Cerca de 80 pacientes indígenas serão atendidos durante o período de 10 a 22 de novembro de 2023, no Centro Médico do distrito de Pari Cachoeira, na coordenadoria regional Diawi’í.
Expedição de Desenvolvimento da Saúde (EDS) em parceria com a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), Conselho Distrital de Saúde Indígena (CONDISI) e Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), está realizando um mutirão de cirurgias de vesícula no Centro Médico de Pari Cachoeira.
Em uma iniciativa inovadora e crucial para a saúde dos povos indígenas, o mutirão de cirurgias de vesícula utilizando a técnica avançada de Colecistectomia por Videolaparoscopia visa atender uma demanda reprimida de cirurgias de alta e média complexidade que, ao longo dos anos, não foram realizadas de forma adequada.
A iniciativa visa tirar os pacientes indígenas da chamada “fila da morte”, proporcionando atendimento e cuidado de forma mais ágil e eficaz, salvando vidas e melhorando a qualidade de vida dessas comunidades.
A ação tem como objetivo levar atendimento cirúrgico especializado diretamente para as comunidades indígenas, evitando a necessidade de deslocamento para centros urbanos. Além da Colecistectomia, a expedição também abrange cirurgias de hérnia umbilical, epigástrica e inguinal por vídeo, proporcionando uma recuperação mais rápida em comparação com as técnicas convencionais.
A Colecistectomia por Videolaparoscopia, um procedimento menos invasivo e mais avançado, traz benefícios significativos para os pacientes, proporcionando um pós-operatório mais tranquilo com menos cortes.
“Não fazemos nada sozinhos: tudo que realizamos é fruto de parcerias sólidas com o movimento indígena, autoridades de saúde e organizações comprometidas com a melhoria da saúde nas comunidades indígenas”. Afirma o porta-voz da EDS.
A EDS, uma organização de saúde sem fins lucrativos fundada em 2003 por médicos voluntários, destaca a importância das parcerias para o sucesso de suas iniciativas. O movimento indígena, representado pela FOIRN com o apoio da FUNAI, CONDISI, FUNAI, assim como autoridades de saúde como SESAI e DSEI, desempenha papel fundamental nesse processo.
Nesta sexta feira, 06, Marivelton Baré, diretor presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) reuniu- se com a superintendência do Banco do Brasil em Manaus para discutir diversas demandas e reivindicações da população indígena, que incluí melhorias no atendimento das agências do Banco do Brasil em relação às ordens do exterior e com a população indígena do Rio Negro.
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“Na reunião realizada na superintendência do Banco do Brasil, discutimos diversas situações e ordens relacionadas às nossas demandas. Uma novidade importante é que teremos uma pessoa dedicada às relações exteriores para nos apoiar sempre que precisarmos, garantindo um contato direto e eficiente.” Disse Marivelton Baré.
Ao abordar a necessidade de intérpretes e ativações dos caixas nos Distritos, o objetivo é garantir que os indígenas tenham acesso facilitado aos serviços do banco.
Além disso, discutiu-se o apoio a novas iniciativas voltadas para as comunidades indígenas, visando promover o desenvolvimento econômico e social das mesmas.
Outro ponto destacado nas discussões foi a regularização das associações indígenas. O objetivo é ajudar na abertura de contas bancárias para essas associações, o que facilitaria a gestão financeira e a transparência dos recursos utilizados. Além disso, a regularização dos processos dessas associações é fundamental para que elas possam receber apoio financeiro e legal.
Essas ações e discussões visam contribuir para a inclusão financeira das comunidades indígenas, promovendo o acesso aos serviços bancários e o desenvolvimento socioeconômico dessas populações.
Ao final da reunião, ficou acordado que a FOIRN e a superintendência do Banco do Brasil em Manaus irão trabalhar em conjunto para viabilizar as demandas apresentadas. A expectativa é de que essas medidas contribuam para a melhoria do atendimento bancário e a inclusão financeira das comunidades indígenas do Rio Negro.
Em novembro, a FOIRN receberá a visita da superintendência do Banco do Brasil no município de São Gabriel da Cachoeira, esta visita demonstra o interesse da instituição em fortalecer a parceria e mostrar comprometimento com as demandas e necessidades dos povos indígenas do Rio Negro.
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Esse tipo de apoio é essencial para o desenvolvimento e fortalecimento das comunidades indígenas, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e preservação de sua cultura. A visita formalizada indica uma postura mais sólida e comprometida da instituição financeira em relação às comunidades indígenas, o que é positivo e pode trazer benefícios significativos para essas populações.
No último dia 05/10, o diretor presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), Marivelton Baré participou da reunião com a UNICEF para tratar da parceria na proteção e o bem-estar das mulheres indígenas, com um foco específico em Maturacá e em outras regiões do Rio Negro.
Durante a reunião, Marivelton, enfatizou a importância de garantir a proteção e o bem-estar das mulheres indígenas, que enfrentam desafios específicos devido à sua vulnerabilidade e marginalização na sociedade. Ele destacou a necessidade de abordar questões como violência de gênero, acesso à saúde e educação, empoderamento econômico e direitos reprodutivos das mulheres indígenas.
A FOIRN busca ativamente parcerias com organizações como a UNICEF para fornecer suporte e recursos necessários para abordar essas questões. Durante a reunião, foram discutidas possíveis ações e programas conjuntos para combater a violência de gênero, promover a saúde e a educação das mulheres indígenas e capacitar as comunidades locais.
Marivelton Baré ressaltou a importância de envolver e ouvir as comunidades indígenas para identificar as necessidades específicas e desenvolver soluções eficazes. Ele enfatizou a importância da sensibilização e educação sobre os direitos das mulheres indígenas, bem como a necessidade de fortalecer as lideranças femininas e promover sua participação ativa nas decisões que afetam suas vidas.
A reunião com a UNICEF foi vista como um passo importante na busca por parcerias e ações conjuntas para garantir a proteção e o bem-estar das mulheres indígenas na região de Maturacá e em outras áreas do Rio Negro. A FOIRN continua comprometida em defender os direitos das comunidades indígenas e trabalhar para melhorar suas condições de vida.
Além disso, se demandou a solicitação de apoio de 185 kits de equipamentos para os agentes de saúde poderem realizar seu trabalho. Também está planejada a construção de duas Unidades Básicas de Saúde Indígena, com instalações de estação de água potável, em parceria com que segue em diálogo com o DSEI Yanomami e UNICEF.
Também está previsto viabilizar apoio para trabalho com os parentes Hupda da região. Isso pode incluir programas de desenvolvimento sustentável, educação, saúde e preservação cultural, entre outros.
O objetivo é promover o bem-estar e preservar a cultura e os direitos dos parentes Hupda, garantindo que eles possam viver em harmonia e prosperidade.
O Instituto Amazônia WasÚ também está envolvido neste trabalho, que é uma organização sem fins lucrativos que trabalha em prol da conservação e preservação da Amazônia. A instituição está envolvida em diversas iniciativas relacionadas à proteção da floresta amazônica, incluindo ações de pesquisa, educação ambiental e desenvolvimento sustentável.
o Instituto Amazônia Wasú estará colaborando para a implementação de estratégias de proteção e bem-estar das mulheres indígenas, colaborando com serviços de saúde, educação e formação, apoio psicossocial e estímulo ao empoderamento das mulheres indígenas. O objetivo é fortalecer suas comunidades e proporcionar-lhes melhores condições de vida e bem-estar.
É importante ressaltar que a UNICEF também tem um projeto chamado NUCA (Núcleo de Cidadania dos Adolescentes), em parceria com a prefeitura de São Gabriel da Cachoeira, através da Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer (SEMJEL).
O projeto busca garantir que crianças e adolescentes sejam ouvidos e tenham voz ativa nas políticas públicas que afetam suas vidas. Para isso, são realizadas consultas e pesquisas com esse público, bem como a criação de espaços de participação, como conselhos e fóruns de adolescentes.
Com essa parceria, deve fortalecer as ações já existentes voltadas para a garantia dos direitos de crianças e adolescentes, promovendo um ambiente mais inclusivo e participativo para essa população.
A III Marcha das Mulheres Indígenas é uma importante mobilização que busca dar voz e visibilidade às demandas das mulheres indígenas do país. Este ano com o tema “Mulheres Biomas em defesa da Biodiversidade através das Raízes ancestrais”, onde elas mostram o protagonismo feminino na luta pela preservação da biodiversidade e na defesa dos direitos dos povos indígenas.
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O lançamento deste livro é uma conquista importante para a literatura indígena no Brasil. As mulheres indígenas têm sido historicamente marginalizadas e suas vozes frequentemente silenciadas. A publicação deste livro é um passo significativo em direção à valorização da cultura e dos saberes indígenas.
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Algumas das autoras deste livro são lideranças em suas comunidades e têm lutado por direitos territoriais, preservação ambiental e igualdade de gênero. Suas histórias refletem as experiências e vivências das mulheres indígenas do Rio Negro, suas tradições, seus desafios e suas perspectivas.
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Entre os temas abordados no livro estão a relação com a natureza, a maternidade, a ancestralidade, a violência contra as mulheres, a espiritualidade e a resistência indígena. Através da escrita, essas mulheres reivindicam seu lugar na sociedade e afirmam sua identidade cultural.
É importante que mais livros escritos por mulheres indígenas sejam publicados e valorizados. A literatura é uma forma de resistência e de afirmação cultural, e as vozes indígenas devem ser ouvidas e respeitadas. Este livro é um marco histórico, mas também é um convite para que mais histórias sejam contadas e para que a diversidade cultural do Brasil seja celebrada.
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Nesse sentido, é fundamental destacar a relevância da participação de mais 41 mulheres lideranças indígenas, representantes das cinco Coordenadoria regionais, da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN).
Em celebração aos 20 anos do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro, as mulheres indígenas lançarão seu primeiro livro “Mães do DMIRN – Conquistas e Desafios” e o site institucional.
O histórico (https://dmirn.foirn.org.br/quem-somos/) foi feito pela liderança Cecília Albuquerque desde a criação e o objetivo do departamento que representa as Associações de mulheres indígenas, além de articular e coordenar reuniões encontros de interesse das mulheres e elaborar projetos, agendas e planejamentos a partir da reivindicação das mulheres.
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Em parceria com organizações públicas e da sociedade civil, as mulheres rionegrinas representadas pelo DMIRN e associações de base, estão engajadas na luta: por equidade de gênero; pelo enfrentamento da violência de gênero; para o fortalecimento das políticas e práticas indígenas de cuidado; e pelo protagonismo feminino em espaços de decisão, tanto no contexto indígena, quanto na sociedade não-indígena.
Este é um marco importante para a comunidade indígena do Rio Negro, especialmente para as mulheres que lutam por seus direitos e preservação de sua cultura. Além dos projetos mencionados anteriormente, há outras iniciativas que o Departamento de Mulheres Indígenas vem conduzindo:
O fortalecimento da agricultura familiar, uma vez que a produção de alimentos é fundamental para a sobrevivência das comunidades;
A realização de oficinas e cursos de capacitação para as mulheres, a fim de promover a autonomia financeira e a valorização de seus saberes tradicionais;
A articulação com outras organizações e movimentos sociais para ampliar a luta pelos direitos indígenas e a proteção do meio ambiente;
A participação em eventos e encontros nacionais e internacionais para divulgar a cultura indígena e sensibilizar a sociedade sobre as questões enfrentadas pelas comunidades.
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O lançamento do livro, do documentário RIONEGRINAS e do site institucional é uma forma de registrar a história e as lutas do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro, além de ampliar a visibilidade dessas mulheres e sua contribuição para a sociedade. É um momento de celebração e reconhecimento do trabalho dessas guerreiras, que enfrentam diariamente o preconceito e a discriminação, mas que não desistem de lutar por seus direitos e pelos direitos de seus povos.
Alguns pontos que merecem destaque são:
O papel fundamental das mulheres indígenas na manutenção da cultura e dos conhecimentos tradicionais das comunidades;
A necessidade de se valorizar a participação feminina em eventos e espaços de discussão, uma vez que as mulheres muitas vezes são excluídas ou sub-representação nessas situações;
A importância da preservação dos biomas da região amazônica, que são essenciais para a manutenção da vida no planeta;
A luta pelos direitos dos povos indígenas, que enfrentam constantes ameaças e violações em seus territórios, muitas vezes por interesses econômicos de grandes empresas e do agronegócio;
A necessidade de se reconhecer e respeitar a diversidade cultural e étnica do país, garantindo o direito à autodeterminação dos povos indígenas e o respeito aos seus modos de vida e tradições.
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Entre as principais reivindicações das mulheres indígenas na marcha, estão o combate ao racismo e ao machismo, a defesa dos direitos territoriais e ambientais das comunidades indígenas, além da garantia de acesso à saúde, educação, trabalho e renda. É importante destacar que essas demandas são fundamentais para a garantia da dignidade e da cidadania dessas mulheres, que muitas vezes enfrentam situações de vulnerabilidade e exclusão.
Além disso, a III Marcha das Mulheres Indígenas também é um momento de celebração da cultura e da diversidade dessas comunidades. As mulheres indígenas trazem consigo saberes ancestrais e uma forma de estar no mundo que deve ser valorizada e respeitada pela sociedade como um todo.
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Por fim, é importante destacar que a luta por direitos e igualdade não é exclusiva das mulheres indígenas, mas sim de toda a sociedade brasileira. A participação ativa e engajada na III Marcha das Mulheres Indígenas é uma forma de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, que respeite e valorize as diferenças e diversidades culturais do país.
A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) iniciou nesta terça feira, 01/08, a primeira instalação de internet na região da Associação ARKO IWI, na comunidade Ilha de Duraka (Ilha de Camanaus). Essa é uma das primeiras conquistas do projeto de base comunitária do turismo de pesca esportiva em parceria com a empresa selecionada, o Curicuriari Lodge.
Marivelton Baré diretor presidente da FOIRN e o sr. Zeferino, liderança da comunidade DurakaInstalação da Antena de internet Starlink. O técnico Oziel Melgueiro e Vamberto Rodrigues CTL-FUNAI
A Associação ARKO IWI tem desenvolvido um projeto de base comunitária de pesca esportiva que engloba 8 comunidades. Para garantir que o projeto seja bem-sucedido, serão instaladas 10 antenas de internet Starlink (Incluindo 8 comunidades e 02 posto de vigilância), fornecendo conectividade de alta velocidade e confiável para as comunidades envolvidas.
Este projeto é uma grande oportunidade para a promoção do turismo sustentável e para a preservação do meio ambiente local. Além disso, a iniciativa tem como objetivo envolver as comunidades locais na gestão dos recursos naturais e na proteção das espécies de peixes, contribuindo assim para o desenvolvimento econômico e social das áreas envolvidas.
A instalação de uma ferramenta de comunicação na comunidade indígena é de grande importância para a melhoria da qualidade de vida dos moradores. Esta iniciativa permite que os membros da comunidade se comuniquem com o mundo exterior, além de facilitar a disseminação de informações e a realização de negócios.
Além disso, a presença de Marivelton Baré, diretor presidente da Foirn, e Vamberto Rodrigues Baré, Coordenador Técnico local da Fundação Nacional dos povos Indígenas (CTL/CR-FUNAI), é um sinal positivo de que as autoridades estão comprometidas em ajudar as comunidades indígenas a alcançar seus objetivos de desenvolvimento.
Agora, com a nova ferramenta de comunicação instalada, a comunidade pode participar mais ativamente das discussões sobre questões importantes, como a preservação da cultura e do meio ambiente, além de ter acesso a serviços e oportunidades que antes eram inacessíveis.
Esta é uma grande conquista para a comunidade e um passo importante para a promoção da inclusão e do desenvolvimento sustentável.
Com a internet de alta velocidade fornecida pelas antenas Starlink, a Associação ARKO IWI espera facilitar a comunicação entre as comunidades, melhorar a gestão do projeto e aumentar a visibilidade da iniciativa. Dessa forma, o projeto de base comunitária de pesca esportiva tem tudo para ser um sucesso, beneficiando tanto as comunidades locais quanto os amantes da pesca esportiva que visitam a região.
Nesta segunda feira, 31 de julho de 2023, a diretoria executiva da Federação das Organizações indígenas do Rio Negro (FOIRN), a coordenadora Regional da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (CR-FUNAI), Coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena do Rio Negro (DSEI-ARN), Coordenador Regional da Secretaria de Estado de Educação do Amazonas (SEDUC) e o General da 2° Brigada se reuniram para tratar sobre Ações Conjuntas e Integradas nas Terras Indígenas do Rio Negro.
A reunião com o General da 2º Brigada foi altamente produtiva, visando o estreitamento de laços com o Exército em prol das comunidades indígenas. O presidente Marivelton, em nome de todos os participantes, presenteou o general com uma cópia do Protocolo de Consulta antes de abordar as pautas das discussões.
Um dos principais temas foi a necessidade da construção de polos bases em Iauaretê e Cucuí, pelo DSEI/ARN, para fortalecer o cuidado com a saúde indígena. No entanto, enfrentamos um impasse, pois a PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA, representada pelo prefeito, solicitou a desocupação das instalações que foram cedidas para funcionamento dos polos base, no prazo de 60 dias. O que irá prejudicar o atendimento aos nossos parentes indígenas.
Diante da urgência em concretizar os polos bases, devido ao pedido do prefeito, Luiz Brazão (coordenador do DSEI/ARN) propôs a construção do polo base de Cucuí em uma área pertencente ao Exército. Enquanto funcionará provisoriamente na estrutura cedida pela população de Cucui. O General mostrou-se muito solícito e trouxe soluções para garantir a agilidade nesse processo. Além disso, o Exército se ofereceu para auxiliar na logística do material necessário para a construção dos polos, tanto em Iauratê, quanto em Cucuí, firmemente colaborando com o DSEI/ARN nessa empreitada.
A SEDUC apresentou suas necessidades para a construção de uma escola em São Joaquim, e o Exército se colocou à disposição para colaborar com a expertise de sua equipe de engenheiros, buscando uma escola ecologicamente correta que atenda aos requisitos locais.
Diretores da FOIRN discutiram diversas temáticas com o Exército, incluindo o Protocolo de Saída e Entrada nas fronteiras e dentro das terras indígenas, a preocupação com piratas do rio em Santa Isabel do Rio Negro e a utilização de drones sobrevoando as terras indígenas. O diálogo mostrou-se construtivo, e o Exército demonstrou disposição para cooperar e encontrar soluções para as questões levantadas. Outro ponto relevante foi a discussão sobre o Crédito de Carbono e como essa questão tem afetado negativamente os povos indígenas. Foi compartilhada a preocupação com a
No dia 19 de julho de 2023, na casa do saber, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), lançou oficialmente o Protocolo de Consulta dos povos e comunidades indígenas do Rio Negro, que é um documento que estabelece diretrizes e procedimentos para a realização de consultas prévias, livres e informadas junto às comunidades indígenas da região do Rio Negro, localizada na Amazônia brasileira.
O protocolo tem como objetivo garantir o respeito aos direitos e à autonomia dos povos indígenas, conforme estabelecido na Constituição Federal e em outras normas internacionais, como a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas.
Entre as principais diretrizes e procedimentos do protocolo, podemos destacar:
Participação livre e informada
As consultas devem ser realizadas de forma a permitir a participação ativa e informada das comunidades indígenas, possibilitando o pleno exercício de seus direitos de consulta e consentimento.
Respeito à autonomia dos povos indígenas
A consulta deve reconhecer a autonomia e a governança própria das comunidades indígenas, respeitando suas formas de organização política, social e econômica.
Informações claras e acessíveis
As informações sobre os projetos, políticas ou medidas que serão objeto de consulta devem ser disponibilizadas de forma clara e acessível, permitindo que as comunidades indígenas compreendam plenamente suas implicações.
Diálogo intercultural
A consulta deve se basear no diálogo intercultural, promovendo a compreensão mútua entre os povos indígenas e os tomadores de decisão, de forma a evitar conflitos e buscar soluções consensuais.
Respeito ao conhecimento tradicional e territorial
A consulta deve levar em consideração o conhecimento tradicional dos povos indígenas sobre o meio ambiente, o uso sustentável dos recursos naturais e a ocupação tradicional de seus territórios.
O Protocolo de Consulta dos povos e comunidades indígenas do Rio Negro foi construído de forma participativa, envolvendo representantes das comunidades indígenas, organizações indígenas, governos e outros atores relevantes. Ele serve como um instrumento importante para garantir a participação efetiva e o respeito aos direitos dos povos indígenas na tomada de decisões que afetam suas vidas e territórios.
Nessa ocasião histórica, foi possível testemunhar a valorização e reconhecimento das línguas e culturas indígenas no Brasil. A tradução da Constituição para a língua Yëgatu permite que os povos indígenas possam compreender e exercer seus direitos de forma plena, fortalecendo a sua identidade e favorecendo a sua participação no cenário político.
A sanção da Lei estadual de cooficialização das línguas indígenas e a Instituição Política Estadual de Proteção das línguas indígenas no Estado do Amazonas são passos essenciais para a conservação e promoção dessas línguas, garantindo seu uso oficial em diversos contextos, como a educação e a administração pública. Isso contribui para a preservação da diversidade linguística e cultural do país.
A presença das autoridades governamentais e das representantes dos povos indígenas nesta cerimônia mostra a importância atribuída a essa conquista. Essa união de esforços é essencial para a efetiva implementação dessas medidas e para a garantia do respeito aos direitos dos povos indígenas.
Esse evento contou com a presença do Governo Estadual, Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, Ministra do STF, Cármen Lúcia, Ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, Presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), Joênia Wapichana e o Governador em exercício, Tadeu de Souza Silva, além de outras autoridades e autarquia.
Espera-se que esse marco histórico seja o início de uma transformação mais ampla e profunda na sociedade brasileira, que reafirme a importância do diálogo intercultural, da valorização das culturas indígenas e do respeito às diferenças. Que esse exemplo inspire outros estados e instâncias governamentais a adotarem medidas semelhantes, promovendo assim a inclusão e a igualdade de direitos para todos os brasileiros, independentemente de sua origem étnica.
Entre os dias 24 e 28 de julho de 2023, a comunidade de Urubucuara, localizada na terra Indígena Alto Rio Negro, sediou o encontro regional dos Agentes Indígenas de Manejo Ambiental (AIMAS).
O evento contou com participação dos agentes da Coordenadoria das Organizações Indígenas do Distrito de Iauaretê (COIDI) e da Coordenadoria das Associações Indígenas Balaio, Alto Rio Negro e Xié (CAIBARNX), total de 15 novos agentes da COIDI e 04 da CAIBARNX, ambos em seu primeiro ano de atividade, sendo do médio Waupés, Iauaretê, alto Papuri, Alto Waupés, além da importante participação dos AIMAs Hupda do rio Japu e Igarapé Cabarí.
Portanto cerca de 75 pessoas de 12 etnias vindas de várias regiões. O encontro foi um processo de formação para a produção e coleta de dados para o monitoramento de suas pesquisas, tendo como foco central compreender o papel de um AIMA, que é o de agente comunitário, podendo ser adulto, jovem, homem e mulher, que atua no manejo ambiental e na Gestão Territorial e Ambiental.
Durante os dias do evento, foram apresentadas iniciativas já realizadas juntamente com os AIMAs mais experientes da região da Coordenadoria das Organizações Indígenas do Tiquié, Baixo Waupés e Afluentes (DIAWI’I), que estiveram presentes para compartilhar sua experiência de pesquisa iniciada desde 2005, juntamente com o Instituto socioambiental (ISA) que acompanha essas pesquisas.
Além das iniciativas já realizadas, o evento também proporcionou a apresentação de novas ideias e projetos relacionados à pesquisa socioambiental na região da DIAWI’I. Durante as palestras, foi possível perceber a importância da preservação da biodiversidade e da cultura local para garantir um desenvolvimento sustentável na região. Entre os temas abordados, destacam-se:
A importância da participação das comunidades locais na definição de projetos de pesquisa e de conservação ambiental;
O uso de tecnologias de mapeamento e monitoramento para avaliar o impacto das atividades humanas na região;
A necessidade de fortalecer as parcerias entre instituições de pesquisa, organizações governamentais e não-governamentais e comunidades locais para garantir a continuidade e eficácia das iniciativas socioambientais.
Foi uma oportunidade única de aprendizado e troca de conhecimentos entre os participantes do evento, que saíram motivados a continuar trabalhando juntos em prol da preservação do meio ambiente e da valorização da cultura local.
Os temas abordados na palestra são de extrema importância para a preservação da natureza e da cultura indígena. Algumas informações adicionais que podem ser relevantes para complementar o conteúdo são:
O Calendário Ecológico é uma ferramenta utilizada pelos povos indígenas para guiar suas atividades diárias de acordo com as mudanças na natureza. É baseado no conhecimento ancestral sobre os ciclos da vida, como o ciclo das plantas e dos animais.
O Sistema Agrícola indígena é uma forma de cultivo que respeita a biodiversidade local, utilizando técnicas tradicionais e evitando o uso de agrotóxicos.
O Manejo de Pesca é uma prática sustentável que busca preservar as espécies e os recursos naturais utilizados na pesca, evitando a sobrepesca e a degradação dos ecossistemas aquáticos.
O Mapeamento e Lugares Sagrados são ferramentas utilizadas pelos povos indígenas para identificar e proteger locais considerados sagrados, como cemitérios, nascentes, montanhas e rios.
A Proteção Ritual é uma prática que envolve o uso de cantos, danças e outras formas de expressão cultural para fortalecer a conexão dos indígenas com a natureza e seus antepassados.
A gestão de lixo é um desafio enfrentado pelos povos indígenas que buscam preservar o meio ambiente e garantir a saúde das comunidades. A palestra com o Engenheiro Sanitarista pode ter trazido informações valiosas sobre técnicas de coleta, tratamento e destinação adequada dos resíduos.
A experiência de vigilância de território com o senhor Evaldo Alencar pode ter abordado a importância da preservação dos territórios indígenas e do trabalho de monitoramento e proteção realizado pelas comunidades.
À noite, houve rodas de conversa com os conhecedores tradicionais convidados pelos AIMAs de várias regiões, falando sobre a origem de cada povo do rio Waupés, um pouco de benzimento e proteção. Para eles, foi um momento de iniciativa para compartilhar seu saber tradicional com os mais jovens presentes, assimilando a importância de proteger o território pensando no esgotamento dos recursos naturais, garantindo a sobrevivência de suas próprias comunidades, preservando a riqueza ambiental para as gerações futuras.
No final, foram destacados os avanços e desafios de trabalhar nas pesquisas, um momento muito importante para adquirir e compartilhar conhecimentos, além dos desafios logísticos enfrentados pelas comunidades longínquas, como cachoeiras, sol e chuva, mas que não medem esforços para participar dos encontros, pois todos têm objetivos a serem alcançados para o bem viver em suas comunidades.
O evento foi realizado pela equipe da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) representada por Mª Hildete Araújo, articuladora institucional dos AIMAs, Janete Alves, diretora e de referência da COIDI em parceria com o Instituto socioambiental (ISA), Aloisio Cabalzar e Danilo Parra, contou com a participação de instituições convidadas como a FUNAI – CR/RNG, representada por Evaldo Marcio Alencar, DSEI ARN, representado por Luiz Brazão, Coordenador do DSEI-ARN, Johnatan Almeida, Engenheiro Sanitarista da SESANI, Miquelina Machado, assessora Indígena, Gislaine Velasques, secretária executiva do CONDISI e Bruno Marques.
XX Assembleia Geral Eletiva da Associação Yanomâmi do Rio Cauburís e Afluentes – AYRCA, foi realizada em Maturacá nos dias 25 a 27 de julho de 2023.
Durante a reunião, os líderes indígenas e membros da associação discutiram temas de grande importância para a comunidade indígena, que contou com a presença de líderes indígenas e membros da associação, incluindo Maiá, Inambu, Nazaré, Aiari e Mafi. Os temas discutidos incluíram a saúde indígena Yamomami Yekwana, a criação do DSEI Yanomâmi, a importância da territorialidade, Educação Yanomami, bem como o ecoturismo e o etnoturismo.
A saúde indígena Yamomami Yekwana: um tópico crucial diante da atual situação de pandemia. Os líderes compartilharam suas preocupações e discutiram possíveis soluções para garantir a segurança e o bem-estar da comunidade.
Criação do DSEI Yanomâmi: a criação desse departamento é fundamental para garantir a proteção dos direitos indígenas e a segurança dos povos Yanomâmi. Os líderes discutiram estratégias para garantir a implementação do DSEI.
Territorialidade: os líderes destacaram a importância de manter a posse de suas terras e reforçaram a necessidade de proteger seu patrimônio cultural e ambiental.
Educação Yanomami: A educação é uma questão importante para a comunidade Yanomami, pois eles acreditam que ela é essencial para a preservação de sua cultura e tradições.
Os Yanomamis têm seus próprios métodos de transmitir conhecimento e habilidades de geração em geração. Algumas das práticas educacionais tradicionais incluem:
Aprendizagem por imitação: as crianças observam e imitam os adultos em suas atividades diárias, o que ajuda a desenvolver habilidades práticas e conhecimentos sobre a cultura Yanomami.
Narrativas orais: histórias e mitos são contados pelos anciãos para transmitir conhecimentos e valores importantes, como a importância da cooperação e da preservação da natureza.
Rituais e cerimônias: os Yanomamis realizam rituais e cerimônias para celebrar eventos importantes, como nascimentos, casamentos e mortes. Esses eventos são uma oportunidade para transmitir conhecimentos e valores culturais.
Além disso, algumas organizações têm trabalhado para fornecer educação formal aos Yanomamis, com o objetivo de ajudá-los a se comunicar melhor com o mundo exterior e a proteger seus direitos. No entanto, ainda há desafios significativos a serem enfrentados para garantir que a educação seja acessível e adequada às necessidades da comunidade Yanomami.
Ecoturismo e etnoturismo: os líderes discutiram a possibilidade de desenvolver atividades turísticas em suas comunidades, mas destacaram a importância de fazê-lo de forma sustentável e respeitando as tradições e culturas locais.
A Assembleia foi uma oportunidade importante para discutir questões relevantes para a comunidade indígena e para buscar soluções conjuntas para os desafios enfrentados pelos povos Yanomâmi.
Eleição da nova diretoria
Três chapas concorreram nas eleições, sendo que a chapa 02 (liderada por João Figueiredo) foi a vencedora com 367 votos. A chapa 01 (liderada por José Mario) ficou em segundo lugar com 344 votos, e a chapa 03 (liderada por Alberto Goes) obteve apenas 124 votos.
Discurso da diretoria eleita
“Agradeço a confiança do meu povo, é onde eu queria lutar pelos direitos do meu povo, nunca jamais deixarei o meu povo de lado, nunca jamais deixarei o meu superior para trás, eu seguirei trabalhando junto com o povo, meu cacique, tuxaua, professores e além deles os atletas e a juventude” Disse João Figueiredo Yanomami, Presidente.
“Povo do rio cauburis, nós todos estamos construindo a nossa política, não é à toa que estamos aqui, nós vamos ter lutas pela frente, há muitos desafios em nosso território, senhores e senhoras, nós vamos fortalecer as nossas políticas daqui para o futuro, nós estaremos passando essas recomendações para os que virão. Nunca a gente vai esquecer o nosso povo originário, estão vendo os caciques que se empenharam aqui para ver a nova diretoria ser eleita, os professores, alunos, os nossos parceiros a Federação das Organizações Indígenas que está presenciando aqui, ele vai fortalecer juntamente a nossa política, não vai parar por aqui, nós vamos construir esse caminho, para que esse caminho não tenha fim” Disse Salomão Yanomami, Vice presidente.
A chapa eleita de acordo com o estatuto, indicou a nova coordenadora do projeto Yaripo a sra. Erica Vilella, como valorização da mulher Yanomami.
Presença de Instituições Parceiras no Movimento Indígena
Diversas instituições parceiras do movimento indígena estiveram presentes, incluindo a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), representada pelo diretor presidente Marivelton Baré e sua assessora jurídica, Dra. Franciene Melchior, a Coordenação Regional da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (CR-FUNAI), representada por Dadá Baniwa, além do ICMBIO.
A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) é uma associação civil sem fins lucrativos, sem vinculação partidária ou religiosa, fundada em 30 de abril de 1987. Com a missão de defender os direitos dos povos indígenas do Rio Negro, é composta de 91 associações indígenas de base que representam cerca de 750 comunidades e sítios. Sua área de abrangência corresponde a 250 mil km2, onde vivem mais de 50 mil indígenas, pertencentes a 23 grupos étnicos, representantes das famílias linguísticas Tukano Oriental, Aruak, Naduhupy e Yanomami.
Torna público o processo seletivo 002/2023 para contratar um(a) profissional de nível superior, preferencialmente indígena que fale ou entenda alguma língua originária da área de abrangência da região do Rio Negro, para atuar na área jurídica com vistas a desenvolver serviço de assessoria jurídica na Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN e suas organizações indígenas filiadas, na defesa dos direitos indígenas.
O profissional terá como função prestar serviços de assessoria técnico-jurídica à FOIRN para fins de cumprimento da missão institucional da Federação de acordo com o Estatuto e Regimento Interno da instituição, assim como realizar a representação judicial e extrajudicial da FOIRN em ações em defesa dos direitos indígenas, trabalhistas, cíveis, e outras áreas afins. O(a) advogado(a) deverá atuar também de forma consultiva, dando suporte interno à Diretoria, Conselho Fiscal, Departamentos e demais Setores da instituição.
INSCRIÇÕES SOMENTE VIA E-MAIL: Os interessados devem seguir o seguinte procedimento:
O(a) candidato(a) deverá possuir em formato PDF os seguintes documentos: i. Currículo com foto atualizada; ii. Carta de Motivação justificando interesse e capacidades para o trabalho de acordo com os requisitos demandados (máximo de 2 páginas); iii. Contatos de pelo menos dois profissionais que possam fornecer referências sobre o (a) candidato(a) sem vínculo de parentesco.
O (a) candidato(a) deverá enviar os documentos no período de 25/07/2023 a 30/07/2023 (até às 00:00h) para o e-mail: rh@foirn.org.br, no assunto da mensagem deve constar: “Candidato (a) Advogado (a)”
Caso o(a) candidato(a) siga as instruções acima, este receberá e-mail confirmando a inscrição.
Somente serão convocados os(as) candidatos(as) que tiverem seus currículos e carta de motivação selecionados para fase de teste (teórico e prático) e entrevista.