A delegação das mulheres indígenas do Rio Negro, estão em Brasília para somar forças com mulheres indígenas de outros biomas brasileiros. Iniciado no dia 30 de janeiro, o evento vai até dia primeiro de fevereiro, convocado e realizado pela ANMIGA – Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade, reúne mais de 150 mulheres indígenas.
pré-marcha, que possui o tema “Vozes da Ancestralidade dos seis biomas do Brasil”, é a etapa preparatória e construção do planejamento da III Marcha das Mulheres Indígenas e outras agendas de incidência ao longo do ano, como o Acampamento Terra Livre 2023.
Entre as atividades do encontro está o planejamento da III Marcha das Mulheres, lançamento do Caderno da Semana dos Povos Indígenas, participação e transmissão da posse das Deputadas Federais eleitas da bancada do Cocar – Sônia Guajajara e Célia Xacriabá, Ritual de Enraizamento e fortalecimento dos corpos-territórios.
Do Rio Negro, participam as mulheres e lideranças indígenas: Maria do Rosario (Coordenadora Geral do Departamento de Mulheres Indígenas- Dmirn/Foirn), Madalena Olímpio (Articuladora das mulheres da Bacia do Içana), Belmira Melgueiro (Articuladora das mulheres da região do Alto Rio Negro), Bernadete Alcantara (Associação de Professores indígenas do Alto Rio Negro), Elizangela Baré (Artesã e liderança indígena), Rosane Cruz(estudante e pesquisadora indígena, ex-coordenadora do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro – DMIRN), Cleocimara Reis (Articuladora das mulheres da região do Médio Rio Negro/Foirn), Neide Dantas (Associação Indígena de Barcelos), Janete Martins (Associação Indígena de Artesãos Indígenas de São Gabriel da Cachoeira), Anair Sampaio (Liderança Indígena), Gilce França (Articuladora do Departamento de Educação e Patrimônio Cultural/Foirn) , Marcia Gregório (Associação de Mulheres Indigenas do Alto Rio Negro – Amiarn), Joana Galvão (Associação AMARN) e Florinda Lima (Associação Indígena Tuyuka).
Na manhã desta terça, 10 de janeiro, a nomeação do Líder Indígena e Advogado Weibe Tapeba para assumir a Secretária Especial da Saúde Indígena-SESAI, foi publicado no Diário Oficial da União.
Weibe Tapeba é líder do povo indígena Tapeba, do município de Caucaia, no estado do Ceará, e muito atuante entre as organizações indígenas no âmbito estadual, regional e nacional. Seu nome compôs a lista tríplice enviada ao Presidente Lula para ocupar o Ministério dos Povos Indígenas. Weibe coordenou a Federação dos Povos e Organizações Indígenas do Ceará – FEPOINCE e compõe o departamento jurídico da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espirito Santo – APOINME. Advogado e parlamentar, Weibe é fruto de um dos territórios mais emblemáticos do Brasil em relação ao descaso e abandono da política de demarcação territorial no país.
Marivelton Rodrigues Barroso do povo Baré, diretor presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) e Jovânio Normando do povo Baré, presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena (CONDISI), participaram da primeira reunião oficial com o novo secretário da SESAI, Weibe Tapeba.
E no período da tarde, no gabinete do secretário da SESAI, foi seguido de reuniões e alinhamentos dos 34 territórios com os presidentes do CONDISI.
Galeria de imagens
Reunião e alinhamento dos 34 territórios com os presidentes do CONDISI, no gabinete do secretário da SESAI.Jovânio Normando, Weibe Tapeba e Marivelton Baré.
A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) representa com legitimidade os 23 povos indígenas do Rio Negro, 750 comunidades, 18 línguas indígenas faladas, 91 associações indígenas filiadas a Federação, que abrange os municípios de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira no estado do Amazonas, com 10 terras indígenas demarcadas e duas em processo de demarcação, tem o selo de reconhecimento de maior área úmida de importância nacional e internacional através da convenção Ramsar. É uma associação civil sem fins lucrativos reconhecidos como de utilidade pública pela lei 1831/1987 e uma das principais organizações do movimento indígena no Brasil, sendo referência mundial sobre a defesa dos povos indígenas na América Latina, vem ao público repudiar os atos criminosos, terroristas e antidemocráticos promovidos no último dia 08 janeiro em Brasília, por apoiadores extremistas do candidato a presidência derrotado nas urnas Jair Bolsonaro. Viemos através desta manifestar que estes atos contra as instituições democráticas, atos com emprego de violência e grave ameaça, tentativas de abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais são crimes e não manifestações, todos os responsáveis envolvidos nesse atentado devem ser punidos. Os povos indígenas do Rio Negro e do Brasil perseguidos desde o golpe e nos últimos quatro anos lutaram veemente em defesa do estado democrático de direitos e continuaremos vigilantes a quem ameaça a democracia.
Informações para a imprensa: comunicacao@foirn.org.br
A Associação Indígena de Barcelos (ASIBA) realiza a II Oficina de Artesanatos entre os dias 08 e 10 de dezembro de 2022, na Quadra Esportiva da Escola Estadual Padre João Badallote, na praça municipal e conta com mais de 60 pessoas participando, entre eles estão jovens, adultos e crianças, com apoio de parceiros institucional a coordenação local da ASIBA, NACIB e FUNAI.
Artesãos (ãs) da sede do município e comunidades que fazem parte do Projeto Fortalecimento Econômico e Sustentável Familiar indígena em Barcelos, com objetivo de realizar oficinas de confecção de artesanatos para geração de renda, apresentado uma proposta de trabalho desenvolvida pelo Projeto Fortalecimento Econômico Sustentável Familiar Indígena em Barcelos desenvolvido pela ASIBA e Núcleo de Arte e Cultura Indígena de Barcelos (NACIB), na cidade e em menor escala com as comunidades. O projeto vai fortalecer a economia indígena e luta pelos direitos pelo território, educação escolar e saúde indígena.
Projeto esse que foi aprovado pelo Fundo Indígena do Rio Negro (FIRN), no primeiro edital lançado em 2021 pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), com apoio financeiro da Embaixada Real da Noruega (ERN).
A Federação das Organização Indígenas do Rio Negro – FOIRN vem a público repudiar veementemente o ato de VIOLÊNCIA VERBAL sofrida pela senhora Belmira da Silva Melgueiro liderança e articuladora das mulheres, tendo em vista que, de acordo com informações, o fato narrado ocorreu em uma das atividades onde esta referida liderança mulher indígena estava usando o seu direito de fala quando neste momento foi interpelada por uma liderança indígena por nome Domingos Sávio Garrido Pinto, que inferiu palavras como “você não sabe de nada” e “cala boca” com gestos intimidador.
A violência contra as mulheres constitui-se uma das principais formas de violação dos seus direitos humanos, atingindo-as em seus direitos à vida, à saúde, e à integridade física.
Nos últimos anos tem crescido a visibilidade da luta das mulheres indígenas no Brasil, assim como protagonismo dessas lideranças femininas dentro dos movimentos sociais em geral. Este fortalecimento e união entre as mulheres indígenas tem conquistado visibilidade nas últimas décadas, ocupando cada vez mais os espaços como ato de resistência.
A FOIRN tem feito um grande esforço para acompanhar este fenômeno com intuito de considerar a paridade de gênero no seu corpo como movimento, criando o departamento das mulheres para que pudesse ouvir seus anseios e suas necessidades específicas.
Enquanto mulheres, lideranças, guerreiras geradoras e protetoras da vida, iremos apoiá-las a se posicionar sempre e lutar contra as questões das violações que afrontam os seus corpos, seus espíritos, nossos territórios, difundindo nossas sementes, nossos rituais, nossas línguas, para que possamos juntos garantir a nossa existência.
O machismo é mais uma epidemia trazida pelos europeus, assim o que é considerado violência pelas mulheres não indígenas pode não ser considerada violência por nós. Isso não significa que fechamos nossos olhos para as violência que reconhecemos que acontecem em nossas aldeias, mas sim que precisamos levar em consideração que o intuito é exatamente contrapor.
Neste sentido estamos através deste documento reforçando a nossa solidariedade com a liderança e articuladora das mulheres Belmira da Silva Melgueiro e repudiando o fato ocorrido na Assembleia Geral Extraordinária da Foirn na Comunidade de Cartucho Médio Rio Negro. Portanto a FOIRN tomará as devidas providências e continua atuando no combate contra o machismo, pois não basta o aumento da representatividade das mulheres dentro e fora das aldeias, em todos os ambientes que sejam importantes para implementação dos nossos direitos, não basta reconhecer as narrativas das mulheres indígenas é preciso reconhecer as narradoras e apoiá-las nesta luta.
Entre os dias 17 e 19 de outubro, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) reúne mulheres lideranças das cinco regiões de base para discutir o Tema “Fortalecendo a rede de conhecimento para o enfrentamento das mudanças climáticas” e a escolha de articuladoras representantes de suas coordenadorias regionais.
A II Assembleia Extraordinária das Mulheres Indígenas do Rio Negro foi realizada com o objetivo de fortalecer a articulação da rede de conhecimento para enfrentamento das mudanças climáticas, com a sua nova reestruturação aprovada.
Maria do Rosário Piloto Martins (Dadá Baniwa), Coordenadora do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro da Foirn (DMIRN/FOIRN), apresentou os trabalhos do Departamento executado no período de 2021 e 2022, e na roda de conversa, cada região teve a oportunidade de avaliar a apresentação e os trabalhos realizados.
As principais pautas
O diretor presidente da FOIRN, Marivelton Barroso do Povo Baré, contribuiu com as pautas sobre: O que são Mudanças Climáticas?, Justiça climática e de Gênero: “Valorização dos conhecimentos tradicionais das mulheres em relação às mudanças climáticas”; Defesa dos territórios “Plano de enfrentamento das mudanças climáticas dentro dos territórios indígenas”.
Os Grupos de trabalhos foram organizados para discutir como as mulheres indígenas estão enfrentando as mudanças climáticas em seus territórios e quais são os desafios.
As lideranças ex- coordenadoras que estavam presentes trocaram experiências com as mulheres sobre a linha do tempo da luta da mulher indígena e suas organizações; o Empoderamento feminino; Lideranças na comunidade “Contribuição das mulheres indígenas”; Desafios e desigualdade; Análise reflexiva e histórica sobre o papel da mulher nas suas comunidades, destacando a sua luta em defesa dos direitos sociais destas comunidades, evidenciando a temática, igualdade de gênero, para que possam conhecer a outra face da história construída por elas.
Inovações e Iniciativas
Francinéia Bitencourt do povo Baniwa (Ex Coordenadora do DMIRN 2014 a 2016) apresentou sobre a produção de absorventes de pano, projeto esse que tem com um dos maiores objetivos contribuir na diminuição da poluição dentro do território.
E o Sioduhi do povo Piratapua apresentou a inovação com a suas pesquisas e atuação da moda indígena com tingimentos de tecido, usando matéria – prima da região do alto Rio Negro.
Reestruturação do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro
Em vez de criar uma personalidade jurídica para o Departamento de mulheres Indígenas do Rio Negro, o DMIRN vai continuar vinculado a Federação, com uma estrutura mais organizada, onde haverá uma coordenadora Geral do departamento na sede da FOIRN, e nas regiões CAIMBRN, COIDI, DIAWI’Í, NADZOERI e CAIARNX, estará as articuladoras regionais.
É direito das mulheres definir suas representantes, onde todas serão avaliadas de acordo com sua articulação e exercício de sua função para dentro de seu território no âmbito de sua Coordenadoria Regional de Base.
“Nas coordenadorias regionais precisa ter uma articuladora para mobilizar as mulheres de sua região, e na sede uma coordenadora Geral que fará o contato com parceiros financiadores e captar mais recursos”. Disse uma Liderança e delegada da Nadzoeri.
Nas Assembleias regionais foi levada essa proposta a todas as lideranças, para que fosse realizada nesta data a Eleição de Articuladoras de base do Departamento de Mulheres.
O perfil da articuladora para trabalhar junto à coordenadoria, que seja liderança ativa no movimento indígena, tenha facilidade na articulação, mobilização e diálogo com as outras mulheres lideranças e jovens, que tenham conhecimento mínimo de informática básica para elaboração de relatório, elaborar projetos, etc.
Faltavam apenas 03 coordenadorias a escolher suas articuladoras de base, sendo a Nadzoeri, Coidi e Diawi’i, pois a Caimbrn realizou eleição regional para a escolha e Caiarnx já tinha sido eleita que até o momento da assembleia estava ocupando a posição de segunda coordenadora que passou agora a virá Articuladora.
“Nova missão a ser exercida. Agradeço a Deus por me oportunizar. Agradeço as mulheres da região do Médio e Baixo Rio Negro, que depositaram a confiança para que eu pudesse enfrentar esse novo desafio em prol da nossa rica região. Agradeço também aos que torceram e não torceram para que concretizasse essa responsabilidade a minha pessoa. Mas agora como articuladora das mulheres indígenas do Médio e Baixo Rio Negro, pretendo dar o meu máximo com o auxílio de representante de cada base/associações para construirmos juntos os nossos objetivos e metas a alcançar. Juntos somos mais fortes.” Cleocimara Baré – Articuladora do DMIRN da Região Caimbrn.
“Apostamos em conseguir desenvolver esse novo modelo de trabalho, é coisa nova para o movimento, temos que experimentar para dar certo. O Dmirn seguiu para uma dimensão no qual cresceu bastante, onde só duas coordenadoras não dariam mais conta de executar ações em todas as regiões. Há uma reivindicação de base que precisa ser atendida. Lá na frente podem avaliar se está valendo a pena ou não manter essa estrutura”. Disse Marivelton – Diretor Presidente da Foirn.
“Às vezes as pessoas nos criticam muito, dizendo que a gente parou e não desenvolveu nada. Era muito fácil quando a gente só discutia sobre demarcação de terra, a única bandeira de luta, onde os investimentos esforços eram só nisso, não se discutia uma outra coisa. Depois que as ações ampliaram e outras linhas temáticas frente a políticas públicas e controle social, formação e capacitação, iniciativas de sustentabilidade produtiva cresceram, ficou pequeno o teto de orçamento que tínhamos. Criticam muito que recebemos milhões, mas se fomos distribuir pelas ações que a gente faz, ela torna muito pouco. A Foirn hoje abrange de São Gabriel da Cachoeira até abaixo de Barcelos no Rio Unini” Completa Marivelton – Diretor Presidente da Foirn.
Participação de autoridades e convidados
Marivelton Rodrigues Barroso (Diretor Presidente de referência Caimbrn), Nildo Fontes (Diretor vice – Presidente de referência Daiawi’i) Dario Casimiro Baniwa (Diretor de referência Nadzoeri), Dulce Morais (representante do ISA para questão de gênero), Maria do Rosário (Coordenadora do DMIRN), Belmira Melgueiro (coordenadora do DMIRN), Socorro Gamenha (coordenadora-geral da Makira Eta, Rede de Mulheres Indígenas do Estado do Amazonas), Profª Cecília Albuquerque (1ª coordenadora do DMIRN), Cleocimara (articuladora do Dmirn/Caimbrn). Foi registrado também a presença de ex-coordenadoras do DMIRN, Fernanda Ligabue, responsável pela produção do documentário sobre os 20 anos do DMIRN, representante do Conselho Tutelar e Ednéia Teles, representante do Selo Unicef de São Gabriel da Cachoeira.
A Composição das articuladoras e Coordenação Geral do DMIRN
Maria do Rosário Piloto Martins – coordenadora geral
Madalena Fontes Olímpio – articuladora NADZOERI;
Odimara Ferraz Matos – articuladora COIDI
Maria das Dores – articuladora DIWAI’I
Belmira Melgueiro – articuladora CAIARNX
Cleocimara Reis Gomes – articuladora CAIMBRN
O evento foi coordenado pela FOIRN através do departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro (DMIRN) em parceria com Instituto Socioambiental (ISA), contaram com o apoio financeiro do Fundo Elas, da CESE, Rede de Cooperação Amazônica (RCA) e Embaixada Real da Noruega (ERN).
Produtores Indígenas estiveram reunidos na casa do saber da FOIRN, entre os dias 10 e 14 de outubro de 2022. Com um dos principais objetivos adiscussão da qualidade e a precificação dos produtos, alteração e aprovação da Co – gestão da Casa Wariró e, o intercâmbio da RCA
A iniciativa é da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), coordenada pela equipe do Departamento de Negócios em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA) e Rede de Cooperação Amazônica (RCA), conta com o apoio financeiro da Rainforest Foundation Norway (RFN), NIA TERO e Embaixada Real da Noruega (ERN).
O I Encontro Geral de Produtores Indígenas do Rio Negro visa fortalecer as cadeias produtivas, após o mapeamento feito nos encontros regionas nas cinco regiões de base.
Durante o Encontro, os três primeiros dias (10 a 12), foram discutidas em grupo de trabalho sobre a comercialização, qualidade, medidas () e precificação de acordo com o mercado de produtos indígenas, essas propostas constam nos Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTAs) dos Territórios dos Povos Indígenas do Rio Negro como forma de valorizar a cultura milenar dos povos e preservação dos territórios.
A Casa de Produtos Indígenas do Rio Negro (Wariró) gera beneficiamento para as familias indígenas, fortalecendo a cultura, levando para fora do estado do Amazonas através de logistas o conhecimento cultural e a diversidade do Rio Negro.
Ela representa o braço comercial da FOIRN, realizando a comercialização de produtos indígenas há mais de 25 anos de história. A loja comercializa artesanatos feitos com matérias primas diversas, como argilas, fibras de arumã e tucum, peças de madeiras, cipó-titica e piaçava, sementes diversas, entre outros. Os produtos vendidos na casa Wariró fazem parte do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro, patrimônio material cultural do Brasil (IPHAN/2010).
Entre os temas debatidos estão: o acordo de Co-gestão, relação com artesãos, precificação, marca coletiva Wariró e as modalidades de pagamento de artesanatos.
Compras institucionais como os programas PAA (Programa de Aquisição de Alimentação) e PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) também foram apresentados como pautas do encontro.
“A importância desse primeiro encontro, dentre vários encontros que se fez ainda nessa história para bucsar organizar esse mercadado que vamos chamar, desses produtos, dos artesanatos principalmente, ao longo desse últimos 35 anos da foirn, nesses dias vamos refletir um pouco sobre isso também, onde é nós estamos e para quê estamos presentes nesse momento para discutir isso, para nós é sempre desafiador, ainda mais para nós que já temos um tempinho aqui na foirn, a frente desse trabalho, inclusive dessa mobilização política. Fazemos uma frente política em defesa do território, na defesa dos direitos indigenas, mas por outro lado há essa necessidadade fazer essa discussão sobre a linha economia uindigena.” Disse Nildo Fontes Tukano – Diretor Vice -Presidente da Foirn.
Diretor Presidente da Foirn, Marivelton Rodrigues Baré, lembrou sobre o Encontro da arte Wariró e Encontro de Produtores, foi mais especificamente para lançar o selo de qualidade que leva a marca da Wariró, do Rio Negro e os dados dos artesãos e povo quando vendem os produtos de dentro das terras indígenas.
“Nos últimos anos buscamos fortalecer o trabalho de reorganização, exatamente pensando na arte Wariró, todo o conceito dessa arte de divulgar para fora, ter a logomarca, markentig, isso ela tem com uma boa visibilidade, e não como uma loja comercial comum e qualquer, mas sim como uma casa de produtos indígenas do Rio Negro que foi criada com a finanlidade de promover a geração de renda, sustentabilidade e economia financeira de nós povos indígenas a partir de nossos potenciais, que temos dentro de nossos territórios, não só essa riqueza e grandeza da diversidade étnica, mas também artesanal, que é produzida. Devemos mostrar a nossa arte cultural.” Completa.
“A gente viu a melhoria dos artesanatos né? então eu sempre falo que o primeiro olhar do cliente é o do Artesão, tem que ter esse olhar de cliente.Se eu faço uma peça e vejo que ela não tá muito boa, claro que eu não vou comprar então seu olho com olhar de cliente eu sei que vai vender e o segundo olhar é de quem compra para revender. Quem compra para para mandar para fora, nós aqui no caso da Wariró, elas são segundo olhar do cliente, por que o cliente vai confiar no que elas forem falar”. Disse Luciane Mendes – Coordenadora do Departamento de Negócios Socioambientais da FOIRN.
O Diretor Dario Baniwa agradeceu a presença dos produtores, e disse que antes eles tinham muita dúvida sobre a Casa de Produtos Indígenas do Rio Negro – Wariró, mas que neste encontro os participantes vão ter esse conhecimento para repassar aos demais produtores que estão nas bases.
“Cada povo indígena tem a sua técina de produção e manejo, e a gente aqui entra por uma questão que é bastante desafiador, comercializar os nossos produtos produzidos em nossas comunidades através de associações, nos deparamos com algumas situações com falta de informação, e muitas das vezes falta de dar o valor agregado cultural daquele produto”
Grupos de Trabalhos foram organizados para debater os assuntos em pauta. Após todas as apresentações de grupos, foi sistematizado o documento do Acordo de Co – Gestão para aprovação por todos os delegados presentes neste encontro.
No terceiro dia houve a aprovação do Acordo da a Co – gestão, dos trabalhos da Casa de Produtos Indigenas do Rio Negro – Wariró. Todos os participantes assinaram o termo após a aprovação.
Os encontros de produtores indígenas foram realizados em cada coordenadoria regional da Foirn, como o Médio e Baixo Rio Negro (região da CAIMBRN) Alto Rio Negro (região da Caiarnx), Rio Içana (região da Nadzoeri), Médio Uaupés, Alto Uaupés e Rio Papuri (Região da Coidi), Baixo Uaupés e Rio Tiquié e Afluentes (Região Diawi´i).
Intercâmbio de Cadeias de Valor
Na manhã do dia 11 de outubro, o grupo 23 pessoas, formado por representantes das Organizações membros da RCA, chegam em São Gabriel da Cachoeira com o objetivo de trocar de experiência em cadeias de valor ou cadeias produtivas do Rio Negro e visitam o Instituto Socioambiental, a Casa Wariró e por fim, conheceram a sede da FOIRN, onde cada departamento político e técnico receberam e apresentaram os trabalhos executados pela equipe e a importância de ter essa parceria com a Rede de Cooperação Amazonica (RCA).
A Equipe RCA também foi conhecer o projeto de Turismo de Base Comunitária do Rio Marié, na Terra Indígena Médio Rio Negro II, onde há nove ano o projeto leva beneficiamento para 14 comunidades de abrangência da Associação das comunidades Indígenas do Baixo Rio Negro (ACIBRN), com sede na comunidade Tapuruquaramirim.
O grupo da RCA foi recepcionado pela comunidade e lideranças que compõem a diretoria atual da Associação com dança tradicional acompanhada por flautas e Cariçu. Como de costume e tradição foi oferecido frutas e farinha da produção local e um almoço tradicional.
As lideranças da comunidade, juntamente com diretor, presidente da Foirn Marivelton Baré , apresentaram o breve histórico do Projeto Marié e compartilharam como foram estabelecidos os acordos coletivos, a articulação da Câmara Técnica de Gestão do projeto e o grupo de vigilância e monitoramento.
Foram abordados também os principais desafios e as soluções e resultados alcançados. Neste processo de reflexão os representantes da RCA também puderam colocar as suas questões e estabeleceram diálogos entre a iniciativa apresentada e seus contextos.
E antes de retornar a cidade, a equipe visitou o posto de vigilância do projeto Marié.
Nos dias 13 e 14, foram compartilhadas as experiências das iniciativas de cadeias produtivas locais, ligadas à produção e comercialização de alimentos e artesanatos e de turismo de base comunitária nas diferentes regiões e Terras Indígenas de Alcance da Federação e da Rede.
O encerramento do Encontro e o intercâmbio foi fechado com Feira dos Produtores Indígenas do Rio Negro e apresentações culturais dentro da casa do saber da Foirn.
O Museu da Pessoa está em Iauaretê, Terra Indígena Alto Rio Negro, para a primeira etapa de formação com jovens indígenas do povoado de Iauarete.
Roda de histórias durante a formação. Foto: Reprodução – Museu da Pessoa
A atividade está sendo realizada em parceria com a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) e associações locais, no período de 09 a 18 de setembro.
Roda de histórias na Cachoeira da Onça. Foto: Reprodução – Museu da Pessoa
Em Iauaretê, povoado na fronteira entre Brasil e Colômbia, se localiza a Cachoeira das Onças, registrada em 2006 como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil e Lugar Sagrado dos povos indígenas da região.
Depois da formação, os jovens farão entrevistas e rodas de histórias com conhecedores mais velhos, com o objetivo de registrar e preservar as memórias dos detentores desse patrimônio.
Foto: Reprodução – Museu da PessoaFoto: Reprodução – Museu da PessoaFoto: Reprodução – Museu da Pessoa
A ação faz parte de um projeto maior que está sendo executado pelo Museu da Pessoa, em parceria com a FOIRN e associações indígenas locais. O projeto visa contribuir com o registro e preservação das histórias e memórias dos detentores dos dois Patrimônios Culturais Imateriais do Rio Negro: a Cachoeira das Onças e o Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro. A etapa do Sistema Agrícola se inicia na próxima semana, na região do Médio Rio Negro.
Participam do projeto lideranças, conhecedores mais velhos e jovens indígenas das duas localidades. Dentre os jovens estão alguns dos comunicadores indígenas da rede Wayuri.
Depois de uma longa espera e reivindicação, Coordenadoria e Associação de base da Foirn foram contempladas com a instalação do sinal de internet.
Vice – coordenador da COIDI recebendo o Termo de repasse da instalação da internet. Foto: ReproduçãoPresidente da FOIRN passando orientações sobre a instalação, funcionamento e uso da internet para a diretoria da AMIDI. Foto: Reprodução
A Associação das Mulheres Indígenas do Distrito Iauaretê (Amidi) e a Coordenadoria das Organizações Indígenas do Distrito de Iauaretê (Coidi), foram contempladas com a instalação do sinal de internet, com a iniciativa da Federação das Organizações Indigenas do Rio Negro (Foirn), apoiada pela Nia Tero, organização que apoia iniciativas e projeto de povos indígenas para fortalecer suas organizações, luta pelos direitos e defesa dos territórios.
As instalações foram realizadas no último dia 12 de setembro, em uma viagem realizada por Janete Alves – Diretora de Referência da região COIDI, com a participação do presidente da FOIRN – Marivelton Barroso, Coordenadora do Departamento de Educação e Patrimônio Cultural e Articuladora dos Agentes Indígenas de Manejo Ambiental (Aimas).
Na ocasião, foram tratados assuntos referentes às ações que serão realizadas na região no mês de setembro como a I Oficina de conhecedores indígenas, implementação de trabalho dos Aimas e Assembleia da Juventude.
A instalação de pontos de internet nas comunidades e organizações indígenas faz parte do esforço institucional para fortalecer a comunicação da base no Rio Negro que no contexto atual de ameaça aos direitos conquistados é fundamental, principalmente para combater desinformação e Fake News cada vez mais presentes no território.
A ampliação da rede de comunicação para fortalecimento das informações e comunicação com a base tem sido uma das principais linhas de apoio nos últimos três anos pela Foirn.
Os participantes discutem sobre a importância estratégica de gênero, experiências, perspectivas e desafios para o futuro desejado no fortalecimento das mulheres indígenas.
Foto: Reprodução
A oficina é realizada pela Rainforest Foundation Noruega (RFN) nos dias 13 e 14 de setembro de 2022 em Brasília, e conta com a participação dos representantes da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), Adão Francisco do Povo Baré – Diretor da FOIRN, Maria do Rosário (Dadá Baniwa) – Coordenadora do Departamento das Mulheres Indigenas do Rio Negro (DMIRN/FOIRN), Dulce Morais – Assessora do ISA e Francilene dos Santos Pereira- Tesoura da AMIK, Patricia Zuppi – RCA, Martina Bogado/RFN, Rita Lewkowicz /Iepé e as lideranças e representantes das organizações da Rede de Cooperação Amazônica (RCA).
Foto: ReproduçãoFoto: Reprodução
As principais pautas em discussão é sobre o treinamento e resumo do trabalho de gênero apoiado pela RFN dos últimos anos; A importância estratégica de gênero e inclusão – porque a RFN apoia e prioriza esse trabalho? Oficina para o fortalecimento do trabalho de gênero com as organizações indigenistas da RCA realizado pela RFN – contexto e desdobramentos; Resultados e aprendizados do trabalho com a participação de mulheres e gênero da RCA; Boas experiências e perspectivas do trabalho das Mulheres das Organizações Indígenas, apresentadas por Marinau Waiãpi/Apina, Dadá Baniwa/FOIRN, Watatakalu Yawalapiti/ATIX Mulher, Maria Betânia Mota/CIR, Edilene Barbosa/OPIAC, Janina Karipuna/AMIM e Arlete Krikati/Wyty Cat; Desafios para fortalecer o trabalho e a participação das mulheres nas organizações indígenas; O Futuro desejado: Soluções, ideias e inspirações para o fortalecimento do trabalho das mulheres indígenas.