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  • FOIRN retoma parceria com a UNICEF para proteção das mulheres indígenas de Maturacá e do Rio Negro

    FOIRN retoma parceria com a UNICEF para proteção das mulheres indígenas de Maturacá e do Rio Negro

    No último dia 05/10, o diretor presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), Marivelton Baré participou da reunião com a UNICEF para tratar da parceria na proteção e o bem-estar das mulheres indígenas, com um foco específico em Maturacá e em outras regiões do Rio Negro.

    Durante a reunião, Marivelton, enfatizou a importância de garantir a proteção e o bem-estar das mulheres indígenas, que enfrentam desafios específicos devido à sua vulnerabilidade e marginalização na sociedade. Ele destacou a necessidade de abordar questões como violência de gênero, acesso à saúde e educação, empoderamento econômico e direitos reprodutivos das mulheres indígenas.

    A FOIRN busca ativamente parcerias com organizações como a UNICEF para fornecer suporte e recursos necessários para abordar essas questões. Durante a reunião, foram discutidas possíveis ações e programas conjuntos para combater a violência de gênero, promover a saúde e a educação das mulheres indígenas e capacitar as comunidades locais.

    Marivelton Baré ressaltou a importância de envolver e ouvir as comunidades indígenas para identificar as necessidades específicas e desenvolver soluções eficazes. Ele enfatizou a importância da sensibilização e educação sobre os direitos das mulheres indígenas, bem como a necessidade de fortalecer as lideranças femininas e promover sua participação ativa nas decisões que afetam suas vidas.

    A reunião com a UNICEF foi vista como um passo importante na busca por parcerias e ações conjuntas para garantir a proteção e o bem-estar das mulheres indígenas na região de Maturacá e em outras áreas do Rio Negro. A FOIRN continua comprometida em defender os direitos das comunidades indígenas e trabalhar para melhorar suas condições de vida.

    Além disso, se demandou a solicitação de apoio de 185 kits de equipamentos para os agentes de saúde poderem realizar seu trabalho. Também está planejada a construção de duas Unidades Básicas de Saúde Indígena, com instalações de estação de água potável, em parceria com que segue em diálogo com o DSEI Yanomami e UNICEF.

    Também está previsto viabilizar apoio para trabalho com os parentes Hupda da região. Isso pode incluir programas de desenvolvimento sustentável, educação, saúde e preservação cultural, entre outros.

    O objetivo é promover o bem-estar e preservar a cultura e os direitos dos parentes Hupda, garantindo que eles possam viver em harmonia e prosperidade.

    O Instituto Amazônia WasÚ também está envolvido neste trabalho, que é uma organização sem fins lucrativos que trabalha em prol da conservação e preservação da Amazônia. A instituição está envolvida em diversas iniciativas relacionadas à proteção da floresta amazônica, incluindo ações de pesquisa, educação ambiental e desenvolvimento sustentável.

    o Instituto Amazônia Wasú estará colaborando para a implementação de estratégias de proteção e bem-estar das mulheres indígenas, colaborando com serviços de saúde, educação e formação, apoio psicossocial e estímulo ao empoderamento das mulheres indígenas. O objetivo é fortalecer suas comunidades e proporcionar-lhes melhores condições de vida e bem-estar.

    É importante ressaltar que a UNICEF também tem um projeto chamado NUCA (Núcleo de Cidadania dos Adolescentes), em parceria com a prefeitura de São Gabriel da Cachoeira, através da Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer (SEMJEL).

    O projeto busca garantir que crianças e adolescentes sejam ouvidos e tenham voz ativa nas políticas públicas que afetam suas vidas. Para isso, são realizadas consultas e pesquisas com esse público, bem como a criação de espaços de participação, como conselhos e fóruns de adolescentes.

    Com essa parceria, deve fortalecer as ações já existentes voltadas para a garantia dos direitos de crianças e adolescentes, promovendo um ambiente mais inclusivo e participativo para essa população.

  • FOIRN em diálogo com o vice presidente da República na visita ao estado do Amazonas

    FOIRN em diálogo com o vice presidente da República na visita ao estado do Amazonas

    Nesta Quarta-feira (04/10), o diretor presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) Marivelton Baré, o vice-presidente da República, os ministros e ministras e deputados federais se encontraram para um diálogo que teve como objetivo discutir sobre as prioridades e apoio para a região do Rio Negro.

    Foto: Reprodução

    A FOIRN recebeu elogios pelo belíssimo trabalho que a organização vem executando e atuando em prol das comunidades no qual é representante legitima dos 23 povos indígenas do Rio Negro.

    Na oportunidade, Marivelton Baré cobrou sobre o reforço da segurança no território. Pois nos últimos meses, foi notado aumento da criminalidade nas áreas mais afastadas, e isso tem preocupado bastante os moradores. O mesmo pediu para que se fizesse o possível para estabelecer medidas para garantir a segurança da população.

    Vice Presidente Alckmin compreendeu a preocupação das lideranças indígenas. Pois a segurança é um assunto de extrema importância em qualquer região do país. Ele se comprometeu em analisar detalhadamente a situação para trabalhar em conjunto com as autoridades locais para melhorar a segurança no território do Rio Negro. E informou que vai destinar recursos para fortalecer as forças de segurança presentes na região.

    Outra questão que o Marivelton Baré abordou, foi sobre a questão das ameaças da estiagem da seca. Como sabemos, o Rio Negro é uma das principais fontes de água para a região, e a redução do seu volume pode trazer consequências graves para a população local. Porta tanto questionou se há alguma medida emergencial que o governo federal possa adotar para garantir o abastecimento de água durante esse período.

    E o Vice Presidente Alckmin disse que a estiagem e a falta de água são problemas sérios e merecem toda a atenção. Informou que vai dialogar com os órgãos responsáveis pelo abastecimento de água e saneamento básico para verificar quais medidas emergenciais podem ser adotadas durante a seca.

    Presidente da FOIRN, disse aguarda retorno às demandas apresentadas, e que acredita que, juntos, será encontrado soluções para enfrentar esses desafios. E que essas que ações possam beneficiar toda a população do território do Rio Negro.

    Diálogo com as Ministras Marina Silva e Sônia Guajajara

    Durante a conversa, o diretor presidente da FOIRN discutiu questões relacionadas ao meio ambiente e à proteção dos direitos dos povos indígenas. Foi compartilhado preocupações sobre o aumento do desmatamento na região amazônica e a necessidade de medidas mais efetivas para combater essa problemática.

    Marina Silva, Ministério do Meio Ambiente, destacou a importância da conservação da floresta amazônica e ressaltou a necessidade de fortalecer as políticas de preservação ambiental. Ela enfatizou a importância de envolver ativamente as comunidades indígenas na proteção e gestão dos recursos naturais, reconhecendo seu conhecimento tradicional e sua relação ancestral com o ambiente.

    Sônia Guajara, Ministério dos Povos Indígenas, expressou a preocupação com o aumento dos conflitos territoriais e a violação dos direitos dos povos indígenas. Ela destacou a importância de garantir a demarcação e proteção das terras indígenas, bem como o acesso a serviços básicos, como saúde e educação de qualidade.

    Durante a conversa, foram discutidas possíveis estratégias para fortalecer a parceria entre os ministérios e a FOIRN, visando à proteção da Amazônia e dos povos indígenas do Rio Negro. O diretor presidente da FOIRN ressaltou a importância do diálogo contínuo e da colaboração conjunta para enfrentar os desafios ambientais e sociais na região.

    Ao final da reunião, ficou acordado que seriam realizadas ações conjuntas, como a promoção de campanhas de conscientização e educação ambiental, além do fortalecimento das políticas públicas voltadas para a proteção dos povos indígenas e do meio ambiente na região amazônica.

  • Parque Nacional do Pico da Neblina – YARIPO está com o Edital 002/2023 disponível

    No dia 25/09, o Instituto Chico Mendes de Conservação da
    Biodiversidade (ICMBio) abriu  processo de credenciamento para pessoas
    jurídicas interessadas na prestação de serviços de operação turística no
    Parque Nacional Pico da Neblina, localizado no Amazonas.

    O edital foi anunciado pelo presidente do ICMBio, Mauro Pires, durante abertura
    da 2ª Edição do Congresso Brasileiro de Trilhas. O credenciamento é para
    operadoras turísticas com experiência em ecoturismo e perfil de base
    comunitária.

    Equipe Yanomami de saída para a primeira expedição turística de 2023 ao
    Yaripo. Foto: Lana Rosa/ISA


    Yaripo, nome Yanomami para o Pico da Neblina, quer dizer “casa dos ventos”,
    sendo um local sagrado para o povo Yanomami. Após 7 anos de preparação
    das comunidades de Maturacá o projeto de ecoturismo Yanomami começou a
    receber visitantes e realizar expedições ao Yaripo em 2022. O projeto é uma
    realização das associações Yanomami AYRCA e AMYK, e tem como parceiros
    a FOIRN, o ISA, a FUNAI e o ICMBio.
    Devido a sobreposição da TIY e do PARNA Pico da Neblina as empresas
    interessadas em trabalhar junto com os Yanomami precisam passar pelo
    credenciamento realizado pelo ICMBio. Além da análise documental e de todas
    as comprovações exigidas pelo edital as empresas que forem aprovadas para
    a segunda fase do credenciamento vão passar também por um momento de
    avaliação junto as associações Yanomami. O credenciamento é para o período
    de 26 meses, com possibilidade de renovação e a atividade turística
    desenvolvida em parceria com os Yanomami segue a regulamentação da
    FUNAI para turismo em TI, além do plano de visitação com roteiro desenhado
    pela própria comunidade.

    Aldeia Ariabu e Serra Opota. Foto: Daniel Del Rei – @habitat.geo


    O Plano de Visitação Yaripo – Ecoturismo Yanomami assegura o protagonismo
    dos Yanomami na gestão do ecoturismo e, neste sentido, as operações
    turísticas autorizada contam com o envolvimento direto dos indígenas na
    prestação dos diferentes serviços previstos. Assim, as
    operadoras interessadas participam como parceiras, divulgando e realizando a
    venda dos pacotes, contribuindo na formação dos Yanomami para a atividade
    turística e promovendo o turismo de base comunitária junto com os indígenas.
    Os interessados em participar do processo de habilitação e credenciamento
    deverão atender às especificações constantes no edital, que está disponível
    em na página do ICMBio ( edital Parque Nacional Pico da Neblina). A primeira
    fase de envio de documentos e habilitação vai até o dia 06 de outubro.

    Acesse este Link para o edital

  • Um marco histórico! O livro escrito por mulheres indígenas do Rio Negro foi lançado durante a III Marcha em Brasília

    Um marco histórico! O livro escrito por mulheres indígenas do Rio Negro foi lançado durante a III Marcha em Brasília

    A III Marcha das Mulheres Indígenas é uma importante mobilização que busca dar voz e visibilidade às demandas das mulheres indígenas do país. Este ano com o tema “Mulheres Biomas em defesa da Biodiversidade através das Raízes ancestrais”, onde elas mostram o protagonismo feminino na luta pela preservação da biodiversidade e na defesa dos direitos dos povos indígenas.

    Foto: Reprodução

    O lançamento deste livro é uma conquista importante para a literatura indígena no Brasil. As mulheres indígenas têm sido historicamente marginalizadas e suas vozes frequentemente silenciadas. A publicação deste livro é um passo significativo em direção à valorização da cultura e dos saberes indígenas.

    Foto: Reprodução

    Algumas das autoras deste livro são lideranças em suas comunidades e têm lutado por direitos territoriais, preservação ambiental e igualdade de gênero. Suas histórias refletem as experiências e vivências das mulheres indígenas do Rio Negro, suas tradições, seus desafios e suas perspectivas.

    Foto: Reprodução

    Entre os temas abordados no livro estão a relação com a natureza, a maternidade, a ancestralidade, a violência contra as mulheres, a espiritualidade e a resistência indígena. Através da escrita, essas mulheres reivindicam seu lugar na sociedade e afirmam sua identidade cultural.

    É importante que mais livros escritos por mulheres indígenas sejam publicados e valorizados. A literatura é uma forma de resistência e de afirmação cultural, e as vozes indígenas devem ser ouvidas e respeitadas. Este livro é um marco histórico, mas também é um convite para que mais histórias sejam contadas e para que a diversidade cultural do Brasil seja celebrada.

    Nesse sentido, é fundamental destacar a relevância da participação de mais 41 mulheres lideranças indígenas, representantes das cinco Coordenadoria regionais, da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN).

    Em celebração aos 20 anos do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro, as mulheres indígenas lançarão seu primeiro livro “Mães do DMIRN – Conquistas e Desafios” e o site institucional.

    O histórico (https://dmirn.foirn.org.br/quem-somos/) foi feito pela liderança Cecília Albuquerque desde a criação e o objetivo do departamento que representa as Associações de mulheres indígenas, além de articular e coordenar reuniões encontros de interesse das mulheres e elaborar projetos, agendas e planejamentos a partir da reivindicação das mulheres.

    Foto: Reprodução

    Em parceria com organizações públicas e da sociedade civil, as mulheres rionegrinas representadas pelo DMIRN e associações de base, estão engajadas na luta: por equidade de gênero; pelo enfrentamento da violência de gênero; para o fortalecimento das políticas e práticas indígenas de cuidado; e pelo protagonismo feminino em espaços de decisão, tanto no contexto indígena, quanto na sociedade não-indígena.

    Este é um marco importante para a comunidade indígena do Rio Negro, especialmente para as mulheres que lutam por seus direitos e preservação de sua cultura. Além dos projetos mencionados anteriormente, há outras iniciativas que o Departamento de Mulheres Indígenas vem conduzindo:

    • O fortalecimento da agricultura familiar, uma vez que a produção de alimentos é fundamental para a sobrevivência das comunidades;
    • A realização de oficinas e cursos de capacitação para as mulheres, a fim de promover a autonomia financeira e a valorização de seus saberes tradicionais;
    • A articulação com outras organizações e movimentos sociais para ampliar a luta pelos direitos indígenas e a proteção do meio ambiente;
    • A participação em eventos e encontros nacionais e internacionais para divulgar a cultura indígena e sensibilizar a sociedade sobre as questões enfrentadas pelas comunidades.
    Foto: Reprodução

    O lançamento do livro, do documentário RIONEGRINAS e do site institucional é uma forma de registrar a história e as lutas do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro, além de ampliar a visibilidade dessas mulheres e sua contribuição para a sociedade. É um momento de celebração e reconhecimento do trabalho dessas guerreiras, que enfrentam diariamente o preconceito e a discriminação, mas que não desistem de lutar por seus direitos e pelos direitos de seus povos.

    Alguns pontos que merecem destaque são:

    • O papel fundamental das mulheres indígenas na manutenção da cultura e dos conhecimentos tradicionais das comunidades;
    • A necessidade de se valorizar a participação feminina em eventos e espaços de discussão, uma vez que as mulheres muitas vezes são excluídas ou sub-representação nessas situações;
    • A importância da preservação dos biomas da região amazônica, que são essenciais para a manutenção da vida no planeta;
    • A luta pelos direitos dos povos indígenas, que enfrentam constantes ameaças e violações em seus territórios, muitas vezes por interesses econômicos de grandes empresas e do agronegócio;
    • A necessidade de se reconhecer e respeitar a diversidade cultural e étnica do país, garantindo o direito à autodeterminação dos povos indígenas e o respeito aos seus modos de vida e tradições.
    Foto: Reprodução

    Entre as principais reivindicações das mulheres indígenas na marcha, estão o combate ao racismo e ao machismo, a defesa dos direitos territoriais e ambientais das comunidades indígenas, além da garantia de acesso à saúde, educação, trabalho e renda. É importante destacar que essas demandas são fundamentais para a garantia da dignidade e da cidadania dessas mulheres, que muitas vezes enfrentam situações de vulnerabilidade e exclusão.

    Além disso, a III Marcha das Mulheres Indígenas também é um momento de celebração da cultura e da diversidade dessas comunidades. As mulheres indígenas trazem consigo saberes ancestrais e uma forma de estar no mundo que deve ser valorizada e respeitada pela sociedade como um todo.

    Por fim, é importante destacar que a luta por direitos e igualdade não é exclusiva das mulheres indígenas, mas sim de toda a sociedade brasileira. A participação ativa e engajada na III Marcha das Mulheres Indígenas é uma forma de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, que respeite e valorize as diferenças e diversidades culturais do país.

    Parceiros: Funai, Isa, Ufam, Greenpace

    Apoio: Nia Tero, Bezos, RFN          

  • Foirn apoia viagem para articular e esclarecer sobre os trabalhos do controle social na educação e saúde indígena em Barcelos

    Foirn apoia viagem para articular e esclarecer sobre os trabalhos do controle social na educação e saúde indígena em Barcelos

    Nos dias 5 e 6 de agosto do corrente ano, a equipe da Coordenadoria Indígena do Médio e Baixo Rio Negro (CAIMBRN), sob a liderança do Vice Coordenador Regional João Barroso, em conjunto com a Presidente Interina da ASIBA, Marilene Gervasio, conduziu uma importante reunião na comunidade Jaqueira, situada às margens dos rios Aracá e Demeni, na região do Baixo Rio Negro. A reunião congregou não somente os membros da referida comunidade, mas também a diretoria da Associação de Base do Rio Aracá e Demeni (AIBAD), juntamente com seus associados.

    A ocasião dessa reunião foi dupla em sua finalidade: o Vice Coordenador Regional, acompanhado pela junta da associação de base, proporcionou esclarecimentos relevantes aos membros da AIBAD acerca de aspectos informativos e a indispensável legalização do estatuto da associação. Simultaneamente, a visita visou avaliar as necessidades prementes das comunidades locais, notadamente nas esferas da educação e da saúde. Acompanhando esse esforço, estiveram o Presidente da AIBAD, Sr. Carlos Alberto, bem como o Presidente do Conselho Fiscal da associação.

    Durante essa significativa incursão, foram contempladas seis comunidades – Jaqueira, Bacabal, Jaqueira (repetida), Romão, Terra Preta e Bacuquara – todas integralmente integrantes da referida associação. Destaque especial foi dado à instalação, na comunidade de Bacuquara, de um controlador de energia proveniente de painéis solares para a radiodifusão. Essa instalação foi realizada conjuntamente pelo Vice Coordenador Regional, pelo Presidente da AIBAD, pelo Conselho Fiscal e pela Presidente da ASIBA.

    Tais avanços e realizações só foram possíveis por meio da colaboração ativa e essencial de várias entidades parceiras, incluindo a FOIRN, FUNAI – CR/RNG, IDAM, a CAIMBRN, a ASIBA e a AIBAD.

  • A FOIRN instalou a primeira antena de internet na região da Associação ARKO IWI, em parceria com o Curicuriari Lodge para o projeto de turismo de pesca.

    A FOIRN instalou a primeira antena de internet na região da Associação ARKO IWI, em parceria com o Curicuriari Lodge para o projeto de turismo de pesca.

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) iniciou nesta terça feira, 01/08, a primeira instalação de internet na região da Associação ARKO IWI, na comunidade Ilha de Duraka (Ilha de Camanaus). Essa é uma das primeiras conquistas do projeto de base comunitária do turismo de pesca esportiva em parceria com a empresa selecionada, o Curicuriari Lodge.

    A Associação ARKO IWI tem desenvolvido um projeto de base comunitária de pesca esportiva que engloba 8 comunidades. Para garantir que o projeto seja bem-sucedido, serão instaladas 10 antenas de internet Starlink (Incluindo 8 comunidades e 02 posto de vigilância), fornecendo conectividade de alta velocidade e confiável para as comunidades envolvidas.

    Este projeto é uma grande oportunidade para a promoção do turismo sustentável e para a preservação do meio ambiente local. Além disso, a iniciativa tem como objetivo envolver as comunidades locais na gestão dos recursos naturais e na proteção das espécies de peixes, contribuindo assim para o desenvolvimento econômico e social das áreas envolvidas.

    A instalação de uma ferramenta de comunicação na comunidade indígena é de grande importância para a melhoria da qualidade de vida dos moradores. Esta iniciativa permite que os membros da comunidade se comuniquem com o mundo exterior, além de facilitar a disseminação de informações e a realização de negócios.

    Além disso, a presença de Marivelton Baré, diretor presidente da Foirn, e Vamberto Rodrigues Baré, Coordenador Técnico local da Fundação Nacional dos povos Indígenas (CTL/CR-FUNAI), é um sinal positivo de que as autoridades estão comprometidas em ajudar as comunidades indígenas a alcançar seus objetivos de desenvolvimento.

    Agora, com a nova ferramenta de comunicação instalada, a comunidade pode participar mais ativamente das discussões sobre questões importantes, como a preservação da cultura e do meio ambiente, além de ter acesso a serviços e oportunidades que antes eram inacessíveis.

    Esta é uma grande conquista para a comunidade e um passo importante para a promoção da inclusão e do desenvolvimento sustentável.

    Com a internet de alta velocidade fornecida pelas antenas Starlink, a Associação ARKO IWI espera facilitar a comunicação entre as comunidades, melhorar a gestão do projeto e aumentar a visibilidade da iniciativa. Dessa forma, o projeto de base comunitária de pesca esportiva tem tudo para ser um sucesso, beneficiando tanto as comunidades locais quanto os amantes da pesca esportiva que visitam a região.

  • Agenda com o General da 2° Brigada sobre Ações Conjuntas e Integradas nas Terras Indígenas do Rio Negro: FOIRN, CR-FUNAI, DSEI-ARN e SEDUC

    Agenda com o General da 2° Brigada sobre Ações Conjuntas e Integradas nas Terras Indígenas do Rio Negro: FOIRN, CR-FUNAI, DSEI-ARN e SEDUC

    Nesta segunda feira, 31 de julho de 2023, a diretoria executiva da Federação das Organizações indígenas do Rio Negro (FOIRN), a coordenadora Regional da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (CR-FUNAI), Coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena do Rio Negro (DSEI-ARN), Coordenador Regional da Secretaria de Estado de Educação do Amazonas (SEDUC) e o General da 2° Brigada se reuniram para tratar sobre Ações Conjuntas e Integradas nas Terras Indígenas do Rio Negro.

    A reunião com o General da 2º Brigada foi altamente produtiva, visando o estreitamento de laços com o Exército em prol das comunidades indígenas. O presidente Marivelton, em nome de todos os participantes, presenteou o general com uma cópia do Protocolo de Consulta antes de abordar as pautas das discussões.

    Um dos principais temas foi a necessidade da construção de polos bases em Iauaretê e Cucuí, pelo DSEI/ARN, para fortalecer o cuidado com a saúde indígena. No entanto, enfrentamos um impasse, pois a PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA, representada pelo prefeito, solicitou a desocupação das instalações que foram cedidas para funcionamento dos polos base, no prazo de 60 dias. O que irá prejudicar o atendimento aos nossos parentes indígenas.

    Diante da urgência em concretizar os polos bases, devido ao pedido do prefeito, Luiz Brazão (coordenador do DSEI/ARN) propôs a construção do polo base de Cucuí em uma área pertencente ao Exército. Enquanto funcionará provisoriamente na estrutura cedida pela população de Cucui. O General mostrou-se muito solícito e trouxe soluções para garantir a agilidade nesse processo. Além disso, o Exército se ofereceu para auxiliar na logística do material necessário para a construção dos polos, tanto em Iauratê, quanto em Cucuí, firmemente colaborando com o DSEI/ARN nessa empreitada.

    A SEDUC apresentou suas necessidades para a construção de uma escola em São Joaquim, e o Exército se colocou à disposição para colaborar com a expertise de sua equipe de engenheiros, buscando uma escola ecologicamente correta que atenda aos requisitos locais.

    Diretores da FOIRN discutiram diversas temáticas com o Exército, incluindo o Protocolo de Saída e Entrada nas fronteiras e dentro das terras indígenas, a preocupação com piratas do rio em Santa Isabel do Rio Negro e a utilização de drones sobrevoando as terras indígenas. O diálogo mostrou-se construtivo, e o Exército demonstrou disposição para cooperar e encontrar soluções para as questões levantadas. Outro ponto relevante foi a discussão sobre o Crédito de Carbono e como essa questão tem afetado negativamente os povos indígenas. Foi compartilhada a preocupação com a

  • NOTA DE PESAR| Americo Socot, eterno líder do Povo Hupdah

    NOTA DE PESAR| Americo Socot, eterno líder do Povo Hupdah

    É com imenso pesar que recebemos a triste notícia do falecimento de uma importante liderança e conhecedor, líder do Povo Hupdah, Americo Salustiano Socot, da comunidade Taracuá Igarapé, Médio Rio Tiquié, atualmente vivia na comunidade Cabari no Rio Negro, com apenas 49 anos de idade, deixa 8 filhos e sua esposa Isabel.

    O mesmo foi vítima de afogamento no último sábado (29/07/2023). Com sua partida, perdemos não apenas um líder, mas também um defensor incansável dos direitos e da cultura de seu povo.

    Sua trajetória foi marcada por lutas e conquistas, sempre buscando a valorização e o respeito pela ancestralidade indígena. Sua liderança foi fundamental na representação dos interesses de sua comunidade, levantando questões importantes e promovendo a conscientização sobre a importância da preservação ambiental e cultural.

    Seu legado será eternamente lembrado por todos aqueles que tiveram a oportunidade de conhecer sua força, sabedoria e determinação. Sua voz ecoará nas memórias daqueles que o acompanharam em suas batalhas, e sua ausência será profundamente sentida.

    Neste momento de dor, prestamos nossas sinceras condolências à família, amigos e à comunidade indígena pela perda irreparável. Que encontrem conforto e força para enfrentar este momento difícil, sabendo que a liderança indígena que se foi deixou um legado de luta e esperança.

    Seguiremos em honra à sua memória, lutando por um mundo mais justo e igualitário, onde as vozes indígenas sejam ouvidas e respeitadas. Que seu exemplo de liderança nos inspire a continuar a luta por um futuro melhor.

    Nossos pensamentos estão com todos aqueles que foram tocados pela presença deste líder indígena extraordinário. Que a memória e os ensinamentos desse líder continuem a iluminar nossos caminhos e a fortalecer nossa luta por justiça e inclusão.

    Que a liderança indígena que se foi descanse em paz, e que seu legado permaneça vivo em nossos corações e em nossas ações.

  • O Protocolo de consulta dos povos indígenas do Rio Negro foi entregue ao Governador em exercício do estado do Amazonas na Casa do saber da FOIRN

    O Protocolo de consulta dos povos indígenas do Rio Negro foi entregue ao Governador em exercício do estado do Amazonas na Casa do saber da FOIRN

    No dia 19 de julho de 2023, na casa do saber, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), lançou oficialmente o Protocolo de Consulta dos povos e comunidades indígenas do Rio Negro, que é um documento que estabelece diretrizes e procedimentos para a realização de consultas prévias, livres e informadas junto às comunidades indígenas da região do Rio Negro, localizada na Amazônia brasileira.



    O protocolo tem como objetivo garantir o respeito aos direitos e à autonomia dos povos indígenas, conforme estabelecido na Constituição Federal e em outras normas internacionais, como a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas.

    Entre as principais diretrizes e procedimentos do protocolo, podemos destacar:

    Participação livre e informada

    As consultas devem ser realizadas de forma a permitir a participação ativa e informada das comunidades indígenas, possibilitando o pleno exercício de seus direitos de consulta e consentimento.

    Respeito à autonomia dos povos indígenas

    A consulta deve reconhecer a autonomia e a governança própria das comunidades indígenas, respeitando suas formas de organização política, social e econômica.

    Informações claras e acessíveis

    As informações sobre os projetos, políticas ou medidas que serão objeto de consulta devem ser disponibilizadas de forma clara e acessível, permitindo que as comunidades indígenas compreendam plenamente suas implicações.

    Diálogo intercultural

    A consulta deve se basear no diálogo intercultural, promovendo a compreensão mútua entre os povos indígenas e os tomadores de decisão, de forma a evitar conflitos e buscar soluções consensuais.

    Respeito ao conhecimento tradicional e territorial

    A consulta deve levar em consideração o conhecimento tradicional dos povos indígenas sobre o meio ambiente, o uso sustentável dos recursos naturais e a ocupação tradicional de seus territórios.



    O Protocolo de Consulta dos povos e comunidades indígenas do Rio Negro foi construído de forma participativa, envolvendo representantes das comunidades indígenas, organizações indígenas, governos e outros atores relevantes. Ele serve como um instrumento importante para garantir a participação efetiva e o respeito aos direitos dos povos indígenas na tomada de decisões que afetam suas vidas e territórios.

    Nessa ocasião histórica, foi possível testemunhar a valorização e reconhecimento das línguas e culturas indígenas no Brasil. A tradução da Constituição para a língua Yëgatu permite que os povos indígenas possam compreender e exercer seus direitos de forma plena, fortalecendo a sua identidade e favorecendo a sua participação no cenário político.



    A sanção da Lei estadual de cooficialização das línguas indígenas e a Instituição Política Estadual de Proteção das línguas indígenas no Estado do Amazonas são passos essenciais para a conservação e promoção dessas línguas, garantindo seu uso oficial em diversos contextos, como a educação e a administração pública. Isso contribui para a preservação da diversidade linguística e cultural do país.

    A presença das autoridades governamentais e das representantes dos povos indígenas nesta cerimônia mostra a importância atribuída a essa conquista. Essa união de esforços é essencial para a efetiva implementação dessas medidas e para a garantia do respeito aos direitos dos povos indígenas.

    Esse evento contou com a presença do Governo Estadual, Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, Ministra do STF, Cármen Lúcia, Ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, Presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), Joênia Wapichana e o Governador em exercício, Tadeu de Souza Silva, além de outras autoridades e autarquia.

    Espera-se que esse marco histórico seja o início de uma transformação mais ampla e profunda na sociedade brasileira, que reafirme a importância do diálogo intercultural, da valorização das culturas indígenas e do respeito às diferenças. Que esse exemplo inspire outros estados e instâncias governamentais a adotarem medidas semelhantes, promovendo assim a inclusão e a igualdade de direitos para todos os brasileiros, independentemente de sua origem étnica.

  • Encontro de Agentes Indígenas de Manejo Ambiental, fortalece novos integrantes com troca de conhecimentos e experiências

    Encontro de Agentes Indígenas de Manejo Ambiental, fortalece novos integrantes com troca de conhecimentos e experiências

    Entre os dias 24 e 28 de julho de 2023, a comunidade de Urubucuara, localizada na terra Indígena Alto Rio Negro, sediou o encontro regional dos Agentes Indígenas de Manejo Ambiental (AIMAS).

    O evento contou com participação dos agentes da Coordenadoria das Organizações Indígenas do Distrito de Iauaretê (COIDI) e da Coordenadoria das Associações Indígenas Balaio, Alto Rio Negro e Xié (CAIBARNX), total de  15 novos agentes da COIDI e 04 da CAIBARNX, ambos em seu primeiro ano de atividade, sendo do médio Waupés, Iauaretê, alto Papuri, Alto Waupés, além da importante participação dos AIMAs Hupda do rio Japu e Igarapé Cabarí.

    Portanto cerca de 75 pessoas de 12 etnias vindas de várias regiões. O encontro foi um processo de formação para a produção e coleta de dados para o monitoramento de suas pesquisas, tendo como foco central compreender o papel de um AIMA, que é o de agente comunitário, podendo ser adulto, jovem, homem e mulher, que atua no manejo ambiental e na Gestão Territorial e Ambiental.

    Durante os dias do evento, foram apresentadas iniciativas já realizadas juntamente com os AIMAs mais experientes da região da Coordenadoria das Organizações Indígenas do Tiquié, Baixo Waupés e Afluentes (DIAWI’I), que estiveram presentes para compartilhar sua experiência de pesquisa iniciada desde 2005, juntamente com o Instituto socioambiental (ISA) que acompanha essas pesquisas.

    Além das iniciativas já realizadas, o evento também proporcionou a apresentação de novas ideias e projetos relacionados à pesquisa socioambiental na região da DIAWI’I. Durante as palestras, foi possível perceber a importância da preservação da biodiversidade e da cultura local para garantir um desenvolvimento sustentável na região. Entre os temas abordados, destacam-se:

    • A importância da participação das comunidades locais na definição de projetos de pesquisa e de conservação ambiental;
    • O uso de tecnologias de mapeamento e monitoramento para avaliar o impacto das atividades humanas na região;
    • A necessidade de fortalecer as parcerias entre instituições de pesquisa, organizações governamentais e não-governamentais e comunidades locais para garantir a continuidade e eficácia das iniciativas socioambientais.

    Foi uma oportunidade única de aprendizado e troca de conhecimentos entre os participantes do evento, que saíram motivados a continuar trabalhando juntos em prol da preservação do meio ambiente e da valorização da cultura local.

    Os temas abordados na palestra são de extrema importância para a preservação da natureza e da cultura indígena. Algumas informações adicionais que podem ser relevantes para complementar o conteúdo são:

    • O Calendário Ecológico é uma ferramenta utilizada pelos povos indígenas para guiar suas atividades diárias de acordo com as mudanças na natureza. É baseado no conhecimento ancestral sobre os ciclos da vida, como o ciclo das plantas e dos animais.
    • O Sistema Agrícola indígena é uma forma de cultivo que respeita a biodiversidade local, utilizando técnicas tradicionais e evitando o uso de agrotóxicos.
    • O Manejo de Pesca é uma prática sustentável que busca preservar as espécies e os recursos naturais utilizados na pesca, evitando a sobrepesca e a degradação dos ecossistemas aquáticos.
    • O Mapeamento e Lugares Sagrados são ferramentas utilizadas pelos povos indígenas para identificar e proteger locais considerados sagrados, como cemitérios, nascentes, montanhas e rios.
    • A Proteção Ritual é uma prática que envolve o uso de cantos, danças e outras formas de expressão cultural para fortalecer a conexão dos indígenas com a natureza e seus antepassados.
    • A gestão de lixo é um desafio enfrentado pelos povos indígenas que buscam preservar o meio ambiente e garantir a saúde das comunidades. A palestra com o Engenheiro Sanitarista pode ter trazido informações valiosas sobre técnicas de coleta, tratamento e destinação adequada dos resíduos.
    • A experiência de vigilância de território com o senhor Evaldo Alencar pode ter abordado a importância da preservação dos territórios indígenas e do trabalho de monitoramento e proteção realizado pelas comunidades.

    À noite, houve rodas de conversa com os conhecedores tradicionais convidados pelos AIMAs de várias regiões, falando sobre a origem de cada povo do rio Waupés, um pouco de benzimento e proteção. Para eles, foi um momento de iniciativa para compartilhar seu saber tradicional com os mais jovens presentes, assimilando a importância de proteger o território pensando no esgotamento dos recursos naturais, garantindo a sobrevivência de suas próprias comunidades, preservando a riqueza ambiental para as gerações futuras.

    No final, foram destacados os avanços e desafios de trabalhar nas pesquisas, um momento muito importante para adquirir e compartilhar conhecimentos, além dos desafios logísticos enfrentados pelas comunidades longínquas, como cachoeiras, sol e chuva, mas que não medem esforços para participar dos encontros, pois todos têm objetivos a serem alcançados para o bem viver em suas comunidades.

    O evento foi realizado pela equipe da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) representada por Mª Hildete Araújo, articuladora institucional dos AIMAs, Janete Alves, diretora e de referência da COIDI em parceria com o Instituto socioambiental (ISA), Aloisio Cabalzar e Danilo Parra, contou com a participação de instituições convidadas como a FUNAI – CR/RNG, representada por Evaldo Marcio Alencar, DSEI ARN, representado por Luiz Brazão, Coordenador do DSEI-ARN, Johnatan Almeida, Engenheiro Sanitarista da SESANI, Miquelina Machado, assessora Indígena, Gislaine Velasques, secretária executiva do CONDISI e Bruno Marques.