Tag: Mulheres Indígenas

  • Semana do Clima em Nova Iorque: Iniciativas da FOIRN e Manejo Ambiental

    Semana do Clima em Nova Iorque: Iniciativas da FOIRN e Manejo Ambiental


    Semana do Clima de Nova Iorque 2024, discussões sobre Governança Indígena e Sustentabilidade na Amazônia

    A Semana do Clima de Nova Iorque de 2024 foi um palco significativo para a discussão de questões climáticas e de biodiversidade, com uma participação notável da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), representada pela diretora vice presidente, Janete Alves do povo Desana e outros representantes indígenas.


    “O objetivo principal foi falar das iniciativas da FOIRN no Projeto For Eco que é Programa de economia florestal, uma iniciativa de sociobiociência para e por povos indígenas e comunidades locais onde pude falar da atuação da FOIRN dando apoio e acompanhando as iniciativas das associações e valorizando a cultura, o sistema agrícola tradicional onde temos nossa segurança alimentar. As iniciativas buscam também sempre incentivar o Manejo ambiental, pois a floresta é vida para os povos indígenas. Ressaltei também sobre a emergência climática que estamos sendo afetados e precisamos de apoio para buscar estratégias de adaptação a essa situação que o Brasil enfrenta. Pude também participar nos debates sobre o Mercado de Carbono, onde Rio Negro está sentindo dificuldade, mas também sempre buscando informações para poder repassar sobre o que e REDD+, como podemos fazer, como podemos entender melhor, para que futuramente não possamos sofrer as consequências negativas, principalmente às comunidades de difícil acesso e comunidades da fronteira. Então ressaltamos que antes de tudo as empresas interessadas precisam respeitar nossos direitos, buscando diálogo, cumprindo o Protocolo de Consulta. Porque precisamos entender melhor de como será e como funcionará. Precisamos sim acessar políticas públicas, mas de qualquer jeito não”. Afirmou Janete Alves – Diretora Vice Presidente da FOIRN.

    Durante o evento, diversos painéis abordaram temas importantes, desde modelos de governança e financiamento liderados por povos indígenas até a integridade dos mercados de carbono e os direitos indígenas dentro desses mercados.

    No primeiro painel, a RFN destacou a importância da ação local para gerar um impacto global, enfatizando como as práticas de governança e os modelos de financiamento indígenas podem ser fundamentais na luta contra as crises climáticas e de biodiversidade.

    A representação da Amazônia Brasileira por Ângela Kaxiuyana trouxe à tona as iniciativas do Fundo Podaali, um exemplo de autogestão indígena que visa apoiar projetos sustentáveis e fortalecer as comunidades locais.

    O segundo painel da RFN abordou a integridade social nos mercados de carbono, com Francisca Arara do Acre apresentando as iniciativas do estado para melhorar o acesso ao mercado de carbono. No entanto, ela expressou preocupações sobre a falta de consulta às comunidades indígenas, ressaltando a necessidade de respeitar os direitos indígenas em todos os processos.

    O terceiro painel, co-organizado pela RFN e Nia Tero, focou no mercado de carbono e nos direitos indígenas, discutindo como as terras indígenas estão sendo visadas por empresas privadas e a importância de envolver os povos indígenas na construção de projetos relacionados ao crédito de carbono.

    Finalmente, o debate sobre o projeto ForEco da FOIRN ilustrou como a marca Wariró está sendo desenvolvida para promover o empoderamento feminino e o desenvolvimento de produtos agrícolas, artesanato e ecoturismo, contribuindo para a economia indígena sustentável.

    Essas discussões na Semana do Clima de Nova Iorque destacam a crescente consciência sobre a importância dos povos indígenas e comunidades locais no enfrentamento das mudanças climáticas e na conservação da biodiversidade. As experiências compartilhadas e as preocupações levantadas reforçam a necessidade de uma colaboração mais estreita entre governos, setor privado e comunidades indígenas, garantindo que suas vozes sejam ouvidas e seus direitos respeitados na busca por soluções sustentáveis.


    Participação de organizações indígenas e indigenista:
    Igor – RFN; Keila – AMIM; Janete Alves – FOIRN; Jawaruwa Wajãpi – APIMA; Júlio – CNS e Talita – RCA

  • História de Resistência e Resiliência: II Encontro da Rede Aruak em Campinas do Rio Xié

    História de Resistência e Resiliência: II Encontro da Rede Aruak em Campinas do Rio Xié

    Entre os dias 23 e 25 de agosto de 2024, a comunidade Campinas do rio Xié foi palco de um evento significativo para os povos indígenas da região do Alto Rio Negro: o II Encontro da Rede Aruak.

    Este encontro histórico, realizado pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) e as duas coordenadorias:  Coordenadoria das Associações Indígenas do Balaio, Alto Rio Negro e Xié (CAIBARNX) e a Coordenadoria das Associações Baniwa e Koripaco (NADZOERI), Terra Indígena Alto Rio Negro, reuniu aproximadamente 250 participantes dos povos Baré, Warekena, Baniwa, Koripako e Tariano, além de representantes dos povos Tukano e Dessano.

    O encontro teve como foco principal o fortalecimento político, a organização social e o desenvolvimento socioeconômico dos povos da família linguística Aruak. Através de diálogos, debates e intercâmbio de experiências, os participantes buscaram promover o bem viver em seus territórios, resgatando e valorizando suas práticas socioculturais.

    A importância deste encontro está na história de resistência e resiliência desses povos. Desde a chegada dos primeiros invasores no século XVII, que alteraram profundamente a organização política e a governança indígena, os povos do Alto Rio Negro enfrentaram séculos de desarticulação e isolamento. Foi apenas no final do século XX que, unidos aos demais povos nativos da região, começaram a se mobilizar novamente em defesa de seus direitos coletivos e territoriais.

    Hoje, esses povos estão organizados em diversas associações comunitárias e coordenadorias regionais, como a CAIBARNX e a NADZOERI. O II Encontro da Rede Aruak não apenas celebrou essa organização, mas também delineou os próximos passos para o contínuo fortalecimento de suas comunidades.

    Com o apoio de instituições como a FUNAI CR RNG, ISA e PORTICUS, o encontro foi um momento de união e planejamento para o futuro dos povos Aruak e suas gerações vindouras.

    A realização do evento pela CAIBARNX e a NADZOERI como uma das coordenadorias regionais da FOIRN simboliza um passo adiante na jornada desses povos em busca de autonomia, reconhecimento e sustentabilidade.

    O próximo encontro já tem data marcada: julho de 2025, em Assunção do Içana, com o tema central “Mudança Climática”. 🌿

    Realização: Coordenadoria CAIBARNX e NADZOERI – FOIRN

    Apoio: FUNAI, ISA e PORTICUS

  • FOIRN e Embaixada Real da Noruega: Parceria pelo Desenvolvimento Sustentável no Rio Negro

    FOIRN e Embaixada Real da Noruega: Parceria pelo Desenvolvimento Sustentável no Rio Negro

    A FOIRN representa e defende os direitos de 24 povos indígenas, 92 associações de base filiadas e está comemorando uma parceria de longa data com a Embaixada Real da Noruega.

    Na tarde desta terça-feira, 20 de agosto de 2024, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) recebeu representantes da Embaixada Real da Noruega, na sala de reunião Isaias Pereira Fontes, em sua sede principal, para um encontro significativo que se estenderá até o dia 23 deste mês.

    Esta colaboração, que já dura mais de 13 anos, tem sido fundamental para o desenvolvimento sustentável e o fortalecimento institucional das coordenadorias e associações indígenas da região.

    O encontro tem como objetivo avaliar e construir uma nova proposta de projeto trienal que continuará a apoiar o fortalecimento institucional da FOIRN e suas coordenadorias regionais.

    Esse encontro conta a presença e participação da nova diretoria da FOIRN, eleita e empossada no início de agosto, juntamente com a ilustre presença da liderança indígena Marivelton Rodrigues Baré, ex-presidente da Federação por três mandatos consecutivo, sendo um como diretor executivo e dois como presidente, os coordenadores regionais e de departamentos políticos e técnicos, participarão da reunião.

    O compromisso da Noruega com o desenvolvimento sustentável e a proteção ambiental é evidente em suas ações e na missão de sua embaixada em Brasília.

    A continuidade dessa parceria é essencial para o progresso contínuo e o empoderamento das associações indígenas do Rio Negro. Com a construção da nova proposta de projeto trienal, espera-se que a FOIRN e a Embaixada Real da Noruega através do novo Programa Norueguês para Povos Indígenas, possam expandir ainda mais seu impacto positivo na região, promovendo a sustentabilidade, autonomia, governança e gestão territorial.

    A reunião entre a FOIRN e a Embaixada Real da Noruega é um momento inspirador do poder da colaboração e do compromisso mútuo para com o desenvolvimento sustentável e a justiça social. É um testemunho do respeito e do apoio contínuo aos direitos e à cultura dos povos indígenas, e um sinal de esperança para o futuro do Rio Negro e de seus habitantes.

  • A Mobilização das Mulheres Indígenas de Iauaretê: Fortalecimento e Luta pelos Direitos

    A Mobilização das Mulheres Indígenas de Iauaretê: Fortalecimento e Luta pelos Direitos

    A semana de mobilização das mulheres destaca a Força e a Resiliência das Mulheres Indígenas de Iauaretê que também reuniu membros das comunidades locais.

    A assembleia extraordinária realizada no dia 8 de agosto foi um momento importante para a Associação das Mulheres Indígenas de Iauaretê (AMIDI), onde se discutiu e aprovou atualizações no estatuto da associação. Essas mudanças visam fortalecer a estrutura organizacional, garantindo uma participação mais ativa e protagonismo das mulheres indígenas nos projetos e ações desenvolvidos pela associação.

    As discussões em torno da atualização do Estatuto Social focaram em questões essenciais para o crescimento da associação e para a promoção de iniciativas que reforcem as atividades já em andamento, como a defesa dos direitos das mulheres e a geração de renda. Estas são etapas fundamentais para assegurar que as mulheres indígenas não apenas sobrevivam, mas prosperem, mantendo suas tradições e contribuindo para o desenvolvimento sustentável de suas comunidades.

    A XI Assembleia Geral Ordinária Eletiva da AMIDI, ocorrida no dia seguinte, 9 de agosto, teve como objetivo eleger a nova diretoria para um mandato de quatro anos. A presença e participação tanto de mulheres quanto de homens ressaltou a importância da AMIDI na superação dos desafios enfrentados pelas mulheres indígenas da região. Com a nova diretoria no comando, a AMIDI está pronta para continuar sua jornada na defesa dos direitos das mulheres indígenas e na promoção de práticas sustentáveis que honrem a cultura local e o artesanato.

    A presença da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) foi significativa, com a participação e presença da diretora de referência da região da COIDI, a vice-presidente Janete Alves, os técnicos dos diversos departamentos como membros de setores como a gerente da casa Wariró, Gerente Administrativa/financeira e Assistente de monitoramento do Fundo Indígena do Rio Negro, Secretaria das Associações, Departamento da Juventude e Departamento Jurídico. 

    A colaboração entre a AMIDI e a FOIRN, bem como a representação da FUNAI – CR Rio Negro (através do Coordenador Técnico Local), demonstra uma união de esforços que é fundamental para o avanço dos direitos indígenas e para o fortalecimento da autonomia das comunidades.

    Este evento é um exemplo inspirador do poder da organização coletiva e da importância da liderança feminina indígena. Ele destaca a necessidade contínua de apoiar as mulheres indígenas em suas lutas por direitos e reconhecimento, e serve como um chamado à ação para todos aqueles comprometidos com a justiça social e a sustentabilidade. A semana de mobilização em Iauaretê é um lembrete de que, quando as mulheres se unem, mudanças significativas são possíveis.

    Membros da nova Diretoria da AMIDI:

    Maria das Dores Camargo – Presidente

    Sonia Ferreira – Vice-presidente

    Katiane de Lima – Secretária

    Suplente: Lídia de Lima 

    Imaculada Moreira Dias – Tesoureira

    Suplente: Rosália Izanete

    Conselheiras:

    Cláudia Camargo

    Ilza Rodrigues

    Zenilda Ferreira

  • A FOIRN celebra posse da nova diretoria para a gestão 2024-2028

    A FOIRN celebra posse da nova diretoria para a gestão 2024-2028

    Aliança e o Fortalecimento do movimento indígena do Rio Negro é marcado com a presença de lideranças fundadoras desta organização e dos parceiros institucionais

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) celebrou um marco significativo em sua história com a posse da nova diretoria para a gestão 2024-2028. A cerimônia, realizada no auditório do Instituto Federal do Amazonas (IFAM), foi um evento vibrante que reuniu lideranças indígenas de várias gerações, desde os fundadores até os atuais líderes que têm se dedicado incansavelmente à defesa dos povos indígenas do Rio Negro.

    A FOIRN tem sido uma voz ativa na luta pelos direitos indígenas, promovendo o desenvolvimento sustentável e a preservação cultural dos 24 povos indígenas e das mais de 750 comunidades que representa na região do Rio Negro. Esta região, conhecida por sua biodiversidade e importância ecológica, é também uma das áreas mais preservadas da Amazônia brasileira, localizada na tríplice fronteira com a Venezuela e a Colômbia.

    A cerimônia de posse foi um reflexo da rica tapeçaria cultural dos povos do Rio Negro, com apresentações de danças tradicionais que trouxeram vida e cor ao evento. Um dos momentos mais emblemáticos foi a entrada de artefatos indígenas, como o cocar e a tiara, que simbolizam a transferência de responsabilidade e liderança. A dança Carriçú, em particular, foi uma expressão poderosa da identidade e do espírito comunitário desses povos.

    A nova diretoria é liderada por Dario Baniwa como diretor-presidente, acompanhado por Janete Alves Dessana como diretora vice-presidente, e outros três membros da diretoria Carlos Neri Piratapuya, Hélio Gessem Tukano e Edson Gomes Baré, que foram eleitos durante uma assembleia ordinária da FOIRN, com a participação ativa de lideranças da região. A transição de liderança foi marcada pela colocação do cocar no novo presidente, um gesto simbólico realizado pelo ex-diretor presidente Marivelton Baré, que liderou a instituição por dois mandatos consecutivos como presidente e um mandato como diretor executivo.

    A presença de representantes de instituições parceiras e a participação de coordenadores e articuladores regionais recém-empossados destacam a importância da colaboração e do apoio mútuo entre diferentes organizações e o movimento indígena.

    A aliança entre a FOIRN e a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) foi reafirmada, com um chamado para a união e o fortalecimento do movimento indígena frente aos desafios políticos e ambientais atuais.

    Dadá Baniwa, a primeira mulher indígena a assumir a coordenação regional da FUNAI no Rio Negro, realizou uma homenagem significativa através da entrega de um artesanato representado por uma arara, um símbolo poderoso da diversidade cultural da região. Este gesto foi um reconhecimento do trabalho incansável de Marivelton Baré na defesa e promoção dos direitos dos povos originários, refletindo o respeito e a gratidão pelas suas contribuições valiosas.

    Este evento não apenas celebra a continuidade da liderança e do ativismo indígena, mas também reforça o compromisso com a defesa dos direitos dos povos originários e a preservação de suas terras e culturas. A cerimônia de posse da FOIRN é um lembrete inspirador da resiliência e da riqueza cultural dos povos indígenas do Rio Negro, e um testemunho do seu papel vital na conservação da Amazônia para as futuras gerações.

    Marivelton Baré, em seu papel de liderança, ressaltou a necessidade vital de proteger os direitos dos povos indígenas do Rio Negro. Ele enfatiza a importância de serem consultados previamente sobre projetos que possam impactar suas terras e modos de vida, conforme estabelecido pela Convenção 169 da OIT. Através de um protocolo de consulta, busca-se garantir que todas as vozes sejam ouvidas e que os direitos coletivos e a diversidade cultural sejam respeitados e preservados e firmou o compromisso no apoio a nova diretoria como liderança.

    Dario Baniwa, em seu momento de pronunciamento, expressou sua gratidão de forma tocante: “Neste momento solene, eu agradeço ao meu povo Baniwa, Koripako e os demais que compõe os 24 povos indígenas que constituem esta federação – muito obrigado!”

    “Agradeço aos delegados da assembleia que confiaram aqui em nós das nossas regiões, as lideranças históricas o meu respeito, nesta oportunidade pedindo apoio para continuar a luta dos 24 povos indígenas por meio desta federação, agradecer aos colegas aqui membro desta diretoria entrante com desafios nos próximos 4 anos. Por fim, convido a todos (as) a nos acompanhar, cooperar conosco nestes desafios nos próximos anos reconstruindo o nosso bem viver e sustentabilidade.”

    Destacamos que durante o discurso de Dário Baniwa, ele lembrou da Articulação política e dar visibilidade a promoção ao reconhecimento das áreas em processo de demarcação no município de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira, direitos aos territórios e incidência no Poder Judiciário que visem à efetivação dos direitos territoriais;
    A governança e gestão territorial são essenciais para proteção e bem viver dos povos indígenas e por isso mesmo, devem ser fortalecidas e pactuadas pelo movimento indígena, sociedade civil e instituições não governamentais e instituições governamentais a fim de se custear a implementação dos Planos de Gestão territoriais e ambientais das terras indígenas, fazer respeitar ao protocolo de consulta, a fim de garantir a proteção territorial, infraestrutura, banco de dados e indígenas no mapa de respeito; O fortalecimento da rede de associações indígenas do Rio Negro é fundamental para essa governança e gestão territorial e ambiental de nossas terras indígenas. As parcerias e realizar formação de seus integrantes e equipes é a garantia de floresta em pé, segurança alimentar, valorização de conhecimentos tradicionais por meio de tecnologias ancestrais e manejos dos mundos de nossas vidas; Hoje não vivemos mais somente de nossas culturas, de nossos conhecimentos milenares. Neste contexto é muito importante considerarmos e valorizar também os conhecimentos interculturais, produzindo inovações e com criatividades fazer a proteção da diversidade socioambiental da Amazônia. E uma coisa prática de forma de grande impacto precisamos dar prioridade na articulação da criação e implantação do Instituto do Conhecimento Indígena e Pesquisa do Rio negro – ICIPRN, pronto desde ano de 2014 que fortalecer a cadeia produtiva de sociobioeconomia indígena e economia indígena, além da formação técnica e científica dos indígenas. Não podemos deixar de fomentar a equidade de gênero e geracional, auto cuidado, combate as violências, promoção da saúde emocional e melhores condições para o exercício do trabalho em rede de cooperação tendo em vistas a incidência política e garantia dos direitos indígenas e coletivos; Nacional e internacionalmente devemos promover e pautar os seguintes: Bem viver dos povos indígenas contra racismo-violências que sofrem os povos indígenas; Combate a Mudança Climática procurando entender e trazer projetos de credito de carbono e REDD+, Pagamentos por Serviços Ambientais que mantem a floresta em pé; Bem viver e valorização de Ciências e Tecnologias Ancestrais, fundamentais para sustentabilidade e longevidade da humanidade e da terra;

    Janete Alves, a diretora vice-presidente e única mulher na diretoria, expressou sua profunda gratidão aos familiares, à sua equipe de coordenação e às associações de base pelo apoio contínuo. Sua reeleição como referência de sua coordenação COIDI é um testemunho de sua dedicação e resiliência, destacando a importância da representação feminina em posições de liderança e a força necessária para superar os desafios em um ambiente predominantemente masculino.

    O demais diretores Carlos Neri, Hélio Gessem e Edson Gomes apresentaram que dedicação e o compromisso com o movimento indígena do Rio Negro são inspiradores. Eles não apenas reconhecem o apoio de suas famílias e das coordenadorias regionais, mas também reafirmam seu compromisso com a instituição. Essa atitude reflete uma profunda responsabilidade e um desejo genuíno de contribuir para o avanço e o bem-estar das associações indígenas representadas pela FOIRN.

    Os fundadores da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) são figuras emblemáticas que representam a luta e a resistência dos povos indígenas da região do Rio Negro. Em 1987, durante um período de intensa reivindicação pelos direitos indígenas no Brasil, a FOIRN foi estabelecida como uma resposta às ameaças de garimpo ilegal, extração de recursos naturais e exploração do trabalho indígena. Os fundadores da FOIRN se uniram sob o lema “Terra e Cultura”, com o objetivo de defender o território e valorizar a cultura dos povos que habitam a região há pelo menos 3 mil anos.

    A organização nasceu em um contexto de redemocratização do Brasil, quando o país estava redigindo sua nova Constituição. Os direitos originários dos povos indígenas precisavam ser assegurados, o que culminou na inclusão do artigo 231 na Constituição Federal, garantindo o reconhecimento das terras tradicionalmente ocupadas pelos indígenas. Os fundadores da FOIRN, portanto, desempenharam um papel importante na luta pelos direitos indígenas durante um momento histórico significativo para o país.

    Entre os fundadores, destaca-se Gersem Baniwa, que dirigiu o documentário “O caminho de Amália”, e que é reconhecido por seu trabalho na educação e na luta pelos direitos indígenas. A história da FOIRN é marcada por essas personalidades que, com suas visões e esforços, contribuíram para a preservação da identidade cultural e dos direitos dos povos indígenas do Rio Negro. A organização continua a ser uma referência mundial na defesa dos povos indígenas, representando uma aliança de cerca de 24 povos indígenas e 18 línguas faladas na região do Rio Negro.

  • A Foirn reúne instituições para o reitor anunciar a construção do Campi da UFAM em São Gabriel da Cachoeira – AM

    A Foirn reúne instituições para o reitor anunciar a construção do Campi da UFAM em São Gabriel da Cachoeira – AM

    A luta pela construção já dura mais de 32 anos e a presença da comitiva do Reitor da UFAM demonstra o compromisso da universidade com as lideranças e povos indígenas do Rio Negro.

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) realizou uma reunião significativa com representantes de diversas instituições, tanto governamentais quanto não governamentais, para anunciar um marco importante: a construção do Campi da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) em São Gabriel da Cachoeira. Esse evento histórico ocorreu no dia 08/07, na sala de reuniões Isaias Pereira Fontes, localizada na sede 01 da FOIRN.

    Foto: DECOM/FOIRN

    Essa conquista representa mais de 32 anos de luta das lideranças indígenas da região, que muito reivindicavam um espaço dedicado ao ensino superior que fosse acessível e inclusivo, alinhado às necessidades e particularidades locais. A maloca (Casa do Saber) da FOIRN tem sido um ponto central nessa demanda, servindo como um espaço onde essas aspirações foram moldadas e fortalecidas.

    Para Dário Casimiro Baniwa – diretor da Foirn e eleito presidente para a próxima gestão, foi um momento muito importante e enfatizou que a FOIRN está comprometida em estabelecer diálogos construtivos no processo de desenvolvimento local, como tem feito ao longo de muitos anos. Essa abordagem inclusiva tem sido representada por diversas lideranças em vida, cujo legado e contribuições continuam a iluminar o caminho das novas gerações. E agora, a responsabilidade desta luta passa para as novas lideranças que, atualmente, estão comprometidas em representar e fortalecer as instituições em prol do bem-estar da comunidade.

    “Esta é uma reunião importante com a UFAM, onde a FOIRN está de portas abertas para continuar com os diálogos. A pauta que vamos discutir é uma luta que vem há muitos anos e que é muito importante para a população indígena do Rio Negro. Os desafios enfrentados pelos povos indígena têm sido persistentes, e estamos comprometidos em encontrar soluções para garantir a preservação da cultura e dos direitos desses povos sem precisar sair do território para formação acadêmica.” Diretor Dário Baniwa.

    Sylvio Puga – O reitor da UFAM saudou a todos os presentes e contou um pouco da história da universidade em São Gabriel da Cachoeira desde 1989, com a luta incansável e persistente do mestre Paulo Monte, que conseguiu mobilizar a primeira turma de filosofia com a formação em 1994. Durante esses anos, a universidade passou por inúmeras transformações e desafios, mas sempre manteve o compromisso com a excelência acadêmica e a contribuição para o desenvolvimento da região. A visão e dedicação de líderes como o mestre Paulo Monte deixaram um legado duradouro que continua a inspirar gerações de estudantes e educadores na região.

    E atualmente, o governo oferece o Programa Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor), que é uma ação da CAPES que visa contribuir para a adequação da formação inicial dos professores em serviço na rede pública de educação básica, por meio da oferta de cursos de licenciatura correspondentes à área em que atuam.

    A presença marcante da comitiva do Reitor da UFAM sublinha o compromisso da universidade em estabelecer laços estreitos com as lideranças e representantes indígenas. O fato de o encontro ter sido realizado presencialmente na sede da FOIRN destaca a importância atribuída a essas discussões e ao envolvimento das comunidades indígenas no processo de decisão.

    Destacamos que o modelo de construção vertical e mediante a autorização ambiental, representa uma abordagem inovadora que busca conciliar o desenvolvimento urbano com a preservação do meio ambiente. A professora Iraildes Caldas enfatizou que essa vinda é para institucionalizar seguindo os passos, primeiramente com o estudo de solo, feito por engenheiro e seguindo pela licença ambiental, demonstrando um comprometimento significativo com os procedimentos técnicos e legais para assegurar a sustentabilidade do local.

    Os demais representantes das instituições presentes deixaram claro a parceria nesta contribuição, com um só objetivo: a formação do povo do Rio Negro. Os representantes destacaram a relevância de ações conjuntas entre as instituições para superar desafios e promover oportunidades de crescimento para a comunidade local, reafirmando o compromisso social das entidades envolvidas. A parceria estabelecida reforça o comprometimento com a transformação positiva da vida das pessoas que residem às margens do Rio Negro.

    Além do anúncio da construção do campi, as instituições presentes discutiram temas importantes, como a valorização da cultura indígena dentro do ambiente acadêmico, a implementação de programas de capacitação que atendam às necessidades locais, e a promoção de pesquisas interdisciplinares em colaboração direta com as comunidades e instituições.

    Após a reunião, foi feita uma visita ao local da construção do campi da Universidade Federal do Amazonas em São Gabriel da Cachoeira, no estado do Amazonas, localizada na estrada da Cachoeirinha. Durante a visita, os representantes da universidade puderam conhecer de perto o local e discutir questões relacionadas ao planejamento do novo campi e interagir com representantes de instituições locais para entender as necessidades e expectativas em relação à chegada da instituição de ensino. Essa iniciativa proporcionou um importante espaço para o diálogo e a colaboração entre a universidade e a população de São Gabriel da Cachoeira, fortalecendo os laços entre a academia e a comunidade.

    Esse evento não apenas marca um avanço significativo na democratização do acesso ao ensino superior na região do Rio Negro, mas também representa um passo importante para a construção de uma educação mais inclusiva e sensível às realidades e tradições locais.

    Instituições presentes:

    FOIRN (Diretoria Executiva e Coordenadores dos Departamentos de Educação Escolar Indígena, Mulheres, Adolescentes e Jovens, Jurídico e Comunicação), UFAM, FUNAI/CR-RNG, IFAM Campus SGC, Diocese, SEMEDI/PMSGC, Câmara de Vereadores/SGC, UEA, SEDUC e demais lideranças.

    Texto e imagens: Departamento de Comunicação – DECOM/FOIRN.

  • Dário Baniwa é eleito Diretor presidente da Foirn na XVII Assembleia Geral Ordinária Eletiva

    Dário Baniwa é eleito Diretor presidente da Foirn na XVII Assembleia Geral Ordinária Eletiva

    Lideranças se reuniram para fazer valer a democracia no movimento indígena, elegendo o diretor presidente para a gestão de 2024 a 2028.

    Nesta sexta-feira, 28/06, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) reuniu lideranças representantes de diferentes associações para avaliar, discutir e eleger o diretor presidente durante a XVII Assembleia Geral Ordinária Eletiva da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), realizada no auditório do Instituto Federal do Amazonas, Campus São Gabriel – AM.

    Os cinco diretores eleitos, reeleitos e reconduzidos durante as assembleias eleitorais nas coordenadorias regionais colocaram-se à disposição para concorrer ao cargo de presidência da FOIRN na gestão de 2024 a 2028.

    Comissão Eleitoral formada pela Assessoria Jurídica da FOIRN, as instituições parceiras: COIAB, FAS e Diocese de São Gabriel da Cachoeira.

    Cada candidato teve a oportunidade de apresentar suas propostas e convencer as delegações no tempo de cinco minutos, mostrando seus objetivos, metas e anseios para dar continuidade e lutar para melhorar a representatividade do movimento indígena do Rio Negro através desta tão renomada organização e suas associações de base.

    Foto: José Paulo – Comunicador indígena da rede Wayuri.

    “Quero antes de tudo pedir aos senhores que estão aqui presentes, vamos respeitar essa nossa maior organização que temos aqui. Disponho o meu nome para que vocês decidam. Todos nós somos diretores desta instituição, seja qual for a posição em que vou ficar, portanto temos um instrumento a seguir nesta gestão com apoio de cada um de vocês”. Edison Gomes Baré – Diretor de referência da CAIBARNX.

    “Tenho uma militância no movimento indígena desde 1994. Tenho participado na militância da minha associação de base e da CAIMBRN. A minha história no movimento indígena não está somente no médio rio negro, mas sim em toda a região do Rio Negro, pois participei de todos os níveis das instâncias de decisão da FOIRN. Com essa experiência e vivência, coloco-me à disposição como candidato à presidência da FOIRN, valorizando sempre a classe da juventude. Tenho sempre incentivado a juventude na coordenadoria: são todas mulheres jovens prontas a contribuir. Não tenho dúvidas de que vocês, mulheres e jovens, terão o meu apoio. Quem quer ser presidente precisa assumir toda a FOIRN, não apenas a sua coordenadoria. Quero manter o patamar em que a FOIRN se encontra hoje e as parcerias e apoiadores que a FOIRN tem”. Carlos Neri Piratapuya – Diretor de Referência da CAIMBRN.

    Foto: José Paulo – Comunicador indígena da rede Wayuri.

    “Eu faço parte do movimento indígena iniciado pela minha associação de base, fui 2º secretário da AMIRT e articulador da juventude no departamento DAJIRN. Quero cumprir o estatuto e precisamos fortalecer as mulheres e a juventude. Desejo dialogar bastante com as coordenadorias, para que na próxima eleição possamos trazer mais jovens para a plenária. O sangue que carrego é de grandes lideranças ancestrais”. Hélio Gessem Tukano – Diretor de Referência da DIAWI’Í.

    Foto: Kamikia Kisedje.

    “A minha coordenadoria me disponibilizou para seguir com a FOIRN junto à diretoria sendo reconduzido para essa gestão, para representar o movimento indígena do Rio Negro como um todo nacionalmente e internacionalmente. Para isso, precisamos manter essa estrutura, valorizando a cultura, junto com as lideranças. Quero convidar os jovens e mulheres para fortalecer, junto ao nosso movimento, com parcerias institucionais e também contando com os financiadores que são apoiadores desta causa. Que as nossas associações possam ser potencializadas, que possamos garantir a autonomia e fortalecer o controle social, serei um diretor presidente aberto para diálogo. Na prática, precisamos mostrar que a FOIRN vai continuar sendo essa representação importante”. Dario Baniwa – Diretor de referência da Nadzoeri.

    Foto: José Paulo – Comunicador indígena da rede Wayuri.

    “Sou diretora reeleita na minha coordenadoria, me apresento como candidata à presidência da FOIRN, e me coloco à disposição. Ser uma mulher indígena não é fácil, conto com o voto de jovens, mulheres e homens. Estou preparada para dar continuidade à FOIRN e lutar pela melhoria desta instituição, tendo em vista a minha experiência representando a instituição nacional e internacionalmente durante a gestão atual”. Janete Alves Dessana – Diretoria de referência da CODI.

    Os delegados votaram seguindo a ordem da Comissão eleitoral, e o resultado ficou da seguinte maneira:

    Diretor Presidente: Dario Baniwa

    Diretora Vice Presidente: Janete Alves Dessana

    Diretor 1º Suplente: Carlos Neri Piratapuya

    Diretor 2º Suplente: Hélio Gessem Tukano

    Diretor 3º Suplente: Edison Gomes Baré

  • XVII ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA ELETIVA| Movimento Indígena, Gestão e Sustentabilidade do Rio Negro

    XVII ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA ELETIVA| Movimento Indígena, Gestão e Sustentabilidade do Rio Negro

    Mais de 220 lideranças se reúnem para fortalecer as Associações Indígenas, união de líderes para avaliar e buscar soluções conjuntas para desafios e oportunidades que se apresentam no cenário atual.

    Nos dias 27 e 28 de junho a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) reuniu lideranças representantes de diferentes associações para discutir questões de extrema importância durante a XVII Assembleia Geral Ordinária Eletiva da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), realizada no auditório do Instituto Federal do Amazona, Campus São Gabriel – AM.

    Foi muito importante a presença ativa dos delegados, participantes, apoiadores e colaboradores no evento que foi um espaço de reflexão, troca de experiências e definição de estratégias para promover a sustentabilidade ambiental, cultural e econômica das populações indígenas do Rio Negro.

    Foram apresentados os desafios e avanços dos trabalhos dos departamentos Técnicos e políticos, como a Educação Escolar indígena, Mulheres indígenas do Rio Negro, Adolescentes e Jovens indígenas do Rio Negro, Negócios socioambientais, Fundo Indígena do Rio Negro, Departamento de Comunicação e o Conselho Diretor. Após isso, os delegados e lideranças avaliaram em seus grupos de trabalho – GT, com apresentações por cada cinco coordenadorias regionais.

    Além disso, as discussões abordaram questões fundamentais para as comunidades indígenas, tais como a preservação da cultura, a valorização das tradições ancestrais, a sustentabilidade ambiental e as relações com as instituições governamentais. Os representantes também destacaram a importância de fortalecer parcerias estratégicas com organizações não governamentais e setor privado para promover o desenvolvimento econômico e social das populações indígenas.

    As instituições parceiras da Federação também tiveram a oportunidade de apresentar a atuação no território conforme o acordo de Cooperação Técnica. O Instituto Socioambiental, Fundação Nacional dos Povos Indígenas CR RNG, ICMBio, Fundação da Amazônia Sustentável – FAS, Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira – COIAB, Conselho Indígena de Roraima – CIR, Fundo Podáali, Articulação das Organizações e Povos Indígenas do Amazonas (APIAM) e  Fórum de Educação Escolar Indígena do Amazonas (FOREIA).

    Para mais detalhes dessas apresentações, assista a live no canal oficial da FOIRN através do Youtube.

  • V ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA| Revisão do Estatuto Social da FOIRN para atender Necessidades Atuais da região do Rio Negro

    V ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA| Revisão do Estatuto Social da FOIRN para atender Necessidades Atuais da região do Rio Negro

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), reuniu 150 delegados com o poder e voz, esses foram escolhidos durantes as assembleias eletivas regionais nas cinco coordenadorias, representando suas associações de bases e comunidades indígenas e, além deles, os participantes, convidados e colaboradores estiverem presente na V Assembleia Geral Extraordinária, com o objetivo de revisar e atualizar o estatuto social da organização que são passos fundamentais para garantir que a estrutura organizacional esteja alinhada com as necessidades atuais das associações indígenas de base do Rio Negro.

    GT CAIMBRN. Foto: José Paulo – Comunicador Indígena da Rede Wayuri.

    Durante a Assembleia houve apresentação das Propostas de alterações que foi feita por cada coordenadoria apresentando suas propostas de alterações e mudanças ao estatuto. Essas propostas vão abranger diversos aspectos, como objetivos da organização, estrutura organizacional, direitos e deveres dos associados, processos eleitorais, entre outros.

    GT DIAWI’Í. Foto: José Paulo – Comunicador Indígena da Rede Wayuri.

    A Análise das Propostas foram discutidas detalhadamente pelos representantes das associações indígenas presentes na assembleia. Foi essencial garantir que todas as vozes sejam ouvidas e que houve espaço para esclarecer dúvidas e debater as implicações de cada proposta.

    GT CAIBARNX. Foto: José Paulo – Comunicador Indígena da Rede Wayuri.

    Após as discussões, as propostas foram votadas para aprovação por delegados presentes na plenária. Foi muito importante que o processo de votação tenha sido feito com transparência e democracia, respeitando os procedimentos estabelecidos no atual estatuto e nas regras da assembleia.

    GT COIDI. Foto: José Paulo – Comunicador Indígena da Rede Wayuri.

    Redação do Novo Estatuto foi designada a assessoria jurídica que é responsável pela redação. Esta equipe garantiu que todas as mudanças aprovadas sejam incorporadas de forma coesa e consistente, seguindo as diretrizes legais e organizacionais pertinentes.

    GT NADZOERI. Foto: José Paulo – Comunicador Indígena da Rede Wayuri.

    Após a consulta final e eventuais ajustes, o novo estatuto foi ratificado oficialmente pela V Assembleia Geral Extraordinária da FOIRN. A implementação das novas diretrizes e procedimentos entra em vigor conforme estabelecido no próprio estatuto.

    A participação do DSEI – ARN

    A FOIRN garante que o processo seja transparente e inclusivo, com participação efetiva das lideranças eleitas representantes de suas associações de base na tomada de decisões para assegurar que o novo estatuto esteja em conformidade com a legislação vigente e que seja consistente com os princípios e valores da FOIRN.

    Saiba mais detalhes no canal oficial da FOIRN no Youtube @foirn

  • Encontro de Lideranças Indígenas do Rio Negro: Fortalecendo a Luta da Amazônia Brasileira

    Encontro de Lideranças Indígenas do Rio Negro: Fortalecendo a Luta da Amazônia Brasileira

    A FOIRN promoveu um evento no auditório Wayuri do IFAM-Campus SGC para discutir os avanços, desafios e perspectivas do movimento indígena da região do Rio Negro.

    Hoje, dia 25 de junho, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) promoveu o Encontro de Lideranças do Rio Negro, um evento fundamental para a avaliação dos avanços, desafios e perspectivas do movimento indígena da região. Este encontro está sendo realizado no auditório Wayuri do Instituto Federal do Amazonas, localizado no campus de São Gabriel da Cachoeira.

    Líderes e representantes das coordenadorias e associações de base representando as comunidades indígenas estão reunidos para compartilhar experiências, discutir estratégias e fortalecer a união em prol dos direitos e do desenvolvimento sustentável das populações indígenas do Rio Negro. A troca de conhecimento e a construção de diálogos construtivos são elementos essenciais para o fortalecimento da luta indígena, e este encontro representa um importante marco nesse processo.

    As 150 Lideranças e delegados junto às representações de instituições parceiras indígenas e apoiadores, estiveram presentes desde a cerimônia de abertura iniciou com uma dança tradicional de abertura de Dabucury apresentado pelo grupo de dança da comunidade Itaquatiara mirim, Cacique Luiz Laureano Baniwa, toda a programação foi mediada por Edison Baré e Hélio Tukano, ambos são diretores eleitos para a nova gestão de 2024 a 2028.

    A linha do tempo da FOIRN contada por duas importantes lideranças Renato Matos e Maximiliano Menezes ambos do povo Tukano e já foram diretores das gestões anteriores da Organização, esse momento foi destacado com a importância histórica da FOIRN desde sua fundação em 1983, quando conseguiu aprovar seu estatuto social, apesar das diversas alterações que o estatuto sofreu ao longo dos 37 anos.

    Trabalhos em Grupo por coordenadoria

    Nos Desafios e Conquistas foram mencionadas dificuldades iniciais das lideranças para se deslocarem por falta de recursos, além de desafios políticos internos enfrentados pela FOIRN ao longo do tempo, porém com o avanço da incidência política no movimento indígena do Rio Negro, a estrutura e reconhecimento da Federação cresceu e se tornando uma das organizações exemplar a nível regional, estadual, nacional e internacional.

    Graças a parcerias e apoios, o evento conta com a participação de parceiros de instituições e organizações indígenas da Amazônia brasileira.

    “Essa organização surgiu para unir os povos do Rio Negro, com lideranças que não negociam em nome dos parentes, o verdadeiro líder não se vende e se se sacrifica pelo seu povo. Precisamos que as lideranças natas defendam seus povos e causa em qualquer lugar e não pular para outro lado contra e criticando a FOIRN”. Disse Marivelton Baré – Diretor presidente da FOIRN.

    Renato Matos destaca que a trajetória da FOIRN está intimamente ligada aos fatores políticos internos que influenciam o movimento. Um desses aspectos mencionados por ele é a valorização das músicas tradicionais adaptadas. Isso sugere que as mudanças políticas dentro da FOIRN e outras organizações indígenas não apenas moldam suas estratégias e direções, mas também têm impacto nas práticas culturais, como a música.

    Maximiliano Menezes, ao lembrar das primeiras mobilizações feitas pelos povos tukanos do rio Tiquié, proporcionou uma visão de linha do tempo da FOIRN desde sua fundação até os dias atuais, comparando os avanços ao longo dos 37 anos de existência da organização.

    Esse tipo de retrospectiva histórica é fundamental para entender a evolução do movimento indígena no Rio Negro e o papel significativo que a FOIRN desempenhou nesse processo. Ao longo desses anos, a FOIRN enfrentou uma série de desafios e conquistas, moldando-se e adaptando-se às necessidades das associações de base e comunidades indígenas da região.

    Essa comparação ao longo do tempo não apenas destaca os marcos alcançados, como a fundação e eventuais mudanças estruturais da organização, mas também pode refletir sobre os desafios persistentes e as aspirações futuras das comunidades indígenas do Rio Negro, especialmente em um contexto de mudanças políticas e ambientais significativas na Amazônia brasileira.

    Para mais detalhes assista a transmissão ao vivo gravada no canal oficial da FOIRN no endereço @foirn.