Tag: comunicação indígena

  • 1ª Etapa de transição entre a atual diretoria da FOIRN e os recém eleitos!

    1ª Etapa de transição entre a atual diretoria da FOIRN e os recém eleitos!

    Destacamos a importância dos Quadros de Referência Interna dos Departamentos, Conselhos e Projetos, visando fortalecer a estrutura organizacional e promover o desenvolvimento sustentável das Associações Filiadas.

    Durante três dias consecutivos, foram realizados os trabalhos da primeira etapa de transição entre a diretoria atual da gestão (2021 a 2024) da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) e os diretores eleitos nas assembleias regionais. Essa diretoria coordena e representa cinco coordenadorias regionais.

    CAIMBRN: Marivelton Rodrigues Barroso Baré – Diretor Presidente;

    DIAWI´Í: Nildo de Jesus Miguel Fontes Tukano – Diretor Vice – Presidente;

    COIDI: Janete Alves Dessana – 1ª Suplente;

    CAIBARNX: Adão Francisco Henrique Baré – 2ª Suplente;

    NADZOERI: Dário Emílio Casimiro Baniwa – 3ª Suplente.

    A responsabilidade maior institucional é do diretor presidente, de poder conduzir junto com todos os membros, departamentos e setores. E durante esses 3 primeiros dias foi apresentado e repassado as ferramentas e instrumentos institucionais, a parte funcional, operacional, estrutura, projetos, programas, ações que estão em desenvolvimento e o que está sendo implementado dentro do território, e também os avanços, desafios e os obstáculos

    A gestão atual está fazendo um trabalho com transparência daquilo que foi construído junto com a rede de parceiros que a instituição tem atualmente. Além de defender os direitos coletivos dos povos indígenas do rio Negro, foi apresentado também as iniciativas e os compromissos de gestão que extrapolam o mandato, que são compromissos institucionais que asseguram os direitos dos povos indígenas.

    E no dia 09/05, inicia uma nova etapa da transição que é também a discussão junto com os nossos parceiros promissores. Sobretudo, o Instituto Socioambiental – Programa Rio Negro que acompanha a FOIRN desde 1993, desde as ações conjuntas, das iniciativas, das pautas e temáticas.

    Serão três dias à frente com o ISA, e em seguida será com a FUNAI/CR Rio Negro, a SESAI e com outras instituições.

    Essa primeira etapa é do dia 6 até o dia 16 de maio, após isso as atividades e ações continuarão, e no dia 26 de junho será realizada a assembleia extraordinária da FOIRN e nos dias 27 e 28 de junho será realizada a Assembleia Geral eletiva da Federação, onde serão eleitos a nova presidência com seus respectivos suplentes que vão assumir nos próximos meses a partir de agosto de 2024 o mandato de gestão da nossa maior organização do rio Negro, que é a FOIRN é conhecida como representante dos 24 povos, que tradicionalmente habitam esse território do Rio Negro, que compreende e abrange os municípios de Barcelos, de Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira, 4 troncos linguísticos distintos, 18 línguas faladas em todo o território.

    Segue com os 37 anos de luta, desafios, conquistas, avanços, perspectivas, diálogo, exemplo de controle social e de representação moral coletiva como qualquer outra organização tem feito, para poder honrar a luta das nossas lideranças, que é um controle social nato, não é submisso ao governo e a nenhuma instituição ou empresas, não é manobrada e muito menos manipulada.

    Marivelton Baré reafirma que FOIRN tem a sua autonomia, posicionamento, luta por aquilo que é de direito do coletivo.

    “Aquilo que é de direito, a gente luta e aquilo que não é nosso dever e obrigação, a gente cobra que seja implementado e assim a gente vem avançando nesses 37 anos, convido você a poder seguir os nossos trabalhos e olhar as nossas atividades e assim também ser uma pessoa solidária, apoiadora. Acompanhe os nossos trabalhos para saber das agendas onde teremos muitas realizações e também visita aos territórios. Aí já te né? De todo um trabalho que a gente tem que fazer. A luta continua e Unidos venceremos!”

  • A VII Assembleia Regional Ordinária Eletiva da CAIBARNX é realizada na comunidade Jurutí sede da Coordenadoria

    A VII Assembleia Regional Ordinária Eletiva da CAIBARNX é realizada na comunidade Jurutí sede da Coordenadoria

    No primeiro dia da Assembleia, os delegados destacaram a avaliação e prestações de contas do diretor de referência e da coordenadoria regional durante a gestão de 2021 a 2024.

    Os dias 28, 29 e 30 de abril serão marcados por um evento de extrema importância para a comunidade indígena do Rio Negro. A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro estará completamente focada na realização da VII Assembleia Regional Ordinária Eletiva da Coordenadoria das Associações Indígenas do Balaio, Alto Rio Negro e Xié (CAIBARNX).

    Este evento de grande relevância acontece na comunidade de Juruti, que é a sede da coordenadoria, e tem como tema central “Movimento Indígena, Gestão e Sustentabilidade”.

    Durante esses três dias, líderes e representantes indígenas se reunirão para discutir questões fundamentais relacionadas à gestão e sustentabilidade do movimento indígena, buscando fortalecer e promover a preservação da cultura e dos direitos indígenas na região do Rio Negro e também a escolha por meio de eleição de novos lideres que representarão a região na gestão da Foirn a partir de julho/2024 a Junho de 2028.

    Com a chegada do diretor presidente da FOIRN, Marivelton Baré, em sua fala inicial, apresentou a sua comitiva de viagem que estiveram presentes no 20º Acampamento Terra Livre (ATL) em Brasília no período de 22 a 26 de abril e também esclareceu as dúvidas e polêmicas geradas na parte da manhã, no início da assembleia, em relação aos trabalhos em geral da federação e suas parcerias, tornando assim um grande avanço, limpando o CNPJ da instituição, que a partir de agora está pronta para receber recursos através de projetos.

    Além disso, a sua presença marcante no evento reforçou a importância da união entre instituições e a necessidade de fortalecer os laços de cooperação técnica para alcançar um desenvolvimento sustentável. Sua atuação proativa e transparente inspirou confiança entre os demais participantes, abrindo caminho para um futuro promissor para a Foirn e todos os envolvidos.

    Com essa postura firme e visionária, o diretor presidente colocou a federação em um novo patamar, preparando o terreno para conquistas significativas e duradouras. A trajetória de liderança e comprometimento demonstrada durante o evento certamente deixará um legado positivo, impulsionando o progresso e a valorização da região, beneficiando inúmeras associações filiadas à instituição. Este momento histórico reflete a capacidade de superação e determinação da Foirn, fortalecendo sua missão de promover o desenvolvimento sustentável e a preservação do meio ambiente, garantindo um futuro próspero e equitativo para todos.

    Na oportunidade o presidente informa a entrega de kits de energia solar e de internet, no qual incluirá sete conjuntos completos de energia solar, cada um composto por uma placa solar, uma bateria de 150amp, um inversor e um controlador. Além disso, também serão disponibilizados três conjuntos completos de internet via satélite Starlink. Este conjunto de equipamentos proporcionará uma solução abrangente e eficaz para atender às necessidades de energia e conectividade, garantindo uma operação confiável e eficiente na comunicação.

    A troca de experiências e a reflexão sobre os desafios e oportunidades que se apresentam serão elementos essenciais deste encontro, que visa contribuir para o avanço e fortalecimento das comunidades indígenas do Rio Negro.

    No primeiro dia da Assembleia, os delegados destacaram a avaliação e prestações de contas do diretor de referência e da coordenadoria regional durante a gestão de 2021 a 2024. Durante este evento significativo, os representantes enfatizaram a importância da transparência e responsabilidade na gestão, ressaltando o papel fundamental do diretor de referência e da coordenadoria regional.

    A prestação de contas minuciosa e a avaliação criteriosa da gestão proporcionam uma base sólida para o planejamento e progresso contínuo da organização. Estas discussões colocam em evidência o compromisso com a excelência e a eficácia administrativa, fundamentais para o avanço e desenvolvimento sustentável.

    É crucial reconhecer a importância da herança deixada pelas lideranças anteriores na implementação bem-sucedida dos projetos atuais. O legado de suas lutas e esforços não deve ser subestimado, pois moldou positivamente as bases sobre as quais a diretoria atual está construindo. A continuidade e o aprimoramento do trabalho iniciado por aqueles que estiveram à frente anteriormente são fundamentais para o progresso constante e a evolução das iniciativas em andamento.

    Representantes de Instituições presentes: ISA, FUNAI/CRNG e SEPROR/IDAM.

  • FOIRN continua instalando sistema de energia solar e internet nas comunidades mais distantes na região do Içana

    FOIRN continua instalando sistema de energia solar e internet nas comunidades mais distantes na região do Içana

    Hoje (25/04), a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), por meio do diretor Dário Casimiro Baniwa, entregou mais um benefício como resultado do plano de Gestão territorial e ambiental (PGTA) para a Associação Indígena do Rio Cubate (AIRC).

    Foi realizada a instalação de um kit de energia solar completo (placa solar, bateria, controlador e inversor) e um kit completo de internet via satélite starlink do projeto “Conexão Povos da Floresta” em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA) na comunidade de Nazaré, localizada no rio Cubate.

    Essa iniciativa representa um passo significativo rumo à promoção da sustentabilidade e conectividade nessas áreas remotas. Com o acesso à energia solar e à internet via satélite, a comunidade de Nazaré terá oportunidades de desenvolvimento e melhoria na qualidade de vida, possibilitando novas formas de comunicação, acesso à informação e até mesmo oportunidades educacionais e de negócios que antes eram limitadas devido à falta de infraestrutura.

    O trabalho conjunto do projeto “Conexão Povos da Floresta” reflete um compromisso contínuo com o desenvolvimento sustentável e inclusivo, levando inovação e tecnologia para regiões onde esses recursos são essenciais para o progresso socioeconômico.


    É maravilhoso informar que a FOIRN continua levando benefícios às comunidades indígenas como resultado do Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA). Esses planos são fundamentais para promover a gestão sustentável dos territórios indígenas, levando em consideração tanto a conservação ambiental quanto o bem-estar das comunidades locais.

    A entrega desse benefício à Associação Indígena do Rio Cubate (AIRC) demonstra o compromisso da FOIRN em apoiar e fortalecer as organizações indígenas locais, garantindo que elas possam implementar projetos e programas que atendam às necessidades de suas comunidades de maneira sustentável e autônoma.

    Que essas ações tragam benefícios tangíveis para a comunidade do Rio Cubate e inspire outras instituições a se juntar em prol do desenvolvimento sustentável e do empoderamento das comunidades indígenas da região do Rio Negro.


    O projeto “Conexão Povos da Floresta” é uma iniciativa incrível e muito necessária para apoiar as comunidades indígenas da Amazônia. A colaboração entre uma rede de parceiros integrados é essencial para fortalecer as organizações indígenas, melhorar a comunicação na região e promover o desenvolvimento em áreas-chave como educação, saúde e governança territorial.

    A Amazônia enfrenta diversos desafios, desde a pressão externa sobre seus recursos naturais até as dificuldades internas enfrentadas pelas comunidades locais. Projetos como esse podem desempenhar um papel crucial na defesa dos direitos indígenas, na promoção do bem-estar das comunidades e na proteção do meio ambiente.

    Ao facilitar a troca de conhecimentos, recursos e apoio entre diferentes parceiros, o projeto “Conexão Povos da Floresta” tem o potencial de gerar impactos significativos e duradouros nas vidas das pessoas que vivem na Amazônia e principalmente no Rio Negro.

    Que esse projeto continue a crescer e a fortalecer as comunidades indígenas, contribuindo para um futuro mais justo e sustentável para todos na região.

  • Indígenas recebem formação sobre Tecnologia Social da Memória e Produção Audiovisual

    Indígenas recebem formação sobre Tecnologia Social da Memória e Produção Audiovisual

    O Museu da Pessoa está em Iauaretê, Terra Indígena Alto Rio Negro, para a primeira etapa de formação com jovens indígenas do povoado de Iauarete.

    Roda de histórias durante a formação. Foto: Reprodução – Museu da Pessoa

    A atividade está sendo realizada em parceria com a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) e associações locais, no período de 09 a 18 de setembro.

    Roda de histórias na Cachoeira da Onça. Foto: Reprodução – Museu da Pessoa

    Em Iauaretê, povoado na fronteira entre Brasil e Colômbia, se localiza a Cachoeira das Onças, registrada em 2006 como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil e Lugar Sagrado dos povos indígenas da região.

    Depois da formação, os jovens farão entrevistas e rodas de histórias com conhecedores mais velhos, com o objetivo de registrar e preservar as memórias dos detentores desse patrimônio.

    A ação faz parte de um projeto maior que está sendo executado pelo Museu da Pessoa, em parceria com a FOIRN e associações indígenas locais. O projeto visa contribuir com o registro e preservação das histórias e memórias dos detentores dos dois Patrimônios Culturais Imateriais do Rio Negro: a Cachoeira das Onças e o Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro. A etapa do Sistema Agrícola se inicia na próxima semana, na região do Médio Rio Negro.

    Participam do projeto lideranças, conhecedores mais velhos e jovens indígenas das duas localidades. Dentre os jovens estão alguns dos comunicadores indígenas da rede Wayuri.

    Texto: Aline – Museu da Pessoa.

  • Instalação de internet: Finalmente conectadas!

    Instalação de internet: Finalmente conectadas!

    Depois de uma longa espera e reivindicação, Coordenadoria e Associação de base da Foirn foram contempladas com a instalação do sinal de internet.

    A Associação das Mulheres Indígenas do Distrito Iauaretê (Amidi) e a Coordenadoria das Organizações Indígenas do Distrito de Iauaretê (Coidi), foram contempladas com a instalação do sinal de internet, com a iniciativa da Federação das Organizações Indigenas do Rio Negro (Foirn), apoiada pela Nia Tero, organização que apoia iniciativas e projeto de povos indígenas para fortalecer suas organizações, luta pelos direitos e defesa dos territórios.

    As instalações foram realizadas no último dia 12 de setembro, em uma viagem realizada por Janete Alves – Diretora de Referência da região COIDI, com a participação do presidente da FOIRN – Marivelton Barroso, Coordenadora do Departamento de Educação e Patrimônio Cultural e Articuladora dos Agentes Indígenas de Manejo Ambiental (Aimas).

    Na ocasião, foram tratados assuntos referentes às ações que serão realizadas na região no mês de setembro como a I Oficina de conhecedores indígenas, implementação de trabalho dos Aimas e Assembleia da Juventude.

    A instalação de pontos de internet nas comunidades e organizações indígenas faz parte do esforço institucional para fortalecer a comunicação da base no Rio Negro que no contexto atual de ameaça aos direitos conquistados é fundamental, principalmente para combater desinformação e Fake News cada vez mais presentes no território.

    A ampliação da rede de comunicação para fortalecimento das informações e comunicação com a base tem sido uma das principais linhas de apoio nos últimos três anos pela Foirn.

  • Rede Wayuri é premiada em Haia por inovação e combate à desinformação

    Rede Wayuri é premiada em Haia por inovação e combate à desinformação

    Comunicadores indígenas do Rio Negro receberam o Prêmio Estado de Direito 2022, do World Justice Project, pela produção de informações confiáveis e enfrentamento às notícias falsas. Diretor-presidente da Foirn Marivelton Baré viajou à Holanda

    Por Ana Amélia Hamdan – Jornalista do ISA

    Quarta-feira, 1 de Junho de 2022 às 17:39

    claudia wanano
    Claudia Wanano, jornalista da Rede Wayuri de Comunicadores Indígenas, aparece na tela de premiação na Holanda|Diana Gandara/ISA

    Acostumada a enfrentar o desafio das grandes distâncias na Amazônia, a Rede Wayuri de Comunicadores Indígenas foi ainda mais longe. Nesta terça-feira (31/5), o grupo que atua na região do Alto Rio Negro (AM) recebeu o Prêmio Estado de Direito 2022, do World Justice Project (WJP), na cidade de Haia, na Holanda, durante o Fórum Mundial de Justiça 2022. A rede foi reconhecida pela inovação e o combate à desinformação na Amazônia brasileira. 

    Conforme divulgado pela WJP, a Rede Wayuri foi selecionada em uma busca global. “Eles construíram conscientização e engajamento local em questões como a pandemia, a violência contra as mulheres e uma série de ameaças ambientais”, disse a organização. 

    Marivelton Barroso, do povo Baré e presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), recebeu a premiação pessoalmente em nome dos comunicadores. Em seu discurso, a liderança indígena reforçou que a atuação da Rede Wayuri ganha ainda mais relevância no atual cenário político do Brasil, com os povos indígenas convivendo diariamente com ameaças aos seus direitos, inclusive com ataques aos territórios. 

    marivelton e juliana radler em haia
    Marivelton Barroso, da Foirn (de casaco marrom) e Juliana Radler, assessora do ISA (de verde) recebem em Haia, na Holanda, reconhecimento à Rede Wayuri|Diana Gandara/ISA

    “A Rede Wayuri exerce um papel fundamental através de comunicadores indígenas que fortalecem as comunidades ao distribuírem informações verdadeiras que fazem a contranarrativa às notícias falsas que promovem o medo e colaboram para o aumento da violência e da destruição na Amazônia”, afirmou. 

    Ainda durante seu discurso, Marivelton Baré ressaltou a importância das mulheres indígenas na comunicação, mencionando as comunicadoras Cláudia Ferraz, do povo Wanano, Edneia Teles, do povo Arapaso, Janete Alves, do povo Desana, e Elisângela da Silva, do povo Baré, pela imensa contribuição aos trabalhos da Rede Wayuri. 

    Jornalista e articuladora de políticas socioambientais do Instituto Socioambiental (ISA), Juliana Radler, que atua com a Rede Wayuri desde a sua criação, em 2017, também esteve em Haia para a premiação e comemorou. “O reconhecimento internacional da Rede Wayuri mostra o quanto o combate à desinformação é importante no Brasil, assim como a situação de vulnerabilidade e ameaças que os povos indígenas e a Amazônia vêm enfrentando no atual contexto político brasileiro, onde o Estado de Direito também está sob ataque”, destacou durante entrevista em Haia.

    Atualmente, a Rede Wayuri é composta por cerca de 55 comunicadores de 16 etnias. Cinco deles trabalham a partir do município de São Gabriel da Cachoeira (AM), realizando semanalmente o programa de rádio Papo da Maloca, que vai ao ar na FM 92,7, de alcance local, com as locutoras Cláudia Wanano e Juliana Albuquerque, do povo Baré.

    rede wayuri
    Rede Wayuri em ação: comunicadores indígenas registram histórias em São Gabriel da Cachoeira (AM)|Ana Amélia Hamdan/ISA

    m seguida, Cláudia Wanano edita o programa, dando forma ao Podcast Wayuri, disponibilizado nas principais plataformas de áudio. Também compõem o grupo Adelson Ribeiro, do povo Tukano, Irinelson Piloto Freitas, Tukano, e Álvaro Socot, do povo Hup’dah. A rede se prepara agora para reforçar sua presença das redes sociais. Visite o instagram da Rede Wayuri. 

    Outros cerca de 50 comunicadores atuam diretamente do território indígena, encaminhando informações por WhatsApp e radiofonia. Mesmo com as dificuldades de comunicação em algumas áreas remotas da Amazônia, a rede leva as informações adiante e tem como uma de suas funções apurar as informações de forma a combater as notícias falsas.

    Em janeiro, durante a IV Oficina da Rede Wayuri, o grupo chegou a traduzir para as línguas indígenas da região o termo fake news, o que facilita a compreensão sobre as notícias falsas na região. 

    Ligada à Foirn e com a parceria e apoio do Instituto Socioambiental (ISA), a Rede Wayuri de Comunicadores Indígenas foi criada em 2017. Começou com poucos comunicadores e vem ganhando força a partir da valorização das próprias comunidades indígenas da importância do trabalho dos comunicadores na defesa dos seus direitos e do acesso à informação.

    rede wayuri
    Cláudia Wanano, Juliana Albuquerque (Baré), Adelson Ribeiro (Tukano) e Irinelson Piloto (Tukano) apresentam o programa de rádio Papo da Maloca|Ana Amélia Hamdan/ISA

    A rede atua em um território indígena onde estão localizadas cerca de 750 comunidades de povos de 23 etnias nos municípios de São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos. Em São Gabriel da Cachoeira – considerada a cidade mais indígena do Brasil –, além do português há quatro línguas indígenas co-oficiais: Nheengatu, Baré, Baniwa e Yanomami. 

    Prêmio WJP

    O WJP é uma organização independente e multidisciplinar que trabalha para gerar conhecimento e conscientização sobre a importância do devido processo legal no mundo. 

    O Prêmio WJP reconhece conquistas de indivíduos e organizações para fortalecer o Estado de Direito de forma exemplar. Já receberam a premiação o ex-presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter (2017), e a advogada iraniana de direitos humanos e Nobel da Paz, Shirin Ebadi (2013). 

    Participaram do Fórum de Justiça 2022 líderes como a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet; Vice-Presidente para Valores e Transparência na Comissão Europeia, Vera Jourová; o presidente da Microsoft, Brad Smith, entre outros.

    Acesse aqui o discurso do Diretor Presidente da FOIRN:

    https://drive.google.com/file/d/14A2Ouw8mESFBWq-qQws4U3ycoPzg4SMI/view?usp=sharing

  • Oficina de formação da Rede Wayuri reúne comunicadores indígenas do Rio Negro 

    Oficina de formação da Rede Wayuri reúne comunicadores indígenas do Rio Negro 

    Comunicadores Indígenas da Rede Wayuri participantes da IV Oficina de Formação e reunião de planejamento. Foto: Adimilson Andrade/Foirn

    Comunicadores indígenas das diversas regiões do Alto Rio Negro (AM) estarão reunidos nos próximos dias – de 10 a 21 de janeiro -, em São Gabriel da Cachoeira, participando da IV Oficina de Formação em Comunicação. O encontro é realizado pelo Instituto Socioambiental (ISA) e Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) com apoio do IDEM Institute e German Cooperation. 

    A oficina teve início na segunda-feira, 10/1, sendo que um dos primeiros destaques do primeiro dia foi a apresentação de atividades que vêm sendo desenvolvidas pela Rede Wayuri. Entre essas ações estão a produção do podcast Boletim Wayuri; o programa Papo da Maloca, veiculado na Rádio FM 97,2; atividades de formação nas comunidades; produção de vídeos; ações de comunicação para enfrentamento à Covid-19; cobertura da eleição municipal 2020; oficinas com profissionais da imprensa nacional, entre outros. A apresentação foi feita pela comunicadora Cláudia Wanano, coordenadora da Rede Wayuri.

    Ontem dia 10/01, estiveram presentes na oficina sendo 55 comunicadores indígenas da região do rio Negro e 12 pessoas da organização e instrutores da oficina. A Secretaria Municipal de Saúde realizou a testagem de Covid-19 em todos os participantes antes do início do evento. Com todos os testes negativos e protocolo sanitários estabelecidos foi dado início então a essa IV Oficina.

    Participam do encontro representantes de lideranças das cinco coordenadorias da FOIRN – Diawi´i, Nadzoeri, Caimbrn, Coidi e Caiarnx – que representam as 23 etnias que convivem no território indígena do Rio Negro, a diretora da Foirn, Janete Desana; as coordenadoras  do Departamento de Mulheres Indígenas (Dmirn) da FOIRN, Dadá Baniwa e Larissa Tukano; Coordenador do Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas (Dajirn), Élson Kene Baré e a equipe de Comunicação da FOIRN,  Gicely Ambrósio, Ray Baniwa, Eucimar Aires e Admilson de Andrade. As atividades acontecem no telecentro no ISA em São Gabriel. 

    Durante a oficina será aperfeiçoado o processo de produção do podcast Boletim Wayuri, com a realização de um programa com o tema da Covid-19, buscando informações sobre como a pandemia atingiu os 23 povos que vivem nessa região da Amazônia e como os indígenas retomaram seus conhecimentos para o enfrentamento à crise sanitária. 

    Cláudia Ferraz Wanano, Coordenadora da Rede Wayuri conduz abertura da IV Oficina de Formação. Foto: Ray Baniwa/Foirn

    Entre os palestrantes da IV Oficina de Formação em Comunicação estão importantes jornalistas à frente da produção de podcast. Uma delas é a jornalista Letícia Leite, que esteve à frente do Copiô Parente, primeiro podcast sobre e para povos indígenas, e em 2021 produziu o primeiro original GloboPlay com apresentação indígena. Nessa segunda-feira, primeiro dia do encontro, ela participou da oficina e reforçou a importância da Rede Wayuri para o jornalismo indígena. “O jornalismo indígena está se fortalecendo cada dia mais, e a Rede Wayuri é uma referência nessa área”, disse.

    Outro destaque é a participação do indígena Maickson Serrão, criador do podcast “Pavulagem – Contos da Floresta”, que narra o cotidiano da vida ribeirinha na Amazônia. 

    Haverá ainda apresentação da jornalista, roteirista e diretora de criação, Paula Scarpin, fundadora e produtora da Rádio Novelo (www.radionovelo.com.br).

    O tema Fake news será apresentado pela jornalista Tainã Maisani, do Idem. O encontro também contará com formação na área de audiovisual, com a profissional de audiovisual Diana Gandra e o cineasta indígena Moisés Baniwa. A produtora e pesquisadora Naiara Alice Bertoli é responsável pela organização do evento. 

    Além da oficina, será realizada durante o encontro a I Reunião de Planejamento Participativo da Rede Wayuri de Comunicação indígena, conduzida pela jornalista Juliana Radler, do ISA, e pela comunicadora indígena Cláudia Wanano. 

    No último dia da oficina vamos trazer atualizações sobre a oficina.

  • Comunicar para proteger: rede de radiofonia do Rio Negro é ampliada

    Comunicar para proteger: rede de radiofonia do Rio Negro é ampliada

    Intalação de nova radiofonia na comunidade Mafi, município de Santa Isabel do Rio Negro. Foto: Foirn

    A rede de comunicação por radiofonia está sendo fortalecida nas comunidades indígenas do Rio Negro em projeto desenvolvido em parceria entre Foirn, Distrito Sanitário Especial Indígena do Alto Rio Negro (Dsei-ARN) e Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi). Desde maio, já foram instalados 92 kits de radiofonia. No total, serão entregues aparelhos a 152 comunidades. O presidente da Foirn, Marivelton Barroso Baré, está realizando viagens pela região para a implementação desta ação.

    Considerada fundamental para a vigilância, proteção e gestão territorial desde o início da luta pela demarcação das terras indígenas, a radiofonia também é importante instrumento de controle social. Esse sistema de comunicação ganhou ainda mais relevância durante a pandemia, sendo primordial para o combate à Covid-19.

    Na última semana de agosto, oito comunidades indígenas receberam kits de radiofonia. Em viagem realizada pela Foirn, Dsei-ARN e Condisi, foram instalados equipamentos nas comunidades do Médio e Baixo Rio Negro. São elas: Mafi, Cujubim, Ilha do Chile, Tabocal do Enuixi, Lajinha, Acu Acu, São Joaquim e Tapereira.  Os recursos desse projeto são da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai).

    Para o presidente do Condisi, Jovânio Normando Baré, essa é uma luta antiga das lideranças e ver comunidades indígenas recebendo os kits de radiofonia é realizar um sonho.  “Agora as pessoas que não tinham como receber ou passar mensagem, vão poder se comunicar com outras. Isso só está sendo possível através da forte parceria Condisi, Dsei-Alto Rio Negro e Sesai com a Foirn, que tem sido fundamental nesse processo”, diz. 

    Jovânio Normando fez parte da equipe de viagem de instalações desses equipamentos nas comunidades na região do Médio e Baixo Rio Negro, junto com o Presidente da Foirn, Marivelton Barroso Baré.

    Com mais comunidades conectadas, a rede de comunicação através de radiofonia do Rio Negro fica maior e fortalecida. Esse trabalho de comunicação liderado pela Foirn com contribuição de parceiros tem sido fundamental para combate à Covid-19 e nas comunidades indígenas. 

    Marivelton Rodrigues Baré, Presidente da Foirn passando informações para as comunidades através da radiofonia. Foto: Ray Baniwa/Foirn

    Histórico

    As primeiras rádios no Rio Negro foram instaladas em 1994. Quatro delas foram adquiridas com apoio da Aliança Pelo Clima, sendo que oito equipamentos tiveram recursos dos Amigos da Terra.  Esses aparelhos foram instalados em pontos estratégicos após ampla discussão com as organizações de base filiadas à Foirn na época.  “A primeira radiofonia no Rio Negro foi instalada na comunidade Ilha das Flores”, lembra Maximiliano Corrêa Tukano, liderança que participou daquele momento histórico para a comunicação indígena na região.

    “Esse meio de comunicação chegou para apoiar a comunicação para a vigilância e gestão do território devido a intensas invasões de garimpeiros e empresas mineradoras. E posteriormente foi fundamental no processo de demarcação das terras indígenas e no início do Dsei. Nos anos seguintes, ampliamos para os outros municípios onde atua o movimento indígena. Fortalecer a nossa comunicação com as bases vai proteger o nosso território”, completa.