Foto: Rariton Horácio – Comunicador Indígena da rede wayuri
A X Assembleia Geral da CAIMBRN, realizada nos dias 23 e 24 de maio de 2022, no auditório Salesiano, município de Santa Isabel do Rio Negro – Am, no uso de suas atribuições estatutárias e regimentais que lhes são conferidas e,
Considerando o Art.4º do estatuto da FOIRN: Poderão se associar à FOIRN associações indígenas, de fato ou formalizadas, que representem uma ou mais comunidades indígenas situadas ao longo da calha do Rio Negro, seus afluentes e subafluentes.
Considerando o §1º do Art. 4º do Estatuto da FOIRN: Poderão também se associar à FOIRN, sem direito de voto em Assembleia Geral ou no Conselho Diretor, as associações que, formadas exclusivamente por indígenas, representem categorias profissionais ou grupos de interesse econômico.
Considerando Art. 15, inciso X do Estatuto da CAIMBRN – Aplicar penalidades aos membros da Coordenação Executiva e Conselho Fiscal, inclusive a sua destituição;
Considerando Art. 36 do Estatuto da CAIMBRN: Os casos omissos serão resolvidos pela Coordenação Executiva, com as devidas ratificação da Assembleia Geral.
|| Foirn através do departamento de negócios socioambientais realiza 1ª Oficina integrada na região do Ayari, com o objetivo de fortalecer a rede de conhecimentos produtivos dessas iniciativas em cadeia da Sociobiodiversidade para geração complementar da renda familiar
Atividade realizada pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), através do Departamento de Negócios Socioambientais, no período do dia 11 a 16 de maio de 2022 na qual a coordenação do Departamento de Mulheres Indígenas também participou da I Oficina Integrada de cerâmica, artesanatos comunidade de São Joaquim do rio Ayari e Meliponicultura na comunidade Santa Isabel do Rio Ayari.
A cerâmica das mulheres Baniwa é um produto da diversidade socioambiental, fruto de uma tradição compartilhada ao longo dos séculos, uma marca de resistência cultural e também um traço importante da identidade e do protagonismo feminino, que reúne jovens aprendizes e mestras das tradições Baniwa do Rio Ayari em torno de sua autonomia econômica e política.
A cerâmica é a atividade protagonizada pelas mulheres e artesanato pelos homens.
A oficina visa fortalecer a rede de conhecimentos produtivos dessas iniciativas em cadeia da Sociodiversidade para geração complementar da renda familiar.
Assim foram colocados em prática a definição do Padrão de Qualidade para a Casa de Produtos Indígenas do rio Negro Wariró.
O objetivo da Primeira Oficina de Meliponicultura é promover entre técnicos e indígenas um espaço de troca de experiências e fortalecer as técnicas de manejo da criação de abelhas nativas sem ferrão na região.
Fortalecer e promover a multiplicação do conhecimento teórico e técnico da prática de manejo de abelhas, de forma a estimular o desenvolvimento e a autonomia no manejo entre os diversos técnicos e manejadores de forma que estes sejam capazes de reaplicar a tecnologia em outras regiões e entre seus grupos multiplicando informações sobre as práticas de forma sustentável.
Essa atividade teve o apoio do Ministério de Clima da Áustria para as atividades de cadeia de valor e da Fundação Nia Tero.
A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – Foirn, realiza a X Assembleia Regional Ordinária da Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio Baixo Rio Negro – Caimbrn, que completa este ano 18 anos de existência sendo a última coordenadoria da Foirn a ser criada em 2004, no processo de fortalecimento e regionalização da área de abrangência da organização.
A abertura ocorreu hoje (23/05) no ginásio dos salesianos no município de Santa Isabel do Rio Negro e vai até o dia 27 de maio de 2022, com a mesa de autoridade composta pela coordenação regional da Caimbrn e o diretor presidente da Foirn, referência do Médio e Baixo Rio Negro Sr. Marivelton Baré, com as presenças ilustres de representante do poder executivo municipal, representante do Idam, representante do Dsei, representantes das escolas estaduais e representantes da diretoria das associações Acimrn e Asiba que são referência de sub sede da coordenadoria regional.
Participam da assembleia dez delegados representando as 12 associações de base da região: Ayrca, amik, ahkoiwi, acibrn, acir, kurikama, acimrn, acirpp, aiacsj, aibad, asiba, nacib
A abertura marcou o momento do início de assembleia com o benzimento tradicional e dança tradicional do japurutu, dança do cariçú, dança das mulheres yanomami kumirayoma e o espetacular dança da maníaka murasi da comunidade de cartucho.
Na abertura o diretor presidente além das demais autoridades composta a mesa enfatiza e frisa a importância do momento registrando os ex coordenadores e ex diretores da Foirn para a região e o momento de diálogo, construção planejamento e oportuno para a construção e consolidação do protocolo de consulta da região Caimbrn.
Nesta Assembleia serão apresentadas e discutidas sobre as atividades das Associações de Base da região; Apresentação do Planejamento de atividades a ser realizada pela CAIMBRN/FOIRN até dezembro de 2022; Grupo de Trabalhos de discussão para elaboração de propostas de atividades, projetos e assuntos gerais para 2023 e 2024 e Oficina para Construção e validação do Protocolo Geral de Consulta dos Povos e Comunidades Indígenas do Rio Negro.
Ação da Defensoria Pública do estado do Amazonas de São Gabriel da Cachoeira-AM, ao atendimento dos povos indígenas na comunidade Boa Vista, localizada na foz do Rio Içana, no dia 21 de maio/2022 (sábado) em comemoração ao “DIA DO DEFENSOR PÚBLICO”.
Foto: Comunicação – FOIRN
A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) em parceria com a Defensoria Pública e Funai, realizou ação em atendimento aos povos indígenas, na comunidade Boa Vista, localizada na foz do Rio Içana, no sábado (21/05) em comemoração ao “DIA DO DEFENSOR PÚBLICO”,
A ação teve aproximadamente 102 pessoas procurando atendimento nesse dia da comunidade local e adjacentes, 82 pessoas atendidas entre mulheres, homens e idosos. Os Atendimentos mais procurados foram a União Estável, Retificação (Correção da certidão de nascimento), 2ª via da Certidão de Nascimento e Orientação para vários benefícios do INSS principalmente sobre o Benefício de Prestação Continuada (BPC) – Governo Federal.
Sr. Mario Marcelino Silva, Baré e dona Evanilda Cordeiro, Baré, 79 anos, assinam a união estável. Foto: Comunicação – FOIRN
O indígena sr. Mario Marcelino Silva, Baré, 82 anos, morador da comunidade Boa Vista aproveitou o momento para fazer uma união estável com a sua esposa dona Evanilda Cordeiro, Baré, 79 anos. Os mesmo já vivem juntos há pelo menos 65 anos, com 6 filhos, 24 netos e 04 bisnetos.
Em conversa com algumas lideranças e pessoas atendidas nesta ação, os mesmo relatam a dificuldade de se deslocar à sede do município de São Gabriel da Cachoeira para ter esses atendimentos, no qual há muita procura, pediram para que a Ação seja feita pelo menos em 03 dias de atendimento.
“É a primeira vez que essa ação acontece em nossa comunidade, quero agradecer, porque para gente tem muita dificuldade para chegara ate o munícipio e não conseguimos tirar documento, agradeço muito o pessoal da Foirn e Funai que fizeram parceria com a Defensoria Publica para chegarem ate aqui na nossa comunidade” Ednaldo Costa Baré da Comunidade Guia Rio Negro,
“Graças Deus me atenderam bem como a gente queria que nos atendessem, consegui resolver o meu caso” Celeste Maria da comunidade São Pedro – Rio Negro.
“Eu vim aqui para fazer a minha união estável para poder conseguir ter algum benefício para minha filha que tem 4 anos de idade que nasceu prematura, ela é especial, não enxerga e não tem leite materno, por isso há dificuldade para comprar leite que é muito caro para o sustento dela.” Doralina Francisca Bruno, Baré da comunidade Auxiliadora – Rio Negro.
Aluísio Gomes André – Vice Capitão da Comunidade Boa Vista Foz do Içana. Foto: Comunicação – FOIRN
“… para mim é uma grande ajuda que estão fazendo na parte de documentação pelo nosso povo aqui na nossa comunidade, o esforço que fizeram para fazer documentação das crianças e dos idosos, e orientação dos benefícios q a gente precisa, e da próxima vez, nós queremos que eles voltem para trazer esse trabalho para ficarmos mais tranquilos em relação à documentação, quero deixar o meu agradecimento a Foirn e toda equipe que vieram para fazer esse atendimento ao nosso povo e, a gente espera que vocês voltem que a gente está aguardando e precisa de mais atendimento como esse para ficar mais organizado aqui na nossa comunidade” Aluísio Gomes André – Vice Capitão da Comunidade Boa Vista Foz do Içana.
Adão Francisco Baré – Diretor da FOIRN . Foto: Comunicação – FOIRN
O diretor Adão agradeceu a recepção da comunidade e explicou sobre o objetivo da Ação para o povo do rio negro como um todo, representados pela Foirn nesses 35 anos de fundação, atualmente presidida pelo Diretor Presidente Marivelton Barroso Baré.
Diretor Dario Casimiro Baniwa, falou sobre a importância dessa primeira experiência com a parceria da Defensoria Pública e demais equipe presente nesta ação junto com as lideranças do local, é a primeira vez que a equipe da defensoria vai para uma aldeia, após isso será feito uma análise sobre a demanda desses tipos de atendimento na região e assim poder estender para outras áreas.
O mesmo aproveita para lembrar e informar do planejamento da coordenadoria Nadzoeri que a primeira Assembleia bianual que está prevista a acontecer entres os dias 14 a 18 de junho de 2022, com o tema Protocolos de consultas dos povos indígenas do Rio Negro, onde será discutida as demandas, prioridades e problemas locais politico e social da região.
Foto: Comunicação – FOIRN
“Hoje estamos aqui com essa equipe da defensoria pública para esse atendimento, com essa experiência queremos ampliar isso daqui para frente, faz parte da luta que a Foirn sempre vem fazendo em prol do controle social e defesa dos direitos dos povos indígenas do rio negro”. Dario Casimiro Baniwa – Diretor da Foirn.
“Gostaria de agradecer primeiramente por vocês terem nos recebido tão bem e por terem vindo procurar os nossos serviços. O nosso trabalho é esse mesmo, a gente não está aqui fazendo favor nenhum, nosso trabalho é resolver esses problemas de justiça, de cartório, a gente existe para isso. Quero também agradecer a Foirn pela parceria, pela disponibilidade, quando a gente falou que queria comemorar o dia do defensor e da defensora público (a), fazendo atendimento em alguma comunidade, o Adão prontamente se disponibilizou e preparou a logística, organizou aqui com as lideranças do local o Jorginho e com o Dario. Reconheço o trabalho da Foirn, nesses anos, desde a demarcação das terras, programa coletivo de educação, de saúde que são levados para o Ministério Público Federal, e a luta não para. ” Dra. Isabela do Amaral Sales – Defensoria Pública.
“Essa é a primeira vez que nós estamos vindos em uma comunidade para fazer esse atendimento, é um dia muito especial, aqui é um lugar onde deveríamos sempre estar aí nas comunidades, pois a luta da defensoria é para se estabelecer como uma instituição, que é ainda muito nova, diferente do Ministério Público Federal (MPF)” Completa Dra. Isabela do Amaral Sales – Defensoria Pública.
A Foirn estava representada pelos seus diretores Dario Casimiro Baniwa, de referência da coordenadoria Nadzoeri o qual a comunidade de Boa Vista pertence, e Adão Francisco Baré de referência da coordenadoria Caiarnx.
As coordenadorias regional Nadzoeri e Diawii recebem os equipamentos novos para uso no deslocamento e articulação
A Diretoria da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), representada por Janete Alves Desana e Dário Casimiro Baniwa de referencia da coordenadoria regional Nadzoeri (Baniwa e Koripaco), através do projeto *Consolidação da rede de Agentes Indígenas de Manejo Ambiental no âmbito da implementação dos Planos de Gestão Territorial e Ambiental ( PGTA) das Terras Indígenas do Alto e Médio Rio Negro – através do ISA PRN e tendo como corequerente executora a FOIRN, cujo edital do legado Integrado da Região Amazônica – Lira, IPÊ, MOORE e Fundo Amazônia. Possibilitou a aquisição para repasse de motores de popa e botes novos para os trabalhos de articulação e deslocamento da diretoria das coordenadorias regionais em suas regiões, ainda vão ser entregues os motores das coordenadorias CAIARNX E COIDI.
Marivelton Baré participa da caminhada alusão ao maio laranja e dia Nacional ao combate contra a Violência e Exploração sexual de crianças e adolescentes no município de Santa Isabel do Rio Negro – Am.
O Conselho Tutelar, juntamente com o CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) e com todo apoio da Secretaria Municipal de Assistência Social, da Prefeitura Municipal de Santa Isabel do Rio Negro, realizaram na manhã desta quarta-feira (18/05), uma caminhada na cidade, com a finalidade de destacar “O Dia Nacional do Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescente”.
O Diretor Presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), Marivelton Rodrigues Barroso Baré e os coordenadores do Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro (Dajirn) Sheine Diana e Elson Kene participam da caminhada alusão ao maio laranja e dia Nacional ao combate contra a Violência e exploração sexual de crianças e adolescentes nesta data de 18 de maio no município de Santa Isabel do Rio Negro.
O objetivo da caminhada foi dar visibilidade ao tema. Os órgãos da Prefeitura de Santa Isabel do Rio Negro com a colaboração dos alunos da rede municipal saíram às 16h em frente a Delegacia do município e percorreram algumas ruas do Centro da cidade, findando em frente a prefeitura municipal.
O dia 18 de maio é Dia Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, instituído pela Lei Federal 9.970, de 2000. A data foi escolhida em alusão ao “Caso Araceli”, a menina que aos 8 anos foi raptada, drogada e violentada física e sexualmente por vários dias, antes de ser morta, ter seu corpo desfigurado por ácido e abandonado em um terreno baldio em Vitória, no Espírito Santo, em um crime que permanece impune.
Nesse dia, em 1973, uma menina capixaba, foi sequestrada, espancada, estuprada, drogada e assassinada numa orgia imensurável. Seu corpo apareceu seis dias depois desfigurados por ácido. Os agressores jamais foram punidos.
O movimento em defesa dos direitos de crianças e adolescentes, após uma forte mobilização, conquistou a aprovação da Lei Federal 9.970/2000 que instituiu o 18 de maio como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Criança e Adolescente, com o objetivo de mobilizar a sociedade brasileira e convocá-la para o engajamento pelos direitos de crianças e adolescentes e na luta pelo fim da violência sexual.
As lideranças e representante de instituições parceiras se reuniram na comunidade São Francisco para tratar da reunião do comitê gestor do projeto de turismo de base comunitária do Rio Jurubaxi.
Na comunidade de são Francisco terra indígena Jurubaxi Téa no município de Barcelos, reuniram-se as seguintes instituições no dia 17 de maio de 2022, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (ACIMRN), Empresa de Turismo Kalua que são partes contratantes junto com as comunidades de Acariquara pertencentes ao município de Santa Isabel do Rio Negro e São Francisco, com a presença da FUNAI coordenação regional do rio negro.
Essa reunião teve como o objetivo de avaliar e prestar contas referente a temporada de pesca esportiva do rio Jurubaxi 2021/2022.
As pautas discutidas foram sobre a avaliação dos trabalhos dos vigilantes indígenas, coordenadores que atuaram durante a temporada em execução, foi organizada a data dos estudos de capacidade ambiental, avaliação e apresentação da prestação de contas 2021/2022 por parte da empresa, e também a Foirn e Acimrn apresentaram a prestação de contas dos gastos do Projeto de pesca esportiva de base comunitária do rio Jurubaxi, foram feitas juntos com as lideranças e representantes das comunidades o planejamento e ajustes futuros, para melhor a atuação do projeto com o propósito de um bem coletivo.
|| Cerca de 800 lideranças participaram da Assembleia para discutir o desenvolvimento dos povos indígenas em Roraima.
VII Assembleia Estadual da Juventude de Roraima realizada no Centro Regional Lago Caracaranã, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, reuniu lideranças para discutir pautas pertinentes às comunidades de diversas etnias cerca de 800 lideranças participando, no período de 12 a 15 de maio de 2022.
A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) através do Departamento de Adolescentes e Jovens do Rio Negro (DAJIRN) representados pelos coordenadores Elson Kene Baré e Sheine Diana Baré estiveram participando.
As lideranças da juventude de todas as regiões apresentaram projetos e propostas de aquicultura e agricultura, se tratando de plantação onde defendem a agricultura familiar, porque as sementes enxertadas estão trazendo muitas doenças, poços para criadouros de peixe, e cuidados com os rebanhos que faz parte da sua alimentação do dia a dia.
As lideranças mais antigas repassaram os seus conhecimentos para os jovens, experiências, onde colocaram que a melhor escola é dentro da aldeia, nos ensinamentos de seus avós e pais que ainda continuam a praticar as tradições de danças e rituais. Foi relatado que depois que os jovens saem da aldeia pra estudar não querem mostrar que são indígenas depois que se formam, e fizeram a cobrança de professores indígenas nas escolas para ensinar os seus alunos na língua indígena para voltar e trabalhar com seu próprio povo.
As pautas discutidas foram sobre política do malocão, desenvolvimento, sustentabilidade, empreendedorismo, saúde mental, eleição para a nomeação da nova Coordenação Estadual da Juventude, além de organização de atos contra o garimpo ilegal prestando apoio aos povos indígenas da Terra Indígena Yanomami.
Entre as lideranças estiveram presentes representantes dos povos indígenas Macuxi, Wapichana, Sapará, Taurepang, Warao, Kokoma, Saterêmawe, Baniwa, Kanbeba e Baré, contando também com a participação majoritária de jovens das Regiões Tabaio, Alto Caumé, Murupu, Serra da Lua, Amajari e São Marcos.
Participaram também da assembleia a Deputada Joênia Wapichana, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), Conselho Indigenista Missionário (CIMI), a Hutukara (Associação Yanomami), o Instituto Socioambiental, o Instituto Federal de Roraima (IFRR), o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e o Levante Popular da Juventude.
A VII Assembleia Estadual da Juventude de Roraima foi organizada pelo Conselho Indígena de Roraima (CIR) através do Núcleo da Juventude Indígena, com apoio do Projeto Bem Viver, Instituto Clima e Sociedade e da Embaixada Real da Noruega.
Os representantes da Coordenação Executiva Edinho Batista (Coordenador Geral), Maria Betânia (Secretária de Mulheres) e Enock Taurepang (Vice Coordenador) participaram também da assembleia. As lideranças tradicionais da região estiveram presentes, Jacir Souza um dos símbolos da luta pela demarcação da T.I Raposa Serra do Sol, Clóvis Ambrósio liderança com referência de luta pela saúde diferenciada indígena, Enilton André Coordenador dos professores indígenas de Roraima, Cacique Kretã Kaingang e a Pajé Mariana curandeira, parteira, preservadora da língua e da cultura Macuxi.
Lideranças e moradores da comunidade Jupati solicitam reunião para tratar sobre atividade ilegal de extração de madeira na área da comunidade e na referida Terra Indígena.
No último dia 15 deste mês (domingo), a Federação das Organizações Indígenas do Rio negro (FOIRN) Fundação Nacional do Índio (FUNAI) realizaram uma reunião na comunidade Jupati, a pedido das lideranças e moradores, sobre atividade Ilegal de extração de madeira na área da comunidade dentro da Terra indígena do médio Rio negro, para a comercialização de forma irregular e não autorizada.
A comunidade protestou da falta de fiscalização e proteção no território e que, órgãos de controle possam exercer o seu papel de defender o território e comunidades sendo uma terra indígena e gleba militar.
Mesmo que a extração sustentável de madeira possa ser uma fonte de renda, muitas das vezes a atividade não é feita de acordo com esses padrões. E isso acaba provocando impactos significativos inclusive a desintegração do habitat das espécies da região e a perda dos serviços ecológicos prestados pelas florestas, como a manutenção do Clima e do ciclo hidrológico (ciclo da água).
Apesar de existir leis que autorizem a exploração de madeiras em áreas especificas, a extração ilegal já está bastante expandida no Brasil e em vários países amazônicos.
O Uso de licenças falsas; Corte de qualquer árvore comercialmente valiosa, independentemente de quais árvores sejam protegidas por lei; Corte em quantidades superiores às cotas permitidas por lei; Corte fora de áreas de concessão florestal; Corte dentro unidades de conservação e terras indígenas. Essas são umas das principais ilegalidades em relação a extração de madeira ilegal.
Segundo o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia – Imazon, para cada árvore comercial que é retirada, são danificadas outras 27 árvores com mais de 10 cm de diâmetro, são construídos 40 m de estradas e são abertos 600 m² no dossel florestal.
Por tanto a Foirn fará o trabalho em conjunto com a Funai de coibir a situação irregular e ilegal que acontece nesta área pedindo providências e punição ao infrator.