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  • V REUNIÃO DO COMITÊ GESTOR DO FIRN REÚNE MEMBROS E PARTICIPANTES PARA AVALIAR E PLANEJAR O SEGUNDO ANO DE EXECUÇÃO DO PROJETO.  

    V REUNIÃO DO COMITÊ GESTOR DO FIRN REÚNE MEMBROS E PARTICIPANTES PARA AVALIAR E PLANEJAR O SEGUNDO ANO DE EXECUÇÃO DO PROJETO.  

    Membros do Comitê Gestor e participantes, na casa dos saberes da FOIRN.

    O comitê Gestor do Fundo Indígena do Rio Negro (FIRN) reuniu – se nesta terça feira (16) na maloca casa dos Saberes da FOIRN para avaliar e discutir o plano para o segundo ano de trabalho do projeto.

    O Presidente do Comitê Gestor e Diretor Presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), Marivelton Rodrigues Barroso do povo Baré, presidiu esta reunião que teve a seguinte pauta, a Formação do Conselho Consultivo do FIRN, Repasse das principais discussões e encaminhamentos na reunião em Brasília entre ERN-FOIRN-FIRN-ISA (04/07/2022) e Apresentação de monitoria em projetos pelos técnicos do FIRN.

    O Conselho Consultivo foi formado e aprovado pelos membros do Comitê Gestor e definida a primeira reunião do Conselho para o dia 17 de outubro de 2022, para definição e instalação dos membros do Conselho Consultivo do FIRN.

    Marivelton Rodrigues, falou sobre os principais tópicos abordados na discussão durante a reunião com a Embaixada Real da Noruega (ERN) em Brasília no dia 04 de julho deste ano. A reunião que foi produtiva, e é importante a equipe executiva do FIRN ter esse contato com a ERN.

    “A equipe do FIRN tem que cuidar do Fundo, ele é um precioso projeto da FOIRN. A monitoria tem que ser feita pela coordenadoria regional.” Afirma Marivelton Barroso – Diretor Presidente da Foirn.

    A apresentação de monitoria dos projetos pelos técnicos do FIRN, foi dividido projetos por coordenadoria.

    Coordenadoria das Associações Indígenas do Alto Rio Negro e Xié – CAIARNX (AMIARN, ACIARN e ACIB) – Josimara Oliveira – Gerente financeira.

    Coordenadora das Associações Indigenas do Médio e Baixo Rio Negro – CAIMBRN (ACIMRN, ASIBA e KURIKAMA) – Mirian Brito – Assistente Financeiro.

    Coordenadoria das Organizações Indigenas do Distrito de Iauaretê – COIDI (ASEKK, AMIDI e AMIARU) – Alziney Castro – Assistente de Monitoramento.

    Coordenadoria das Organizações Indígenas do Tiquié, Uaupés e Afluentes– DIAWI’Í (ATRIART, OIBV e AMIRT) – Domingos Barreto – Gerente de Monitoramento.

    Coordenadoria das Associações Baniwa e Koripaco – NADZOERI (ACEP, ACIRA e OCIDAI) – João Luiz – Assistente técnico de Gestão ISA/FOIRN.

     “Vejo a importância das metodologias dos trabalhos, antes era os outros que faziam pelos indígenas. E hoje o indígena trabalha para o indígena, assessorando como os brancos faziam”. Disse Padre Justino Rezende.

    Apresentação da estrutura e objetivos do Departamento de Negócios Socioambientais da FOIRN foi feito pela Luciane Mendes – Coordenadora do Departamento de Negócios e socioambiental, apresentou sobre os trabalhos realizados pelo departamento e os referidos setores relacionado aos negócios socioambientais, e um dos tópicos apresentados foi sobre o Turismo, PAB/PNAI, Arte Baniwa, Pimenta Baniwa, Mel de Abelha Nativas, Castanha do Uará, Frutas Secas, Cadeias do Artesanato, Casa Wariró e Cultura Indígena do Rio Negro.

    O Cenaide Pastor – Articulador Negócios Socioambientais, apresentou os trabalhos e editais do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

    A técnica de Turismo, Tífane Máximo apresentou sobre as estratégias de como promover ações de informações em relação à inciativas de turismos de base comunitária.

    Marivelton Barroso comentou sobre a valorização do sistema agrícola e abordou sobre a apresentação da equipe da Luciane, e referiu sobre a construção e o plano estratégico.

    “Devemos refletir, sobre o que devemos exercer no movimento Indígena. A FOIRN é reconhecida a nível nacional e internacional, assim como o parceiro ISA.” Completou Marivelton Barroso.

    Esta reunião contou com a participação além dos membros do comitê gestor dos coordenadores de departamento técnicos e articuladores.

    1. Belmira Melgueiro do povo Baré, Coordenadora do DMIRN,
    2. Elson Kene do povo Baré, Coordenador Geral do DAJIRN;
    3. Domingos Barreto do povo tukano, Gerente de Monitoramento do FIRN;
    4. Josimara Oliveira do povo Baré, Gerente Financeira do FIRN,
    5. Auxiliadora do Povo Daw, Presidente do Conselho Fiscal;
    6. Nildo Fontes do povo tukano, Diretor da FOIRN;
    7. Dário Casimiro do Povo Baniwa, Diretor da FOIRN;
    8. Aloisio Cabalzar Coordenador Adjunto do ISA
    9. Justino Rezende do povo Tuyuka, representante do REPAM;
    10. Marivelton Barroso do povo Baré, presidente do Comitê Gestor e Diretor presidente da FOIRN.
    11. Luciane Mendes do povo Tariana – Coordenadora do departamento de Negócios Socioambientais da FOIRN.
    12. Andrea  – Assessora do FIRN
    13. Maria Hidelte AraújO do povo Tariana, secretária Administrativa da Associações/ FOIRN;
    14.  Alziney Castro do povo tukano, Assistente de Monitoramento do FIRN;
    15.  Rosane Gonçalves Cruz do povo Piratapuya, Articuladora de Referencia dos AIMAS,
    16.  Lorena Marinho de Araújo do povo Tariana, coordenadora do departamento de Educação e Patrimônio Cultural;
    17. Gicely Caxias Ambrósio do povo Baré– Coordenadora do Departamento de Comunicação FOIRN.
    18. Gilson C. Brazão Pascoal do povo Baré – Auxiliar de Comunicação.
    19. Heraldina Machado do povo Desana, coordenadora Financeira da FOIRN;
    20. Mirian Brito do povo Baré, como Assistente Financeira do FIRN;
    21. João Luis Assessor de Gestão do FIRN
  • FOIRN NA XIII ASSEMBLEIA GERAL ELETIVA DA COIAB

    FOIRN NA XIII ASSEMBLEIA GERAL ELETIVA DA COIAB

    Foto: Neide – Comunicadora Indígena da Rede Wayuri

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), filiada a Coordenação das Organizações Indígena da Amazônia Brasileira (COIAB), participou da XIII Assembleia Geral Eletiva realizada pela COIAB, que aconteceu entre os dias 03 a 05 de agosto de 2022, na aldeia Manga, Terra Indígena Uaçá, no município do Oiapoque – Amapá. É realizada a cada quatro anos e foi prorrogada para acontecer em 2022 devido à pandemia causada pela COVID-19.

    Contou com a participação da Delegação do alto rio negro (SGC):  Marivelton Rodrigues Barroso – Diretor Presidente da Foirn; Nildo José Miguel Fontes  – Diretor Vice Presidente da Foirn; Dário Emílio Casimiro – Diretor da Foirn; Sheine Diana Dias  – Articuladora do DAJIRN; Belmira da Silva Melgueiro – Coordenadora do Departamento das Mulheres Indígenas do Rio Negro – DMIRN; Rosilda Maria Cordeiro da Silva  – Coordenadora da Coordenadoria Regional DIAWI´I; Delegação do médio rio negro (SIRN): Adilson da Silva Joanico – Presidente da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro – ACIMRN; Carlos Alberto Teixeira Neri – Coordenador da Coordenadoria Regional CAIMBRN; Rariton Horácio de Souza; Joana da Silva Serrão; Eldenir dos Santos Bento; Gilce Guilherme França; e a Delegação do Baixo rio negro (Barcelos); Neide Dantas do Santos; Edinilza Amâncio Pinheiro Araújo; Marilene Gervásio Reis; Regivaldo Brandão Crescêncio; Jander Gomes Pinheiro e Cleidinaldo dos Santos Soares.

    Mulheres Indígenas do Rio Negro. Foto: Reprodução

    Além das plenárias sobre conjuntura política, movimento de mulheres indígenas da Amazônia e candidaturas indígenas, a assembleia foi um espaço para apresentação do balanço de atividades e avanços da coordenação da coordenação de 2017-2022.

    Na noite do dia 04, foi apresentado o Fundo Podáali, desde a sua criação e linha do tempo de seus principais temas de atuação no seu processo de construção de equipe técnica, diretoria, e conselho. Na oportunidade se deu destaque também a outros fundos, como um deles o Fundo Indígena do Rio Negro (FIRN), executado na Federação em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA) e conta com o apoio da Embaixada Real da Noruega (ERN).

    Com a finalização dos três dias de discussão, os conselheiros votaram na realização da próxima assembleia avaliativa, que acontecerá em 2024, em Roraima, e para a assembleia eletiva, que acontecerá no Tocantins, em 2026. 

    Durante a Assembleia . Foto: Reprodução

    No total aproximadamente mil pessoas estavam presentes nesta Assembleia, informações segundo os dados da Secretaria da COIAB, 240 delegados dos nove estados da Amazônia Brasileira, além de convidados e apoiadores acompanharam atentos à apresentação.

    A nova Coordenação Geral da COIAB foi eleita e os nomes com os respectivos cargos para a próxima gestão:

    Toya Manchineri / AC – Coordenador Geral;

    Alcebias Sapará / RR – Vice Coordenador;

    Avanilson Karajá / TO – Primeiro Tesoureiro;

    Dineva Kayabi / MT – Segunda Tesoureira;

    Marciely Tupari / RO – Primeira Secretária;

    Sérgio Galibi-Marworno / AP – Segundo Secretário.

    E a representação da Coiab na Articulacao dos povos indigenas do Brasil – APIB ficou Kleber Karipuna e representação da Coordenadoria das Organizações Indígenas da Bacia Amazônia- COICA,  Angela Kaxuyana.

  • Presidente da Fundação da União da Plurinacionalidade dos Estudantes Indígenas do Brasil é do Rio Negro.

    Presidente da Fundação da União da Plurinacionalidade dos Estudantes Indígenas do Brasil é do Rio Negro.

    A Delegação da FOIRN participou no último dia do IX ENEI, a fundação da União da Plurinacionalidade dos Estudantes Indígenas do Brasil que teve como Chapa Única tendo como tema: Plurinacionalidade na Universidade e no Brasil – Somos Fora Bolsonaro! Contra o Marco Temporal! Denunciamos Genocídio Indígena em todo Brasil.

    Foto: Reprodução

    Essa proposta nasceu da inspiração do Encontro Nacional dos Estudantes Indígenas, da ancestralidade e respeito a lideranças indígenas e intelectuais, assim como, para fortalecer os povos originários e estudantes indígenas presentes nas Universidades, sabendo que somente a organização, pode garantir as conquistas e garantias da permanência dos mesmos.

    A nova diretoria é composta por 21 membros. Tendo como Presidente é do Rio Negro,  Arlindo do povo Baré e a Vice – Presidente: Aline Kayapó

    Acesse também: FOIRN NO ENCONTRO NACIONAL DOS ESTUDANTES – ENEI 2022.

  • Acadêmicos Indígenas recebem a sonhada colação de Grau dentro de seu Território

    Acadêmicos Indígenas recebem a sonhada colação de Grau dentro de seu Território

    Os novos professores indígenas dos povos originários de São Gabriel da Cachoeira receberam, nesta semana, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), seus diplomas de Licenciatura Indígena Políticas Educacionais e Desenvolvimento Sustentável durante a cerimônia de colação de grau. A formatura aconteceu em dois dias e teve a presença de comunidade local no Alto Rio Negro. Clique aqui.

    Equipe da FOIRN e a comitiva da Ufam saindo do porto de São Gabriel da Cachoeira com destino a Taracuá.

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), que é uma estrutura não governamental e que representa os 23 povos indígenas do rio negro, com abrangência dos três município de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira, buscando contribuir e colaborar no processo de fortalecimento do território do Rio Negro em sua extensão do mosaicos de áreas protegidas diante da importância do desenvolvimento sustentável da formação acadêmica e mobilização territorial das coordenadorias Diawi’i e Nadzoeri nos respectivos polos Tukano e Baniwa contamos com o apoio financeiro da parceria Wildlife Conservation Society – Andes Amazon Orinoco  – Brazil – WCS..

    Na noite do dia 27 de julho o Reitor da UFAM Sylvio Puga e sua equipe estiveram no Distrito de Taracuá para realizar colação de grau dos acadêmicos do povo Tukano, contou com a presença do Diretor Vice Presidente da FOIRN e de referencia da Coordenadoria Regional DIAWI’I, Nildo Fontes do povo Tukano e, no dia 28/07, foi realizado mais uma colação de grau dos acadêmicos do povo Baniwa e Koripaco na comunidade Tunuí Cachoeira do Rio Içana, onde também o diretor da FOIRN e de referencia da Coordenadoria Regional Nadzoeri, Dario Casimiro estava presente.

    É um momento histórico para os povos do Rio Negro dentro do território Indígena, em resultado a luta incansável das lideranças indígenas, os acadêmicos finalmente realizaram o sonho da colação de Grau que tanto esperaram há mais de 07 anos.

    Mais detalhes da cerimônia em Taracuá e de Tunuí – Cachoeira .

  • XI ASSEMBLEIA REGIONAL ORDINÁRIA DA COORDENADORIA DIAWI’I

    XI ASSEMBLEIA REGIONAL ORDINÁRIA DA COORDENADORIA DIAWI’I

    Na Sede Distrital de Pari Cachoeira, Alto Rio Tiquié, foi realizado a XI Assembleia Regional Ordinária da Coordenadoria DIAWI’I, com o tema: Validação do Protocolo Geral de Consulta dos Povos e Comunidades Indígenas da Coordenadoria DIAWI’I do Rio Negro nos dias 11 a 15 de julho de 2022.

     A Assembleia durou cinco dias e contou com a participação de 225 delegados e delegadas representantes de cada uma das 03 microrregiões da Coordenadoria: Baixo Rio Tiquié / Baixo Rio Uaupés; Médio Rio Tiquié; Alto Rio Tiquié; assim como representantes do povo Hupd’äh e do povo Yupd’ëh.

    Estavam presentes representantes de onze associações indígenas regionais: Associação das Mulheres Indígenas da Região de Taracuá (AMIRT), Associação das Comunidades Indígenas do Baixo Uaupés (ACIBU), Associação das Comunidades Indígenas do Médio Tiquié (ACIMET), Associação das Comunidades Indígenas do Rio Castanha (ACIRC), Três Tribos Indígenas do Igarapé Cucura (3TIIC), Associação Indígena de Desenvolvimento Sustentável Local (OIDSL), Organização Indígena de Bela Vista (OIBV), Coordenação Indígena de Pari Cachoeira (CIPAC), Associação das Mulheres Indígenas de Pari Cachoeira (AMIPAC), Associação das Comunidades Indígenas do Rio Umari (ACIRU), Associação das Tribos Indígenas do Alto Rio Tiquié (ATRIART).

    A assembleia é iniciada com pauta: “Plenária de abertura da Assembleia”, na qual o vice-presidente da associação CIPAC, Anacleto Pimentel Gonçalves, realizou a leitura do edital de convocação da assembleia, seguido da retificação e aprovação da programação e respectivas pautas, bem como do acordo de convivência da assembleia.

    Maximiliano Correa Menezes – Membro da Comissão Fiscal da FOIRN

     O segundo dia de Assembleia iniciou – se com a pauta: “Linha do tempo da FOIRN, assim como sua estrutura organizacional de governança e suas conquistas ao longo dos seus 35 anos de existência”, apresentado pelo membro da Comissão Fiscal da FOIRN, Maximiliano Correa Menezes, apresentando a história da organização política dos povos indígenas, com todos os ciclos de exploração e também as lutas e processos de resistências dos povos do Rio Negro, até a fundação da FOIRN.

    Renato Martelli – analista socioambiental (ISA)

    A terceira pauta da Assembleia foi sobre a  “Apresentação das associações de base da Coordenadoria DIAWI’I e da FOIRN”, apresentada por Renato Martelli. Logo após, passada à quarta pauta: “Elaboração e apresentação de demandas para as políticas públicas, ações prioritárias relacionadas à Educação Escolar Indígena e Apoio a Iniciativas Produtivas das comunidades”.

    Elson Kene, representante do Departamento de Jovens e Adolescentes Indígenas do Rio Negro (DAJIRN), apresentou a estrutura funcional, ações prioritárias e também ações desenvolvidas. Ainda com relação ao DAJIRN, Hélio Monteiro Lopes, apresenta os avanços e dificuldades do Departamento. Em seguida, Alziney Resende de Castro, apresenta a estrutura de governança e gestão do Fundo Indígena do Rio Negro (FIRN), assim como seus objetivos e projetos que vêm sendo desenvolvidos, divididos em eixos temáticos (cultura, segurança alimentar, economia sustentável) por meio do FIRN neste último ano. Na sequência, Pastor Marcos Lima, apresenta o Departamento de Negócios Socioambientais, enquanto apoio e iniciativa de políticas públicas. Também apresenta a Coordenação Geral do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar, enquanto iniciativas produtivas das comunidades.

    Nildo Fontes, diretor da Foirn, realizou a formação dos grupos de trabalho (Alto Rio Tiquié, Médio Rio Tiquié, Baixo Rio Tiquié e Baixo Rio Uaupés, Povo Hupd’äh e Povo Yupd’ëh) para análise da situação de cada associação indígena conforme as microrregiões, também foi selecionado delegado ou delegada representante para apresentar os avanços e desafios de cada associação. Na manhã do dia 13 de julho de 2022, às 08 horas da manhã, foi realizado o terceiro dia de Assembleia, iniciando a quinta pauta com a: “Apresentação do resultado dos Grupos de Trabalho”, de maneira que os delegados e delegadas representantes de cada microrregião apresentaram a situação atual das associações, com os avanços e pendências.

    A quinta pauta da Assembleia, apresentada pelas advogadas, Renata Vieira (ISA) e Gisele Jabur (Observatório de Protocolos): “Legislação do Direito à Consulta e Consentimento Prévio, Livre, Informado, de Boa Fé e Culturalmente Adequado, e de Protocolos Comunitários de Consulta”. No período da tarde houve a exibição do filme documentário: “Protocolo de Consulta do Povo Kayapó”, o primeiro Protocolo de Consulta filmado no Brasil, sendo este o do povo Kayapó. Logo após as lideranças fazem comentários a respeito do vídeo documentário. E é debatida a sexta pauta: “Documento inicial do Protocolo de Consulta elaborado no ano de 2019 durante a oficina de Protocolos Comunitários de Consulta em Taracuá”, por Nildo Fontes.

    A atividade do penúltimo dia de Assembleia foi com a discussão dos Grupos de Trabalho para consolidação do documento final para o Protocolo Geral de Consulta. Foi o resultado dos Grupos de Trabalho para consolidação do documento final para o Protocolo Geral de Consulta.

    É formada Comissão de Revisão por Renato Martelli e Renata Vieira para analisar as minutas de protocolos de consulta elaborados pelos grupos de trabalho. As respostas que foram apresentadas pelos grupos de trabalho serão comparadas entre as respectivas microrregiões.

     As respostas que foram apresentadas em consenso pelos grupos de trabalho serão consolidadas em um documento único para consolidação do Protocolo Geral de Consulta. As respostas que estejam apresentadas divergentes por alguns grupos de trabalho serão consolidadas em outro documento a parte, o qual no dia 15 de julho as microrregiões deliberaram e chegaram ao consenso sobre a inclusão destas questões na consolidação do Protocolo Geral.

     Foi exibido filme documentário: “Protocolos de Consulta: Instrumento para a Defesa de Territórios e Direitos”.

    No quinto e último dia de Assembleia foi feita a leitura do documento final pela Comissão Revisora. A última pauta da Assembleia é realizada com a apresentação e aprovação das propostas do Protocolo de Consulta por Anacleto Pimentel Gonçalves, a qual contou com orientações de assessoria jurídica.

    A Plenária deliberou e votou por meio da contagem do levantamento de crachás das delegações. Ao final, foi aprovado por todas as delegações o “Protocolo Geral de Consulta dos Povos e Comunidades Indígenas da Coordenadoria DIAWI’I e do Rio Negro”.

    Ressalta-se, ao fim, que durante toda assembleia houve a interpretação e esclarecimento das propostas e das deliberações à língua Tukano.

    Encaminhamentos Gerais:

    Ao final foram decididos encaminhamentos por deliberação da Assembleia: 

    1. Aprovação por todas as delegações do: “Protocolo Geral de Consulta dos Povos e Comunidades Indígenas da Coordenadoria DIAWI’I e do Rio Negro”; 
    2. Eleição do (a) articulador (a) regional do DMIRN. Essa eleição ocorrerá em um momento especifico das mulheres da coordenadoria.
    3. Eleição do (a) articulador (a) do Departamento de Educação. Teve dois nomes indicados, porém não ficou definido ainda e que haverá definição em um momento especifico.
    4. Papel do (a) articulador (a) regional do DAJIRN. O jovem Hélio eleito em assembleia dos jovens terá o trabalho de organizar a rede de jovens da região como também a rede de comunicadores que precisa ser fortalecido;
    5. Indicação para filiação das associações AMIART e AEIKYB (Associação das Escolas Indígenas Kisib Yupuri Bu’u) à FOIRN. As duas associações farão parte da rede de filiados da coordenadoria que deverão ser parte da FOIRN.
    6. A assembleia deliberou que a FOIRN deve Priorizar a Elaboração de um projeto ou plano de atividade que organizará ações junto aos povos de recente contato – Povo Hupd’äh e Povo Yupd’ëh;
    7. Eleição/Indicação de delegados por associações para a participação da Assembleia Ordinária da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), foram indicados vinte delegados da DIAWI’I: Odilson Penha Almeida (ACIBU), Gianderson Junior Sampaio da Silva (ACIBU), Modesto da Silva Fernandes (AMIRT), Ozenete Lemos Castilho (AMIRT), Washington Luís Gonçalves (AMIRT), Edjenio de Jesus Costa Cabral (3TIIC), Abraão Bosco Marinho (ACIRC), Elclides Haquin Azevedo (ODSL), Ismael Pimentel dos Santo (ODSL), Ronaldo Arcanjo Peixoto (ACIMET), Vilmar Rezende Azevedo (ACIMET), Francinaldo Azevedo Lana (ODSL), Afonso Rezende Arantes (CIPAC), Geraldino Pena Tenório (ATRIART), Agostinho Paz Pimentel (OIBV), Bernadinho Sampaio Vaz (ACIRU), Rosamira Cordeiro Pedrosa (CIPAC), Maria da Glória Bastos (AMIART), Rosilda Maria Cordeiro da Silva e Evanilda Miguel Fontes (coordenadoras da coordenadoria DIAWI’I)
    8. A atual equipe de coordenação da DIAWII juntamente com a diretoria da FOIRN deverá inserir nos novos projetos institucionais as questões e demandas levantadas nos GTs.
    9. A equipe de coordenação da DIAWII, juntamente com diretoria da FOIRN deverá rever e rediscutir seu plano de trabalho para melhorar sua atuação.
    10. Justificativa da ausência de alguns conselheiros do conselho diretor da coordenadoria.
    11. Troca de delgado conselheiro (a) do CD da FOIRN. O Sr. Pascoal Ramos Pena foi substituído pelo Sr. Abraão Bosco Marinho. A senhora Cléia Brasil foi substituída pela senhora Ozinete Castilho.
    12. Por causa da desistência do Senhor Estevão Pedrosa no cargo de coordenador regional do Médio Tiquié, o senhor Damásio Caldas Azevedo foi eleito para assumir esse cargo que completará o mandato.
    13. Quando será quitada as pendencias de contribuições das associações ao fundo wayurí para quem não está em dia.
    14. Situação de entrada ou casamento de um não indígena que mora em Santa Terezinha do Yawiari, e entrada de evangélicos no Cunurí Igarapé e Rio Ira. (Oficio elaborado ao Senhor José Francisco da Silva, aprovado para encaminhamento às instituições responsáveis)
    1. Recebimento das contribuições de anuidades referente ao Fundo Wayurí para encaminhamento ao setor financeiro e emissão do respectivo comprovante de quitação pelas seguintes associações:
    2. Recebimento das contribuições de anuidades para o Fundo FOIRN referente ao período de 2019 até o ano de 2022, para encaminhamento ao setor financeiro e emissão do respectivo comprovante pelas seguintes associações:
    3. Compromisso das associações de quitação das contribuições de anuidades referentes ao Fundo FOIRN e Wayurí até o dia 20 de novembro de 2022, antes da Assembleia Geral da FOIRN;

    Apresentação Cultural:

    Na noite do dia 13, a equipe da coordenadoria Diawi’i ofereceu uma homenagem com uma noite cultural a Kerstin Plass, oficial de projetos da Aliança Pelo Clima (APC), uma das maiores e mais antiga financiadora da Federação representada anteriormente pelo saudoso João Kandler, ele faleceu na Áustria, ao lado da família, em 26 de novembro de 2021, aos 71 anos, após uma curta e grave doença, João ficou muito conhecido no Rio Negro a partir de suas várias viagens à região, seja sozinho para zelar pela parceria e os projetos conjuntos com a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) e o Instituto Socioambiental (ISA), seja acompanhado por outros representantes da Aliança pelo Clima, onde atuava, ou dos municípios austríacos que apoiam essa campanha.

    A APC, fundada no início dos anos 1990 na Europa central, visa contribuir para conter as mudanças climáticas, ao mesmo tempo atuando em informação e educação para práticas sustentáveis ambientalmente na Europa e apoiando povos indígenas da América do Sul na proteção de seus territórios contra as pressões predatórias. É formada por uma rede de municípios, atualmente presente em 27 países. Clique aqui para saber mais.

    Kerstin acompanhou toda a Assembleia pela primeira vez na região do Rio negro, apresentaram danças tradicionais e entrega das lembranças feitas em artesanatos da região da coordenadoria. Na ocasião, Plass entregou 04 kit de lâmpadas solares para os coordenadores das microrregiões.

    Participaram da assembleia representante das seguintes instituições: Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), através do diretor vice-presidente da FOIRN e diretor de referência da Coordenadoria DIAWI’I, Nildo José Miguel Fontes, Elson Kene Angelino (Coordenador Geral do Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro – DAJIRN), Cenaide Pastor Lima (Departamento de Negócios Socioambientais da FOIRN), Alziney Rezende (Assistente Administrativo de Monitoramento do Fundo Indígena do Rio Negro) e Emilene Lizardo (Secretária); O Instituto Socioambiental (ISA) através do Mauro Monteiro Pedrosa (fotógrafo), Dagoberto Lima Azevedo (assessor técnico), Renato Martelli (analista socioambiental), Renata Vieira (advogada) e Marina Spindel (assessora técnica); Observatório de Protocolos Comunitários representado pelas advogadas Gisele Jabur e Julia Coimbra; Aliança pelo Clima representado por Kerstin Plass.

  • REITOR DA UFAM NA COLAÇÃO DE GRAU EM SANTA ISABEL DO RIO NEGRO

    REITOR DA UFAM NA COLAÇÃO DE GRAU EM SANTA ISABEL DO RIO NEGRO

    A colação de Grau foi realizada no ginásio coberto da escola Padre José Schneider, após sete anos de espera, os formandos tiveram a oportunidade de realizar a mais sonhada colação de grau no dia 16 de julho de 2022. 

    Marivelton Barroso Baré – Diretor Presidente da FOIRN, Vamberto Rodrigues – Formando e Presidente da ACIR e Carlos Neri – Coordenador da CAIMBRN. Foto: Reprodução

    Contou com o apoio da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) e Prefeitura Municipal de Santa Isabel do Rio Negro. 

    Em Janeiro de 2015, na comunidade Cartucho, foi iniciado o curso, porém por vários empecilhos, foi transferido para a sede do município de Santa Isabel, mas os trabalhos de pesquisas de campo continuaram nas bases (comunidade indígena), porque esta Formação de ensino Superior é uma formação de currículo pós-feito, a qual os acadêmicos constroem a sua própria grade Curricular.

    Foto: Reprodução

    Foi finalizado o último módulo em Abril de 2019, e realizado todo o processo de defesa do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) em julho de 2021. A turma inicial estava composta por 40 acadêmicos, apenas 28 se formaram.

    Segundo os acadêmicos, escrever e entender a língua Yegantu foram a maior dificuldade dos licenciados, porém conseguiram aprimorar os conhecimentos já adquiridos no cotidiano com os parentes dentro da comunidade.

    Cleocimara Reis Gomes do povo Baré, oradora da turma, em seu discurso começou agradecendo as autoridades presentes e também contou um pouco da trajetória dos formandos neste período de formação.

    “Em nome desta turma, inicio agradecendo primeiramente a Deus por esta Formatura no Ensino Superior da Licenciatura Indígena Políticas Educacionais e Desenvolvimento Sustentável da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). E agradecer a presença de todos que se fazem presente nesse momento tão especial em nossas vidas. Quero também registrar e agradecer o quanto esse curso se tornou importante para nós indígenas da região do médio rio negro, as lutas sempre foram intensas e fazer um curso superior em nossa língua geral, foi e continuará sempre muito importante.” Afirmou Cleocimara

    “Ilustríssimo sr. Marivelton Rodrigues Barroso – Presidente da FOIRN, em nome de todos os formandos, agradecemos por todo apoio recebido, primeiramente por lutar sempre junto ao movimento indígena pela formação de tantos parentes e conquistas dos nossos direitos ao território e na defesa da vida e do meio ambiente.  E hoje por promover a realização desse grande feito em nossa formação. Muito obrigada.”

    A mesma continuou agradecendo toda administração superior da UFAM, por ser essa presença transformadora, pelo apoio, pelo respeito para com jeito de ser e viver  e por ter desenvolvido um importante e competente trabalho. 

    “…Magnifico Reitor, professor Sylvio Mario Puga Ferreira, pela disponibilidade e atender o nosso grande anseio em concretizar essa etapa iniciada há um tempo. E por sempre apoiar e oferecer através da Universidade Cursos voltados a realidade de nossa região.”

    “…A Prefeitura Municipal, na pessoa do Prefeito Senhor José Ribamar Fontes Beleza, pelo importante apoio e parceria, que se fez presente por meio da Secretaria Municipal de Educação.”

    “Nossa trajetória acadêmica não foi fácil. Em Janeiro de 2015 na Comunidade Cartucho iniciamos o curso. Mas por vários empecilhos, entre eles a comunicação, logística, energia,  o curso foi transferido à sede do Município, mas os trabalhos de pesquisas de campo, continuaram em nossas bases, porque esta Formação de ensino Superior é uma formação de currículo pós-feito, a qual nós acadêmicos construímos nossa própria grade Curricular. Apesar dos julgamentos por ser uma licenciatura indígena, não desistimos e com isso aprendemos a Importância da valorização da cultura na sociedade. Buscamos conhecimentos através de fontes dos antepassados Primários e Secundários. Ressaltando a importância de diversos assuntos que a turma quis abordar. Finalizamos o VIII e o último módulo em Abril de 2019, realizamos todo o processo de defesa do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) em julho de 2021 e hoje dia 16 de julho 2022, estamos celebrando a Nossa Vitória com a Graça Divina De Deus. Éramos uma turma de 40 acadêmicos, e hoje somos apenas 28, muitos ficaram pelo caminho, um longo caminho. Muitas vezes tropeçamos, caímos, nos machucamos, mas também fomos levantados, cuidados e protegidos por pessoas que nos ajudaram a chegar até aqui . Quantas vezes passamos por lutas e enfermidades, com a nossa família e também conosco, enfrentamos tão destemido desastrosas das nações e outros.   Obtivemos muitas perdas como: filhos, esposas, esposos, mãe, pai e avós e professores. A Pandemia covid 19 também nos mostrou essa diferença negativa no mundo todo, a ponto de nos adaptar a ela. Conhecemos e convivemos com muitas pessoas, professores e colegas que vieram e se foram deste mundo para outro por conta da covid19 e deles levaremos apenas boas lembranças como os nossos saudosos mestres: Luis Fernando, Fran Tomé e Higino Tenório. A eles nossa eterna gratidão. Aprendemos entre muitas coisas que, a pesquisa precisa ser fomentada e praticada em nossas escolas, pois só assim conheceremos cada vez mais sobre as nossas ancestralidades, nossas línguas, danças e costumes, e assim a nossa cultura será mais valorizada.” Completou.

    O evento contou com a presença de Marivelton Barroso – Diretor Presidente da Foirn, professor Sylvio Mário Puga Ferreira – reitor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e sua comitiva, José Ribamar Fontes Beleza – prefeito de Santa Isabel do Rio Negro.

    No uso da palavra, o Diretor Presidente da Foirn lembrou a luta do movimento indígena do Rio Negro para com a educação escolar indígena do Rio Negro entre tantas pessoas que foram lembranças, in memoriam se deu destaque a Higino Pimentel Tenório, pela sua incansável luta na educação escolar indígena do Rio Negro, destacou a formação política e qualidade da educação e formação cultural e acadêmica aos povos indígenas e que ela deve ser respeitada, os direitos indígenas pela sociedade como um todo. Destaca a demarcação das terras indígenas o direito originário e também a luta e resistência contra o marco temporal, PL 191 que vem a ameaçar os nossos territórios. Dá destaque ao termo de cooperação técnica com a prefeitura e também o trabalho em parceria com a Ufam que irá dar continuidade aos cursos de formação que em Santa Isabel do Rio Negro o Polo Yegantu continue sendo em cartucho e também a continuidade de outros polos no Rio Negro. Ao fim parabenizou a todos os formandos pela resistência e hoje, para eles o evento único e importante desta colação de grau que agora os certifica esses formandos.

  • FOIRN RECEBE VISITA DA OFICIAL DE PROJETOS KERSTIN PLASS APC

    FOIRN RECEBE VISITA DA OFICIAL DE PROJETOS KERSTIN PLASS APC

    Oficial de Projetos da Aliança Pelo Clima – APC Kerstin Plass e o Diretor Presidente da FOIRN foram recepcionados pela equipe da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (ACIMRN), Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e do Baixo Rio Negro (CAIMBRN),  em Santa Isabel do Rio Negro na quinta feira, 7 de julho, com um jantar regional juntamente com as organizações indígenas e os parceiros locais que estiveram presentes para o primeiro diálogo de apresentação (IDAM,  Prefeitura Municipal de SIRN, DSEI Yanomami, SECOYA, DSEI/Alto Rio Negro e FUNAI).

    As frutas Banana, abacaxi, cubiu, açaí, cupuaçu, macaxeira, cará, tapioca e muito mais, a diversidade de alimentos produzidos por agricultores indígenas na região do Rio Negro, no Amazonas, está presente na Iwaita Ruka (Casa das Frutas) Produto do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro, projeto desenvolvido pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA), para o beneficiamento desses produtos. A unidade, localizada em Santa Isabel do Rio Negro, está em fase final de testes e recebeu nesta sexta-feira, 8 de julho, a visita de Kerstin Plass, Coordenadora do Programa Rio Negro da Aliança pelo Clima, uma das principais entidades parceiras da Casa de Frutas, e do presidente da FOIRN, Marivelton Barroso, do povo Baré, que acompanhou a visita.

    Kerstin disse que foi surpreendente estar em Santa Isabel e poder visitar um dos projetos financiado por eles e, de também experimentar as frutas que a técnica de produção Ilma nery e Daniela Alcântara auxiliar de produção estão  fazendo os testes para o aprimoramento dos produtos que estão  sendo processados na casa, Kerstin experimentou  diversas frutas que já foram processadas (banana pacovan, banana comprida, cubio, Açaí, derivados da mandioca tapioca e bejú-cica, e barra de Açai com banana pacovan).

    Estiveram acompanhando a visita, João Gabriel (Acessor/ISA), Marivelton Barroso Diretor Presidente da FOIRN e de referência da coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e do Baixo Rio Negro (CAIMBRN),   Deivison Murilo Cardoso – Gerente da casa De frutas, Ilma Neri Técnica de Produção, Daniela Alcântara – Auxiliar de Produção, a Diretoria da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (ACIMRN) Adilson Joanico- Presidente,  Eliezer Sarmento – Tesoureiro, Elder Santos – Secretário.

    Gerente da Casa das Frutas e auxiliar de produção entregando Lembrancinha para Kerstin.

    Nesta visita a técnica de produção  Ilma Neri apresentou a casa desde a fase de entrada dos funcionários, estoque das frutas recém  chegadas, processo de lavagem e descarte  dos que não vão servir, ala de processamento de despolpagem e secagem das frutas nas desidratadoras. João Gabriel completou a apresentação descrevendo cada um dos equipamentos que já se encontram na casa instalados e funcionando (máquina de processamentos da cana de açúcar, fogão  para esterilizar os derivados da mandioca e outros, freezer para conservarem as polpas de frutas, e as desidratadas que por sua vez são  duas, uma de uso com gás  que já está em funcionando e outra em fase de testes por ser de uso com energia sintética  e solar, ainda falta instalar as drenagem para entrar em funcionamento  e testes.

    A Kerstin sentiu – se feliz e honrada de conhecer e experimentar as frutas que por sua vez continua sendo produzidos de forma tradicional pelospovos indígenas de várias culturas.

     “Hoje eu fui visitar a casa de frutas aqui em Santa Isabel, conheci a estrutura que foi estabelecida aqui junto a FOIRN e o ISA, achei muito profissional, muito bem estruturado, vocês vão ter uma possibilidade  muito variada de fazer uma cadeia de produtos, achei muito boa a ideia de trazer produtos dos agricultores locais para agregar mais um valor, para criar uma fonte de ingresso de certa maneira para a região, para a cidade também e para os produtores, acho importante também que o resto da região e do Brasil, que em algum momento no futuro vai ter a possibilidade  de exportar os produtos para o resto do Brasil, agregar um valor aos produtos, a produção de pequena escala, aos produtores, valorizar seu trabalho. Então eu, desde o início gostei muito da ideia, também de como criar um novo produto, de forma contemporânea, moderna, assim como a fruta desidratada, talvez não é tão comum aqui nessa região, mas que pode agregar mais um valor, muito interessante isso ’’.  Afirma Kerstin Plass.

    A Casa de Frutas é gerida e movimentada por indígenas e recebe alimentos produzidos nas roças tradicionais da região, seguindo o Sistema Agrícola Tradicional (SAT) do Rio Negro, reconhecido como patrimônio cultural do Brasil. 

    Assessor técnico do Projeto Cadeias de Valor do ISA, João Gabriel Raphaelli explica que o processo está em fase final de testagem, sendo que já foram feitas produções de alimentos como chips de cará e mandioca, frutas secas, granola do Rio Negro, polpa de cupuaçu, farinha de banana.

      “Esse projeto valoriza a diversidade das espécies – há roças, por exemplo, que têm cinco variedades de maniva e sete tipos de banana. Além disso, no processo que tornou o Sistema Agrícola do Rio Negro (SAT-RN) patrimônio cultural, está prevista como salvaguarda a criação de alternativas para retorno financeiro, possibilitando a manutenção do sistema. A Casa de Frutas é uma dessas salvaguardas”, explica.

    O objetivo é que todas as comunidades de Santa Isabel possam fornecer alimentos na Casa de Frutas. Após o beneficiamento, os produtos passam a ter maior facilidade de escoamento. Entre as possibilidades de mercado consumidor está a cadeia de turismo de base comunitária que vem sendo desenvolvida na região.

    Kerstin Plass também visitou projetos desenvolvidos em São Gabriel da Cachoeira (AM), como a Casa de Pimenta localizada na comunidade Yamado. Ela também foi a uma roça de pimenta na comunidade Boa Vista. No trajeto entre São Gabriel e Santa Isabel, ela conheceu as comunidades de Arurá e Cartucho, onde experimentou pratos típicos, como quinhapira, xibé, bejú, entre outros. Em Cartucho, ela também pôde assistir a uma apresentação cultural intitulada  MANIAKA MURASI (Dança da Mandioca).

    Texto: Raritom Horáricio – Comunicador Indígena da Rede Wayuri e Ana Amélia – Jornalista do ISA.

    Imagem: Reprodução

    Edição e Revisão: Gicely Caxias – Coordenadora do Departamento de Comunicação da FOIRN e Marivelton Rodrigues – Diretor Presidente da FOIRN.

  • JOVENS INDÍGENAS DE BASE DA FOIRN APROVAM NOVO REGIMENTO INTERNO NA I ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DO DAJIRN

    JOVENS INDÍGENAS DE BASE DA FOIRN APROVAM NOVO REGIMENTO INTERNO NA I ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DO DAJIRN

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) realiza a I Assembleia Extraordinária do Departamento de Adolescentes e Jovens Indigenas do Rio Negro (Dajirn), no dia 06 de julho de 2022, na Maloca do Saber da Foirn.

    Este evento reuniu Jovens representantes de suas coordenadorias regionais, com o objetivo de tratar sobre tema “Fortalecimento da Rede de Juventude indígena do Rio Negro. Foi levado para debate os assuntos, entre eles sobre Política e Juventude Indígena do Rio Negro; a Apresentação da situação atual do DAJIRN; Atividades regionais e trabalhos na sede; Situação organizacional das Redes de Jovens por Região e houve  Avaliação; Apresentação da proposta de Articuladores Regionais e Coordenação Geral do DAJIRN; Apresentação e aprovação do Regimento Interno do DAJIRN; Foi apresentado o Plano Estratégico do DAJIRN atual; Plano estratégico para próximos dois (02) anos de Gestão; Recomposição e eleição para Coordenação do DAJIRN, entre delegados e membros da Rede de Juventude e Replanejamento anual Junto aos articuladores regionais eleitos.

    O evento contou com a presença dos Diretores Executivos da Foirn, Marivelton Barroso do povo Baré – Diretor Presidente, Nildo Fontes do Tukano Vice – Presidente, Janete Alves do povo Dessana – Diretora; Adão Francisco do povo Baré – Diretor e Dário Casimiro do povo Baniwa – Diretor, Coordenadores do Dajirn Elson Kene  do povo Baré,  Gleice Machado do povo Tukano e Sheine Diana Dias do povo Baré, e representantes das delegações das coordenadorias regionais CAIMBRN, DIAWI’I, CAIARNX, COIDI, e NADZOERI.

    Diretor Presidente da FOIRN Marivelton Barroso, falou sobre a responsabilidade e a importância das organizações da juventude, para que os jovens não percorram em caminhos errados, mas o dever das coordenadorias é valorizar e fortalecer a educação de jovens indígenas com a mobilização e representação, que é um benefício importante para o movimento indígena, mantendo fluxo de comunicação entre os representantes da FOIRN, das coordenadorias e de jovens vinculados a este movimento indígena.

    A Diretora Janete Alves se disponibiliza em ouvir as dificuldade e lutas que os jovens enfrentam, com objetivo de ajudar a rede de apoio.

    O Diretor Dário Casimiro orienta os jovens na busca do conhecimento e da educação, de manter a cultura indígena, incentivando outros jovens a preservar a cultura, crença e a tradição.

    O Diretor Adão Francisco, fala sobre a luta do movimento indígena, e a importante representação dos jovens indígenas, na busca de apoios para levar recursos para as comunidades. O mesmo fez uma breve leitura da legislação vigente no Livro do ECA, Arºt15, inciso um e dois. Uma breve tratativa sobre a importância das assembleias para tratar dos assuntos do Movimento indígena, para que a luta e buscas por direito e igualdade serem reconhecidos.

    O Marivelton Barroso, falou também do avanço da politica da juventude com fundação das organizações em comunidades e a valorização da cultura indígena, os benefícios e programas que foram aprovados nas lutas pelas politicas públicas prioritárias, na espera de um resultado beneficente para os direitos sociais, no acesso a oportunidade de educação, implementação de oficinas para jovens indígenas, projetos para a valorização cultural, e do trabalho agrícola para as comunidades do Rio Negro.

    Sheine Diana, apresentou o projeto aprovado, onde foi decidido que cada federação teria um bote e um motor 90, que será entregue para a FOIRN, quando falou do Seminário realizado em Brasília, da avaliação de 10 anos da Política Nacional de Gestão Ambiental e Territorial das Terras Indígenas – PNGATI.

    As Coordenadorias NADZOERI, CAIMBRN e COIDI, tiveram resultados significativos, com Rede de Comunicação, com aprovação de curso Técnico em Agroecologia para jovens das comunidades do Rio Negro, e apoio na aprovação da conscientização ao combate de bebidas alcoólicas e lutas territoriais, em parceria com a FOIRN e ISA.

    A proposta das mudanças e troca de articuladores foi aberta para as coordenadorias, tendo votação de 25 delegados, portanto 21 de aprovação e 4 abstenções.

    Com base nas aprovações, foram feitas as mudanças dos articuladores de três coordenadorias, foi nomeada a Jovem Erika Agatha Marágua Valentim, com sede na comunidade de Juruti da região CAIARNX, a Jovem Josiane com sede no Distrito de Iauarete região da COIDI, o Jovem Hélio Monteiro Lopes com sede na comunidade de Taracuá, da região DIAWl’l, Sheine Diana, sede em Santa Isabel do Rio Negro e Elson Kene da região NADZOERI e coordenador Geral do Departamento DAJIRN.

    A aprovação do Regimento Interno da FOIRN feito no Capitulo l, os Art1, 2, 3 e o Art4 foi alterado, para inclusão da participação da Coordenadoria Geral do Balaio. Aprovando-se em seguida o Regimento Interno da DAJIRN.

    A assembleia foi encerrado com a aprovação de novos articuladores das coordenadorias representante dos jovens indígenas, e com aprovação do Regimento Interno do DIJARN.

  • OS YANOMAMI DE MARAUIÁ MANIFESTAM POR SEUS DIREITOS À SAÚDE INDÍGENA

    OS YANOMAMI DE MARAUIÁ MANIFESTAM POR SEUS DIREITOS À SAÚDE INDÍGENA

    A Associação Kurikama organizou uma manifestação no dia 02 de julho de 2022 no município de Santa Isabel do Rio Negro, reunindo 250 pessoas aproximadamente, a manifestação começou as 09 horas da manhã  e encerrou em frente o DSEI YANOMAMI.

    Com o objetivo de reivindicar por seus direitos e pela organização dos subdistritos do DISEI dos municípios de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira no estado do amazonas.

    A cidade de Santa Isabel do Rio Negro fica a 630 quilômetros de distância em linha reta de Manaus, está situada na região do Alto Rio Negro, o município abriga uma parte do território Yanomami com 1.540 milhões de hectares, pertence à Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro, da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn).

    Na região do rio  Marauiá vivem 2.354 yanomami, conforme dados da Sesai de 2018. Já os indígenas afirmam que a população atual é de 2.800 pessoas. 

    Em  Marauiá os Yanomami moram em 21 xaponos  (as casas plurifamiliares construídas em formas de cone). Em cada xapono tem um posto de saúde construído em palha ou em madeira. O polo-base de saúde da região fica na xapono Komixiwë.

    Como já foi enviado na carta anterior do dia 21 de outubro de 2021, escrita na V Assembleia Geral da Associação Yanomami Kurikama na aldeia Komixiwe e que foi entregue ao secretário Robison Santos da Silva e copia para representantes da Hutukara, Ministério Publico Federal de Roraima e o presidente do Conidisi e, encaminhada para o procurador no Ministério Publico Federal do Amazonas o sr. Fernando Merloto. Nessa Carta foi mencionado sobre os diversos problemas enfrentados no xapono e na saúde Yanomami do estado do Amazonas. Porém até a presente data, não houve retorno em resposta à carta enviada, por isso foi escrita e aprovada novamente outra carta durante a Reunião do Conselho da Kurikama que ocorreu no chapono Bicho Açu, no período de 26 a 29 de junho de 2022, através da deliberação dos conselheiros, solicitam a organização dos subdistritos dos municípios acima citados.

    A Kurikama reforçou que apoia a permanência dos subdistritos, contudo, querem o fortalecimento e a melhor organização da equipe técnica, médica odontológica, nutricional, de enfermagem e da agilidade da contratação dos AIS e AISAN.

    O comunicador indígena da Rede Wayuri, Rariton conversou com o Coordenador Geral da Associação Kurikama da região Marauiá, Otávio Yanomami.

    Rariton Rede Wayuri – Qual foi o motivo para reivindicar pelos direitos de vocês e o que os trouxe até aqui?

    Otávio Yanomami“Durante a reunião do conselho da Associação Kurikama foi decidido principalmente na pauta de saúde a cobrança ao direito à saúde para ter o melhor futuro.

    Vimos aqui reivindicar para que o coordenador do subdistrito chegue e acerte com as lideranças o que foi dito durante a V Assembleia Geral da Associação Yanomami Kurikama, em outubro de 2021. Quando isso não acontece, os Yanomami ficam muito chateados, porque não tem o representante certo para cobrarmos. As esperanças das lideranças que estão aqui na frente do subdistrito é fazer acordos sobre projetos que foram feitos há muito tempo, e que não temos respostas até agora.

    Essa mobilização dos Yanomamis em protesto contra a exterminação dos subdistritos do DISEIde Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira, é porque hoje o governo federal sendo responsável pela saúde indígena através da SESAI, onde os distritos querem acabar com os subdistritos das bases (dos três municípios), por isso os Yanomami de Marauiá estão aqui para pedir a reorganização e fortalecimento da equipe aqui na base e na área indígena.”

  • FOIRN E FEI AM TRATAM DE TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA PARA AÇÕES VOLTADA AOS POVOS INDÍGENAS DO RIO NEGRO

    FOIRN E FEI AM TRATAM DE TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA PARA AÇÕES VOLTADA AOS POVOS INDÍGENAS DO RIO NEGRO

    Nesta sexta (10/06), a comitiva de lideranças indígenas do rio negro, composta por quatro diretores da Foirn e associações ACIMRN, ACIBRN, ACIR e o departamento de Adolescentes e Jovens do Rio Negro (DAJIRN), participaram da reunião institucional com a fundação estadual do índio.

    Buscando fortalecer as ações através Termo de Cooperação para fortalecimento institucional, gestão ambiental territorial, cultura, esporte e cidadania para os povos indígenas.

    A Proposta é elaborar termo de cooperação técnica entre Foirn e Fundação estadual indígena – FEI. Como resultado do 1° Fórum das Federações do Estado do Amazonas as  demandas que será destinada ao Rio Negro para a Foirn e suas ações nas regiões  são: 10 casas de farinha, 07 motor 15 HP e 01 motor 90 HP.

    A reunião com o gestor  da FEI foram sobre os Equipamentos a serem destinados a Federação, cestas  básicas para apoio às famílias, Copa de futebol indígena, Apoio aos estudantes indígenas (UFSCar, Unicamp).

    Ao final a Federação propôs que a fundação crie e coloquem em funcionamento o Conselho Estadual para os Povos Indígenas do Estado do Amazonas através de suas Federações Indígenas.