As lideranças e representante de instituições parceiras se reuniram na comunidade São Francisco para tratar da reunião do comitê gestor do projeto de turismo de base comunitária do Rio Jurubaxi.
Na comunidade de são Francisco terra indígena Jurubaxi Téa no município de Barcelos, reuniram-se as seguintes instituições no dia 17 de maio de 2022, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (ACIMRN), Empresa de Turismo Kalua que são partes contratantes junto com as comunidades de Acariquara pertencentes ao município de Santa Isabel do Rio Negro e São Francisco, com a presença da FUNAI coordenação regional do rio negro.
Essa reunião teve como o objetivo de avaliar e prestar contas referente a temporada de pesca esportiva do rio Jurubaxi 2021/2022.
As pautas discutidas foram sobre a avaliação dos trabalhos dos vigilantes indígenas, coordenadores que atuaram durante a temporada em execução, foi organizada a data dos estudos de capacidade ambiental, avaliação e apresentação da prestação de contas 2021/2022 por parte da empresa, e também a Foirn e Acimrn apresentaram a prestação de contas dos gastos do Projeto de pesca esportiva de base comunitária do rio Jurubaxi, foram feitas juntos com as lideranças e representantes das comunidades o planejamento e ajustes futuros, para melhor a atuação do projeto com o propósito de um bem coletivo.
Lideranças e moradores da comunidade Jupati solicitam reunião para tratar sobre atividade ilegal de extração de madeira na área da comunidade e na referida Terra Indígena.
No último dia 15 deste mês (domingo), a Federação das Organizações Indígenas do Rio negro (FOIRN) Fundação Nacional do Índio (FUNAI) realizaram uma reunião na comunidade Jupati, a pedido das lideranças e moradores, sobre atividade Ilegal de extração de madeira na área da comunidade dentro da Terra indígena do médio Rio negro, para a comercialização de forma irregular e não autorizada.
A comunidade protestou da falta de fiscalização e proteção no território e que, órgãos de controle possam exercer o seu papel de defender o território e comunidades sendo uma terra indígena e gleba militar.
Mesmo que a extração sustentável de madeira possa ser uma fonte de renda, muitas das vezes a atividade não é feita de acordo com esses padrões. E isso acaba provocando impactos significativos inclusive a desintegração do habitat das espécies da região e a perda dos serviços ecológicos prestados pelas florestas, como a manutenção do Clima e do ciclo hidrológico (ciclo da água).
Apesar de existir leis que autorizem a exploração de madeiras em áreas especificas, a extração ilegal já está bastante expandida no Brasil e em vários países amazônicos.
O Uso de licenças falsas; Corte de qualquer árvore comercialmente valiosa, independentemente de quais árvores sejam protegidas por lei; Corte em quantidades superiores às cotas permitidas por lei; Corte fora de áreas de concessão florestal; Corte dentro unidades de conservação e terras indígenas. Essas são umas das principais ilegalidades em relação a extração de madeira ilegal.
Segundo o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia – Imazon, para cada árvore comercial que é retirada, são danificadas outras 27 árvores com mais de 10 cm de diâmetro, são construídos 40 m de estradas e são abertos 600 m² no dossel florestal.
Por tanto a Foirn fará o trabalho em conjunto com a Funai de coibir a situação irregular e ilegal que acontece nesta área pedindo providências e punição ao infrator.
A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) e o Instituto Socioambiental (ISA) apoiam a realização da Oficina da Associação das Comunidades Indígenas e Ribeirinhas (ACIR), que coordena o Projeto Serras Guerreiras de Tapuruquara.
No período de 09 a 13 de maio de 2022 estará promovendo duas oficinas, a primeira na comunidade de boa Vista e outra na comunidade de Massarabí pertencentes a Terra Indígena do Médio Rio Negro, no município de Santa Isabel do Rio Negro.
Com o propósito de expandir as atividades turísticas nesta região para o processo de consulta e regulamentação de turismo de pesca e solte de acordo com a instrução normativa da FUNAI que regulamenta a atividade na Terra Indígena.
Participam da coordenação das oficinas juntos com a ACIR, a Foirn, ISA e Icmbio
Garantia dos direitos em tempos de tantos retrocessos aos direitos dos povos indígenas.
Diretor presidente da Foirn, Marivelton Barroso ao centro, ladeado por autoridades convidados presentes, tradutores indígenas e parceiros desta inciativa. Foto: Admilson de Andrade – Comunicação/FOIRN
A comitiva do Conselho Nacional de Justiça foi recebida pela Federação das Organizações Indígenas (FOIRN) e Instituto Socioambiental (ISA) no dia 29 de abril na maloca Casa do Saber para lançamento dos cartazes sobre Audiência de Custódia traduzidas nas línguas indígenas da região do Rio Negro.
O evento foi importante para a garantia dos direitos dos povos indígenas. Em tempos de tantos retrocessos aos direitos indígenas, a Foirn tem muito o que celebrar com mais uma conquista dos povos indígenas que é a tradução dos cartazes sobre Audiência de Custódia nas línguas indígenas Yengatu, Baniwa e Tukano.
Estavam presentes também os ilustres convidados do Poder Judiciário que se deslocaram de Brasília para conhecerem a realidade dos povos indígenas que vivem em São Gabriel da Cachoeira, a convite da FOIRN.
Os representantes das entidades que realizaram em parceria este trabalho pioneiro e muito importante para os povos indígenas do rio Negro e para o Brasil, estavam presentes os representantes do Conselho Nacional de Justiça, do Tribunal de Justiça do Amazonas, do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes- UNODC, da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro e do Instituto Socioambiental.
A comunidade Itacoatiara mirim fez uma bela apresentação de suas danças tradicionais para recepcionar as autoridades neste importante evento, liderada pelo cacique Luiz Laureano do povo Baniwa, com o oferecimento de caxiri na cuia feita pelas mulheres da comunidade indígena, bebida tradicional da região do Rio Negro.
Composição da mesa de autoridades, em destaque a Excelentíssima Senhora Isabella do Amaral – Defensora Pública Estadual – Polo Alto Rio Negro. Foto: Admilson de Andrade – Comunicação/FOIRN
Nesse evento, também se fizeram presentes as autoridades e representantes locais do município de São Gabriel da Cachoeira.
Na solenidade de abertura, o diretor presidente fala sobre a importância e responsabilidade que a Foirn tem na defesa dos povos indígenas nesse território que abrange os municípios de (Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira a sede da Federação), com a valorização da cultura e resistência dos povos indígenas diante de um governo que só traz retrocessos e perseguições.
“Nesses 35 da Foirn, pela primeira vez a gente lança os cartazes de audiência de custódia nas nossas línguas cooficiais aqui do município. Fazendo lembrar que essa federação tem uma responsabilidade na defesa dos povos indígenas nesse território que abarca São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos. Temos leis que garantem o cumprimento e obrigatoriedade das línguas oficiais, mas ela funciona deficientemente nas repartições públicas do município. A Foirn vem sendo uma embaixada dos povos indígenas, pois são 18 línguas faladas, além do espanhol e português. Temos a responsabilidade de valorização cultural e resistência dos povos indígenas diante de um governo que só traz retrocessos e perseguições. Precisamos de mais eficiência no enfrentamento ao narcotráfico, garimpo, álcool, violência contra a mulher. Há uma ineficiência, a gente pede socorro. Povos indígenas e lideranças se preocupam com o território e com a sobrevivência física e cultural. O território é nosso, o mais protegido da Amazônia, a floresta está intacta, a gente sempre fez isso. Essa não é só uma cerimônia de conquista, a gente tem desafios e resiste para exigir. Essa é a nossa casa, nosso parlamento indígena, nossa Casa do Saber. No momento em que vocês se unem aos indígenas e aos direitos humanos, a gente se junta a vocês para o acesso à Justiça dos Povos Indígenas.” Marivelton Barroso Baré, diretor presidente da FOIRN.
A Alessandra Korap do povo Munduruku participou do lançamento e falou que a justiça precisa chegar nas bases das organizações indígenas e não o contrário. Ressaltou ainda que Brasília precisa aprender que a língua é uma ferramenta muito importante, que muitas das vezes as portas são fechadas, mas que eles querem que a casa dos povos indígenas seja aberta.
“… A oportunidade de os parentes terem cartazes traduzidos em língua indígena é muito importante. Aqui é lindo, aqui é maravilhoso o problema ainda não chegou, mas um dia ele vai chegar, nós achávamos com o nosso povo que o problema nunca ia chegar, que esses projetos que estão em Brasília só vão afetar daqui a vinte, trinta ou cinquenta anos. Hoje está afetando diretamente, temos parentes preso, no mundo das drogas e prostituição…. Conselho Nacional da Justiça, que haja justiça mesmo, que haja uma justiça para os povos indígenas e para o meio ambiente, porque sem os povos indígenas não haverá o meio ambiente e sem o meio ambiente não haverá o povo indígena.” Afirmou Alessandra Korap do povo Munduruku.
Dadá Baniwa, coordenadora do departamento de mulheres indígenas do Rio Negro (DMIRN), parabenizou o trabalho feito pelos tradutores e os envolvidos diretamente. A mesma lembrou dos vinte anos que o departamento completou este ano dentro da Federação, com o objetivo de lutar pelos direitos das mulheres indígenas nas políticas públicas diferenciadas na área de educação, saúde e sustentabilidade, porém ainda faltam muitas outras coisas principalmente na área de justiça. Ela comentou sobre os vários casos de violência contra a mulher, no qual não se sabe como está a situação desses autores desses casos.
Dra. Renata Vieira, Edson Cordeiro, Alfredo Brazão , Manuele Pimentel, Excelentíssimo Sr. Dr. Luiz Lanfredi e Dra. Luanna Marley . Foto: Admilson de Andrade – Comunicação/FOIRN
Os tradutores indígenas tiveram a oportunidade de contar como foi a experiência e o desafio que cada um deles teve durante os trabalhos. Um dos maiores desafios e dificuldades no geral foi a tradução literal na língua indígena dos termos jurídicos.
Edson Cordeiro povo Baré – tradutor na língua Yengatú, Manuele Pimentel do povo Tuyuca – Tradutora na língua Tukano e Raimundo Miguel Benjamin do povo Baniwa (representado pelo Alfredo Brazão) – Tradutor na língua Baniwa.
Os responsáveis pela iniciativa e acompanhamento foram: Nildo Fontes, Diretor Vice-Presidente e da FOIRN, Excelentíssima Sra. Andrea Jane Silva de Medeiros, juíza Coordenadora das Audiências de Custódia do Tribunal de Justiça do Amazonas, Excelentíssimo Sr. Dr. Luiz Lanfredi, juiz auxiliar da Presidência do Conselho Nacional do Tribunal de Justiça, coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema Socioeducativo (DMF/CNJ), Dra. Luanna Marley, Coordenadora Estadual do Programa Fazendo Justiça, Dra. Renata Vieira, assessora jurídica do Programa Rio Negro do Instituto Socioambiental.
A federação vem avançando e fortalecendo cada vez mais com a parceria . Camila Oliveira Cavallari, Luciane Lima , Marivelton Rodrigues Baré e Kristian Bengtso. Foto: Reprodução
Na manhã do dia 02 de maio de 2022, o Diretor presidente da FOIRN Marivelton Rodrigues Baré e a coordenadora do departamento de Negócios Socioambientais, Luciane Lima participaram de uma reunião com os oficiais de projetos Kristian Bengtson e Camila Oliveira Cavallari da Embaixada Real da Noruega, sobre o projeto Fundo Indígena do Rio Negro e Projeto das Coordenadorias Regionais e Departamentos de mulheres e jovens. Durante a reunião foi tratado sobre a segurança nos territórios e as iniciativas em andamento.
A parceria continua para as ações do movimento indígenas na região e também fortalecimento do Fundo no segundo ciclo do projeto. E Assim a federação vem avançando e fortalecendo cada vez mais com a parceria.
Repasse dos equipamentos para o a associação ACIRA/Rio Ayari ( Diretor Dario Casimiro do povo Baniwa, Marivelton Rodrigues Barroso do povo Baré e o Silvério Lopes Rodrigues presidente da Associação ACIRA ). Foto: Reprodução
Na manhã do dia 30 de abril de 2022, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) na pessoa do Diretor Presidente Marivelton Barroso do povo Baré e do diretor de referência da coordenadoria Regional Nadzoeri, Dario Casimiro do povo Baniwa, repassam mais um equipamento completo para a associação ACIRA/Rio Ayari para mobilização nas comunidades e acompanhar as atividades nas Casas de Pimenta, Casa da Castanha do Uará, Cerâmica e Artesanato, Meliponicultura, Psicultura, Casas de Saberes, Centros de Pesquisas Interculturais e Colaborativas/Escolas. Registramos também que, neste mês foi repassado para a organização OIKAI da região do Alto Rio Içana.
Esta ação tem o apoio do projeto “Consolidação da rede de Agentes Indígenas de Manejo Ambiental no âmbito da implementação dos Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) das Terras Indígenas do Alto e Médio Rio Negro”, através da Fundação Moore e Fundo Amazônia.
Em parceria da FOIRN, ISA e IPÊ, com objetivo do Fortalecimento Institucional das Associações Indígenas do Rio Negro.
Nos próximos meses será feita novas entregas de triciclos que incluem esta região da Nadzoeri e região da COIDI, para ajuda nas estradas dos trajetos que tem grande dificuldades de transporte da produção, mercadorias, motores e botes das associações e comunidades.
Encontro debate temas como democracia e ameaças aos direitos dos povos tradicionais, mas também aponta estratégias para manter e fortalecer conquistas.
Participantes da Primeira Oficina Participativa de Formação Política – Foto: Adimilson de Andrade – Comunicação/FOIRN
Neste Abril Indígena, tivemos mais uma mobilização importante. A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) e o Instituto Socioambiental ISA promoveram, nos dias 27 e 28 de Abril, a Primeira Oficina Participativa de Formação Política “Bem Viver indígena e representatividade na política”.
O objetivo foi fortalecer o conhecimento das lideranças indígenas do Rio Negro sobre temas como democracia, política, os três poderes – Legislativo, Executivo e Judiciário: Mídia e Fake News e as ameaças aos povos indígenas no atual contexto político. O encontro aconteceu na sede do ISA em São Gabriel da Cachoeira (AM).
Foto: Adimilson de Andrade – Comunicação/FOIRN
Para compartilhar suas experiências sobre os temas foram convidados o sócio-fundador do ISA, Márcio Santilli, que também é ex-deputado federal e ex-presidente da Funai; o ex-senador pelo Amazonas e ex-presidente da Funai e da Une, João Pedro Gonçalves da Costa; além da liderança do povo Munduruku, Alessandra Korap, e a advogada do ISA-Brasília, Ana Lazo.
Foto: Adimilson de Andrade – Comunicação/FOIRN
Presidente da Foirn, Marivelton Barroso, do povo Baré, esteve presente nas discussões, assim como os diretores de referência das cinco coordenadorias da federação: Caimbrn, Caiarnx, Coidi, Diawi´i e Nadzoeri.
Foto: Adimilson de Andrade – Comunicação/FOIRN
Os convidados e as lideranças indígenas do Rio Negro falaram sobre os Projetos de Lei que ameaçam os povos indígenas, como o PL 191 e o Marco Temporal, a ação do garimpo ilegal, a necessidade de preservação do território. Mas também foram debatidas estratégias de manutenção e fortalecimento das conquistas dos povos indígenas.
E a Rede Wayuri de Comunicadores Indígena participou da oficina, entrevistou alguns dos presentes e prepara um podcast sobre o assunto!
Reunião entre Foirn, Coordenadoria Caimbrn e Associação Indígena de Barcelos (Asiba). Foto: Divulgação
A Associação Indígena de Barcelos (Asiba) vai receber investimentos para sua estruturação e fortalecimento, as ações foram anunciadas pelo presidente da Foirn, Marivelton Rodrigues Baré em reunião de planejamento com a Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro (Caimbr) e Asiba realizado em Santa Isabel do Rio Negro, nos dias 20 a 21/4.
A Asiba tem sua sede em reforma e em breve contará com uma estrutura adequada para o atendimento da população indígena da sede e comunidades indígenas do município de Barcelos.
Liderada pela presidente Rosilene Baré, a Asiba uma das associações de base que teve proposta aprovada pelo Fundo Indígena do Rio Negro, que já foi iniciado com objetivo de fortalecer a economia indígena através da produção de artesanatos em parceria com o Núcleo de Artes e Cultura Indígena de Barcelos (Nacib).
A coordenação da Caimbrn (Carlos Nery- Coordenador e Samero Andrade – Vice Coordenador) e diretoria da Asiba participaram da reunião.
Na manhã desta segunda-feira, 11 de abril, a professora Sandra Gomes Castro, assume a Secretaria de Cultura, Turismo e Eventos do município de Santa Isabel do Rio Negro.
Sandra Gomes – Arquivo pessoal
Sandra Gomes, professora, liderança indígena do povo Baré e ex – presidente da Associação das comunidades Indígenas do Médio Rio Negro – ACIMRN na gestão de 2018-2021, assume a Secretaria de Cultura, Turismo e Eventos – SEMCULTE, no Município de Santa Isabel do Rio Negro – SIRN.
Através de sua experiência durante os trabalhos a frente da Associação indígena organizando com apoio da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN, os projetos de Turismo de Pesca de Base Comunitária da região, a mesma foi convidada pelo excelentíssimo Prefeito José Ribamar Fontes Beleza em abril de 2022, para assumir a SEMCULTE nessa gestão atual.
O prefeito José Ribamar afirma ter uma boa expectativa por já conhecer o trabalho da mesma na área de atuação.
“Expectativa muito boa, pois conheço o trabalho da mesma no município há anos e o conhecimento com as pessoas da cidade e, também com a classe da Pesca Esportiva e o conhecimento da área toda do município principalmente com as áreas proibidas, de reservas e de terras indígenas.
E a perspectiva são as melhores possíveis com o conhecimento da mesma com outras atividades turísticas, como turismo de trilha de cachoeiras de outros tipos que estamos vendo que o nosso município é comprometido com essa atividade para o nosso desenvolvimento.” Afirma o prefeito José Ribamar.
Marivelton Rodrigues Baré – Diretor Presidente da FOIRN – Foto: Comunicação/FOIRN
“Há uma grande e boa expectativa da liderança Sandra Gomes desenvolver e promover o desenvolvimento do turismo e também da cultura do Médio Rio Negro a frente desta pasta, a poder contribuir com as políticas públicas locais, com sua experiência no movimento indígenas, na educação e também por conhecer a realidade do município com certeza terá um bom desempenho aos trabalhos em conjunto e em parceria.” – Complementa Marivelton Rodrigues Baré – Diretor Presidente da FOIRN.
Sandra Gomes disse que terá que começar do “zero”, e fazer uma estruturação própria da secretaria quanto à estrutura funcional.
Quais são os desafios?
“Então hoje eu recebi a Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Eventos, resumido em quatro servidores, sendo que, essa secretaria ela abrange três grandes temas aqui em Santa Isabel, que é a Cultura, o turismo e o Evento do município, então é uma Secretaria também criada recentemente, ela Foi criada em abril de 2017, então ela é bem nova.
O Primeiro desafio é a estrutura funcional da nossa própria secretaria e o segundo é, a reestruturação do Conselho Municipal de Turismo. Porque eu entendo que uma secretaria municipal, elas sem o conselho ativo, ela não vai para frente, porque o que ajuda você a construir a secretaria é a ativação do conselho, um conselho ativo e eficiente, que possa levar a conduzir os trabalhos da Secretaria em frente. Outra questão também é fazer o recadastramento do município, ou seja, da Secretaria municipal do turismo no Sistema de Informações do Mapa do Turismo Brasileiro (Sismapa). Então, eu estava vendo que a chave de acesso ainda está com a doutora Roseane, mas assim que a gente tiver, a gente vai ver aqui e testar o nosso cadastro no Sismapa.”
O que vem de novidade por ai?
“Então, de primeira mão, logo nós temos esse ano vai ser a retomada do nosso Festival de Quadrilhas Interbairros, que então o último festival, aconteceu em 2019, devido à situação da pandemia em 2020 e 2021 nós não tivemos festival. Então, agora esse ano a novidade que nós temos no momento vai ser o acontecimento do festival que nós vamos fazer essa retomada, se Deus quiser, então para isso, eu já programei uma reunião com todos os presidentes de bairros com todos os coordenadores das quadrilhas Interbairros. E a coordenação da diretoria da associação de festival da quadrilha. Então tudo isso a gente vai reunir e planejar, fazer um planejamento, apresentar para o executivo e fazer outros projetos para apresentar à Amazonastur , na Secretaria de cultura do estado, no observatório da UEA e, assim a gente poder arrecadar dinheiro, para ajudar a prefeitura a promover este Festival de Quadrilhas que vai ser o 21º Festival de Quadrilhas que vai acontecer aqui em julho.
É o que eu tenho a dizer também aqui, eu quero agradecer primeiramente a Deus, quero agradecer a minha base, que é a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro, a ACIMRN pela oportunidade que me deram de estar lá e ter um pouquinho de experiência e contribuir na questão da associação indígena daqui, a ACIMRN, e com isso, foi visto o nosso trabalho, o nosso desempenho e foi com essa credibilidade que o prefeito José Beleza me convidou para assumir essa pasta. Então os meus agradecimentos especiais ao prefeito José beleza a sua comitiva que me recepcionou muito bem com essa primeira chegada nossa aqui em Santa Isabel, para tocar em frente os projetos. Eu só tenho a agradecer mesmo, agradecer a toda a população de Santa Isabel, os meus amigos, minha família que estão me dando apoio, estão enviando mensagens de parabenizações.
Eu espero contar com o apoio de todos, porque o município é nosso, é a nossa tarefa botar também o progresso do nosso município, o nome do nosso município nesse mapa do turismo em Santa Isabel do Rio Negro. Obrigada!”
Lideranças indígenas se reúnem em conselho para debater e deliberar pautas de interesse das comunidades e povos indígenas do Rio Negro, em São Gabriel da Cachoeira – AM.
A 40ª Reunião do Conselho Diretor da Foirn foi realizada em São Gabriel da Cachoeira, de 04 a 06 de abril de 2022 na Casa do Saber, a segunda e maior instancia de discussão e deliberação de pautas de interesse das comunidades e povos indígenas do rio negro, lideranças se reuniram para definir e tratas de temas importantes, como os trabalhos da Comissão Fiscal e Planos de trabalhos anual. O evento contou com participação de representantes conselheiros e lideranças de todas as calhas de rios da região de abrangência da Federação, o município de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira.
A abertura oficial começou na casa dos saberes, onde as pautas foram definidas. Como também foram lembrados os motivos da luta do movimento Indígena, as conquistas, bem como os desafios atuais, motivo pelo qual o movimento indígena do Rio Negro precisa se fortalecer e continuar lutando e defendendo os direitos, como vem fazendo há mais de 34 anos.
Reunião coordenada pelo coordenador presidente do Conselho Diretor Sr. Carlos Alberto Teixeira Neri. Estiveram presentes Diretoria Executiva da FOIRN, Coordenadores das cinco coordenadorias regionais, conselheiros do Conselho Diretor, jovens da rede de comunicadores indígenas Wayuri, funcionários da FOIRN, representante do Instituto Socioambiental – ISA e Nara Baré coordenadora Executiva da COIAB e demais participantes.
A jornalista do Instituto Socioambiental – ISA, Juliana Radler , esclareceu a Pauta sobre a Carta de manifesto contra o PL 191/2020, como está acontecendo nesse tempo de mandato do Governo Bolsonaro é muito difícil entender a Política Indígena no país. A pauta sobre a Mineração/ Garimpo teve o manifesto contra o PL 191/2020 e o conselho se manifesta e aprova o “NÃO À PL191”,
O professor, liderança e ex-diretor da FOIRN, Maximiliano Menezes lembrou das consequências que a mineração pode trazer dentro das terras indígenas e da importância da participação das lideranças representando a região do rio negro em Brasília – DF no ATL.
“A maioria dos nossos parentes entendem que a mineração dará muito valor para cada pessoa, mas que na verdade traz várias consequências dentro das terras indígenas, ainda bem que as nossas lideranças estão na luta na 18º Acampamento Terra Livre -ATL em Brasília” reforçou Maximiliano.
Comissão Fiscal
Os trabalhos da comissão fiscal do conselho diretor/FOIRN foram realizados e apresentado referente os dois anos de 2021 e 2022
Balanços e desempenho financeiro e Contábil da FOIRN de janeiro a dezembro, a estrutura organizacional e o Patrimônio Cultural.
Fundo Indígena do Rio Negro – FIRN
A execução do FIRN foi apresentada pelo professor Domingos Barreto e destacou como funciona o FIRN, qual a importância do fundo dentro das comunidades indígenas.
Criação de uma entidade autônoma
Criação de uma entidade autônoma do DMIRN (Departamento das Mulheres Indígenas do Rio Negro) apresentada por Maria do Rosario Piloto Martins do povo Baniwa os trabalhos realizados pelo departamento com as mulheres associadas, destacou que acontece vários desafios dentro dos trabalhos realizados no meio dos povos indígenas. Maria do Rosario repassou várias propostas de resultados do trabalho do DMIRN.
Após muitas discussões sobre o assunto demonstrando apoio pelas lideranças ao departamento, foi encaminhado e constituiu-se uma comissão composta das seguintes coordenadorias representadas por Professora Evanilda – DIIAWI, Vanderleia Cardoso -COIDI, Laura Almeida – NADZOERI, Elizangela da Silva – CAIARNIX e Auxiliadora -CAIMBRN para articular e fazer o levantamento da possível estruturação do departamento. A proposta será apresentada na Assembleia Geral da Foirn em novembro.
Planejamento Integrado FOIRN/ISA
A representante do ISA, Juliana Radler apresentou os trabalhos realizados na Reunião de planejamento integrado dentro do protocolo de consulta, planejamento conjunto FOIRN/ISA, apresentação de departamentos da FOIRN com coordenadores regionais e equipe técnica de parceiros do Instituto Socioambiental-ISA. Apresentação de conjuntura institucional conforme planejamento interno realizado por ambas instituições.
Assembleia Eletiva do COIAB
Nesta XL Reunião do Conselho Diretor da FOIRN também houve a participação e contribuição da coordenadora executiva da COIAB, Nara Baré, a mesma apresentou os nomes de seus colegas de trabalho e como está funcionando os trabalhos da COIAB atualmente. A FOIRN se posiciona em relação a Assembleia Eletiva da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira – COIAB, e foi escolhido 6 delegados das regiões de base e 2 membros da diretoria da FOIRN para participar da Assembleia da COIAB
Educação e Patrimônio Cultural do Alto e Médio Rio Negro
Departamento de Educação e Patrimônio Cultural do Alto e Médio Rio Negro, foi uma das pautas que foi discutida nesta reunião. Cada coordenadoria fez a sua escolha para assumir no Departamento de Educação e do Patrimônio Cultural, a Sra. Belmira da Silva Melgueiro do povo Baré, foi escolhida e aprovada para assumir o cargo de articuladora do Departamento na FOIRN.
Foi feito uma breve leitura do documento dos parentes Yanomami sobre o encontro de Educação Escolar e Saúde Indígenas do Território Etneducacional.
Data para Próxima Reunião do Conselho Diretor
As deliberações do regimento do Conselho Diretor às datas de realização das atividades durante o ano de 2022 e o local que vai ser realizada a Assembleia Geral da FOIRN, é tratado sobre a oficina de formação do PNAE e fortalecimento das associações do FIRN. A maioria dos conselheiros definiram e aprovaram o local Assembleia Geral da FOIRN será no Município de Santa Isabel do Rio Negro em novembro.
Segundo as propostas de conselheiros, a próxima Reunião do Conselho Diretor será realizada nos dias 25 à 28 de outubro do corrente ano, porém ainda não há uma data prevista, será definido junto à diretoria da FOIRN.