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  • A celebração dos 20 anos do Departamento de Mulheres Indígenas apresenta proposta do livro “Mães do Dmirn, desafios e conquistas”

    A celebração dos 20 anos do Departamento de Mulheres Indígenas apresenta proposta do livro “Mães do Dmirn, desafios e conquistas”

    No último dia 27 de maio (sábado) foi realizada a apresentação da proposta do livro para todas as autoras e lideranças do Departamento de mulheres indígenas do Rio Negro (DMIRN).

    Livro escrito por Elizangela da Silva Costa Baré narra os desafios e conquistas de Mulheres Indígenas do Rio Negro. Todas as coordenadoras que contribuíram para o departamento político da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) participaram do projeto. O livro está sendo produzido em referência às duas últimas décadas, com o apoio do Observatório da Violência de Gênero no Amazonas e da Universidade Federal do Amazonas.

    O livro “Mães do Dmirn, desafios e conquistas” é um importante registro das lutas e vitórias das mulheres indígenas da região. Além de relatar as conquistas políticas alcançadas por meio da atuação da FOIRN, o livro também aborda questões relacionadas à violência de gênero e como as mulheres indígenas têm enfrentado esse problema.

    Algumas informações adicionais sobre o livro e a autora incluem:

    • Elizangela da Silva Costa baré é uma liderança indígena da região do Rio Negro e há anos tem atuado em defesa dos direitos das mulheres indígenas.
    • O projeto para a produção do livro contou com a participação de diversas mulheres coordenadoras do departamento político da FOIRN, que foram fundamentais para a construção da narrativa apresentada.
    • O livro tem o apoio do Observatório da Violência de Gênero no Amazonas e da Universidade Federal do Amazonas, que reconhecem a importância de dar voz e espaço para as mulheres indígenas contarem suas próprias histórias e experiências.

    Por meio dessa obra, Elizangela baré e as outras mulheres que contribuíram com o livro oferecem uma importante contribuição para o registro da história e da luta das mulheres indígenas no Brasil.

    Lideranças que atuaram no movimento indígena e na FOIRN antes da criação do DMIRN
    Maria Miquelina Barreto Machado, Etnia Tukano
    Rosimeire Teles, Etnia Arapaço
    Sandra Gomes Castro, Etnia Baré
    Regina Pedrina Aragão Sales, Etnia Tukano
    Rosilene Fonseca, Etnia Piratapuia, Diretora FOIRN
    Almerinda Ramos de Lima, Etnia Tariano
    Floriza Goes, Etnia Yanomami

    As Mães-Amaró do DMIRN
    Cecília Albuquerque, Piratapuia (2002-2004)
    Idária da Silva Barreto, Baré (2002-2004)
    Zilma Henrique Melgueiro (2005-2005)
    Cecília Albuquerque, Piratapuia (2005-2008)
    Gilda da Silva Barreto, Baré, (2005-2007), Vice-coordenadora
    Maria Lindalva Fontes Olimpio, Baniwa (2005-2008)
    Marilda Selma Florisbela Ferreira (2008-2009)
    Maria Lindalva Fontes Olimpio, Baniwa (2008-2010)
    Anair da Silva Sampaio, Tukano (2010-2013)
    Rosane Gonçalves Cruz, Piratapuia (2010-2013)
    Francineia Bitencourt Fontes, Baniwa (2014-2016)
    Rosilda Maria Cordeiro da Silva, Tukano (2014-2016)
    Elizangela da Silva Costa, Baré (2017-2020)
    Janete Figueiredo Alves, Dessana (2017-2020)
    Maria do Rosário Piloto Martins, Baniwa (2021-2022)
    Larissa Ye´Padiho Mota Duarte,Tukano (2021-2022)
    Glória de Braga Rabelo, Baré, (2021-2022)
    Belmira da Silva Melgueiro, Baré (2022)

    Nova organização do DMIRN 2023-2024
    Cleocimara Reis Gomes, Etnia Piratapuia (2023-2024), Coordenadora
    Belmira da Silva Melgueiro, CAIBARNIX, Baré (2023-2024), Articuladora
    Madalena Fontes Olímpio, NADZOERI, Baniwa (2023-2024), Articuladora
    Odimara Ferraz Maros, COIDI, Tukano (2023-2024), Articuladora
    Maria das Dores Azevedo Barbosa, DIAWI’I, Tariano, (2023-2024), Articuladora
    Cristine Victoria Campos, CAIBRIN, Tariano (2023-2024) – Articuladora

  • MULHERES INDÍGENAS DO RIO NEGRO| 08 de Março na maloca Foirn é realizado o Pré – lançamento do Site, uma das lutas e conquistas do departamento

    MULHERES INDÍGENAS DO RIO NEGRO| 08 de Março na maloca Foirn é realizado o Pré – lançamento do Site, uma das lutas e conquistas do departamento

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) através do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro (DMIRN) reuniu mais de 40 mulheres indígenas na Casa dos Saberes da Foirn no dia Dia Internacional da Mulher, dentre elas, estavam presentes as lideranças ex-coordenadoras, representantes de associações e outras organizações convidadas.  

    Durante o encontro foi apresentado o site do DMIRN, que está em construção em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA). As participantes ajudaram nos pequenos ajustes a serem feitos e foi ressaltado o histórico da luta e força, também sobre respeito e acesso aos direitos básicos, como a saúde, o protagonismo da mulher indígena na politica e a criação da frente parlamentar dos povos indígenas.

    A Enfermeira Laura Jakeline dos Santos Dantas, pautou sobre a saúde da mulher, com o alerta do alto índice de câncer do colo de útero registrado no município São Gabriel da Cachoeira e a  pouca procura no atendimento para a prevenção.

    A mesma disse que na Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA), estão tentando de todas as maneiras trabalhando em parceria junto com DSEI/ARN, e que contam com o apoio das lideranças para encorajar e incentivar as mulheres a deixar a vergonha de lado e procurar atendimento em qualquer uma das Unidades Básicas de Saúde (UBS).

    Ficou decidido que será encaminhada aos órgãos competentes uma carta pedindo o reforço na saúde da mulher e a presença constante de um médico ou médica ginecologista nos municípios de São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos.

    O evento estava sob a Coordenação de Cleocimara Reis Gomes do povo Piratapuya – Coordenadora Geral do Dmirn, junto a diretoria executiva da Foirn, representada por Janete Alves e os colaboradores de outros departamentos. As mulheres foram recepcionadas com um delicioso café regionalizado e encerrado com uma foto oficial. Todo o evento foi transmitido ao vivo pelo do Instagram @foirn.

  • FOIRN ELEGE NOVA ARTICULADORA DAS MULHERES INDÍGENAS DO MÉDIO E BAIXO RIO NEGRO

    FOIRN ELEGE NOVA ARTICULADORA DAS MULHERES INDÍGENAS DO MÉDIO E BAIXO RIO NEGRO

    Durante o I encontro de Mulheres Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro na comunidade Cartucho, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), elege a nova articuladora das Mulheres do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro para a Região da Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro (CAIMBRN), Cleocimara Reis Gomes do povo Piratapuia, foi eleita com 21 votos de 35 delegadas, atua como professora na comunidade Cartucho, membra da Associação das Comunidades Indígenas Ribeirinhas (ACIR), tem como formação e experiência cursos de Gestão de Projetos Indígenas-UFAM/COIAB, Fortalecendo a capacidade Indígena para conservação ambiental – ACTBrasil, Guarda -Parque Indígenas e Não Indígenas-ACTBrasil, Técnica em Floresta – CETAM, Formada em Licenciatura Indígena Política Educacionais e Desenvolvimento Sustentável- UFAM, Experiência como Professora desde 2012, Tesoureira da ACIR 2009 a 2012 e Presidente da ACIR 2014 a 2017.

    As candidatas que concorreram o cargo de articuladora, Gloria Rabelo, Cleocimara Reis gomes e Arleide Bety Reis da Silva. Foto: Rariton Horácio- Baré – Comunicador Indígena da Rede Wayuri.
    Cleocimara Reis gomes – Eleita Articuladora das Mulheres Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro. Foto: Rariton Horácio- Baré – Comunicador Indígena da Rede Wayuri.

    Cleocimara assumirá a função que estava a sua antecessora Glória de Braga Rabelo do povo Baré e atuará a partir do mês de setembro de 2022 a dezembro de 2024.

    As mulheres reunidas neste encontro receberam palestras sobre sensibilização de violência contra mulher onde foram esclarecidas teses sobre os tipos de violência, como física, psicológica, moral, patrimonial, sexual, a Dulce assessora do DMIRN/ISA cita que varias mulheres passam por esse ato de violência mais que não tem a coragem de denunciar o agressor. As delegadas tiveram a oportunidade de falar sobre a realidade de cada região que é uma grande fatalidade na sociedade.

    A liderança da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (ACIMRN) Jaqueline, que por sua vez também e membro do conselho tutelar do município de Santa Isabel do Rio Negro, explanou sobre os direitos que a mulher tem hoje e muita das vezes não são atendidas quando resolvem denunciar. Disse que como se as mulheres fossem sem valor moral na sociedade.

    Erica Vilela Yanomami, Presidente da AMYK. Foto: Rariton Horácio- Baré – Comunicador Indígena da Rede Wayuri.

    Erica Vilela Yanomami, Presidente da AMYK, relatou que na sua região ainda e praticado atos de violência sexual bastante constrangedor, que faz as mulheres do povo Yanomami sentir-se traumatizada, sem valor moral para os homens, onde ela cita que ela é uma guerreira que sempre vai lutar pelos seus direitos e faz reivindicações de seus direitos para seu povo.

    Maria do Rosário do povo Baniwa, coordenadora do Departamento de Mulheres indígenas do Rio Negro (DMIRN), apresenta a realidade do funcionamento e faz uma proposta de implementação de uma rede entre as mulheres.

    Sheine Diana articuladora Departamento de Adolescentes e Jovens do Rio Negro (DAJIRN). Apresenta a estrutura composta pelo pelos articuladores representando as cinco regiões.