Tag: Projetos e Iniciativas dos povos indígenas do Rio Negro

  • Povo Dãw inaugura Casa de Referência Cultural e fortalece tradição

    Povo Dãw inaugura Casa de Referência Cultural e fortalece tradição

    Liderança do povo Dãw, a professora Auxiliadora recebe os convidados para a inauguração do centro cultural. Foto: Ednéia Teles/Foirn

    Os indígenas da etnia Dãw, que vivem na comunidade Waruá, às margens do Rio Negro, em São Gabriel da Cachoeira (AM), têm agora um novo espaço de referência para fortalecimento de suas tradições.

    No domingo, 14/3, foi inaugurada a Casa de Referência Cultural. Localizado no rio Curicuriari, no Sítio Belém, pertencente à Associação Ahkoiwi – CAIMBRN (Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro), o novo centro está em área tradicional do povo Dãw e está mais resguardado das interferências da cidade.

    A comunidade Waruá fica em frente à principal orla de São Gabriel, sendo uma das mais próximas do espaço urbano, o que facilita o acesso a serviços, mas gera maior exposição a alguns problemas.

    O projeto financiado pelo Fundo Casa Socioambiental foi desenvolvido para possibilitar e incentivar a retomada de práticas tradicionais da etnia, como caça, pesca, danças, crenças, entre outros.

    Presidente da FOIRN, Marivelton Barroso, da etnia Baré, esteve na inauguração e destacou que o projeto fortalece o povo Dãw, sua diversidade cultural e territorialidade.

    “Atualmente o povo Dãw vem se fortalecendo e se organizando para retomada e ocupação de seu território tradicional, pois tem história de resistência na região do rio Curicuriari. A cada dia vem se fortalecendo, fazendo monitoramento, intercâmbios, valorizando e mantendo sua cultura, progredindo após quase ser extinto”, disse Marivelton Baré.

    Liderança do povo Dãw, a professora Auxiliadora Fernandes informa que a construção do centro cultural é resultado de luta e vai beneficiar também as novas gerações.

    “É uma conquista para que os nossos filhos tenham suas terras para trabalhar, colher frutos e que se sintam dentro de suas próprias terras, o que é de direito”, declarou.

    A cerimônia de inauguração da Casa Cultural contou com a presença da presidência e diretoria da FOIRN, de lideranças indígenas de diferentes povos, lideranças da Comunidade Inebo, representantes do Instituto Socioambiental – ISA, Funai, Condisi-ARN.

    Na inauguração, o povo Dãw e moradores da Comunidade Inebo fizeram a apresentação cultural “Dabucuri de Açaí”, com oferta do fruto aos presentes.

    Os indígenas da etnia Dãw quase foram extintos, sendo que nos anos 80 o grupo chegou a contar com apenas 60 representantes. Atualmente, 159 pessoas vivem no Waruá.

  • Projeto de Turismo de Pesca Esportiva do Rio Marié fará parte de uma  série sobre Turismo Sustentável que a Rede Globo irá exibir em 2017

    Projeto de Turismo de Pesca Esportiva do Rio Marié fará parte de uma série sobre Turismo Sustentável que a Rede Globo irá exibir em 2017

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    Foto: Edivaldo Bruno/Comunicação do Projeto

    A equipe da Rede Globo passou uma semana  no Rio Negro gravando uma matéria sobre o Projeto de Turismo de Pesca Esportiva do Rio Marié.
    A reportagem apresentará experiências modelo de turismo sustentável pelo mundo e no Brasil em 2017. E o Projeto de Turismo de Pesca Esportiva do Rio Marié foi a iniciativa escolhida para mostrar o turismo associado ao desenvolvimento e interesse das comunidades indígenas.
    O projeto do Marié é a primeira experiência de turismo de pesca regulamentada em área protegida no Brasil. Com estudos de impacto socioambiental, número reduzido de turistas em uma área de pesca distante das comunidades, garante uma operação de baixo impacto e alto valor agregado que é revertido para o fortalecimento da associação, proteção do território e investimento na melhoria de infraestrutura e qualidade de vida de 15 comunidades.
    A ACIBRN – Associação das Comunidade Indígenas do Baixo Rio Negro é gestora do projeto em parceria com a FOIRN e UAB – Unatmed Angling do Brasil.
    “O projeto é importante para a autonomia das comunidades,  iniciativas como essa mostram que é possível desenvolver atividades nas terras indígenas com protagonismo e retorno para os interesses coletivos”, diz Marivelton Rodriguês Barroso, diretor da FOIRN de referência à região do Médio e Baixo Rio Negro, onde o projeto é desenvolvido.

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    Vista aérea do Rio Marié. Foto: Edivaldo Bruno/Comunicação do Projeto

    Conheça mais o projeto: