Tag: Povos Indígenas

  • A COMITIVA DE LIDERANÇAS INDÍGENAS DO RIO NEGRO PARTICIPA DO SEMINÁRIO DE 10 ANOS DA PNGATI EM BRASÍLIA – DF

    A COMITIVA DE LIDERANÇAS INDÍGENAS DO RIO NEGRO PARTICIPA DO SEMINÁRIO DE 10 ANOS DA PNGATI EM BRASÍLIA – DF

    Os participantes realizaram uma avaliação sobre os dez anos de implementação da PNGATI, evidenciando e reafirmando que é urgente e necessário a retomada da PNGATI.

    A diretoria executiva da Federação das Organizações indígenas do Rio Negro (Foirn) participou do Seminário de 10 anos da Politica Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas – PNGATI em Brasília – DF, que reuniu mais de 50 organizações indígenas e indigenistas entre os dias 07 a 09 de junho de 2022.

    Com o objetivo de realizar o balanço da implementação e propostas para o futuro. Os participantes realizaram uma avaliação sobre os dez anos de implementação da PNGATI, evidenciando e reafirmando que é urgente e necessário a retomada da PNGATI e da sua implementação, de suas ações e reabilitar politicas públicas e fundos de investimentos para o território e organizações indígenas  em todo estado brasileiro, por ser uma conquista dos povos indígenas do Brasil.

    Criada por decreto presidencial em 2012, a PNGATI é a primeira política indigenista construída de modo participativo, e representa um dos maiores avanços na perspectiva da gestão autônoma e sustentável dos territórios indígenas em todo o país.

    A Foirn também participou da Audiência Pública na manhã de quinta feira (9) na câmara dos deputados sobre o Seminário de 10 anos da PNGATI, em defesa da regulamentação do projeto de lei proposto pela deputada Joenia Wapichana, a mesma apresentou o requerimento para realização da audiência. Como foco principal o evento teve a discussão e o debate do Projeto de Lei (PL) 4347/2021, proposta em debate na Câmara que transforma em lei a política de gestão em terras indígenas. A Audiência contou com a participação das organizações e lideranças indígenas, organizações não governamentais e parceiros.

    Marivelton Barroso do povo Baré, Diretor Presidente da Foirn, na oportunidade da fala, fez a leitura da conjuntura dos retrocessos dos direitos dos povos indígenas nesse governo anti-indígena e anti facista, que ó governo Bolsonaro.

    A comitiva de lideranças indígenas do rio negro, composta por quatro diretores da Foirn e associações ACIMRN, ACIBRN, ACIR e o Departamento de Adolescentes e Jovens do Rio Negro (DAJIRN), participaram da reunião e audiência com a Coordenação Geral de Promoção ao Etnodesenvolvimento da FUNAI para tratar sobre o detalhe do plano e cartas de anuência dos projetos de Turismo em Terras Indígenas prevista para as temporadas e expedições de 2022 e 2023. Fase em que dá a questão da cobrança e agilidade dos procedimentos e as escolhas de autonomia dos povos indígenas nos seus projetos, autônomos de governança de gestão territorial, fortalecendo a economia indígena das comunidades, de forma sustentável e transparente e participativa.

    “A reunião foi bastante promissora, fomos recebido pelo técnico Douglas Souza que é o ponto focal do Rio Negro e a gerente de economia que é a  Elaine que recebeu toda essa comitiva e pôde tratar de detalhes e também termos de compromissos, tendo em vista o desenvolvimento de atividades alternativas de turismos em terras indígenas.” Marivelton Baré.

    Na oportunidade o diretor presidente da Foirn entregou exemplares de livros de Pgtas, agendas e calendários da Foirn para a coordenação CGETNO da FUNAI em Brasília/DF.

    O evento é organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), Centro de Trabalho Indigenista (CTI), Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé), Instituto Socioambiental (ISA), Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC), Associação Floresta Protegida (AFP), Operação Amazônia Nativa (OPAN), Comissão Pró Índio do Acre, The Nature Conservancy Brasil (TNC), e Rede de Cooperação Amazônica (RCA).

  • FOIRN PARTICIPA DA ELABORAÇÃO DE PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA FAS

    FOIRN PARTICIPA DA ELABORAÇÃO DE PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA FAS

    Através do diretor Dario Casimiro do povo Baniwa e Belmira Melgueiro do povo Baré, coordenadora do Departamento de Educação e Patrimônio Cultural, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), participou da elaboração de planejamento Estratégico da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), nos dias 8 e 9 de junho na comunidade Três Unidos – Núcleo Assy Manana, localizada na área de proteção ambiental (APA) Rio Negro, uma unidade de conservação sob a gestão do governo do Estado do Amazonas em parceria com a FAS.

    Esse encontro de lideranças tem como objetivo elaborar um planejamento estratégico de cooperação conjunta agrupando as demandas e necessidades prioritárias dos povos indígenas para a agenda indígena da Fundação Amazônia Sustentável e parceria com as Associações e Federações.

    A discussão e elaboração foram coordenadas pela assessoria e consultoria técnica da FAS e Agencia de Cooperação Técnica Alemã – GIZ e, financiado pela Embaixada Real da Irlanda.

    Com a participação de lideranças indígenas representantes das associações e organizações Indígenas como a FOIRN, União dos povos Indígenas do Vale do Javari (UNIJAVA), Federação das Organizações dos povos Indígenas de Manaus Entorno (COPIME), Organização Indígena do Povo Paiter Surui (METAREILA), Rede de Mulheres Indígenas do Amazonas(MAKIRA-ETA), Associação de Produtores Etnia Haskariana (ASPREHE), Conselho Geral do Povo Hexkaryana(CGPH), Conselho dos Produtores Satere Mawe (CPSM), Conselho Geral da Tribo Satere Mawe, Associação Comunitário Indígena Agricola Nheengatú Comunidade Terra Preta Rio Negro (ACINCYP), Associação dos Povos Indígenas Apurinã da TI Itiximitati (APIAJ) e Associação Comunitário Indígena Baré de Nova Esperança (ACIBANE).

  • Rede Wayuri é premiada em Haia por inovação e combate à desinformação

    Rede Wayuri é premiada em Haia por inovação e combate à desinformação

    Comunicadores indígenas do Rio Negro receberam o Prêmio Estado de Direito 2022, do World Justice Project, pela produção de informações confiáveis e enfrentamento às notícias falsas. Diretor-presidente da Foirn Marivelton Baré viajou à Holanda

    Por Ana Amélia Hamdan – Jornalista do ISA

    Quarta-feira, 1 de Junho de 2022 às 17:39

    claudia wanano
    Claudia Wanano, jornalista da Rede Wayuri de Comunicadores Indígenas, aparece na tela de premiação na Holanda|Diana Gandara/ISA

    Acostumada a enfrentar o desafio das grandes distâncias na Amazônia, a Rede Wayuri de Comunicadores Indígenas foi ainda mais longe. Nesta terça-feira (31/5), o grupo que atua na região do Alto Rio Negro (AM) recebeu o Prêmio Estado de Direito 2022, do World Justice Project (WJP), na cidade de Haia, na Holanda, durante o Fórum Mundial de Justiça 2022. A rede foi reconhecida pela inovação e o combate à desinformação na Amazônia brasileira. 

    Conforme divulgado pela WJP, a Rede Wayuri foi selecionada em uma busca global. “Eles construíram conscientização e engajamento local em questões como a pandemia, a violência contra as mulheres e uma série de ameaças ambientais”, disse a organização. 

    Marivelton Barroso, do povo Baré e presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), recebeu a premiação pessoalmente em nome dos comunicadores. Em seu discurso, a liderança indígena reforçou que a atuação da Rede Wayuri ganha ainda mais relevância no atual cenário político do Brasil, com os povos indígenas convivendo diariamente com ameaças aos seus direitos, inclusive com ataques aos territórios. 

    marivelton e juliana radler em haia
    Marivelton Barroso, da Foirn (de casaco marrom) e Juliana Radler, assessora do ISA (de verde) recebem em Haia, na Holanda, reconhecimento à Rede Wayuri|Diana Gandara/ISA

    “A Rede Wayuri exerce um papel fundamental através de comunicadores indígenas que fortalecem as comunidades ao distribuírem informações verdadeiras que fazem a contranarrativa às notícias falsas que promovem o medo e colaboram para o aumento da violência e da destruição na Amazônia”, afirmou. 

    Ainda durante seu discurso, Marivelton Baré ressaltou a importância das mulheres indígenas na comunicação, mencionando as comunicadoras Cláudia Ferraz, do povo Wanano, Edneia Teles, do povo Arapaso, Janete Alves, do povo Desana, e Elisângela da Silva, do povo Baré, pela imensa contribuição aos trabalhos da Rede Wayuri. 

    Jornalista e articuladora de políticas socioambientais do Instituto Socioambiental (ISA), Juliana Radler, que atua com a Rede Wayuri desde a sua criação, em 2017, também esteve em Haia para a premiação e comemorou. “O reconhecimento internacional da Rede Wayuri mostra o quanto o combate à desinformação é importante no Brasil, assim como a situação de vulnerabilidade e ameaças que os povos indígenas e a Amazônia vêm enfrentando no atual contexto político brasileiro, onde o Estado de Direito também está sob ataque”, destacou durante entrevista em Haia.

    Atualmente, a Rede Wayuri é composta por cerca de 55 comunicadores de 16 etnias. Cinco deles trabalham a partir do município de São Gabriel da Cachoeira (AM), realizando semanalmente o programa de rádio Papo da Maloca, que vai ao ar na FM 92,7, de alcance local, com as locutoras Cláudia Wanano e Juliana Albuquerque, do povo Baré.

    rede wayuri
    Rede Wayuri em ação: comunicadores indígenas registram histórias em São Gabriel da Cachoeira (AM)|Ana Amélia Hamdan/ISA

    m seguida, Cláudia Wanano edita o programa, dando forma ao Podcast Wayuri, disponibilizado nas principais plataformas de áudio. Também compõem o grupo Adelson Ribeiro, do povo Tukano, Irinelson Piloto Freitas, Tukano, e Álvaro Socot, do povo Hup’dah. A rede se prepara agora para reforçar sua presença das redes sociais. Visite o instagram da Rede Wayuri. 

    Outros cerca de 50 comunicadores atuam diretamente do território indígena, encaminhando informações por WhatsApp e radiofonia. Mesmo com as dificuldades de comunicação em algumas áreas remotas da Amazônia, a rede leva as informações adiante e tem como uma de suas funções apurar as informações de forma a combater as notícias falsas.

    Em janeiro, durante a IV Oficina da Rede Wayuri, o grupo chegou a traduzir para as línguas indígenas da região o termo fake news, o que facilita a compreensão sobre as notícias falsas na região. 

    Ligada à Foirn e com a parceria e apoio do Instituto Socioambiental (ISA), a Rede Wayuri de Comunicadores Indígenas foi criada em 2017. Começou com poucos comunicadores e vem ganhando força a partir da valorização das próprias comunidades indígenas da importância do trabalho dos comunicadores na defesa dos seus direitos e do acesso à informação.

    rede wayuri
    Cláudia Wanano, Juliana Albuquerque (Baré), Adelson Ribeiro (Tukano) e Irinelson Piloto (Tukano) apresentam o programa de rádio Papo da Maloca|Ana Amélia Hamdan/ISA

    A rede atua em um território indígena onde estão localizadas cerca de 750 comunidades de povos de 23 etnias nos municípios de São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos. Em São Gabriel da Cachoeira – considerada a cidade mais indígena do Brasil –, além do português há quatro línguas indígenas co-oficiais: Nheengatu, Baré, Baniwa e Yanomami. 

    Prêmio WJP

    O WJP é uma organização independente e multidisciplinar que trabalha para gerar conhecimento e conscientização sobre a importância do devido processo legal no mundo. 

    O Prêmio WJP reconhece conquistas de indivíduos e organizações para fortalecer o Estado de Direito de forma exemplar. Já receberam a premiação o ex-presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter (2017), e a advogada iraniana de direitos humanos e Nobel da Paz, Shirin Ebadi (2013). 

    Participaram do Fórum de Justiça 2022 líderes como a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet; Vice-Presidente para Valores e Transparência na Comissão Europeia, Vera Jourová; o presidente da Microsoft, Brad Smith, entre outros.

    Acesse aqui o discurso do Diretor Presidente da FOIRN:

    https://drive.google.com/file/d/14A2Ouw8mESFBWq-qQws4U3ycoPzg4SMI/view?usp=sharing

  • FOIRN PARTICIPA DO I SEMINÁRIO DO GT PARA INCIDÊNCIA INTERNACIONAL INDÍGENA NA ÁREA DE CLIMA || Da Amazônia para o Mundo

    FOIRN PARTICIPA DO I SEMINÁRIO DO GT PARA INCIDÊNCIA INTERNACIONAL INDÍGENA NA ÁREA DE CLIMA || Da Amazônia para o Mundo

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), através do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro (Dmirn), a coordenadora Maria do Rosário Piloto Martins representou a instituição na participação do I Seminário do GT para Incidência Internacional Indígena na Área de Clima.

    Este evento foi realizado pela Rede de Cooperação Amazônica-RCA e Operação Amazônia Nativa – OPAN na cidade de São Paulo no período de 26 a 27 de maio de 2022. 

    O Seminário foi realizado com o objetivo de apoiar a criação de um grupo de trabalho de referência indígena voltado à pauta de incidência internacional em clima; Contextualizar as oportunidades de incidência internacional de povos indígenas na área de clima e ampliar para mais representes indígenas das organizações de base da Amazônia brasileira, membros da RCA e parceiros da OPAN; Iniciar um processo contínuo de intercambio de experiências entre os participantes; Tecer conjuntamente uma linha estratégica que parta das realidades, saberes, necessidades e expectativas das comunidades e organizações de base da Amazônia, com ênfase no protagonismo indígena; Favorecer que as vozes indígenas, iniciativas e alertas alcancem as instancias de negociação e decisão sobre as políticas, acordos e financiamentos internacionais de clima.

    Estavam presentes neste seminário a Jessica Maria da Conceição Nascimento-CIR; Sineia Bezerra do Vale- CIR;  Maria do Rosario Piloto Martins- DMIRN/FOIRN; Luene Anica dos Santos- AMIM; Eldo Carlos Gomes Barbosa Shanenawa- OPIAC; José Marcondes Rosa-  AMAAIAC; Andreia Fanzeres- OPAN; Mariana Lacerda- OPAN; Yaiku Suya- AIT; Herman Hudson de Oliveira- FORMAD; Eliane Rodrigues de Lima- FEPOIMT; Kaianaku Fogaça Kamauira- FEPOIMT; Stela Hershmann- OC; Luiz Donizete Grupioni- IEPÉ/RCA; Lucas Gomes- RCA; Patricia de Almeida Zuppi- RCA.

  • X ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DA CAIMBRN|| Construção e validação do Protocolo Geral de Consulta dos Povos e Comunidades Indígenas do Rio Negro

    X ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DA CAIMBRN|| Construção e validação do Protocolo Geral de Consulta dos Povos e Comunidades Indígenas do Rio Negro

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – Foirn, realiza a X Assembleia Regional Ordinária da Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio Baixo Rio Negro – Caimbrn, que completa este ano 18 anos de existência sendo a última coordenadoria da Foirn a ser criada em 2004, no processo de fortalecimento e regionalização da área de abrangência da organização.

    A abertura ocorreu hoje (23/05) no ginásio dos salesianos no município de Santa Isabel do Rio Negro e vai até o dia 27 de maio de 2022, com a mesa de autoridade composta pela coordenação regional da Caimbrn e o diretor presidente da Foirn, referência do Médio e Baixo Rio Negro Sr. Marivelton Baré, com as presenças ilustres de representante do poder executivo municipal, representante do Idam, representante do Dsei, representantes das escolas estaduais e representantes da diretoria das associações Acimrn e Asiba que são referência de sub sede da coordenadoria regional.

    Participam da assembleia dez delegados representando as 12 associações de base da região: Ayrca, amik, ahkoiwi,  acibrn, acir, kurikama, acimrn, acirpp, aiacsj, aibad, asiba, nacib

    A abertura marcou o momento do início de assembleia com o benzimento tradicional e dança tradicional do japurutu, dança do cariçú, dança das mulheres yanomami kumirayoma e o espetacular dança da maníaka murasi da comunidade de cartucho.

    Na abertura o diretor presidente além das demais autoridades composta a mesa enfatiza e frisa a importância do momento registrando os ex coordenadores e ex diretores da Foirn para a região e o momento de diálogo, construção planejamento e oportuno para a construção e consolidação do protocolo de consulta da região Caimbrn.

    Nesta Assembleia serão apresentadas e discutidas sobre as atividades das Associações de Base da região; Apresentação do Planejamento de atividades a ser realizada pela CAIMBRN/FOIRN até dezembro de 2022; Grupo de Trabalhos de discussão para elaboração de propostas de atividades, projetos e assuntos gerais para 2023 e 2024 e Oficina para Construção e validação do Protocolo Geral de Consulta dos Povos e Comunidades Indígenas do Rio Negro.

  • AÇÃO EM COMEMORAÇÃO AO “DIA DO DEFENSOR PÚBLICO” NA COMUNIDADE BOA VISTA FOZ DO RIO IÇANA

    AÇÃO EM COMEMORAÇÃO AO “DIA DO DEFENSOR PÚBLICO” NA COMUNIDADE BOA VISTA FOZ DO RIO IÇANA

    Ação da Defensoria Pública do estado do Amazonas de São Gabriel da Cachoeira-AM, ao atendimento dos povos indígenas na comunidade Boa Vista, localizada na foz do Rio Içana, no dia 21 de maio/2022 (sábado) em comemoração ao “DIA DO DEFENSOR PÚBLICO”.

    Foto: Comunicação – FOIRN

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) em parceria com a Defensoria Pública e Funai, realizou ação em atendimento aos povos indígenas, na comunidade Boa Vista, localizada na foz do Rio Içana, no sábado (21/05) em comemoração ao “DIA DO DEFENSOR PÚBLICO”, 

    A ação teve aproximadamente 102 pessoas procurando atendimento nesse dia da comunidade local e adjacentes, 82 pessoas atendidas entre mulheres, homens e idosos. Os Atendimentos mais procurados foram a União Estável, Retificação (Correção da certidão de nascimento), 2ª via da Certidão de Nascimento e Orientação para vários benefícios do INSS principalmente sobre o Benefício de Prestação Continuada (BPC) – Governo Federal.

    Sr. Mario Marcelino Silva, Baré e dona Evanilda  Cordeiro, Baré,  79 anos, assinam a união estável. Foto: Comunicação – FOIRN

    O indígena sr. Mario Marcelino Silva, Baré, 82 anos, morador da comunidade Boa Vista aproveitou o momento para fazer uma união estável com a sua esposa dona Evanilda  Cordeiro, Baré,  79 anos. Os mesmo já vivem juntos há pelo menos 65 anos, com 6 filhos, 24 netos e 04 bisnetos. 

    Em conversa com algumas lideranças  e pessoas atendidas nesta ação, os mesmo relatam a dificuldade de se deslocar à sede do município de São Gabriel da Cachoeira para ter esses atendimentos, no qual há muita procura, pediram para que a Ação seja feita pelo menos em 03 dias de atendimento.

    “É a primeira vez que essa ação acontece em nossa comunidade, quero agradecer, porque para gente tem muita dificuldade para chegara ate o munícipio e não conseguimos tirar documento, agradeço muito o pessoal da Foirn e Funai que fizeram parceria com a Defensoria Publica para chegarem ate aqui na nossa comunidade” Ednaldo Costa Baré da Comunidade Guia Rio Negro,

    “Graças Deus me atenderam bem como a gente queria que nos atendessem, consegui resolver o meu caso” Celeste Maria da comunidade São Pedro – Rio Negro.

    “Eu vim aqui para fazer a minha união estável para poder conseguir ter algum benefício para minha filha que tem 4 anos de idade que nasceu prematura, ela é especial, não enxerga e não tem leite materno, por isso há  dificuldade para comprar leite que é muito caro para o sustento dela.” Doralina Francisca Bruno, Baré da comunidade Auxiliadora – Rio Negro.

    Aluísio Gomes André – Vice Capitão da Comunidade Boa Vista Foz do Içana. Foto: Comunicação – FOIRN

    “… para mim é uma grande ajuda que estão fazendo na parte de documentação pelo nosso povo aqui na nossa comunidade, o esforço que fizeram para fazer documentação das crianças e dos idosos, e orientação dos benefícios q a gente precisa, e da próxima vez, nós queremos que eles voltem para trazer esse trabalho para ficarmos mais tranquilos em relação à documentação, quero deixar o meu agradecimento a Foirn e toda equipe que vieram para fazer esse atendimento ao nosso povo e, a gente espera que vocês voltem que a gente está aguardando e precisa de mais atendimento como esse para ficar mais organizado aqui na nossa comunidade” Aluísio Gomes André – Vice Capitão da Comunidade Boa Vista Foz do Içana.

    Adão Francisco Baré – Diretor da FOIRN . Foto: Comunicação – FOIRN

    O diretor Adão agradeceu a recepção da comunidade e explicou sobre o objetivo da Ação para o povo do rio negro como um todo, representados pela Foirn nesses 35 anos de fundação, atualmente presidida pelo Diretor Presidente Marivelton Barroso Baré.

    Dario Casimiro Baniwa – Diretor da FOIRN . Foto: Comunicação – FOIRN

     Diretor Dario Casimiro Baniwa, falou sobre a importância dessa primeira experiência com a parceria da Defensoria Pública e demais equipe presente nesta ação junto com as lideranças do local, é a primeira vez que a equipe da defensoria vai para uma aldeia, após isso será feito uma análise sobre a demanda desses tipos de atendimento na região e assim poder estender para outras áreas. 

    O mesmo aproveita para lembrar e informar do planejamento da coordenadoria Nadzoeri que a primeira Assembleia bianual que está prevista a acontecer entres os dias 14 a 18 de junho de 2022, com o tema Protocolos de consultas dos povos indígenas do Rio Negro, onde será discutida as demandas, prioridades e problemas locais politico e social da região. 

    Foto: Comunicação – FOIRN

    “Hoje estamos aqui com essa equipe da defensoria pública para esse  atendimento, com essa experiência queremos ampliar isso daqui para frente, faz parte da luta que a Foirn sempre vem fazendo em prol do controle social e defesa dos direitos dos povos indígenas do rio negro”. Dario Casimiro Baniwa – Diretor da Foirn.

    Gostaria de agradecer primeiramente por vocês terem nos recebido tão bem e por terem vindo procurar os nossos serviços. O nosso trabalho é esse mesmo, a gente não está aqui fazendo favor nenhum, nosso trabalho é resolver esses problemas de justiça, de cartório, a gente existe para isso. Quero também agradecer a Foirn pela parceria, pela disponibilidade, quando a gente falou que queria comemorar o dia do defensor e da defensora público (a), fazendo atendimento em alguma comunidade, o Adão prontamente se disponibilizou e preparou a logística, organizou aqui com as lideranças do local o Jorginho e com o Dario. Reconheço o trabalho da Foirn, nesses anos, desde a demarcação das terras, programa coletivo de educação, de saúde que são levados para o Ministério Público Federal, e a luta não para. ” Dra. Isabela do Amaral Sales – Defensoria Pública.

    Dra. Isabela do Amaral Sales – Defensora Pública. Foto: Comunicação – FOIRN

    Essa é a primeira vez que nós estamos vindos em uma comunidade para fazer esse atendimento, é um dia muito especial, aqui é um lugar onde deveríamos sempre estar aí nas comunidades, pois a luta da defensoria é para se estabelecer como uma instituição, que é ainda muito nova, diferente do Ministério Público Federal (MPF)” Completa Dra. Isabela do Amaral Sales – Defensoria Pública.

     A Foirn estava representada pelos seus diretores Dario Casimiro Baniwa, de referência da coordenadoria Nadzoeri o qual a comunidade de Boa Vista pertence, e Adão Francisco Baré de referência da coordenadoria Caiarnx.

  • A Federação das organizações indígenas do rio negro-FOIRN  e o  Conselho dos Professores Indígenas do Alto Rio Negro-COPIARN, reuniram-se  nesta quarta-feira dia 18 de maio de 2022.

    A Federação das organizações indígenas do rio negro-FOIRN  e o  Conselho dos Professores Indígenas do Alto Rio Negro-COPIARN, reuniram-se  nesta quarta-feira dia 18 de maio de 2022.

    Para somar esforço coletivo em parceria para a realização da Assembleia Eletiva da COPIARN, pré – agendada para os dias 01-02 de julho de 2022.

    Nesta assembleia serão convidados os professores indígenas das áreas indígenas do rio negro.

    O desafio levantado foi a situação fiscal  e regularidade do conselho, implantação de Currículo do Novo Ensino Médio e a eleição da nova diretoria.

    A comissão para organização e realização da assembleia já foi construída nas reuniões anteriores.                             

    Por Dzoodzo Baniwa/NADZOERI.

  • FOIRN REPASSA EQUIPAMENTOS FLUVIAIS  PARA AS COORDENADORIAS REGIONAIS NADZOERI E DIAWI’I

    FOIRN REPASSA EQUIPAMENTOS FLUVIAIS PARA AS COORDENADORIAS REGIONAIS NADZOERI E DIAWI’I

    As coordenadorias regional Nadzoeri e Diawii  recebem os equipamentos novos para uso no deslocamento e articulação

    A Diretoria da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), representada por Janete Alves  Desana e Dário Casimiro Baniwa de referencia da coordenadoria regional Nadzoeri (Baniwa e Koripaco), através do projeto *Consolidação da rede de Agentes Indígenas de Manejo Ambiental no âmbito da implementação dos Planos de Gestão Territorial e Ambiental ( PGTA) das Terras Indígenas do Alto e Médio Rio Negro – através do ISA PRN e tendo como corequerente executora a FOIRN, cujo edital  do legado Integrado da Região Amazônica – Lira, IPÊ, MOORE e Fundo Amazônia. Possibilitou a aquisição para repasse de motores de popa e botes novos para os trabalhos de articulação e deslocamento da diretoria das coordenadorias regionais em suas regiões, ainda vão ser entregues os motores das coordenadorias CAIARNX E COIDI.

  • Reunião Do Comitê Gestor Do Projeto De Turismo Do Rio Jurubaxi

    Reunião Do Comitê Gestor Do Projeto De Turismo Do Rio Jurubaxi

    As lideranças e representante de instituições parceiras se reuniram na comunidade São Francisco para tratar da reunião do comitê gestor do projeto de turismo de base comunitária  do Rio Jurubaxi.

    Na comunidade de são Francisco terra indígena Jurubaxi Téa no município de Barcelos, reuniram-se as seguintes instituições no dia 17 de maio de 2022, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (ACIMRN), Empresa de Turismo Kalua que são partes contratantes junto com as comunidades de Acariquara pertencentes ao município de Santa Isabel do Rio Negro e São Francisco, com a presença da FUNAI coordenação regional do rio negro.

    Essa reunião teve como  o objetivo de avaliar e prestar contas referente a temporada de pesca esportiva do rio Jurubaxi  2021/2022.

    As pautas discutidas foram sobre a avaliação dos trabalhos dos vigilantes indígenas, coordenadores que atuaram durante a temporada em execução, foi organizada a data dos estudos de capacidade ambiental, avaliação e apresentação da prestação de contas 2021/2022 por parte da empresa, e também a Foirn e Acimrn apresentaram a prestação de contas dos gastos do Projeto de pesca esportiva de base comunitária do rio Jurubaxi, foram feitas juntos com as lideranças e representantes das comunidades o planejamento e ajustes futuros, para melhor a atuação do projeto com o propósito de um bem coletivo.

  • FOIRN PARTICIPA DA VII ASSEMBLEIA ESTADUAL DA JUVENTUDE DE RORAIMA

    FOIRN PARTICIPA DA VII ASSEMBLEIA ESTADUAL DA JUVENTUDE DE RORAIMA

    || Cerca de 800 lideranças participaram da Assembleia para discutir o desenvolvimento dos povos indígenas em Roraima.

     VII Assembleia Estadual da Juventude de Roraima realizada no Centro Regional Lago Caracaranã, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, reuniu lideranças para discutir pautas pertinentes às comunidades de diversas etnias cerca de 800 lideranças participando, no período de 12 a 15 de maio de 2022.

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) através do Departamento de Adolescentes e Jovens do Rio Negro (DAJIRN) representados pelos coordenadores Elson Kene Baré e Sheine Diana Baré estiveram participando.

    As lideranças da juventude de todas as regiões apresentaram projetos e propostas de aquicultura e agricultura, se tratando de plantação onde defendem a agricultura familiar, porque as sementes enxertadas estão trazendo muitas doenças, poços para criadouros de peixe, e cuidados com os rebanhos que faz parte da sua alimentação do dia a dia.

    As lideranças mais antigas repassaram os seus conhecimentos para os jovens, experiências, onde colocaram que a melhor escola é dentro da aldeia, nos ensinamentos de seus avós e pais que ainda continuam a praticar as tradições de danças e rituais. Foi relatado que depois que os jovens saem da aldeia pra estudar não querem mostrar que são indígenas depois que se formam, e fizeram a cobrança de professores indígenas nas escolas para ensinar os seus alunos na língua indígena para voltar e trabalhar com seu próprio povo.

    As pautas discutidas foram sobre política do malocão, desenvolvimento, sustentabilidade, empreendedorismo, saúde mental, eleição para a nomeação da nova Coordenação Estadual da Juventude, além de organização de atos contra o garimpo ilegal prestando apoio aos povos indígenas da Terra Indígena Yanomami.

    Entre as lideranças estiveram presentes representantes dos povos indígenas Macuxi, Wapichana, Sapará, Taurepang, Warao, Kokoma, Saterêmawe, Baniwa, Kanbeba e Baré, contando também com a participação majoritária de jovens das Regiões Tabaio, Alto Caumé, Murupu, Serra da Lua, Amajari e São Marcos.


    Participaram também da assembleia a Deputada Joênia Wapichana, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), Conselho Indigenista Missionário (CIMI), a Hutukara (Associação Yanomami), o Instituto Socioambiental, o Instituto Federal de Roraima (IFRR), o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e o Levante Popular da Juventude.

    A VII Assembleia Estadual da Juventude de Roraima foi organizada pelo Conselho Indígena de Roraima (CIR) através do Núcleo da Juventude Indígena, com apoio do Projeto Bem Viver, Instituto Clima e Sociedade e da Embaixada Real da Noruega.

    Os representantes da Coordenação Executiva Edinho Batista (Coordenador Geral), Maria Betânia (Secretária de Mulheres) e Enock Taurepang (Vice Coordenador) participaram também da assembleia. As lideranças tradicionais da região estiveram presentes, Jacir Souza um dos símbolos da luta pela demarcação da T.I Raposa Serra do Sol, Clóvis Ambrósio liderança com referência de luta pela saúde diferenciada indígena, Enilton André Coordenador dos professores indígenas de Roraima, Cacique Kretã Kaingang e a Pajé Mariana curandeira, parteira, preservadora da língua e da cultura Macuxi.