro foi realizada com o objetivo de fortalecer a articulação da rede de conhecimento para enfrentamento das mudanças climáticas, com a sua nova reestruturação aprovada.

    Maria do Rosário Piloto Martins (Dadá Baniwa), Coordenadora do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro da Foirn (DMIRN/FOIRN), apresentou os trabalhos do Departamento executado no período de 2021 e 2022, e na roda de conversa, cada região teve a oportunidade de avaliar a apresentação e os trabalhos realizados.

    As principais pautas 

    O diretor presidente da FOIRN, Marivelton Barroso do Povo Baré, contribuiu com as pautas sobre: O que são Mudanças Climáticas?, Justiça climática e de Gênero: “Valorização dos conhecimentos tradicionais das mulheres em relação às mudanças climáticas”; Defesa dos territórios “Plano de enfrentamento das mudanças climáticas dentro dos territórios indígenas”. 

    Os Grupos de trabalhos foram organizados para discutir como as mulheres indígenas estão enfrentando as mudanças climáticas em seus territórios e quais são os desafios. 

    As lideranças ex- coordenadoras que estavam presentes trocaram experiências com as mulheres sobre a linha do tempo da luta da mulher indígena e suas organizações; o Empoderamento feminino; Lideranças na comunidade “Contribuição das mulheres indígenas”; Desafios e desigualdade; Análise reflexiva e histórica sobre o papel da mulher nas suas comunidades, destacando a sua luta em defesa dos direitos sociais destas comunidades, evidenciando a temática, igualdade de gênero, para que possam conhecer a outra face da história construída por elas.

    Inovações e Iniciativas 

    Francinéia Bitencourt do povo Baniwa (Ex Coordenadora do DMIRN 2014 a 2016) apresentou sobre a produção de absorventes de pano, projeto esse que tem com um dos maiores objetivos contribuir na diminuição da poluição dentro do território.

    E o Sioduhi do povo Piratapua apresentou a inovação com a suas pesquisas e atuação da moda indígena com tingimentos de tecido, usando matéria – prima da região do alto Rio Negro.

    Reestruturação do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro

    Em vez de criar uma personalidade jurídica para o Departamento de mulheres Indígenas do Rio Negro, o DMIRN vai continuar vinculado a Federação, com uma estrutura mais organizada, onde haverá uma coordenadora Geral do departamento na sede da FOIRN, e nas regiões CAIMBRN, COIDI, DIAWI’Í, NADZOERI e CAIARNX, estará as articuladoras regionais.

    É direito das mulheres definir suas representantes, onde todas serão avaliadas de acordo com sua articulação e exercício de sua função para dentro de seu território no âmbito de sua Coordenadoria Regional de Base.

    “Nas coordenadorias regionais precisa ter uma articuladora para mobilizar as mulheres de sua região, e na sede uma coordenadora Geral que fará o contato com parceiros financiadores e captar mais recursos”. Disse uma Liderança e delegada da Nadzoeri. 

    Nas Assembleias regionais foi levada essa proposta a todas as lideranças, para que fosse realizada nesta data a Eleição de Articuladoras de base do Departamento de Mulheres.

    O perfil da articuladora para trabalhar junto à coordenadoria, que seja liderança ativa no movimento indígena, tenha facilidade na articulação, mobilização e diálogo com as outras mulheres lideranças e jovens, que tenham conhecimento mínimo de informática básica para elaboração de relatório, elaborar projetos, etc.

    Faltavam apenas 03 coordenadorias a escolher suas articuladoras de base, sendo a Nadzoeri, Coidi e Diawi’i, pois a Caimbrn realizou eleição regional para a escolha e Caiarnx já tinha sido eleita que até o momento da assembleia estava ocupando a posição de segunda coordenadora que passou agora a virá Articuladora.

    “Nova missão a ser exercida. Agradeço a Deus por me oportunizar. Agradeço as mulheres da região do Médio e Baixo Rio Negro, que depositaram a confiança para que eu pudesse enfrentar esse novo desafio em prol da nossa rica região. Agradeço também aos que torceram e não torceram para que concretizasse essa responsabilidade a minha pessoa. Mas agora como articuladora das mulheres indígenas do Médio e Baixo Rio Negro, pretendo dar o meu máximo com o auxílio de representante de cada base/associações para construirmos juntos os nossos objetivos e metas a alcançar. Juntos somos mais fortes.” Cleocimara Baré – Articuladora do DMIRN da Região Caimbrn. 

    “Apostamos em conseguir desenvolver esse novo modelo de trabalho, é coisa nova para o movimento, temos que experimentar para dar certo. O Dmirn seguiu para uma dimensão no qual cresceu bastante, onde só duas coordenadoras não dariam mais conta de executar ações em todas as regiões. Há uma reivindicação de base que precisa ser atendida. Lá na frente podem avaliar se está valendo a pena ou não manter essa estrutura”. Disse Marivelton – Diretor Presidente da Foirn.

    “Às vezes as pessoas nos criticam muito, dizendo que a gente parou e não desenvolveu nada. Era muito fácil quando a gente só discutia sobre demarcação de terra, a única bandeira de luta, onde os investimentos esforços eram só nisso, não se discutia uma outra coisa. Depois que as ações ampliaram e outras linhas temáticas frente a políticas públicas e controle social, formação e capacitação, iniciativas de sustentabilidade produtiva cresceram, ficou pequeno o teto de orçamento que tínhamos. Criticam muito que recebemos milhões, mas se fomos distribuir pelas ações que a gente faz, ela torna muito pouco. A Foirn hoje abrange de São Gabriel da Cachoeira até abaixo de Barcelos no Rio Unini”  Completa Marivelton – Diretor Presidente da Foirn.

    Participação de autoridades e convidados

    Marivelton Rodrigues Barroso (Diretor Presidente de referência Caimbrn), Nildo Fontes (Diretor vice – Presidente de referência Daiawi’i) Dario Casimiro Baniwa (Diretor de referência Nadzoeri), Dulce Morais (representante do ISA para questão de gênero), Maria do Rosário (Coordenadora do DMIRN), Belmira Melgueiro (coordenadora do DMIRN), Socorro Gamenha (coordenadora-geral da Makira Eta, Rede de Mulheres Indígenas do Estado do Amazonas), Profª Cecília Albuquerque (1ª coordenadora do DMIRN), Cleocimara (articuladora do Dmirn/Caimbrn). Foi registrado também a presença de ex-coordenadoras do DMIRN, Fernanda Ligabue, responsável pela produção do documentário sobre os 20 anos do DMIRN, representante do Conselho Tutelar e Ednéia Teles, representante do Selo Unicef de São Gabriel da Cachoeira.

    A Composição das articuladoras e Coordenação Geral do DMIRN

    Maria do Rosário Piloto Martins – coordenadora geral

    Madalena Fontes Olímpio – articuladora NADZOERI;

    Odimara Ferraz Matos – articuladora COIDI

    Maria das Dores – articuladora DIWAI’I

    Belmira Melgueiro – articuladora CAIARNX

    Cleocimara Reis Gomes – articuladora CAIMBRN

    O evento foi coordenado pela FOIRN através do departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro (DMIRN) em parceria com Instituto Socioambiental (ISA), contaram com o apoio financeiro do Fundo Elas, da CESE, Rede de Cooperação Amazônica (RCA) e Embaixada Real da Noruega (ERN).