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  • 20ª Reunião do Comitê Gestor de Turismo de Base Comunitária no Rio Marié

    20ª Reunião do Comitê Gestor de Turismo de Base Comunitária no Rio Marié

    Lideranças indígenas de 15 comunidades membros das ACIBRN e instituições parceiras se reúnem para avaliar e planejar o projeto de turismo de base comunitária do rio Marié.

    A Associação das Comunidades Indígenas do Baixo Rio Negro (ACIBRN), realizou junto a FOIRN e a empresa Untamed Angling do Brasil (UAB) a Reunião do Comitê gestor de Turismo de Base Comunitária do Rio Marié, na comunidade na Tapurucuara Mirim nos dias 19 e 20 de maio de 2024.

    Assista o vídeo no Instagram da Foirn.

    Este evento reuniu lideranças indígenas de 15 comunidades membros das ACIBRN  e instituições parceiras  para avaliar e planejar o projeto, de turismo de base comunitária através da FOIRN, ACIBRN e UNTAMED ANGLING DO BRASIL – UAB.

    O encontro marcou o fim da primeira fase de um contrato de 10 anos e o início do planejamento para a temporada 2024/2025. A equipe refletiu sobre os desafios superados e as conquistas alcançadas ao longo dos anos, celebrando o progresso e delineando metas ambiciosas para o futuro.

    Durante a reunião foram pautados os assuntos de interesse dos membros da Associação:
    I) Prestação de contas da empresa parceira 2023/2024;
    II) Prestação de contas da FOIRN para as comunidades sobre os recursos de 2023/2024;
    III) Prestação de contas do coordenador da pesca e a operação.

    E além dos assuntos em pautas, foram feitas as apresentações da empresa sobre os avanços e impactos e a a apresentação da ACIBRN sobre os Planos de trabalho dos parceiros e novos projetos:


    -A UAB apresentou sobre os avanços e impacto social nos primeiros 10 anos;


    – Apresentação da ACIBRN sobre os trabalhos em andamentos avanços e desafios;


    -Plano de trabalho dos parceiros e novos projetos.

    A realização do comitê gestor nas comunidades indígenas é fundamental para a prestação de contas do projeto de pesca esportiva de base comunitária, bem como para a avaliação da temporada de pesca e das atividades de vigilância e monitoramento da região. Este comitê permite uma gestão transparente e participativa, envolvendo diretamente as comunidades locais na tomada de decisões.

    Através da prestação de contas, asseguramos que os recursos sejam utilizados de maneira eficiente e conforme os objetivos do projeto, promovendo a sustentabilidade e a preservação dos recursos naturais. Além disso, a avaliação contínua da temporada de pesca e das ações de vigilância e monitoramento possibilita ajustes necessários e o aprimoramento das práticas de manejo, garantindo a proteção dos ecossistemas e o bem-estar das comunidades envolvidas.

  • A VII Assembleia Regional Ordinária Eletiva da CAIBARNX é realizada na comunidade Jurutí sede da Coordenadoria

    A VII Assembleia Regional Ordinária Eletiva da CAIBARNX é realizada na comunidade Jurutí sede da Coordenadoria

    No primeiro dia da Assembleia, os delegados destacaram a avaliação e prestações de contas do diretor de referência e da coordenadoria regional durante a gestão de 2021 a 2024.

    Os dias 28, 29 e 30 de abril serão marcados por um evento de extrema importância para a comunidade indígena do Rio Negro. A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro estará completamente focada na realização da VII Assembleia Regional Ordinária Eletiva da Coordenadoria das Associações Indígenas do Balaio, Alto Rio Negro e Xié (CAIBARNX).

    Este evento de grande relevância acontece na comunidade de Juruti, que é a sede da coordenadoria, e tem como tema central “Movimento Indígena, Gestão e Sustentabilidade”.

    Durante esses três dias, líderes e representantes indígenas se reunirão para discutir questões fundamentais relacionadas à gestão e sustentabilidade do movimento indígena, buscando fortalecer e promover a preservação da cultura e dos direitos indígenas na região do Rio Negro e também a escolha por meio de eleição de novos lideres que representarão a região na gestão da Foirn a partir de julho/2024 a Junho de 2028.

    Com a chegada do diretor presidente da FOIRN, Marivelton Baré, em sua fala inicial, apresentou a sua comitiva de viagem que estiveram presentes no 20º Acampamento Terra Livre (ATL) em Brasília no período de 22 a 26 de abril e também esclareceu as dúvidas e polêmicas geradas na parte da manhã, no início da assembleia, em relação aos trabalhos em geral da federação e suas parcerias, tornando assim um grande avanço, limpando o CNPJ da instituição, que a partir de agora está pronta para receber recursos através de projetos.

    Além disso, a sua presença marcante no evento reforçou a importância da união entre instituições e a necessidade de fortalecer os laços de cooperação técnica para alcançar um desenvolvimento sustentável. Sua atuação proativa e transparente inspirou confiança entre os demais participantes, abrindo caminho para um futuro promissor para a Foirn e todos os envolvidos.

    Com essa postura firme e visionária, o diretor presidente colocou a federação em um novo patamar, preparando o terreno para conquistas significativas e duradouras. A trajetória de liderança e comprometimento demonstrada durante o evento certamente deixará um legado positivo, impulsionando o progresso e a valorização da região, beneficiando inúmeras associações filiadas à instituição. Este momento histórico reflete a capacidade de superação e determinação da Foirn, fortalecendo sua missão de promover o desenvolvimento sustentável e a preservação do meio ambiente, garantindo um futuro próspero e equitativo para todos.

    Na oportunidade o presidente informa a entrega de kits de energia solar e de internet, no qual incluirá sete conjuntos completos de energia solar, cada um composto por uma placa solar, uma bateria de 150amp, um inversor e um controlador. Além disso, também serão disponibilizados três conjuntos completos de internet via satélite Starlink. Este conjunto de equipamentos proporcionará uma solução abrangente e eficaz para atender às necessidades de energia e conectividade, garantindo uma operação confiável e eficiente na comunicação.

    A troca de experiências e a reflexão sobre os desafios e oportunidades que se apresentam serão elementos essenciais deste encontro, que visa contribuir para o avanço e fortalecimento das comunidades indígenas do Rio Negro.

    No primeiro dia da Assembleia, os delegados destacaram a avaliação e prestações de contas do diretor de referência e da coordenadoria regional durante a gestão de 2021 a 2024. Durante este evento significativo, os representantes enfatizaram a importância da transparência e responsabilidade na gestão, ressaltando o papel fundamental do diretor de referência e da coordenadoria regional.

    A prestação de contas minuciosa e a avaliação criteriosa da gestão proporcionam uma base sólida para o planejamento e progresso contínuo da organização. Estas discussões colocam em evidência o compromisso com a excelência e a eficácia administrativa, fundamentais para o avanço e desenvolvimento sustentável.

    É crucial reconhecer a importância da herança deixada pelas lideranças anteriores na implementação bem-sucedida dos projetos atuais. O legado de suas lutas e esforços não deve ser subestimado, pois moldou positivamente as bases sobre as quais a diretoria atual está construindo. A continuidade e o aprimoramento do trabalho iniciado por aqueles que estiveram à frente anteriormente são fundamentais para o progresso constante e a evolução das iniciativas em andamento.

    Representantes de Instituições presentes: ISA, FUNAI/CRNG e SEPROR/IDAM.

  • Lideranças indígenas do Rio Negro em um ato importante na luta pela demarcação e reconhecimento dos territórios indígenas

    Lideranças indígenas do Rio Negro em um ato importante na luta pela demarcação e reconhecimento dos territórios indígenas

    Presença das lideranças indígenas do Rio Negro na sede da Funai em Brasília para a assinatura do ato de constituição dos Grupos Técnicos é um marco importante na luta pela demarcação e reconhecimento dos territórios indígenas.

    Hoje (25/04) foi um momento significativo! A presença das lideranças indígenas do Rio Negro na sede da Funai em Brasília para a assinatura do ato de constituição dos Grupos Técnicos (GTs) é um marco importante na luta pela demarcação e reconhecimento dos territórios indígenas.

    O fato de que a última terra reivindicada está sendo constituída neste momento reflete o árduo trabalho e a dedicação das comunidades indígenas, bem como o compromisso das instituições envolvidas em garantir os direitos territoriais das populações tradicionais.

    É encorajador ver as lideranças indígenas, a coordenadora da Funai, o presidente da ASIBA e o Marivelton Baré, presidente da FOIRN unidos neste momento histórico. Com o ato da presidente da Funai Joenia Wapichana e aval do presidente Lula. Essa colaboração e engajamento são fundamentais para superar os desafios e alcançar progressos significativos na defesa dos direitos indígenas.

    Esperamos que a assinatura deste ato represente um passo importante rumo à demarcação e proteção efetiva dos territórios indígenas do Rio Negro, contribuindo para a preservação das culturas, modos de vida e biodiversidade dessas comunidades.

    A iniciativa da Funai em constituir um Grupo Técnico (GT) para realizar natureza antropológica é crucial para o processo de identificação e delimitação da Terra Indígena Baixo Rio Negro e Rio Caurés reivindicada por indígenas pertencentes às etnias Baré, Tukano, Baniwa, Macuxi, Tikuna, Arapaso, Pira-tapuia, entre outras, localizada no Município de Barcelos, no estado do Amazonas.

    Esses estudos abrangem diversas áreas, como antropologia, etno-história, sociologia, direito, cartografia e meio ambiente, refletindo a abordagem holística necessária para entender a relação das comunidades indígenas com seu território.

    A terra reivindicada por várias etnias, como Baré, Tukano, Baniwa, Macuxi, Tikuna, Arapaso, Pira-tapuia, entre outras, está localizada no Município de Barcelos, no estado do Amazonas. A realização desses estudos é fundamental para reconhecer os direitos territoriais das comunidades indígenas e garantir sua proteção e preservação, respeitando suas culturas, modos de vida e relação com o meio ambiente.

    Espera-se que o Grupo Técnico, por meio de uma abordagem colaborativa e participativa com as comunidades indígenas, possa produzir informações precisas e contextualizadas, contribuindo assim para o processo de demarcação territorial e para o fortalecimento dos direitos indígenas.

  • 19 de Abril! É eleito novo diretor da Foirn e de referência da região do Baixo Uaupés, Tiquié e Afluentes

    19 de Abril! É eleito novo diretor da Foirn e de referência da região do Baixo Uaupés, Tiquié e Afluentes

    Esta data marca um momento histórico para os Povos Indígenas do Rio Negro, além de ser uma data de reflexão e luta, as lideranças indígenas da região do baixo Uaupés, Tiquié e Afluentes elegem novos representantes para compor a diretoria da Foirn e os novos membros da Coordenadoria Regional Diawi’í.

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) realizou mais uma Assembleia Regional Ordinária Eletiva com sucesso, dessa vez foi no distrito de Pari Cachoeira, desde o dia 17 de abril as lideranças indígenas se reuniram para avaliar e planejar as ações dos próximos representantes institucionais eleitos nesta assembleia.

    O jovem Hélio Lopes Tukano com apenas 30 anos, atual articulador de Adolescentes e jovens da região da coordenadoria, foi eleito com 91 dos 158 votos válidos. Quatro candidatos disputam a vaga de diretor da Federação, ele é o mais jovem diretor da Foirn e de referência eleito na história da coordenadoria regional Diawi´í.

    “Agradeço a todos e todas sem distinguir a quem votou e não votou, estou muito feliz pela confiança e que junto como uma equipe que hoje foram eleitos membros da coordenadoria, vamos conduzir junto os trabalhos de nossa região, vamos continuar apoiando os projetos de base comunitária que já está em andamento no baixo rio Uaupés e as novas inciativas, agradeço imensamente aos participantes virtuais que acompanharam através da live no Youtube da foirn pelas mensagens recebidas, também agradecer a equipe de apoio da Foirn e principalmente o Nildo Fontes diretor vice – presidente e de referência da Diawi’í. ” Hélio Lopes Tukano.

    Ficando assim composto os novos representantes indígenas:

    Diretor de Referência: Hélio Lopes

    Coordenador Regional: Francelino Brandão

    Articulador do Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro (DAJIRN): Gabriel Lana Gonçalves

    Articuladora do Departamento das Mulheres Indígenas do Rio Negro (DMIRN): Luane Mendes de Lima

    Articulador do Departamento de Educação Escolar Indígena (DEEI): Antônio Marques Tenorio.

    Candidata a concorrer a coordenação Geral do DARJIN : Yepario Rayane Tenório  Pimentel

    Não foi e nunca será fácil a luta das lideranças indígenas pelos direitos sociais nas políticas públicas. Por isso é importante a união para o fortalecimento dos povos pela preservação da diversidade cultural e econômica.

    Para a FOIRN que é um órgão Não – governamental, que representa os 24 povos indígenas, o dia 19 de abril é mais uma data para reflexão e luta do que necessariamente de celebração, uma vez que há muito a se avançar nos direitos dos povos originários do Rio Negro. Lembrando que o órgão governamental parceiro e responsável pela proteção dos indígenas brasileiros é a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI).

    É também uma oportunidade de se pensar nos avanços que devem acontecer para que os direitos aos povos indígenas sejam integralmente garantidos.

    Essa data comemorativa foi criada, em 1943, durante a ditadura do Estado Novo. Seu surgimento se deu, em boa medida, pela pressão de Marechal Rondon, importante indigenista brasileiro. Ainda, a data foi criada por influência do Congresso Indigenista Interamericano que havia sido realizado no México em abril de 1940.

    O Dia dos Povos Indígenas é uma data celebrada no Brasil e tem como propósito celebrar a diversidade das histórias e das culturas dos povos indígenas brasileiros, combater preconceitos contra os indígenas, e estabelecer políticas públicas que garantam os direitos dos povos originários.

  • Parque Nacional do Pico da Neblina – YARIPO está com o Edital 002/2023 disponível

    No dia 25/09, o Instituto Chico Mendes de Conservação da
    Biodiversidade (ICMBio) abriu  processo de credenciamento para pessoas
    jurídicas interessadas na prestação de serviços de operação turística no
    Parque Nacional Pico da Neblina, localizado no Amazonas.

    O edital foi anunciado pelo presidente do ICMBio, Mauro Pires, durante abertura
    da 2ª Edição do Congresso Brasileiro de Trilhas. O credenciamento é para
    operadoras turísticas com experiência em ecoturismo e perfil de base
    comunitária.

    Equipe Yanomami de saída para a primeira expedição turística de 2023 ao
    Yaripo. Foto: Lana Rosa/ISA


    Yaripo, nome Yanomami para o Pico da Neblina, quer dizer “casa dos ventos”,
    sendo um local sagrado para o povo Yanomami. Após 7 anos de preparação
    das comunidades de Maturacá o projeto de ecoturismo Yanomami começou a
    receber visitantes e realizar expedições ao Yaripo em 2022. O projeto é uma
    realização das associações Yanomami AYRCA e AMYK, e tem como parceiros
    a FOIRN, o ISA, a FUNAI e o ICMBio.
    Devido a sobreposição da TIY e do PARNA Pico da Neblina as empresas
    interessadas em trabalhar junto com os Yanomami precisam passar pelo
    credenciamento realizado pelo ICMBio. Além da análise documental e de todas
    as comprovações exigidas pelo edital as empresas que forem aprovadas para
    a segunda fase do credenciamento vão passar também por um momento de
    avaliação junto as associações Yanomami. O credenciamento é para o período
    de 26 meses, com possibilidade de renovação e a atividade turística
    desenvolvida em parceria com os Yanomami segue a regulamentação da
    FUNAI para turismo em TI, além do plano de visitação com roteiro desenhado
    pela própria comunidade.

    Aldeia Ariabu e Serra Opota. Foto: Daniel Del Rei – @habitat.geo


    O Plano de Visitação Yaripo – Ecoturismo Yanomami assegura o protagonismo
    dos Yanomami na gestão do ecoturismo e, neste sentido, as operações
    turísticas autorizada contam com o envolvimento direto dos indígenas na
    prestação dos diferentes serviços previstos. Assim, as
    operadoras interessadas participam como parceiras, divulgando e realizando a
    venda dos pacotes, contribuindo na formação dos Yanomami para a atividade
    turística e promovendo o turismo de base comunitária junto com os indígenas.
    Os interessados em participar do processo de habilitação e credenciamento
    deverão atender às especificações constantes no edital, que está disponível
    em na página do ICMBio ( edital Parque Nacional Pico da Neblina). A primeira
    fase de envio de documentos e habilitação vai até o dia 06 de outubro.

    Acesse este Link para o edital

  • Encontro de Agentes Indígenas de Manejo Ambiental, fortalece novos integrantes com troca de conhecimentos e experiências

    Encontro de Agentes Indígenas de Manejo Ambiental, fortalece novos integrantes com troca de conhecimentos e experiências

    Entre os dias 24 e 28 de julho de 2023, a comunidade de Urubucuara, localizada na terra Indígena Alto Rio Negro, sediou o encontro regional dos Agentes Indígenas de Manejo Ambiental (AIMAS).

    O evento contou com participação dos agentes da Coordenadoria das Organizações Indígenas do Distrito de Iauaretê (COIDI) e da Coordenadoria das Associações Indígenas Balaio, Alto Rio Negro e Xié (CAIBARNX), total de  15 novos agentes da COIDI e 04 da CAIBARNX, ambos em seu primeiro ano de atividade, sendo do médio Waupés, Iauaretê, alto Papuri, Alto Waupés, além da importante participação dos AIMAs Hupda do rio Japu e Igarapé Cabarí.

    Portanto cerca de 75 pessoas de 12 etnias vindas de várias regiões. O encontro foi um processo de formação para a produção e coleta de dados para o monitoramento de suas pesquisas, tendo como foco central compreender o papel de um AIMA, que é o de agente comunitário, podendo ser adulto, jovem, homem e mulher, que atua no manejo ambiental e na Gestão Territorial e Ambiental.

    Durante os dias do evento, foram apresentadas iniciativas já realizadas juntamente com os AIMAs mais experientes da região da Coordenadoria das Organizações Indígenas do Tiquié, Baixo Waupés e Afluentes (DIAWI’I), que estiveram presentes para compartilhar sua experiência de pesquisa iniciada desde 2005, juntamente com o Instituto socioambiental (ISA) que acompanha essas pesquisas.

    Além das iniciativas já realizadas, o evento também proporcionou a apresentação de novas ideias e projetos relacionados à pesquisa socioambiental na região da DIAWI’I. Durante as palestras, foi possível perceber a importância da preservação da biodiversidade e da cultura local para garantir um desenvolvimento sustentável na região. Entre os temas abordados, destacam-se:

    • A importância da participação das comunidades locais na definição de projetos de pesquisa e de conservação ambiental;
    • O uso de tecnologias de mapeamento e monitoramento para avaliar o impacto das atividades humanas na região;
    • A necessidade de fortalecer as parcerias entre instituições de pesquisa, organizações governamentais e não-governamentais e comunidades locais para garantir a continuidade e eficácia das iniciativas socioambientais.

    Foi uma oportunidade única de aprendizado e troca de conhecimentos entre os participantes do evento, que saíram motivados a continuar trabalhando juntos em prol da preservação do meio ambiente e da valorização da cultura local.

    Os temas abordados na palestra são de extrema importância para a preservação da natureza e da cultura indígena. Algumas informações adicionais que podem ser relevantes para complementar o conteúdo são:

    • O Calendário Ecológico é uma ferramenta utilizada pelos povos indígenas para guiar suas atividades diárias de acordo com as mudanças na natureza. É baseado no conhecimento ancestral sobre os ciclos da vida, como o ciclo das plantas e dos animais.
    • O Sistema Agrícola indígena é uma forma de cultivo que respeita a biodiversidade local, utilizando técnicas tradicionais e evitando o uso de agrotóxicos.
    • O Manejo de Pesca é uma prática sustentável que busca preservar as espécies e os recursos naturais utilizados na pesca, evitando a sobrepesca e a degradação dos ecossistemas aquáticos.
    • O Mapeamento e Lugares Sagrados são ferramentas utilizadas pelos povos indígenas para identificar e proteger locais considerados sagrados, como cemitérios, nascentes, montanhas e rios.
    • A Proteção Ritual é uma prática que envolve o uso de cantos, danças e outras formas de expressão cultural para fortalecer a conexão dos indígenas com a natureza e seus antepassados.
    • A gestão de lixo é um desafio enfrentado pelos povos indígenas que buscam preservar o meio ambiente e garantir a saúde das comunidades. A palestra com o Engenheiro Sanitarista pode ter trazido informações valiosas sobre técnicas de coleta, tratamento e destinação adequada dos resíduos.
    • A experiência de vigilância de território com o senhor Evaldo Alencar pode ter abordado a importância da preservação dos territórios indígenas e do trabalho de monitoramento e proteção realizado pelas comunidades.

    À noite, houve rodas de conversa com os conhecedores tradicionais convidados pelos AIMAs de várias regiões, falando sobre a origem de cada povo do rio Waupés, um pouco de benzimento e proteção. Para eles, foi um momento de iniciativa para compartilhar seu saber tradicional com os mais jovens presentes, assimilando a importância de proteger o território pensando no esgotamento dos recursos naturais, garantindo a sobrevivência de suas próprias comunidades, preservando a riqueza ambiental para as gerações futuras.

    No final, foram destacados os avanços e desafios de trabalhar nas pesquisas, um momento muito importante para adquirir e compartilhar conhecimentos, além dos desafios logísticos enfrentados pelas comunidades longínquas, como cachoeiras, sol e chuva, mas que não medem esforços para participar dos encontros, pois todos têm objetivos a serem alcançados para o bem viver em suas comunidades.

    O evento foi realizado pela equipe da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) representada por Mª Hildete Araújo, articuladora institucional dos AIMAs, Janete Alves, diretora e de referência da COIDI em parceria com o Instituto socioambiental (ISA), Aloisio Cabalzar e Danilo Parra, contou com a participação de instituições convidadas como a FUNAI – CR/RNG, representada por Evaldo Marcio Alencar, DSEI ARN, representado por Luiz Brazão, Coordenador do DSEI-ARN, Johnatan Almeida, Engenheiro Sanitarista da SESANI, Miquelina Machado, assessora Indígena, Gislaine Velasques, secretária executiva do CONDISI e Bruno Marques.

  • REUNIÃO CONJUNTA INSTITUCIONAL| Foirn reúne instituições parceiras para pactuar e alinhar o plano anual de trabalho na área de abrangência do movimento indígena do Rio Negro.

    REUNIÃO CONJUNTA INSTITUCIONAL| Foirn reúne instituições parceiras para pactuar e alinhar o plano anual de trabalho na área de abrangência do movimento indígena do Rio Negro.

    Nesta quarta feira (10), a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), reuniu a Coordenação Regional do Rio Negro da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), Distrito Sanitário Especial Indígena do Alto Rio Negro (DSEI/ARN), Chefe da Unidade do Parque Nacional Pico da Neblina do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO) e Presidente do Conselho Distrital da Saúde Indígena (CONDISI) na casa do Saber (Maloca da Foirn).

    Foto: Joelson – DECOM/FOIRN

    A reunião também contou com a participação das presidentes da Associação dos Professores Indígenas do Alto Rio Negro (APIARN) e Conselho de Professores Indígenas do Alto Rio Negro (COPIARN)

    Foto: Joelson – DECOM/FOIRN

    Presidida por Marivelton Rodrigues Baré, diretor presidente da FOIRN, o qual iniciou a reunião e esclareceu sobre o objetivo desta reunião e a importância dessa pactuação do plano de trabalho conjunto que está prevista junto ao movimento indígena, para execução dos trabalhos para os próximos meses deste ano de 2023, e pactuar o acordo de Cooperação Técnica entre instituições presentes para funcionamento dos trabalhos na prática.

    Foto: Joelson – DECOM/FOIRN

    Dadá Baniwa ressaltou que é preciso ter esse trabalho de pactuação conjunto, com parceria institucional para que se efetive o plano anual das instituições que têm a mesma abrangencia de atuação.

    Foi apresentado o planejamento de cada instituição para discussão e ajuste em conjunto, desde a Gestão territorial, Quadro Técnico, Comunicação, controle social e os desafios e perspectivas para os trabalhos e alternativas em conjunto para o território do Rio Negro.

  • FOIRN REÚNE LIDERANÇAS INDÍGENAS PARA REPASSAR INFORMAÇÕES DO ACOMPANHAMENTO SOBRE O MPI E DA FUNAI, DSEI/SESAI DE SEU FUNCIONAMENTO E OCUPAÇÃO DE GESTÃO

    FOIRN REÚNE LIDERANÇAS INDÍGENAS PARA REPASSAR INFORMAÇÕES DO ACOMPANHAMENTO SOBRE O MPI E DA FUNAI, DSEI/SESAI DE SEU FUNCIONAMENTO E OCUPAÇÃO DE GESTÃO

    Mais de 200 participantes, dentre elas Lideranças Indígenas representantes democraticamente de suas bases se manifestam aos ataques ao movimento indígena nacional e do Rio Negro, na reunião de informes gerais relativos aos assuntos importantes de alinhamento sobre a estruturação do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), nomeações de novos coordenadores gestores da FUNAI, DSEI e SESAI ocorrido na última sexta feira dia 20, na casa do saber da FOIRN.

    Marivelton Rodrigues do povo Baré, diretor presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), conduziu a reunião virtualmente, iniciou informando sobre a estrutura do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), no qual o mesmo fez parte do GT de transição do governo eleito Lula. 

    “Essa proposta da criação do MPI é do presidente Lula anunciado durante o ATL – Acampamento Terra livre de Abril do ano passado (2022), o mesmo anunciou a criação do Ministério dos Povos Originários e reiterou durante a sua campanha e também quando eleito. Então é isso, para ficar bem claro que às vezes o pessoal diz que pediram a criação, mas não é isso. Foi pensando nos 305 povos que tem aqui no Brasil,  não só de uma determinada região” Disse Marivelton Baré. 

    Houve pessoas que trabalhou incansavelmente em toda a pauta para os povos indígenas no GT de transição do novo governo Lula, os outros que entraram no grupo depois, praticamente foram portariados mais não teve muita contribuição que ficaram como colaboradores, porque em nada contribuíram e nada fizeram também, pois todo o trabalho ficou mais centrado nesse grupo de assessores que contribuíram diretamente, assim como as organizações indigenistas parceiros que sempre trabalharam e tiveram uma luta com a gente nesse processo todo desde quase 522 anos. 

    Também o formato foi bem apresentado ao governo, e um compromisso também assumido com o movimento indígena é de que essas ocupações de cargos se dariam por indígenas que militam no movimento indígena e nas causas dos direitos dos povos indígenas desde sempre, não só agora pelo momento. Há também uma questão partidária que se soma junto nisso, mas essa é a vez do protagonismo indígena através do movimento indígena.

    A forma também de trazer a estrutura toda da fundação nacional que agora, mudou passou a se chamar Fundação nacional dos povos indígenas (funai). Ela traz tudo isso para o ministério, também vem com todas as suas atribuições, desde acompanhar e também coordenar os processos de demarcação, a promoção e dos direitos sociais também, tudo que competia antes ao Ministério da Justiça ela passou a fazer parte agora da estrutura do MPI. 

    Ministério dos Povos Indígenas – MPI 

    Sônia Bone de Sousa Silva Santos, conhecida como Sônia Guajajara, Terra Indígena Arariboia,  é uma líder indígena brasileira e política filiada ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). É formada em Letras e em Enfermagem, especialista em Educação especial pela Universidade Estadual do Maranhão. Recebeu em 2015 a Ordem do Mérito Cultural. Em 2022 foi considerada uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista Time

    A liderança indígena foi coordenadora executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e integrante do Conselho da Iniciativa Inter-religiosa pelas Florestas Tropicais do Brasil, iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

    Em 2022, Sônia integrou a equipe de transição do terceiro governo Lula e foi anunciada como a primeira ministra dos Povos Indígenas.

    Os primeiros meses serão mais para formação de equipes para organizar os trabalhos dessa nova estrutura. Apesar de que em alguns territórios ter casos críticos, como o caso do povo indígena Yanomami do estado de Roraima, que esta em vulnerabilidade desumana e desnutrição.

    Secretaria Especial de Saúde Indígena – SESAI

    Ricardo Weibe Tapeba , é ativista, advogado e líder de comunidade, o mesmo  assume a Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde. Tapeba faz parte da Federação dos Povos e Organizações Indígenas do Ceará (Fepoince) e, em 2016, foi eleito vereador do município de Caucaia, no estado cearense.

    Filho de liderança tradicional, Weibe Tapeba, acompanha desde cedo a luta dos pais pelos direitos dos povos indígenas: a mãe, uma agente de saúde, e o pai, um dos líderes da articulação dos povos indígenas do Nordeste.

    Além disso, no primeiro mandato, foi considerado um dos parlamentares mais atuantes por conta da apresentação de diversos projetos de lei e requerimentos. Por sua forte atuação em prol dos direitos humanos, meio ambiente e saúde, Weibe Tapeba é reconhecido e respeitado por diversas lideranças e movimentos indígenas no país.

    Foi vista uma necessidade desta secretaria continuar dentro da estrutura do Ministério da Saúde, mas também que fosse ocupado pela primeira vez na história por indígena. Deu-se todo esse processo de construção e proposição para o governo.

    Fundação Nacional do Índio – FUNAI

    Joenia Batista de Carvalho, do povo indígena Wapichana, é advogada, sendo a primeira mulher indígena a exercer a profissão no Brasil, e politica brasileira filiada a Rede Sustentabilidade, a primeira deputada Federal indígena do Brasil.

    A sua defesa como deputada são pelos Direitos dos povos Indígenas, Mulheres, Juventude, Direitos Sociais, Sustentabilidade das Comunidades Indígenas.

    Ela foi convidada pelo presidente Lula para assumir a presidência da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI).

    FUNAI (Coordenação Regional/local) e DSEI-ARN

    O movimento indígena tem a retomada de politicas públicas voltadas aos povos indígenas. Seguindo as orientações do mecanismo de indicações, que as pessoas que fossem assumir funções nas coordenações regionais e nos distritos tivessem o elo com o movimento, com a causa indígena e com as organizações que representa, onde não se trata apenas de um município ou uma calha de rio ou uma comunidade, mas que seja uma representatividade maior de todas as calhas de rios. E para o governo federal, quando olha para o alto Rio Negro, onde a FOIRN atua em toda a bacia do Rio Negro, no Rio Solimões é a organização que os representa, e assim sucessivamente para várias organizações federações de todo estado.

    No Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI/ARN), foi indicado o Luís Brasão, o mesmo defende a causa da saúde indígena, é militante do movimento, presidente do conselho distrital de saúde, técnico em enfermagem e foi diretor da Foirn.

    Para Funai, a coordenação regional do Rio Negro, foi indicado a  Maria do Rosário, mais conhecida como Dadá Baniwa, coordenadora geral do Departamento das Mulheres Indígenas do Rio Negro (DMIRN). E para as Coordenações Técnicas Locais (CTLs), está com definição de indicações para novos CTLs, que foram indicados por essas regiões em conversas com suas organizações, onde estão enviando esses documentos e repassado esse processo de tramitação.

    “A ordem é de desmilitarizar, que há muito tempo nada foi feito em prol dos povos indígenas, em algumas regiões ainda tem pessoas que defende e que continua, não é o nosso caso, porque nós temos que trabalhar por questões e melhoria da política indigenista, o indígena em nosso território por muito tempo está à mercê da própria sorte, e nós não somos estado brasileiro para poder fazer esse papel, é responsabilidade do governo fazer nas três esferas, seja ela municipal, estadual e federal. Por exemplo, Prefeito tem que cuidar do município, quem é governador tem que cuidar do Estado, não precisa haver competição, fazer cumprir seu papel também, pois cada segmento se dá nisso, não adianta querer atropelar o outro”. Afirma Marivelton Baré.

    “A Federação vem sendo atacada, de forma radicalizada por pessoas que nunca fizeram parte e não conhecem o movimento indígena, é hora de levar as coisas muito mais a sério, as mudanças e fortalecimento agora da atuação do governo junto às organizações do movimento indígena não-governamental, indigenistas e outras se dá exatamente pra tirar o país, as regiões desse buraco que foi feito pelo governo anterior. Temos a responsabilidade nesse novo momento agora, a gente poder organizar o nosso território.” Completa o diretor presidente da Federação.

    “Estou aqui para comemorar a nossa conquista, a nossa vitória. Fiz parte da luta e da criação do movimento indígena do Rio Negro, a fundação da FOIRN, todos nós sofremos junto com o falecido pai do vereador Ernani no distrito de Pari Cachoeira, no o início desse movimento até o presente momento, na época eu não me sentia preparado para assumir cargo no movimento. Fiz questão de vir para esta reunião, para apresentar o meu apoio na indicação ao sr. Luís Brasão para coordenação do Dsei. Estivemos juntos em Brasília em 2002, na criação dos 34 distritos, no qual eu era conselheiro distrital, fomos com o meu suplente José Maria Barreto, defender a medicina tradicional, até o presente momento eu não fui reconhecido, mas isso não me faz desanimar, estou aqui para somar juntos.”  Disse Domingos Brandão do povo Tukano – Liderança tradicional de Pari Cachoeira. 

    O vereador Hernani Vaz de Abreu do povo tukano, do PT, natural do Distrito de Parí Cachoeira, disse que o mesmo é herança da luta do movimento indígena, após os 36 anos, o movimento conseguiu realizar o sonho das lideranças antigas, um deles é comandar os cargos políticos da região de São Gabriel, na prefeitura e câmara de vereadores e secretários municipais.  

    “Hoje sou Vereador, herança dessa luta do movimento indígena, não tenho porque ser contra ou ser posição ao beneficio hoje conquistado pela luta do movimento indígena. Meu pai Sebastião Rocha de Abreu, ele fez parte dessa luta e principio do movimento indígena. E depois de 36 anos nós conseguimos realizar um grande sonho que há muito tempo esses nossos líderes antigos sonharam, antes desse sonho grande nós já conquistamos outros sonhos regionais, locais, municipais. Nossos pais sonhava que os educadores de nossos filhos fossem os próprios filhos a ensinar.”

    “… eu aceito o Luís criticar, eu aceito o Domingos Brandão criticar, os meus irmãos de Pari cachoeira, eu aceito outras lideranças que estão aqui de nossas bases criticarem porque vocês vivenciaram, vocês lutaram, vocês brigaram, agora eu não admito jamais alguém vem falar mal do nosso movimento que jamais lutou ou vivenciou isso. Não é o momento de estar brigando, é momento de nos unir  e nos fortalecer, essa é a oportunidade que o nosso presidente Lula está dando, esse espaço para nós, eu fico muito triste como o nosso parente. Nós da Câmara municipal os três vereadores do triangulo tukano estamos à disposição e parabenizar todos que lutaram para chegar a esse momento histórico.” Completa Vereador Ernani.

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) é representante legítima dos 23 povos indígenas do Rio Negro, 750 comunidades, 18 línguas indígenas faladas, 91 associações indígenas filiadas a Federação, que abrange os municípios de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira no estado do Amazonas, com 10 terras indígenas demarcadas e duas em processo de demarcação, tem o selo de reconhecimento de maior área úmida de importância nacional e internacional através da convenção Ramsar. É uma associação civil sem fins lucrativos reconhecidos como de utilidade pública pela lei 1831/1987, é uma Organização Não – Governamental (ONG) e uma das principais organizações do movimento indígena no Brasil, sendo referência mundial sobre a defesa dos povos indígenas na América Latina. 

    Informações para a imprensa: comunicacao@foirn.org.br

  • Oficina de mapeamento de iniciativas do Rio Negro

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    Participantes da Oficina de Mapeamento de Iniciativas do Rio Negro. Estiveram presentes as coordenadorias regionais, professores e gestores de escolas. O evento foi realizado pela parceria: FOIRN/ISA/FUNAI-CRRN

    Oficina de mapeamento de iniciativas do Rio Negro Com objetivo de reunir dados existentes sobre os povos do Rio Negro, a Oficina intitulada de “Oficina de Mapeamento de Iniciativas do Rio Negro, Articulação para propostas de Gestão dos Territórios Indígenas do Rio Negro”, foi realizado na Casa do Saber da FOIRN (Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro), entre os dias 10 a 12 de setembro.

    Discutir criticamente as informações a fim de criar dados confiáveis sobre a população indígena do Rio Negro, foi o foco da oficina, que contou com a participação de lideranças das cinco coordenadores regionais (CABC, CAIARNX, CAIMBRN, COIDI e COITUA), professores e gestores de escolas de Pari Cachoeira, Iauaretê e lideranças de associações, totalizando mais de 50 participantes.

    Em dois dias, recheados de exposições feitas pelo atores que trabalham com algum tipo de censo, como o DSEI no campo da saúde, SEMEC em educação, e dados o IBGE, e acompanhadas por debates, a oficina rendeu os primeiros resultados, até mesmo propostas iniciais de fichas de censo, elaborados por Gts que foram organizados por coordenadorias.

    Foram expostos experiências desse tipo de trabalho já em andamento pela equipe do município de Barcelos, que foi bastante elogiada pelos participantes e pela coordenação da oficina. Os debates foram feitas em torno de como se chegar a um censo que consiga ter a “qualidade e quantidade” juntas. Pois, segundo, alguns participantes, na maioria dos censos feitos na região não são bem “feitas” ou não são completas. “As coisas devem ter equilíbrio”- frisou o professor e Gestor da Escola de Pari Cachoeira, Protásio .

    Como fazer um censo que sirva de base para elaboração de um projeto de Gestão Territorial? “As exposições feitas são importantes para elaborarmos um modelo de censo que consiga reunir em um só lugar informações sociais, econômicos e populacionais, que poderão ser consultados por qualquer um que tiver necessidade e interesse”- explicou Domingos Barreto, Coordenador Regional da FUNAI-CRRN (Coordenação Regional do Rio Negro).

    A oficina conseguiu reunir dados importantes e experiências existentes na região para servirem de apoio para a elaboração de um modelo de ficha que será usado no censo que será feito, como sequência de atividade que está começando. A realização da próxima oficina sobre o tema, deve acontecer no final desse ano, ou no inicio do ano que vem, segundo os coordenadores da iniciativa.

    O objetivo maior é realizar um censo da situação “real” dos povos do Rio Negro, como os próprios participantes definiram. Que deverá acontecer, assim que for definido o modelo de censo que ainda será elaborado na próxima oficina. Agora é “que nem plantar uma semente no chão, temos que cuidar, pra ela poder nascer, crescer e dar frutos”- recomendou o Domingos, convidando a todos os participantes a dedicar aos trabalhos e continuar o que foi iniciado na oficina. A oficina foi uma realização da parceria FOIRN (Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro), ISA (Instituto Socioambiental) e FUNAI-CRRN.