Nesta quarta-feira, 6 de março, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) através do departamento Fundo Indígena do Rio Negro (FIRN) em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA) e com o apoio da Embaixada Real da Noruega (ERN) realizou o primeiro “Encontro de Orientações Gerais” para iniciar os projetos selecionados no Edital 002.
O evento acontece no município de Santa Isabel do Rio Negro, na Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro (CAIMBRN), que se estenderá entre os dias 07 a 09 de março de 2024 com a presença das lideranças indígenas representantes das associações AECID, OPPMC, ACIR, CEEEISJ e a coordenadoria CAIMBRN que também foi contemplada neste edital.
Esse “Encontro de Orientações Gerais” é uma etapa fundamental para garantir o início adequado e eficiente dos projetos selecionados no Edital 002. É muito positivo ver a presença das lideranças indígenas representantes demonstrando o comprometimento dessas organizações em contribuir para o desenvolvimento sustentável da região do Rio Negro.
O encontro foi organizado pela FOIRN através da equipe técnica e executiva do FIRN com o objetivo de realizar a assinatura dos contratos de doação e orientar as associações sobre gestão financeira dos projetos e monitoramento das atividades.
A assinatura dos contratos de doação durante esse encontro é um passo essencial para garantir a transparência e eficiência na execução das iniciativas. Além disso, as orientações sobre gestão financeira dos projetos e monitoramento das atividades são fundamentais para assegurar que os recursos sejam utilizados de forma responsável e que os resultados sejam alcançados.
Estamos entusiasmados com essa oportunidade única de fazer a diferença nas associações indígenas do Rio Negro. Juntos faremos um trabalho dedicado, colaborativo e comprometido com resultados significativos. Estamos ansiosos para trabalhar em equipe ao longo dessa jornada emocionante e promissora.
A parceria entre a FOIRN e o ISA, com apoio da Embaixada Real da Noruega estão de parabéns por essa iniciativa de capacitação e orientação. Temos a certeza de que esse encontro será muito produtivo e contribuirá significativamente para alcançarmos os objetivos traçados nos projetos selecionados no Edital 002.
Com foco nas questões do território etnoeducacional e proteção territorial, mais de 150 participantes entre profissionais e líderes indígenas participaram do evento.
Participantes do encontro. Foto: Decom/Foirn
Nesta segunda-feira (4), no auditório do Instituto Federal do Amazonas, campus São Gabriel, deu -se o início do Encontro Regional de Avaliação e Implementação do Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) do Rio Negro, com ênfase na Educação Escolar Indígena, evento este realizado pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) e Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI-CR/RNG).
Este evento começou em 21 a 23 de fevereiro em Barcelos, seguido por Santa Isabel do Rio Negro, de 26 a 29 de fevereiro e agora, a partir de 04 até 07 de março, em São Gabriel da Cachoeira.
Com a presença de representantes de instituições convidadas dos municípios de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira. Durante o evento, líderes e professores indígenas vão discutir e apresentar demandas aos órgãos públicos competentes, visando respeitar a cultura e tradição dos povos indígenas do Rio Negro.
As principais discussões incluem o Plano de Gestão Territorial e Ambiental das Terras Indígenas do Rio Negro, a Educação Escolar Indígena no PGTA e no Território Etnoeducacional, além de experiências positivas na região.
Este evento visa proporcionar um espaço significativo para a discussão e reflexão sobre os avanços, desafios e perspectivas relacionados à implementação do PGTA na região do Rio Negro. Em particular, atenção especial à Educação Escolar Indígena, reconhecendo sua importância como pilar fundamental para o desenvolvimento sustentável das comunidades locais.
Participantes do encontro. Foto: Decom/Foirn
O grupo de dança Tuyuca realizou uma maravilhosa apresentação do carriçú e capiwayá, acompanhado da coordenadora da FUNAI CR-RNG, Maria do Rosário (Dadá Baniwa), ao entrar no auditório.
Através da dança, são transmitidos os ensinamentos culturais. A dança é uma forma de expressão cultural poderosa que permite a transmissão de tradições e conhecimentos ancestrais de forma vívida e envolvente.
O grupo de dança Tuyuca demonstrou com maestria o carriçú e capiwayá, dois ritmos tradicionais que carregam consigo a história e a identidade do povo Tuyuca.
Através da dança, os Tuyuca não apenas celebram suas raízes e tradições, mas também compartilham com o público presente os valores, a espiritualidade e a sabedoria que permeiam a sua cultura milenar.
A arte da dança se revela, assim, como uma ponte entre o passado e o presente, entre as gerações passadas e as futuras, mantendo viva a chama da identidade e da resistência indígena.
Que essas apresentações sirvam como um lembrete da importância de valorizarmos e respeitarmos a diversidade cultural, honrando as raízes que moldaram e enriqueceram a nossa sociedade.
As experiências na educação escolar Baniwa e Koripako refletem a rica diversidade cultural e pedagógica das comunidades indígenas na bacia do Içana. Esses povos têm um profundo conhecimento da natureza e de suas tradições, que são transmitidos de geração em geração por meio de práticas educacionais únicas.
Na educação escolar Baniwa e Koripako, o respeito pela natureza, a valorização da língua materna e o fortalecimento da identidade cultural são pilares fundamentais. Os métodos de ensino valorizam a oralidade, a observação prática e a relação harmoniosa com o meio ambiente.
O currículo inclui conhecimentos tradicionais sobre plantas medicinais, técnicas agrícolas sustentáveis, mitos e rituais ancestrais, entre outros saberes ancestrais.
A educação é concebida de forma holística, integrando aspectos sociais, culturais, ambientais e espirituais no processo de aprendizagem.
As experiências na educação escolar Baniwa e Koripako inspiram práticas educacionais inovadoras que promovem a diversidade, a sustentabilidade e o respeito intercultural.
“Se nós enquanto lideranças e professores não tomamos essas iniciativas, poucas oportunidades a gente vai ter, e se a gente não criar esse diálogo com as instituições, também teremos poucas condições para fazer.” Juvêncio Cardoso do povo Baniwa, Coordenador regional da NADZOERI.
Diversas instituições foram convidadas e marcam presença, como as Secretarias Municipais de Educação de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e de São Gabriel da Cachoeira, SEDUC/CETAM, UEA, IFAM, MEC/SECADI, FNDE e SECOYA.
Os trabalhos serão divididos em grupo por coordenadorias regionais: Daiwi, Nadzoeri, Caibarnx, Povos Naduhupy, Caimbrn, Coidi e Yanomami.
O lançamento reuniu lideranças e representantes de instituições responsávei pelo bem coletivo dos jovens e a população em geral para a formação sobre o assunto.
Em 26 de fevereiro, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) através do Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro (DAJIRN) e do Instituto Socioambiental (ISA) realizou o lançamento da cartilha “Cuidado com o Consumo de Bebidas Alcoólicas na Região do Rio Negro” na Sala Dagoberto Azevedo do ISA.
Foto: Ray Baniwa – Rede Wayuri Foto: Ray Baniwa – Rede Wayuri
No âmbito desta atividade, no dia 27 de fevereiro, foi realizada uma mesa redonda sobre o uso nocivo de bebidas alcoólicas. E nos dias 28 e 29 de fevereiro de 2024, foi oferecida uma formação focada em discussões sobre saúde indígena, uso nocivo de bebidas alcoólicas e redução de danos pelo antropólogo Bruno Marques e pela terapeuta ocupacional Antonieta Dias.
A mesa redonda teve como objetivo promover um espaço seguro de conversa onde os jovens pudessem trocar experiências e conhecimentos sobre alcoolização e cuidados relacionados ao uso abusivo de álcool. Durante a capacitação foram feitas algumas considerações sobre a saúde nas comunidades e apresentados dados epidemiológicos sobre a situação do uso nocivo de álcool nas áreas do Polo Base com foco específico na redução de danos.
Foto: Joelson Félix – DECOM/FOIRN
Esta atividade foi desenvolvida tanto para coordenadores regionais e articuladores do DAJIRN como para coordenadores do Departamento da Mulher Indígena do Rio Negro (DMIRN), jovens da cidade e instituições parceiras como Distrito Sanitário Especial Indígena Alto Rio Negro (DSEI/ARN), Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), Diocese São Gabriel Da Cachoeira entre outros visando o diálogo e a formação sobre práticas relacionadas ao uso nocivo de bebidas alcoólicas.
Foto: Joelson Félix – DECOM/FOIRN
O diálogo com os participantes visa influenciar a criação de políticas e o fortalecimento de estratégias que atendam às demandas relacionadas à saúde comunitária nos municípios de abarangencia da FOIRN da região do Rio Negro.
Em 21 de fevereiro, marca o início do Fórum de Educação Escolar Indígena e Pactuação da Temática Etnoeducacional do Rio Negro, em Barcelos/AM.
A Foirn esta presente através do Departamento de Educação Escolar Indígena, além de Líderes, professores e representantes institucionais desta região participarão, especialmente na etapa de Barcelos/AM na avaliação e implementação do Plano de Gestão Territorial e Ambiental – PGTA.
As próximas etapas ocorrerão em Santa Isabel do Rio Negro e serão concluídas em São Gabriel da Cachoeira/AM.
Durante o Fórum de Educação Escolar Indígena e Pactuação da Temática Etnoeducacional do Rio Negro, serão discutidas questões fundamentais para a valorização e preservação da cultura e educação indígena na região.
Líderes comunitários e educadores terão a oportunidade de compartilhar experiências e propostas para fortalecer o ensino voltado para as comunidades indígenas.
A etapa em Barcelos/AM servirá como ponto de partida para a construção de políticas e ações que atendam às necessidades específicas das escolas indígenas nesta localidade. As próximas fases do fórum em Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira/AM possibilitarão a continuidade das discussões e a elaboração de diretrizes educacionais mais abrangentes e inclusivas para as comunidades indígenas da região do Rio Negro.
Com entusiasmo e dedicação, estamos criando um ambiente propício para explorar e expressar a riqueza da cultura Baniwa por meio da arte.
Agradecemos ao apoio fundamental do Criança Esperança, que tornou possível esse projeto inspirador. Com a missão de empoderar e celebrar nossa identidade, cada pincelada e cada traço carregam consigo a história e a tradição do povo Baniwa.
Em breve, compartilharemos o resultado desse encontro de cores e criatividade, que vai além de simplesmente criar arte – é também uma forma de fortalecer laços, preservar nossa cultura e inspirar as futuras gerações.
Fiquem atentos para mais atualizações sobre o Arte Baniwa! Juntos, estamos construindo um futuro vibrante e cheio de possibilidades para nossa comunidade.
Na manhã da última sexta-feira (16/02), cerca de 200 pessoas participaram da inauguração da nova sede anexa da FOIRN.
Em 16 de fevereiro, a nova sede anexa da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN foi recebida com entusiasmo por cerca de 200 pessoas durante a inauguração, entre elas, além das lideranças indígenas, estiveram presentes os convidados e parceiros institucionais que juntos lutam para o fortalecimento do movimento indígena do Rio Negro.
Este novo espaço desempenhará um papel fundamental no fortalecimento e na promoção das culturas indígenas da região. Além disso, a presença de diferentes instâncias e projetos dentro da nova sede trará benefícios significativos para a comunidade indígena local.
A inauguração da nova sede anexa da FOIRN representa um marco importante na valorização e no fortalecimento das organizações indígenas da região do Rio Negro, promovendo o empoderamento e a autonomia dessas associações.
A nova sede da FOIRN representa um marco importante para as associações indígenas, oferecendo um espaço dedicado à administração. A centralização das atividades e projetos da federação facilitará a coordenação de esforços e recursos. A gestão mais eficiente proporcionará uma melhor estrutura organizacional, contribuindo para a representatividade e defesa dos povos indígenas do Rio Negro. Com essa mudança, a FOIRN poderá potencializar seu impacto e promover ainda mais a valorização e preservação das culturas indígenas locais.
Construção e estrutura
Em 2006, teve início a construção do Centro de Capacitação dos Povos Indígenas do Rio Negro. Em parceria com o estado do Amazonas, por meio da Fundação Estadual de Políticas Indigenistas do Amazonas, a FOIRN conduziu o processo de tomada de preço, licitação e prestação de contas para viabilizar a construção. Durante esse processo, a FOIRN seguiu todas as exigências normativas e, após um ano, o prédio foi concluído. Além de abrigar a Loja Wariró e os escritórios das cinco coordenadorias regionais, o local foi utilizado para eventos como cursos de capacitação, assembleias, encontros do movimento indígena, seminários e palestras. Também serviu como alojamento para aqueles que vinham das comunidades para participar de eventos na cidade.
A Casa de Produtos Indígenas do Rio Negro – Casa Wariró, surgiu como epicentro comercial e cultural dos povos indígenas da região do Rio Negro.
A presença da Wariró dentro da nova sede proporcionará um espaço dedicado à promoção e venda de produtos indígenas locais. Isso não só fortalecerá a economia das Associações indígenas, mas também ajudará a preservar e valorizar suas tradições culturais.
A Casa Wariró desempenha um papel fundamental na valorização e na promoção do trabalho dos artesãos indígenas, funcionando como uma ponte entre esses talentosos criadores e os mercados regionais e nacionais. Para alcançar esse objetivo, a Casa Wariró adota diversas estratégias e práticas que contribuem para o fortalecimento e a visibilidade da produção artesanal indígena. Algumas das ações e iniciativas incluem:
Estabelecimento de parcerias: A Casa Wariró busca estabelecer parcerias sólidas e colaborativas com comunidades indígenas, garantindo uma relação de respeito, valorização e cooperação mútua.
Promoção da cultura indígena: Além de comercializar os produtos artesanais, a Casa Wariró também se dedica a promover a cultura indígena, compartilhando histórias, tradições e conhecimentos ancestrais.
Comércio justo: A Casa Wariró preza pela prática do comércio justo, garantindo que os artesãos indígenas recebam um pagamento justo e adequado pelo seu trabalho, promovendo assim a equidade e a valorização do artesanato tradicional.
Capacitação e apoio: A Casa Wariró oferece suporte e capacitação aos artesãos indígenas, auxiliando no aprimoramento de técnicas, no desenvolvimento de novos produtos e na gestão de negócios, visando fortalecer as comunidades e gerar oportunidades de renda sustentável.
Graças ao trabalho dedicado e comprometido da FOIRN, os artesãos indígenas têm a oportunidade não apenas de comercializar seus produtos, mas também de preservar e celebrar suas tradições culturais, contribuindo para a valorização e o reconhecimento da rica diversidade do artesanato indígena no Brasil.
Após o trágico incêndio de 2014, a reconstrução se transformou em uma jornada de superação, resultando na abertura deste novo capítulo.
“Um projeto pensado por indígenas, feito por indígenas e gerido por indígenas” Afirma André Baniwa.
Reconstrução e boas novas
O Fundo Indígena do Rio Negro – FIRN, que também estará sediado na nova estrutura, desempenhará um papel crucial no apoio financeiro a projetos e iniciativas que visam o desenvolvimento sustentável das associações indígenas do Rio Negro. A presença deste fundo na nova sede garantirá uma melhor coordenação e implementação de ações voltadas para o bem-estar das populações indígenas.
Durante a cerimônia, a Foirn contou com a presença dos coordenadores regionais, lideranças que já contribuíram e continuam contribuindo com o movimento indígena do Rio Negro, Colaboradores e profissionais da Instituição e dos parceiros institucionais Coordenadora da Funai – CR-Rio Negro, Maria do Rosário, Coordenador do DSEI/ARN, Luiz dos Santos Brazão, Representante da Coordenação adjunta do Instituto Socioambiental, Juliana Radler, Bispo da Diocese Dom Vanthuy Neto acompanhado do Bispo Emérito Dom Edison Damian, da Policia Militar, Defensoria Pública, Instituto Federal do Amazonas, Universidade do Estado do Amazonas.
Bispo da Dioscese de São Gabriel Dom Vanthuy Neto e Bispo Emérito Dom Edison Damian. Foto: Decom/FOIRNLuiz Brazçao dos Santos – Coordenador Distrital do DSEI/ARN. Foto: Decom/FOIRNDadá Baniwa – Coordenadora da FUNA CR Rio Negro. Foto: Decom/FOIRNPr. Delano. Foto: Decom/FOIRNRaiz Campos – Artista. responsável da pintura indígena do prédio. Foto: Decom/FOIRNJuliana Radler – ISA. Foto: Decom/FOIRN
A Foirn expressa grande gratidão pelo apoio financeiro da Fundação NIA TERO, Bezos Earth Fund, Embaixada Real da Noruega, Aliança Pelo Clima e Ministério do Clima da Austria. Esse suporte é essencial para fortalecer as associações indígenas de base desta Federação.
Galeria:
Diretoria executiva recebendo a placa de inauguração das mão do engenheiro civil. Foto: Decom/FOIRNFoto: Decom/FOIRNGrupo de Dança do povo Tuyuca. Foto: Decom/FOIRNOdima Matos, cantando na lingua indigena Tukano. Foto: Decom/FOIRNVista aérea da nova sede da FOIRN. Foto: Reprodução.
Ação conjunta significativa, hoje dia 2 de fevereiro, representantes do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) e da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) visitaram a nova sede do Distrito de Saúde Especial Indígena do Rio Negro, localizada em Barcelos. O encontro contou ainda com a presença do Conselho Distrital de Saúde Indígena (CONDISI) e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI).
Na oportunidade, houve entrega de filtros de água para as comunidades indígenas de Barcelos, uma medida crucial para garantir o acesso à água potável, promovendo a saúde e o bem-estar dessas populações.
A FOIRN reafirma seu compromisso com ações conjuntas e acordos de cooperação, visando impulsionar os progressos para a região com força e inteligência. Estamos determinados a promover iniciativas que beneficiem diretamente as comunidades indígenas.
A parceria contínua com o governo Lula é fundamental para o sucesso dessas ações, como a atuação das ministras Nísia Trindade da Saúde, Sônia Guajajara ministra dos Povos Indígenas, Joênia, presidente da FUNAI, e Weibe Tapeba, secretário da SESAI. Agradecemos o governo Lula por sua abordagem inclusiva, dando espaço e ouvindo ativamente os povos indígenas, promovendo uma democracia participativa.
A ação em conjunto com a FUNAI/CR-Rio Negro (Fundação Nacional do Índio), DSEI/ARN (Distrito Sanitário Especial Indígena) e o CONDISI/ARN (Conselho Distrital de Saúde Indígena), para limpeza e preservação do meio ambiente na comunidade Parawary é uma iniciativa muito importante.
Essas instituições têm um papel fundamental na proteção dos direitos e da saúde dos povos indígenas, e a preservação do meio ambiente é fundamental para garantir a subsistência dessas comunidades.
A limpeza e preservação do meio ambiente na comunidade Parawary traz benefícios tanto para os indígenas quanto para a natureza. Ao realizar ações de limpeza, como recolhimento de lixo, resíduos sólidos e entulhos, é possível evitar problemas ambientais, como poluição do solo e dos rios.
Além disso, essa iniciativa contribui para conscientizar os moradores sobre práticas sustentáveis de manejo ambiental, incentivar o uso adequado dos recursos naturais e promover a educação ambiental dentro da comunidade.
Portanto, essa colaboração entre FUNAI, DSEI e CONDISI é essencial para promover uma gestão ambiental adequada na área do Parawary. A união de esforços visa salvaguardar os recursos naturais necessários à sobrevivência das populações indígenas locais, ao mesmo tempo em que fortalece sua autonomia no cuidado com o meio ambiente.
Além da limpeza, foram realizadas atendimento odontológico, coleta de sangue para exame de malaia e dengue, Vacinação, palestras sobre a saúde mental, cuidados em gerais com a higiene das mãos e bucal.
Todas essas atividades demonstram uma preocupação integral com o bem-estar da população indígena em Parawary. Isso reforça ainda mais o papel positivo que as instituições têm no desenvolvimento sustentável dessa comunidade. Ações como essas devem ser incentivadas e replicadas em outras localidades indígenas, visando sempre à melhoria das condições sociais, ambientais e sanitárias.
A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) através do Departamento de Educação e Patrimônio Cultural, participou da Jornada Pedagógica Integrada das Escolas e Salas Anexas Estaduais, realizada no auditório do centro Juvenil Salesiano nos dias 29 a 31 de janeiro, com o intuito de valorizar e fortalecer a implementação da educação escolar indígena no território do Rio Negro.
A Jornada Pedagógica Integrada das Escolas e Salas Anexas Estaduais contou com a participação das organizações Governamentais e não-Governamental, uma experiência ímpar que promoveu o encontro e a troca de experiências entre os profissionais da educação das escolas e salas anexas estaduais. Essa iniciativa visa fortalecer a formação continuada dos professores, coordenadores pedagógicos e gestores escolares, contribuindo para a melhoria da qualidade do ensino.
Foto: Reprodução
Durante a Jornada Pedagógica Integrada, foram realizadas diversas atividades, debates e momentos de reflexão sobre práticas pedagógicas inovadoras. Também foram abordados temas relevantes para a educação atual, como tecnologias educacionais, inclusão escolar, avaliação formativa, entre outros.
Além disso, houve espaços para compartilhamento de experiências bem-sucedidas nas escolas e salas anexas estaduais. Isso permite que os participantes conheçam boas práticas desenvolvidas em diferentes contextos educacionais e possam se inspirar para implementá-las em suas próprias instituições.
A continuidade dessa jornada no ano vindouro demonstra o compromisso do sistema educacional estadual em investir na formação dos seus profissionais e no fortalecimento das práticas pedagógicas. Acredita-se que essa iniciativa contribuirá positivamente para o desenvolvimento da educação no estado.
Hoje, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) promoveu uma importante reunião em parceria com as associações e lideranças indígenas do Baixo Rio Negro, incluindo a Associação Indígena do Baixo Rio Negro (ASIBA). O encontro contou ainda com a colaboração da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI) e do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Rio Negro.
O foco principal da reunião foi a continuidade dos trabalhos relacionados aos processos de demarcação das Terras Indígenas na região da Caimbrn, no Baixo Rio Negro. As entidades discutiram estratégias e abordagens para fortalecer esses processos, reconhecendo a importância da preservação dos territórios tradicionais.
Além disso, a pauta incluiu uma análise aprofundada da situação de vulnerabilidade dos Yanomami na região. As entidades presentes buscaram identificar soluções e ações conjuntas para enfrentar desafios específicos, garantindo a proteção e o bem-estar dessa comunidade indígena.
A cooperação entre FOIRN, associações indígenas, FUNAI e DSEI Rio Negro demonstra a relevância do diálogo e da parceria no contexto da defesa dos direitos territoriais e da promoção da saúde e segurança das comunidades indígenas.