Neste domingo, dia 13 de outubro, um dos principais jornais do país deu destaque de capa sobre o projeto de turismo em terra indígena realizado pela ACIR – Associação das Comunidades Indígenas e Ribeirinha em parceria com a Garupa. Esse trabalho inovador é apoiado pela FOIRN e tem assessoria do Instituto Socioambiental (ISA). O turismo de base comunitária em terra indígena é autorizado por instrução normativa da Funai e se mostra como uma das principais atividades econômicas que podem trazer benefícios às comunidades do rio Negro, conciliando geração de renda, preservação da cultura e do meio ambiente.
O
presidente da República, Jair Bolsonaro, mais uma vez volta a atacar os povos
indígenas e a Constituição Federal ao questionar nosso direito ao território
como povos originários do Brasil. Se não bastasse envergonhar o Brasil
mundialmente com suas falas preconceituosas e mentiras em relação às queimadas
na Amazônia, agora acusa os povos indígenas de inviabilizarem o Brasil.
Diante
de afirmações tão grotescas, repercutidas pela mídia nacional, nós povos
indígenas do rio Negro, representados pela Federação das Organizações Indígenas
do Rio Negro (Foirn), demonstramos nossa indignação e repúdio a tais
afirmações caluniosas. E completamos: o que inviabiliza o Brasil é a violência,
a corrupção, o Estado paralelo promovido pelas milícias que dominam parte das
grandes cidades do país e a falta de investimento em educação, saúde, cultura,
esporte e infraestrutura.
Como
representantes de 750 comunidades indígenas no Noroeste amazônico, pertencentes
a 23 etnias, reafirmamos nosso direito ao território, assim como buscamos o
desenvolvimento sustentável através de ações que geram renda sem destruir a
floresta e respeitando nossa cultura e modo de vida.
Repudiamos
todo e qualquer projeto de governo que não respeite nossa autonomia, assim como
nossas organizações representativas. O presidente Jair Bolsonaro vem propagando
o ódio e tentando fazer uma campanha de difamação dos povos tradicionais,
movendo a opinião pública contra nós. Já vimos esse tipo de estratégia sendo
usada em outros tristes momentos da história mundial, como na Alemanha nazista,
que promoveu um dos maiores genocídios da História.
Resistiremos
ao ódio que incendiou a Amazônia nos últimos dias e não aceitaremos retrocessos
em nossos direitos garantidos pela Constituição Federal.
Assista ao vídeodocumentário da nossa Rede de Comunicadores Indígenas do Rio Negro “Somos a Rede Wayuri”:
Cachoeira (AM), 15 integrantes da Rede Wayuri de Comunicação Indígena participaram da III Oficina de Formação da Rede para trabalhar técnicas de audiovisual com foco na prática de reportagens e documentários.
Durante a oficina, os comunicadores, falantes de cinco línguas diferentes (Baniwa, Hup, Nheengatu, Tukano e Yanomami) produziram o primeiro vídeo documentário que conta sobre o trabalho precursor deste coletivo de comunicadores indígenas no rio Negro.
Com o propósito de contar suas próprias histórias, os comunicadores indígenas produzem mensalmente desde novembro de 2017 o boletim de áudio Wayuri, um podcast que dá notícias sobre a cultura, educação, saúde, eventos e trabalhos das comunidades ligadas à Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN).
Divulgado principalmente pelo WhatsApp e compartilhamento via aplicativos como ShareIT, o boletim de áudio está em sua edição número 27 e conta com a participação de correspondentes em várias comunidades distribuídas entre os municípios de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira, todas no Amazonas.
A diversidade cultural é uma qualidade da Rede, que conta agora com comunicadores dos povos Baré, Baniwa, Desana, Hup’dah, Tariano, Tukano, Piratapuia, Tuyuka, Yanomami e Wanano. Os áudios são gravados muitas vezes nas línguas originais dos povos e também traduzidos para o Português para que sejam entendidos por falantes de outras línguas da própria região.
O Seminário Povos Indígenas do Rio Negro vai promover o III Encontro de Lideranças Indígenas do Rio Negro nos dias 17 a 19/04, na Casa dos Saberes da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), em São Gabriel da Cachoeira.
O seminário será divido em duas partes: a primeira parte, que ocorrerá nos primeiros dois dias vai tratar do tema DESAFIOS INDÍGENAS NA SUSTENTABILIDADE, essa parte terá 5 atividades, que será apresentações sobre temáticas específicas como Histórico e incidências políticas no Rio Negro e no Brasil, Linha de tempo e a perspectivas regionais, Desafios e perspectivas de gênero do Movimento Indígena Rio Negro, PGTA e Sustentabilidade do Rio Negro: oportunidades, riscos e caminhos e Experiências de povos indígenas com Empresas.
A segunda parte terá como a pauta central a GOVERNANÇA PÚBLICA NO RIO NEGRO, onde além de apresentações sobre o tema, terá também a apresentação de planos de trabalhos anual de todas as instituições quem atuam na região do Rio Negro.
Ao longo do evento terá também noites culturais, exibição de vídeos, exposição de artesanatos e comidas típicas e muito mais.
Confira a programação abaixo.
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DIA 17/04/2017 PRIMEIRA PARTE: DESAFIOS INDÍGENAS NA SUSTENTABILIDADE Manhã Atividade 1: Histórico e incidências políticas no Rio Negro e no Brasil (Márcio Santilli e Gersem Baniwa).
Atividade 2: Linha de tempo e a perspectivas regionais (Baixo Waupés e Tiquié (COITUA); Médio, alto Waupés e Papuri (COIDI); Alto Rio Negro e Xié (CAIARNX); Baixo Rio Negro (SGC, Santa Isabel e Barcelos) (CAIBRN); Içana e afluentes (CABC); Táwa (indígenas da cidade). Debatedores: Bráz França, Almerinda Ramos, Prefeito Clóvis Curubão Tariano, Coordenador Funai Domingos Barreto e João Paulo Barreto.
Tarde Atividade 3: Desafios e perspectivas de gênero do Movimento Indígena Rio Negro
Expositores: Departamento de Mulheres da FOIRN, UMIAB – União de Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira e Departamento da Juventude da FOIRN.
DIA – 18/04/2017 Manhã Atividade 4: PGTA e Sustentabilidade do Rio Negro: oportunidades, riscos e caminhos diferentes. Expositores: CIR, OPIAC, ATIX, Sateré/Guaraná e Wite Kate Debatedores: Wariró, OIBI, ACIBRIN e Assai.
Tarde Atividade 5: Experiências de povos indígenas com Empresas
Expositores: Bonifácio José (COIAB), João Neve (COIAB) e Ageu Saterê.
Debatedores: FOIRN, ISA, FUNAI, FEI.
DIA – 19/04/2017 SEGUNDA PARTE: GOVERNANÇA PÚBLICA NO RIO NEGRO.
Manhã e tarde Atividade 1: O que é Governança e Gestão? Políticas e Administração pública no Rio Negro; Expositores: Dr. Mateus e Fernando Merloto Soave do Ministério Público Federal.
Atividade 2: Relatório das atividades das instituições referentes as recomendações do MPF e MPE/2016 e plano anual de 2017;FOIRN (Marivelton Barroso Presidente); FUNAI (Domingos Barreto Coordenador); ISA (Beto ou Aloisio Cabalzar Coordenador do Programa Rio Negro); BRIGADA (General Bandeira); IFAM (Professor Elias Brasilino Diretor Geral do Campus); UEA (Solange Diretora); DSEI ( Coordenador/a); Prefeituras (Prefeito Barcelos, Santa Isabel e São Gabriel da Cachoeira); IDAM (Jander); e ICMBio.
Tarde
Encaminhamentos finais e documento do seminário.
Verônica Ramos Pena da etnia Hupdah da Comunidade Nossa Senhora de Fátima da região de Iauaretê particiou pela primeira vez uma assembleia das mulheres indígenas do Rio Negro.
Encerrou na tarde desta sexta-feira, 21/10, na maloca Casa dos Saberes da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – Foirn, a VII Assembleia do Departamento de Mulheres Indígenas que reuniu mais de 100 mulheres indígenas das diversas etnias do Rio Negro para discutir temas de interesse relacionados aos direitos dos povos indígenas e em especial da mulher indígena.
No primeiro dia, a atual coordenadora da União das Mulheres Indígenas da Amazônia (Umiab) fez uma apresentação do panorama atual da luta dos povos indígenas pelos direitos e a participação das mulheres nessa luta. “Vivemos atualmente num momento muito difícil para nós povos indígenas, muitas PECs ( Propostas de Emendas Constitucionais) tramitam no Congresso Nacional que querem tirar nossos direitos garantidos, como por exemplo a “PEC da Morte” (PEC 215/00). Por isso, precisamos nos fortalecer e continuar lutando”, diz.
No segundo dia, Renato Matos, Diretor da FOIRN fez um resumo da luta dos povos indígenas do Rio Negro pelos direitos através da FOIRN, destacou as conquistas como a Demarcação das Terras Indígenas e outras experiências exitosas como a Educação Escolar Indígena, Valorização Cultura e outros.
O diretor lembrou que as mulheres indígenas sempre estiveram presentes no movimento indígena desde quando começou ainda nos anos de 1970, porém, só em 2002, resultados de reivindicações das mulheres foi criado na estrutura da Foirn o Departamento de Mulheres Indígenas. Lembrou ainda que o movimento é um só e que tanto homens e mulheres fazem parte do movimento indígena, por isso, não é um movimento separado.
As atuais coordenadoras do departamento apresentaram o relatório de atividades, onde destacaram as realizações e as metas alcançadas. A Rosilda Cordeiro disse que na medida do possível as atividades de articulação, elaboração de pequenos projetos voltados para a exposição de artesanatos e encontro de mulheres foram realizadas ao longo dos anos em que estiveram na coordenação do departamento. “Podemos afirmar que conseguimos fazer alguns trabalhos dentro das nossas capacidades e condições para fortalecer as associações das mulheres. Um exemplo disso é a criação da Komirayõma a primeira associação de mulheres Yanomami”, disse.
A Francinéia Fontes destacou que vários desafios e projetos precisam ser feitos para que as mulheres através de suas associações se fortaleçam nas suas regiões para contribuir em várias áreas como na saúde, valorização cultural entre outros. Lembrou que o Projeto Telesaúde Indígena do Rio Negro desenvolvido pela FOIRN através do Departamento de Mulheres deve ser fortalecido nos próximos anos.
Após cada apresentação foram feitos grupos de trabalhos e abertos momentos de discussões e debates em plenária, que resultaram em propostas que serão incluídas no plano de trabalho para a próxima gestão.
Na tarde do segundo e último dia as candidatas à coordenação foram apresentadas, onde tiveram momento de discurso de apresentação de propostas caso eleitas. Após este momento, foi organizada a votação, onde cada associação presente através de suas delegadas participou da eleição.
O resultado da eleição ficou:
Janete Figueireido Dessana – 18 votos (eleita);
Elizângela da Silva Baré – 18 votos (eleita);
Sônia Bitencourt – 15 votos;
Bernadete Artesã – 6 votos.
Após a apuração dos votos as eleitas tiveram o uso da palavra pra reafirmar o compromisso de trabalho para os próximos anos no departamento e no movimento indígena do Rio Negro. Após isso, a atual coordenação agradeceu todas as participantes mulheres e homens que contribuíram durante os dois de assembleia.
Lembrou que só foi possível a realização do evento graças ao apoio da Fundação Nacional do Índio através da Coordenação Regional Rio Negro e parcerias com o Instituto Socioambiental – ISA e apoio institucional da Rainforest da Noruega, Horizont3000, Embaixada Real da Noruega e Aliança Pelo Clima.
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Algumas imagens da assembleia:
Mulheres durante a eleição da nova coordenação. Foto: Ray Baiwa/Foirn
Francinéia Fontes e Rosilda Cordeiro – atuais coordenadoras do Departamento de Mulheres da Foirn. Foto: Ray Baniwa/Foirn
Elizângela da Silva e Janete Figueiredo são as coordenadoras eleitas para 2017-2019 do Departamento de Mulheres Indígenas. Foto: Ray Baniwa/Foirn
Tanto no Brasil, como em outros países da América Latina, as mulheres indígenas desempenham historicamente um papel fundamental como agentes de mudança nas famílias, comunidades e na vida de seus povos.
Porém, a cultura indígena sempre foi tratada com muito desprezo no Brasil, fora a imagem caricata com que os indígenas são representados e a apropriação que se faz de sua cultura. A ONU Mulheres destaca que as indígenas são essenciais em diversas economias, trabalhando por segurança e soberania alimentar, além do bem-estar das famílias e comunidades.
As mulheres indígenas acabam sendo um grupo que pouco ouvimos falar — até mesmo pouco pensamos — quando falamos de Feminismo. Além do cotidiano indígena estar muito longe da maioria das pessoas, há o problema do desrespeito brutal a essas etnias.
Os povos indígenas brasileiros são tratados como cidadãos de segunda classe, tendo suas vidas decididas por medidas governamentais arbitrárias e vivendo em constante conflito por disputas de terras, entre outras. As mulheres indígenas acabam sendo alvos de violência sexual, ameaças e assassinatos.
Fora as dificuldades em relação à saúde e educação. Nesse contexto é que a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN, através do Departamento de Mulheres Indígenas, realiza a VII Assembléia Eletiva do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro. São 120 representantes das organizações representativas das mulheres rionegrinas, além de representantes do movimento de Manaus (AMARN) e da Amazônia Brasileira (COIAB).
O evento que iniciou hoje, 20/10, encerra amanhã com eleição de novas coordenadoras do Departamento de Mulheres da FOIRN. O evento está acontecendo na maloca Casa dos Saberes da FOIRN em São Gabriel da Cachoeira.
A agenda de discussões recobre, em geral, a garantia dos territórios tradicionais, o direito a saúde e educação diferenciadas, pois o entendimento mais ou menos é que “o movimento de mulheres indígenas é para fortalecer o movimento em geral, a política dos Povos Indígenas é única” disse, Rosilda da Silva, coordenadora do Departamento de mulheres da FOIRN, da etnia Tukana.
Projetos e experiências já implantados inspirando novos projetos na região do Médio Rio Negro. Após a implantação do Projeto de Pesca Esportiva no Rio Marié em 2014, através da Associação das Comunidades Indígenas do Baixo Rio Negro (Acibrn), dessa vez, a Foirn, e seus parceiros (Instituto Socioambiental – ISA e Fundação Nacional do Índio (CR Rio Negro), estão iniciando trabalho junto com a Associação das Comunidades Indígenas e Ribeirinhas (Acir) de levantamento de atrativos turísticos na área de abrangência, que congrega as comunidades: Aruti, São João II, Castanheiro, Cartucho, Uabada II e Boa Vista.
O objetivo é a construção do Projeto de Ecoturismo ( visitação). Uma reposta a reivindicação dessas comunidades para organizar e desenvolver atividades de geração de renda e ao mesmo tempo contribua na gestão do território dos povos indígenas que vivem nessa região (ver o mapa abaixo).
Em abril de 2014 a Acir com apoio da Foirn e Funai (CR Rio Negro) realizou uma consulta ampliada nas comunidades de abrangência para a discussão sobre atividades produtivas, dentre elas a possibilidade de realização do turismo de Pesca Esportiva, haja vista que já havia o assédio por empresas de pesca na região.
Tomando como base as experiências prévias onde os empresários prometiam benefícios mas que, ao final, não cumpriam com o acordado, as comunidades se posicionaram contra a atividade em seu território tradicional.
As lideranças enfatizaram que não havia garantia de preservação das áreas e que isso colocava em risco a sustentabilidade de seus descendentes.
Em 2015 durante oficina sobre o Turismo nas Terras Indígenas realizada pela Funai em parceria com a Foirn e Instituto Socioambiental, a qual várias associações indígenas participaram, representantes da Acir presentes na oficina, apontaram a existência de atrativos turísticos nas comunidades de abrangência da associação.
A expedição experimental já tem data: 10 a 20 de Novembro.
São 5 serras, trilhas e mais atrativos culturais (como a Maníaka Murasí – dança da mandioca, foto acima) mapeadas no levantamento realizado (que ocorreu de 04 a 09 de setembro).
“As comunidades estão animadas para começar a atividade”, disse, Marivelton Rodriguês Barro, diretor de referência à região, que participou do trabalho de levantamento realizado.
A primeira expedição será avaliativa, e contará com a participação do grupo Garupa (saiba mais sobre a ONG Garupa), que dedica a fazer do turismo sustentável uma ferramenta para a preservação dos patrimônios culturais e naturais do Brasil e para o desenvolvimento socioeconômico de rincões esquecidos – e fascinantes.
A viagem para o médio Rio Negro teve como integrantes do grupo de trabalho a diretoria da Acir, diretor da FOIRN – Marivelton Rodriguês, Camila Barra – Antropóloga do Instituto Socioambiental e Guilherme Veloso da FUNAI – CR Rio Negro.
Nada melhor que encerrar um evento cultural com danças indígenas. Foi o que aconteceu no encerramento do I Festival da Diversidade Cultural do Rio Negro que reuniu durante três dias (01-03) várias etnias do Rio Negro para discutir economia indígena, valorização dos conhecimentos milenares e a venda seus artesanatos e produtos da roça.
As artesãs afirmaram nas suas avaliações que o evento foi muito bom e que vão voltar satisfeitas pelos resultados que alcançaram. E destacaram que o mais relevante nesses dias de evento foi a troca de experiências e a aprendizagem de nossos conhecimentos.
“Foi muito bom, tivermos a oportunidade de rever nossas amigas e conhecemos novas pessoas. O mais importante que aconteceu nesses dias foi a troca de experiências com outras artesãs e os novos aprendizados. Precisamos continuar e fortalecer ainda mais essa iniciativa”, Cecília da ASSAI – Associação das Artesãs Indígenas de São Gabriel da Cachoeira.
De acordo elas, para próximo edição do evento, a coordenação precisa intensificar a divulgação do evento para que mais pessoas participem ou visitem a exposição.
A presidente da FOIRN, Almerinda Ramos de Lima, disse que o compromisso da diretoria executiva e da instituição é melhorar para próxima edição e trazer mais pessoas das bases para participar do evento. E trazer mais parceiros para apoiar a iniciativa.
“Na próxima queremos fazer ainda melhor e maior. Pois dessa vez, não conseguimos trazer todas as 20 associações que convidados. E diversificar ainda mais as atividades durante o evento”, disse Rosilda Coordeiro, Coordenadora do Departamento de Mulheres, uma das coordenadoras do evento.
Cerca de trezentas pessoas passaram pelo evento além dos artesãos que instalaram as barracas nas dependências da FOIRN durante os três dias de festival.
A realização do evento é uma reivindicação das associações de base, como espaço de exposição de artesanatos, discussão e debate sobre a economia indígena e empreendedorismo e a especialmente a celebração da diversidade de culturas dos povos que vivem no Rio Negro . E a FOIRN através do Departamento de Mulheres, buscou parcerias e recursos para que o evento fosse realizado. Contou com apoio do Museo do Índio, Fundação Nacional do Índio (CR Rio Negro), e parceria do Instituto Socioambiental e IDAM-SGC.
“Neste momento de alegria e de festa para a FOIRN e para os 23 povos indígenas do Rio Negro, é com muita satisfação e orgulho que cumprimento as autoridades – representantes de instituições locais e parceiras, lideranças indígenas, artesãs e artesãos, por fim, todos os presentes aqui.
Em primeiro lugar quero dizer que é uma grande honra e satisfação tê-los presentes nesta cerimônia solene de inauguração da Wariró. Hoje, 27 de maio de 2016, é uma data especial e simbólica para todos nós indígenas que vivem aqui no Rio Negro. Especial porque depois de muitas dificuldades e persistência, conseguimos ter novamente o novo espaço físico para a Casa de Produtos Indígenas do Rio Negro. Simbólico porque representa mais uma conquista depois do incidente ocorrido em junho de 2014, quando o nosso Centro de Referência – onde funcionava a loja Wariró foi incendiado de forma criminosa, um momento de muita tristeza para todos nós.
Mas, não desistimos. Após essa perda dolorosa, continuamos a luta. Recebemos incentivos de várias pessoas, de parceiros, apoiadores e, principalmente, das mulheres e homens que contribuíram na construção desta no Casa, incentivos que nos fortaleceram na busca por meios de reconstruir a nossa Wariró.
A Wariró é uma conquista da FOIRN nestes 29 anos de existência.
Quando foi fundada em 30 de abril de 1987, a FOIRN tinha como a principal bandeira de luta a demarcação das terras indígenas no Rio Negro. Essa etapa foi conquistada e após isso veio o desafio de criar meios e formas de desenvolver as a gestão territorial das terras demarcadas e apoiar as comunidades indígenas em suas iniciativas, bem como garantir-lhes o acesso aos serviços públicos que são seus por direito. Foram realizados vários projetos em campos diferentes, como na educação escolar, comunicação, saúde indígena, resgate e valorização cultural, alternativas econômicas e geração de renda, entre outros.
Diante da necessidade de contribuir na geração de renda para as comunidades, através da valorização dos artesanatos produzidos pelos diferentes povos indígenas na região, bem como fortalecer a economia indígena, foi iniciado a discussão de implantação de um centro de comercialização, que resultou na construção da loja Wariró, inaugurada em 2005.
Para nós, indígenas do Rio Negro, os artesanatos são mais que simples artefatos que usamos nos nossos afazeres no dia a dia, como na pesca, na caça, na agricultura e nas cerimônias. Os artesanatos são formas de representar a nossa identidade cultural, contar a nossa história, são instrumentos que guardam nossa rica história e cultura milenar, e que é transmitido de geração para geração.
Por isso, a Wariró representa para nós, além da comercialização de artesanatos, um espaço de encontro e reafirmação da diversidade de culturas e conhecimentos indígenas do Rio Negro.
Hoje, temos de volta a Wariró, aonde iremos continuar fazendo a comercialização de artesanatos feitos às mãos e promover o desenvolvimento sustentável dos povos indígenas no rio Negro. Através da Wariró promovemos a valorização do conhecimento tradicional, contribuímos na geração de renda para as famílias, e na preservação e incentivo às práticas ancestrais através da venda de produtos indígenas.
Essa reconstrução só foi possível através do apoio de instituições e pessoas que reconhecem a importância desse espaço para os povos indígenas do Rio Negro. Queremos agradecer imensamente a Horizont3000 e Aliança pelo Clima pelo apoio dado para a construção do novo espaço da Wariró – que estamos inaugurando hoje. E também nossos parceiros como o Instituto Socioambiental, Fundação Nacional do Índio – Coordenação Regional Rio Negro, Rainforest da Noruega e Embaixada Real da Noruega quem vem colaborando conosco permanentemente.
Não poderia deixar de agradecer também a diretoria atual da FOIRN pela dedicação e esforço feito para que esta casa fosse construída e inaugurada nesta data.
E termino, não sem antes deixar daqui agradecimento especial para as artesãs e artesãos, lideranças e diretores que passaram na FOIRN, pois, se temos hoje a Casa de Produtos Indígenas do Rio Negro, foi, porque lutaram por isso e conseguiram. E a nossa luta continua!” – Almerinda Ramos de Lima – Presidente da FOIRN.
Inauguração da maloca Madzerokai foi atração principal da abertura oficial da VI Assembleia Geral da CABC em Assunção do Içana. Foto: Dário Casimiro
Abertura oficial: Dabucuri e inauguração da maloca Madzerokai
A comunidade Assunção – localizada na região do baixo Rio Içana (um dos principais afluente do Rio Negro), recebeu entre os dias 19 a 21 de maio, mais de 200 pessoas, entre estes, 100 delegados, representantes das 10 organizações distribuídas aos longo da região do Rio Içana e Afluenes (Cuyari e Ayarí).
Não poderia ter um local melhor e apropriado para discutir os desafios e os planos de ações para os próximos anos: Os povos Baniwa e Koripaco pela primeira vez* se reuniram em uma maloca para debater os desafios, elaborar seu plano de trabalho e eleger representantes para os próximos 4 anos no âmbito do movimento indígena do Rio Negro.
Os participantes tiveram que esperar, ansiosos, o corte da fita de inauguração da maloca, para poderem se acomodar nas cadeiras e apreciar as várias figuras desenhadas na parede, que representam os recursos utilizados (vários tipos de peixes, pimentas etc..)em uma cerimônia de Kariãma (em Nheengatu) e Kalizadamai (em Baniwa), um rito de passagem na cultura baniwa.
Enquanto os convidados (representantes de instituições parceiras e locais) eram convidados para compor as cadeira, foi iniciado o dabucuri coordenado pelo Maadzero Francisco Luiz Fontes do clã Waliperidakenai, 54, cerimônia de recepção dos convidados e participantes, que ao final foi entregue ao diretor da FOIRN de referência à região do Içana e Afluentes, Isaias Pereira Fontes.
Após o dabucurí, cada delegação se apresentou e falou dos motivos de vinda à assembleia. Todas as delegações lembraram que o momento é importante para a discussão e debate dos desafios vividos pelos povos Baniwa e Koripaco, e como também é necessário uma avaliação do movimento indígena na região do Içana e Afluentes, para propor melhorias e estratégias de fortalecimento.
André Baniwa, em suas palavras destacou que os Baniwa e Koripaco já carregam consigo uma experiência de mais de 25 anos de organização, e que essa história e experiência deve ser a base para discutir propostas e elaborar planos de ação para fortalecer as inciativas que se encontram em curso hoje na região como Conselho Kaaly e Plano de Gestão Territorial e Ambiental Baniwa e Koripaco e entre outros.
Isaias Pereira Fontes, Diretor da FOIRN, destacou que a Assembleia Geral da CABC é uma etapa importante e preparatória para a Assembleia Geral da FOIRN previsto para novembro, onde, os problemas, dificuldades e os desafios enfrentados pelas comunidades, associações de base, coordenadoria regional devem ser debatidos e a partir disso apontar meios e formas de trabalhar para os próximos anos.
Representantes das associações OCIDAI e AMIBI. Foto: Dário Casimiro
Gestão do Patrimônio Cultural e Territorial na região do Içana e afluentes é o principal desafio dos Povos Baniwa e Koripako.
Para iniciar os trabalhos na assembleia foram realizadas palestras sobre a organização social Baniwa que destacou a história de luta através de suas organizações, mostrando um resumo da linha do tempo. “Desde que iniciamos os trabalhos através de nossas associações até aqui já avançamos muito, em várias áreas. Só para se ter uma idéia, não tínhamos nenhum professor Baniwa formado na nossa região, hoje temos vários professores formados em várias áreas”, lembrou André Baniwa, em uma das palestras.
“Hoje depois de vários anos de lutas temos várias conquistas, mas, muitos deles, precisam melhorar e tem seus desafios aqui na nossa região. Será que as nossas associações ou a forma como estamos organizados hoje é suficiente, ou atende nossas demandas?”, completa.
Na região do Içana hoje existem 10 associações de base, cada uma atuando em uma área específica da região do Içana. Algumas conseguem realizar atividades e mas a maioria não. E quando os povos Baniwa e Koripaco precisam discutir e deliberar assuntos de interesse que abrange toda a região, até então, a CABC e algumas associações como a OIBI vem fazendo o papel de criar e coordenar esse espaço.
Diante dessa dificuldade e necessidade, na V Assembleia Geral da CABC, realizado em 2014, foi criado o Conselho Kaaly, um espaço autônomo e estratégico para os Baniwa e Koripaco discutir e deliberar sobre vários temas de interesse, mas, especialmente sobre a gestão do patrimônio cultural. O conselho ainda está em fase de consolidação, por enquanto é coordenado por uma comissão provisória.
Os participantes da VI Assembleia Geral da CABC em Assunção confirmaram a importância desse espaço para fortalecer a luta dos povos Baniwa e Koripaco. Recomendaram que a composição seja formada em curto prazo para começar a funcionar.
André Baniwa, Isaias Fontes e Francinéia Fontes/Departamento de Mulheres que foram os palestrantes sobre o Conselho Kaaly esclareceram as dúvidas nos momentos de perguntas e debates.
A partir dessas exposições e debates cada associação se reuniu para avaliar e elaborar propostas que foram sistematizadas e organizadas por 7 eixos temáticos que resultou no documento final da assembleia: Planejamento do povo Baniwa e koripako na assembléia da CABC e da FOIRN na comunidade de Assunção do Içana.
Organização Social
– Criar uma organização representativa do povo Baniwa e Koripako com objetivo de fortalecer e melhorar desenvolvimento de atividades que promovam o bem-viver nas comunidades; reorganizar atividades regionais em forma de programas (incluindo no seu organograma como educação, economia ou sustentabilidade, políticas públicas e etc);
– Fortalecer as associações Baniwa e Koripakos com projetos maiores;
– Cada associação Baniwa e Koripako deve avaliar seus processos de crescimento, dificuldades e refletir sobre suas experiências junto as suas comunidades associadas como processo de refortalecimento político;
– Compartilhar entre si as experiências de associações Baniwa e Koripako a fim de consolidar uma avaliação do povo sobre tempo de associação;
– Formação para lideranças indígenas sobre a política Baniwa e Koripako, sobre o movimento indígena do Rio Negro, do Amazonas, da Amazônia e dos Continentes; sobre Estado Brasileiro, direitos indígenas e modelos de desenvolvimentos dos Estados Nacionais; sobre diferentes metodologias de trabalhos coletivos; como elaborar planos, programas, projetos e atividades; refletir sobre as políticas públicas aos povos indígenas no Brasil;
– Escrever e publicar livros sobre experiências Baniwa e Koripako como processo de registro de histórias e formação de novas gerações e que possam ser utilizadas nas escolas Baniwa e Koripako;
Patrimônio Cultural e Gestão Territorial e Ambiental
– Valorizar os lugares sagrados e mitológicos;
– Valorizar conhecimentos tradicionais (plantas medicinais, medicina tradicional e etc);
– Fortalecer e implantar o Conselho Kaaly;
– Promover os sistemas agrícolas tradicionais dos povos indígenas;
– Promover o sistema agrícola Baniwa e Koripako Kaaly;
– Promover produtos indígenas Baniwa e Koripako;
– Divulgar Patrimônio Cultural Baniwa e Koripako a sociedade Brasileira e fora dela;
– Criar Museu Baniwa e Koripako;
– Criar Centro de Referencia Cultural do Povo Baniwa e Koripako na cidade de São Gabriel da Cachoeira;
– Fazer intercâmbios entre Baniwas e Koripakos Brasileiros, Colombianos e Venezuelanos;
– Participar do Comitê Gestor do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro promovido e coordenado pelo IPHAN do Amazonas;
– Elaborar bem o Plano de Gestão e Ambiental do Içana e Afluentes;
– Elaborar plano, programa, projetos e atividades de médio e em longo prazo;
– Fazer todo levantamento nas comunidades, sistematizar os dados, discutir resultados, elaborar documento do PGTA e publicar o resultado (Plano de Gestão Territorial e Ambiental do Içana e Afluentes;
– Promover seminário para divulgação do Resultado de pesquisas no âmbito do PGTA e distribuição da publicação do PGTA;
– Associações Baniwa e Koripako farão oficinas para divulgação e educação sobre a importância do PGTA do Içana e Afluentes;
Educação Escolar Baniwa e Koripako
– As escolas de ensino fundamental completo e de ensino médio convidarão lideranças indígenas dentro de suas programações a fim de proferir palestras aos estudantes e professores sobre patrimônio cultural, gestão territorial e ambiental das terras indígenas e etc..
– As escolas farão revisão de seus PPPs a fim de incluir novos conceitos que aparecem no âmbito do Patrimônio Cultural e da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental das Terras Indígenas;
– A CABC e FOIRN farão encontros de formação continuada aos professores, lideranças comunitárias e de associações como forma própria para fortalecer suas instituições e suas autoridades-representantes;
– As escolas continuarão fazer intercâmbios entre si como meio de aperfeiçoamento de suas pedagogias e processo próprio de aprendizagens;
– Os prédios escolares deverão ser priorizados nas reivindicações para que se garantam as suas construções no Içana e Afluentes;
– Lutar pela criação de 4 Escolas de Ensino Médio junto com Governo do Estado do Amazonas inicializado no ano de 2013 a partir de V Encontro de Baniwa e Koripako;
– Lutar mais pela formação em áreas em que não se tenha ainda a especialidade como para Advogado, Contabilista, Engenheiro Florestal, Odontologo, Enfermeiro e Médico.
Economia Baniwa e Koripako
– Realizar encontro ou seminário sobre economia indígena Baniwa e Koripako a fim de aprofundar assuntos de geração de renda, produtos indígenas, receitas; discutir estratégias para consolidar a política e desenvolvimento da economia indígena;
– Retomar os trabalhos de produção e comercialização da cestaria de arumã;
– Ampliar e fortalecer a Rede de Casa da Pimenta Jiquitaia Baniwa no Içana e Afluentes;
– Fortalecer e promover os produtos do sistema agrícola Baniwa e Koripako Kaaly;
– Pesquisar para desenvolvimento de novos produtos a serem experimentados no mercado consumidor como “Wará”;
– Ampliar e diversificar os produtos indígenas como meio de promover renda nas comunidades aos homens e mulheres Baniwa e Koripako;
– Discutir pagamentos por serviços ambientais e outras formas de geração de renda;
– Lutar pela isenção de produtos indígenas junto ao Governo do Estado do Amazonas;
Saúde Indígena no Içana e Afluentes
– Valorizar e promover internamente a utilização da medicina tradicional e plantas medicinais;
– Apoiar e fortalecer os agentes de saúde indígena e Técnicos em Agentes Comunitários de Saúde Indígena;
– Lutar através de reivindicações a construções de Pólos Base de Camarão, Tunui Cachoeira, São Joaquim e Canadá do Rio Ayari;
– Lutar através de reivindicações a melhoria do serviço permanente de saúde indígena nas comunidades indígenas;
– As associações, escolas, agentes de saúde indígena e Técnicos em Agentes Comunitários de Saúde Indígena farão mensalmente um relatório a ser enviado para CABC e FOIRN sobre funcionamento dos Pólos Base e serviços de saúde indígenas prestados nas comunidades;
– As comunidades e associações não devem esperar somente de conselheiros locais e regionais para informar a CABC e FOIRN sobre a saúde indígena nas comunidades;
– A CABC e FOIRN encaminharão as reivindicações das comunidades, associações para conhecimento e providencia de autoridades da saúde indígena no Içana;
Infraestrutura, logística e tecnologia de informação e comunicação no Içana e Afluentes
– Discutir ou criar uma estrutura de organização da tecnologia de informação e comunicação implementando o meio de comunicação tradicional nas comunidades;
– As associações, escolas e ACIS junto com CABC encaminharão a necessidade de adquirir mais barcos para melhorar o transporte do Içana com Governo Municipal, do Estado e com Governo Federal.
– Lutar para equipar as escolas indígenas de ensino fundamental e médio com internet, biblioteca, videoteca e outros, junto com Governo Municipal, do Estado, Governo Federal e com projetos próprios.
– Lutar e cobrar da política publica a estruturação de transporte terrestre nos pontos estratégicos de difícil acesso (Tunui, Aracu Cachoeira-Matapi/Coracy Cachoeira);
– Organizar e melhorar o meio de comunicação nas comunidades e escolas para facilitar o acesso de informação para os comunitários.
Povos Baniwa e Koripako escolhem seus dirigentes no movimento indígena do Rio Negro no âmbito da FOIRN/CABC.
Esq à dir. Isaias Fontes, Juvêncio Cardoso, Dário Casimiro, Elton José e Plínio Marcos. Foto: Ray Benjamim/FOIRN
Após intensos debates sobre as pautas da Assembleia, no último dia, pela parte da tarde, foi realizado a composição das chapas para concorrer a diretoria da CABC e inscrição dos candidatos para concorrer a diretoria da FOIRN.
Para a eleição da nova diretoria da CABC apenas duas chapas se formaram e se apresentaram para concorrer. A chapa 1 – representado pelo Ronaldo Apolinário (ABRIC) e A chapa 2 – representado pelo Juvêncio da Silva Cardoso. Para diretoria da FOIRN apenas Isaias Fontes (atual diretor) e Pedro Malaquias se apresentaram como candidatos para concorrer a gestão nos próximos 4 anos.
O resultado a votação foi: chapa 1 – 34 votos, chapa 2 – 63 votos, Pedro Malaquias – 26 votos e Isaias Pereira Fontes – 70 votos.
Dessa forma a Gestão FOIRN/CABC para 2017-2020 ficou dessa forma
Isaias Pereira Fontes – Diretor FOIRN de referência à região do Içana e Afluentes.
Diretoria da Coordenadoria das Associações Baniwa e Koripako
Juvêncio da Silva Cardoso – Coordenador
Dário Casimiro – Vice Coordenador
Elton José da Silva – Secretário
Plínio Guilherme Marcos – Tesoureiro
Ciente dos desafios que irá enfrentar, o coordenador da CABC eleito resumiu o sentimento: “Coordenar as 10 associações de 93 aldeias Baniwa e Koripako, foi a missão conferida a mim para os próximos 4 anos, dentro movimento Indígena no Içana. Vários desafios pela frente, contarei com colaboração de todos os amigos e parceiros!”.
Cartas Públicas sobre a situação precária de estrutura física das escolas e inexistência dos serviços da Saúde Indígena nas comunidades Baniwa e Koripaco.
Lembrando que a diretoria eleita terá posse somente após a Assembleia Geral da FOIRN prevista para o mês de novembro deste ano. Onde, os candidatos eleitos para a diretoria da FOIRN das cinco regionais irão concorrer a presidência para a gestão 2017-2020.
A realização do evento só foi possível através do apoio e colaboração dos nossos parceiros e apoiadores como o Instituto Socioambiental, Fundação Nacional do Índio, Prefeitura Municipal, RFN, ERN, H3000 e Aliança pelo Clima.
* – Apenas o evento de comemoração de 20 anos da FOIRN foi realizado dentro de uma maloca em Assunção do Içana em 2007.