A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – Foirn, realiza a X Assembleia Regional Ordinária da Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio Baixo Rio Negro – Caimbrn, que completa este ano 18 anos de existência sendo a última coordenadoria da Foirn a ser criada em 2004, no processo de fortalecimento e regionalização da área de abrangência da organização.
A abertura ocorreu hoje (23/05) no ginásio dos salesianos no município de Santa Isabel do Rio Negro e vai até o dia 27 de maio de 2022, com a mesa de autoridade composta pela coordenação regional da Caimbrn e o diretor presidente da Foirn, referência do Médio e Baixo Rio Negro Sr. Marivelton Baré, com as presenças ilustres de representante do poder executivo municipal, representante do Idam, representante do Dsei, representantes das escolas estaduais e representantes da diretoria das associações Acimrn e Asiba que são referência de sub sede da coordenadoria regional.
Participam da assembleia dez delegados representando as 12 associações de base da região: Ayrca, amik, ahkoiwi, acibrn, acir, kurikama, acimrn, acirpp, aiacsj, aibad, asiba, nacib
A abertura marcou o momento do início de assembleia com o benzimento tradicional e dança tradicional do japurutu, dança do cariçú, dança das mulheres yanomami kumirayoma e o espetacular dança da maníaka murasi da comunidade de cartucho.
Na abertura o diretor presidente além das demais autoridades composta a mesa enfatiza e frisa a importância do momento registrando os ex coordenadores e ex diretores da Foirn para a região e o momento de diálogo, construção planejamento e oportuno para a construção e consolidação do protocolo de consulta da região Caimbrn.
Nesta Assembleia serão apresentadas e discutidas sobre as atividades das Associações de Base da região; Apresentação do Planejamento de atividades a ser realizada pela CAIMBRN/FOIRN até dezembro de 2022; Grupo de Trabalhos de discussão para elaboração de propostas de atividades, projetos e assuntos gerais para 2023 e 2024 e Oficina para Construção e validação do Protocolo Geral de Consulta dos Povos e Comunidades Indígenas do Rio Negro.
Ação da Defensoria Pública do estado do Amazonas de São Gabriel da Cachoeira-AM, ao atendimento dos povos indígenas na comunidade Boa Vista, localizada na foz do Rio Içana, no dia 21 de maio/2022 (sábado) em comemoração ao “DIA DO DEFENSOR PÚBLICO”.
Foto: Comunicação – FOIRN
A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) em parceria com a Defensoria Pública e Funai, realizou ação em atendimento aos povos indígenas, na comunidade Boa Vista, localizada na foz do Rio Içana, no sábado (21/05) em comemoração ao “DIA DO DEFENSOR PÚBLICO”,
A ação teve aproximadamente 102 pessoas procurando atendimento nesse dia da comunidade local e adjacentes, 82 pessoas atendidas entre mulheres, homens e idosos. Os Atendimentos mais procurados foram a União Estável, Retificação (Correção da certidão de nascimento), 2ª via da Certidão de Nascimento e Orientação para vários benefícios do INSS principalmente sobre o Benefício de Prestação Continuada (BPC) – Governo Federal.
Sr. Mario Marcelino Silva, Baré e dona Evanilda Cordeiro, Baré, 79 anos, assinam a união estável. Foto: Comunicação – FOIRN
O indígena sr. Mario Marcelino Silva, Baré, 82 anos, morador da comunidade Boa Vista aproveitou o momento para fazer uma união estável com a sua esposa dona Evanilda Cordeiro, Baré, 79 anos. Os mesmo já vivem juntos há pelo menos 65 anos, com 6 filhos, 24 netos e 04 bisnetos.
Em conversa com algumas lideranças e pessoas atendidas nesta ação, os mesmo relatam a dificuldade de se deslocar à sede do município de São Gabriel da Cachoeira para ter esses atendimentos, no qual há muita procura, pediram para que a Ação seja feita pelo menos em 03 dias de atendimento.
“É a primeira vez que essa ação acontece em nossa comunidade, quero agradecer, porque para gente tem muita dificuldade para chegara ate o munícipio e não conseguimos tirar documento, agradeço muito o pessoal da Foirn e Funai que fizeram parceria com a Defensoria Publica para chegarem ate aqui na nossa comunidade” Ednaldo Costa Baré da Comunidade Guia Rio Negro,
“Graças Deus me atenderam bem como a gente queria que nos atendessem, consegui resolver o meu caso” Celeste Maria da comunidade São Pedro – Rio Negro.
“Eu vim aqui para fazer a minha união estável para poder conseguir ter algum benefício para minha filha que tem 4 anos de idade que nasceu prematura, ela é especial, não enxerga e não tem leite materno, por isso há dificuldade para comprar leite que é muito caro para o sustento dela.” Doralina Francisca Bruno, Baré da comunidade Auxiliadora – Rio Negro.
Aluísio Gomes André – Vice Capitão da Comunidade Boa Vista Foz do Içana. Foto: Comunicação – FOIRN
“… para mim é uma grande ajuda que estão fazendo na parte de documentação pelo nosso povo aqui na nossa comunidade, o esforço que fizeram para fazer documentação das crianças e dos idosos, e orientação dos benefícios q a gente precisa, e da próxima vez, nós queremos que eles voltem para trazer esse trabalho para ficarmos mais tranquilos em relação à documentação, quero deixar o meu agradecimento a Foirn e toda equipe que vieram para fazer esse atendimento ao nosso povo e, a gente espera que vocês voltem que a gente está aguardando e precisa de mais atendimento como esse para ficar mais organizado aqui na nossa comunidade” Aluísio Gomes André – Vice Capitão da Comunidade Boa Vista Foz do Içana.
Adão Francisco Baré – Diretor da FOIRN . Foto: Comunicação – FOIRN
O diretor Adão agradeceu a recepção da comunidade e explicou sobre o objetivo da Ação para o povo do rio negro como um todo, representados pela Foirn nesses 35 anos de fundação, atualmente presidida pelo Diretor Presidente Marivelton Barroso Baré.
Diretor Dario Casimiro Baniwa, falou sobre a importância dessa primeira experiência com a parceria da Defensoria Pública e demais equipe presente nesta ação junto com as lideranças do local, é a primeira vez que a equipe da defensoria vai para uma aldeia, após isso será feito uma análise sobre a demanda desses tipos de atendimento na região e assim poder estender para outras áreas.
O mesmo aproveita para lembrar e informar do planejamento da coordenadoria Nadzoeri que a primeira Assembleia bianual que está prevista a acontecer entres os dias 14 a 18 de junho de 2022, com o tema Protocolos de consultas dos povos indígenas do Rio Negro, onde será discutida as demandas, prioridades e problemas locais politico e social da região.
Foto: Comunicação – FOIRN
“Hoje estamos aqui com essa equipe da defensoria pública para esse atendimento, com essa experiência queremos ampliar isso daqui para frente, faz parte da luta que a Foirn sempre vem fazendo em prol do controle social e defesa dos direitos dos povos indígenas do rio negro”. Dario Casimiro Baniwa – Diretor da Foirn.
“Gostaria de agradecer primeiramente por vocês terem nos recebido tão bem e por terem vindo procurar os nossos serviços. O nosso trabalho é esse mesmo, a gente não está aqui fazendo favor nenhum, nosso trabalho é resolver esses problemas de justiça, de cartório, a gente existe para isso. Quero também agradecer a Foirn pela parceria, pela disponibilidade, quando a gente falou que queria comemorar o dia do defensor e da defensora público (a), fazendo atendimento em alguma comunidade, o Adão prontamente se disponibilizou e preparou a logística, organizou aqui com as lideranças do local o Jorginho e com o Dario. Reconheço o trabalho da Foirn, nesses anos, desde a demarcação das terras, programa coletivo de educação, de saúde que são levados para o Ministério Público Federal, e a luta não para. ” Dra. Isabela do Amaral Sales – Defensoria Pública.
“Essa é a primeira vez que nós estamos vindos em uma comunidade para fazer esse atendimento, é um dia muito especial, aqui é um lugar onde deveríamos sempre estar aí nas comunidades, pois a luta da defensoria é para se estabelecer como uma instituição, que é ainda muito nova, diferente do Ministério Público Federal (MPF)” Completa Dra. Isabela do Amaral Sales – Defensoria Pública.
A Foirn estava representada pelos seus diretores Dario Casimiro Baniwa, de referência da coordenadoria Nadzoeri o qual a comunidade de Boa Vista pertence, e Adão Francisco Baré de referência da coordenadoria Caiarnx.
As coordenadorias regional Nadzoeri e Diawii recebem os equipamentos novos para uso no deslocamento e articulação
A Diretoria da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), representada por Janete Alves Desana e Dário Casimiro Baniwa de referencia da coordenadoria regional Nadzoeri (Baniwa e Koripaco), através do projeto *Consolidação da rede de Agentes Indígenas de Manejo Ambiental no âmbito da implementação dos Planos de Gestão Territorial e Ambiental ( PGTA) das Terras Indígenas do Alto e Médio Rio Negro – através do ISA PRN e tendo como corequerente executora a FOIRN, cujo edital do legado Integrado da Região Amazônica – Lira, IPÊ, MOORE e Fundo Amazônia. Possibilitou a aquisição para repasse de motores de popa e botes novos para os trabalhos de articulação e deslocamento da diretoria das coordenadorias regionais em suas regiões, ainda vão ser entregues os motores das coordenadorias CAIARNX E COIDI.
Marivelton Baré participa da caminhada alusão ao maio laranja e dia Nacional ao combate contra a Violência e Exploração sexual de crianças e adolescentes no município de Santa Isabel do Rio Negro – Am.
O Conselho Tutelar, juntamente com o CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) e com todo apoio da Secretaria Municipal de Assistência Social, da Prefeitura Municipal de Santa Isabel do Rio Negro, realizaram na manhã desta quarta-feira (18/05), uma caminhada na cidade, com a finalidade de destacar “O Dia Nacional do Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescente”.
O Diretor Presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), Marivelton Rodrigues Barroso Baré e os coordenadores do Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro (Dajirn) Sheine Diana e Elson Kene participam da caminhada alusão ao maio laranja e dia Nacional ao combate contra a Violência e exploração sexual de crianças e adolescentes nesta data de 18 de maio no município de Santa Isabel do Rio Negro.
O objetivo da caminhada foi dar visibilidade ao tema. Os órgãos da Prefeitura de Santa Isabel do Rio Negro com a colaboração dos alunos da rede municipal saíram às 16h em frente a Delegacia do município e percorreram algumas ruas do Centro da cidade, findando em frente a prefeitura municipal.
O dia 18 de maio é Dia Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, instituído pela Lei Federal 9.970, de 2000. A data foi escolhida em alusão ao “Caso Araceli”, a menina que aos 8 anos foi raptada, drogada e violentada física e sexualmente por vários dias, antes de ser morta, ter seu corpo desfigurado por ácido e abandonado em um terreno baldio em Vitória, no Espírito Santo, em um crime que permanece impune.
Nesse dia, em 1973, uma menina capixaba, foi sequestrada, espancada, estuprada, drogada e assassinada numa orgia imensurável. Seu corpo apareceu seis dias depois desfigurados por ácido. Os agressores jamais foram punidos.
O movimento em defesa dos direitos de crianças e adolescentes, após uma forte mobilização, conquistou a aprovação da Lei Federal 9.970/2000 que instituiu o 18 de maio como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Criança e Adolescente, com o objetivo de mobilizar a sociedade brasileira e convocá-la para o engajamento pelos direitos de crianças e adolescentes e na luta pelo fim da violência sexual.
As lideranças e representante de instituições parceiras se reuniram na comunidade São Francisco para tratar da reunião do comitê gestor do projeto de turismo de base comunitária do Rio Jurubaxi.
Na comunidade de são Francisco terra indígena Jurubaxi Téa no município de Barcelos, reuniram-se as seguintes instituições no dia 17 de maio de 2022, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (ACIMRN), Empresa de Turismo Kalua que são partes contratantes junto com as comunidades de Acariquara pertencentes ao município de Santa Isabel do Rio Negro e São Francisco, com a presença da FUNAI coordenação regional do rio negro.
Essa reunião teve como o objetivo de avaliar e prestar contas referente a temporada de pesca esportiva do rio Jurubaxi 2021/2022.
As pautas discutidas foram sobre a avaliação dos trabalhos dos vigilantes indígenas, coordenadores que atuaram durante a temporada em execução, foi organizada a data dos estudos de capacidade ambiental, avaliação e apresentação da prestação de contas 2021/2022 por parte da empresa, e também a Foirn e Acimrn apresentaram a prestação de contas dos gastos do Projeto de pesca esportiva de base comunitária do rio Jurubaxi, foram feitas juntos com as lideranças e representantes das comunidades o planejamento e ajustes futuros, para melhor a atuação do projeto com o propósito de um bem coletivo.
Lideranças e moradores da comunidade Jupati solicitam reunião para tratar sobre atividade ilegal de extração de madeira na área da comunidade e na referida Terra Indígena.
No último dia 15 deste mês (domingo), a Federação das Organizações Indígenas do Rio negro (FOIRN) Fundação Nacional do Índio (FUNAI) realizaram uma reunião na comunidade Jupati, a pedido das lideranças e moradores, sobre atividade Ilegal de extração de madeira na área da comunidade dentro da Terra indígena do médio Rio negro, para a comercialização de forma irregular e não autorizada.
A comunidade protestou da falta de fiscalização e proteção no território e que, órgãos de controle possam exercer o seu papel de defender o território e comunidades sendo uma terra indígena e gleba militar.
Mesmo que a extração sustentável de madeira possa ser uma fonte de renda, muitas das vezes a atividade não é feita de acordo com esses padrões. E isso acaba provocando impactos significativos inclusive a desintegração do habitat das espécies da região e a perda dos serviços ecológicos prestados pelas florestas, como a manutenção do Clima e do ciclo hidrológico (ciclo da água).
Apesar de existir leis que autorizem a exploração de madeiras em áreas especificas, a extração ilegal já está bastante expandida no Brasil e em vários países amazônicos.
O Uso de licenças falsas; Corte de qualquer árvore comercialmente valiosa, independentemente de quais árvores sejam protegidas por lei; Corte em quantidades superiores às cotas permitidas por lei; Corte fora de áreas de concessão florestal; Corte dentro unidades de conservação e terras indígenas. Essas são umas das principais ilegalidades em relação a extração de madeira ilegal.
Segundo o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia – Imazon, para cada árvore comercial que é retirada, são danificadas outras 27 árvores com mais de 10 cm de diâmetro, são construídos 40 m de estradas e são abertos 600 m² no dossel florestal.
Por tanto a Foirn fará o trabalho em conjunto com a Funai de coibir a situação irregular e ilegal que acontece nesta área pedindo providências e punição ao infrator.
A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) e o Instituto Socioambiental (ISA) apoiam a realização da Oficina da Associação das Comunidades Indígenas e Ribeirinhas (ACIR), que coordena o Projeto Serras Guerreiras de Tapuruquara.
No período de 09 a 13 de maio de 2022 estará promovendo duas oficinas, a primeira na comunidade de boa Vista e outra na comunidade de Massarabí pertencentes a Terra Indígena do Médio Rio Negro, no município de Santa Isabel do Rio Negro.
Com o propósito de expandir as atividades turísticas nesta região para o processo de consulta e regulamentação de turismo de pesca e solte de acordo com a instrução normativa da FUNAI que regulamenta a atividade na Terra Indígena.
Participam da coordenação das oficinas juntos com a ACIR, a Foirn, ISA e Icmbio
Os membros do comitê se reuniram no dia 09 de maio na Casa do Saber da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), com o objetivo de decidir, avaliar e planejar o andamento do Projeto Fundo Indígena do Rio Negro (FIRN).
Um belo café da manhã oferecido pela equipe do Firn, e a abertura da reunião inicio- se com as palavras do presidente do Comitê e Diretor presidente da FOIRN, Marivelton Rodrigues Barroso – Baré, houve uma apresentação breve dos membros e convidados presentes, e em seguida passou – se para a apresentação do relatório narrativos da Foirn, apresentação do relatórios financeiros da Foirn, apresentação dos relatórios financeiros e narrativo do ISA e a apreciação e aprovação dos relatórios da Foirn e ISA.
Tendo em vista que, a Firn foi criado para financiar projetos e iniciativas desenvolvidas durante a elaboração dos planos de Gestão Territorial e Ambiental. As atividades realizadas neste período de um ano e um mês de execução do projeto, segundo o relatório narrativo do Firn, o impacto do progresso do projeto foi promover e fortalecer as comunidades através da rede de Associações da FOIRN, os conhecimentos e as praticas dos povos indígenas, garantindo oportunidades para que possam implementar ações locais. Ações de preservação de diversidade natural e do uso sustentável da floresta valorizadas em seus aspectos econômicos, ambientais e socioculturais, fortalecendo organizações indígenas da região no rio negro.
A implementação do Firn começou oficialmente em março de 2021, tendo as atividades da Equipe de Gestão Executiva iniciada em maio do mesmo ano, quando a equipe foi contratada e começou a operar na FOIRN. O comitê é composta por 10 (dez) membros: Marivelton Rodrigues- Diretor presidente Foirn; Nildo Fontes – Diretor Vice Presidente da Foirn; Janete Alves – Diretora Foirn; Adão Francisco – Diretor Foirn; Dario Casimiro – Diretor Foirn; Maria do Rosário- coordenadora do DMIRN; Elson Kene – coordenador DAJIRN ; Aloisio Cabalzar – ISA; Auxiliadora Fernandes – Presidente da Comissão Fiscal CD/ FOIRN e Justino Sarmento – REPAM; Portando nesta reunião, na ausência do Elson Kene que está em viagem participando de uma outra atividade o qual foi convidado, a Gleice Maia – Coordenadora do DAJIRN se fez presente. Nesta reunião também foram convidadas as coordenadoras do departamento Financeiro e Comunicação da FOIRN e o Administrador do ISA.
As economias regenerativas de Povos Indígenas e comunidades tradicionais na região do Rio Negro.
Pietro Lazzeri Embaixador da Suíça, Luciane Lima – Foirn, Ignacio Ybañez Rubio Embaixador da União Europeia no Brasil, Marivelton Barroso – presidente da Foirn e Romulo Acurio, Embaixador do Peru. Foto: Reprodução
A convite do Instituto Socioambiental (ISA) e a Delegação da União Europeia, no último dia 03 de maio de 2022 a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), representada por seu Diretor presidente Marivelton Rodrigues Barroso do povo Baré e a Coordenadora do departamento de Negócios Socioambientais Luciane Lima, participaram da apresentação dos resultados e das metas alcançadas nessa parceria do projeto Cadeia de Valor “Territórios da Diversidade Socioambiental” que fomentou formas inovadoras de promover o reconhecimento da economia de povos indígenas e comunidades tradicionais na Amazônia e na Mata Atlântica.
Neste evento estava presente além do embaixador da União Europeia no Brasil, Ignacio Ybañez Rubio, o embaixador da Suíça, Pietro Lazzeri e o Embaixador do Peru, Romulo Acurio.
Marivelton Baré ressaltou a importância da parceria da FOIRN com o Instituto Socioambiental para ter os trabalhos promissores nos âmbitos do projeto cadeia de valor e produtos da socio biodiversidade, e com a União Europeia que foi o parceiro que acreditou e apoiou essa inciativa apresentada não só para o rio negro, mas também para outros territórios no qual teve atuação.
“Foi uma semente que germinou e acabou crescendo uma arvore que tem uma genealogia de ampliar essa parceria e ter vários resultados nos trabalhos”. Comentou Marivelton
Só no rio negro são 11 cadeias de valores apoiadas com todo o resultado que tem tido os restaurantes, grandes centros no Brasil e em outros lugares do mundo, como a pimenta Baniwa, cogumelo Ianomami, o óleo de Babaçu e entre outras iniciativas dos povos e comunidades tradicionais.
“É um momento inédito, onde também teve diversas influencias como a busca por políticas mais padronizada pelo governo que hoje acabaram reconhecendo uma necessidade de poder investir e comprar os produtos do sistema tradicional agrícola dos povos e comunidades tradicionais, ela poder virar uma merenda regionalizada e assim buscar fortalecer cada vez mais inserção de mercado e economia indígena nesses territórios” Afirma Barroso.
Em comemoração ao dia da Europa, a apresentação foi seguida por um jantar com produtos da Amazônia oferecido pela Chef Bel Coelho, dos restaurantes paulistanos Cuia Café e Clandestino.
Garantia dos direitos em tempos de tantos retrocessos aos direitos dos povos indígenas.
Diretor presidente da Foirn, Marivelton Barroso ao centro, ladeado por autoridades convidados presentes, tradutores indígenas e parceiros desta inciativa. Foto: Admilson de Andrade – Comunicação/FOIRN
A comitiva do Conselho Nacional de Justiça foi recebida pela Federação das Organizações Indígenas (FOIRN) e Instituto Socioambiental (ISA) no dia 29 de abril na maloca Casa do Saber para lançamento dos cartazes sobre Audiência de Custódia traduzidas nas línguas indígenas da região do Rio Negro.
O evento foi importante para a garantia dos direitos dos povos indígenas. Em tempos de tantos retrocessos aos direitos indígenas, a Foirn tem muito o que celebrar com mais uma conquista dos povos indígenas que é a tradução dos cartazes sobre Audiência de Custódia nas línguas indígenas Yengatu, Baniwa e Tukano.
Estavam presentes também os ilustres convidados do Poder Judiciário que se deslocaram de Brasília para conhecerem a realidade dos povos indígenas que vivem em São Gabriel da Cachoeira, a convite da FOIRN.
Os representantes das entidades que realizaram em parceria este trabalho pioneiro e muito importante para os povos indígenas do rio Negro e para o Brasil, estavam presentes os representantes do Conselho Nacional de Justiça, do Tribunal de Justiça do Amazonas, do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes- UNODC, da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro e do Instituto Socioambiental.
A comunidade Itacoatiara mirim fez uma bela apresentação de suas danças tradicionais para recepcionar as autoridades neste importante evento, liderada pelo cacique Luiz Laureano do povo Baniwa, com o oferecimento de caxiri na cuia feita pelas mulheres da comunidade indígena, bebida tradicional da região do Rio Negro.
Composição da mesa de autoridades, em destaque a Excelentíssima Senhora Isabella do Amaral – Defensora Pública Estadual – Polo Alto Rio Negro. Foto: Admilson de Andrade – Comunicação/FOIRN
Nesse evento, também se fizeram presentes as autoridades e representantes locais do município de São Gabriel da Cachoeira.
Na solenidade de abertura, o diretor presidente fala sobre a importância e responsabilidade que a Foirn tem na defesa dos povos indígenas nesse território que abrange os municípios de (Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira a sede da Federação), com a valorização da cultura e resistência dos povos indígenas diante de um governo que só traz retrocessos e perseguições.
“Nesses 35 da Foirn, pela primeira vez a gente lança os cartazes de audiência de custódia nas nossas línguas cooficiais aqui do município. Fazendo lembrar que essa federação tem uma responsabilidade na defesa dos povos indígenas nesse território que abarca São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos. Temos leis que garantem o cumprimento e obrigatoriedade das línguas oficiais, mas ela funciona deficientemente nas repartições públicas do município. A Foirn vem sendo uma embaixada dos povos indígenas, pois são 18 línguas faladas, além do espanhol e português. Temos a responsabilidade de valorização cultural e resistência dos povos indígenas diante de um governo que só traz retrocessos e perseguições. Precisamos de mais eficiência no enfrentamento ao narcotráfico, garimpo, álcool, violência contra a mulher. Há uma ineficiência, a gente pede socorro. Povos indígenas e lideranças se preocupam com o território e com a sobrevivência física e cultural. O território é nosso, o mais protegido da Amazônia, a floresta está intacta, a gente sempre fez isso. Essa não é só uma cerimônia de conquista, a gente tem desafios e resiste para exigir. Essa é a nossa casa, nosso parlamento indígena, nossa Casa do Saber. No momento em que vocês se unem aos indígenas e aos direitos humanos, a gente se junta a vocês para o acesso à Justiça dos Povos Indígenas.” Marivelton Barroso Baré, diretor presidente da FOIRN.
A Alessandra Korap do povo Munduruku participou do lançamento e falou que a justiça precisa chegar nas bases das organizações indígenas e não o contrário. Ressaltou ainda que Brasília precisa aprender que a língua é uma ferramenta muito importante, que muitas das vezes as portas são fechadas, mas que eles querem que a casa dos povos indígenas seja aberta.
“… A oportunidade de os parentes terem cartazes traduzidos em língua indígena é muito importante. Aqui é lindo, aqui é maravilhoso o problema ainda não chegou, mas um dia ele vai chegar, nós achávamos com o nosso povo que o problema nunca ia chegar, que esses projetos que estão em Brasília só vão afetar daqui a vinte, trinta ou cinquenta anos. Hoje está afetando diretamente, temos parentes preso, no mundo das drogas e prostituição…. Conselho Nacional da Justiça, que haja justiça mesmo, que haja uma justiça para os povos indígenas e para o meio ambiente, porque sem os povos indígenas não haverá o meio ambiente e sem o meio ambiente não haverá o povo indígena.” Afirmou Alessandra Korap do povo Munduruku.
Dadá Baniwa, coordenadora do departamento de mulheres indígenas do Rio Negro (DMIRN), parabenizou o trabalho feito pelos tradutores e os envolvidos diretamente. A mesma lembrou dos vinte anos que o departamento completou este ano dentro da Federação, com o objetivo de lutar pelos direitos das mulheres indígenas nas políticas públicas diferenciadas na área de educação, saúde e sustentabilidade, porém ainda faltam muitas outras coisas principalmente na área de justiça. Ela comentou sobre os vários casos de violência contra a mulher, no qual não se sabe como está a situação desses autores desses casos.
Dra. Renata Vieira, Edson Cordeiro, Alfredo Brazão , Manuele Pimentel, Excelentíssimo Sr. Dr. Luiz Lanfredi e Dra. Luanna Marley . Foto: Admilson de Andrade – Comunicação/FOIRN
Os tradutores indígenas tiveram a oportunidade de contar como foi a experiência e o desafio que cada um deles teve durante os trabalhos. Um dos maiores desafios e dificuldades no geral foi a tradução literal na língua indígena dos termos jurídicos.
Edson Cordeiro povo Baré – tradutor na língua Yengatú, Manuele Pimentel do povo Tuyuca – Tradutora na língua Tukano e Raimundo Miguel Benjamin do povo Baniwa (representado pelo Alfredo Brazão) – Tradutor na língua Baniwa.
Os responsáveis pela iniciativa e acompanhamento foram: Nildo Fontes, Diretor Vice-Presidente e da FOIRN, Excelentíssima Sra. Andrea Jane Silva de Medeiros, juíza Coordenadora das Audiências de Custódia do Tribunal de Justiça do Amazonas, Excelentíssimo Sr. Dr. Luiz Lanfredi, juiz auxiliar da Presidência do Conselho Nacional do Tribunal de Justiça, coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema Socioeducativo (DMF/CNJ), Dra. Luanna Marley, Coordenadora Estadual do Programa Fazendo Justiça, Dra. Renata Vieira, assessora jurídica do Programa Rio Negro do Instituto Socioambiental.