Tag: Associações de Base

  • Foirn realiza o I Encontro Geral  de Produtores Indígenas e o Intercâmbio da Cadeia de Valor com a RCA

    Foirn realiza o I Encontro Geral  de Produtores Indígenas e o Intercâmbio da Cadeia de Valor com a RCA

    Produtores Indígenas  estiveram reunidos na casa do saber da FOIRN, entre os dias 10 e 14 de outubro de 2022. Com um dos principais objetivos a discussão da qualidade e a precificação dos produtos, alteração e aprovação da Co – gestão da Casa Wariró e, o intercâmbio da RCA

    A iniciativa é da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), coordenada pela equipe do Departamento de Negócios em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA) e Rede de Cooperação Amazônica (RCA),  conta com o apoio financeiro da  Rainforest Foundation Norway (RFN), NIA TERO e Embaixada Real da Noruega (ERN).

    O I Encontro Geral  de Produtores Indígenas do Rio Negro visa fortalecer as cadeias produtivas, após o mapeamento feito nos encontros regionas nas cinco regiões de base. 

    Durante o Encontro, os três primeiros dias (10 a 12), foram discutidas em grupo de trabalho sobre a comercialização, qualidade, medidas () e precificação de acordo com o mercado de produtos indígenas, essas propostas constam nos Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTAs) dos Territórios dos Povos Indígenas do Rio Negro como forma de valorizar a cultura milenar dos povos e preservação dos territórios.

    A Casa de Produtos Indígenas do Rio Negro (Wariró) gera beneficiamento para as familias indígenas, fortalecendo a  cultura, levando para fora do estado do Amazonas através de logistas o conhecimento cultural e a diversidade do Rio Negro.

    Ela representa o braço comercial da FOIRN, realizando a comercialização de produtos indígenas há mais de 25 anos de história. A loja comercializa artesanatos feitos com matérias primas diversas, como argilas, fibras de arumã e tucum, peças de madeiras, cipó-titica e piaçava, sementes diversas, entre outros. Os produtos vendidos na casa Wariró fazem parte do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro, patrimônio material cultural do Brasil (IPHAN/2010).

    Entre os temas debatidos estão: o acordo de Co-gestão, relação com artesãos, precificação, marca coletiva Wariró e as modalidades de pagamento de artesanatos.

    Compras institucionais como os programas PAA (Programa de Aquisição de Alimentação) e PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) também foram apresentados como pautas do encontro.

    “A importância desse primeiro encontro, dentre vários encontros que se fez ainda nessa história para bucsar  organizar esse mercadado que vamos chamar, desses produtos, dos artesanatos principalmente,  ao longo desse últimos 35 anos da foirn, nesses dias vamos refletir um pouco sobre isso também, onde é nós estamos e para quê estamos presentes nesse momento para discutir isso,  para nós é sempre desafiador, ainda mais para nós que já temos um tempinho aqui na foirn, a frente desse trabalho, inclusive dessa mobilização política. Fazemos uma frente política em defesa do território, na defesa dos direitos indigenas, mas por outro lado há essa necessidadade fazer essa discussão sobre a linha economia uindigena.” Disse Nildo Fontes Tukano – Diretor Vice -Presidente da Foirn.

    Diretor Presidente da Foirn, Marivelton Rodrigues Baré, lembrou sobre o Encontro da arte Wariró e Encontro de Produtores, foi mais especificamente para lançar o selo de qualidade que leva a marca da Wariró, do Rio Negro e os dados dos artesãos e povo quando vendem os produtos de dentro das terras indígenas.

    “Nos últimos anos buscamos fortalecer o trabalho de reorganização, exatamente pensando na arte Wariró, todo o conceito dessa arte de divulgar para fora, ter a logomarca,  markentig, isso ela tem com uma boa visibilidade, e não como uma loja comercial comum e qualquer, mas sim como uma casa de produtos indígenas do Rio Negro que foi criada com a finanlidade de promover a geração de renda, sustentabilidade e economia financeira de nós povos indígenas a partir de nossos potenciais, que temos dentro de nossos territórios,  não só essa riqueza e grandeza da diversidade étnica, mas também artesanal, que é produzida. Devemos mostrar a nossa arte cultural.” Completa.

    “A gente viu a melhoria dos artesanatos né? então eu sempre falo que o primeiro olhar  do cliente é o do Artesão, tem que ter esse olhar de cliente.Se eu faço uma peça e vejo que ela não tá muito boa, claro que eu não vou comprar então seu olho com olhar de cliente eu sei que vai vender e o segundo olhar é de quem compra para revender. Quem compra para para mandar para fora, nós aqui no caso da Wariró, elas são segundo olhar do cliente, por que o cliente vai confiar no que elas forem falar”. Disse  Luciane Mendes – Coordenadora do Departamento de Negócios Socioambientais da FOIRN.

    O Diretor Dario Baniwa agradeceu a presença dos produtores, e disse que antes eles tinham muita dúvida sobre a Casa de Produtos Indígenas do Rio Negro – Wariró, mas que neste encontro os participantes vão ter esse conhecimento para repassar aos demais produtores que estão nas bases. 

    “Cada povo indígena tem a sua técina de produção e manejo, e a gente aqui entra por uma questão que é bastante desafiador, comercializar os nossos produtos produzidos em nossas comunidades através de associações, nos deparamos com algumas situações com falta de informação, e muitas das vezes falta de dar o valor agregado cultural daquele produto”

    Grupos de Trabalhos foram organizados para debater os assuntos em pauta. Após todas as apresentações de grupos, foi sistematizado o documento do Acordo de Co – Gestão para aprovação por todos os delegados presentes neste encontro. 

    No terceiro dia houve a aprovação do Acordo da a Co – gestão, dos trabalhos da Casa de Produtos Indigenas do Rio Negro – Wariró. Todos os participantes assinaram o termo após a aprovação.

    Os encontros de produtores indígenas foram realizados em cada coordenadoria  regional da Foirn, como o Médio e Baixo Rio Negro (região da CAIMBRN) Alto Rio Negro (região da Caiarnx), Rio Içana (região da Nadzoeri), Médio Uaupés, Alto Uaupés e Rio Papuri (Região da Coidi), Baixo Uaupés e Rio Tiquié e Afluentes (Região Diawi´i).

    Intercâmbio de Cadeias de Valor

    Na manhã do dia 11 de outubro, o grupo 23 pessoas, formado por representantes das Organizações membros da RCA, chegam em São Gabriel da Cachoeira com o objetivo de trocar de experiência em cadeias de valor ou cadeias produtivas do Rio Negro e visitam o Instituto Socioambiental, a Casa Wariró e por fim, conheceram a sede da FOIRN, onde cada departamento político e técnico receberam e apresentaram os trabalhos executados pela equipe e a importância de ter essa parceria com a Rede de Cooperação Amazonica (RCA).

    A Equipe RCA também foi conhecer o projeto de Turismo de Base Comunitária do Rio Marié, na Terra Indígena Médio Rio Negro II, onde há nove ano o projeto leva beneficiamento para 14 comunidades de abrangência da Associação das comunidades Indígenas do Baixo Rio Negro (ACIBRN), com sede na comunidade Tapuruquaramirim.

    O grupo da RCA foi recepcionado pela comunidade e lideranças que compõem a diretoria atual da Associação com dança tradicional acompanhada por flautas e Cariçu. Como de costume e tradição foi oferecido frutas e farinha da produção local e um almoço tradicional.

    As lideranças da comunidade, juntamente com diretor, presidente da Foirn Marivelton Baré , apresentaram o breve histórico do Projeto Marié e compartilharam como foram estabelecidos os acordos coletivos, a articulação da Câmara Técnica de Gestão do projeto e o grupo de vigilância e monitoramento.

    Foram abordados também os principais desafios e as soluções e resultados alcançados. Neste processo de reflexão os representantes da RCA também puderam colocar as suas questões e estabeleceram diálogos entre a iniciativa apresentada e seus contextos.

    E antes de retornar a cidade, a equipe visitou o posto de vigilância do projeto Marié. 

    Nos dias 13 e 14, foram compartilhadas as experiências das iniciativas de cadeias produtivas locais, ligadas à produção e comercialização de alimentos e artesanatos e de turismo de base comunitária nas diferentes regiões e Terras Indígenas de Alcance da Federação e da Rede. 

    O encerramento do Encontro e o intercâmbio foi fechado com Feira dos Produtores Indígenas do Rio Negro e apresentações culturais dentro da casa do saber da Foirn.

  • Lideranças de cinco países amazônicos se reúnem para troca de experiências

    Lideranças de cinco países amazônicos se reúnem para troca de experiências

    II Encontro Regional para o Intercâmbio de Conhecimento foi realizado de 19 a 23 de setembro em Letícia, na Amazônia colombiana

    Foto: Reprodução.

    Cerca de 50 lideranças de 22 territórios indígenas de cinco países que fazem fronteira com a região norte do rio Amazonas participaram do II Encontro Regional para o Intercâmbio de Conhecimento. O evento foi realizado entre os dias 19 e 23 de setembro de 2022, na cidade de Letícia, na Amazônia colombiana. 

    Com o objetivo de manter a conectividade na Amazônia, os organizadores do encontro promoveram um espaço de troca de aprendizados, estratégias e metodologias,  inspirando soluções relevantes para geografias estratégicas para o ecossistema e a conectividade sociocultural do bioma.

    Uma das discussões do encontro foi a organização dos  povos indígenas para exigir a titulação e demarcação de territórios. Outro tema, foi a  construção de ferramentas de gestão, como os planos de vida, os planos de gestão territorial e Ambiental e os protocolos de consulta prévia, livre e informada. 

    A troca de experiência entre povos de diferentes localidades levou a percepção de que além das tradições, costumes e a necessidade de defender os territórios das ameaças – que não param de aparecer todos os dias – muitas outras coisas os unem como ter na alimentação  a pimenta, farinha e tucupi.

    No primeiro dia do Intercâmbio, os participantes visitaram a comunidade Mocagua, onde habitam os povos Ticuna, Yagua, Witoto, Bora e Ocaina.

    “Muitos deles foram pessoas que moravam em terras e hoje são pessoas  de rios, porque tiveram que adaptar suas casas a terras mais altas. Hoje, eles trabalham com Turismo de base comunitária, onde encontraram uma forma de manter unido e assegurado a cultura.  Eles apresentaram a experiência de fortalecimento da Governança de seu território”. Disse Janete Alves, diretora  da Foirn.

    Os participantes estavam acompanhados pelas oito Organizações da Sociedade Civil que integram a Aliança NorAmazônica Brasil (ANA): 

    • Do Brasil: lnstituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé); Instituto Socioambiental (ISA); 
    • Da Venezuela: Fundación Wataniba
    • Da Colômbia: Fundación Gaia no Amazonas
    • Equador: Fundação EcoCiência e Naturaleza y cultura Internacional 
    • Perú: Instituto del Bien Común – IBC e Naturaleza y cultura Internacional – NCI Perú.

    A dinâmica do encontro foi feita em grupos de trabalhos, em rodas de conversas para compartilhar as experiências de cada delegação representando a sua organização.

    GT 1: Conversando sobre origem das Experiências e sobre o processo de práticas;

    GT 2: Conversando sobre a participação de homens e mulheres no processo/ Gênero e Juventude.

    GT 3: 01 – Novas Lideranças; 02 – Governança e Território; 03 – Intercâmbio Cultural; 04 – União ou unidade; 05 – Sistema de conhecimento ancestral.

    GT 4: Construindo um Chamado em conjunto (Carta) feita com participação de representantes de cada país.

    GT 5: Montagem e exposição de cada iniciativa das organizações presentes.

    Após os trabalhos em grupo, houve a elaboração e aprovação da carta do “Chamado conjunto dos povos indígenas da Amazônia no marco do II Encontro Regional para Intercâmbio de Conhecimento “Conversas da Amazônia”. Em seguida, essa carta foi apresentada aos parceiros da Aliança NorAmazônica – ANA e que servirá para futuras mobilizações das organizações da sociedade civil.

    Resultado esperado do encontro:

    – Visibilizar estratégias locais que provam ser de alto impacto; Fortalecer processos locais a partir de uma visão regional; Inspirar soluções pertinentes em outras localidades; Identificar e potencializar sinergias; Posicionar as estratégias locais como referência territoriais para salvaguardar a conectividade ecossistêmica e sociocultural; Promover um trabalho conjunto, colaborativo e coordenado na região norte do rio Amazonas.

    Organização anfitriã: Fundação Gaia Amazonas e coordenadora da Aliança NorAmazônica, que tem o objetivo de manter a conectividade na Amazônia.

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN, foi representada por  Nildo Fontes – Diretor Vice-presidente da FOIRN, Janete Alves – Diretora da FOIRN, Wilmar Rezende – Agente Indígena de Manejo Ambiental (AIMA) da região da coordenadoria  DIAWI’I, Drª Renata – Advogado do ISA e Marcos Wesley – ISA.

    #Vários povos, uma Amazônia!

  • Foirn realiza a II Oficina de Trabalho do Fundo Indígena do Rio Negro

    Foirn realiza a II Oficina de Trabalho do Fundo Indígena do Rio Negro

    15 Associações que tiveram seus projetos aprovado no primeiro edital participaram da oficina com o tema “Boas Práticas de Prestação de Contas”

    Foto: Joelson Felix – DECOM/FOIRN

    A II Oficina de Trabalho do Fundo Indígena do Rio Negro (Firn), foi realizada no telecentro do Instituto Socioambiental (ISA), no periodo de 12 a 16 de setembro de 2022.

    Durante os cinco dias de atividade, os associados tiveram a oportunidade de apresentar os desafios, necessidades e lições aprendidas através dos projetos desenvolvidos, tambem aprenderam a organizar a prestação de contas com a entrega do relatório financeiro e documentos comprobatórios, relatorios narrativos e monitoramento.

    Dário Casimiro, diretor da Foirn, e de referência da Coordenadoria Nadzoeri, informou sobre a oportunidade em aprofundar os conhecimentos técnicos na execução dos projetos, e que acredita na associação que tem esta oportunidade tem o privilégio das orientações quanto à execução dos projetos. 

    “A equipe do FIRN é uma equipe que está pronta para orientar quanto a evolução do processo. A presença dos coordenadores regionais é importante para o passo a passo e para acompanhamento dos trabalhos. A prática leva a todos ao aperfeiçoamento”. Afirmou Dário Casimiro do povo Baniwa. 

    Atualmente o FIRN conta com 15 projetos aprovados e em execução, oportunidade para associações aprenderem a organizar a prestação de contas. Os relatórios financeiros serão o objetivo final de cada projeto.

    “Um projeto é uma oportunidade para cada associação desenvolver, de acordo com sua realidade e objetivos e resultados que cada um deseja alcançar, é um protagonismo de cada povo, organizado através das associações, desenvolvimento regional, é o principal objetivo da equipe FIRN”. Domingos Barreto – Gerente de Monitoramento.

    “O fundo Indígena do Rio Negro está em construção, esta são as primeiras oficinas, todos estão aprendendo juntos. O modo de organização de cada equipe (formato círculo) foi pensado para que os grupos interajam entre si, ajudando uns aos outros. Que todos estejam de mente e coração abertos para aprender e caminhar juntos. É necessário todos aproveitarem o momento. A ideia que todos façam suas prestações de contas, que servirá para todo e qualquer edital de outros fundos não só o Fundo Indígena do Rio Negro, as associações precisam captar fundos. É necessário que a prestação de contas se dê de forma transparente, clara e verdadeira. Muitas dúvidas surgirão, porém as associações serão instruídas de forma correta. Será preciso ter em mãos todos os extratos bancários sendo todos conferidos uma por uma, para prestar contas. Ao final do dia estes documentos serão apresentados”. Disse Josimara – Gerente Financeira.

    Foto: Joelson Felix – DECOM/FOIRN

    O Diretor Presidente da FOIRN, Marivelton Barroso, falou sobre a proposta da Oficina aos beneficiados pelo projeto do FIRN, onde deverá haver a prestação de contas.

    “É necessário a prática de uma boa prestação de contas”. Completou o presidente. 

    Janete Alves, diretora da FOIRN, referência da Coordenadoria COIDI, ressaltou sobre o aprendizado dos trabalhos com os projetos.  

    “É necessário ter esses registros para o histórico da FOIRN”. Completou Janete.

    Marcílio Cavalcante, administrador do ISA/Manaus, agradeceu o convite para apoio nas causas indígenas e por estar há anos trabalhando com os povos indígenas. 

    “Agradeço a FOIRN, que é uma representação que tem dado certo, ao final das contas os projetos vêm e funcionam. O importante é ter ajudado nos trabalhos com muita satisfação. A Oficina foi boa para todos com a prestação de contas dos projetos”. Afirma Marcílio.

    O FIRN também realizou visitas às comunidades onde os projetos estão sendo implementados e sessões de atendimento e monitoramento dos projetos por sub-regiões, conhecendo a realidade das Associações das (5) coordenadorias da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), suas quaidades e dificuldades. Onde foram idenficadas de forma coletiva quais os sonhos e anseios das associações indigenas. 

    Foi compreendido a necessidade de apoio às associações para lidar com a burocracia e as dificuldades do mundo não – indigena. O interesse foi genuino em revitalizar a Cultura, Segurança Alimentar e Economia Sustentável  Indígena e a importância de tudo isso para os povos indigenas do Rio Negro. 

    As associações presentes por coordenadorias e seus respectivos coordenadores de base: CAIARNX: Ronaldo Ambrosio (ACIARN, ACIB, ACIBARN, AMIARN), CAIMBRN: Evaldo Bruno – Vice Coordenador  (ACIMIRN, ASIBA, NACIB, KURIKAMA), COIDI: Margarida Maia (AMIARU, AMIDI, ASEKK), DIAWII: Rosilda Maria (AMIRT, ATRIART, OIBV), NADZOERI: Juvêncio Cardoso (ACIRA, OCIDAI, ACEP).

     Equipe da FOIRN estava composta por Domingos Barreto – Gerente de Monitoramento, Josimara Oliveira – Gerente Financeiro, Mirian Brito- Assistente Financeiro, João Luís – Assessor Técnico do FIRN e Andréia Damasceno – Assessora Técnica do FIRN, Emilene Lizardo – Secretária, com participação e acompanhamento da diretoria executiva da FOIRN, e equipe de assessoria do Instituto Socioambiental ISA, Naiara Bertoli e Marcílio Cavalcante – Administrador ISA/Manaus.

    A Foirn tem como parceiro institucional o Instituto Socioambiental (ISA) e conta com o apoio financeiro da Embaixada Real da Noruega (ERN).

  • FOIRN ASSINA TERMO DE COOPERAÇÃO COM A SEPROR EM MANAUS

    FOIRN ASSINA TERMO DE COOPERAÇÃO COM A SEPROR EM MANAUS

    Indígenas terão apoio para participar das políticas públicas mediante realização de cursos de capacitação técnica e treinamentos para Fortalecimento da Agricultura Indígena do Alto Rio Negro.

    Foto: Reprodução

    Na manhã de hoje (19), o Diretor Presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), Marivelton Barroso do povo Baré assinou Termo de Cooperação Técnica  com o Secretario de Estado de Produção Rural (SEPROR), Petrúcio Pereira de Magalhães Junior, através do projeto  de Apoio ao Fortalecimento das Ações de Fomento e Produção Sustentável Rural no Estados do Amazonas e pelo Programa de apoio ao Desenvolvimento Econômico e Social que tem como uma das metas implementar o Programa de Agricultura Indígena.

    A FOIRN representa 23 povos indígenas do Rio Negro a mais de 35 anos, numa área que abrange os municípios de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira, é uma associação civil sem fins lucrativos, reconhecida como de utilidade pública pela lei 1831/1987, é umas das principais organizações do movimento indígena no Brasil, sendo referencia mundial sobre a defesa dos povos indígenas na América Latina.

    Os agricultores indígenas, de forma geral, habitam terras distantes das sedes dos municípios, com logística dificultosa, o que prejudica o estacionamento da produção e o recebimento de assistência técnica. 

    Por esse motivo, a cooperação entre a  FOIRN e SEPROR busca unir esforços para viabilizar assistência técnica, acesso a editais de politicas públicas e capacitação quanto a técnicas agroecológicas, promovendo o fortalecimento da agricultura indígena nos municípios do Alto Rio Negro, de forma a valorizar a cultura indígena e a biodiversidade 

    O objetivos específicos deste termo é promover cursos, treinamentos e eventos voltados à capacitação técnica dos agricultores familiares dos polos rurais do município; Realização de articulação e ações integradas para difusão de tecnologias através de capacitação técnica para agricultores familiares Indígenas; Incentivo ao acesso às políticas e de fomento à produção agrícola pelos Indígenas. 

    Foirn vai selecionar agricultores Indígenas nos municípios, apoiar as ações de realização dos eventos e cursos de treinamentos com equipamentos e equipe técnica na área, promover divulgação e mobilização nas comunidades indígenas e seus respectivos resultados dessa colaboração, destacando impactos do acesso à informação para o desenvolvimento dos agricultores familiares indígenas, orientar e dar assistência técnica visando a dinamização da produção vegetal local.

    A Sepror por sua vez disponibilizou a equipe técnica do seu quadro de Recursos Humanos para realização de cursos, treinamento  e eventos.

  • Indígenas recebem formação sobre Tecnologia Social da Memória e Produção Audiovisual

    Indígenas recebem formação sobre Tecnologia Social da Memória e Produção Audiovisual

    O Museu da Pessoa está em Iauaretê, Terra Indígena Alto Rio Negro, para a primeira etapa de formação com jovens indígenas do povoado de Iauarete.

    Roda de histórias durante a formação. Foto: Reprodução – Museu da Pessoa

    A atividade está sendo realizada em parceria com a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) e associações locais, no período de 09 a 18 de setembro.

    Roda de histórias na Cachoeira da Onça. Foto: Reprodução – Museu da Pessoa

    Em Iauaretê, povoado na fronteira entre Brasil e Colômbia, se localiza a Cachoeira das Onças, registrada em 2006 como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil e Lugar Sagrado dos povos indígenas da região.

    Depois da formação, os jovens farão entrevistas e rodas de histórias com conhecedores mais velhos, com o objetivo de registrar e preservar as memórias dos detentores desse patrimônio.

    A ação faz parte de um projeto maior que está sendo executado pelo Museu da Pessoa, em parceria com a FOIRN e associações indígenas locais. O projeto visa contribuir com o registro e preservação das histórias e memórias dos detentores dos dois Patrimônios Culturais Imateriais do Rio Negro: a Cachoeira das Onças e o Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro. A etapa do Sistema Agrícola se inicia na próxima semana, na região do Médio Rio Negro.

    Participam do projeto lideranças, conhecedores mais velhos e jovens indígenas das duas localidades. Dentre os jovens estão alguns dos comunicadores indígenas da rede Wayuri.

    Texto: Aline – Museu da Pessoa.

  • Indígenas Yanomami do Pico da Neblina em São Gabriel da Cachoeira recebem ação inédita da Defensoria Pública

    Indígenas Yanomami do Pico da Neblina em São Gabriel da Cachoeira recebem ação inédita da Defensoria Pública

    Defensoria realiza mutirão de atendimentos inédito em comunidade Yanomami situada dentro do Parque Nacional do Pico da Neblina em São Gabriel da Cachoeira, norte do Amazonas.

    Foto: Reprodução.

    Essa foi a primeira vez que a comunidade de Maturacá recebeu um mutirão de um órgão do sistema de justiça. Além dos atendimentos presenciais, foi realizada a primeira audiência à distância, dentro da terra indígena.

    “A gente fica muito feliz com a vinda da Defensoria Pública pra cá porque é difícil e caro viajar daqui até São Gabriel. Às vezes ficamos muito tempo na cidade e não conseguimos resolver nada, por falta de orientação. Hoje, essa realidade começa a mudar”. A afirmação é do tuxaua Francisco Xavier, líder de uma das sete comunidades indígenas Yanomami que vivem em Maturacá, São Gabriel da Cachoeira (AM), na fronteira com a Venezuela. A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) esteve no local no último dia 8, para realizar, pela primeira vez, um mutirão de assistência jurídica dentro da terra indígena.

    Além dos atendimentos presenciais, a comunidade indigena de Maturacá recebeu a primeira audiência à distância, dentro da terra indígena.

    Mais de 250 atendimentos foram realizados, além dos pedidos de registro de nascimento tardio, o que dificulta o acesso a outros documentos, casos de retificação de nome na certidão, declaração de união estável e pedidos de declaração de óbito tardio foram as principais demandas recebidas na ação. 

    Atualmente, cerca 2 mil pessoas vivem no local que faz parte da Terra Indígena Yanomami

    Texto: Isabela Sales – defensora pública e coordenadora do Polo Alto Rio Negro

  • Instalação de internet: Finalmente conectadas!

    Instalação de internet: Finalmente conectadas!

    Depois de uma longa espera e reivindicação, Coordenadoria e Associação de base da Foirn foram contempladas com a instalação do sinal de internet.

    A Associação das Mulheres Indígenas do Distrito Iauaretê (Amidi) e a Coordenadoria das Organizações Indígenas do Distrito de Iauaretê (Coidi), foram contempladas com a instalação do sinal de internet, com a iniciativa da Federação das Organizações Indigenas do Rio Negro (Foirn), apoiada pela Nia Tero, organização que apoia iniciativas e projeto de povos indígenas para fortalecer suas organizações, luta pelos direitos e defesa dos territórios.

    As instalações foram realizadas no último dia 12 de setembro, em uma viagem realizada por Janete Alves – Diretora de Referência da região COIDI, com a participação do presidente da FOIRN – Marivelton Barroso, Coordenadora do Departamento de Educação e Patrimônio Cultural e Articuladora dos Agentes Indígenas de Manejo Ambiental (Aimas).

    Na ocasião, foram tratados assuntos referentes às ações que serão realizadas na região no mês de setembro como a I Oficina de conhecedores indígenas, implementação de trabalho dos Aimas e Assembleia da Juventude.

    A instalação de pontos de internet nas comunidades e organizações indígenas faz parte do esforço institucional para fortalecer a comunicação da base no Rio Negro que no contexto atual de ameaça aos direitos conquistados é fundamental, principalmente para combater desinformação e Fake News cada vez mais presentes no território.

    A ampliação da rede de comunicação para fortalecimento das informações e comunicação com a base tem sido uma das principais linhas de apoio nos últimos três anos pela Foirn.

  • FOIRN PARTICIPA DA OFICINA SOBRE GÊNERO E EQUIDADE NAS ORGANIZAÇÕES

    FOIRN PARTICIPA DA OFICINA SOBRE GÊNERO E EQUIDADE NAS ORGANIZAÇÕES

    Os participantes discutem sobre a importância estratégica de gênero, experiências, perspectivas e desafios para o futuro desejado no fortalecimento das mulheres indígenas.

    Foto: Reprodução

    A oficina é realizada pela Rainforest Foundation Noruega (RFN) nos dias 13 e 14 de setembro de 2022 em Brasília, e conta com a participação dos representantes da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), Adão Francisco do Povo Baré – Diretor da FOIRN, Maria do Rosário (Dadá Baniwa) – Coordenadora do Departamento das Mulheres Indigenas do Rio Negro (DMIRN/FOIRN), Dulce Morais – Assessora do ISA e Francilene dos Santos Pereira- Tesoura da AMIK, Patricia Zuppi – RCA, Martina Bogado/RFN, Rita Lewkowicz /Iepé e as lideranças e representantes das organizações da Rede de Cooperação Amazônica (RCA).

    As principais pautas em discussão é sobre o treinamento e resumo do trabalho de gênero apoiado pela RFN dos últimos anos; A importância estratégica de gênero e inclusão – porque a RFN apoia e prioriza esse trabalho? Oficina para o fortalecimento do trabalho de gênero com as organizações indigenistas da RCA realizado pela RFN – contexto e desdobramentos; Resultados e aprendizados do trabalho com a participação de mulheres e gênero da RCA; Boas experiências e perspectivas do trabalho das Mulheres das Organizações Indígenas, apresentadas por Marinau Waiãpi/Apina, Dadá Baniwa/FOIRN, Watatakalu Yawalapiti/ATIX Mulher, Maria Betânia Mota/CIR, Edilene Barbosa/OPIAC, Janina Karipuna/AMIM e Arlete Krikati/Wyty Cat; Desafios para fortalecer o trabalho e a participação das mulheres nas organizações indígenas; O Futuro desejado: Soluções, ideias e inspirações para o fortalecimento do trabalho das mulheres indígenas.

  • FOIRN SE PREPARA PARA REALIZAR A II OFICINA DO FUNDO INDÍGENA DO RIO NEGRO – FIRN

    FOIRN SE PREPARA PARA REALIZAR A II OFICINA DO FUNDO INDÍGENA DO RIO NEGRO – FIRN

    Indígenas representando as 15 associações de base vão participar da formação, assessoria técnica, instruções para a execução dos projetos,  entrega das prestações de contas e dos relatórios narrativos.

    A II Oficina de Trabalho do Fundo Indígena do Rio Negro (Firn) terá inicio às atividades nesta segunda feira (12) e vai até o dia 16 de setembro de 2022, no telecentro do Instituto Socioambiental (ISA).

    São 15 associações de base que tiveram seus projetos aprovados pelo primeiro edital do Firn, foram contratados na I Oficina de trabalho do FIRN, realizada em São Gabriel da Cachoeira entre os dias 14 a 23 de março deste ano, a partir daí começou a etapa de implementação dos projetos.

    O FIRN também realizou visitas às comunidades onde os projetos estão sendo implementados e sessões de atendimento e monitoramento dos projetos por sub-regiões.

    Os projetos inscritos no FIRN seguem pelo menos os seguintes temas:

    Cultura

    Projetos que atendam à valorização dos saberes e das práticas de conhecimento tradicional dos povos indígenas rionegrinos. Ou seja, projetos que atuam no fortalecimento das línguas, das técnicas artesanais e de manejo (como na agricultura, pesca, uso de recursos florestais, etc), das práticas rituais, dos cantos e danças, entre outros conhecimentos, favorecendo a circulação de saberes entre as gerações.

    Economia sustentável indígena 

    Iniciativas de geração de renda que promovam o bem viver das comunidades através da valorização dos conhecimentos indígenas, dos conhecimentos técnicos e científicos, da inovação e da criatividade no uso sustentável dos recursos.  

    Segurança alimentar 

    Projetos que fomentem práticas e conhecimentos relacionados ao sistema agrícola tradicional do Rio Negro ou alternativas de produção para as famílias e comunidades, como piscicultura e criação de pequenos animais. Também se enquadram nesse tema os projetos que fortalecem o manejo sustentável da pesca caçam e coleta.

    Mais detalhes da II Oficina, você pode acompanhar diariamente em nossas redes sociais da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN).

    Realização: FOIRN

    Parceria: ISA

    Apoio: Embaixada Real da Noruega – ERN

  • Oficina dos AIMAS de Barcelos discutem sobre impactos de incêndios e enchentes.

    Oficina dos AIMAS de Barcelos discutem sobre impactos de incêndios e enchentes.

    Foto: Ana Amélia – Jornalista (ISA)

    Os Agentes Indígenas de Manejo Ambiental (Aimas) que atuam no município de Barcelos (AM) participaram nesta ultima semana de encontro para troca de conhecimentos e planejamento das próximas etapas da pesquisa. A II Oficina dos AIMAS de Barcelos aconteceu de 29 de agosto a 2 de setembro, na Comunidade São Roque, no rio Caurés, na bacia do Rio Negro, e é realizada em conjunto pela FOIRN, Associação Indígena de Barcelos (ASIBA) e ISA.

    Foto: Ana Amélia – Jornalista (ISA)

    Entre os principais temas que foram discutidos estão o manejo do fogo, os impactos das enchentes e a recuperação das paisagens e recursos. Durante o encontro houve visita a áreas atingidas por esses fenômenos.

    A região vem sentindo o impacto de eventos extremos climáticos, o que causa prejuízo às roças, colocando em risco a segurança alimentar dos indígenas da região.

    Foto: Ana Amélia – Jornalista (ISA)

    Em 2016, durante a seca, extensas áreas de igapós foram atingidas por incêndios. No ano seguinte, segundo o relato dos AIMAS, as roças foram atacadas por pragas. Em 2021, a população sofreu o impacto da cheia recorde do Rio Negro. E, este ano, o nível da água ultrapassou os índices do período anterior.

    Texto e Imagem: Ana Amélia – Jornalista (ISA)