A FOIRN promoveu um evento no auditório Wayuri do IFAM-Campus SGC para discutir os avanços, desafios e perspectivas do movimento indígena da região do Rio Negro.
Hoje, dia 25 de junho, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) promoveu o Encontro de Lideranças do Rio Negro, um evento fundamental para a avaliação dos avanços, desafios e perspectivas do movimento indígena da região. Este encontro está sendo realizado no auditório Wayuri do Instituto Federal do Amazonas, localizado no campus de São Gabriel da Cachoeira.



Líderes e representantes das coordenadorias e associações de base representando as comunidades indígenas estão reunidos para compartilhar experiências, discutir estratégias e fortalecer a união em prol dos direitos e do desenvolvimento sustentável das populações indígenas do Rio Negro. A troca de conhecimento e a construção de diálogos construtivos são elementos essenciais para o fortalecimento da luta indígena, e este encontro representa um importante marco nesse processo.



As 150 Lideranças e delegados junto às representações de instituições parceiras indígenas e apoiadores, estiveram presentes desde a cerimônia de abertura iniciou com uma dança tradicional de abertura de Dabucury apresentado pelo grupo de dança da comunidade Itaquatiara mirim, Cacique Luiz Laureano Baniwa, toda a programação foi mediada por Edison Baré e Hélio Tukano, ambos são diretores eleitos para a nova gestão de 2024 a 2028.


A linha do tempo da FOIRN contada por duas importantes lideranças Renato Matos e Maximiliano Menezes ambos do povo Tukano e já foram diretores das gestões anteriores da Organização, esse momento foi destacado com a importância histórica da FOIRN desde sua fundação em 1983, quando conseguiu aprovar seu estatuto social, apesar das diversas alterações que o estatuto sofreu ao longo dos 37 anos.
Trabalhos em Grupo por coordenadoria




Nos Desafios e Conquistas foram mencionadas dificuldades iniciais das lideranças para se deslocarem por falta de recursos, além de desafios políticos internos enfrentados pela FOIRN ao longo do tempo, porém com o avanço da incidência política no movimento indígena do Rio Negro, a estrutura e reconhecimento da Federação cresceu e se tornando uma das organizações exemplar a nível regional, estadual, nacional e internacional.
Graças a parcerias e apoios, o evento conta com a participação de parceiros de instituições e organizações indígenas da Amazônia brasileira.

“Essa organização surgiu para unir os povos do Rio Negro, com lideranças que não negociam em nome dos parentes, o verdadeiro líder não se vende e se se sacrifica pelo seu povo. Precisamos que as lideranças natas defendam seus povos e causa em qualquer lugar e não pular para outro lado contra e criticando a FOIRN”. Disse Marivelton Baré – Diretor presidente da FOIRN.
Renato Matos destaca que a trajetória da FOIRN está intimamente ligada aos fatores políticos internos que influenciam o movimento. Um desses aspectos mencionados por ele é a valorização das músicas tradicionais adaptadas. Isso sugere que as mudanças políticas dentro da FOIRN e outras organizações indígenas não apenas moldam suas estratégias e direções, mas também têm impacto nas práticas culturais, como a música.
Maximiliano Menezes, ao lembrar das primeiras mobilizações feitas pelos povos tukanos do rio Tiquié, proporcionou uma visão de linha do tempo da FOIRN desde sua fundação até os dias atuais, comparando os avanços ao longo dos 37 anos de existência da organização.




Esse tipo de retrospectiva histórica é fundamental para entender a evolução do movimento indígena no Rio Negro e o papel significativo que a FOIRN desempenhou nesse processo. Ao longo desses anos, a FOIRN enfrentou uma série de desafios e conquistas, moldando-se e adaptando-se às necessidades das associações de base e comunidades indígenas da região.

Essa comparação ao longo do tempo não apenas destaca os marcos alcançados, como a fundação e eventuais mudanças estruturais da organização, mas também pode refletir sobre os desafios persistentes e as aspirações futuras das comunidades indígenas do Rio Negro, especialmente em um contexto de mudanças políticas e ambientais significativas na Amazônia brasileira.
Para mais detalhes assista a transmissão ao vivo gravada no canal oficial da FOIRN no endereço @foirn.
























































