Tag: Rio Negro

  • CUIDADO COM A DESINFORMAÇÃO!

    CUIDADO COM A DESINFORMAÇÃO!

    Na data de hoje (21/07/2023) a Acrítica postou, em seu próprio site de notícias, sobre um infeliz ocorrido no evento que aconteceu na Casa do Saber da FOIRN no dia 19/07/2023. O atual prefeito, Clóvis Curubão, trouxe uma desinformação!

    O mesmo afirmou que: Sônia Guajajara o mandou “calar a boca”. Porém, essa afirmação é falsa, não condiz com a  verdade e é repudiada.

    O mesmo, em questão, está comentando sobre um caso isolado que ocorreu na época do GT de Transição.

    Durante a reunião dos coordenadores e membros colaboradores, os coordenadores não estavam autorizando a discussão no GT de Transição de Minas e Energia, sobre a questão do garimpo e mineração. Devido ambos os assuntos serem sensíveis e o GT, estava buscando garantir os direitos coletivos dos povos originários.

    O atual prefeito, Clovis Curubão, afirmou categoricamente que “Se é um posicionamento da base e do povo, ele (Curubão) iria respeitar”. Mas o mesmo, de forma injusta, faltou com a verdade e fez seu posicionamento, de forma errônea e infeliz, no evento de Lançamento da Constituição em Yëgatu e do Protocolo de Consulta.

    Se o mesmo fazia parte do Grupo Técnico, como consta no documento (https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-n-66-de-1-de-dezembro-de-2022-447309879), como a atual ministra Sônia Guajajara, que participava da coordenação do GT, teria o mandado “Calar a Boca”?   Novamente afirmamos que o atual prefeito, Clóvis Curubão, promoveu desinformação, fake news.  TOMEM CUIDADO COM A DESINFORMAÇÃO!

  • 20 DE JULHO| FOIRN acompanha a visita da presidente do STF e do CNJ à Aldeia Maturacá, no Amazonas

    20 DE JULHO| FOIRN acompanha a visita da presidente do STF e do CNJ à Aldeia Maturacá, no Amazonas

    A Foirn, Ayrca, Isa e Funai organizaram a visita da comitiva juntamente com as lideranças Yanomami na Aldeia de Maturacá. Onde estiveram presentes a Presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça. Essa ação visou promover a inclusão e respeito pelos direitos do povo Yanomami.

    Comitiva em prol à inclusão e o respeito aos direitos dos povos indígenas se reuniram aos Yanomamis em Maturacá – AM, instituições governamentais STF na pessoa da ministra Rosa Weber e Carmem Lúcia, MPI Sonia Guajajara , presidente da FUNAI Joenia Wapichana e DSEI Rio Negro junto com instituições não governamental assim como a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN e instituto Sócio Ambiental – ISA.

    Essa iniciativa de aproximação e comunicação com as comunidades ressalta a importância de valorizar e preservar o bem viver dos povos indígenas da região, promovendo a inclusão e o respeito aos direitos desses povos.

    A Visita ocorreu após o lançamento da Constituição Brasileira traduzida na língua indígena Yëgatu, sanção da Lei estadual de cooficialização das línguas indígenas e Instituição Política Estadual de Proteção das línguas indígenas no Estado do Amazonas um marco importante para o reconhecimento e o empoderamento das comunidades indígenas no Brasil. Assim como o lançamento dos Protocolos de consulta dos povos Indígenas do Rio Negro.

    Houve ritos, danças tradicionais e documentos de reivindicação das lideranças e Organizações Yanomamis. Na ocasião houve pedido de ajuda das instituições para proteção das terras e dos povos Indígenas: “Queremos ter vida, queremos ser livres. Não queremos destruição. Queremos ter saúde de qualidade, que o Supremo Tribunal Federal colabore com a defesa do nosso território.” Relatou Yanomami José Mario Pereira Góes, presidente da Associação Yanomami do Rio Cauaburis e Afluentes (Ayrca).

    Ainda houve demandas das Associação das Mulheres Yanomami Kumirayoma solicitou que as ministras presentes se atentem aos direitos das mulheres indígenas “Eu quero um olhar de vocês. Não é pedido, é direito nosso. Nós mulheres somos quem mais sofremos.” Pronunciou a Professora Carlinha Yanomami.

    Na ocasião do encontro, ocorreu momento de batismo das ministras em nomes Yanomamis, rosa weber denominada Chororima – andorinha, Carmen Lucia como Maiama – mulher guerreira e Sônia Guajajara  batizada como Horetoma – mulher linda.

  • 19 DE JULHO| A NOSSA LUTA E RESISTÊNCIA SÃO RECONHECIDAS, EXEMPLO A SER SEGUIDO  A OUTROS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL.

    19 DE JULHO| A NOSSA LUTA E RESISTÊNCIA SÃO RECONHECIDAS, EXEMPLO A SER SEGUIDO A OUTROS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL.

    Em um evento histórico ocorrido na Casa do Saber da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) em 19 de julho de 2023, representante legítima dos 23 povos, foram realizados três acontecimentos de grande importância: O lançamento da Constituição Brasileira que foi traduzida para a língua Yëgatu, a Lei Estadual de Cooficialização das cinco línguas indígenas do Rio Negro no Estado do Amazonas foi sancionada e o Protocolo de Consulta dos Povos e Comunidades Indígenas do Rio Negro foi lançado.

    Esse evento histórico representa uma conquista importante para os povos indígenas do Rio Negro, que há muito tempo lutam pelo reconhecimento e valorização de suas culturas e línguas. Alguns pontos relevantes desse acontecimento incluem:

    • A tradução da Constituição Brasileira para a língua Yëgatu é um marco na luta pela preservação e promoção das línguas indígenas, que são um patrimônio cultural do Brasil. Essa iniciativa também representa um avanço na garantia dos direitos dos povos indígenas, que muitas vezes são excluídos do acesso à informação e à participação política por causa das barreiras linguísticas.
    • A Lei Estadual de Cooficialização das línguas indígenas do Rio Negro no Estado do Amazonas é uma conquista significativa para os povos indígenas, que agora terão suas línguas reconhecidas oficialmente e poderão utilizá-las em diversos contextos, como na educação, na saúde e na administração pública. Isso também contribuirá para a preservação da diversidade linguística da região e para a valorização das culturas indígenas.
    • O lançamento do Protocolo de Consulta dos Povos e Comunidades Indígenas do Rio Negro é uma iniciativa importante para garantir o respeito aos direitos dos povos indígenas em relação a projetos que possam afetar suas terras, recursos naturais e modos de vida. Esse protocolo estabelece diretrizes para a consulta prévia, livre e informada dos povos indígenas em processos de tomada de decisão que possam impactar suas comunidades, o que representa um avanço na garantia dos direitos indígenas e na proteção do meio ambiente.

    Esses atos expressam os ideais e desejos de um povo que almeja justiça, igualdade e progresso. Neste momento singular, as tradições antigas se encontram com os princípios democráticos, dando continuidade à luta e resistência pelos direitos dos povos originários, que buscam seus direitos e liberdades. Vamos fazer com que essas palavras sejam ouvidas em todo o país, unindo corações e mentes em prol de um futuro próspero e inclusivo para todos.

    Diversas autoridades e órgãos estiveram presentes no evento, incluindo: o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, a Ministra do STF, Cármen Lúcia, a Ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, a Presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), Joênia Wapichana, o Governador em exercício, Tadeu de Souza Silva, bem como outras importantes personalidades e instituições locais.

  • IV Fórum de Lideranças Yanomami e Yekuana

    Marivelton Baré, Diretor Presidente da FOIRN, junta-se às lideranças na luta pelos povos Yanomami e Yekuana exigindo e pedindo que o Protocolo de Consulta seja respeitado e suas vozes sejam ouvidas.

    Foto: Rede Wayuri

    O IV Fórum de Lideranças Yanomami e Yekuana contou 10 associações e mais de 200 participantes do território Yanomami, realizado entre os dias 10 e 14 de julho de 2023 na comunidade Maturacá, este é um evento importante para as comunidades indígenas da região. Esse fórum tem como objetivo discutir questões relevantes para esses povos, como a proteção do meio ambiente, a defesa dos direitos indígenas e a preservação das tradições culturais. Além disso, é uma oportunidade para que líderes dessas comunidades possam compartilhar experiências e estreitar laços de solidariedade. É uma iniciativa fundamental para promover a inclusão e o respeito à diversidade cultural no país.

    Durante o evento, as lideranças Yanomami e Yekuana expressaram suas reivindicações e preocupações sobre a situação atual das comunidades indígenas no Brasil. Além disso, eles apresentaram suas expectativas em relação à comitiva vinda de Brasília, que incluía importantes lideranças  do governo federal, como as ministras Sônia Guajajara e Marina Silva e a presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas, Joênia Wapichana ( sendo a primeira mulher a assumir a Funai na história do país)

    Foto: Rede Wayuri

    Algumas das principais preocupações e demandas apresentadas pelas lideranças indígenas incluíam a proteção das terras indígenas, a garantia da saúde e educação de qualidade para as comunidades e o reconhecimento e respeito à cultura e tradições indígenas. Eles também expressaram a importância de um diálogo aberto e transparente com o governo para buscar soluções para os desafios enfrentados pelas comunidades indígenas.

    Durante o fórum, as lideranças indígenas também compartilharam suas experiências e histórias, destacando a importância da preservação da diversidade cultural e da valorização das tradições ancestrais. A comitiva de Brasília se comprometeu a levar as demandas e preocupações apresentadas pelas lideranças indígenas para o governo federal na pessoas do presidnete Lula e demais ministros que não puderam esta presente e buscar soluções para os desafios enfrentados pelas comunidades.

    Foto: Rede Wayuri

    Realização: @associacao__yanomami, AMYK, @hutukara_yanomami.

    Parceiros: FOIRN, Instituto Socioambiental, Funai – CRRN/Brasília, ICMBIO, DSEI/ARN e SESAI.

    Fotos de comunicadores da rede Wayuri: João Alex, povo Yanomami; José Paulo Castro, povo Piratapuya; Adelson Ribeiro, povo Tukano, Valdemar Lins povo Yanomami; Maria José, povo Yanomami, Fredson de Braga Lopes, povo Yanomami e Naiara Bertoli -Assessora da Rede Wayuri – ISA.

  • A FOIRN participou em Brasília – DF de uma consulta pública sobre a nova estratégia de parceria do Banco Mundial.

    A FOIRN participou em Brasília – DF de uma consulta pública sobre a nova estratégia de parceria do Banco Mundial.

    Na última segunda-feira (29), Josimara Melgueiro, indígena do Povo Baré, Coordenadora do departamento Fundo Indígena do Rio Negro (FIRN), representando a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), participou da consulta pública com o Banco Mundial em Brasília.

    O Banco Mundial contribui para o desenvolvimento através de financiamentos de projetos para o governo apoiando na redução da pobreza e na promoção da soberania compartilhada, de maneira sustentável.

    Os planos apresentados durante a reunião têm como objetivo desenvolver uma nova estratégia de parceria com o Brasil em 2024-2028. Essa estratégia tem um foco específico em temas como desenvolvimento sustentável, inclusão dos mais pobres e vulneráveis e mudanças climáticas.

    É importante ressaltar que a atenção foi direcionada para a inclusão dos povos indígenas e das comunidades tradicionais, que muitas vezes são deixados de fora dos projetos de desenvolvimento. Algumas das ações que podem ser implementadas para atender a essas demandas são:

    •Fortalecimento das políticas de proteção e valorização dos povos indígenas e suas culturas;

    •Promoção do acesso à educação, saúde e saneamento básico nas comunidades tradicionais;

    •Incentivo ao desenvolvimento de atividades econômicas sustentáveis, como o ecoturismo e a agricultura familiar;

    •Apoio às iniciativas que visem à preservação da biodiversidade e à redução das emissões de gases do efeito estufa.

    Essas medidas podem contribuir para o desenvolvimento sustentável do país e garantir que as comunidades mais vulneráveis sejam incluídas nesse processo.

    Durante a reunião, os participantes destacaram a relevância do Estudo de Caso de Mudanças Climáticas no Rio Negro e a necessidade de se implementar os Planos de Gestão Territorial (PGTAs) das Terras Indígenas. Ficou claro que essas medidas são fundamentais para garantir a proteção dessas regiões e a preservação da biodiversidade. Além disso, os presentes debateram sobre os desafios enfrentados na implementação dessas soluções e discutiram possíveis formas de superá-los.

    Com o objetivo de consolidar as ideias apresentadas, será produzido um relatório que reunirá todas as propostas discutidas durante o encontro. Esse documento será de extrema importância para nortear as ações do Banco Mundial nos próximos cinco anos, definindo as áreas prioritárias em que a instituição irá atuar para contribuir com a proteção ambiental e o desenvolvimento sustentável.

  • Lideranças Indígenas do Rio Negro expressam total repúdio ao Marco Temporal e ao PL490 em todo o território.

    Lideranças Indígenas do Rio Negro expressam total repúdio ao Marco Temporal e ao PL490 em todo o território.

    Indígenas realizaram mobilizações em várias partes do país nesta terça-feira (30), incluindo o município de São Gabriel da Cachoeira, na sede da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), em protesto ao Projeto de Lei 490 e ao Marco Temporal. Outras manifestações ocorreram em Santa Isabel do Rio Negro, na sede da Associação das Comunidades Indígenas do Rio Negro (ACMIRN) e em Maturacá, com o povo Ianomami.

    Entre as principais preocupações das lideranças indígenas está o fato de que o Projeto de Lei 490 pode levar à perda de terras tradicionais e ameaçar a sobrevivência de suas comunidades. Além disso, o Marco Temporal, que está sendo foi submetido à votação na Câmara de deputados e tem o trâmite de julgamento do Supremo Tribunal Federal no dia 07 de junho, aprovado o PL pode restringir o acesso dos povos indígenas às suas terras, especialmente aquelas que foram ocupadas após a promulgação da Constituição de 1988.

    Diante dessa situação, as mobilizações dos líderes indígenas são uma forma importante de reivindicar seus direitos e chamar a atenção da sociedade e das autoridades para a importância de preservar a cultura e os territórios dos povos indígenas.

    As lideranças indígenas têm desenvolvido diversos movimentos de luta e resistência em defesa de seus territórios e de seus direitos. Alguns exemplos incluem:

    •          Acampamento Terra Livre: evento anual que reúne lideranças indígenas de todo o país em Brasília para discutir pautas de interesse da comunidade indígena, como a demarcação de terras e o combate à violência contra os povos indígenas.

    •          Marcha das Mulheres Indígenas: mobilização liderada por mulheres indígenas que tem como objetivo dar visibilidade às demandas específicas desse grupo, como o combate à violência de gênero e a valorização da cultura e dos saberes tradicional.

    •          Resistência Indígena: plataforma digital que reúne notícias e informações sobre a luta dos povos indígenas em todo o país, com o objetivo de fortalecer a mobilização e a articulação entre as diferentes comunidades.

    É importante ressaltar que a luta das lideranças indígenas não se limita apenas a questões territoriais, mas abrangem também aspectos culturais, políticos, econômicos e sociais. A preservação da cultura e dos saberes tradicionais dos povos indígenas é fundamental não apenas para a sobrevivência dessas comunidades, mas também para a diversidade e a riqueza cultural do país como um todo.

    A votação no dia 07 de junho será decisiva para o direito constitucional dos povos indígenas no país.

  • Reunião do Comitê Gestor do Projeto de Pesca Esportiva do Rio Marié, em Arurá

    Reunião do Comitê Gestor do Projeto de Pesca Esportiva do Rio Marié, em Arurá

    Durante os dias 27 e 29 de maio, a FOIRN e os líderes indígenas se reuniram com parceiros na comunidade Arurá, localizada no médio Rio Negro, para discutir e avaliar o projeto de Turismo Comunitário de Pesca Esportiva do Rio Marié.

    Plenária da reunião. Foto: Joelson Felix – DECOM/FOIRN

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) juntamente com as 14 comunidades indígenas do Rio Marié realizaram a reunião do comitê gestor do turismo de base comunitária e conta com a presença do parceiro o Instituto Socioambiental para apoio técnico e assessoria a atividade.

    A reunião do comitê pode ser realizada desde que pelo menos uma das partes contratuais esteja presente, como associações, comunidades ou empresas parceiras, com a presença da Funai.

    O objetivo da reunião foi apresentar, de forma transparente, a prestação de contas da FOIRN, associação, comunidades e empresa, com relação aos valores recebidos durante a temporada de 2022/2023. A reunião foi conduzida pelo presidente da Foirn Marivelton Baré, com a participação da comissão da associação ACIBRN e da técnica de turismo Tifani Máximo.

    Marivelton Baré, diretor Presidente da FOIRN Foto: Joelson Felix – DECOM/FOIRN

    O Projeto Marié é o primeiro de base comunitária em territórios indígenas que mais gerou recursos econômicos e se tornou o maior projeto de pesca esportiva de base comunitária no Brasil. Os empresários responsáveis pelo projeto relataram que a temporada 2022/2023 (setembro 2022 a fevereiro 2023) foi a melhor, apesar das dificuldades enfrentadas durante a pandemia. Entretanto, é preciso garantir que os recursos cheguem às comunidades e que a vigilância seja mantida para evitar a entrada ilegal de turistas que possam prejudicar o projeto.

    Vigilantes Indígenas. Foto: Joelson Felix – DECOM/FOIRN

    Os guias foram bastante elogiados, embora a vigilância seja uma tarefa complicada, uma vez que se observa a entrada de pessoas pescando no rio. Para melhorar a situação, avaliou-se a necessidade de reforçar a assistência jurídica para regularização das associações, além de outros ajustes no repasse de recursos.

    Foi proposto um plano de trabalho para renovar o contrato do projeto Marié por mais 10 anos, incluindo a criação da primeira escola modelo de guias de pesca indígenas do Brasil, oficinas e cooperativas para confecção de iscas de fly para as mulheres das comunidades, e melhoria do plano de ação para as comunidades. Também se discutiu a necessidade de equilíbrio salarial, plano de carreira e apoio técnico para organização das comunidades.

    A próxima reunião do Comitê Gestor Operacional será em agosto na comunidade Tapuruquaramirim, com foco na oficina com as comunidades, e em setembro, na escolha da nova direção da Associação das Comunidades Indígenas do Baixo Rio Negro (ACIBRN).

  • A celebração dos 20 anos do Departamento de Mulheres Indígenas apresenta proposta do livro “Mães do Dmirn, desafios e conquistas”

    A celebração dos 20 anos do Departamento de Mulheres Indígenas apresenta proposta do livro “Mães do Dmirn, desafios e conquistas”

    No último dia 27 de maio (sábado) foi realizada a apresentação da proposta do livro para todas as autoras e lideranças do Departamento de mulheres indígenas do Rio Negro (DMIRN).

    Livro escrito por Elizangela da Silva Costa Baré narra os desafios e conquistas de Mulheres Indígenas do Rio Negro. Todas as coordenadoras que contribuíram para o departamento político da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) participaram do projeto. O livro está sendo produzido em referência às duas últimas décadas, com o apoio do Observatório da Violência de Gênero no Amazonas e da Universidade Federal do Amazonas.

    O livro “Mães do Dmirn, desafios e conquistas” é um importante registro das lutas e vitórias das mulheres indígenas da região. Além de relatar as conquistas políticas alcançadas por meio da atuação da FOIRN, o livro também aborda questões relacionadas à violência de gênero e como as mulheres indígenas têm enfrentado esse problema.

    Algumas informações adicionais sobre o livro e a autora incluem:

    • Elizangela da Silva Costa baré é uma liderança indígena da região do Rio Negro e há anos tem atuado em defesa dos direitos das mulheres indígenas.
    • O projeto para a produção do livro contou com a participação de diversas mulheres coordenadoras do departamento político da FOIRN, que foram fundamentais para a construção da narrativa apresentada.
    • O livro tem o apoio do Observatório da Violência de Gênero no Amazonas e da Universidade Federal do Amazonas, que reconhecem a importância de dar voz e espaço para as mulheres indígenas contarem suas próprias histórias e experiências.

    Por meio dessa obra, Elizangela baré e as outras mulheres que contribuíram com o livro oferecem uma importante contribuição para o registro da história e da luta das mulheres indígenas no Brasil.

    Lideranças que atuaram no movimento indígena e na FOIRN antes da criação do DMIRN
    Maria Miquelina Barreto Machado, Etnia Tukano
    Rosimeire Teles, Etnia Arapaço
    Sandra Gomes Castro, Etnia Baré
    Regina Pedrina Aragão Sales, Etnia Tukano
    Rosilene Fonseca, Etnia Piratapuia, Diretora FOIRN
    Almerinda Ramos de Lima, Etnia Tariano
    Floriza Goes, Etnia Yanomami

    As Mães-Amaró do DMIRN
    Cecília Albuquerque, Piratapuia (2002-2004)
    Idária da Silva Barreto, Baré (2002-2004)
    Zilma Henrique Melgueiro (2005-2005)
    Cecília Albuquerque, Piratapuia (2005-2008)
    Gilda da Silva Barreto, Baré, (2005-2007), Vice-coordenadora
    Maria Lindalva Fontes Olimpio, Baniwa (2005-2008)
    Marilda Selma Florisbela Ferreira (2008-2009)
    Maria Lindalva Fontes Olimpio, Baniwa (2008-2010)
    Anair da Silva Sampaio, Tukano (2010-2013)
    Rosane Gonçalves Cruz, Piratapuia (2010-2013)
    Francineia Bitencourt Fontes, Baniwa (2014-2016)
    Rosilda Maria Cordeiro da Silva, Tukano (2014-2016)
    Elizangela da Silva Costa, Baré (2017-2020)
    Janete Figueiredo Alves, Dessana (2017-2020)
    Maria do Rosário Piloto Martins, Baniwa (2021-2022)
    Larissa Ye´Padiho Mota Duarte,Tukano (2021-2022)
    Glória de Braga Rabelo, Baré, (2021-2022)
    Belmira da Silva Melgueiro, Baré (2022)

    Nova organização do DMIRN 2023-2024
    Cleocimara Reis Gomes, Etnia Piratapuia (2023-2024), Coordenadora
    Belmira da Silva Melgueiro, CAIBARNIX, Baré (2023-2024), Articuladora
    Madalena Fontes Olímpio, NADZOERI, Baniwa (2023-2024), Articuladora
    Odimara Ferraz Maros, COIDI, Tukano (2023-2024), Articuladora
    Maria das Dores Azevedo Barbosa, DIAWI’I, Tariano, (2023-2024), Articuladora
    Cristine Victoria Campos, CAIBRIN, Tariano (2023-2024) – Articuladora

  • OS POVOS INDÍGENAS DO RIO NEGRO REPUDIAM ÀS ALTERAÇÕES NA ORGANIZAÇÃO DO MPI

    OS POVOS INDÍGENAS DO RIO NEGRO REPUDIAM ÀS ALTERAÇÕES NA ORGANIZAÇÃO DO MPI

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) vem veemente em nome das cinco Coordenadorias Regionais, 91 associações de base e 750 comunidades habitadas pelos povos indígenas ao longo do território indígena do Rio Negro, repudiar a alteração ao texto original da Medida Provisória MP 1154, que tenta arrancar a demarcação de terras indígenas do Ministério dos povos indígenas. Infelizmente o relatório da MP 1154 que altera o texto original foi aprovado ontem 24/05 pelo colegiado da Câmara dos deputados presidido pelo senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), agora o relatório aprovado fará a transição para o Senado e precisar ser votada e aprovada até do dia 1º de junho para não perder a validade.

    O relator da medida provisória que estabeleceu a organização básica dos ministérios do Governo Lula, Isnaldo Bulhões (MDB-AL), sugeriu mudanças no texto original enviado pelo governo ao Congresso, em acordo com o relatório apresentado pelo mesmo deputado em 23 de maio. As propostas visam a atacar e enfraquecer o Ministério dos Povos Indígenas e o Ministério do Meio Ambiente, recém-criados, e incluem a devolução ao Ministério da Justiça e Segurança Pública da atribuição de demarcar terras indígenas, transferida para o Ministério dos Povos Indígenas durante o governo Lula. Essas mudanças representam um novo momento no Estado brasileiro, com a intenção de fazer o Estado respeitar a voz dos povos indígenas e assegurar a construção de políticas públicas que atendam aos seus direitos. No entanto, as mudanças propostas enfraquecem o Ministério dos Povos Indígenas, visando fragilizá-lo e até mesmo extingui-lo. Os povos indígenas do Amazonas apoiam a ministra do MPI, quando afirma que as emendas vão contra a representação brasileira como protagonista global no enfrentamento à crise climática e à preservação do meio ambiente. As emendas propostas vão contra a decisão do Governo Federal de tratar os povos indígenas com a devida importância e relevância com que merecem, respeitando a Constituição Federal de 1988. A proteção e demarcação de territórios indígenas são fundamentais para garantir a proteção do meio ambiente e uma alternativa para conter a emergência climática. É necessário que os senadores, principalmente do Amazonas, demonstrem compromisso com os povos indígenas e o meio ambiente, apesar da pressão econômica e política.

    Além de retirar a principal atribuição do Ministério dos Povos Indígenas, o parecer de Isnaldo Bulhões propõe a redistribuição de atribuições da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que passou a ser vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário, para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, ao qual a Conab pertencia antes. Na área ambiental, o parecer retira do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima a responsabilidade pela gestão do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e que na mudança, o CAR passou a ser atribuição do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.

    Por cima de uma melhor organização do estado brasileiro, entendemos estas mudanças como um ataque à nova política indigenista inaugurada com este governo Lula e uma tentativa de fragilizar o novo ministério até ambicionando a extinção do MPI. Na justificativa da mudança, o relator afirma que a medida “visa à neutralidade nas análises dos processos de demarcação”, querendo gerar dúvidas quanto ao processo legal e sério de demarcação de terras indígenas, argumento amplamente defendido pelos setores anti-indigenas e anti-ambientais.

    Portanto, nós povos indígenas do Rio Negro, reafirmamos que as emendas anulam a representação brasileira como protagonista global no enfrentamento à crise climática e à preservação do meio ambiente e que acatar as emendas propostas e excluir das atribuições do Ministério dos Povos Indígenas a demarcação de terras que indiretamente atingi também a Fundação Nacional dos Povos Indígenas- Funai, é ir à contramão do mundo nos objetivos globais de enfrentamento à crise do clima, abrindo espaço para a devastação ambiental que tanto ameaça os biomas brasileiros.

    As emendas propostas ao texto, especialmente as sete emendas que pedem a extinção ou reconfiguração das atribuições do Ministério dos Povos Indígenas, vão totalmente contra a decisão do Governo Federal de tratar os povos indígenas com a devida importância e relevância com que merecem, respeitando a Constituição Federal de 1988.

    Pedimos e esperamos que os senadores, principalmente do Amazonas posam demonstrar compromisso com os povos indígenas e o meio ambiente, por cima da ganância e predação, visto que, os deputados com a votação e aprovação do relatório acabam de forma evidente, demonstrar o não compromisso com os povos indígenas. A votação no senado mostrará ao mundo, o compromisso real dos deputados e senadores do Amazonas. Caberá a eles ser sensíveis à causa indígena e ambientais, ou mais uma vez, mostrar a pressão econômica que  os povos indígenas sofrem nos territórios, pressão econômica e talvez vejamos, novamente, pressão política.

    Mesmo diante de retrocesso e tragédia contra a vida dos povos indígenas e o meio ambiente com a alteração ao texto original da Medida Provisória MP 1154, agradecemos pela compreensão, nos colocamos à disposição para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessária.

    Atenciosamente,

    Diretoria Executiva da FOIRN

    Marivelton Rodrigues Barroso – Baré

    Diretor Presidente da FOIRN

    Nildo José Miguel Fontes – Tukano

    Diretor Vice – Presidente da FOIRN

    Janete Alves Figueredo – Desana

    Diretora da FOIRN

    Adão Francisco Henrique – Baré

    Diretor da FOIRN

    Dário Emílio Casimiro – BaniwaDiretor da FOIRN

    Leia a íntegra da Nota de Repúdio.

  • II Assembleia Regional Extraordinária fortalece associações indígenas na região do Alto Rio Negro

    II Assembleia Regional Extraordinária fortalece associações indígenas na região do Alto Rio Negro

    Entre os dias 09 e 11 de maio de 2023, a Casa do Saber Uka Wasú -“tu’re” Baré da comunidade Tabocal dos Pereira, Alto Rio Negro foi palco da II Assembleia Regional Extraordinária, reunindo representantes de 10 associações de base. O evento contou com a presença de 100 delegados e lideranças para discutir questões de relevância para os povos e as comunidades indígenas da região do Alto Rio Negro.

    Uma das principais pautas abordadas durante a Assembleia foi o fortalecimento da Coordenadoria das Associações Indígenas Balaio, Alto Rio Negro e Xié (CAIBARNX). Os participantes dedicaram esforços na busca pela melhor forma de fortalecer a organização, além de deliberarem sobre a nova logomarca e a aprovação do estatuto social.

    Lançamento do 2º Edital do Fundo Indígena do Rio Negro
    No primeiro dia do evento, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) anunciou o lançamento do edital 002/2023 do Fundo Indígena do Rio Negro (FIRN). O objetivo dessa iniciativa é proporcionar recursos financeiros para as associações indígenas, permitindo que as comunidades, por meio de suas associações, possam implementar ações previstas em seus Planos de Gestão Territorial Ambiental nas terras indígenas – PGTAs.

    Foto: José Baltazar – Comunicador Indígena da Rede Wayuri- CAIBARNX.

    Construção do Estatuto Social
    Durante a Assembleia, CAIBARNX juntamente com as 10 associações de base filiadas à Federação, dedicou-se à elaboração do estatuto social. Esse documento é de fundamental importância para o bom funcionamento da organização, conferindo às associações a capacidade de criar seus próprios projetos em parceria com as associações de base, com o objetivo de captar recursos para o desenvolvimento da região.

    Nova logomarca da CAIBARNX
    As 10 associações presentes na Assembleia apresentaram modelos de logomarcas para aprovação dos delegados. Todos os modelos foram desenhados manualmente, incorporando elementos de significado profundo para os povos indígenas da região. Após deliberação, apenas um dos modelos foi aprovado para representar a logomarca da coordenadoria regional da CAIBARNX.

    Foto: José Baltazar – Comunicador Indígena da Rede Wayuri- CAIBARNX.

    Equipe FOIRN e parceiros institucionais marcam presença
    A Assembleia contou com a participação ativa da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), representada pelo diretor Adão Francisco do povo Baré, que é de referência da coordenadoria CAIBARNX, e pela diretora Janete Alves, do povo Dessano, referência da Coordenadoria das Organizações Indígenas do Distrito de Iauaretê (COIDI). Além desses, representantes de departamentos técnicos e políticos da instituição também estiveram presentes.

    Durante a Assembleia, foi realizada uma breve apresentação institucional da FOIRN, permitindo que as lideranças presentes pudessem conhecer melhor a nova estrutura organizacional e o fluxo de funcionamento da Federação.

    Dentre os parceiros fundamentais para a realização de atividades dentro do território, destacam-se o Instituto Socioambiental (ISA), assim como a Coordenação Regional do Rio Negro da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI/ARN) e o Conselho Distrital da Saúde Indígena (CONDISI/ARN).

    A presença e o comprometimento dos parceiros institucionais foram ressaltados durante a Assembleia, reafirmando a importância da atuação conjunta no movimento indígena do Rio Negro.