Tag: Rio Negro

  • FOIRN em diálogo com o vice presidente da República na visita ao estado do Amazonas

    FOIRN em diálogo com o vice presidente da República na visita ao estado do Amazonas

    Nesta Quarta-feira (04/10), o diretor presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) Marivelton Baré, o vice-presidente da República, os ministros e ministras e deputados federais se encontraram para um diálogo que teve como objetivo discutir sobre as prioridades e apoio para a região do Rio Negro.

    Foto: Reprodução

    A FOIRN recebeu elogios pelo belíssimo trabalho que a organização vem executando e atuando em prol das comunidades no qual é representante legitima dos 23 povos indígenas do Rio Negro.

    Na oportunidade, Marivelton Baré cobrou sobre o reforço da segurança no território. Pois nos últimos meses, foi notado aumento da criminalidade nas áreas mais afastadas, e isso tem preocupado bastante os moradores. O mesmo pediu para que se fizesse o possível para estabelecer medidas para garantir a segurança da população.

    Vice Presidente Alckmin compreendeu a preocupação das lideranças indígenas. Pois a segurança é um assunto de extrema importância em qualquer região do país. Ele se comprometeu em analisar detalhadamente a situação para trabalhar em conjunto com as autoridades locais para melhorar a segurança no território do Rio Negro. E informou que vai destinar recursos para fortalecer as forças de segurança presentes na região.

    Outra questão que o Marivelton Baré abordou, foi sobre a questão das ameaças da estiagem da seca. Como sabemos, o Rio Negro é uma das principais fontes de água para a região, e a redução do seu volume pode trazer consequências graves para a população local. Porta tanto questionou se há alguma medida emergencial que o governo federal possa adotar para garantir o abastecimento de água durante esse período.

    E o Vice Presidente Alckmin disse que a estiagem e a falta de água são problemas sérios e merecem toda a atenção. Informou que vai dialogar com os órgãos responsáveis pelo abastecimento de água e saneamento básico para verificar quais medidas emergenciais podem ser adotadas durante a seca.

    Presidente da FOIRN, disse aguarda retorno às demandas apresentadas, e que acredita que, juntos, será encontrado soluções para enfrentar esses desafios. E que essas que ações possam beneficiar toda a população do território do Rio Negro.

    Diálogo com as Ministras Marina Silva e Sônia Guajajara

    Durante a conversa, o diretor presidente da FOIRN discutiu questões relacionadas ao meio ambiente e à proteção dos direitos dos povos indígenas. Foi compartilhado preocupações sobre o aumento do desmatamento na região amazônica e a necessidade de medidas mais efetivas para combater essa problemática.

    Marina Silva, Ministério do Meio Ambiente, destacou a importância da conservação da floresta amazônica e ressaltou a necessidade de fortalecer as políticas de preservação ambiental. Ela enfatizou a importância de envolver ativamente as comunidades indígenas na proteção e gestão dos recursos naturais, reconhecendo seu conhecimento tradicional e sua relação ancestral com o ambiente.

    Sônia Guajara, Ministério dos Povos Indígenas, expressou a preocupação com o aumento dos conflitos territoriais e a violação dos direitos dos povos indígenas. Ela destacou a importância de garantir a demarcação e proteção das terras indígenas, bem como o acesso a serviços básicos, como saúde e educação de qualidade.

    Durante a conversa, foram discutidas possíveis estratégias para fortalecer a parceria entre os ministérios e a FOIRN, visando à proteção da Amazônia e dos povos indígenas do Rio Negro. O diretor presidente da FOIRN ressaltou a importância do diálogo contínuo e da colaboração conjunta para enfrentar os desafios ambientais e sociais na região.

    Ao final da reunião, ficou acordado que seriam realizadas ações conjuntas, como a promoção de campanhas de conscientização e educação ambiental, além do fortalecimento das políticas públicas voltadas para a proteção dos povos indígenas e do meio ambiente na região amazônica.

  • Um marco histórico! O livro escrito por mulheres indígenas do Rio Negro foi lançado durante a III Marcha em Brasília

    Um marco histórico! O livro escrito por mulheres indígenas do Rio Negro foi lançado durante a III Marcha em Brasília

    A III Marcha das Mulheres Indígenas é uma importante mobilização que busca dar voz e visibilidade às demandas das mulheres indígenas do país. Este ano com o tema “Mulheres Biomas em defesa da Biodiversidade através das Raízes ancestrais”, onde elas mostram o protagonismo feminino na luta pela preservação da biodiversidade e na defesa dos direitos dos povos indígenas.

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    O lançamento deste livro é uma conquista importante para a literatura indígena no Brasil. As mulheres indígenas têm sido historicamente marginalizadas e suas vozes frequentemente silenciadas. A publicação deste livro é um passo significativo em direção à valorização da cultura e dos saberes indígenas.

    Foto: Reprodução

    Algumas das autoras deste livro são lideranças em suas comunidades e têm lutado por direitos territoriais, preservação ambiental e igualdade de gênero. Suas histórias refletem as experiências e vivências das mulheres indígenas do Rio Negro, suas tradições, seus desafios e suas perspectivas.

    Foto: Reprodução

    Entre os temas abordados no livro estão a relação com a natureza, a maternidade, a ancestralidade, a violência contra as mulheres, a espiritualidade e a resistência indígena. Através da escrita, essas mulheres reivindicam seu lugar na sociedade e afirmam sua identidade cultural.

    É importante que mais livros escritos por mulheres indígenas sejam publicados e valorizados. A literatura é uma forma de resistência e de afirmação cultural, e as vozes indígenas devem ser ouvidas e respeitadas. Este livro é um marco histórico, mas também é um convite para que mais histórias sejam contadas e para que a diversidade cultural do Brasil seja celebrada.

    Nesse sentido, é fundamental destacar a relevância da participação de mais 41 mulheres lideranças indígenas, representantes das cinco Coordenadoria regionais, da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN).

    Em celebração aos 20 anos do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro, as mulheres indígenas lançarão seu primeiro livro “Mães do DMIRN – Conquistas e Desafios” e o site institucional.

    O histórico (https://dmirn.foirn.org.br/quem-somos/) foi feito pela liderança Cecília Albuquerque desde a criação e o objetivo do departamento que representa as Associações de mulheres indígenas, além de articular e coordenar reuniões encontros de interesse das mulheres e elaborar projetos, agendas e planejamentos a partir da reivindicação das mulheres.

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    Em parceria com organizações públicas e da sociedade civil, as mulheres rionegrinas representadas pelo DMIRN e associações de base, estão engajadas na luta: por equidade de gênero; pelo enfrentamento da violência de gênero; para o fortalecimento das políticas e práticas indígenas de cuidado; e pelo protagonismo feminino em espaços de decisão, tanto no contexto indígena, quanto na sociedade não-indígena.

    Este é um marco importante para a comunidade indígena do Rio Negro, especialmente para as mulheres que lutam por seus direitos e preservação de sua cultura. Além dos projetos mencionados anteriormente, há outras iniciativas que o Departamento de Mulheres Indígenas vem conduzindo:

    • O fortalecimento da agricultura familiar, uma vez que a produção de alimentos é fundamental para a sobrevivência das comunidades;
    • A realização de oficinas e cursos de capacitação para as mulheres, a fim de promover a autonomia financeira e a valorização de seus saberes tradicionais;
    • A articulação com outras organizações e movimentos sociais para ampliar a luta pelos direitos indígenas e a proteção do meio ambiente;
    • A participação em eventos e encontros nacionais e internacionais para divulgar a cultura indígena e sensibilizar a sociedade sobre as questões enfrentadas pelas comunidades.
    Foto: Reprodução

    O lançamento do livro, do documentário RIONEGRINAS e do site institucional é uma forma de registrar a história e as lutas do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro, além de ampliar a visibilidade dessas mulheres e sua contribuição para a sociedade. É um momento de celebração e reconhecimento do trabalho dessas guerreiras, que enfrentam diariamente o preconceito e a discriminação, mas que não desistem de lutar por seus direitos e pelos direitos de seus povos.

    Alguns pontos que merecem destaque são:

    • O papel fundamental das mulheres indígenas na manutenção da cultura e dos conhecimentos tradicionais das comunidades;
    • A necessidade de se valorizar a participação feminina em eventos e espaços de discussão, uma vez que as mulheres muitas vezes são excluídas ou sub-representação nessas situações;
    • A importância da preservação dos biomas da região amazônica, que são essenciais para a manutenção da vida no planeta;
    • A luta pelos direitos dos povos indígenas, que enfrentam constantes ameaças e violações em seus territórios, muitas vezes por interesses econômicos de grandes empresas e do agronegócio;
    • A necessidade de se reconhecer e respeitar a diversidade cultural e étnica do país, garantindo o direito à autodeterminação dos povos indígenas e o respeito aos seus modos de vida e tradições.
    Foto: Reprodução

    Entre as principais reivindicações das mulheres indígenas na marcha, estão o combate ao racismo e ao machismo, a defesa dos direitos territoriais e ambientais das comunidades indígenas, além da garantia de acesso à saúde, educação, trabalho e renda. É importante destacar que essas demandas são fundamentais para a garantia da dignidade e da cidadania dessas mulheres, que muitas vezes enfrentam situações de vulnerabilidade e exclusão.

    Além disso, a III Marcha das Mulheres Indígenas também é um momento de celebração da cultura e da diversidade dessas comunidades. As mulheres indígenas trazem consigo saberes ancestrais e uma forma de estar no mundo que deve ser valorizada e respeitada pela sociedade como um todo.

    Por fim, é importante destacar que a luta por direitos e igualdade não é exclusiva das mulheres indígenas, mas sim de toda a sociedade brasileira. A participação ativa e engajada na III Marcha das Mulheres Indígenas é uma forma de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, que respeite e valorize as diferenças e diversidades culturais do país.

    Parceiros: Funai, Isa, Ufam, Greenpace

    Apoio: Nia Tero, Bezos, RFN          

  • A FOIRN instalou a primeira antena de internet na região da Associação ARKO IWI, em parceria com o Curicuriari Lodge para o projeto de turismo de pesca.

    A FOIRN instalou a primeira antena de internet na região da Associação ARKO IWI, em parceria com o Curicuriari Lodge para o projeto de turismo de pesca.

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) iniciou nesta terça feira, 01/08, a primeira instalação de internet na região da Associação ARKO IWI, na comunidade Ilha de Duraka (Ilha de Camanaus). Essa é uma das primeiras conquistas do projeto de base comunitária do turismo de pesca esportiva em parceria com a empresa selecionada, o Curicuriari Lodge.

    A Associação ARKO IWI tem desenvolvido um projeto de base comunitária de pesca esportiva que engloba 8 comunidades. Para garantir que o projeto seja bem-sucedido, serão instaladas 10 antenas de internet Starlink (Incluindo 8 comunidades e 02 posto de vigilância), fornecendo conectividade de alta velocidade e confiável para as comunidades envolvidas.

    Este projeto é uma grande oportunidade para a promoção do turismo sustentável e para a preservação do meio ambiente local. Além disso, a iniciativa tem como objetivo envolver as comunidades locais na gestão dos recursos naturais e na proteção das espécies de peixes, contribuindo assim para o desenvolvimento econômico e social das áreas envolvidas.

    A instalação de uma ferramenta de comunicação na comunidade indígena é de grande importância para a melhoria da qualidade de vida dos moradores. Esta iniciativa permite que os membros da comunidade se comuniquem com o mundo exterior, além de facilitar a disseminação de informações e a realização de negócios.

    Além disso, a presença de Marivelton Baré, diretor presidente da Foirn, e Vamberto Rodrigues Baré, Coordenador Técnico local da Fundação Nacional dos povos Indígenas (CTL/CR-FUNAI), é um sinal positivo de que as autoridades estão comprometidas em ajudar as comunidades indígenas a alcançar seus objetivos de desenvolvimento.

    Agora, com a nova ferramenta de comunicação instalada, a comunidade pode participar mais ativamente das discussões sobre questões importantes, como a preservação da cultura e do meio ambiente, além de ter acesso a serviços e oportunidades que antes eram inacessíveis.

    Esta é uma grande conquista para a comunidade e um passo importante para a promoção da inclusão e do desenvolvimento sustentável.

    Com a internet de alta velocidade fornecida pelas antenas Starlink, a Associação ARKO IWI espera facilitar a comunicação entre as comunidades, melhorar a gestão do projeto e aumentar a visibilidade da iniciativa. Dessa forma, o projeto de base comunitária de pesca esportiva tem tudo para ser um sucesso, beneficiando tanto as comunidades locais quanto os amantes da pesca esportiva que visitam a região.

  • Agenda com o General da 2° Brigada sobre Ações Conjuntas e Integradas nas Terras Indígenas do Rio Negro: FOIRN, CR-FUNAI, DSEI-ARN e SEDUC

    Agenda com o General da 2° Brigada sobre Ações Conjuntas e Integradas nas Terras Indígenas do Rio Negro: FOIRN, CR-FUNAI, DSEI-ARN e SEDUC

    Nesta segunda feira, 31 de julho de 2023, a diretoria executiva da Federação das Organizações indígenas do Rio Negro (FOIRN), a coordenadora Regional da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (CR-FUNAI), Coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena do Rio Negro (DSEI-ARN), Coordenador Regional da Secretaria de Estado de Educação do Amazonas (SEDUC) e o General da 2° Brigada se reuniram para tratar sobre Ações Conjuntas e Integradas nas Terras Indígenas do Rio Negro.

    A reunião com o General da 2º Brigada foi altamente produtiva, visando o estreitamento de laços com o Exército em prol das comunidades indígenas. O presidente Marivelton, em nome de todos os participantes, presenteou o general com uma cópia do Protocolo de Consulta antes de abordar as pautas das discussões.

    Um dos principais temas foi a necessidade da construção de polos bases em Iauaretê e Cucuí, pelo DSEI/ARN, para fortalecer o cuidado com a saúde indígena. No entanto, enfrentamos um impasse, pois a PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA, representada pelo prefeito, solicitou a desocupação das instalações que foram cedidas para funcionamento dos polos base, no prazo de 60 dias. O que irá prejudicar o atendimento aos nossos parentes indígenas.

    Diante da urgência em concretizar os polos bases, devido ao pedido do prefeito, Luiz Brazão (coordenador do DSEI/ARN) propôs a construção do polo base de Cucuí em uma área pertencente ao Exército. Enquanto funcionará provisoriamente na estrutura cedida pela população de Cucui. O General mostrou-se muito solícito e trouxe soluções para garantir a agilidade nesse processo. Além disso, o Exército se ofereceu para auxiliar na logística do material necessário para a construção dos polos, tanto em Iauratê, quanto em Cucuí, firmemente colaborando com o DSEI/ARN nessa empreitada.

    A SEDUC apresentou suas necessidades para a construção de uma escola em São Joaquim, e o Exército se colocou à disposição para colaborar com a expertise de sua equipe de engenheiros, buscando uma escola ecologicamente correta que atenda aos requisitos locais.

    Diretores da FOIRN discutiram diversas temáticas com o Exército, incluindo o Protocolo de Saída e Entrada nas fronteiras e dentro das terras indígenas, a preocupação com piratas do rio em Santa Isabel do Rio Negro e a utilização de drones sobrevoando as terras indígenas. O diálogo mostrou-se construtivo, e o Exército demonstrou disposição para cooperar e encontrar soluções para as questões levantadas. Outro ponto relevante foi a discussão sobre o Crédito de Carbono e como essa questão tem afetado negativamente os povos indígenas. Foi compartilhada a preocupação com a

  • NOTA DE PESAR| Americo Socot, eterno líder do Povo Hupdah

    NOTA DE PESAR| Americo Socot, eterno líder do Povo Hupdah

    É com imenso pesar que recebemos a triste notícia do falecimento de uma importante liderança e conhecedor, líder do Povo Hupdah, Americo Salustiano Socot, da comunidade Taracuá Igarapé, Médio Rio Tiquié, atualmente vivia na comunidade Cabari no Rio Negro, com apenas 49 anos de idade, deixa 8 filhos e sua esposa Isabel.

    O mesmo foi vítima de afogamento no último sábado (29/07/2023). Com sua partida, perdemos não apenas um líder, mas também um defensor incansável dos direitos e da cultura de seu povo.

    Sua trajetória foi marcada por lutas e conquistas, sempre buscando a valorização e o respeito pela ancestralidade indígena. Sua liderança foi fundamental na representação dos interesses de sua comunidade, levantando questões importantes e promovendo a conscientização sobre a importância da preservação ambiental e cultural.

    Seu legado será eternamente lembrado por todos aqueles que tiveram a oportunidade de conhecer sua força, sabedoria e determinação. Sua voz ecoará nas memórias daqueles que o acompanharam em suas batalhas, e sua ausência será profundamente sentida.

    Neste momento de dor, prestamos nossas sinceras condolências à família, amigos e à comunidade indígena pela perda irreparável. Que encontrem conforto e força para enfrentar este momento difícil, sabendo que a liderança indígena que se foi deixou um legado de luta e esperança.

    Seguiremos em honra à sua memória, lutando por um mundo mais justo e igualitário, onde as vozes indígenas sejam ouvidas e respeitadas. Que seu exemplo de liderança nos inspire a continuar a luta por um futuro melhor.

    Nossos pensamentos estão com todos aqueles que foram tocados pela presença deste líder indígena extraordinário. Que a memória e os ensinamentos desse líder continuem a iluminar nossos caminhos e a fortalecer nossa luta por justiça e inclusão.

    Que a liderança indígena que se foi descanse em paz, e que seu legado permaneça vivo em nossos corações e em nossas ações.

  • O Protocolo de consulta dos povos indígenas do Rio Negro foi entregue ao Governador em exercício do estado do Amazonas na Casa do saber da FOIRN

    O Protocolo de consulta dos povos indígenas do Rio Negro foi entregue ao Governador em exercício do estado do Amazonas na Casa do saber da FOIRN

    No dia 19 de julho de 2023, na casa do saber, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), lançou oficialmente o Protocolo de Consulta dos povos e comunidades indígenas do Rio Negro, que é um documento que estabelece diretrizes e procedimentos para a realização de consultas prévias, livres e informadas junto às comunidades indígenas da região do Rio Negro, localizada na Amazônia brasileira.



    O protocolo tem como objetivo garantir o respeito aos direitos e à autonomia dos povos indígenas, conforme estabelecido na Constituição Federal e em outras normas internacionais, como a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas.

    Entre as principais diretrizes e procedimentos do protocolo, podemos destacar:

    Participação livre e informada

    As consultas devem ser realizadas de forma a permitir a participação ativa e informada das comunidades indígenas, possibilitando o pleno exercício de seus direitos de consulta e consentimento.

    Respeito à autonomia dos povos indígenas

    A consulta deve reconhecer a autonomia e a governança própria das comunidades indígenas, respeitando suas formas de organização política, social e econômica.

    Informações claras e acessíveis

    As informações sobre os projetos, políticas ou medidas que serão objeto de consulta devem ser disponibilizadas de forma clara e acessível, permitindo que as comunidades indígenas compreendam plenamente suas implicações.

    Diálogo intercultural

    A consulta deve se basear no diálogo intercultural, promovendo a compreensão mútua entre os povos indígenas e os tomadores de decisão, de forma a evitar conflitos e buscar soluções consensuais.

    Respeito ao conhecimento tradicional e territorial

    A consulta deve levar em consideração o conhecimento tradicional dos povos indígenas sobre o meio ambiente, o uso sustentável dos recursos naturais e a ocupação tradicional de seus territórios.



    O Protocolo de Consulta dos povos e comunidades indígenas do Rio Negro foi construído de forma participativa, envolvendo representantes das comunidades indígenas, organizações indígenas, governos e outros atores relevantes. Ele serve como um instrumento importante para garantir a participação efetiva e o respeito aos direitos dos povos indígenas na tomada de decisões que afetam suas vidas e territórios.

    Nessa ocasião histórica, foi possível testemunhar a valorização e reconhecimento das línguas e culturas indígenas no Brasil. A tradução da Constituição para a língua Yëgatu permite que os povos indígenas possam compreender e exercer seus direitos de forma plena, fortalecendo a sua identidade e favorecendo a sua participação no cenário político.



    A sanção da Lei estadual de cooficialização das línguas indígenas e a Instituição Política Estadual de Proteção das línguas indígenas no Estado do Amazonas são passos essenciais para a conservação e promoção dessas línguas, garantindo seu uso oficial em diversos contextos, como a educação e a administração pública. Isso contribui para a preservação da diversidade linguística e cultural do país.

    A presença das autoridades governamentais e das representantes dos povos indígenas nesta cerimônia mostra a importância atribuída a essa conquista. Essa união de esforços é essencial para a efetiva implementação dessas medidas e para a garantia do respeito aos direitos dos povos indígenas.

    Esse evento contou com a presença do Governo Estadual, Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, Ministra do STF, Cármen Lúcia, Ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, Presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), Joênia Wapichana e o Governador em exercício, Tadeu de Souza Silva, além de outras autoridades e autarquia.

    Espera-se que esse marco histórico seja o início de uma transformação mais ampla e profunda na sociedade brasileira, que reafirme a importância do diálogo intercultural, da valorização das culturas indígenas e do respeito às diferenças. Que esse exemplo inspire outros estados e instâncias governamentais a adotarem medidas semelhantes, promovendo assim a inclusão e a igualdade de direitos para todos os brasileiros, independentemente de sua origem étnica.

  • Encontro de Agentes Indígenas de Manejo Ambiental, fortalece novos integrantes com troca de conhecimentos e experiências

    Encontro de Agentes Indígenas de Manejo Ambiental, fortalece novos integrantes com troca de conhecimentos e experiências

    Entre os dias 24 e 28 de julho de 2023, a comunidade de Urubucuara, localizada na terra Indígena Alto Rio Negro, sediou o encontro regional dos Agentes Indígenas de Manejo Ambiental (AIMAS).

    O evento contou com participação dos agentes da Coordenadoria das Organizações Indígenas do Distrito de Iauaretê (COIDI) e da Coordenadoria das Associações Indígenas Balaio, Alto Rio Negro e Xié (CAIBARNX), total de  15 novos agentes da COIDI e 04 da CAIBARNX, ambos em seu primeiro ano de atividade, sendo do médio Waupés, Iauaretê, alto Papuri, Alto Waupés, além da importante participação dos AIMAs Hupda do rio Japu e Igarapé Cabarí.

    Portanto cerca de 75 pessoas de 12 etnias vindas de várias regiões. O encontro foi um processo de formação para a produção e coleta de dados para o monitoramento de suas pesquisas, tendo como foco central compreender o papel de um AIMA, que é o de agente comunitário, podendo ser adulto, jovem, homem e mulher, que atua no manejo ambiental e na Gestão Territorial e Ambiental.

    Durante os dias do evento, foram apresentadas iniciativas já realizadas juntamente com os AIMAs mais experientes da região da Coordenadoria das Organizações Indígenas do Tiquié, Baixo Waupés e Afluentes (DIAWI’I), que estiveram presentes para compartilhar sua experiência de pesquisa iniciada desde 2005, juntamente com o Instituto socioambiental (ISA) que acompanha essas pesquisas.

    Além das iniciativas já realizadas, o evento também proporcionou a apresentação de novas ideias e projetos relacionados à pesquisa socioambiental na região da DIAWI’I. Durante as palestras, foi possível perceber a importância da preservação da biodiversidade e da cultura local para garantir um desenvolvimento sustentável na região. Entre os temas abordados, destacam-se:

    • A importância da participação das comunidades locais na definição de projetos de pesquisa e de conservação ambiental;
    • O uso de tecnologias de mapeamento e monitoramento para avaliar o impacto das atividades humanas na região;
    • A necessidade de fortalecer as parcerias entre instituições de pesquisa, organizações governamentais e não-governamentais e comunidades locais para garantir a continuidade e eficácia das iniciativas socioambientais.

    Foi uma oportunidade única de aprendizado e troca de conhecimentos entre os participantes do evento, que saíram motivados a continuar trabalhando juntos em prol da preservação do meio ambiente e da valorização da cultura local.

    Os temas abordados na palestra são de extrema importância para a preservação da natureza e da cultura indígena. Algumas informações adicionais que podem ser relevantes para complementar o conteúdo são:

    • O Calendário Ecológico é uma ferramenta utilizada pelos povos indígenas para guiar suas atividades diárias de acordo com as mudanças na natureza. É baseado no conhecimento ancestral sobre os ciclos da vida, como o ciclo das plantas e dos animais.
    • O Sistema Agrícola indígena é uma forma de cultivo que respeita a biodiversidade local, utilizando técnicas tradicionais e evitando o uso de agrotóxicos.
    • O Manejo de Pesca é uma prática sustentável que busca preservar as espécies e os recursos naturais utilizados na pesca, evitando a sobrepesca e a degradação dos ecossistemas aquáticos.
    • O Mapeamento e Lugares Sagrados são ferramentas utilizadas pelos povos indígenas para identificar e proteger locais considerados sagrados, como cemitérios, nascentes, montanhas e rios.
    • A Proteção Ritual é uma prática que envolve o uso de cantos, danças e outras formas de expressão cultural para fortalecer a conexão dos indígenas com a natureza e seus antepassados.
    • A gestão de lixo é um desafio enfrentado pelos povos indígenas que buscam preservar o meio ambiente e garantir a saúde das comunidades. A palestra com o Engenheiro Sanitarista pode ter trazido informações valiosas sobre técnicas de coleta, tratamento e destinação adequada dos resíduos.
    • A experiência de vigilância de território com o senhor Evaldo Alencar pode ter abordado a importância da preservação dos territórios indígenas e do trabalho de monitoramento e proteção realizado pelas comunidades.

    À noite, houve rodas de conversa com os conhecedores tradicionais convidados pelos AIMAs de várias regiões, falando sobre a origem de cada povo do rio Waupés, um pouco de benzimento e proteção. Para eles, foi um momento de iniciativa para compartilhar seu saber tradicional com os mais jovens presentes, assimilando a importância de proteger o território pensando no esgotamento dos recursos naturais, garantindo a sobrevivência de suas próprias comunidades, preservando a riqueza ambiental para as gerações futuras.

    No final, foram destacados os avanços e desafios de trabalhar nas pesquisas, um momento muito importante para adquirir e compartilhar conhecimentos, além dos desafios logísticos enfrentados pelas comunidades longínquas, como cachoeiras, sol e chuva, mas que não medem esforços para participar dos encontros, pois todos têm objetivos a serem alcançados para o bem viver em suas comunidades.

    O evento foi realizado pela equipe da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) representada por Mª Hildete Araújo, articuladora institucional dos AIMAs, Janete Alves, diretora e de referência da COIDI em parceria com o Instituto socioambiental (ISA), Aloisio Cabalzar e Danilo Parra, contou com a participação de instituições convidadas como a FUNAI – CR/RNG, representada por Evaldo Marcio Alencar, DSEI ARN, representado por Luiz Brazão, Coordenador do DSEI-ARN, Johnatan Almeida, Engenheiro Sanitarista da SESANI, Miquelina Machado, assessora Indígena, Gislaine Velasques, secretária executiva do CONDISI e Bruno Marques.

  • TERMO DE REFERÊNCIA| Foirn abre o processo Seletivo 002/2023 para Contratação de Advogado (a) Indígena

    TERMO DE REFERÊNCIA| Foirn abre o processo Seletivo 002/2023 para Contratação de Advogado (a) Indígena

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) é uma associação civil sem fins lucrativos, sem vinculação partidária ou religiosa, fundada em 30 de abril de 1987. Com a missão de defender os direitos dos povos indígenas do Rio Negro, é composta de 91 associações indígenas de base que representam cerca de 750 comunidades e sítios. Sua área de abrangência corresponde a 250 mil km2, onde vivem mais de 50 mil indígenas, pertencentes a 23 grupos étnicos, representantes das famílias linguísticas Tukano Oriental, Aruak, Naduhupy e Yanomami.

    Torna público o processo seletivo 002/2023 para contratar um(a) profissional de nível superior, preferencialmente indígena que fale ou entenda alguma língua originária da área de abrangência da região do Rio Negro, para atuar na área jurídica com vistas a desenvolver serviço de assessoria jurídica na Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN e suas organizações indígenas filiadas, na defesa dos direitos indígenas.

    O profissional terá como função prestar serviços de assessoria técnico-jurídica à FOIRN para fins de cumprimento da missão institucional da Federação de acordo com o Estatuto e Regimento Interno da instituição, assim como realizar a representação judicial e extrajudicial da FOIRN em ações em defesa dos
    direitos indígenas, trabalhistas, cíveis, e outras áreas afins.
    O(a) advogado(a) deverá atuar também de forma consultiva, dando suporte interno à Diretoria, Conselho Fiscal, Departamentos e demais Setores da instituição.

    INSCRIÇÕES SOMENTE VIA E-MAIL:
    Os interessados devem seguir o seguinte procedimento:

    1. O(a) candidato(a) deverá possuir em formato PDF os seguintes documentos:
      i. Currículo com foto atualizada;
      ii. Carta de Motivação justificando interesse e capacidades para o trabalho de acordo com os
      requisitos demandados (máximo de 2 páginas);
      iii. Contatos de pelo menos dois profissionais que possam fornecer referências sobre o (a)
      candidato(a) sem vínculo de parentesco.
    2. O (a) candidato(a) deverá enviar os documentos no período de 25/07/2023 a 30/07/2023 (até às
      00:00h) para o e-mail: rh@foirn.org.br, no assunto da mensagem deve constar: “Candidato (a)
      Advogado (a)”
    3. Caso o(a) candidato(a) siga as instruções acima, este receberá e-mail confirmando a inscrição.
    4. Somente serão convocados os(as) candidatos(as) que tiverem seus currículos e carta de motivação
      selecionados para fase de teste (teórico e prático) e entrevista.

    Para mais informações, acesse aqui o Termo de Referência.

  • SAÚDE INDÍGENA| FOIRN em compromisso e parceria com o DSEI-SESAI para melhor atendimento aos povos indígenas.

    SAÚDE INDÍGENA| FOIRN em compromisso e parceria com o DSEI-SESAI para melhor atendimento aos povos indígenas.

    Neste domingo, 23 de julho foi realizado uma reunião com lideranças locais no Distrito de Iauaretê com o objetivo de discutir planos para construção de um Pólo base da saúde indígena.


    Foram reunidos representante de instituições bem  como a FOIRN, DSEI/ARN-SESAI, vereadores e outras associações e lideranças locais, onde compartilharam suas opiniões e sugestões para garantir que o novo polo base atenda às necessidades e demandas da comunidade de forma eficiente e eficaz.

    Foram abordados temas como a infraestrutura necessária, o fornecimento de serviços de saúde e assistência social, bem como a importância da preservação e valorização da cultura indígena.

    Essa reunião foi de extrema importância, pois permitiu que diferentes atores discutissem e contribuíssem para a construção de um novo polo base que atenda aos interesses e necessidades das comunidades indígenas de Iauaretê, buscando melhorar a qualidade de vida e garantir o respeito aos direitos dos povos indígenas.

    Neste mesmo dia foi realizada a visita ao terreno que abrigará a futura sede do polo base da saúde indígena. A equipe responsável pela construção esteve presente no local para avaliar as condições e planejar as próximas etapas do projeto.

    O terreno, localizado em uma área estratégica do distrito indígena, possui uma infraestrutura adequada para a construção da sede. Além disso, sua localização privilegiada facilitará o acesso e atendimento aos indígenas da região.

    Durante a visita, foram realizadas medições e análises técnicas para garantir que a construção seja feita de acordo com as necessidades específicas da saúde indígena. Foram considerados aspectos como acessibilidade, disponibilidade de espaço e infraestrutura básica.

    Após a visita, a equipe responsável pelo projeto dará início às etapas de planejamento e elaboração do projeto arquitetônico. Serão considerados aspectos como sustentabilidade, uso adequado dos recursos naturais e respeito à cultura e tradições indígenas.

    A construção da sede do polo base da saúde indígena é uma iniciativa importante para fortalecer e expandir o atendimento de saúde às comunidades indígenas. Espera-se que, com a sede em funcionamento, seja possível oferecer serviços de qualidade e promover ações de prevenção e promoção da saúde específicos para a população indígena.

    A previsão é de que as obras tenham início o mais breve possível com o apoio da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI), do Ministério da Saúde, na pessoa do secretário nacional Weber Tabeba. A nova sede do polo base da saúde indígena será um marco para a região da Coordenadoria das Organizações Indígenas do Distrito de Iauaretê, reforçando o compromisso com a saúde e bem-estar dos povos indígenas.

  • II ASSEMBLEIA EXTRAORDINÁRIA DA ASIBA| FOIRN e Instituições parceiras firmam compromissos para fortalecer a organização indígena de Barcelos

    II ASSEMBLEIA EXTRAORDINÁRIA DA ASIBA| FOIRN e Instituições parceiras firmam compromissos para fortalecer a organização indígena de Barcelos

    No último dia 22, foi realizado na comunidade São Luiz, localizada no município de Barcelos a II Assembleia da Associação Indígena de Barcelos (ASIBA) e contou com a presença de lideranças associados, representantes de instituições como diretor presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), Marivelton Baré, Coordenadora da CR-RN FUNAI, Dadá Baniwa, Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI/ARN), Miguel Maia (Assessor de gabinete do coordenador distrital) e o Vice Coordenador da Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro (CAIMBRN), João Barroso Baré.

    Durante a assembleia, os membros da diretoria e do conselho da Associação Indígena de Barcelos foram afastados definitivamente de seus cargos devido à situação crítica em que se encontravam internamente.

    Ao longo do tempo, a diretoria houve descumprimento estatutário da associação, resultando em um ambiente prejudicial aos interesses da representação coletiva aos povos indígenas  da região. Além disso, foram constatados danos ao patrimônio da ASIBA.

    Diante dessa realidade, os delegados presentes na assembleia decidiram de acordo com o estatuto da associação afastar decisivamente  membros da Diretoria  responsáveis pela má conduta e contrariar o presente estatuto. Essa medida foi tomada para garantir a transparência, a eficiência e o respeito aos estatuto e a proteção dos bens da Associação indígena de Barcelos.

    A partir de agora, terá uma presidente interina e dois representante do  conselho para assumir a gestão da Asiba. A nova eleição ocorrerá em breve, após um período de reorganização e consulta às comunidades indígenas envolvidas. O objetivo é que os eleitos sejam pessoas comprometidas com os interesses dos indígenas, conduzir a associação de acordo com os princípios estabelecidos em seus estatutos.

    Assim, será possível eleger uma diretoria e um novo conselho, capazes de promover o desenvolvimento socioeconômico e cultural dos indígenas, respeitando suas tradições e necessidades.

    A presidente interina, sra. Marilene Gervásio Reis, irá liderar os esforços de reestruturação da Asiba, contando com o apoio dos membros do conselho de acompanhamento, João Leandro Farias e Leozimara. Eles serão responsáveis por garantir que todas as ações tomadas estejam de acordo com os estatutos da associação e com as necessidades da Associação Indígena de Barcelos.

    A CAIMBRN/FOIRN, fornecerá suporte técnico e estrutural durante esse período de transição e na organização da próxima assembleia, que será realizada na comunidade de Cumaru nos dias 29 e 30 de agosto de 2023. A nomeação da nova diretoria interina e o suporte das organizações parceiras demonstram o compromisso em solucionar os problemas enfrentados pela Asiba e em garantir uma gestão transparente e participativa. Ações como essas são fundamentais para fortalecer o movimento indígena e promover o desenvolvimento sustentável