Com certeza! A integração desses médicos do Programa Mais Médicos (PMM), ciclo 35, à equipe do DSEI ARN é um passo significativo para ampliar e garantir atendimento médico de qualidade nos 25 pólos bases da região. Essa conquista certamente terá um impacto positivo nas comunidades indígenas ao longo do Rio Negro.
O resultado da chegada desses médicos é fruto de uma articulação e parceria bem-sucedida entre a Secretaria de Saúde Indígena – SESAI, DSEI/ARN, FOIRN, CONDISI, Governo Federal e Ministério da Saúde. Essa colaboração demonstra como esforços conjuntos podem levar a avanços significativos na promoção da saúde das populações indígenas.
Agora com um total de 25 médicos atuando, essa iniciativa certamente representa um avanço importante para a saúde das populações indígenas que serão atendidas. É fundamental que os serviços de saúde sejam adaptados às necessidades específicas das comunidades indígenas, e a chegada destes profissionais contribuirá positivamente para esse objetivo.
Sem dúvida, a chegada desses profissionais fortalece significativamente a capacidade de resposta do sistema de saúde indígena. Eles desempenharão um papel fundamental na promoção da saúde preventiva, no acompanhamento de casos crônicos e na gestão integrada das necessidades médicas das comunidades. A presença e o comprometimento desses médicos são vitais para garantir que as populações indígenas tenham acesso a cuidados médicos abrangentes e adequados às suas necessidades específicas. Este é um passo significativo para o fortalecimento do sistema de saúde nas comunidades indígenas.
A união de diferentes entidades e instituições é fundamental para garantir que as necessidades médicas das comunidades indígenas sejam atendidas de forma abrangente e eficaz. Parabéns a todos os envolvidos por essa conquista importante!
Cerca de 80 pacientes indígenas serão atendidos durante o período de 10 a 22 de novembro de 2023, no Centro Médico do distrito de Pari Cachoeira, na coordenadoria regional Diawi’í.
Expedição de Desenvolvimento da Saúde (EDS) em parceria com a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), Conselho Distrital de Saúde Indígena (CONDISI) e Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), está realizando um mutirão de cirurgias de vesícula no Centro Médico de Pari Cachoeira.
Em uma iniciativa inovadora e crucial para a saúde dos povos indígenas, o mutirão de cirurgias de vesícula utilizando a técnica avançada de Colecistectomia por Videolaparoscopia visa atender uma demanda reprimida de cirurgias de alta e média complexidade que, ao longo dos anos, não foram realizadas de forma adequada.
A iniciativa visa tirar os pacientes indígenas da chamada “fila da morte”, proporcionando atendimento e cuidado de forma mais ágil e eficaz, salvando vidas e melhorando a qualidade de vida dessas comunidades.
A ação tem como objetivo levar atendimento cirúrgico especializado diretamente para as comunidades indígenas, evitando a necessidade de deslocamento para centros urbanos. Além da Colecistectomia, a expedição também abrange cirurgias de hérnia umbilical, epigástrica e inguinal por vídeo, proporcionando uma recuperação mais rápida em comparação com as técnicas convencionais.
A Colecistectomia por Videolaparoscopia, um procedimento menos invasivo e mais avançado, traz benefícios significativos para os pacientes, proporcionando um pós-operatório mais tranquilo com menos cortes.
“Não fazemos nada sozinhos: tudo que realizamos é fruto de parcerias sólidas com o movimento indígena, autoridades de saúde e organizações comprometidas com a melhoria da saúde nas comunidades indígenas”. Afirma o porta-voz da EDS.
A EDS, uma organização de saúde sem fins lucrativos fundada em 2003 por médicos voluntários, destaca a importância das parcerias para o sucesso de suas iniciativas. O movimento indígena, representado pela FOIRN com o apoio da FUNAI, CONDISI, FUNAI, assim como autoridades de saúde como SESAI e DSEI, desempenha papel fundamental nesse processo.
A oficina sobre mudanças climáticas e mercado de carbono Redd+, foi realizada pelo Departamento Jurídico da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), que ocorreu nos dias 20 e 21 de outubro de 2023 na comunidade Campinas localizada no Rio Xié, na Coordenadoria das Associações Indígenas Balaio, Alto Rio Negro e Xié (CAIBARNX). A atividade contou com a participação de 70 pessoas durante o evento, essa é uma pauta bastante polêmica na região. No entanto, por meio do Departamento Jurídico, a FOIRN conseguiu levar informações esclarecedoras aos parentes sobre as vantagens e desvantagens aos futuros projetos que seja de interesse e consciência das comunidades a serem beneficiadas, de acordo e respeitando os Protocolos de Consulta, livre e informada da coordenadoria CAIBARNX. A oficina teve como objetivo principal conscientizar e capacitar as comunidades indígenas da região do Rio Negro sobre as mudanças climáticas e o mercado de carbono Redd+. Durante os dois dias de atividades, foram abordados diversos temas, como a importância da preservação ambiental, os impactos das mudanças climáticas nas comunidades indígenas e a forma como o crédito de carbono pode ser uma ferramenta para a mitigação desses impactos.
Foto: José Baltazar- comunicador indígena.
A programação contou com palestras ministradas por advogados que participaram de formação sobre o tema, apresentaram conceitos e informações relevantes sobre o assunto. Além disso, foram realizadas atividades práticas, para estimular a participação e o aprendizado dos participantes.
A oficina também contou com a participação do diretor executivo e de referência da CAIBARNX, Adão Francisco Henrique Baré e membros da coordenadoria. Essa troca de experiências e conhecimentos foi fundamental para enriquecer os debates e ampliar a visão dos participantes sobre as possibilidades de atuação na área.
Ao final do evento, os participantes foram incentivados a colocar em prática o que foi aprendido, seja promovendo ações locais de sustentabilidade ou buscando por informações sobre programas de mercado de carbono que possam beneficiar suas comunidades.
Foto: José Baltazar- comunicador indígena.
A oficina sobre mudanças climáticas e mercado de carbono redd+ foi uma importante iniciativa para promover o debate e a conscientização sobre essas questões nas comunidades indígenas do Rio Negro. Espera-se que esse conhecimento adquirido contribua para a preservação do meio ambiente e para o desenvolvimento sustentável dessa região.
A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN, possui 36 anos de uma longa trajetória de atuação em defesa dos direitos dos povos indígenas da Amazônia, especialmente no território do Rio Negro. Sua atuação é pautada pela defesa da autonomia desses povos, bem como pela busca de soluções sustentáveis para o desenvolvimento da região.
Entre as iniciativas promovidas pela FOIRN, destacam-se:
Fortalecimento da organização dos povos indígenas: a FOIRN busca fortalecer as organizações indígenas locais, promovendo a participação ativa dos povos na definição de políticas públicas e na gestão dos seus territórios.
Conservação da biodiversidade: a FOIRN atua em parceria com outras organizações e instituições para promover a conservação da biodiversidade da Amazônia, por meio de iniciativas de manejo sustentável dos recursos naturais e de valorização dos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas.
Fortalecimento da cultura e da identidade indígena: a FOIRN valoriza a cultura e a identidade dos povos indígenas da Amazônia, promovendo iniciativas que visam a preservação das suas tradições, línguas e modos de vida.
Defesa dos direitos territoriais: a FOIRN atua na defesa dos direitos territoriais dos povos indígenas, lutando contra a invasão e a exploração ilegal de suas terras, bem como na promoção do reconhecimento e da regularização das suas terras ancestrais.
Fortalecimento da comunicação, educação e valorização da saúde indígena: a FOIRN desenvolve projetos voltados para o fortalecimento da comunicação, educação e a saúde dos povos indígenas do Rio Negro, buscando garantir o acesso a serviços de qualidade com novas tecnologias e valorizando os conhecimentos tradicionais de cada povo.
A parceria com a Fundação Nia Tero, a Embaixada Real da Noruega e Aliança Pelo Clima tem sido fundamental para esse fortalecimento. A Fundação Nia Tero, uma organização sem fins lucrativos que trabalha em parceria com povos indígenas em todo o mundo, tem fornecido apoio financeiro e técnico à FOIRN. Esse apoio tem permitido que a organização desenvolva projetos importantes nas áreas de comunicação, educação, meio ambiente e preservação da cultura indígena.
A FOIRN reconhece a importância dessas parcerias para a continuidade de suas atividades em defesa dos direitos dos povos indígenas e agradece à Fundação Nia Tero, à Embaixada Real da Noruega (ERN) e à Aliança Pelo Clima (APC) pelo apoio contínuo e dedicado à causa indígena.
O novo espaço acomodará a presidência e a gestão administrativa de projetos, juntamente com a Casa de Produtos Indígenas do Rio Negro. A equipe técnica de trabalho também será alocada, proporcionando um local para receber lideranças que apresentam projetos e financiamentos. Além disso, a unidade de processamento da Casa Wariro estará em pleno funcionamento neste novo espaço.
Os povos indígenas do Rio Negro, representados pela FOIRN, defendem a autonomia e buscam iniciativas que promovam o desenvolvimento sustentável de acordo com as demandas e particularidades da região amazônica.
O apoio da Fundação Nia Tero, da Embaixada da Noruega e Aliança Pelo Clima, tem sido fundamental para o fortalecimento institucional e estrutural da FOIRN. Essas parcerias são essenciais para que a organização continue avançando em seu papel vital na proteção dos direitos e interesses dos povos indígenas na Amazônia e no Rio Negro.
Nesta sexta feira, 06, Marivelton Baré, diretor presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) reuniu- se com a superintendência do Banco do Brasil em Manaus para discutir diversas demandas e reivindicações da população indígena, que incluí melhorias no atendimento das agências do Banco do Brasil em relação às ordens do exterior e com a população indígena do Rio Negro.
Foto: Reprodução
“Na reunião realizada na superintendência do Banco do Brasil, discutimos diversas situações e ordens relacionadas às nossas demandas. Uma novidade importante é que teremos uma pessoa dedicada às relações exteriores para nos apoiar sempre que precisarmos, garantindo um contato direto e eficiente.” Disse Marivelton Baré.
Ao abordar a necessidade de intérpretes e ativações dos caixas nos Distritos, o objetivo é garantir que os indígenas tenham acesso facilitado aos serviços do banco.
Além disso, discutiu-se o apoio a novas iniciativas voltadas para as comunidades indígenas, visando promover o desenvolvimento econômico e social das mesmas.
Outro ponto destacado nas discussões foi a regularização das associações indígenas. O objetivo é ajudar na abertura de contas bancárias para essas associações, o que facilitaria a gestão financeira e a transparência dos recursos utilizados. Além disso, a regularização dos processos dessas associações é fundamental para que elas possam receber apoio financeiro e legal.
Essas ações e discussões visam contribuir para a inclusão financeira das comunidades indígenas, promovendo o acesso aos serviços bancários e o desenvolvimento socioeconômico dessas populações.
Ao final da reunião, ficou acordado que a FOIRN e a superintendência do Banco do Brasil em Manaus irão trabalhar em conjunto para viabilizar as demandas apresentadas. A expectativa é de que essas medidas contribuam para a melhoria do atendimento bancário e a inclusão financeira das comunidades indígenas do Rio Negro.
Em novembro, a FOIRN receberá a visita da superintendência do Banco do Brasil no município de São Gabriel da Cachoeira, esta visita demonstra o interesse da instituição em fortalecer a parceria e mostrar comprometimento com as demandas e necessidades dos povos indígenas do Rio Negro.
Foto: Reprodução
Esse tipo de apoio é essencial para o desenvolvimento e fortalecimento das comunidades indígenas, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e preservação de sua cultura. A visita formalizada indica uma postura mais sólida e comprometida da instituição financeira em relação às comunidades indígenas, o que é positivo e pode trazer benefícios significativos para essas populações.
No último dia 05/10, o diretor presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), Marivelton Baré participou da reunião com a UNICEF para tratar da parceria na proteção e o bem-estar das mulheres indígenas, com um foco específico em Maturacá e em outras regiões do Rio Negro.
Durante a reunião, Marivelton, enfatizou a importância de garantir a proteção e o bem-estar das mulheres indígenas, que enfrentam desafios específicos devido à sua vulnerabilidade e marginalização na sociedade. Ele destacou a necessidade de abordar questões como violência de gênero, acesso à saúde e educação, empoderamento econômico e direitos reprodutivos das mulheres indígenas.
A FOIRN busca ativamente parcerias com organizações como a UNICEF para fornecer suporte e recursos necessários para abordar essas questões. Durante a reunião, foram discutidas possíveis ações e programas conjuntos para combater a violência de gênero, promover a saúde e a educação das mulheres indígenas e capacitar as comunidades locais.
Marivelton Baré ressaltou a importância de envolver e ouvir as comunidades indígenas para identificar as necessidades específicas e desenvolver soluções eficazes. Ele enfatizou a importância da sensibilização e educação sobre os direitos das mulheres indígenas, bem como a necessidade de fortalecer as lideranças femininas e promover sua participação ativa nas decisões que afetam suas vidas.
A reunião com a UNICEF foi vista como um passo importante na busca por parcerias e ações conjuntas para garantir a proteção e o bem-estar das mulheres indígenas na região de Maturacá e em outras áreas do Rio Negro. A FOIRN continua comprometida em defender os direitos das comunidades indígenas e trabalhar para melhorar suas condições de vida.
Além disso, se demandou a solicitação de apoio de 185 kits de equipamentos para os agentes de saúde poderem realizar seu trabalho. Também está planejada a construção de duas Unidades Básicas de Saúde Indígena, com instalações de estação de água potável, em parceria com que segue em diálogo com o DSEI Yanomami e UNICEF.
Também está previsto viabilizar apoio para trabalho com os parentes Hupda da região. Isso pode incluir programas de desenvolvimento sustentável, educação, saúde e preservação cultural, entre outros.
O objetivo é promover o bem-estar e preservar a cultura e os direitos dos parentes Hupda, garantindo que eles possam viver em harmonia e prosperidade.
O Instituto Amazônia WasÚ também está envolvido neste trabalho, que é uma organização sem fins lucrativos que trabalha em prol da conservação e preservação da Amazônia. A instituição está envolvida em diversas iniciativas relacionadas à proteção da floresta amazônica, incluindo ações de pesquisa, educação ambiental e desenvolvimento sustentável.
o Instituto Amazônia Wasú estará colaborando para a implementação de estratégias de proteção e bem-estar das mulheres indígenas, colaborando com serviços de saúde, educação e formação, apoio psicossocial e estímulo ao empoderamento das mulheres indígenas. O objetivo é fortalecer suas comunidades e proporcionar-lhes melhores condições de vida e bem-estar.
É importante ressaltar que a UNICEF também tem um projeto chamado NUCA (Núcleo de Cidadania dos Adolescentes), em parceria com a prefeitura de São Gabriel da Cachoeira, através da Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer (SEMJEL).
O projeto busca garantir que crianças e adolescentes sejam ouvidos e tenham voz ativa nas políticas públicas que afetam suas vidas. Para isso, são realizadas consultas e pesquisas com esse público, bem como a criação de espaços de participação, como conselhos e fóruns de adolescentes.
Com essa parceria, deve fortalecer as ações já existentes voltadas para a garantia dos direitos de crianças e adolescentes, promovendo um ambiente mais inclusivo e participativo para essa população.
Nesta Quarta-feira (04/10), o diretor presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) Marivelton Baré, o vice-presidente da República, os ministros e ministras e deputados federais se encontraram para um diálogo que teve como objetivo discutir sobre as prioridades e apoio para a região do Rio Negro.
Foto: Reprodução
A FOIRN recebeu elogios pelo belíssimo trabalho que a organização vem executando e atuando em prol das comunidades no qual é representante legitima dos 23 povos indígenas do Rio Negro.
Na oportunidade, Marivelton Baré cobrou sobre o reforço da segurança no território. Pois nos últimos meses, foi notado aumento da criminalidade nas áreas mais afastadas, e isso tem preocupado bastante os moradores. O mesmo pediu para que se fizesse o possível para estabelecer medidas para garantir a segurança da população.
Vice Presidente Alckmin compreendeu a preocupação das lideranças indígenas. Pois a segurança é um assunto de extrema importância em qualquer região do país. Ele se comprometeu em analisar detalhadamente a situação para trabalhar em conjunto com as autoridades locais para melhorar a segurança no território do Rio Negro. E informou que vai destinar recursos para fortalecer as forças de segurança presentes na região.
Outra questão que o Marivelton Baré abordou, foi sobre a questão das ameaças da estiagem da seca. Como sabemos, o Rio Negro é uma das principais fontes de água para a região, e a redução do seu volume pode trazer consequências graves para a população local. Porta tanto questionou se há alguma medida emergencial que o governo federal possa adotar para garantir o abastecimento de água durante esse período.
E o Vice Presidente Alckmin disse que a estiagem e a falta de água são problemas sérios e merecem toda a atenção. Informou que vai dialogar com os órgãos responsáveis pelo abastecimento de água e saneamento básico para verificar quais medidas emergenciais podem ser adotadas durante a seca.
Presidente da FOIRN, disse aguarda retorno às demandas apresentadas, e que acredita que, juntos, será encontrado soluções para enfrentar esses desafios. E que essas que ações possam beneficiar toda a população do território do Rio Negro.
Diálogo com as Ministras Marina Silva e Sônia Guajajara
Durante a conversa, o diretor presidente da FOIRN discutiu questões relacionadas ao meio ambiente e à proteção dos direitos dos povos indígenas. Foi compartilhado preocupações sobre o aumento do desmatamento na região amazônica e a necessidade de medidas mais efetivas para combater essa problemática.
Marina Silva, Ministério do Meio Ambiente, destacou a importância da conservação da floresta amazônica e ressaltou a necessidade de fortalecer as políticas de preservação ambiental. Ela enfatizou a importância de envolver ativamente as comunidades indígenas na proteção e gestão dos recursos naturais, reconhecendo seu conhecimento tradicional e sua relação ancestral com o ambiente.
Sônia Guajara, Ministério dos Povos Indígenas, expressou a preocupação com o aumento dos conflitos territoriais e a violação dos direitos dos povos indígenas. Ela destacou a importância de garantir a demarcação e proteção das terras indígenas, bem como o acesso a serviços básicos, como saúde e educação de qualidade.
Durante a conversa, foram discutidas possíveis estratégias para fortalecer a parceria entre os ministérios e a FOIRN, visando à proteção da Amazônia e dos povos indígenas do Rio Negro. O diretor presidente da FOIRN ressaltou a importância do diálogo contínuo e da colaboração conjunta para enfrentar os desafios ambientais e sociais na região.
Ao final da reunião, ficou acordado que seriam realizadas ações conjuntas, como a promoção de campanhas de conscientização e educação ambiental, além do fortalecimento das políticas públicas voltadas para a proteção dos povos indígenas e do meio ambiente na região amazônica.
A iniciativa da FOIRN em ceder espaço para o Ponto de Inclusão Digital da Justiça do Trabalho é extremamente importante para a região, pois visa promover a inclusão digital e ampliar o acesso à Justiça para a população local. Além disso, essa ação também traz outros benefícios, tais como:
Oportunidade de acesso aos serviços da Justiça do Trabalho de forma mais fácil e rápida;
Possibilidade de atendimento remoto, o que é especialmente importante nesta região de difícil acesso.
Acesso a informações importantes sobre direitos trabalhistas e outras questões jurídicas, o que pode ajudar a empoderar a população local;
Fortalecimento da cidadania e da democracia, uma vez que o acesso à Justiça é um direito fundamental e essencial para a garantia dos direitos individuais e coletivos.
Dessa forma, a iniciativa da A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN ) que faz parte da Jurisdição da Vara do Trabalho de Presidente Figueiredo, deve ser reconhecida como um passo importante na direção de uma sociedade mais inclusiva e justa, onde todos os cidadãos tenham acesso aos serviços e informações necessários para a defesa de seus direitos.
O Ponto de Inclusão Digital (PIDI) é resultado de uma parceria realizada entre o TRT-11, por meio do desembargador presidente Audaliphal Hildebrando da Silva, e do juiz titular da Vara do Trabalho de Presidente Figueiredo, Sandro Nahmias Melo, com a FOIRN, por intermédio do presidente da Federação, Marivelton Rodrigues Barroso.
É muito importante que a Justiça do Trabalho esteja presente em todo o território nacional, garantindo que todos os trabalhadores tenham acesso aos seus direitos e possam ser amparados pela lei em caso de violações trabalhistas. Em São Gabriel da Cachoeira, a presença da Justiça do Trabalho se dá por meio do Ponto de Inclusão Digital, que foi instalado em parceria com a FOIRN.
Os PIDs são espaços de conectividade com a internet, equipados com notebooks e outras ferramentas de TI, onde serão prestados serviços públicos judiciais, especialmente nas localidades onde não exista uma Vara do Trabalho. Essa iniciativa é fundamental para garantir que os trabalhadores indígenas e de outras comunidades remotas tenham acesso à justiça de forma eficiente e rápida.
A colaboração entre o TRT-11, a Vara do Trabalho de Presidente Figueiredo e a FOIRN é um excelente exemplo de como o poder público e a sociedade civil podem se unir para promover o acesso à justiça e os direitos trabalhistas. É fundamental incentivar e criar novas parcerias como esta para que mais trabalhadores possam ser beneficiados.
A iniciativa mencionada acima é um bom exemplo de como a colaboração pode ser benéfica para a sociedade. Além disso, existem várias outras ações que poderiam ser tomadas para melhorar ainda mais o acesso à justiça e os direitos trabalhistas. Algumas delas incluem:
Investimento em programas de educação e conscientização: muitos trabalhadores desconhecem seus direitos e as formas de buscá-los, o que pode dificultar o acesso à justiça. Investir em programas de educação e conscientização sobre os direitos trabalhistas pode ser uma forma efetiva de melhorar essa situação.
Ampliação do número de varas trabalhistas: em muitas regiões do país, o número de varas trabalhistas é insuficiente para atender a demanda. A ampliação desse número poderia melhorar o acesso à justiça e reduzir o tempo de espera para a resolução dos casos.
Criação de mecanismos de resolução de conflitos mais eficientes: muitos conflitos trabalhistas poderiam ser resolvidos de forma mais rápida e eficiente por meio de mecanismos alternativos, como a mediação e a conciliação. Investir nesses mecanismos pode ser uma forma de agilizar a resolução dos casos e reduzir a sobrecarga do sistema judicial.
Fortalecimento da fiscalização do trabalho: a fiscalização do trabalho é fundamental para garantir o cumprimento das leis trabalhistas. Investir nessa área pode ajudar a prevenir abusos e garantir que os trabalhadores estejam protegidos.
Criação de políticas de proteção ao trabalhador: além de garantir o cumprimento das leis trabalhistas, é importante criar políticas de proteção ao trabalhador, como seguro-desemprego, auxílio-doença e aposentadoria. Essas políticas podem ajudar a proteger os trabalhadores em situações de vulnerabilidade e garantir o acesso aos direitos básicos.
No dia 25/09, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) abriu processo de credenciamento para pessoas jurídicas interessadas na prestação de serviços de operação turística no Parque Nacional Pico da Neblina, localizado no Amazonas.
O edital foi anunciado pelo presidente do ICMBio, Mauro Pires, durante abertura da 2ª Edição do Congresso Brasileiro de Trilhas. O credenciamento é para operadoras turísticas com experiência em ecoturismo e perfil de base comunitária.
Equipe Yanomami de saída para a primeira expedição turística de 2023 ao Yaripo. Foto: Lana Rosa/ISA
Yaripo, nome Yanomami para o Pico da Neblina, quer dizer “casa dos ventos”, sendo um local sagrado para o povo Yanomami. Após 7 anos de preparação das comunidades de Maturacá o projeto de ecoturismo Yanomami começou a receber visitantes e realizar expedições ao Yaripo em 2022. O projeto é uma realização das associações Yanomami AYRCA e AMYK, e tem como parceiros a FOIRN, o ISA, a FUNAI e o ICMBio. Devido a sobreposição da TIY e do PARNA Pico da Neblina as empresas interessadas em trabalhar junto com os Yanomami precisam passar pelo credenciamento realizado pelo ICMBio. Além da análise documental e de todas as comprovações exigidas pelo edital as empresas que forem aprovadas para a segunda fase do credenciamento vão passar também por um momento de avaliação junto as associações Yanomami. O credenciamento é para o período de 26 meses, com possibilidade de renovação e a atividade turística desenvolvida em parceria com os Yanomami segue a regulamentação da FUNAI para turismo em TI, além do plano de visitação com roteiro desenhado pela própria comunidade.
Aldeia Ariabu e Serra Opota. Foto: Daniel Del Rei – @habitat.geo
O Plano de Visitação Yaripo – Ecoturismo Yanomami assegura o protagonismo dos Yanomami na gestão do ecoturismo e, neste sentido, as operações turísticas autorizada contam com o envolvimento direto dos indígenas na prestação dos diferentes serviços previstos. Assim, as operadoras interessadas participam como parceiras, divulgando e realizando a venda dos pacotes, contribuindo na formação dos Yanomami para a atividade turística e promovendo o turismo de base comunitária junto com os indígenas. Os interessados em participar do processo de habilitação e credenciamento deverão atender às especificações constantes no edital, que está disponível em na página do ICMBio ( edital Parque Nacional Pico da Neblina). A primeira fase de envio de documentos e habilitação vai até o dia 06 de outubro.
A III Marcha das Mulheres Indígenas é uma importante mobilização que busca dar voz e visibilidade às demandas das mulheres indígenas do país. Este ano com o tema “Mulheres Biomas em defesa da Biodiversidade através das Raízes ancestrais”, onde elas mostram o protagonismo feminino na luta pela preservação da biodiversidade e na defesa dos direitos dos povos indígenas.
Foto: Reprodução
O lançamento deste livro é uma conquista importante para a literatura indígena no Brasil. As mulheres indígenas têm sido historicamente marginalizadas e suas vozes frequentemente silenciadas. A publicação deste livro é um passo significativo em direção à valorização da cultura e dos saberes indígenas.
Foto: Reprodução
Algumas das autoras deste livro são lideranças em suas comunidades e têm lutado por direitos territoriais, preservação ambiental e igualdade de gênero. Suas histórias refletem as experiências e vivências das mulheres indígenas do Rio Negro, suas tradições, seus desafios e suas perspectivas.
Foto: Reprodução
Entre os temas abordados no livro estão a relação com a natureza, a maternidade, a ancestralidade, a violência contra as mulheres, a espiritualidade e a resistência indígena. Através da escrita, essas mulheres reivindicam seu lugar na sociedade e afirmam sua identidade cultural.
É importante que mais livros escritos por mulheres indígenas sejam publicados e valorizados. A literatura é uma forma de resistência e de afirmação cultural, e as vozes indígenas devem ser ouvidas e respeitadas. Este livro é um marco histórico, mas também é um convite para que mais histórias sejam contadas e para que a diversidade cultural do Brasil seja celebrada.
Foto: ReproduçãoFoto: Reprodução
Nesse sentido, é fundamental destacar a relevância da participação de mais 41 mulheres lideranças indígenas, representantes das cinco Coordenadoria regionais, da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN).
Em celebração aos 20 anos do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro, as mulheres indígenas lançarão seu primeiro livro “Mães do DMIRN – Conquistas e Desafios” e o site institucional.
O histórico (https://dmirn.foirn.org.br/quem-somos/) foi feito pela liderança Cecília Albuquerque desde a criação e o objetivo do departamento que representa as Associações de mulheres indígenas, além de articular e coordenar reuniões encontros de interesse das mulheres e elaborar projetos, agendas e planejamentos a partir da reivindicação das mulheres.
Foto: Reprodução
Em parceria com organizações públicas e da sociedade civil, as mulheres rionegrinas representadas pelo DMIRN e associações de base, estão engajadas na luta: por equidade de gênero; pelo enfrentamento da violência de gênero; para o fortalecimento das políticas e práticas indígenas de cuidado; e pelo protagonismo feminino em espaços de decisão, tanto no contexto indígena, quanto na sociedade não-indígena.
Este é um marco importante para a comunidade indígena do Rio Negro, especialmente para as mulheres que lutam por seus direitos e preservação de sua cultura. Além dos projetos mencionados anteriormente, há outras iniciativas que o Departamento de Mulheres Indígenas vem conduzindo:
O fortalecimento da agricultura familiar, uma vez que a produção de alimentos é fundamental para a sobrevivência das comunidades;
A realização de oficinas e cursos de capacitação para as mulheres, a fim de promover a autonomia financeira e a valorização de seus saberes tradicionais;
A articulação com outras organizações e movimentos sociais para ampliar a luta pelos direitos indígenas e a proteção do meio ambiente;
A participação em eventos e encontros nacionais e internacionais para divulgar a cultura indígena e sensibilizar a sociedade sobre as questões enfrentadas pelas comunidades.
Foto: Reprodução
O lançamento do livro, do documentário RIONEGRINAS e do site institucional é uma forma de registrar a história e as lutas do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro, além de ampliar a visibilidade dessas mulheres e sua contribuição para a sociedade. É um momento de celebração e reconhecimento do trabalho dessas guerreiras, que enfrentam diariamente o preconceito e a discriminação, mas que não desistem de lutar por seus direitos e pelos direitos de seus povos.
Alguns pontos que merecem destaque são:
O papel fundamental das mulheres indígenas na manutenção da cultura e dos conhecimentos tradicionais das comunidades;
A necessidade de se valorizar a participação feminina em eventos e espaços de discussão, uma vez que as mulheres muitas vezes são excluídas ou sub-representação nessas situações;
A importância da preservação dos biomas da região amazônica, que são essenciais para a manutenção da vida no planeta;
A luta pelos direitos dos povos indígenas, que enfrentam constantes ameaças e violações em seus territórios, muitas vezes por interesses econômicos de grandes empresas e do agronegócio;
A necessidade de se reconhecer e respeitar a diversidade cultural e étnica do país, garantindo o direito à autodeterminação dos povos indígenas e o respeito aos seus modos de vida e tradições.
Foto: Reprodução
Entre as principais reivindicações das mulheres indígenas na marcha, estão o combate ao racismo e ao machismo, a defesa dos direitos territoriais e ambientais das comunidades indígenas, além da garantia de acesso à saúde, educação, trabalho e renda. É importante destacar que essas demandas são fundamentais para a garantia da dignidade e da cidadania dessas mulheres, que muitas vezes enfrentam situações de vulnerabilidade e exclusão.
Além disso, a III Marcha das Mulheres Indígenas também é um momento de celebração da cultura e da diversidade dessas comunidades. As mulheres indígenas trazem consigo saberes ancestrais e uma forma de estar no mundo que deve ser valorizada e respeitada pela sociedade como um todo.
Foto: Reprodução
Por fim, é importante destacar que a luta por direitos e igualdade não é exclusiva das mulheres indígenas, mas sim de toda a sociedade brasileira. A participação ativa e engajada na III Marcha das Mulheres Indígenas é uma forma de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, que respeite e valorize as diferenças e diversidades culturais do país.