Tag: Coordenadorias Regionais

  • FOIRN REALIZA OFICINA DE FIBRA DE PIAÇAVA NA REGIÃO DE BARCELOS

    FOIRN REALIZA OFICINA DE FIBRA DE PIAÇAVA NA REGIÃO DE BARCELOS

    Na comunidade de Romão do Rio Aracá, foi realizado a II Oficina de Fibras de Piaçava, organizado pela articuladora do Departamento de Adolescentes e Jovens do Rio Negro (DAJIRN/FOIRN), Sheine Diana,  região da Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro (CAIMBRN), no período de 19 a 21 de agosto de 2022.

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) apoia ações relacionadas ao artesanato indígena e seus diferentes produtos oriundos de matérias-primas como cipó, tucum, piaçava e outras fibras naturais; cerâmica tradicional; além de produtos alimentícios do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro.

    Fortalecer a arte e a cultura é um dos projetos prioritários dos povos indígenas do rio negro. A importância de preservar as tradições culturais da comunidade e fortalecer a produção e comercialização do artesanato produzido nas aldeias foi definida como prioridade no Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) desenvolvido pela Associação e Organização representante do povo da Coordenadoria CAIMBRN.

    Foto: Raritom – Comunicador Indígena da Rede Wayuri

    O trabalho para incentivar o desenvolvimento sustentável dos povos indígenas é importante para demonstrar como as populações indígenas  desempenham um papel fundamental na conservação de florestas, desenvolvendo atividades produtivas que contribuem para o fortalecimento de suas culturas, protegendo os recursos naturais e a biodiversidade em seus territórios. As atividades de produção sustentável também contribuem para fortalecer a autonomia dos povos indígenas na gestão e proteção de seus territórios, com a obtenção de renda para movimentar atividades das organizações indígenas.

    O modelo de subsistência dos povos tradicionais tem base nos conhecimentos passados de geração em geração pelos ancestrais, que transmitiram através de lendas a necessidade de proteger o solo, já que é ele quem garante a sobrevivência do ser humano, possibilidade de crescimento econômico e provimento das necessidades básicas humanas sem o desgaste e poluição ambiental.

  • FOIRN PROMOVE REUNIÃO SOBRE PAUTAS DE FORMAÇÃO INDÍGENA COM O REITOR DA UFAM

    FOIRN PROMOVE REUNIÃO SOBRE PAUTAS DE FORMAÇÃO INDÍGENA COM O REITOR DA UFAM

    Na manhã de segunda feira (22), a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro realiza a reunião interinstitucional com instituições convidadas para tratar sobre a pauta Vestibular Indígena, Licenciatura Indígena, Cursos EAD, Pós Graduação, Vestibulares diferenciados e outros.

    Na oportunidade o estudante entregaram documentos de reivindicação para o Reitor Sylvio Puga que esteve presente juntamente com a sua comitiva formada pela professora Iraildes Caldas Torres – Diretora do Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais (IFCHS), o coordenador da Licenciatura Indígena, Nelcioney Araújo e o diretor do Departamento de Articulação e Planejamento de Extensão (Darpex), professor Paulo Negreiros.

    A Diretoria executiva da Foirn esteve representada pelo Presidente Marivelton Rodrigues Baré, Vice Presidente Nildo Fontes Tukano e Dário Casimiro Baniwa, Coordenadora do Departamento de Educação e Patrimônio Cultural da Foirn, Lorena Araújo Tariana, Articulador do Departamento de Adolescentes e Jovens do Rio Negro (DAJIRN), Hélio Gessem Lopes, Presidente da Fundação da União da Plurinacionalidade dos Estudantes Indígenas do Brasil, Arlindo Baré estudante da UNICAMP/SP.

    Instituições que aceitaram o convite

    Representantes das Escolas Estaduais, o Instituto Federal do Amazonas (IFAM), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Grêmio Estudantil, APMCs, COPIARN, APIARN e DSEI/ARN.

    Edilson Martins do povo Baniwa, Doutor em linguística. Foto: DECOM/FOIRN

    Edilson Martins do povo Baniwa, Doutor em linguística/IFAM, disse que há dez a nos atrás tudo era diferente, nunca se viu um reitor conversar com indígenas para ouvi-los e conhecer a realidade dos povos do alto rio negro, principalmente nesse momento difícil que as instituições estão passando, sem recursos financeiros.

    “Esse diálogo das instituições (estadual e federal) é fundamental. Cada vez mais está se fortalecendo pela luta, fico muito feliz quando vejo um reitor chegar à minha região do Içana, dos Ianomami, não é fácil, a gente conhece tão bem a grandeza de nossa terra”. Completa.

    Novos desafios

    A comitiva do Reitor seguiu para a comunidade indígena Waruá com o tamanho de 1000 m², fica próximo ao município de São Gabriel da Cachoeira, acompanhada pela Coordenadora do Departamento de Educação e Patrimônio Cultural, Lorena Araújo, Coordenadora do departamento de Comunicação, representantes da APIARN e COPIARN, Presidente da Fundação da União da Plurinacionalidade dos Estudantes Indígenas do Brasil, Arlindo Baré.

    A visita à comunidade foi com objetivo de ouvir os anseios do povo Daw, Hupda e Nadüb. Os moradores, professores da rede de ensino da Educação Municipal participaram da conversa onde os mesmo demandaram que seja implementado a licenciatura especifica para esse povo.

  •  42 Indígenas Yanomami recebem colação de grau em Maturacá, São Gabriel da Cachoeira – AM.

     42 Indígenas Yanomami recebem colação de grau em Maturacá, São Gabriel da Cachoeira – AM.

    A Universidade Federal do Amazonas (UFAM) em parceria com a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) realizam mais uma colação de grau dos professores indígenas no dia 20/08 (sábado), dessa vez no território Yanomami, especificadamente em Maturacá, no município de São Gabriel da Cachoeira – AM, formando 42 professores em Licenciatura Indígena: Políticas Educacionais e Desenvolvimento Sustentável.

    O fato é inédito, agora, os yanomami fazem parte do grupo de povos indígenas que já acessam a educação de nível superior de qualidade e diferenciada, ofertada pela Ufam. No qual podemos citar os povos baniwa, os tukano e os de língua yêgatu (Baré), que também concluíram o curso nos meses de julho e agosto e tiveram suas cerimônias de colação de grau em terra indígena.

    Esteve presentes nesta cerimonia a comitiva do reitor, professor Sylvio Puga, pela primeira vez em Maturacá, no qual a cerimonia foi realizada no ginásio Padre Antônio Góes, a diretora do Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais (IFCHS), professora Iraildes Caldas Torres, o coordenador da Licenciatura Indígena, Nelcioney Araújo e o diretor do Departamento de Articulação e Planejamento de Extensão (Darpex), professor Paulo Negreiros, representando o pró-reitor de Extensão, professor Almir Menezes. o comandante do 5º Pelotão Especial de Fronteira do Exército Brasileiro, tenente Celino também ocupou assento à mesa juntamente com o padre salesiano Raimundo Marcelo Cardoso Maciel, Dário Casimiro do povo Baniwa, diretor da Foirn, Lorena Araújo do povo Tariano – Coordenadora do Departamento de Educação e Patrimônio Cultural da Foirn.
    José Pereira Góes, da Associação dos Rios Cauaburis e Afluentes (AYRCA), a presidente da Associação das Mulheres Yanomami, Erika Vilela e os caciques Miguel Figueiredo e Antônio Lopes.

    “Na prática, o desafio de implementar políticas voltadas a esses povos é do tamanho da nossa região. É difícil promover conhecimento de forma que as etnias não se desassociem da cultura, de seu valor de pertencimento étnico, de sua língua materna ao passo que se insira nos processos de aprendizagem”, Disse Sylvio Puga – Reitor da Ufam.

    Clique aqui para saber mais.

    “Além da educação diferenciada, entendemos que o pleito de vocês vai muito além: saúde, agricultura ambientalmente responsável e espaço de fala onde a instrução científico tecnológica pode ajudá-los dentro do que nos compete e nós iremos ajudar a traçar essa caminhada”. Completou.

    “Estou academicamente feliz por vê-las se emancipando o que também é resultado do que observemos como resultado do intervalo de tempo a contar de 1952. Mais recentemente, há 30 anos as terras yanomami foram demarcadas e vocês têm buscado equilibrar apoderamento diante do mundo e cultura. Hoje, vocês têm um novo capítulo, uma nova conquista, que é importantíssima: a educação. É a educação o grande movimento do desenvolvimento humano”. Afirmou Profª. Iraildes Caldas Torres – Diretora do IFCHS.

    A mesma ficou feliz ao ver que dos 42 diplomas emitidos, 13 seriam conferidos a mulheres yanomami.

    “Desejo sucesso ao que vocês se propuserem a fazer. Prossigam na caminhada e agreguem mais conhecimento em prol do desenvolvimento desta região da qual nos orgulhamos”. Disse tenente Celino – comandante do 5. Pelotão Especial de Fronteira do Exército Brasileiro.

    O Diretor Dário Casimiro Baniwa, ressaltou no seu discurso o trabalho árduo que a FOIRN vem realizando há décadas, para que tudo isso pudesse acontecer e que vai continuar lutando pelos Direitos Indígenas e do bem estar dos povos indígenas do Rio Negro. O mesmo disse que quem ganha com o acontecimento é o povo indígena.

    “Desde o início dos anos 2000 estamos nesta luta. Só em 2009 conseguimos consolidar esse objetivo de alcançar o ensino superior com um conteúdo que refletisse a nossa realidade. Em 2010 houve enfim a seleção e foi no ano de 2014 que a Licenciatura iniciou suas atividades, efetivamente. Nossa luta é árdua e de anos, não acabará. Hoje, contudo, é noite de celebração”. Completou.

  • COIDI REALIZA A XIV ASSEMBLEIA REGIONAL ORDINÁRIA NO DISTRITO DE IAUARETÊ

    COIDI REALIZA A XIV ASSEMBLEIA REGIONAL ORDINÁRIA NO DISTRITO DE IAUARETÊ

    No período de 16 a 20 de agosto de 2022 a Coordenadoria das Organizações Indígenas do Distrito de Iauaretê (COIDI), realiza a XIV Assembleia Regional Ordinária com o tema “Construção e Validação do Protocolo Geral de Consulta dos Povos e Comunidades Indígenas do Rio Negro da região da COIDI”, no Salão Paroquial da Paróquia São Miguel Arcanjo.

    Elson Kene e Helio Gessem (DAJIRN) e Dadá Baniwa (DMIRN). Foto: Irinelson Freitas – Comunicador Indígena da Rede Wayuri.

    As pautas da Assembleia foram a Introdução, histórico e conjuntura do protocolo de consulta dos povos indígenas do Rio Negro; Instâncias de governança da FOIRN e das Coordenadorias Regionais; Direito Fundamental à consulta e ao consentimento livre, prévio e informado; Constituição Federal, Direitos Indígenas e convenção 169 OIT; Exemplos de Protocolo de consulta elaborados; Trabalhos de Gts por calhas de Rio (Alto Rio Waupés, Médio Rio Waupés e Japú, Rio Papuri, Povo Hupdah, Iauaretê e Juventude – Grupo de alunos da sede) sobre os protocolos de consulta, quais os caminhos a percorrer, formas e locais de representação e tomadas de decisões locais; Consolidação do Protocolo de Consulta da COIDI; Bebida Alcoólica em Terras Indígenas, segundo a legislação Brasileira,Eleições 2022 – Campanha Indígena; Repasse sobre revalidação do Patrimônio Cultural IPHAN, Participação no projeto Parinã; Apresentação das atividades das associações de base por região; Debates e encaminhamentos das demandas; Apresentação DAJIRN; Apresentação DMIRN; Apresentação FIRN e departamento de negócios; Apresentação do Conselho de Líderes; Apresentação de Gestão Administrativa e financeira da coordenação regional – prestação de contas do Fundo Wayuri; Apresentação de atividades e informes da COIDI; Apresentação do planejamento de atividades a serem realizadas pela COIDI/FOIRN até dezembro 2022; Encaminhamento para Gt’s de discussão e elaboração de propostas de atividades, projetos e assuntos gerais para 2023 a 2024;

    Foto: Irinelson Freitas – Comunicador Indígena da Rede Wayuri.

    A Apresentação dos Grupos de trabalhos e Encaminhamentos sobre a pauta Introdução, histórico e conjuntura do protocolo de consulta dos povos indígenas do Rio Negro com o palestrante da assessoria Técnica do ISA, Renato Martelli. O mesmo ressaltou que foram elaborados dez PGTAs na região do Médio e Alto Rio Negro, tanto das Terras Indígenas como das Coordenadorias da FOIRN respeitando o recorte local e respeitando o recorte regional de cada coordenadoria. Os planos abrangem diferentes temas como Educação, Saúde, Comunicação, Associativismo, Demografia e trazem propostas e reivindicação para a governança indígena do território.

    Jovens participando da Assembleia. Foto: Irinelson Freitas – Comunicador Indígena da Rede Wayuri.

    Foram também apresentados os trabalhos referentes à elaboração dos protocolos de consulta realizados no Rio Negro, a Assembleia dos 25 anos da Organização OIBI foi o primeiro seminário de protocolo de consulta do Povo Baniwa realizada em julho de 2019. Houve então o Seminário inaugural da FOIRN em agosto de 2019 em São Gabriel da Cachoeira com 100 lideranças, Seminário da Regional do DIAWI’I em 2019 e a pauta ficaram em pausa devido à pandemia.

    Em 2022 as etapas regionais foram retomadas através das assembleias regionais das Coordenadorias da FOIRN, com a etapa da CAIMBRN realizada em maio, a da NADZOERI em junho, a da DIAWI’I em julho e da COIDI agora em agosto e que será seguida pela última etapa regional, a da CAIARNX.

    Rodrigo Oliveira, do Programa Xingu do Instituto Socioambiental (AS). Foto: Irinelson Freitas – Comunicador Indígena da Rede Wayuri.

    A pauta sobre o Direito Fundamental à consulta e consentimento livre, prévio e informado; Constituição Federal, Direitos Indígenas e convenção 169 OIT, Rodrigo Oliveira, do Programa Xingu do Instituto Socioambiental (AS), ressaltou que trabalha na proteção de terras do Xingu, e já trabalhou assessorando os povos indígenas Munduruku no que se refere à construção de protocolo de Consulta.  

    O mesmo apresentou ainda sobre o que é a consulta prévia – Convenção Nº 169, onde diz quem é o responsável pela consulta, quais as medidas devem ser consultadas, portanto a consulta deve ser prévia e livre. A consulta deve ser informada, pois para decidir deve haver informação, o governo deve apresentar sobre o que vai causar na vida dos indígenas como, por exemplo, impactos ambiental, cultural, social, etc.

    Janete Alves – Diretora da Foirn e de referencia da Coidi. Foto: Irinelson Freitas – Comunicador Indígena da Rede Wayuri.

    O governo deve ouvir o conhecimento tradicional, a consulta deve ser de boa fé, Como deve ser realizada a consulta – O próprio povo decide diretamente, pois a consulta não é de qualquer jeito, sempre deve respeitar a organização social e política daquele povo, a consulta deve ocorrer dentro do território dos próprios povos indígenas, línguas, culturalmente adequado, respeitarem o calendário, respeitar a organização e a forma de tomada de decisão.

    Foi formado 06 grupos de Trabalho para elaboração de propostas de protocolo de consulta, o Médio e Alto Rio Waupés, Igarapé Japú, Rio Papuri, Iauaretê, Juventude-grupo de alunos.

    A equipe de assessoria técnica orientou os trabalhos de GTs.   Durante a Assembleia foi apresentado o vídeo sobre modelos de protocolo de consulta de povos indígenas de outros estados, como instrumento para a defesa do território.

    Renata Viera, Advogada – ISA.. Foto: Irinelson Freitas – Comunicador Indígena da Rede Wayuri.

    A advogada Renata Viera resumiu sobre os protocolos de consulta.

    “… são importantes porque no Brasil tem uma diversidade e como o governo vai conseguir falar com tantas línguas e como os povos se organizam. Portanto para ajudar o governo, é criando o protocolo, da forma de como cada povo é organizado, é algo que é feito no dia a dia, as formas tradicionais de liderança, é importante porque evita os conflitos internos, é criar consensos e entrar de acordo de como queremos ser consultados” Completa Renata Viera, Advogada – ISA.

    Houve apresentação dos departamentos da Foirn, Luciane Lima – Departamento de negócio socioambiental, Maria do Rosário – Coordenadora do Departamento de Mulheres (DMIRN), Elson Kene – Coordenador do Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro (DAJIRN), Alziney Castro – Assistente de Monitoramento – FIRN, Marivelton Rodrigues – Diretor Presidente da FOIRN, Rosane Cruz – Articuladora AIMAS.   

    A Bebida Alcoólica em Terras Indígenas, segundo a legislação Brasileira – palestrante Drª Renata Vieira (ISA) e Chantelle Teixeira(CIMI) Fez um breve histórico que os indígenas eram escravizados, e depois os povos indígenas passaram a integrar a Amazônia brasileira, que o estado deixasse de ser indígena, para que o estado fosse de uma única nação, cultura e povo. Foi chamado como fase de tutela (SPI – Serviço de Proteção ao Índio), com a constituição de 1988 mudou a visão do estado Brasileiro.

    Os povos indígenas passam a ser considerados de igual para igual. Respeitando as línguas, costumes, crenças, organização social etc. E apresentaram o estatuto do Índio (Lei Nº 6.001 de 19 de dezembro de 1973). Portanto resumiu-se que dentro dos territórios indígenas a maneira de organizar regras, fazer a gestão é autônoma e dentro desses espaços tem toda autonomia de restringir e fixar as regras.  

    Participação no projeto Parinã

    Foi feito informes na participação por  José Luis Teles, Margarida Maia, Maria Bonone. Projeto do ISA e acompanhamento com arqueologia.

    Eleições 2022

    Foi informado que é preciso fazer a comparação com a situação atual e ter voto e escolha consciente. 

    “Estamos com representações tudo sucateados. Por isso é importante fazer a reflexão consciente, analisar os programas de governo etc.” diz liderança indigena local.

    Escolha de delegados para a Assembleia geral em novembro de 2022

    Foi feito a escolha de 10 delegados para representar a coordenamdora na assembleia geral ordinária em novembro(Adilma Auxiliadora Lima Sodré, Oseias Barbosa Figueiredo, Margarida Sodré Maia, Arsenio Costa Ferraz, Jonni Carlos Valência Dias, Simão Pedro Pedrosa Campos, João Bosco da Silva Borero, Maria Cordeiro Vasconcelos, Vivaldo Melo Alvares, Marcelo Cordoba de Souza, Adenilza Lindalva de Souza Dias, José Luis Vieira Teles, José Maria Rorigues Fontoura, Fortunato Penedo Peres, Lucas Matos, Maria Socorro Almeida Fonseca, Maria Lucélia Araújo Alves, Judite Teixeira Almeida, Jonilson Alvares,  Ezequiel Martins Leal)

    Foto: Irinelson Freitas – Comunicador Indígena da Rede Wayuri

    E para representar no XIII Encontro de Mulheres Indígenas no período de 17 a 19 de outubro 2022 foram escolhida 10 representantes de mulheres (Luz Marina Dias Figueira, Claudineide Vasconcelos Gama, Maria Josely Fontes Trindade, Gladis Samira Roque Rodrigues, Ademilda Lindalva de Souza Dias, Arcelina Boreiro da Silva, Maria Trajano Lima, Marilda Salete Muniz Dias, Veronica Sampaio Alves, Veronica Barreto.) 

    A equipe do IBGE se fez presente e apresentou-se informando sobre os trabalhos que serão realizados na região da COIDI, a equipe da FUNAI da Coordenação Local acompanhará nos trabalhos. As calhas de Rio a serem entrevistados serão a calha de Papuri e afluentes, Alto Uaupés e Médio.  Esteve presente o Evaldo Alencar – CL FUNAI e Túlio Binott,  Iana e Raquel Vasquez recenseadoras IBGE. Foi informado que a entrevista vai ser importante para que as famílias da sede e comunidades forneçam informações durante a entrevista e atualizar o sistema de dados de informações do IBGE.

     Estiveram presentes representantes de Associações de Base da COIDI: ACIARP – Associação das Comunidades Indígenas do Alto Rio Papuri, ACIMRP – Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Papuri, ACIRWA – Associação das Comunidades Indígenas do Waupés, ONIARWA – Organização Indígena do Alto Rio Waupés, ACIMERWA – Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Waupés, ACIRJA- Associação das Comunidades Indígenas do Rio Japu , AMIDI – Associação das Mulheres Indígenas do Distrito de Iauaretê, AIAJI – Articulação Indígena de Adolescentes e Jovens de Iauaretê,  CERCI – Centro de Revitalização das Culturas Indígenas de Iauaretê ( não teve representante) e ACII – Associação das Comunidades Indígenas de Iauaretê. E Associações de categorias: ASSEK, AITEP, ATIDI, AIESM, APCIESM, AMIARU,  AILCTDI, APMC da Escola Tariana, Escola Cachoeira da Onça, e Conselho de Educação Escolar da Escola Estadual Indígena ‘’Pamuri Mahsã Wi’í,  representantes de escolas, Grêmio estudantil, Rodrigo Magalhães de Oliveira, Renata Vieira e Renato Martelli da Assessoria do Instituto Socioambiental – ISA,  Advogada do Conselho Indigenista Missionário – CIMI, Chantelle Teixeira, Irinelson Freitas – Comunicador Indígena da Rede Wayuri, Jovens Articuladores(a) Regionais – Josiane Pereira representante da Coordenadoria COIDI e Hélio Gessem Monteiro – representante coordenadoria DIAWI’I, Mª Edilene M. Meireles – secretária Executiva da FOIRN, professores(as) municipais, estaduais, alunos(as) e demais participantes, lideranças de abrangência da Coordenadoria COIDI.

  • V REUNIÃO DO COMITÊ GESTOR DO FIRN REÚNE MEMBROS E PARTICIPANTES PARA AVALIAR E PLANEJAR O SEGUNDO ANO DE EXECUÇÃO DO PROJETO.  

    V REUNIÃO DO COMITÊ GESTOR DO FIRN REÚNE MEMBROS E PARTICIPANTES PARA AVALIAR E PLANEJAR O SEGUNDO ANO DE EXECUÇÃO DO PROJETO.  

    Membros do Comitê Gestor e participantes, na casa dos saberes da FOIRN.

    O comitê Gestor do Fundo Indígena do Rio Negro (FIRN) reuniu – se nesta terça feira (16) na maloca casa dos Saberes da FOIRN para avaliar e discutir o plano para o segundo ano de trabalho do projeto.

    O Presidente do Comitê Gestor e Diretor Presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), Marivelton Rodrigues Barroso do povo Baré, presidiu esta reunião que teve a seguinte pauta, a Formação do Conselho Consultivo do FIRN, Repasse das principais discussões e encaminhamentos na reunião em Brasília entre ERN-FOIRN-FIRN-ISA (04/07/2022) e Apresentação de monitoria em projetos pelos técnicos do FIRN.

    O Conselho Consultivo foi formado e aprovado pelos membros do Comitê Gestor e definida a primeira reunião do Conselho para o dia 17 de outubro de 2022, para definição e instalação dos membros do Conselho Consultivo do FIRN.

    Marivelton Rodrigues, falou sobre os principais tópicos abordados na discussão durante a reunião com a Embaixada Real da Noruega (ERN) em Brasília no dia 04 de julho deste ano. A reunião que foi produtiva, e é importante a equipe executiva do FIRN ter esse contato com a ERN.

    “A equipe do FIRN tem que cuidar do Fundo, ele é um precioso projeto da FOIRN. A monitoria tem que ser feita pela coordenadoria regional.” Afirma Marivelton Barroso – Diretor Presidente da Foirn.

    A apresentação de monitoria dos projetos pelos técnicos do FIRN, foi dividido projetos por coordenadoria.

    Coordenadoria das Associações Indígenas do Alto Rio Negro e Xié – CAIARNX (AMIARN, ACIARN e ACIB) – Josimara Oliveira – Gerente financeira.

    Coordenadora das Associações Indigenas do Médio e Baixo Rio Negro – CAIMBRN (ACIMRN, ASIBA e KURIKAMA) – Mirian Brito – Assistente Financeiro.

    Coordenadoria das Organizações Indigenas do Distrito de Iauaretê – COIDI (ASEKK, AMIDI e AMIARU) – Alziney Castro – Assistente de Monitoramento.

    Coordenadoria das Organizações Indígenas do Tiquié, Uaupés e Afluentes– DIAWI’Í (ATRIART, OIBV e AMIRT) – Domingos Barreto – Gerente de Monitoramento.

    Coordenadoria das Associações Baniwa e Koripaco – NADZOERI (ACEP, ACIRA e OCIDAI) – João Luiz – Assistente técnico de Gestão ISA/FOIRN.

     “Vejo a importância das metodologias dos trabalhos, antes era os outros que faziam pelos indígenas. E hoje o indígena trabalha para o indígena, assessorando como os brancos faziam”. Disse Padre Justino Rezende.

    Apresentação da estrutura e objetivos do Departamento de Negócios Socioambientais da FOIRN foi feito pela Luciane Mendes – Coordenadora do Departamento de Negócios e socioambiental, apresentou sobre os trabalhos realizados pelo departamento e os referidos setores relacionado aos negócios socioambientais, e um dos tópicos apresentados foi sobre o Turismo, PAB/PNAI, Arte Baniwa, Pimenta Baniwa, Mel de Abelha Nativas, Castanha do Uará, Frutas Secas, Cadeias do Artesanato, Casa Wariró e Cultura Indígena do Rio Negro.

    O Cenaide Pastor – Articulador Negócios Socioambientais, apresentou os trabalhos e editais do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

    A técnica de Turismo, Tífane Máximo apresentou sobre as estratégias de como promover ações de informações em relação à inciativas de turismos de base comunitária.

    Marivelton Barroso comentou sobre a valorização do sistema agrícola e abordou sobre a apresentação da equipe da Luciane, e referiu sobre a construção e o plano estratégico.

    “Devemos refletir, sobre o que devemos exercer no movimento Indígena. A FOIRN é reconhecida a nível nacional e internacional, assim como o parceiro ISA.” Completou Marivelton Barroso.

    Esta reunião contou com a participação além dos membros do comitê gestor dos coordenadores de departamento técnicos e articuladores.

    1. Belmira Melgueiro do povo Baré, Coordenadora do DMIRN,
    2. Elson Kene do povo Baré, Coordenador Geral do DAJIRN;
    3. Domingos Barreto do povo tukano, Gerente de Monitoramento do FIRN;
    4. Josimara Oliveira do povo Baré, Gerente Financeira do FIRN,
    5. Auxiliadora do Povo Daw, Presidente do Conselho Fiscal;
    6. Nildo Fontes do povo tukano, Diretor da FOIRN;
    7. Dário Casimiro do Povo Baniwa, Diretor da FOIRN;
    8. Aloisio Cabalzar Coordenador Adjunto do ISA
    9. Justino Rezende do povo Tuyuka, representante do REPAM;
    10. Marivelton Barroso do povo Baré, presidente do Comitê Gestor e Diretor presidente da FOIRN.
    11. Luciane Mendes do povo Tariana – Coordenadora do departamento de Negócios Socioambientais da FOIRN.
    12. Andrea  – Assessora do FIRN
    13. Maria Hidelte AraújO do povo Tariana, secretária Administrativa da Associações/ FOIRN;
    14.  Alziney Castro do povo tukano, Assistente de Monitoramento do FIRN;
    15.  Rosane Gonçalves Cruz do povo Piratapuya, Articuladora de Referencia dos AIMAS,
    16.  Lorena Marinho de Araújo do povo Tariana, coordenadora do departamento de Educação e Patrimônio Cultural;
    17. Gicely Caxias Ambrósio do povo Baré– Coordenadora do Departamento de Comunicação FOIRN.
    18. Gilson C. Brazão Pascoal do povo Baré – Auxiliar de Comunicação.
    19. Heraldina Machado do povo Desana, coordenadora Financeira da FOIRN;
    20. Mirian Brito do povo Baré, como Assistente Financeira do FIRN;
    21. João Luis Assessor de Gestão do FIRN
  • ASSEMBLEIA MICRORREGIONAL MÉDIO IÇANA I

    ASSEMBLEIA MICRORREGIONAL MÉDIO IÇANA I

    Na comunidade Nazaré do Médio Içana I, foi realizado entre os dias 10 e 11 de agosto de 2022 a Assembleia Microrregional da Coordenadoria Nadzoeri, com objetivo de fortalecer Associações e comunidades do Médio Içana I.

    Nesta Assembleia estiveram presentes os membros comunitários das sete comunidades da microrregião do médio Rio Içana I: Nazaré, Ambaúba, Castelo Branco, Belém, Taiaçu, Tunuí, e Vista Alegre no total de 122 participantes.

    Também estiveram presentes representantes das associações: União das nações indígenas Baniwa-UNIB, -Associação Baniwa do Rio Içana e Cuiari-ABRIC, AAMI-Associação Artesãs das mulheres Indígenas do médio Rio Içana I, Plinio Guilherme Marcos – Secretário executivo financeiro da Organização Baniwa e Koripako – NADZOERI, equipe da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro-FOIRN, representado pelo diretor de referência da NADZOERI Dario Emilio Casimiro, Maria do Rosário Martins Piloto coordenadora do Departamento das Mulheres Indígena do Rio Negro (DMIRN) e Elson kene Angelino Cordeiro coordenador do Departamento de Adolescentes e Jovens (DAJIRN), e alguns Agentes Indígenas de Monitoramento Ambiental (AIMA), articuladores de Rede de Jovens, Mulheres e os Agente Indígenas de Saúde (AIS).

    A assembleia decidiu extinguir as duas associações existentes no Médio Rio Içana e criar nova associação em abrangência nessa microrregião.

    Ocorreu também a reestruturação da AAMI. O nome da associação passou a ser denominada Associação das Mulheres Indígena do Médio Rio Içana e Cuiari (AMIMIRC).  

    Para realização da eleição foi organizada uma comissão dirigida pela Maria do Rosário e Elson kene, e a composição da nova diretoria na qual João Garrido Andrade (Presidente com 47 votos), Dediel da Silva Ricardo (vice-presidente com 29 votos), Pedro André da Silva (1º secretário com 18 votos), Neuza Lisbão da Silva (2º secretário com quatro votos), Jorge Ariel Velásquez Garcia (1º tesoureiro com 02 votos), Geomara Gonçalves cardoso (2º tesoureira).  E o conselho fiscal na qual Genilton da Silva Apolinario, Nilda josé da Silva e Tadeu Cardoso Garrido foram eleitos.

     A associação denominada Associação das comunidades indígenas do Médio Rio Içana e Cuiari-ACIMIRC é aprovado pela assembleia no total de 50 votos.

    Realização: Nadzoeri/FOIRN

    Parceria: ISA

    Apoio: LIRA, MOORE, FUNDO AMAZÔNIA, IPÊ

  • FOIRN NA XIII ASSEMBLEIA GERAL ELETIVA DA COIAB

    FOIRN NA XIII ASSEMBLEIA GERAL ELETIVA DA COIAB

    Foto: Neide – Comunicadora Indígena da Rede Wayuri

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), filiada a Coordenação das Organizações Indígena da Amazônia Brasileira (COIAB), participou da XIII Assembleia Geral Eletiva realizada pela COIAB, que aconteceu entre os dias 03 a 05 de agosto de 2022, na aldeia Manga, Terra Indígena Uaçá, no município do Oiapoque – Amapá. É realizada a cada quatro anos e foi prorrogada para acontecer em 2022 devido à pandemia causada pela COVID-19.

    Contou com a participação da Delegação do alto rio negro (SGC):  Marivelton Rodrigues Barroso – Diretor Presidente da Foirn; Nildo José Miguel Fontes  – Diretor Vice Presidente da Foirn; Dário Emílio Casimiro – Diretor da Foirn; Sheine Diana Dias  – Articuladora do DAJIRN; Belmira da Silva Melgueiro – Coordenadora do Departamento das Mulheres Indígenas do Rio Negro – DMIRN; Rosilda Maria Cordeiro da Silva  – Coordenadora da Coordenadoria Regional DIAWI´I; Delegação do médio rio negro (SIRN): Adilson da Silva Joanico – Presidente da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro – ACIMRN; Carlos Alberto Teixeira Neri – Coordenador da Coordenadoria Regional CAIMBRN; Rariton Horácio de Souza; Joana da Silva Serrão; Eldenir dos Santos Bento; Gilce Guilherme França; e a Delegação do Baixo rio negro (Barcelos); Neide Dantas do Santos; Edinilza Amâncio Pinheiro Araújo; Marilene Gervásio Reis; Regivaldo Brandão Crescêncio; Jander Gomes Pinheiro e Cleidinaldo dos Santos Soares.

    Mulheres Indígenas do Rio Negro. Foto: Reprodução

    Além das plenárias sobre conjuntura política, movimento de mulheres indígenas da Amazônia e candidaturas indígenas, a assembleia foi um espaço para apresentação do balanço de atividades e avanços da coordenação da coordenação de 2017-2022.

    Na noite do dia 04, foi apresentado o Fundo Podáali, desde a sua criação e linha do tempo de seus principais temas de atuação no seu processo de construção de equipe técnica, diretoria, e conselho. Na oportunidade se deu destaque também a outros fundos, como um deles o Fundo Indígena do Rio Negro (FIRN), executado na Federação em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA) e conta com o apoio da Embaixada Real da Noruega (ERN).

    Com a finalização dos três dias de discussão, os conselheiros votaram na realização da próxima assembleia avaliativa, que acontecerá em 2024, em Roraima, e para a assembleia eletiva, que acontecerá no Tocantins, em 2026. 

    Durante a Assembleia . Foto: Reprodução

    No total aproximadamente mil pessoas estavam presentes nesta Assembleia, informações segundo os dados da Secretaria da COIAB, 240 delegados dos nove estados da Amazônia Brasileira, além de convidados e apoiadores acompanharam atentos à apresentação.

    A nova Coordenação Geral da COIAB foi eleita e os nomes com os respectivos cargos para a próxima gestão:

    Toya Manchineri / AC – Coordenador Geral;

    Alcebias Sapará / RR – Vice Coordenador;

    Avanilson Karajá / TO – Primeiro Tesoureiro;

    Dineva Kayabi / MT – Segunda Tesoureira;

    Marciely Tupari / RO – Primeira Secretária;

    Sérgio Galibi-Marworno / AP – Segundo Secretário.

    E a representação da Coiab na Articulacao dos povos indigenas do Brasil – APIB ficou Kleber Karipuna e representação da Coordenadoria das Organizações Indígenas da Bacia Amazônia- COICA,  Angela Kaxuyana.

  • Presidente da Fundação da União da Plurinacionalidade dos Estudantes Indígenas do Brasil é do Rio Negro.

    Presidente da Fundação da União da Plurinacionalidade dos Estudantes Indígenas do Brasil é do Rio Negro.

    A Delegação da FOIRN participou no último dia do IX ENEI, a fundação da União da Plurinacionalidade dos Estudantes Indígenas do Brasil que teve como Chapa Única tendo como tema: Plurinacionalidade na Universidade e no Brasil – Somos Fora Bolsonaro! Contra o Marco Temporal! Denunciamos Genocídio Indígena em todo Brasil.

    Foto: Reprodução

    Essa proposta nasceu da inspiração do Encontro Nacional dos Estudantes Indígenas, da ancestralidade e respeito a lideranças indígenas e intelectuais, assim como, para fortalecer os povos originários e estudantes indígenas presentes nas Universidades, sabendo que somente a organização, pode garantir as conquistas e garantias da permanência dos mesmos.

    A nova diretoria é composta por 21 membros. Tendo como Presidente é do Rio Negro,  Arlindo do povo Baré e a Vice – Presidente: Aline Kayapó

    Acesse também: FOIRN NO ENCONTRO NACIONAL DOS ESTUDANTES – ENEI 2022.

  • Acadêmicos Indígenas recebem a sonhada colação de Grau dentro de seu Território

    Acadêmicos Indígenas recebem a sonhada colação de Grau dentro de seu Território

    Os novos professores indígenas dos povos originários de São Gabriel da Cachoeira receberam, nesta semana, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), seus diplomas de Licenciatura Indígena Políticas Educacionais e Desenvolvimento Sustentável durante a cerimônia de colação de grau. A formatura aconteceu em dois dias e teve a presença de comunidade local no Alto Rio Negro. Clique aqui.

    Equipe da FOIRN e a comitiva da Ufam saindo do porto de São Gabriel da Cachoeira com destino a Taracuá.

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), que é uma estrutura não governamental e que representa os 23 povos indígenas do rio negro, com abrangência dos três município de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira, buscando contribuir e colaborar no processo de fortalecimento do território do Rio Negro em sua extensão do mosaicos de áreas protegidas diante da importância do desenvolvimento sustentável da formação acadêmica e mobilização territorial das coordenadorias Diawi’i e Nadzoeri nos respectivos polos Tukano e Baniwa contamos com o apoio financeiro da parceria Wildlife Conservation Society – Andes Amazon Orinoco  – Brazil – WCS..

    Na noite do dia 27 de julho o Reitor da UFAM Sylvio Puga e sua equipe estiveram no Distrito de Taracuá para realizar colação de grau dos acadêmicos do povo Tukano, contou com a presença do Diretor Vice Presidente da FOIRN e de referencia da Coordenadoria Regional DIAWI’I, Nildo Fontes do povo Tukano e, no dia 28/07, foi realizado mais uma colação de grau dos acadêmicos do povo Baniwa e Koripaco na comunidade Tunuí Cachoeira do Rio Içana, onde também o diretor da FOIRN e de referencia da Coordenadoria Regional Nadzoeri, Dario Casimiro estava presente.

    É um momento histórico para os povos do Rio Negro dentro do território Indígena, em resultado a luta incansável das lideranças indígenas, os acadêmicos finalmente realizaram o sonho da colação de Grau que tanto esperaram há mais de 07 anos.

    Mais detalhes da cerimônia em Taracuá e de Tunuí – Cachoeira .

  • OFICINA DE SALVAGUARDA SAT – RN, REALIZADA PELA FOIRN EM PARCERIA COM O IPHAN

    OFICINA DE SALVAGUARDA SAT – RN, REALIZADA PELA FOIRN EM PARCERIA COM O IPHAN

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) realizou a Oficina de Salvaguarda do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro (SAT – RN) em parceria com o Instituto Histórico do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), contou com o apoio do Museu da Pessoa, Instituto Socioambiental (ISA), ForEco/RFN, NIA TERO e Prefeitura Municipal de São Gabriel da Cachoeira.

    O Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro é entendido como um conjunto estruturado, formado por elementos interdependentes como as plantas cultivadas, os espaços, as redes sociais, a cultura material, os sistemas alimentares, os saberes, as normas e os direitos. As especificidades do Sistema são as riquezas dos saberes, a diversidade das plantas, as redes de circulação, a autonomia das famílias, além da sustentabilidade do modo de produzir que garante a conservação da floresta.

    Os povos indígenas que habitam a região ao longo da calha do rio Negro detêm o conhecimento sobre o manejo florestal e os locais apropriados para cultivar, coletar, pescar e caçar, formando um conjunto de saberes e modos de fazer enraizados no cotidiano. O Sistema acontece em um contexto multiétnico e multilinguístico em que os grupos indígenas compartilham formas de transmissão e circulação de saberes, práticas, serviços ambientais e produtos. É possível identificá-lo, uma vez que ele é elaborado, constantemente, pelas pessoas que o vivenciam. Clique aqui para saber mais.

    No período de 17 a 20 de julho de 2022, a oficina contou com a participação da Diretoria executiva e de coordenadores dos Departamentos da FOIRN, Representantes de Associações, convidados e lideranças Indígenas.

    A oficina teve como objetivo a construção de forma participativa para o inicio do mapeamento de lugares de concentração e ocorrência das práticas tradicionais, memórias sociais associados aos valores e referências culturais que constam no dossiê de registro associados ao SAT-RN. Através da metodologia de Cartografia social, serão coletados depoimentos, desenhos e imagens produzidos pelos detentores como forma de representação e documentação das práticas tradicionais situadas na poligonal de registro. Além de ser uma importante oportunidade para o processo de continuidade de documentação e conhecimento sobre o bem, a oficina retroalimentará dados que potencializarão o fomento de ações de salvaguarda posteriormente.

    Carlos Nery – Coordenador da Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio  e Baixo Rio Negro (Caimbrn), falou sobre o Patrimônio Cultural do Rio Negro e sobre conhecimento tradicional, e que os jovens precisam estudar mais sobre PATRIMÔNIO CULTURAL.

    No encerramento da oficina, houve a entrega de certificados de participação para todos que estiveram presentes nestes quatro dias de muito aprendizado e troca de conhecimento.

    Os Instrutores da Oficina foram Mauro Menezes e Jorge Garcia da Superintendência do IPHAN, Rosana Miziara – Relações Institucionais e Governamentais do Museu da Pessoa e Henrique Miceli – Unidade Parque Nacional Pico da Neblina/ICMBIO e a diretoria executiva da Foirn Janete Alves Desana e Dario Casimiro Baniwa.