Tag: Educação Escolar Indígena

  • 19 DE JULHO| A NOSSA LUTA E RESISTÊNCIA SÃO RECONHECIDAS, EXEMPLO A SER SEGUIDO  A OUTROS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL.

    19 DE JULHO| A NOSSA LUTA E RESISTÊNCIA SÃO RECONHECIDAS, EXEMPLO A SER SEGUIDO A OUTROS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL.

    Em um evento histórico ocorrido na Casa do Saber da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) em 19 de julho de 2023, representante legítima dos 23 povos, foram realizados três acontecimentos de grande importância: O lançamento da Constituição Brasileira que foi traduzida para a língua Yëgatu, a Lei Estadual de Cooficialização das cinco línguas indígenas do Rio Negro no Estado do Amazonas foi sancionada e o Protocolo de Consulta dos Povos e Comunidades Indígenas do Rio Negro foi lançado.

    Esse evento histórico representa uma conquista importante para os povos indígenas do Rio Negro, que há muito tempo lutam pelo reconhecimento e valorização de suas culturas e línguas. Alguns pontos relevantes desse acontecimento incluem:

    • A tradução da Constituição Brasileira para a língua Yëgatu é um marco na luta pela preservação e promoção das línguas indígenas, que são um patrimônio cultural do Brasil. Essa iniciativa também representa um avanço na garantia dos direitos dos povos indígenas, que muitas vezes são excluídos do acesso à informação e à participação política por causa das barreiras linguísticas.
    • A Lei Estadual de Cooficialização das línguas indígenas do Rio Negro no Estado do Amazonas é uma conquista significativa para os povos indígenas, que agora terão suas línguas reconhecidas oficialmente e poderão utilizá-las em diversos contextos, como na educação, na saúde e na administração pública. Isso também contribuirá para a preservação da diversidade linguística da região e para a valorização das culturas indígenas.
    • O lançamento do Protocolo de Consulta dos Povos e Comunidades Indígenas do Rio Negro é uma iniciativa importante para garantir o respeito aos direitos dos povos indígenas em relação a projetos que possam afetar suas terras, recursos naturais e modos de vida. Esse protocolo estabelece diretrizes para a consulta prévia, livre e informada dos povos indígenas em processos de tomada de decisão que possam impactar suas comunidades, o que representa um avanço na garantia dos direitos indígenas e na proteção do meio ambiente.

    Esses atos expressam os ideais e desejos de um povo que almeja justiça, igualdade e progresso. Neste momento singular, as tradições antigas se encontram com os princípios democráticos, dando continuidade à luta e resistência pelos direitos dos povos originários, que buscam seus direitos e liberdades. Vamos fazer com que essas palavras sejam ouvidas em todo o país, unindo corações e mentes em prol de um futuro próspero e inclusivo para todos.

    Diversas autoridades e órgãos estiveram presentes no evento, incluindo: o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, a Ministra do STF, Cármen Lúcia, a Ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, a Presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), Joênia Wapichana, o Governador em exercício, Tadeu de Souza Silva, bem como outras importantes personalidades e instituições locais.

  • OS POVOS INDÍGENAS DO RIO NEGRO REPUDIAM ÀS ALTERAÇÕES NA ORGANIZAÇÃO DO MPI

    OS POVOS INDÍGENAS DO RIO NEGRO REPUDIAM ÀS ALTERAÇÕES NA ORGANIZAÇÃO DO MPI

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) vem veemente em nome das cinco Coordenadorias Regionais, 91 associações de base e 750 comunidades habitadas pelos povos indígenas ao longo do território indígena do Rio Negro, repudiar a alteração ao texto original da Medida Provisória MP 1154, que tenta arrancar a demarcação de terras indígenas do Ministério dos povos indígenas. Infelizmente o relatório da MP 1154 que altera o texto original foi aprovado ontem 24/05 pelo colegiado da Câmara dos deputados presidido pelo senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), agora o relatório aprovado fará a transição para o Senado e precisar ser votada e aprovada até do dia 1º de junho para não perder a validade.

    O relator da medida provisória que estabeleceu a organização básica dos ministérios do Governo Lula, Isnaldo Bulhões (MDB-AL), sugeriu mudanças no texto original enviado pelo governo ao Congresso, em acordo com o relatório apresentado pelo mesmo deputado em 23 de maio. As propostas visam a atacar e enfraquecer o Ministério dos Povos Indígenas e o Ministério do Meio Ambiente, recém-criados, e incluem a devolução ao Ministério da Justiça e Segurança Pública da atribuição de demarcar terras indígenas, transferida para o Ministério dos Povos Indígenas durante o governo Lula. Essas mudanças representam um novo momento no Estado brasileiro, com a intenção de fazer o Estado respeitar a voz dos povos indígenas e assegurar a construção de políticas públicas que atendam aos seus direitos. No entanto, as mudanças propostas enfraquecem o Ministério dos Povos Indígenas, visando fragilizá-lo e até mesmo extingui-lo. Os povos indígenas do Amazonas apoiam a ministra do MPI, quando afirma que as emendas vão contra a representação brasileira como protagonista global no enfrentamento à crise climática e à preservação do meio ambiente. As emendas propostas vão contra a decisão do Governo Federal de tratar os povos indígenas com a devida importância e relevância com que merecem, respeitando a Constituição Federal de 1988. A proteção e demarcação de territórios indígenas são fundamentais para garantir a proteção do meio ambiente e uma alternativa para conter a emergência climática. É necessário que os senadores, principalmente do Amazonas, demonstrem compromisso com os povos indígenas e o meio ambiente, apesar da pressão econômica e política.

    Além de retirar a principal atribuição do Ministério dos Povos Indígenas, o parecer de Isnaldo Bulhões propõe a redistribuição de atribuições da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que passou a ser vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário, para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, ao qual a Conab pertencia antes. Na área ambiental, o parecer retira do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima a responsabilidade pela gestão do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e que na mudança, o CAR passou a ser atribuição do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.

    Por cima de uma melhor organização do estado brasileiro, entendemos estas mudanças como um ataque à nova política indigenista inaugurada com este governo Lula e uma tentativa de fragilizar o novo ministério até ambicionando a extinção do MPI. Na justificativa da mudança, o relator afirma que a medida “visa à neutralidade nas análises dos processos de demarcação”, querendo gerar dúvidas quanto ao processo legal e sério de demarcação de terras indígenas, argumento amplamente defendido pelos setores anti-indigenas e anti-ambientais.

    Portanto, nós povos indígenas do Rio Negro, reafirmamos que as emendas anulam a representação brasileira como protagonista global no enfrentamento à crise climática e à preservação do meio ambiente e que acatar as emendas propostas e excluir das atribuições do Ministério dos Povos Indígenas a demarcação de terras que indiretamente atingi também a Fundação Nacional dos Povos Indígenas- Funai, é ir à contramão do mundo nos objetivos globais de enfrentamento à crise do clima, abrindo espaço para a devastação ambiental que tanto ameaça os biomas brasileiros.

    As emendas propostas ao texto, especialmente as sete emendas que pedem a extinção ou reconfiguração das atribuições do Ministério dos Povos Indígenas, vão totalmente contra a decisão do Governo Federal de tratar os povos indígenas com a devida importância e relevância com que merecem, respeitando a Constituição Federal de 1988.

    Pedimos e esperamos que os senadores, principalmente do Amazonas posam demonstrar compromisso com os povos indígenas e o meio ambiente, por cima da ganância e predação, visto que, os deputados com a votação e aprovação do relatório acabam de forma evidente, demonstrar o não compromisso com os povos indígenas. A votação no senado mostrará ao mundo, o compromisso real dos deputados e senadores do Amazonas. Caberá a eles ser sensíveis à causa indígena e ambientais, ou mais uma vez, mostrar a pressão econômica que  os povos indígenas sofrem nos territórios, pressão econômica e talvez vejamos, novamente, pressão política.

    Mesmo diante de retrocesso e tragédia contra a vida dos povos indígenas e o meio ambiente com a alteração ao texto original da Medida Provisória MP 1154, agradecemos pela compreensão, nos colocamos à disposição para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessária.

    Atenciosamente,

    Diretoria Executiva da FOIRN

    Marivelton Rodrigues Barroso – Baré

    Diretor Presidente da FOIRN

    Nildo José Miguel Fontes – Tukano

    Diretor Vice – Presidente da FOIRN

    Janete Alves Figueredo – Desana

    Diretora da FOIRN

    Adão Francisco Henrique – Baré

    Diretor da FOIRN

    Dário Emílio Casimiro – BaniwaDiretor da FOIRN

    Leia a íntegra da Nota de Repúdio.

  • INDÍGENAS DO RIO NEGRO PARTICIPAM DA ASSEMBLEIA GERAL ELETIVA DA ORGANIZAÇÃO INDÍGENA DO AMAZONAS EM MANAUS

    Entre os dias 13 e 15 de dezembro de 2022, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), representada por um dos cinco diretores, Dario Casimiro Baniwa participa da Assembleia Geral de Constituição Jurídica, Eleição e posse dos Órgãos Administrativos de Organização Indígena do Amazonas, no Centro de Formação Xare do CIMI, BR 174 Km 22, Manaus-AM.

    A delegação do Alto Rio Negro está composta por lideranças representantes de associações de base da abrangência da FOIRN, a Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (ACIMRN) representada por Adilson Joanico e Eliezer Sarmento, Associação Indígena de Barcelos (ASIBA) representada por Rosilene Menez  e representantes de categoria de professores do Alto Rio Negro – COPIARN, Bernadete Teixeira Alcântara e Maria Leonilda Nogueira.  

    O objetivo do evento é retomar os diálogos entre os povos e lideranças indígenas do Amazonas a cerca da constituição e consolidação da organização indígena como forma de reafirmar a luta e os direitos coletivos desses povos, propondo a discussão e aprovação do estatuto, eleição e posse de membros da Diretoria Executiva, Conselho Deliberativo e Conselho Fiscal, definição da sede provisória, além de discutir e construir um plano prévio com principais estratégias de atuação do movimento e organizações do Amazonas junto as suas regionais e o poder público para os 100 dias de mandado no governo eleito.

    O evento acontecerá no período de 13 a 15 de dezembro de 2022.

    Apoio: FOIRN/NIA TERO.

    Realização: Retomada Coletiva das Organizações do movimento indígena do Estado do Amazonas.

    Mais informação acompanhe as nossas redes sociais www.foirn.org e @foirn

  • MAIS DE 60 INDÍGENAS PARTICIPAM DA II OFICINA DE ARTESANATOS EM BARCELOS

    MAIS DE 60 INDÍGENAS PARTICIPAM DA II OFICINA DE ARTESANATOS EM BARCELOS

    A Associação Indígena de Barcelos (ASIBA) realiza a II Oficina de Artesanatos entre os dias 08 e 10 de dezembro de 2022, na Quadra Esportiva da Escola Estadual  Padre João Badallote, na praça municipal e conta com mais de 60 pessoas participando, entre eles estão jovens, adultos e crianças, com apoio de parceiros institucional a coordenação local da ASIBA, NACIB e  FUNAI.

    Artesãos (ãs) da sede do município e comunidades que fazem parte do Projeto Fortalecimento Econômico e Sustentável Familiar indígena em Barcelos, com objetivo de realizar oficinas de confecção de artesanatos para geração de renda, apresentado uma proposta de trabalho desenvolvida pelo Projeto Fortalecimento Econômico Sustentável Familiar Indígena em Barcelos desenvolvido pela ASIBA e Núcleo de Arte e Cultura Indígena de Barcelos (NACIB), na cidade e em menor escala com as comunidades. O projeto vai fortalecer a economia indígena e luta pelos direitos pelo território, educação escolar e saúde indígena.

    Projeto esse que foi aprovado pelo Fundo Indígena do Rio Negro (FIRN), no primeiro edital lançado em 2021 pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), com apoio financeiro da Embaixada Real da Noruega (ERN).

  • INDÍGENAS FORTALECEM PROJETO QUE VISA RESGATAR O CONHECIMENTO TRADICIONAL NO MÉDIO RIO NEGRO

    INDÍGENAS FORTALECEM PROJETO QUE VISA RESGATAR O CONHECIMENTO TRADICIONAL NO MÉDIO RIO NEGRO

    Entre os dias 04 e 06 de novembro de 2022, na comunidade Yahá, a Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (ACIMRN), umas das associações filiadas a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), realizou a atividade do Projeto “Fortalecer a comunidade através de Motivação”, que tem como subtema A Educação é de persistir, buscar e resgatar os valores sociais e culturais

    O projeto iniciou – se em 2019, com o objetivo de buscar e resgatar os saberes do povo indígena ribeirinho, através das práticas tradicionais da agricultura como a mandioca, abacaxi, banana, cara, batata, dos artesanatos, danças e músicas.

    “Este projeto visa garantir o trabalho cooperativo como forma de incentivar os alunos, comunitários e professores, através dos conhecimentos tradicionais dos mais antigos para a nova geração e assim estimular o cultivo, a extração de frutos, cipós, piaçavas, molongós, arumã e sementes, garantindo uma renda extra através das vendas na feira construída pelas proprias equipes da comunidade.” Disse Gilce Guilherme França (articuladora de Educação e Patrimônio Cultural da FOIRN para a região da CAIMBRN).

    A atividade contou com a presença de comunidades e sítios próximos como a Ilha de Humaitá, Sacramento, Escondido e São Sebastião. Na maioria indígena do povo Baré, Tukano e Baniwa.

    Gilce Guilherme França (articuladora de Educação e Patrimônio Cultural) tem a função de articular e apoiar a educação indígena, como os direitos à educação seja ela indígena ou não e suas diretrizes de parcerias.

    Paulo Cardoso, representante do poder executivo( prefeito em exercicio)  e Presidente da câmara legislativa do município de Santa Isabel do Rio Negro (SIRN) agradeceu e parabenizou a comunidade pela iniciativa do projeto que está sendo desenvolvido e que estará sempre disposto a ajudar toda a comunidade.

    Professora Cleonice Rodrigues Bento, povo Baré, reivindicou a SEMED/SIRN, mais atenção, apoio nos materiais escolares didáticos e pedagógicos, a mesma sentiu-se sozinha, sem muito apoio e pediu aos comunitários dar continuidade ao projeto, pois para ela seria este o último ano, com a face cheia de lágrimas emocionada.

    Na noite do dia cinco, o encerramento das atividades se deu com uma noite cultural, no qual as rainhas do traçado de arumã desfilaram. As jovens foram todas bem criativas com suas roupas de dança e traje de banho, desde a roupa ao assessório, tudo trabalhado com matéria prima local (sementes, penas, cascas de madeiras, etc.).

    Todas as roupas foram confeccionadas pela moradora da comunidade dona Alberta, cada peça era diferente uma da outra. O resultado do desfile se deu com a jovem Aparecida Caetano Murilo, povo Baré, a nova rainha dos traçados de arumã 2022.

    “Esse pequeno projeto mostrou, que podemos fazer algo mais pelas comunidades ribeirinhas, basta ter força de vontade, apoios dos docentes, discentes, comunidades, lideranças locais, associações, organizações governamentais e não governamentais para levar a esse povo uma vida equilibrada, justa e de qualidade.” Finalizou Gilce Guilherme.

    Equipe de trabalho

    Adilson da Silva Joanico, presidente da ACIMRN

    Gilce Guilherme França (articuladora E.E.I/PC)

    Cristiano Aguiar de Oliveira (Auxiliar logístico)

  • FOIRN PROMOVE REUNIÃO SOBRE PAUTAS DE FORMAÇÃO INDÍGENA COM O REITOR DA UFAM

    FOIRN PROMOVE REUNIÃO SOBRE PAUTAS DE FORMAÇÃO INDÍGENA COM O REITOR DA UFAM

    Na manhã de segunda feira (22), a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro realiza a reunião interinstitucional com instituições convidadas para tratar sobre a pauta Vestibular Indígena, Licenciatura Indígena, Cursos EAD, Pós Graduação, Vestibulares diferenciados e outros.

    Na oportunidade o estudante entregaram documentos de reivindicação para o Reitor Sylvio Puga que esteve presente juntamente com a sua comitiva formada pela professora Iraildes Caldas Torres – Diretora do Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais (IFCHS), o coordenador da Licenciatura Indígena, Nelcioney Araújo e o diretor do Departamento de Articulação e Planejamento de Extensão (Darpex), professor Paulo Negreiros.

    A Diretoria executiva da Foirn esteve representada pelo Presidente Marivelton Rodrigues Baré, Vice Presidente Nildo Fontes Tukano e Dário Casimiro Baniwa, Coordenadora do Departamento de Educação e Patrimônio Cultural da Foirn, Lorena Araújo Tariana, Articulador do Departamento de Adolescentes e Jovens do Rio Negro (DAJIRN), Hélio Gessem Lopes, Presidente da Fundação da União da Plurinacionalidade dos Estudantes Indígenas do Brasil, Arlindo Baré estudante da UNICAMP/SP.

    Instituições que aceitaram o convite

    Representantes das Escolas Estaduais, o Instituto Federal do Amazonas (IFAM), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Grêmio Estudantil, APMCs, COPIARN, APIARN e DSEI/ARN.

    Edilson Martins do povo Baniwa, Doutor em linguística. Foto: DECOM/FOIRN

    Edilson Martins do povo Baniwa, Doutor em linguística/IFAM, disse que há dez a nos atrás tudo era diferente, nunca se viu um reitor conversar com indígenas para ouvi-los e conhecer a realidade dos povos do alto rio negro, principalmente nesse momento difícil que as instituições estão passando, sem recursos financeiros.

    “Esse diálogo das instituições (estadual e federal) é fundamental. Cada vez mais está se fortalecendo pela luta, fico muito feliz quando vejo um reitor chegar à minha região do Içana, dos Ianomami, não é fácil, a gente conhece tão bem a grandeza de nossa terra”. Completa.

    Novos desafios

    A comitiva do Reitor seguiu para a comunidade indígena Waruá com o tamanho de 1000 m², fica próximo ao município de São Gabriel da Cachoeira, acompanhada pela Coordenadora do Departamento de Educação e Patrimônio Cultural, Lorena Araújo, Coordenadora do departamento de Comunicação, representantes da APIARN e COPIARN, Presidente da Fundação da União da Plurinacionalidade dos Estudantes Indígenas do Brasil, Arlindo Baré.

    A visita à comunidade foi com objetivo de ouvir os anseios do povo Daw, Hupda e Nadüb. Os moradores, professores da rede de ensino da Educação Municipal participaram da conversa onde os mesmo demandaram que seja implementado a licenciatura especifica para esse povo.

  •  42 Indígenas Yanomami recebem colação de grau em Maturacá, São Gabriel da Cachoeira – AM.

     42 Indígenas Yanomami recebem colação de grau em Maturacá, São Gabriel da Cachoeira – AM.

    A Universidade Federal do Amazonas (UFAM) em parceria com a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) realizam mais uma colação de grau dos professores indígenas no dia 20/08 (sábado), dessa vez no território Yanomami, especificadamente em Maturacá, no município de São Gabriel da Cachoeira – AM, formando 42 professores em Licenciatura Indígena: Políticas Educacionais e Desenvolvimento Sustentável.

    O fato é inédito, agora, os yanomami fazem parte do grupo de povos indígenas que já acessam a educação de nível superior de qualidade e diferenciada, ofertada pela Ufam. No qual podemos citar os povos baniwa, os tukano e os de língua yêgatu (Baré), que também concluíram o curso nos meses de julho e agosto e tiveram suas cerimônias de colação de grau em terra indígena.

    Esteve presentes nesta cerimonia a comitiva do reitor, professor Sylvio Puga, pela primeira vez em Maturacá, no qual a cerimonia foi realizada no ginásio Padre Antônio Góes, a diretora do Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais (IFCHS), professora Iraildes Caldas Torres, o coordenador da Licenciatura Indígena, Nelcioney Araújo e o diretor do Departamento de Articulação e Planejamento de Extensão (Darpex), professor Paulo Negreiros, representando o pró-reitor de Extensão, professor Almir Menezes. o comandante do 5º Pelotão Especial de Fronteira do Exército Brasileiro, tenente Celino também ocupou assento à mesa juntamente com o padre salesiano Raimundo Marcelo Cardoso Maciel, Dário Casimiro do povo Baniwa, diretor da Foirn, Lorena Araújo do povo Tariano – Coordenadora do Departamento de Educação e Patrimônio Cultural da Foirn.
    José Pereira Góes, da Associação dos Rios Cauaburis e Afluentes (AYRCA), a presidente da Associação das Mulheres Yanomami, Erika Vilela e os caciques Miguel Figueiredo e Antônio Lopes.

    “Na prática, o desafio de implementar políticas voltadas a esses povos é do tamanho da nossa região. É difícil promover conhecimento de forma que as etnias não se desassociem da cultura, de seu valor de pertencimento étnico, de sua língua materna ao passo que se insira nos processos de aprendizagem”, Disse Sylvio Puga – Reitor da Ufam.

    Clique aqui para saber mais.

    “Além da educação diferenciada, entendemos que o pleito de vocês vai muito além: saúde, agricultura ambientalmente responsável e espaço de fala onde a instrução científico tecnológica pode ajudá-los dentro do que nos compete e nós iremos ajudar a traçar essa caminhada”. Completou.

    “Estou academicamente feliz por vê-las se emancipando o que também é resultado do que observemos como resultado do intervalo de tempo a contar de 1952. Mais recentemente, há 30 anos as terras yanomami foram demarcadas e vocês têm buscado equilibrar apoderamento diante do mundo e cultura. Hoje, vocês têm um novo capítulo, uma nova conquista, que é importantíssima: a educação. É a educação o grande movimento do desenvolvimento humano”. Afirmou Profª. Iraildes Caldas Torres – Diretora do IFCHS.

    A mesma ficou feliz ao ver que dos 42 diplomas emitidos, 13 seriam conferidos a mulheres yanomami.

    “Desejo sucesso ao que vocês se propuserem a fazer. Prossigam na caminhada e agreguem mais conhecimento em prol do desenvolvimento desta região da qual nos orgulhamos”. Disse tenente Celino – comandante do 5. Pelotão Especial de Fronteira do Exército Brasileiro.

    O Diretor Dário Casimiro Baniwa, ressaltou no seu discurso o trabalho árduo que a FOIRN vem realizando há décadas, para que tudo isso pudesse acontecer e que vai continuar lutando pelos Direitos Indígenas e do bem estar dos povos indígenas do Rio Negro. O mesmo disse que quem ganha com o acontecimento é o povo indígena.

    “Desde o início dos anos 2000 estamos nesta luta. Só em 2009 conseguimos consolidar esse objetivo de alcançar o ensino superior com um conteúdo que refletisse a nossa realidade. Em 2010 houve enfim a seleção e foi no ano de 2014 que a Licenciatura iniciou suas atividades, efetivamente. Nossa luta é árdua e de anos, não acabará. Hoje, contudo, é noite de celebração”. Completou.

  • V REUNIÃO DO COMITÊ GESTOR DO FIRN REÚNE MEMBROS E PARTICIPANTES PARA AVALIAR E PLANEJAR O SEGUNDO ANO DE EXECUÇÃO DO PROJETO.  

    V REUNIÃO DO COMITÊ GESTOR DO FIRN REÚNE MEMBROS E PARTICIPANTES PARA AVALIAR E PLANEJAR O SEGUNDO ANO DE EXECUÇÃO DO PROJETO.  

    Membros do Comitê Gestor e participantes, na casa dos saberes da FOIRN.

    O comitê Gestor do Fundo Indígena do Rio Negro (FIRN) reuniu – se nesta terça feira (16) na maloca casa dos Saberes da FOIRN para avaliar e discutir o plano para o segundo ano de trabalho do projeto.

    O Presidente do Comitê Gestor e Diretor Presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), Marivelton Rodrigues Barroso do povo Baré, presidiu esta reunião que teve a seguinte pauta, a Formação do Conselho Consultivo do FIRN, Repasse das principais discussões e encaminhamentos na reunião em Brasília entre ERN-FOIRN-FIRN-ISA (04/07/2022) e Apresentação de monitoria em projetos pelos técnicos do FIRN.

    O Conselho Consultivo foi formado e aprovado pelos membros do Comitê Gestor e definida a primeira reunião do Conselho para o dia 17 de outubro de 2022, para definição e instalação dos membros do Conselho Consultivo do FIRN.

    Marivelton Rodrigues, falou sobre os principais tópicos abordados na discussão durante a reunião com a Embaixada Real da Noruega (ERN) em Brasília no dia 04 de julho deste ano. A reunião que foi produtiva, e é importante a equipe executiva do FIRN ter esse contato com a ERN.

    “A equipe do FIRN tem que cuidar do Fundo, ele é um precioso projeto da FOIRN. A monitoria tem que ser feita pela coordenadoria regional.” Afirma Marivelton Barroso – Diretor Presidente da Foirn.

    A apresentação de monitoria dos projetos pelos técnicos do FIRN, foi dividido projetos por coordenadoria.

    Coordenadoria das Associações Indígenas do Alto Rio Negro e Xié – CAIARNX (AMIARN, ACIARN e ACIB) – Josimara Oliveira – Gerente financeira.

    Coordenadora das Associações Indigenas do Médio e Baixo Rio Negro – CAIMBRN (ACIMRN, ASIBA e KURIKAMA) – Mirian Brito – Assistente Financeiro.

    Coordenadoria das Organizações Indigenas do Distrito de Iauaretê – COIDI (ASEKK, AMIDI e AMIARU) – Alziney Castro – Assistente de Monitoramento.

    Coordenadoria das Organizações Indígenas do Tiquié, Uaupés e Afluentes– DIAWI’Í (ATRIART, OIBV e AMIRT) – Domingos Barreto – Gerente de Monitoramento.

    Coordenadoria das Associações Baniwa e Koripaco – NADZOERI (ACEP, ACIRA e OCIDAI) – João Luiz – Assistente técnico de Gestão ISA/FOIRN.

     “Vejo a importância das metodologias dos trabalhos, antes era os outros que faziam pelos indígenas. E hoje o indígena trabalha para o indígena, assessorando como os brancos faziam”. Disse Padre Justino Rezende.

    Apresentação da estrutura e objetivos do Departamento de Negócios Socioambientais da FOIRN foi feito pela Luciane Mendes – Coordenadora do Departamento de Negócios e socioambiental, apresentou sobre os trabalhos realizados pelo departamento e os referidos setores relacionado aos negócios socioambientais, e um dos tópicos apresentados foi sobre o Turismo, PAB/PNAI, Arte Baniwa, Pimenta Baniwa, Mel de Abelha Nativas, Castanha do Uará, Frutas Secas, Cadeias do Artesanato, Casa Wariró e Cultura Indígena do Rio Negro.

    O Cenaide Pastor – Articulador Negócios Socioambientais, apresentou os trabalhos e editais do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

    A técnica de Turismo, Tífane Máximo apresentou sobre as estratégias de como promover ações de informações em relação à inciativas de turismos de base comunitária.

    Marivelton Barroso comentou sobre a valorização do sistema agrícola e abordou sobre a apresentação da equipe da Luciane, e referiu sobre a construção e o plano estratégico.

    “Devemos refletir, sobre o que devemos exercer no movimento Indígena. A FOIRN é reconhecida a nível nacional e internacional, assim como o parceiro ISA.” Completou Marivelton Barroso.

    Esta reunião contou com a participação além dos membros do comitê gestor dos coordenadores de departamento técnicos e articuladores.

    1. Belmira Melgueiro do povo Baré, Coordenadora do DMIRN,
    2. Elson Kene do povo Baré, Coordenador Geral do DAJIRN;
    3. Domingos Barreto do povo tukano, Gerente de Monitoramento do FIRN;
    4. Josimara Oliveira do povo Baré, Gerente Financeira do FIRN,
    5. Auxiliadora do Povo Daw, Presidente do Conselho Fiscal;
    6. Nildo Fontes do povo tukano, Diretor da FOIRN;
    7. Dário Casimiro do Povo Baniwa, Diretor da FOIRN;
    8. Aloisio Cabalzar Coordenador Adjunto do ISA
    9. Justino Rezende do povo Tuyuka, representante do REPAM;
    10. Marivelton Barroso do povo Baré, presidente do Comitê Gestor e Diretor presidente da FOIRN.
    11. Luciane Mendes do povo Tariana – Coordenadora do departamento de Negócios Socioambientais da FOIRN.
    12. Andrea  – Assessora do FIRN
    13. Maria Hidelte AraújO do povo Tariana, secretária Administrativa da Associações/ FOIRN;
    14.  Alziney Castro do povo tukano, Assistente de Monitoramento do FIRN;
    15.  Rosane Gonçalves Cruz do povo Piratapuya, Articuladora de Referencia dos AIMAS,
    16.  Lorena Marinho de Araújo do povo Tariana, coordenadora do departamento de Educação e Patrimônio Cultural;
    17. Gicely Caxias Ambrósio do povo Baré– Coordenadora do Departamento de Comunicação FOIRN.
    18. Gilson C. Brazão Pascoal do povo Baré – Auxiliar de Comunicação.
    19. Heraldina Machado do povo Desana, coordenadora Financeira da FOIRN;
    20. Mirian Brito do povo Baré, como Assistente Financeira do FIRN;
    21. João Luis Assessor de Gestão do FIRN
  • Presidente da Fundação da União da Plurinacionalidade dos Estudantes Indígenas do Brasil é do Rio Negro.

    Presidente da Fundação da União da Plurinacionalidade dos Estudantes Indígenas do Brasil é do Rio Negro.

    A Delegação da FOIRN participou no último dia do IX ENEI, a fundação da União da Plurinacionalidade dos Estudantes Indígenas do Brasil que teve como Chapa Única tendo como tema: Plurinacionalidade na Universidade e no Brasil – Somos Fora Bolsonaro! Contra o Marco Temporal! Denunciamos Genocídio Indígena em todo Brasil.

    Foto: Reprodução

    Essa proposta nasceu da inspiração do Encontro Nacional dos Estudantes Indígenas, da ancestralidade e respeito a lideranças indígenas e intelectuais, assim como, para fortalecer os povos originários e estudantes indígenas presentes nas Universidades, sabendo que somente a organização, pode garantir as conquistas e garantias da permanência dos mesmos.

    A nova diretoria é composta por 21 membros. Tendo como Presidente é do Rio Negro,  Arlindo do povo Baré e a Vice – Presidente: Aline Kayapó

    Acesse também: FOIRN NO ENCONTRO NACIONAL DOS ESTUDANTES – ENEI 2022.

  • FOIRN NO ENCONTRO NACIONAL DOS ESTUDANTES – ENEI 2022

    FOIRN NO ENCONTRO NACIONAL DOS ESTUDANTES – ENEI 2022

    Mais de dois mil estudantes indígenas de vários povos e instituições de ensino se reúnem essa semana na Unicamp em São Paulo, para o IX Encontro Nacional de Estudantes Indígenas com o tema Ancestralidade e contemporaneidade – Tecendo histórias a partir das epistemologias, cosmologias, ontologias e vivência dos povos indígenas.

    Oficinas, debates, simpósios temáticos, atividades culturais e formativas integram a programação, que reúne também intelectuais, ativistas e artistas indígenas de todo país.

    Realizado desde 2013, o ENEI é um espaço de troca e de fortalecimento da luta dos povos indígenas no Brasil, e promove formação e fortalecimento de redes de alianças nas mais diversas frentes de atuação dos povos indígenas, sobretudo, nas universidades no Brasil hoje.

    Lorena Araújo do Povo Tariana, Coordenadora do Departamento de Educação e Cultura da Foirn, destaca a importância da participação no encontro.

    “Por entender a importância das interlocuções fundamentais com aliados não indígenas, pensadores e indígenas que a FOIRN está presente no IX ENEI para dialogar com os alunos de graduação e pós-graduação do Rio Negro com o objetivo de fortalecer a interação entre os estudantes e movimento indígena para demarcar as universidades”, afirma.

    A formalização do movimento de estudantes indígenas é um dos objetivos da nona edição do ENEI, que termina na sexta-feira,29.

    Delegação da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn). Foto: Reprodução.

    E a Delegação da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), foi composta por Lorena Marinho Araújo, Rosane Cruz, Mirian Brito, Maria Izoneia Marinho, Deusimar Sarmento, Greciane Gonçalves, Maria Hildete M. Araújo e Silvio Matos. A equipe contou como apoio do parceiro institucional WCS do Brasil para se deslocar e participar do encontro.

    O encontro foi aberto com danças e rituais indígenas, além de manifestações contra a violência aos povos indígenas e pelo direito à terra dos povos originários.

    O reitor da Unicamp o magnifico José de Almeida Meireles, disse que o tema fala muito desse momento presente. Nessas ultimas décadas houve grande processos de transformação no país, e que esses processos tiveram reflexo muito relevante na universidade que foi o processo de inclusão, de aproximação da Universidade daquilo que é a nossa composição como país.

    “… com vários grupos étnicos, raciais, culturais que contribuíram muito para a formação do nosso país e os indígenas sem duvida estão entre esses povos de primeira importância que sofreram  muito nesse processo, perderam espaço, perderam terra, perderam um monte de aspectos de sua vida e o que a gente está vivendo hoje em dia é um processo de recuperação disso, de resgate dessa importância, dessa cultura na formação do nosso país e para isso é uma coisa muito importante”. Afirmou.