II Encontro Regional para o Intercâmbio de Conhecimento foi realizado de 19 a 23 de setembro em Letícia, na Amazônia colombiana
Foto: Reprodução.
Cerca de 50 lideranças de 22 territórios indígenas de cinco países que fazem fronteira com a região norte do rio Amazonas participaram do II Encontro Regional para o Intercâmbio de Conhecimento. O evento foi realizado entre os dias 19 e 23 de setembro de 2022, na cidade de Letícia, na Amazônia colombiana.
Com o objetivo de manter a conectividade na Amazônia, os organizadores do encontro promoveram um espaço de troca de aprendizados, estratégias e metodologias, inspirando soluções relevantes para geografias estratégicas para o ecossistema e a conectividade sociocultural do bioma.
Uma das discussões do encontro foi a organização dos povos indígenas para exigir a titulação e demarcação de territórios. Outro tema, foi a construção de ferramentas de gestão, como os planos de vida, os planos de gestão territorial e Ambiental e os protocolos de consulta prévia, livre e informada.
A troca de experiência entre povos de diferentes localidades levou a percepção de que além das tradições, costumes e a necessidade de defender os territórios das ameaças – que não param de aparecer todos os dias – muitas outras coisas os unem como ter na alimentação a pimenta, farinha e tucupi.
Visita na comunidade de Mocagua do povo Tikuna. Diretor Nildo Fontes – Foirn. Foto: Reprodução Foto: Reprodução
No primeiro dia do Intercâmbio, os participantes visitaram a comunidade Mocagua, onde habitam os povos Ticuna, Yagua, Witoto, Bora e Ocaina.
“Muitos deles foram pessoas que moravam em terras e hoje são pessoas de rios, porque tiveram que adaptar suas casas a terras mais altas. Hoje, eles trabalham com Turismo de base comunitária, onde encontraram uma forma de manter unido e assegurado a cultura. Eles apresentaram a experiência de fortalecimento da Governança de seu território”. Disse Janete Alves, diretora da Foirn.
Os participantes estavam acompanhados pelas oito Organizações da Sociedade Civil que integram a Aliança NorAmazônica Brasil (ANA):
Do Brasil: lnstituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé); Instituto Socioambiental (ISA);
Da Venezuela: Fundación Wataniba
Da Colômbia: Fundación Gaia no Amazonas
Equador: Fundação EcoCiência e Naturaleza y cultura Internacional
Perú: Instituto del Bien Común – IBC e Naturaleza y cultura Internacional – NCI Perú.
A dinâmica do encontro foi feita em grupos de trabalhos, em rodas de conversas para compartilhar as experiências de cada delegação representando a sua organização.
GT 1: Conversando sobre origem das Experiências e sobre o processo de práticas;
GT 2: Conversando sobre a participação de homens e mulheres no processo/ Gênero e Juventude.
GT 3: 01 – Novas Lideranças; 02 – Governança e Território; 03 – Intercâmbio Cultural; 04 – União ou unidade; 05 – Sistema de conhecimento ancestral.
GT 4: Construindo um Chamado em conjunto (Carta) feita com participação de representantes de cada país.
GT 5: Montagem e exposição de cada iniciativa das organizações presentes.
Wilmar Rezende apresentando o processo de produção do Banco Tukano. Foto: Reprodução.
Após os trabalhos em grupo, houve a elaboração e aprovação da carta do “Chamado conjunto dos povos indígenas da Amazônia no marco do II Encontro Regional para Intercâmbio de Conhecimento “Conversas da Amazônia”. Em seguida, essa carta foi apresentada aos parceiros da Aliança NorAmazônica – ANA e que servirá para futuras mobilizações das organizações da sociedade civil.
Resultado esperado do encontro:
– Visibilizar estratégias locais que provam ser de alto impacto; Fortalecer processos locais a partir de uma visão regional; Inspirar soluções pertinentes em outras localidades; Identificar e potencializar sinergias; Posicionar as estratégias locais como referência territoriais para salvaguardar a conectividade ecossistêmica e sociocultural; Promover um trabalho conjunto, colaborativo e coordenado na região norte do rio Amazonas.
Organização anfitriã: Fundação Gaia Amazonas e coordenadora da Aliança NorAmazônica, que tem o objetivo de manter a conectividade na Amazônia.
A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN, foi representada por Nildo Fontes – Diretor Vice-presidente da FOIRN, Janete Alves – Diretora da FOIRN, Wilmar Rezende – Agente Indígena de Manejo Ambiental (AIMA) da região da coordenadoria DIAWI’I, Drª Renata – Advogado do ISA e Marcos Wesley – ISA.
15 Associações que tiveram seus projetos aprovado no primeiro edital participaram da oficina com o tema “Boas Práticas de Prestação de Contas”
Foto: Joelson Felix – DECOM/FOIRN
A II Oficina de Trabalho do Fundo Indígena do Rio Negro (Firn), foi realizada no telecentro do Instituto Socioambiental (ISA), no periodo de 12 a 16 de setembro de 2022.
Durante os cinco dias de atividade, os associados tiveram a oportunidade de apresentar os desafios, necessidades e lições aprendidas através dos projetos desenvolvidos, tambem aprenderam a organizar a prestação de contas com a entrega do relatório financeiro e documentos comprobatórios, relatorios narrativos e monitoramento.
Dário Casimiro, diretor da Foirn, e de referência da Coordenadoria Nadzoeri, informou sobre a oportunidade em aprofundar os conhecimentos técnicos na execução dos projetos, e que acredita na associação que tem esta oportunidade tem o privilégio das orientações quanto à execução dos projetos.
“A equipe do FIRN é uma equipe que está pronta para orientar quanto a evolução do processo. A presença dos coordenadores regionais é importante para o passo a passo e para acompanhamento dos trabalhos. A prática leva a todos ao aperfeiçoamento”. Afirmou Dário Casimiro do povo Baniwa.
Foto: Joelson Felix – DECOM/FOIRNFoto: Joelson Felix – DECOM/FOIRN
Atualmente o FIRN conta com 15 projetos aprovados e em execução, oportunidade para associações aprenderem a organizar a prestação de contas. Os relatórios financeiros serão o objetivo final de cada projeto.
“Um projeto é uma oportunidade para cada associação desenvolver, de acordo com sua realidade e objetivos e resultados que cada um deseja alcançar, é um protagonismo de cada povo, organizado através das associações, desenvolvimento regional, é o principal objetivo da equipe FIRN”. Domingos Barreto – Gerente de Monitoramento.
“O fundo Indígena do Rio Negro está em construção, esta são as primeiras oficinas, todos estão aprendendo juntos. O modo de organização de cada equipe (formato círculo) foi pensado para que os grupos interajam entre si, ajudando uns aos outros. Que todos estejam de mente e coração abertos para aprender e caminhar juntos. É necessário todos aproveitarem o momento. A ideia que todos façam suas prestações de contas, que servirá para todo e qualquer edital de outros fundos não só o Fundo Indígena do Rio Negro, as associações precisam captar fundos. É necessário que a prestação de contas se dê de forma transparente, clara e verdadeira. Muitas dúvidas surgirão, porém as associações serão instruídas de forma correta. Será preciso ter em mãos todos os extratos bancários sendo todos conferidos uma por uma, para prestar contas. Ao final do dia estes documentos serão apresentados”. Disse Josimara – Gerente Financeira.
Foto: Joelson Felix – DECOM/FOIRN
O Diretor Presidente da FOIRN, Marivelton Barroso, falou sobre a proposta da Oficina aos beneficiados pelo projeto do FIRN, onde deverá haver a prestação de contas.
“É necessário a prática de uma boa prestação de contas”. Completou o presidente.
Janete Alves, diretora da FOIRN, referência da Coordenadoria COIDI, ressaltou sobre o aprendizado dos trabalhos com os projetos.
“É necessário ter esses registros para o histórico da FOIRN”. Completou Janete.
Marcílio Cavalcante, administrador do ISA/Manaus, agradeceu o convite para apoio nas causas indígenas e por estar há anos trabalhando com os povos indígenas.
“Agradeço a FOIRN, que é uma representação que tem dado certo, ao final das contas os projetos vêm e funcionam. O importante é ter ajudado nos trabalhos com muita satisfação. A Oficina foi boa para todos com a prestação de contas dos projetos”. Afirma Marcílio.
O FIRN também realizou visitas às comunidades onde os projetos estão sendo implementados e sessões de atendimento e monitoramento dos projetos por sub-regiões, conhecendo a realidade das Associações das (5) coordenadorias da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), suas quaidades e dificuldades. Onde foram idenficadas de forma coletiva quais os sonhos e anseios das associações indigenas.
Foi compreendido a necessidade de apoio às associações para lidar com a burocracia e as dificuldades do mundo não – indigena. O interesse foi genuino em revitalizar a Cultura, Segurança Alimentar e Economia Sustentável Indígena e a importância de tudo isso para os povos indigenas do Rio Negro.
As associações presentes por coordenadorias e seus respectivos coordenadores de base: CAIARNX: Ronaldo Ambrosio (ACIARN, ACIB, ACIBARN, AMIARN), CAIMBRN: Evaldo Bruno – Vice Coordenador (ACIMIRN, ASIBA, NACIB, KURIKAMA), COIDI: Margarida Maia (AMIARU, AMIDI, ASEKK), DIAWII: Rosilda Maria (AMIRT, ATRIART, OIBV), NADZOERI: Juvêncio Cardoso (ACIRA, OCIDAI, ACEP).
Equipe da FOIRN estava composta por Domingos Barreto – Gerente de Monitoramento, Josimara Oliveira – Gerente Financeiro, Mirian Brito- Assistente Financeiro, João Luís – Assessor Técnico do FIRN e Andréia Damasceno – Assessora Técnica do FIRN, Emilene Lizardo – Secretária, com participação e acompanhamento da diretoria executiva da FOIRN, e equipe de assessoria do Instituto Socioambiental ISA, Naiara Bertoli e Marcílio Cavalcante – Administrador ISA/Manaus.
A Foirn tem como parceiro institucional o Instituto Socioambiental (ISA) e conta com o apoio financeiro da Embaixada Real da Noruega (ERN).
Indígenas terão apoio para participar das políticas públicas mediante realização de cursos de capacitação técnica e treinamentos para Fortalecimento da Agricultura Indígena do Alto Rio Negro.
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Na manhã de hoje (19), o Diretor Presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), Marivelton Barroso do povo Baré assinou Termo de Cooperação Técnica com o Secretario de Estado de Produção Rural (SEPROR), Petrúcio Pereira de Magalhães Junior, através do projeto de Apoio ao Fortalecimento das Ações de Fomento e Produção Sustentável Rural no Estados do Amazonas e pelo Programa de apoio ao Desenvolvimento Econômico e Social que tem como uma das metas implementar o Programa de Agricultura Indígena.
Foto: ReproduçãoFoto: Reprodução
A FOIRN representa 23 povos indígenas do Rio Negro a mais de 35 anos, numa área que abrange os municípios de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira, é uma associação civil sem fins lucrativos, reconhecida como de utilidade pública pela lei 1831/1987, é umas das principais organizações do movimento indígena no Brasil, sendo referencia mundial sobre a defesa dos povos indígenas na América Latina.
Os agricultores indígenas, de forma geral, habitam terras distantes das sedes dos municípios, com logística dificultosa, o que prejudica o estacionamento da produção e o recebimento de assistência técnica.
Por esse motivo, a cooperação entre a FOIRN e SEPROR busca unir esforços para viabilizar assistência técnica, acesso a editais de politicas públicas e capacitação quanto a técnicas agroecológicas, promovendo o fortalecimento da agricultura indígena nos municípios do Alto Rio Negro, de forma a valorizar a cultura indígena e a biodiversidade
O objetivos específicos deste termo é promover cursos, treinamentos e eventos voltados à capacitação técnica dos agricultores familiares dos polos rurais do município; Realização de articulação e ações integradas para difusão de tecnologias através de capacitação técnica para agricultores familiares Indígenas; Incentivo ao acesso às políticas e de fomento à produção agrícola pelos Indígenas.
Foirn vai selecionar agricultores Indígenas nos municípios, apoiar as ações de realização dos eventos e cursos de treinamentos com equipamentos e equipe técnica na área, promover divulgação e mobilização nas comunidades indígenas e seus respectivos resultados dessa colaboração, destacando impactos do acesso à informação para o desenvolvimento dos agricultores familiares indígenas, orientar e dar assistência técnica visando a dinamização da produção vegetal local.
A Sepror por sua vez disponibilizou a equipe técnica do seu quadro de Recursos Humanos para realização de cursos, treinamento e eventos.
O Museu da Pessoa está em Iauaretê, Terra Indígena Alto Rio Negro, para a primeira etapa de formação com jovens indígenas do povoado de Iauarete.
Roda de histórias durante a formação. Foto: Reprodução – Museu da Pessoa
A atividade está sendo realizada em parceria com a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) e associações locais, no período de 09 a 18 de setembro.
Roda de histórias na Cachoeira da Onça. Foto: Reprodução – Museu da Pessoa
Em Iauaretê, povoado na fronteira entre Brasil e Colômbia, se localiza a Cachoeira das Onças, registrada em 2006 como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil e Lugar Sagrado dos povos indígenas da região.
Depois da formação, os jovens farão entrevistas e rodas de histórias com conhecedores mais velhos, com o objetivo de registrar e preservar as memórias dos detentores desse patrimônio.
Foto: Reprodução – Museu da PessoaFoto: Reprodução – Museu da PessoaFoto: Reprodução – Museu da Pessoa
A ação faz parte de um projeto maior que está sendo executado pelo Museu da Pessoa, em parceria com a FOIRN e associações indígenas locais. O projeto visa contribuir com o registro e preservação das histórias e memórias dos detentores dos dois Patrimônios Culturais Imateriais do Rio Negro: a Cachoeira das Onças e o Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro. A etapa do Sistema Agrícola se inicia na próxima semana, na região do Médio Rio Negro.
Participam do projeto lideranças, conhecedores mais velhos e jovens indígenas das duas localidades. Dentre os jovens estão alguns dos comunicadores indígenas da rede Wayuri.
Defensoria realiza mutirão de atendimentos inédito em comunidade Yanomami situada dentro do Parque Nacional do Pico da Neblina em São Gabriel da Cachoeira, norte do Amazonas.
Foto: Reprodução.
Essa foi a primeira vez que a comunidade de Maturacá recebeu um mutirão de um órgão do sistema de justiça. Além dos atendimentos presenciais, foi realizada a primeira audiência à distância, dentro da terra indígena.
“A gente fica muito feliz com a vinda da Defensoria Pública pra cá porque é difícil e caro viajar daqui até São Gabriel. Às vezes ficamos muito tempo na cidade e não conseguimos resolver nada, por falta de orientação. Hoje, essa realidade começa a mudar”. A afirmação é do tuxaua Francisco Xavier, líder de uma das sete comunidades indígenas Yanomami que vivem em Maturacá, São Gabriel da Cachoeira (AM), na fronteira com a Venezuela. A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) esteve no local no último dia 8, para realizar, pela primeira vez, um mutirão de assistência jurídica dentro da terra indígena.
Além dos atendimentos presenciais, a comunidade indigena de Maturacá recebeu a primeira audiência à distância, dentro da terra indígena.
Mais de 250 atendimentos foram realizados, além dos pedidos de registro de nascimento tardio, o que dificulta o acesso a outros documentos, casos de retificação de nome na certidão, declaração de união estável e pedidos de declaração de óbito tardio foram as principais demandas recebidas na ação.
Atualmente, cerca 2 mil pessoas vivem no local que faz parte da Terra Indígena Yanomami
Texto: Isabela Sales – defensora pública e coordenadora do Polo Alto Rio Negro
Depois de uma longa espera e reivindicação, Coordenadoria e Associação de base da Foirn foram contempladas com a instalação do sinal de internet.
Vice – coordenador da COIDI recebendo o Termo de repasse da instalação da internet. Foto: ReproduçãoPresidente da FOIRN passando orientações sobre a instalação, funcionamento e uso da internet para a diretoria da AMIDI. Foto: Reprodução
A Associação das Mulheres Indígenas do Distrito Iauaretê (Amidi) e a Coordenadoria das Organizações Indígenas do Distrito de Iauaretê (Coidi), foram contempladas com a instalação do sinal de internet, com a iniciativa da Federação das Organizações Indigenas do Rio Negro (Foirn), apoiada pela Nia Tero, organização que apoia iniciativas e projeto de povos indígenas para fortalecer suas organizações, luta pelos direitos e defesa dos territórios.
As instalações foram realizadas no último dia 12 de setembro, em uma viagem realizada por Janete Alves – Diretora de Referência da região COIDI, com a participação do presidente da FOIRN – Marivelton Barroso, Coordenadora do Departamento de Educação e Patrimônio Cultural e Articuladora dos Agentes Indígenas de Manejo Ambiental (Aimas).
Na ocasião, foram tratados assuntos referentes às ações que serão realizadas na região no mês de setembro como a I Oficina de conhecedores indígenas, implementação de trabalho dos Aimas e Assembleia da Juventude.
A instalação de pontos de internet nas comunidades e organizações indígenas faz parte do esforço institucional para fortalecer a comunicação da base no Rio Negro que no contexto atual de ameaça aos direitos conquistados é fundamental, principalmente para combater desinformação e Fake News cada vez mais presentes no território.
A ampliação da rede de comunicação para fortalecimento das informações e comunicação com a base tem sido uma das principais linhas de apoio nos últimos três anos pela Foirn.
Os participantes discutem sobre a importância estratégica de gênero, experiências, perspectivas e desafios para o futuro desejado no fortalecimento das mulheres indígenas.
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A oficina é realizada pela Rainforest Foundation Noruega (RFN) nos dias 13 e 14 de setembro de 2022 em Brasília, e conta com a participação dos representantes da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), Adão Francisco do Povo Baré – Diretor da FOIRN, Maria do Rosário (Dadá Baniwa) – Coordenadora do Departamento das Mulheres Indigenas do Rio Negro (DMIRN/FOIRN), Dulce Morais – Assessora do ISA e Francilene dos Santos Pereira- Tesoura da AMIK, Patricia Zuppi – RCA, Martina Bogado/RFN, Rita Lewkowicz /Iepé e as lideranças e representantes das organizações da Rede de Cooperação Amazônica (RCA).
Foto: ReproduçãoFoto: Reprodução
As principais pautas em discussão é sobre o treinamento e resumo do trabalho de gênero apoiado pela RFN dos últimos anos; A importância estratégica de gênero e inclusão – porque a RFN apoia e prioriza esse trabalho? Oficina para o fortalecimento do trabalho de gênero com as organizações indigenistas da RCA realizado pela RFN – contexto e desdobramentos; Resultados e aprendizados do trabalho com a participação de mulheres e gênero da RCA; Boas experiências e perspectivas do trabalho das Mulheres das Organizações Indígenas, apresentadas por Marinau Waiãpi/Apina, Dadá Baniwa/FOIRN, Watatakalu Yawalapiti/ATIX Mulher, Maria Betânia Mota/CIR, Edilene Barbosa/OPIAC, Janina Karipuna/AMIM e Arlete Krikati/Wyty Cat; Desafios para fortalecer o trabalho e a participação das mulheres nas organizações indígenas; O Futuro desejado: Soluções, ideias e inspirações para o fortalecimento do trabalho das mulheres indígenas.
Indígenas representando as 15 associações de base vão participar da formação, assessoria técnica, instruções para a execução dos projetos, entrega das prestações de contas e dos relatórios narrativos.
Registro da I OficinaRegistro da I Oficina
A II Oficina de Trabalho do Fundo Indígena do Rio Negro (Firn) terá inicio às atividades nesta segunda feira (12) e vai até o dia 16 de setembro de 2022, no telecentro do Instituto Socioambiental (ISA).
São 15 associações de base que tiveram seus projetos aprovados pelo primeiro edital do Firn, foram contratados na I Oficina de trabalho do FIRN, realizada em São Gabriel da Cachoeira entre os dias 14 a 23 de março deste ano, a partir daí começou a etapa de implementação dos projetos.
O FIRN também realizou visitas às comunidades onde os projetos estão sendo implementados e sessões de atendimento e monitoramento dos projetos por sub-regiões.
Os projetos inscritos no FIRN seguem pelo menos os seguintes temas:
Cultura
Projetos que atendam à valorização dos saberes e das práticas de conhecimento tradicional dos povos indígenas rionegrinos. Ou seja, projetos que atuam no fortalecimento das línguas, das técnicas artesanais e de manejo (como na agricultura, pesca, uso de recursos florestais, etc), das práticas rituais, dos cantos e danças, entre outros conhecimentos, favorecendo a circulação de saberes entre as gerações.
Economia sustentável indígena
Iniciativas de geração de renda que promovam o bem viver das comunidades através da valorização dos conhecimentos indígenas, dos conhecimentos técnicos e científicos, da inovação e da criatividade no uso sustentável dos recursos.
Segurança alimentar
Projetos que fomentem práticas e conhecimentos relacionados ao sistema agrícola tradicional do Rio Negro ou alternativas de produção para as famílias e comunidades, como piscicultura e criação de pequenos animais. Também se enquadram nesse tema os projetos que fortalecem o manejo sustentável da pesca caçam e coleta.
Mais detalhes da II Oficina, você pode acompanhar diariamente em nossas redes sociais da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN).
A Coordenadoria das Associações indígenas do Alto Rio Negro e Xié (CAIARNX), uma das coordenadorias administrativas da Federação das Organizações indígenas do Rio Negro (FOIRN) realiza a VI Assembleia Geral Ordinária nos dias 23 a 26 de agosto de 2022, na Uka Wasu Kuasa “Tu’re” Baré (Casa Grande da formação de conhecimento do povo Baré), na Comunidade Tabocal dos Pereira, Alto Rio Negro, com o tema central: “Os Direitos Indígenas no Marco da Consulta Livre, Prévia e Informado, elaboração e a aprovação do protocolo autônomo de consulta”.
Foto: Irinelson Freitas – Comunicador indígena da Rede Wayuri Foto: Irinelson Freitas – Comunicador indígena da Rede Wayuri
A assembleia contou com a participação de 81 delegados e delegadas representantes das seguintes associações: Associação das Mulheres Indígenas do Balaio (AMIBAL), Associação das Comunidades Indígenas do Balaio (ACIB), Associação das Comunidades Indígenas Putira Kapuama (ACIPK), Associação das Comunidades Indígenas Baré do Alto Rio Negro (ACIBARN), Associação das Comunidades Indígenas do Alto Rio Negro (ACIARN), Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro (AMIARN), Associação das Comunidades Indígenas do Rio Xié (ACIRX), Organização das Comunidades Indígenas do Alto Rio Negro (OCIARN), Associação Indígena de Desenvolvimento Comunitário do Distrito de Cucuí (AIDCC) e Organização Indígenas de Nova Vida (OINV). E demais participantes como professores, lideranças e moradores locais.
Adão Francisco Henrique Baré – Diretor da FOIRN de referência da coordenadoria CAIARNX. Foto: Reprodução.
A FOIRN, esta representada pelo diretor Adão Francisco Henrique Baré, diretor de referência da coordenadoria CAIARNX, Belmira da Silva Melgueiro – Coordenadora do Departamento de Mulheres indígenas do Alto Rio Negro (DMIRN), Elson Kene Angelino Cordeiro – Coordenador do Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas do Alto Rio Negro_(DAJIRN), Luciane Mendes de Lima – Coordenadora do Departamento de Negócios Socioambientais, Emilene Lizardo – Secretária, Érika Ágatha Marágua Valentin – Articuladora do Departamento de Jovens da Coordenadoria CAIARNX, Hélio Gessem Monteiro Lopes – Articulador do Departamento de Jovens Coordenadoria DIAWII, Josimara Oliveira – Gerente Financeiro do Fundo Indígena do Rio Negro (FIRN) Miriam Brito – Assistente Administrativo Financeiro Fundo Indígena do Rio Negro (FIRN, Andréia – Assessora Técnica do FIRN e Rosane Cruz – Articuladora dos Agente indígenas de Manejo Ambiental (AIMAs).
O Instituto Socioambiental (ISA), estava representado por Renato Martelli – Analista Socioambiental, Renata Vieira – Advogada e Chantelle Teixeira Advogada do Conselho Indigenista Missionário (CIMI).
A Assembleia contou ainda com a presença de dois convidados, Orlando Melgueiro da Silva Baré – Técnico Pedagógico (GEEI/SEDUC) e Arlindo Soares Baré – Presidente da Fundação da União da Plurinacionalidade dos Estudantes Indígenas do Brasil – Campinas/SP.
O Protocolo de Consulta
Durante a Assembleia, foram discutidas pautas sobre O Protocolo de Consulta – Movimento Indígena do Rio Negro, governança e conjuntura do protocolo de consulta da FOIRN, foi apresentado pelo Renato Martelli. Na oportunidade é exibido vídeo sobre “A obrigação do Estado em consultar os povos indígenas”.
Direito à Consulta Prévia Livre e Informada. O que é o protocolo de consulta?
Foto: Irinelson Freitas – Comunicador indígena da Rede Wayuri
A plenária discutiu e apresentou sobre esta pauta respondendo de acordo com a realidade de cada região sobre a Estrutura Básica dos protocolos. O Passo a passo do processo de diálogo: Plano de Consulta: Qual o objetivo da Consulta? Sobre o que devemos ser consultados? Quando devemos ser consultados? Quem deve ser consultado? Como queremos ser consultados? E quais as etapas em um processo de consultas? Como nós tomamos as nossas decisões?
Para ajudar a entender melhor sobre o tema, foi exibido vídeos “Protocolo de Consulta do Povo Munduruku” e o “Primeiro Protocolo de Consulta do Povo KAIAPÓ” primeiro protocolo lançado em vídeo.
o Protocolo Autônomo de Consulta da Coordenadoria das Associações Indígenas do Alto Rio Negro e Xié (CAIARNX) é anunciado e aprovado por unanimidade.
Fundo Indígena do Rio Negro – FIRN
Josimara Melgueiro de Oliveira – Gerente Financeiro do FIRN. Foto: Irinelson Freitas – Comunicador indígena da Rede Wayuri
Josimara Melgueiro de Oliveira – Gerente Financeiro do FIRN, Miriam Pereira Brito – Assistente Administrativo e Financeiro do FIRN, Andréia_Assesssora do FIRN apresentaram a estrutura atual do Fundo, categorias, missão e visão, execução financeira, edital e oficinas do FIRN.
Departamento de Negócios Socioambientais (Casa de Produtos Indígenas do Rio Negro-Wariró)
Luciane Mendes de Lima Coordenadora do Departamento de Negócios Socioambientais apresentou a Missão da Casa Wariró, Propósito, Objetivo, Vantagens de vender os produtos através da Casa Wariró, Rank dos dez produtos mais vendidos na Casa Wariró, cadastro de artesãos, Encomendas de artesanatos, formas de pagamento esclarecendo os procedimentos de pagamento, quando é feito pela Casa e quando é repassado para o Departamento financeiro da Instituição, agendas de planejamentos do departamento frisando a importância de planejamento das coordenadorias para que o Departamento de
Negócios possa ver as possibilidades de execução dentre outros.
Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro-DMIRN
Belmira da Silva Melgueiro – Coordenadora do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro (DMIRN). Apresentou a Estrutura Atual, Missão Institucional, Atribuições do Departamento de Mulheres, Organograma Estrutural, Atividades Executadas, ONU Mulheres: Formação de lideranças e autocuidado, Fundo Canadá, Projeto Aprovados, Proposta da Nova Estrutura do Departamento, entre outros.
Belmira da Silva Melgueiro – Coordenadora do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro (DMIRN). Foto: Irinelson Freitas – Comunicador indígena da Rede Wayuri
Belmira, reforçou sobre a decisão que a coordenadoria junto aos membros de associações sobre a escolha da coordenadora articuladora do departamento de mulheres, onde a mesma informou que ficará sobre responsabilidade e decisão do povo para referência da coordenadoria CAIARNX. Portanto fica sob decisão da maioria.
Orlando Baré ressaltou sobre as atividades e a valorização da mulher indígena e demais lideranças mulheres da comunidade local.
Diretor Adão reforça sobre a articulação das mulheres da Coordenação do DMIRN junto às demais presidentes de associações das mulheres. Reforçou ainda sobre a representação da senhora Belmira Melgueiro articuladora que será avaliada para definir uma posição como coordenadora. Informou sobre uma futura agenda de viagem junto a coordenadora do departamento, membro da coordenadoria e demais equipe de departamentos da FOIRN para planejamentos de viagens futuras dentro da região CAIARNX.
Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro_DAJIRN
Elson Kene Angelino Cordeiro – Coordenador do Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro (DAJIRN). Apresentou a Coordenação Geral do DAJIRN, Articuladores Regionais, Consultor em Gestão Administrativa, Conselho REAJUIRN e Conselho Diretor, Área de atuação, e área de abrangência da FOIRN, Histórico da Criação do Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro, Atividades Executadas, Estrutura Organizacional do DAJIRN dentro da estrutura da Federação.
Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais do Brasil-CONAFER Rio Negro
Janderson Quintino – Articulador representante do CONAFER apresentou as atividades executadas dentro do programa CONAFER. Atual coordenação na representação do senhor Edson Gomes – Baré. Durante debate da plenária, muitas duvidas foram tiradas.
Coordenadoria das Associações Indígenas do Alto Rio Negro e Xié-CAIANX, Carlos Azevedo_Coordenador Secretário da CAIARNX e José Alberto Baltazar_Coordenador Tesoureiro da CAIARNX. Apresentaram a Fundação da Coordenadoria CAIARNX; TIS de abrangência da CAIARNX; Associações de Base; Gestão de representantes da CAIARNX2004/2022; Fortalecimentos das Associações e Iniciativas Comunitárias; Planejamentos de atividades/associações de base; FUNDO CAIARNX; Conflitos de Terras e elaboração do acordo de convivência interno; Atividades de complemento em Ação Social “Ação Barekeniwa”; Apresentação de lideranças indígenas na gestão 2021-2024.
Articulação Institucional dos Agentes Indígenas de Manejo Ambiental – AIMAs,
Rosane Gonçalves Cruz – Articuladora do AIMAs. Foto: Irinelson Freitas – Comunicador indígena da Rede Wayuri
Rosane Gonçalves Cruz Articuladora do AIMAs apresentou o trabalho dos Agentes Indígenas de Manejo Ambiental – AIMAs. A Atribuição, objetivos dos trabalhos dos AIMAs, informou sobre a indicação de 04 agentes indígenas de manejo ambiental (Alto e Médio Rio Negro, Xié e Balaio). Houve momento de debate da plenária para decisão do representante de cada microrregional. Os escolhidos como Agente do AIMAS foram Josiel Antônio Narciso_da ACIRX (Campinas Rio Xié), Edmar Miguel Brasão ACIBARN/ACIPK (Inambu), Marcelo Veloso Prado – AINBAL (Balaio).
Trajetória de vida dentro no movimento indígena
Orlando Baré, falou de sua breve trajetória de vida dentro do contexto do movimento indígena, ressaltando sobre os desafios dos povos indígenas, a presença dos professores e sua importância.
Orlando Melgueiro da Silva Baré – Técnico Pedagógico (GEEI/SEDUC). Foto: Irinelson Freitas – Comunicador indígena da Rede Wayuri
“… O ensino de qualidade é de ordem do governo, professores, educadores pais e mães não devem desanimar diante do estado para lutar por uma Educação, Ensino de Qualidade nas escolas públicas”. Afirma
Encaminhamento da Ata de Reunião de Adolescentes e Jovens Indígenas do Alto Rio Negro TI Cué Cué Marabitanas, TI Balaio. Encaminhamentos: 1º Encontro do Jovens e Adolescentes da CAIARNX, a ser realizado nos dias 06 a 08 de outubro de 2022, com objetivo: Promover a troca pluricultural de vivencia dos jovens indígenas com intuito de ressignificar a identidade Ancestral dos jovens e adolescentes da CAIARNX.
Desistência da Conselheira do Conselho Diretor e Comissão Fiscal, Elizângela da Costa, sendo substituída pela plenária, sendo indicado para substituição o senhor Sânzio Gomes Barbosa.
Foto: Irinelson Freitas – Comunicador indígena da Rede WayuriFoto: Irinelson Freitas – Comunicador indígena da Rede WayuriFoto: Irinelson Freitas – Comunicador indígena da Rede WayuriFoto: Irinelson Freitas – Comunicador indígena da Rede WayuriFoto: Irinelson Freitas – Comunicador indígena da Rede Wayuri
Escolha de 20 delegados (as) para participar da Assembleia Geral da FOIRN, que se realizar-se-á entre os dias 23 a 25 de novembro de 2022 na Comunidade Cartucho/Médio Rio Negro: 1- Ronaldo Melgueiro Ambrósio (Coord. CAIARNX), 2- Antônio Cândido Baltazar (Coord. CAIARNX), 3- Carlos Azevedo Alvarado (Coord. CAIARNX), 4- José Alberto Baltazar (Coord. CAIARNX), 5- Risomar Gomes Camico (OINV), 6- Rosane da Silva Barreto (CD/FOIRN), 7- Sânzio Gomes (CD/FOIRN), 8- Miguel Alemão Miranda (ACIARN), 9- Arlindo Martins Baltazar (ACIBARN), 10- Ana Gabriela Gregório Maquirino (AMIARN), 11- Gilmar Gomes Maia (OINV), 12- Elísio Pinto da Silva (AIDCC), 13- Lucilene A. Veloso (AMIBAL), 14- Valdino G. Marinho (ACIB), 15- Anildo Cândido de Oliveira (ACIRX), 16- Domingos Garrido Pinto (OCIARN), 17- Gentil Peres Marcelino (ACIPK), 18- Rafaela Sampaio (Rede de Jovens), 19- Kelson Evangelista Melgueiro (Rede de Jovens), 20- Hayla Camico Gomes (Rede de Jovens).
Escolha da delegação para Assembleia Extraordinária das Mulheres Indígenas do Rio Negro: 1- Elizângela da Silva Costa, 2- Fátima Garrido Gregório, 3- Laura Gaudêncio Batista, 4- Antônia Odete, 5- Ana Gabriela Gregório, 6- Gabriela Paula Pimentel, 7- Ruthiene Peixoto, 8- Lucilene Veloso, 9- Maria Aparecida Figueredo, 10- Anita Ramos Barreto.
Foto: Irinelson Freitas – Comunicador indígena da Rede Wayuri
Na comunidade de Romão do Rio Aracá, foi realizado a II Oficina de Fibras de Piaçava, organizado pela articuladora do Departamento de Adolescentes e Jovens do Rio Negro (DAJIRN/FOIRN), Sheine Diana, região da Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro (CAIMBRN), no período de 19 a 21 de agosto de 2022.
Foto: Raritom – Comunicador Indigena da Rede WayuriFoto: Raritom – Comunicador Indigena da Rede WayuriFoto: Raritom – Comunicador Indigena da Rede Wayuri
A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) apoia ações relacionadas ao artesanato indígena e seus diferentes produtos oriundos de matérias-primas como cipó, tucum, piaçava e outras fibras naturais; cerâmica tradicional; além de produtos alimentícios do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro.
Foto: Raritom – Comunicador Indigena da Rede WayuriFoto: Raritom – Comunicador Indigena da Rede WayuriFoto: Raritom – Comunicador Indigena da Rede Wayuri
Fortalecer a arte e a cultura é um dos projetos prioritários dos povos indígenas do rio negro. A importância de preservar as tradições culturais da comunidade e fortalecer a produção e comercialização do artesanato produzido nas aldeias foi definida como prioridade no Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) desenvolvido pela Associação e Organização representante do povo da Coordenadoria CAIMBRN.
Foto: Raritom – Comunicador Indígena da Rede Wayuri
O trabalho para incentivar o desenvolvimento sustentável dos povos indígenas é importante para demonstrar como as populações indígenas desempenham um papel fundamental na conservação de florestas, desenvolvendo atividades produtivas que contribuem para o fortalecimento de suas culturas, protegendo os recursos naturais e a biodiversidade em seus territórios. As atividades de produção sustentável também contribuem para fortalecer a autonomia dos povos indígenas na gestão e proteção de seus territórios, com a obtenção de renda para movimentar atividades das organizações indígenas.
O modelo de subsistência dos povos tradicionais tem base nos conhecimentos passados de geração em geração pelos ancestrais, que transmitiram através de lendas a necessidade de proteger o solo, já que é ele quem garante a sobrevivência do ser humano, possibilidade de crescimento econômico e provimento das necessidades básicas humanas sem o desgaste e poluição ambiental.