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  • FOIRN REALIZA A II OFICINA DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS E MERCADO DE CARBONO REDD+ EM CAMPINAS, RIO XIÉ

    Foto: José Baltazar- comunicador indígena.

    A oficina sobre mudanças climáticas e mercado de carbono Redd+, foi realizada pelo Departamento Jurídico da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), que ocorreu nos dias 20 e 21 de outubro de 2023 na comunidade Campinas localizada no Rio Xié, na Coordenadoria das Associações Indígenas Balaio, Alto Rio Negro e Xié (CAIBARNX).
    A atividade contou com a participação de 70 pessoas durante o evento, essa é uma pauta bastante polêmica na região. No entanto, por meio do Departamento Jurídico, a FOIRN conseguiu levar informações esclarecedoras aos parentes sobre as vantagens e desvantagens aos futuros projetos que seja de interesse e consciência das comunidades a serem beneficiadas, de acordo e respeitando os Protocolos de Consulta, livre e informada da coordenadoria CAIBARNX.
    A oficina teve como objetivo principal conscientizar e capacitar as comunidades indígenas da região do Rio Negro sobre as mudanças climáticas e o mercado de carbono Redd+. Durante os dois dias de atividades, foram abordados diversos temas, como a importância da preservação ambiental, os impactos das mudanças climáticas nas comunidades indígenas e a forma como o crédito de carbono pode ser uma ferramenta para a mitigação desses impactos.

    A programação contou com palestras ministradas por advogados que participaram de formação sobre o tema, apresentaram conceitos e informações relevantes sobre o assunto. Além disso, foram realizadas atividades práticas, para estimular a participação e o aprendizado dos participantes.

    A oficina também contou com a participação do diretor executivo e de referência da CAIBARNX, Adão Francisco Henrique Baré e membros da coordenadoria. Essa troca de experiências e conhecimentos foi fundamental para enriquecer os debates e ampliar a visão dos participantes sobre as possibilidades de atuação na área.

    Ao final do evento, os participantes foram incentivados a colocar em prática o que foi aprendido, seja promovendo ações locais de sustentabilidade ou buscando por informações sobre programas de mercado de carbono que possam beneficiar suas comunidades.

    Foto: José Baltazar- comunicador indígena.

    A oficina sobre mudanças climáticas e mercado de carbono redd+ foi uma importante iniciativa para promover o debate e a conscientização sobre essas questões nas comunidades indígenas do Rio Negro. Espera-se que esse conhecimento adquirido contribua para a preservação do meio ambiente e para o desenvolvimento sustentável dessa região.

  • Escola Pamuri Mahsã Wi´i recebe oficina de comunicação e tecnologias

    Escola Pamuri Mahsã Wi´i recebe oficina de comunicação e tecnologias

    Reinvindicado pelos professores da escola localizada no Distrito de Iauaretê, o encontro aconteceu no último sábado, 17/7.

    Professores e jovens de Iauaretê apresentam certificado de participação de oficinas realizadas na Escola Pamuri Mahsã Wi´i. Foto: Eucimar Aires/Foirn

    “A escola quer dar oportunidade para os jovens conhecerem as novas tecnologias de comunicação para registrar nossa história, os acontecimentos importantes aqui da escola e de Iauaretê”. Com essa frase, o professor Leonardo Penteado, do Povo Tukano, subgestor da Escola Pamuri Mahsã Wi´i, explicou a principal motivação da oficina de comunicação e tecnologia ocorrida no sábado, 17/7, na sede da instituição, no Distrito de Iauaretê, Rio Uaupés.

    A demanda pela oficina nasceu a partir do planejamento da escola. E foi encaminhada à FOIRN.

    A iniciativa foi incluída no plano de trabalho da federação e coordenada pela diretora de referência da região de Iauaretê, Janete Alves Desano. A execução ficou por conta do Setor de Comunicação da FOIRN.

    Segundo Janete Alves, a comunicação é um tema que deve ser valorizado e promovido nas escolas. E afirmou que a oficina de comunicação na escola é primeira de outras que ainda serão realizados.

    “Foi importante os professores da escola terem encaminhado a demanda de realização da oficina de comunicação, pois é um tema primordial para registrar os momentos importantes da escola e dos povos indígenas que vivem aqui em Iauaretê”, disse.

    A oficina foi divida em três temas de interesse: comunicação e divulgação, tecnologias de comunicação e Rede Wayuri.

    Cada turma contou com 16 participantes, que seguiram os protocolos de saúde, como o uso obrigatório de máscaras.

    Na comunicação e divulgação, os participantes conheceram um pouco sobre os conceitos e processos de comunicação. Foram compartilhados entre os participantes conhecimentos de como os antepassados se comunicavam e as tecnologias usadas. E como as tecnologias de comunicação evoluíram.

    Ministrado pelo comunicador da Foirn, Ray Baniwa, durante a oficina, foi usado o “telefone sem fio” como dinâmica para explorar a importância de uma boa comunicação, especialmente para tratar das “Fakes News”, um tema que já é recorrente no dia-a-dia das comunidades indígenas do Rio Negro.

    Na turma da Rede Wayuri, ministrada pela estudante universitária da Unicamp e comunicadora da Rede Wayuri, Daniela Patrícia Tukano, os participantes conheceram um pouco mais sobre a Rede Wayuri de Comunicadores Indígenas do Rio Negro criada em 2017 pela Foirn em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA).

    Jovens indígenas de Iauaretê na prática durante a Oficina de Comunicação e Tecnologias. Foto: Eucimar Aires/Foirn

    Os participantes conheceram técnicas de gravação e produção de áudio, como também a produção de roteiro para a produção de um boletim de áudio como o podcast Wayuri.

    No grupo de Tecnologias de Comunicação, ministrado pelo estudante de Química na Unicamp, Cleiton Melgueiro, os participantes conheceram um pouco mais sobre o funcionamento de algumas tecnologias mais usadas atualmente, como o celular e funcionamento das redes móveis e modelos de transmissão.

    Juventude é esteio das gerações futuras

    “Estou muito feliz por essa oportunidade de oferecer essas oficinas para a nossa juventude. Precisamos fortalecer e registrar nossa cultura e as nossas histórias. Hoje podemos fazer isso com mais facilidade através do uso das tecnologias de comunicação. Eles são os esteios das futuras gerações”, afirmou professor Leonardo.

    A professora Márcia Ferreira Tukano, professora da língua portuguesa, também reafirmou a importância do uso das novas tecnologias para o fortalecimento das práticas educativas e estímulo da juventude para registrar as histórias, a diversidade sociocultural existente em Iauaretê. “Depois dessa oficina que estamos recebendo hoje, vamos continuar a trabalhar e a incentivar a nossa juventude a registrar o que temos aqui, temos muitas histórias e muitas línguas que precisam ser registradas e divulgadas. Queremos incentivar e motivar para que saiam comunicadores e escritores entre esses jovens”, afirmou.

    A coordenação da escola, representada pelo professor Leonardo, agradeceu à FOIRN, em especial a diretora de referência Janete Alves pelo esforço dado para a realização da oficina, e afirma que a escola vai trabalhar para que outras oficinas sejam propostas e realizadas.

  • Oficina sobre como aproveitar melhor “madeiras roliças” reuniu representantes das 5 regiões do Rio Negro em São Gabriel da Cachoeira.

    Diretores da FOIRN, participantes da oficina e instrutores da oficina. Foto: SETCOM/FOIRN
    Diretores da FOIRN, participantes da oficina e instrutores da oficina. Foto: SETCOM/FOIRN

    A FOIRN realizou em parceria com a Aliança pelo Clima e a escola Hedelhof, ambos da Austría, a Oficina de Técnicas em Contrução com Madeira roliça e Manuseio de Plainadeira acoplado em Motossera.

    A oficina que aconteceu entre 24 a 27 de março reuniu representantes das regionais como o Baixo e Médio Rio Negro, Alto Rio Negro, Rio Içana, Uaupés e Tiquié.

    Para o diretor da FOIRN, Renato Matos, a oficina trouxe novas técnicas de como aproveitar melhor as madeiras que existem na região e que foi muito positivo e de grande aprendizado para os participantes que serão os multiplicadores do conhecimento adquirido.

    Os instrutores da oficina são: -Josef Beneder, Herbert Grulich, Johannes Bichl e Johann Kandler.

  • Oficina sobre Direitos da Mulher reuniu mulheres indígenas de três municípios do Rio Negro

    Direitos da Mulher Indígena foi o assunto da Oficina em Santa Isabel do Rio Negro, realizado entre os dias 23 a 25 de Setembro de 2013

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    A oficina

    Realizada pelo DMIRN (Departamento das Mulheres Indígenas do Rio Negro) da FOIRN em parceria e apoio da FUNAI- CCRN, a oficina teve como objetivo principal a Promoção em direitos indígenas da mulher e fortalecer a cidadania das moradoras dos municípios do Rio Negro.

    Mulheres de Iauaretê, Barcelos, São Gabriel da Cachoeira e de Santa Isabel tomaram conta do Auditório Salesiano entre os dias 23 a 25 de setembro. Entre elas estavam representantes dos Departamento de Mulheres da ASIBA (Associação Indígena de Barcelos), ACIMRN (Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro) e dos bairros de Santa Isabel participaram do encontro.

    Durante os três dias a programação foi recheada de palestras, debates e discussões em torno de problemas enfrentadas pelas mulheres indígenas nos três municípios e comunidades do Rio Negro.

    Os grupos de trabalhos foram orientados por perguntas norteadoras elaboradas com base nas palestras: Direitos da Mulher ( Profa Madalena Gama Bendaham – Secretária do Conselho Municipal de Direitos da Mulher/SGC); – Cultura Indígena como Direito (Higino Tenório – Liderança Tuyuka); Direitos Indígenas como Direitos Humanos (Benjamim Baniwa – Vice-Presidente da ASIBA); – e exposições dos Departamentos de Mulheres da FOIRN, ASIBA e ACIMRN.

    Elas (ainda) não conhecem seus direitos.

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    Das mais de 50 mulheres vindos das mais diversas localidades, poucas conheciam seus direitos antes de participarem da oficina. Apesar do nível e formas de violência nas comunidades indígenas não serem os mesmos das cidades, foram elaboradas propostas de ações para que mulheres nas comunidades também conheçam e façam valer seus direitos.

    Segundo a Rosane Cruz, 23, Piratapuya, Coordenadora do Departamento de Mulheres Indígenas da Foirn (Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro), é fundamental que o movimento de mulheres construa estratégias de comunicação e informação para que as mulheres que ficam nas comunidades mais distantes das cidades também conheçam seus direitos. “Traduzir as leis, como a da Maria da Penha nas línguas indígenas pode ser uma forma de torná-la essa lei conhecida pelas mulheres indígenas nas comunidades. Como também exigir mais a presença e participação dos órgãos competentes na divulgação dessas leis”- diz.

    Mesmo nas cidades, as informações não chegam às casas. E é nesses espaços que vivem as mulheres indígenas que sofrem violência e discriminação das mais váriadas formas, segundo os levantamentos realizado pelos grupos de trabalho.

    Mulheres pedem mais atenção.

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    Em três dias de oficina, com base nos resultados dos GTs, ficou bastante claro e preocupante a ausência do poder público e a falta de ações voltadas para o atendimento especializado à elas.

    Em carta elaborada ao final da oficina, deixam claro e exigem mais respeito e atenção: “Estudamos sobre como nós devemos proteger a integridade da mulher e como denunciar as violências que as mulheres sofrem. Debatemos sobre as melhores formas de comunicação entre nós para criarmos canais seguros de informação, proteção e segurança para mulheres”- descreve a carta. E ainda: “Diante dessas realidades exigimos que os Municípios e as Câmaras Municipais criem estruturas de atendimento dos direitos das mulheres: – Secretaria Municipal da Mulher; – Criação do Conselho; – Municipal dos Direitos da Mulher; – Delegacia Especializada para atendimento a Mulher; – Casa de Abrigo em casos de violência, ameaças, etc..”- finaliza a carta que será destinada aos prefeitos dos três municípios do Rio Negro (Barcelos, Santa Isabel e São Gabriel), com copias para as Câmaras Municipal.

    Os homens devem colaborar.

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    As leis que tratam sobre direitos da mulher devem ser de conhecimentos de todos, não apenas mulheres, como foi lembrado e recomendado pelas participantes da oficina em Santa Isabel.

    Casos de violência veiculados diariamente pela imprensa contra mulheres são cometidos por maridos ou parceiros. “A mulher é sempre vista como algo a ser discriminada, violentada, temos que lutar para mudar isso”- disse uma das participantes da oficina.

    Para mudar isso, é importante que os homens (os que praticam essas atitudes) comecem a repensar e mudar sua maneira de ver e de tratar as mulheres. Afinal, os dois tem direitos iguais, que devem ser respeitados, e acima de tudo, cumpridos.