Tag: Povos Indígenas

  • No Rio Negro mulheres reafirmam protagonismo durante a indicação da nova coordenação para o Departamento de Mulheres Indígenas da FOIRN

    No Rio Negro mulheres reafirmam protagonismo durante a indicação da nova coordenação para o Departamento de Mulheres Indígenas da FOIRN

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), através do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro (DMIRN), realizou no dia 11 de fevereiro uma reunião extraordinária para a indicação da nova Coordenação Geral, para fortalecimento do âmbito do movimento das mulheres indígena nacional e do Rio Negro. A atual Coordenadora do Departamento, Maria do Rosário (Dadá Baniwa), eleita em 2020, aceitou o compromisso com a indicação das lideranças indígenas do Rio Negro para assumir a Coordenação Regional do Rio Negro da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI).

    Diante disso, o DMIRN convocou uma reunião extraordinária para repasse de informações sobre os trabalhos e a necessidade de eleição de uma nova coordenadora pelas mulheres indígenas das coordenadorias regionais através de indicação de uma de suas conselheiras.

    Por ser conhecedora dos projetos em andamento do departamento e um histórico de participação do movimento indígena das mulheres do Rio Negro, na avaliação das participantes e conselheiras presentes, culminou na indicação da professora Cleocimara Baré da comunidade Cartucho – Médio Rio Negro do município de Santa Isabel do Rio Negro, formada em Licenciatura de Políticas Educacionais e Desenvolvimento Sustentável – Yēgatu. Desde 2008 vem atuando com experiência no movimento de mulheres Indígena do Rio Negro, como presidente da Associação das Comunidades Indígenas e Ribeirinhas (ACIR).

    As mulheres indígenas do Rio Negro foram precursoras na criação de associações de base lideradas por mulheres, assim como na luta pela criação de um departamento que pudesse atender aos seus anseios e necessidades como mulheres indígenas, que completou 20 anos em 2022. 

    Muitos são os desafios das mulheres indígenas da região. Ao longo de séculos houve enfrentamento a violência opressora do colonialismo, assim como do Estado brasileiro e suas políticas de desenvolvimento para a Amazônia, que sempre desconsideraram as vulnerabilidades dos povos tradicionais, em especial das mulheres, sempre mais atingidas pelos problemas sociais, econômicos e culturais.

    Buscar melhores condições de vida para as mulheres indígenas, envolvendo a criação de políticas públicas, assim como promover o controle social é papel do Departamento de Mulheres da Foirn em parceria com organizações públicas e da sociedade civil, estão engajadas na luta por equidade de gênero, assim como pelo protagonismo feminino para que as mulheres indígenas possam ocupar espaços de decisão, tanto no nosso mundo indígena, quanto na sociedade não indígena.

    No âmbito atual do movimento indígena do Rio Negro e nacional o protagonismo das mulheres indígenas tem conquistado espaços nos últimos anos, levando suas lideranças a reconhecimento mundial, destacando-se a Ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, e a Presidente da FUNAI, Joênia Wapichana.

  • Turismo de pesca esportiva de base comunitária se fortalece em São Gabriel da Cachoeira e em Santa Isabel do Rio Negro, no Amazonas

    Turismo de pesca esportiva de base comunitária se fortalece em São Gabriel da Cachoeira e em Santa Isabel do Rio Negro, no Amazonas

    Seguindo instruções normativas da Funai e da PNGATI, As associações Indígenas Ahkó Iwí e ACIR lançarão em breve editais para chamada de parceiros comerciais  para atuar no rio Curicuriari, afluente do rio Negro, e em trecho do Rio Negro em Santa Isabel.

    O protagonismo indígena na elaboração de propostas de turismo de base comunitária chega com força neste início de 2023. Oito comunidades indígenas de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, se reuniram entre os dias 20 e 28 de janeiro para construir o plano de Turismo de Pesca Esportiva no Rio Curicuriari, afluente na margem direita do Rio Negro. O Curicuriari é também cenário de uma das mais belas paisagens da Amazônia, com vista privilegiada para a Serra do Curicuriari, conhecida como Bela Adormecida, um lugar sagrado para os povos indígenas rionegrinos . 

    Simultaneamente, a Associação das Comunidades Indígenas do Rio Negro ACIR também lidera um processo de ordenamento pesqueiro para elaboração do Plano de Turismo de Pesca esportiva em sua área de abrangência no Médio Rio Negro, no município de Santa Isabel do Rio Negro.

    As agendas de ordenamento do turismo de pesca esportiva são coordenadas pelas Associações Indígenas Ahkó Iwí (Água e Terra, na língua Tukano e nheengatu) e ACIR  e contam com a participação de assessores da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), do Instituto Socioambiental (ISA), Instituto Brasileiro do Meio e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e representantes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas/Coordenação Regional do Rio Negro (FUNAI/CRRN). A regulamentação do turismo em terra indígena é feita através de uma instrução normativa da Funai (03/2015), que segue diretrizes da Política Nacional de Gestão Ambiental e Territorial em Terras Indígenas (PNGATI).

    A PNGATI (decreto 7.747/12) prevê em seu eixo V “o apoio a iniciativas indígenas sustentáveis de etnoturismo e de ecoturismo, respeitada a decisão da comunidade e a diversidade dos povos indígenas, promovendo-se, quando couber, estudos prévios, diagnósticos de impactos socioambientais e a capacitação das comunidades indígenas para a gestão dessas atividades”.

    Abertura de edital – Chamada de parcerias

    Seguindo experiências prévias e bem sucedidas na região do Médio Rio Negro, onde associações indígenas filiadas à Foirn já vem desempenhando o turismo de pesca esportiva de base comunitária, a Ahkó Iwí e a ACIR buscarão parcerias comerciais para desenvolver esse trabalho no rio Curicuriari  e no Rio Regro, respectivamente. Serão abertos dois editais em março  visando a seleção de um parceiro para cada operação, como já ocorre nos rios Marié e Uneuixi. A expectativa é de que ainda no primeiro semestre os contratos entre as associações e os parceiros possam ser assinados para que a operação regularizada ocorra a partir da temporada de 2023. 

    Esse é um importante passo para a gestão territorial e ambiental nas Terras Indígenas Médio Rio Negro I e Médio Rio Negro II . A união entre a associação e instituições parceiras do projeto, como ISA, Foirn e Funai fortalecem o processo participativo e protagonizado pelas comunidades indígenas. A Ahkó Iwí a ACIR informam que a região possui um histórico de turismo de pesca esportiva predatória e irregular, assim como de exploração do rio e dos indígenas por invasores. Agora as comunidades estão construindo conjuntamente sua proposta para atuar com um parceiro comercial levando em conta os  impactos socioambientais e culturais da atividade. Acompanhe e siga o blog e as redes sociais da Foirn para ter mais informações e acessar os editais, a serem publicados em março. Mais informações em turismo@foirn.org.br.

  • AÇÃO EMERGENCIAL NO PARAWARY| Responsabilidade e compromisso com os povos Hupda e Yuhupde

    AÇÃO EMERGENCIAL NO PARAWARY| Responsabilidade e compromisso com os povos Hupda e Yuhupde

    Diante do agravamento da situação dos povos indígenas Hupdas e Yuhupde no sítio Parawary, situado nas proximidades da sede do município de São Gabriel da Cachoeira, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN reúne instituições competentes a fim de traçar um plano estratégico emergencial, para conter a crise sanitária que envolve aproximadamente 800 pessoas, entre elas crianças, idosos e puérperas deste povo.

    Tal crise teve início com o deslocamento deste povo para resolver questões relacionadas à benefícios sociais (Bolsa Família, Auxílio Maternidade, entre outros), ingresso em processos seletivos locais e emissão de documentos, que são emitidos somente na sede do município. Com isto, na segunda feira (30/01) a situação agravou-se principalmente devido ao apagão de internet sofrido na região do Rio Negro, que inclusive se estende até o presente momento e sem previsão de retorno, conforme as últimas informações que circulam no município.

    Os povos Hupda e Yuhupde em sua grande maioria habitam principalmente a região do Rio Tiquié, tendo a DIAWI´I como coordenadoria regional de referência nesta organização, são considerado povos de recém contato.

    Durante a reunião emergencial, foram definidos os objetivos de contenção a crise, onde todas as instituições comprometeram-se em especial com a limpeza do local, pois o mesmo está insalubre. Além da limpeza, foi acordada a celeridade na emissão de documentos, e para tal, a FOIRN mobilizou conexão via satélite Starlink, do projeto Wayuri Sustentável, projeto este em parceria com NIA TERO. Demais Instituições se dispuseram a fornecer água potável e mantimentos, devido a carência de recursos.

    A mobilização está ocorrendo com planos estratégicos diariamente. A FOIRN está articulando com novas instituições, e concederam junto aos parceiros ajuda jurídica ao povo Hupda e Yuhpdeh, e conseguinte produzirão relatórios detalhado para posteriormente ser encaminhado ao MPF.

    Imagens da Ação 04/02/2023

  • Loteria em São Gabriel da Cachoeira sem acesso a internet volta ao atendimento graças à ação da FOIRN

    Loteria em São Gabriel da Cachoeira sem acesso a internet volta ao atendimento graças à ação da FOIRN

    Diante do apagão de internet no Rio negro, o corrido no dia 30 de janeiro até o presente momento com falha na fibra optica e distribuição do link.

    População enfrentando filas, sol e chuva aguardando a internet na cidade mais indígena do Brasil, a FOIRN mobilizou tecnologia via satélite de ponta starlink, para a normalização do atendimento do Bolsa Família e Caixa tem. Isso dificultou o retorno de muitos indígenas para as suas comunidades, principalmente do povo indígena de recém contato Hupda e Yuhupde.

    Foi cedido hoje, 01 de fevereiro de 2023, a instalação provisória de uma antena completa da  no ponto de atendimento da loteria, para normalizar e dar continuidade aos pagamentos de benefícios.

    “Foi uma honra fazer essa instalação, ver os sorriso e os agradecimentos do povo, foi muito gratificante. Sempre que precisar melhorar a vida de nosso povo, pode me chamar”. Disse o Alberto Fernandes – Técnico e responsável da Instalação.

    Desde 1987, a FOIRN representa com legitimidade os 23 povos indígenas do Rio Negro, 750 comunidades, 18 línguas indígenas faladas, 91 associações indígenas filiadas a Federação, que abrange os municípios de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira no estado do Amazonas, com 10 terras indígenas demarcadas e duas em processo de demarcação, tem o selo de reconhecimento de maior área úmida de importância nacional e internacional através da convenção Ramsar. É uma associação civil sem fins lucrativa reconhecida como de utilidade pública pela lei 1831/1987 e uma das principais organizações do movimento indígena no Brasil, sendo referência mundial sobre a defesa dos povos indígenas na América Latina.

    Contato para a imprensa: comunicacao@foirn.org.br

  • NOMEAÇÕES DE CARGOS PÚBLICOS PERANTE O NOVO GOVERNO FEDERAL

    NOMEAÇÕES DE CARGOS PÚBLICOS PERANTE O NOVO GOVERNO FEDERAL

    O direito à consulta livre, prévia e informada, prevista na Convenção 169 da OIT estabelece que os governos deverão consultar os povos interessados cada vez que sejam previstas medidas legislativas ou atos administrativos suscetíveis de afetá-Ios diretamente (artigo 6º).  

    O debate sobre a consulta aos povos vem à tona sempre que ocorre mudança de governo, quando há trocas de cargos de livre nomeação e as pastas passam a ser comandadas por pessoas mais alinhadas ideologicamente ao representante democraticamente eleito. 

    No caso das trocas de cargos relacionados à Fundação Nacional Indígena (FUNAI), Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) e demais órgãos que afetem a vida dos povos indígenas, é obrigação do Estado consultá-los, respeitando as suas instituições representativas, suas línguas e cultura.  É o caso do Ministério dos Povos Indígenas, que contou com ampla participação dos movimentos sociais para a indicação do cargo que foi escolhido, neste caso a ministra Sonia Guajajara, eleita deputada federal pelo estado de São Paulo nas eleições de 2022. Da mesma forma, a deputada federal Joenia Wapichana foi a indicada pelo movimento indígena a ocupar o cargo da Presidência da Fundação Nacional Indígena, assim como o indígena Weber Tapeba passou a ocupar o cargo de Secretário da SESAI.  

    É comum, portanto, que cada organização de base e cada povo passe a se organizar internamente para realizar as indicações para as nomeações de cargos que sejam importantes para a gestão da política pública indígena e indigenista. O Estado é vinculado a realizar a consulta e é direito dos povos indígenas decidirem sobre seu presente e seu futuro, considerando o direito à autodeterminação dos povos.

    Nesse sentido, os povos do Rio Negro estão à frente, uma vez que após um longo caminho que se iniciou em 2019, aprovaram seu protocolo de consulta em 26 de novembro de 2022, durante a XVIII Assembleia Geral Ordinária da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) acontecida no centro comunitário Mira Taruka – Casa de Gente na língua nheengatu – na comunidade de Cartucho, em Santa Isabel do Rio Negro (AM).

    A construção do documento passou por um amplo debate pelas cinco coordenadorias da FOIRN, contando com a participação de mais de mil representantes e lideranças indígenas, observando uma metodologia própria com oficinas de advogados e advogadas especialistas na temática dos direitos indígenas e muita discussão das lideranças indígenas sobre como querem ser consultados pelo governo.   

    O documento aprovado facilita e orienta o Estado e os povos a exercerem e exigirem o direito à consulta prévia de todo e qualquer ato administrativo que afetem a vida dos indígenas nessa mudança de governo, dentre eles os cargos de coordenadores da Coordenação Regional da FUNAI e do Distrito Sanitário Especial Indígena, bem como quaisquer outros cargos públicos que possam afetar suas vidas. 

    Vale apontar que representantes eleitos para cargos públicos como prefeitos, vereadores, e outros não são representantes dos povos para os fins da consulta prévia, livre e informada prevista na Convenção 169 da OIT. Ao contrário, ao assumirem cargos representativos do Estado devem obrigatoriamente cumprir o que está disposto na Convenção e na Constituição Federal, ou seja, devem realizar a consulta prévia nos termos do que está previsto na lei e no protocolo de consulta dos povos indígenas do Rio Negro.

    Atenciosamente,

    Coordenação Executiva da FOIRN

    Acesse aqui o documento.

  • Mulheres Indígenas do Rio Negro participam da pré-marcha em Brasília

    Mulheres Indígenas do Rio Negro participam da pré-marcha em Brasília

    A delegação das mulheres indígenas do Rio Negro, estão em Brasília para somar forças com mulheres indígenas de outros biomas brasileiros. Iniciado no dia 30 de janeiro, o evento vai até
    dia primeiro de fevereiro, convocado e realizado pela ANMIGA – Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade, reúne mais de 150 mulheres indígenas.

    pré-marcha, que possui o tema “Vozes da Ancestralidade dos seis biomas do Brasil”, é a etapa preparatória e construção do planejamento da III Marcha das Mulheres Indígenas e outras
    agendas de incidência ao longo do ano, como o Acampamento Terra Livre 2023.

    Entre as atividades do encontro está o planejamento da III Marcha das Mulheres, lançamento do Caderno da Semana dos Povos Indígenas, participação e transmissão da posse das Deputadas
    Federais eleitas da bancada do Cocar – Sônia Guajajara e Célia Xacriabá, Ritual de Enraizamento e fortalecimento dos corpos-territórios.

    Do Rio Negro, participam as mulheres e lideranças indígenas: Maria do Rosario (Coordenadora Geral
    do Departamento de Mulheres Indígenas- Dmirn/Foirn), Madalena Olímpio (Articuladora das mulheres da Bacia do Içana), Belmira Melgueiro (Articuladora das mulheres da região do Alto Rio Negro),
    Bernadete Alcantara (Associação de Professores indígenas do Alto Rio Negro), Elizangela Baré
    (Artesã e liderança indígena), Rosane Cruz(estudante e pesquisadora indígena, ex-coordenadora do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro – DMIRN), Cleocimara Reis
    (Articuladora das mulheres da região do Médio Rio Negro/Foirn), Neide Dantas (Associação Indígena de Barcelos), Janete Martins (Associação Indígena de Artesãos Indígenas de São Gabriel da Cachoeira), Anair Sampaio (Liderança Indígena), Gilce França (Articuladora do Departamento de Educação e Patrimônio Cultural/Foirn) , Marcia Gregório (Associação de
    Mulheres Indigenas do Alto Rio Negro – Amiarn), Joana Galvão (Associação AMARN) e Florinda Lima (Associação Indígena Tuyuka).

  • FOIRN REÚNE INSTITUIÇÕES PARA TRATAR DA SITUAÇÃO EMERGENCIAL DO POVO HUPDA E YUHUPDE EM SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA-AM

    FOIRN REÚNE INSTITUIÇÕES PARA TRATAR DA SITUAÇÃO EMERGENCIAL DO POVO HUPDA E YUHUPDE EM SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA-AM

    Na tarde do dia 31 de janeiro, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) reúne com os representantes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), Distrito Sanitário Especializado Indígena, Conselho Distrital Sanitário Indígena, Instituto Sócio Ambiental e Defensoria Pública na casa dos saberes da FOIRN para tratar sobre a situação emergencial do povo hupda e yuhupde que passam por situações de vulnerabilidade social no beradão do sítio parawari próximo ao município de São Gabriel da Cachoeira.


    Esse período do ano, os parentes se deslocam de suas comunidades ao munícipio em busca de atendimento como saques do auxilio Brasil, outros benefícios sociais, tirar documentações pessoais e participar de processos seletivos locais.


    Nesta reunião, medidas sendo tomada pelo presidente da Foirn, Marivelton Baré e coordenador substituto da FUNAI, Tulio Caio Binotti, que implantarão barreira sanitária, apoio a deslocamento e junto as instituições fazer a interlocução para viabilizar os atendimentos e serviços públicos que os trazem até a sede de São Gabriel da Cachoeira.

  • FOIRN REÚNE LIDERANÇAS INDÍGENAS PARA REPASSAR INFORMAÇÕES DO ACOMPANHAMENTO SOBRE O MPI E DA FUNAI, DSEI/SESAI DE SEU FUNCIONAMENTO E OCUPAÇÃO DE GESTÃO

    FOIRN REÚNE LIDERANÇAS INDÍGENAS PARA REPASSAR INFORMAÇÕES DO ACOMPANHAMENTO SOBRE O MPI E DA FUNAI, DSEI/SESAI DE SEU FUNCIONAMENTO E OCUPAÇÃO DE GESTÃO

    Mais de 200 participantes, dentre elas Lideranças Indígenas representantes democraticamente de suas bases se manifestam aos ataques ao movimento indígena nacional e do Rio Negro, na reunião de informes gerais relativos aos assuntos importantes de alinhamento sobre a estruturação do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), nomeações de novos coordenadores gestores da FUNAI, DSEI e SESAI ocorrido na última sexta feira dia 20, na casa do saber da FOIRN.

    Marivelton Rodrigues do povo Baré, diretor presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), conduziu a reunião virtualmente, iniciou informando sobre a estrutura do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), no qual o mesmo fez parte do GT de transição do governo eleito Lula. 

    “Essa proposta da criação do MPI é do presidente Lula anunciado durante o ATL – Acampamento Terra livre de Abril do ano passado (2022), o mesmo anunciou a criação do Ministério dos Povos Originários e reiterou durante a sua campanha e também quando eleito. Então é isso, para ficar bem claro que às vezes o pessoal diz que pediram a criação, mas não é isso. Foi pensando nos 305 povos que tem aqui no Brasil,  não só de uma determinada região” Disse Marivelton Baré. 

    Houve pessoas que trabalhou incansavelmente em toda a pauta para os povos indígenas no GT de transição do novo governo Lula, os outros que entraram no grupo depois, praticamente foram portariados mais não teve muita contribuição que ficaram como colaboradores, porque em nada contribuíram e nada fizeram também, pois todo o trabalho ficou mais centrado nesse grupo de assessores que contribuíram diretamente, assim como as organizações indigenistas parceiros que sempre trabalharam e tiveram uma luta com a gente nesse processo todo desde quase 522 anos. 

    Também o formato foi bem apresentado ao governo, e um compromisso também assumido com o movimento indígena é de que essas ocupações de cargos se dariam por indígenas que militam no movimento indígena e nas causas dos direitos dos povos indígenas desde sempre, não só agora pelo momento. Há também uma questão partidária que se soma junto nisso, mas essa é a vez do protagonismo indígena através do movimento indígena.

    A forma também de trazer a estrutura toda da fundação nacional que agora, mudou passou a se chamar Fundação nacional dos povos indígenas (funai). Ela traz tudo isso para o ministério, também vem com todas as suas atribuições, desde acompanhar e também coordenar os processos de demarcação, a promoção e dos direitos sociais também, tudo que competia antes ao Ministério da Justiça ela passou a fazer parte agora da estrutura do MPI. 

    Ministério dos Povos Indígenas – MPI 

    Sônia Bone de Sousa Silva Santos, conhecida como Sônia Guajajara, Terra Indígena Arariboia,  é uma líder indígena brasileira e política filiada ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). É formada em Letras e em Enfermagem, especialista em Educação especial pela Universidade Estadual do Maranhão. Recebeu em 2015 a Ordem do Mérito Cultural. Em 2022 foi considerada uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista Time

    A liderança indígena foi coordenadora executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e integrante do Conselho da Iniciativa Inter-religiosa pelas Florestas Tropicais do Brasil, iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

    Em 2022, Sônia integrou a equipe de transição do terceiro governo Lula e foi anunciada como a primeira ministra dos Povos Indígenas.

    Os primeiros meses serão mais para formação de equipes para organizar os trabalhos dessa nova estrutura. Apesar de que em alguns territórios ter casos críticos, como o caso do povo indígena Yanomami do estado de Roraima, que esta em vulnerabilidade desumana e desnutrição.

    Secretaria Especial de Saúde Indígena – SESAI

    Ricardo Weibe Tapeba , é ativista, advogado e líder de comunidade, o mesmo  assume a Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde. Tapeba faz parte da Federação dos Povos e Organizações Indígenas do Ceará (Fepoince) e, em 2016, foi eleito vereador do município de Caucaia, no estado cearense.

    Filho de liderança tradicional, Weibe Tapeba, acompanha desde cedo a luta dos pais pelos direitos dos povos indígenas: a mãe, uma agente de saúde, e o pai, um dos líderes da articulação dos povos indígenas do Nordeste.

    Além disso, no primeiro mandato, foi considerado um dos parlamentares mais atuantes por conta da apresentação de diversos projetos de lei e requerimentos. Por sua forte atuação em prol dos direitos humanos, meio ambiente e saúde, Weibe Tapeba é reconhecido e respeitado por diversas lideranças e movimentos indígenas no país.

    Foi vista uma necessidade desta secretaria continuar dentro da estrutura do Ministério da Saúde, mas também que fosse ocupado pela primeira vez na história por indígena. Deu-se todo esse processo de construção e proposição para o governo.

    Fundação Nacional do Índio – FUNAI

    Joenia Batista de Carvalho, do povo indígena Wapichana, é advogada, sendo a primeira mulher indígena a exercer a profissão no Brasil, e politica brasileira filiada a Rede Sustentabilidade, a primeira deputada Federal indígena do Brasil.

    A sua defesa como deputada são pelos Direitos dos povos Indígenas, Mulheres, Juventude, Direitos Sociais, Sustentabilidade das Comunidades Indígenas.

    Ela foi convidada pelo presidente Lula para assumir a presidência da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI).

    FUNAI (Coordenação Regional/local) e DSEI-ARN

    O movimento indígena tem a retomada de politicas públicas voltadas aos povos indígenas. Seguindo as orientações do mecanismo de indicações, que as pessoas que fossem assumir funções nas coordenações regionais e nos distritos tivessem o elo com o movimento, com a causa indígena e com as organizações que representa, onde não se trata apenas de um município ou uma calha de rio ou uma comunidade, mas que seja uma representatividade maior de todas as calhas de rios. E para o governo federal, quando olha para o alto Rio Negro, onde a FOIRN atua em toda a bacia do Rio Negro, no Rio Solimões é a organização que os representa, e assim sucessivamente para várias organizações federações de todo estado.

    No Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI/ARN), foi indicado o Luís Brasão, o mesmo defende a causa da saúde indígena, é militante do movimento, presidente do conselho distrital de saúde, técnico em enfermagem e foi diretor da Foirn.

    Para Funai, a coordenação regional do Rio Negro, foi indicado a  Maria do Rosário, mais conhecida como Dadá Baniwa, coordenadora geral do Departamento das Mulheres Indígenas do Rio Negro (DMIRN). E para as Coordenações Técnicas Locais (CTLs), está com definição de indicações para novos CTLs, que foram indicados por essas regiões em conversas com suas organizações, onde estão enviando esses documentos e repassado esse processo de tramitação.

    “A ordem é de desmilitarizar, que há muito tempo nada foi feito em prol dos povos indígenas, em algumas regiões ainda tem pessoas que defende e que continua, não é o nosso caso, porque nós temos que trabalhar por questões e melhoria da política indigenista, o indígena em nosso território por muito tempo está à mercê da própria sorte, e nós não somos estado brasileiro para poder fazer esse papel, é responsabilidade do governo fazer nas três esferas, seja ela municipal, estadual e federal. Por exemplo, Prefeito tem que cuidar do município, quem é governador tem que cuidar do Estado, não precisa haver competição, fazer cumprir seu papel também, pois cada segmento se dá nisso, não adianta querer atropelar o outro”. Afirma Marivelton Baré.

    “A Federação vem sendo atacada, de forma radicalizada por pessoas que nunca fizeram parte e não conhecem o movimento indígena, é hora de levar as coisas muito mais a sério, as mudanças e fortalecimento agora da atuação do governo junto às organizações do movimento indígena não-governamental, indigenistas e outras se dá exatamente pra tirar o país, as regiões desse buraco que foi feito pelo governo anterior. Temos a responsabilidade nesse novo momento agora, a gente poder organizar o nosso território.” Completa o diretor presidente da Federação.

    “Estou aqui para comemorar a nossa conquista, a nossa vitória. Fiz parte da luta e da criação do movimento indígena do Rio Negro, a fundação da FOIRN, todos nós sofremos junto com o falecido pai do vereador Ernani no distrito de Pari Cachoeira, no o início desse movimento até o presente momento, na época eu não me sentia preparado para assumir cargo no movimento. Fiz questão de vir para esta reunião, para apresentar o meu apoio na indicação ao sr. Luís Brasão para coordenação do Dsei. Estivemos juntos em Brasília em 2002, na criação dos 34 distritos, no qual eu era conselheiro distrital, fomos com o meu suplente José Maria Barreto, defender a medicina tradicional, até o presente momento eu não fui reconhecido, mas isso não me faz desanimar, estou aqui para somar juntos.”  Disse Domingos Brandão do povo Tukano – Liderança tradicional de Pari Cachoeira. 

    O vereador Hernani Vaz de Abreu do povo tukano, do PT, natural do Distrito de Parí Cachoeira, disse que o mesmo é herança da luta do movimento indígena, após os 36 anos, o movimento conseguiu realizar o sonho das lideranças antigas, um deles é comandar os cargos políticos da região de São Gabriel, na prefeitura e câmara de vereadores e secretários municipais.  

    “Hoje sou Vereador, herança dessa luta do movimento indígena, não tenho porque ser contra ou ser posição ao beneficio hoje conquistado pela luta do movimento indígena. Meu pai Sebastião Rocha de Abreu, ele fez parte dessa luta e principio do movimento indígena. E depois de 36 anos nós conseguimos realizar um grande sonho que há muito tempo esses nossos líderes antigos sonharam, antes desse sonho grande nós já conquistamos outros sonhos regionais, locais, municipais. Nossos pais sonhava que os educadores de nossos filhos fossem os próprios filhos a ensinar.”

    “… eu aceito o Luís criticar, eu aceito o Domingos Brandão criticar, os meus irmãos de Pari cachoeira, eu aceito outras lideranças que estão aqui de nossas bases criticarem porque vocês vivenciaram, vocês lutaram, vocês brigaram, agora eu não admito jamais alguém vem falar mal do nosso movimento que jamais lutou ou vivenciou isso. Não é o momento de estar brigando, é momento de nos unir  e nos fortalecer, essa é a oportunidade que o nosso presidente Lula está dando, esse espaço para nós, eu fico muito triste como o nosso parente. Nós da Câmara municipal os três vereadores do triangulo tukano estamos à disposição e parabenizar todos que lutaram para chegar a esse momento histórico.” Completa Vereador Ernani.

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) é representante legítima dos 23 povos indígenas do Rio Negro, 750 comunidades, 18 línguas indígenas faladas, 91 associações indígenas filiadas a Federação, que abrange os municípios de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira no estado do Amazonas, com 10 terras indígenas demarcadas e duas em processo de demarcação, tem o selo de reconhecimento de maior área úmida de importância nacional e internacional através da convenção Ramsar. É uma associação civil sem fins lucrativos reconhecidos como de utilidade pública pela lei 1831/1987, é uma Organização Não – Governamental (ONG) e uma das principais organizações do movimento indígena no Brasil, sendo referência mundial sobre a defesa dos povos indígenas na América Latina. 

    Informações para a imprensa: comunicacao@foirn.org.br

  • FOIRN E APIAM REÚNEM COM O MPF/AM (5º e 15º oficio)

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) e a Articulação das Organizações e Povos indígenas do Amazonas (APIAM) reuniram nesta sexta feira (13), com o Ministério Público Federal, Dr. Fernando Merloto Soave, 5° Ofício e com o Breno, assessor do Dr. Luiz Paulo Paciornik Schulman, 15° Ofício, para retomada dos diálogos e as pautas urgentes sobre os processos de demarcação das terras indígenas, da BR 319, Saúde Indígena no âmbito dos Distritos Sanitários Especiais indígenas do estado do Amazonas, Fundação Nacional do Índio CRs, Situação de ameaças com a Mineração no Estado do Amazonas, Situação do contexto urbano para os povos indígenas do estado, Catrapoa, GTI Saúde Indígena e GT segurança de territórios indígenas o estado do Amazonas.

    A FOIRN, é uma organização representante dos 23 povos indígenas habitantes nos três municípios, São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos, sendo 750 comunidades, 91 associações indígenas, 18 línguas faladas e uma população de 50 mil pessoas pertencentes a quatro família linguísticas tukano, aruak, nadahup e Yanomami.

  • FOIRN REPRESENTAÇÃO LEGÍTIMA DOS 23 POVOS INDÍGENAS DO RIO NEGRO APRESENTA DEMANDAS PARA A PRESIDENTE DA FUNAI JOENIA

    FOIRN REPRESENTAÇÃO LEGÍTIMA DOS 23 POVOS INDÍGENAS DO RIO NEGRO APRESENTA DEMANDAS PARA A PRESIDENTE DA FUNAI JOENIA

    Na manhã desta quarta feira, 11 de janeiro, o diretor presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), representação legítima dos 23 povos indígenas, Marivelton Baré, participou da reunião com a presidente da Funai, Joenia Wapichana, sobre as demandas para a Coordenação Regional do Rio Negro e CTLs da região e retornar a assinatura do acordo de cooperação técnica entre a Foirn e Funai para as ações e trabalhos na região do Rio Negro. Para as 750 comunidades indígenas, 91 associações de base, 50 mil indígenas que compreende os municípios de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel.