Na manhã de segunda feira (22), a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro realiza a reunião interinstitucional com instituições convidadas para tratar sobre a pauta Vestibular Indígena, Licenciatura Indígena, Cursos EAD, Pós Graduação, Vestibulares diferenciados e outros.
Estudantes entregando documento de reivindicação. Foto: ReproduçãoReitor recebendo o documento de demandas da formação Indígena. Foto: DECOM/FOIRNSylvio Puga e Marivelton Rodrigues Baré. Foto: DECOM/FOIRN
Na oportunidade o estudante entregaram documentos de reivindicação para o Reitor Sylvio Puga que esteve presente juntamente com a sua comitiva formada pela professora Iraildes Caldas Torres – Diretora do Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais (IFCHS), o coordenador da Licenciatura Indígena, Nelcioney Araújo e o diretor do Departamento de Articulação e Planejamento de Extensão (Darpex), professor Paulo Negreiros.
Participantes da reunião. Foto: DECOM/FOIRNParticipantes da reunião. Foto: DECOM/FOIRN
A Diretoria executiva da Foirn esteve representada pelo Presidente Marivelton Rodrigues Baré, Vice Presidente Nildo Fontes Tukano e Dário Casimiro Baniwa, Coordenadora do Departamento de Educação e Patrimônio Cultural da Foirn, Lorena Araújo Tariana, Articulador do Departamento de Adolescentes e Jovens do Rio Negro (DAJIRN), Hélio Gessem Lopes, Presidente da Fundação da União da Plurinacionalidade dos Estudantes Indígenas do Brasil, Arlindo Baré estudante da UNICAMP/SP.
Instituições que aceitaram o convite
Representantes das Escolas Estaduais, o Instituto Federal do Amazonas (IFAM), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Grêmio Estudantil, APMCs, COPIARN, APIARN e DSEI/ARN.
Edilson Martins do povo Baniwa, Doutor em linguística. Foto: DECOM/FOIRN
Edilson Martins do povo Baniwa, Doutor em linguística/IFAM, disse que há dez a nos atrás tudo era diferente, nunca se viu um reitor conversar com indígenas para ouvi-los e conhecer a realidade dos povos do alto rio negro, principalmente nesse momento difícil que as instituições estão passando, sem recursos financeiros.
“Esse diálogo das instituições (estadual e federal) é fundamental. Cada vez mais está se fortalecendo pela luta, fico muito feliz quando vejo um reitor chegar à minha região do Içana, dos Ianomami, não é fácil, a gente conhece tão bem a grandeza de nossa terra”. Completa.
Novos desafios
A comitiva do Reitor seguiu para a comunidade indígena Waruá com o tamanho de 1000 m², fica próximo ao município de São Gabriel da Cachoeira, acompanhada pela Coordenadora do Departamento de Educação e Patrimônio Cultural, Lorena Araújo, Coordenadora do departamento de Comunicação, representantes da APIARN e COPIARN, Presidente da Fundação da União da Plurinacionalidade dos Estudantes Indígenas do Brasil, Arlindo Baré.
Reitor e sua comitiva. Foto: DECOM/FOIRNLideranças da comunidade Waruá. Foto: DECOM/FOIRNConhecendo a comunidade. Foto: DECOM/FOIRN
A visita à comunidade foi com objetivo de ouvir os anseios do povo Daw, Hupda e Nadüb. Os moradores, professores da rede de ensino da Educação Municipal participaram da conversa onde os mesmo demandaram que seja implementado a licenciatura especifica para esse povo.
Arlindo Baré – Presidente da Fundação da União da Plurinacionalidade dos Estudantes Indígenas do Brasil. Foto: DECOM/FOIRN
A Universidade Federal do Amazonas (UFAM) em parceria com a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) realizam mais uma colação de grau dos professores indígenas no dia 20/08 (sábado), dessa vez no território Yanomami, especificadamente em Maturacá, no município de São Gabriel da Cachoeira – AM, formando 42 professores em Licenciatura Indígena: Políticas Educacionais e Desenvolvimento Sustentável.
Foto: Reprodução
O fato é inédito, agora, os yanomami fazem parte do grupo de povos indígenas que já acessam a educação de nível superior de qualidade e diferenciada, ofertada pela Ufam. No qual podemos citar os povos baniwa, os tukano e os de língua yêgatu (Baré), que também concluíram o curso nos meses de julho e agosto e tiveram suas cerimônias de colação de grau em terra indígena.
Foto: Reprodução
Esteve presentes nesta cerimonia a comitiva do reitor, professor Sylvio Puga, pela primeira vez em Maturacá, no qual a cerimonia foi realizada no ginásio Padre Antônio Góes, a diretora do Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais (IFCHS), professora Iraildes Caldas Torres, o coordenador da Licenciatura Indígena, Nelcioney Araújo e o diretor do Departamento de Articulação e Planejamento de Extensão (Darpex), professor Paulo Negreiros, representando o pró-reitor de Extensão, professor Almir Menezes. o comandante do 5º Pelotão Especial de Fronteira do Exército Brasileiro, tenente Celino também ocupou assento à mesa juntamente com o padre salesiano Raimundo Marcelo Cardoso Maciel, Dário Casimiro do povo Baniwa, diretor da Foirn, Lorena Araújo do povo Tariano – Coordenadora do Departamento de Educação e Patrimônio Cultural da Foirn. José Pereira Góes, da Associação dos Rios Cauaburis e Afluentes (AYRCA), a presidente da Associação das Mulheres Yanomami, Erika Vilela e os caciques Miguel Figueiredo e Antônio Lopes.
“Na prática, o desafio de implementar políticas voltadas a esses povos é do tamanho da nossa região. É difícil promover conhecimento de forma que as etnias não se desassociem da cultura, de seu valor de pertencimento étnico, de sua língua materna ao passo que se insira nos processos de aprendizagem”, Disse Sylvio Puga – Reitor da Ufam.
“Além da educação diferenciada, entendemos que o pleito de vocês vai muito além: saúde, agricultura ambientalmente responsável e espaço de fala onde a instrução científico tecnológica pode ajudá-los dentro do que nos compete e nós iremos ajudar a traçar essa caminhada”. Completou.
“Estou academicamente feliz por vê-las se emancipando o que também é resultado do que observemos como resultado do intervalo de tempo a contar de 1952. Mais recentemente, há 30 anos as terras yanomami foram demarcadas e vocês têm buscado equilibrar apoderamento diante do mundo e cultura. Hoje, vocês têm um novo capítulo, uma nova conquista, que é importantíssima: a educação. É a educação o grande movimento do desenvolvimento humano”. Afirmou Profª. Iraildes Caldas Torres – Diretora do IFCHS.
A mesma ficou feliz ao ver que dos 42 diplomas emitidos, 13 seriam conferidos a mulheres yanomami.
“Desejo sucesso ao que vocês se propuserem a fazer. Prossigam na caminhada e agreguem mais conhecimento em prol do desenvolvimento desta região da qual nos orgulhamos”. Disse tenente Celino – comandante do 5. Pelotão Especial de Fronteira do Exército Brasileiro.
O Diretor Dário Casimiro Baniwa, ressaltou no seu discurso o trabalho árduo que a FOIRN vem realizando há décadas, para que tudo isso pudesse acontecer e que vai continuar lutando pelos Direitos Indígenas e do bem estar dos povos indígenas do Rio Negro. O mesmo disse que quem ganha com o acontecimento é o povo indígena.
“Desde o início dos anos 2000 estamos nesta luta. Só em 2009 conseguimos consolidar esse objetivo de alcançar o ensino superior com um conteúdo que refletisse a nossa realidade. Em 2010 houve enfim a seleção e foi no ano de 2014 que a Licenciatura iniciou suas atividades, efetivamente. Nossa luta é árdua e de anos, não acabará. Hoje, contudo, é noite de celebração”. Completou.
No período de 16 a 20 de agosto de 2022 a Coordenadoria das Organizações Indígenas do Distrito de Iauaretê (COIDI), realiza a XIV Assembleia Regional Ordinária com o tema “Construção e Validação do Protocolo Geral de Consulta dos Povos e Comunidades Indígenas do Rio Negro da região da COIDI”, no Salão Paroquial da Paróquia São Miguel Arcanjo.
Elson Kene e Helio Gessem (DAJIRN) e Dadá Baniwa (DMIRN). Foto: Irinelson Freitas – Comunicador Indígena da Rede Wayuri.
As pautas da Assembleia foram a Introdução, histórico e conjuntura do protocolo de consulta dos povos indígenas do Rio Negro; Instâncias de governança da FOIRN e das Coordenadorias Regionais; Direito Fundamental à consulta e ao consentimento livre, prévio e informado; Constituição Federal, Direitos Indígenas e convenção 169 OIT; Exemplos de Protocolo de consulta elaborados; Trabalhos de Gts por calhas de Rio (Alto Rio Waupés, Médio Rio Waupés e Japú, Rio Papuri, Povo Hupdah, Iauaretê e Juventude – Grupo de alunos da sede) sobre os protocolos de consulta, quais os caminhos a percorrer, formas e locais de representação e tomadas de decisões locais; Consolidação do Protocolo de Consulta da COIDI; Bebida Alcoólica em Terras Indígenas, segundo a legislação Brasileira,Eleições 2022 – Campanha Indígena; Repasse sobre revalidação do Patrimônio Cultural IPHAN, Participação no projeto Parinã; Apresentação das atividades das associações de base por região; Debates e encaminhamentos das demandas; Apresentação DAJIRN; Apresentação DMIRN; Apresentação FIRN e departamento de negócios; Apresentação do Conselho de Líderes; Apresentação de Gestão Administrativa e financeira da coordenação regional – prestação de contas do Fundo Wayuri; Apresentação de atividades e informes da COIDI; Apresentação do planejamento de atividades a serem realizadas pela COIDI/FOIRN até dezembro 2022; Encaminhamento para Gt’s de discussão e elaboração de propostas de atividades, projetos e assuntos gerais para 2023 a 2024;
Foto: Irinelson Freitas – Comunicador Indígena da Rede Wayuri.
A Apresentação dos Grupos de trabalhos e Encaminhamentos sobre a pauta Introdução, histórico e conjuntura do protocolo de consulta dos povos indígenas do Rio Negro com o palestrante da assessoria Técnica do ISA, Renato Martelli. O mesmo ressaltou que foram elaborados dez PGTAs na região do Médio e Alto Rio Negro, tanto das Terras Indígenas como das Coordenadorias da FOIRN respeitando o recorte local e respeitando o recorte regional de cada coordenadoria. Os planos abrangem diferentes temas como Educação, Saúde, Comunicação, Associativismo, Demografia e trazem propostas e reivindicação para a governança indígena do território.
Jovens participando da Assembleia. Foto: Irinelson Freitas – Comunicador Indígena da Rede Wayuri.
Foram também apresentados os trabalhos referentes à elaboração dos protocolos de consulta realizados no Rio Negro, a Assembleia dos 25 anos da Organização OIBI foi o primeiro seminário de protocolo de consulta do Povo Baniwa realizada em julho de 2019. Houve então o Seminário inaugural da FOIRN em agosto de 2019 em São Gabriel da Cachoeira com 100 lideranças, Seminário da Regional do DIAWI’I em 2019 e a pauta ficaram em pausa devido à pandemia.
Em 2022 as etapas regionais foram retomadas através das assembleias regionais das Coordenadorias da FOIRN, com a etapa da CAIMBRN realizada em maio, a da NADZOERI em junho, a da DIAWI’I em julho e da COIDI agora em agosto e que será seguida pela última etapa regional, a da CAIARNX.
Rodrigo Oliveira, do Programa Xingu do Instituto Socioambiental (AS). Foto: Irinelson Freitas – Comunicador Indígena da Rede Wayuri.
A pauta sobre o Direito Fundamental à consulta e consentimento livre, prévio e informado; Constituição Federal, Direitos Indígenas e convenção 169 OIT, Rodrigo Oliveira, do Programa Xingu do Instituto Socioambiental (AS), ressaltou que trabalha na proteção de terras do Xingu, e já trabalhou assessorando os povos indígenas Munduruku no que se refere à construção de protocolo de Consulta.
O mesmo apresentou ainda sobre o que é a consulta prévia – Convenção Nº 169, onde diz quem é o responsável pela consulta, quais as medidas devem ser consultadas, portanto a consulta deve ser prévia e livre. A consulta deve ser informada, pois para decidir deve haver informação, o governo deve apresentar sobre o que vai causar na vida dos indígenas como, por exemplo, impactos ambiental, cultural, social, etc.
Janete Alves – Diretora da Foirn e de referencia da Coidi. Foto: Irinelson Freitas – Comunicador Indígena da Rede Wayuri.
O governo deve ouvir o conhecimento tradicional, a consulta deve ser de boa fé, Como deve ser realizada a consulta – O próprio povo decide diretamente, pois a consulta não é de qualquer jeito, sempre deve respeitar a organização social e política daquele povo, a consulta deve ocorrer dentro do território dos próprios povos indígenas, línguas, culturalmente adequado, respeitarem o calendário, respeitar a organização e a forma de tomada de decisão.
Foi formado 06 grupos de Trabalho para elaboração de propostas de protocolo de consulta, o Médio e Alto Rio Waupés, Igarapé Japú, Rio Papuri, Iauaretê, Juventude-grupo de alunos.
A equipe de assessoria técnica orientou os trabalhos de GTs. Durante a Assembleia foi apresentado o vídeo sobre modelos de protocolo de consulta de povos indígenas de outros estados, como instrumento para a defesa do território.
Renata Viera, Advogada – ISA.. Foto: Irinelson Freitas – Comunicador Indígena da Rede Wayuri.
A advogada Renata Viera resumiu sobre os protocolos de consulta.
“… são importantes porque no Brasil tem uma diversidade e como o governo vai conseguir falar com tantas línguas e como os povos se organizam. Portanto para ajudar o governo, é criando o protocolo, da forma de como cada povo é organizado, é algo que é feito no dia a dia, as formas tradicionais de liderança, é importante porque evita os conflitos internos, é criar consensos e entrar de acordo de como queremos ser consultados” Completa Renata Viera, Advogada – ISA.
Luciane Lima – Coord. Departamento de negócio socioambiental. Foto: Irinelson Freitas – Comunicador Indígena da Rede Wayuri.Alziney Castro – Assistente de Monitoramento – FIRN. Foto: Irinelson Freitas – Comunicador Indígena da Rede Wayuri.Rosane Cruz – Articuladora AIMAS. Foto: Irinelson Freitas – Comunicador Indígena da Rede Wayuri. Marivelton Rodrigues – Diretor Presidente da FOIRN. Foto: Irinelson Freitas – Comunicador Indígena da Rede Wayuri.Maria do Rosário – Coordenadora do Departamento de Mulheres (DMIRN). Foto: Irinelson Freitas – Comunicador Indígena da Rede Wayuri.Elson Kene – Coordenador do Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro (DAJIRN). Foto: Irinelson Freitas – Comunicador Indígena da Rede Wayuri.
Houve apresentação dos departamentos da Foirn, Luciane Lima – Departamento de negócio socioambiental, Maria do Rosário – Coordenadora do Departamento de Mulheres (DMIRN), Elson Kene – Coordenador do Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro (DAJIRN), Alziney Castro – Assistente de Monitoramento – FIRN, Marivelton Rodrigues – Diretor Presidente da FOIRN, Rosane Cruz – Articuladora AIMAS.
A Bebida Alcoólica em Terras Indígenas, segundo a legislação Brasileira – palestrante Drª Renata Vieira (ISA) e Chantelle Teixeira(CIMI) Fez um breve histórico que os indígenas eram escravizados, e depois os povos indígenas passaram a integrar a Amazônia brasileira, que o estado deixasse de ser indígena, para que o estado fosse de uma única nação, cultura e povo. Foi chamado como fase de tutela (SPI – Serviço de Proteção ao Índio), com a constituição de 1988 mudou a visão do estado Brasileiro.
Os povos indígenas passam a ser considerados de igual para igual. Respeitando as línguas, costumes, crenças, organização social etc. E apresentaram o estatuto do Índio (Lei Nº 6.001 de 19 de dezembro de 1973). Portanto resumiu-se que dentro dos territórios indígenas a maneira de organizar regras, fazer a gestão é autônoma e dentro desses espaços tem toda autonomia de restringir e fixar as regras.
Participação no projeto Parinã
Foi feito informes na participação por José Luis Teles, Margarida Maia, Maria Bonone. Projeto do ISA e acompanhamento com arqueologia.
Foi informado que é preciso fazer a comparação com a situação atual e ter voto e escolha consciente.
“Estamos com representações tudo sucateados. Por isso é importante fazer a reflexão consciente, analisar os programas de governo etc.” diz liderança indigena local.
Escolha de delegados para a Assembleia geral em novembro de 2022
Foi feito a escolha de 10 delegados para representar a coordenamdora na assembleia geral ordinária em novembro(Adilma Auxiliadora Lima Sodré, Oseias Barbosa Figueiredo, Margarida Sodré Maia, Arsenio Costa Ferraz, Jonni Carlos Valência Dias, Simão Pedro Pedrosa Campos, João Bosco da Silva Borero, Maria Cordeiro Vasconcelos, Vivaldo Melo Alvares, Marcelo Cordoba de Souza, Adenilza Lindalva de Souza Dias, José Luis Vieira Teles, José Maria Rorigues Fontoura, Fortunato Penedo Peres, Lucas Matos, Maria Socorro Almeida Fonseca, Maria Lucélia Araújo Alves, Judite Teixeira Almeida, Jonilson Alvares, Ezequiel Martins Leal)
Foto: Irinelson Freitas – Comunicador Indígena da Rede Wayuri
E para representar no XIII Encontro de Mulheres Indígenas no período de 17 a 19 de outubro 2022 foram escolhida 10 representantes de mulheres (Luz Marina Dias Figueira, Claudineide Vasconcelos Gama, Maria Josely Fontes Trindade, Gladis Samira Roque Rodrigues, Ademilda Lindalva de Souza Dias, Arcelina Boreiro da Silva, Maria Trajano Lima, Marilda Salete Muniz Dias, Veronica Sampaio Alves, Veronica Barreto.)
A equipe do IBGE se fez presente e apresentou-se informando sobre os trabalhos que serão realizados na região da COIDI, a equipe da FUNAI da Coordenação Local acompanhará nos trabalhos. As calhas de Rio a serem entrevistados serão a calha de Papuri e afluentes, Alto Uaupés e Médio. Esteve presente o Evaldo Alencar – CL FUNAI e Túlio Binott, Iana e Raquel Vasquez recenseadoras IBGE. Foi informado que a entrevista vai ser importante para que as famílias da sede e comunidades forneçam informações durante a entrevista e atualizar o sistema de dados de informações do IBGE.
Estiveram presentes representantes de Associações de Base da COIDI: ACIARP – Associação das Comunidades Indígenas do Alto Rio Papuri, ACIMRP – Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Papuri, ACIRWA – Associação das Comunidades Indígenas do Waupés, ONIARWA – Organização Indígena do Alto Rio Waupés, ACIMERWA – Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Waupés, ACIRJA- Associação das Comunidades Indígenas do Rio Japu , AMIDI – Associação das Mulheres Indígenas do Distrito de Iauaretê, AIAJI – Articulação Indígena de Adolescentes e Jovens de Iauaretê, CERCI – Centro de Revitalização das Culturas Indígenas de Iauaretê ( não teve representante) e ACII – Associação das Comunidades Indígenas de Iauaretê. E Associações de categorias: ASSEK, AITEP, ATIDI, AIESM, APCIESM, AMIARU, AILCTDI, APMC da Escola Tariana, Escola Cachoeira da Onça, e Conselho de Educação Escolar da Escola Estadual Indígena ‘’Pamuri Mahsã Wi’í, representantes de escolas, Grêmio estudantil, Rodrigo Magalhães de Oliveira, Renata Vieira e Renato Martelli da Assessoria do Instituto Socioambiental – ISA, Advogada do Conselho Indigenista Missionário – CIMI, Chantelle Teixeira, Irinelson Freitas – Comunicador Indígena da Rede Wayuri, Jovens Articuladores(a) Regionais – Josiane Pereira representante da Coordenadoria COIDI e Hélio Gessem Monteiro – representante coordenadoria DIAWI’I, Mª Edilene M. Meireles – secretária Executiva da FOIRN, professores(as) municipais, estaduais, alunos(as) e demais participantes, lideranças de abrangência da Coordenadoria COIDI.
Membros do Comitê Gestor e participantes, na casa dos saberes da FOIRN.
O comitê Gestor do Fundo Indígena do Rio Negro (FIRN) reuniu – se nesta terça feira (16) na maloca casa dos Saberes da FOIRN para avaliar e discutir o plano para o segundo ano de trabalho do projeto.
O Presidente do Comitê Gestor e Diretor Presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), Marivelton Rodrigues Barroso do povo Baré, presidiu esta reunião que teve a seguinte pauta, a Formação do Conselho Consultivo do FIRN, Repasse das principais discussões e encaminhamentos na reunião em Brasília entre ERN-FOIRN-FIRN-ISA (04/07/2022) e Apresentação de monitoria em projetos pelos técnicos do FIRN.
O Conselho Consultivo foi formado e aprovado pelos membros do Comitê Gestor e definida a primeira reunião do Conselho para o dia 17 de outubro de 2022, para definição e instalação dos membros do Conselho Consultivo do FIRN.
Marivelton Rodrigues, falou sobre os principais tópicos abordados na discussão durante a reunião com a Embaixada Real da Noruega (ERN) em Brasília no dia 04 de julho deste ano. A reunião que foi produtiva, e é importante a equipe executiva do FIRN ter esse contato com a ERN.
“A equipe do FIRN tem que cuidar do Fundo, ele é um precioso projeto da FOIRN. A monitoria tem que ser feita pela coordenadoria regional.” Afirma Marivelton Barroso – Diretor Presidente da Foirn.
A apresentação de monitoria dos projetos pelos técnicos do FIRN, foi dividido projetos por coordenadoria.
Coordenadoria das Associações Indígenas do Alto Rio Negro e Xié – CAIARNX (AMIARN, ACIARN e ACIB) – Josimara Oliveira – Gerente financeira.
Coordenadora das Associações Indigenas do Médio e Baixo Rio Negro – CAIMBRN (ACIMRN, ASIBA e KURIKAMA) – Mirian Brito – Assistente Financeiro.
Coordenadoria das Organizações Indigenas do Distrito de Iauaretê – COIDI (ASEKK, AMIDI e AMIARU) – Alziney Castro – Assistente de Monitoramento.
Coordenadoria das Organizações Indígenas do Tiquié, Uaupés e Afluentes– DIAWI’Í (ATRIART, OIBV e AMIRT) – Domingos Barreto – Gerente de Monitoramento.
Coordenadoria das Associações Baniwa e Koripaco – NADZOERI (ACEP, ACIRA e OCIDAI) – João Luiz – Assistente técnico de Gestão ISA/FOIRN.
“Vejo a importância das metodologias dos trabalhos, antes era os outros que faziam pelos indígenas. E hoje o indígena trabalha para o indígena, assessorando como os brancos faziam”. Disse Padre Justino Rezende.
Apresentação da estrutura e objetivos do Departamento de Negócios Socioambientais da FOIRN foi feito pela Luciane Mendes – Coordenadora do Departamento de Negócios e socioambiental, apresentou sobre os trabalhos realizados pelo departamento e os referidos setores relacionado aos negócios socioambientais, e um dos tópicos apresentados foi sobre o Turismo, PAB/PNAI, Arte Baniwa, Pimenta Baniwa, Mel de Abelha Nativas, Castanha do Uará, Frutas Secas, Cadeias do Artesanato, Casa Wariró e Cultura Indígena do Rio Negro.
O Cenaide Pastor – Articulador Negócios Socioambientais, apresentou os trabalhos e editais do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
A técnica de Turismo, Tífane Máximo apresentou sobre as estratégias de como promover ações de informações em relação à inciativas de turismos de base comunitária.
Marivelton Barroso comentou sobre a valorização do sistema agrícola e abordou sobre a apresentação da equipe da Luciane, e referiu sobre a construção e o plano estratégico.
“Devemos refletir, sobre o que devemos exercer no movimento Indígena. A FOIRN é reconhecida a nível nacional e internacional, assim como o parceiro ISA.” Completou Marivelton Barroso.
Esta reunião contou com a participação além dos membros do comitê gestor dos coordenadores de departamento técnicos e articuladores.
Belmira Melgueiro do povo Baré, Coordenadora do DMIRN,
Elson Kene do povo Baré, Coordenador Geral do DAJIRN;
Domingos Barreto do povo tukano, Gerente de Monitoramento do FIRN;
Josimara Oliveira do povo Baré, Gerente Financeira do FIRN,
Auxiliadora do Povo Daw, Presidente do Conselho Fiscal;
Nildo Fontes do povo tukano, Diretor da FOIRN;
Dário Casimiro do Povo Baniwa, Diretor da FOIRN;
Aloisio Cabalzar Coordenador Adjunto do ISA
Justino Rezende do povo Tuyuka, representante do REPAM;
Marivelton Barroso do povo Baré, presidente do Comitê Gestor e Diretor presidente da FOIRN.
Luciane Mendes do povo Tariana – Coordenadora do departamento de Negócios Socioambientais da FOIRN.
Andrea – Assessora do FIRN
Maria Hidelte AraújO do povo Tariana, secretária Administrativa da Associações/ FOIRN;
Alziney Castro do povo tukano, Assistente de Monitoramento do FIRN;
Rosane Gonçalves Cruz do povo Piratapuya, Articuladora de Referencia dos AIMAS,
Lorena Marinho de Araújo do povo Tariana, coordenadora do departamento de Educação e Patrimônio Cultural;
Gicely Caxias Ambrósio do povo Baré– Coordenadora do Departamento de Comunicação FOIRN.
Gilson C. Brazão Pascoal do povo Baré – Auxiliar de Comunicação.
Heraldina Machado do povo Desana, coordenadora Financeira da FOIRN;
Mirian Brito do povo Baré, como Assistente Financeira do FIRN;
Na comunidade Nazaré do Médio Içana I, foi realizado entre os dias 10 e 11 de agosto de 2022 a Assembleia Microrregional da Coordenadoria Nadzoeri, com objetivo de fortalecer Associações e comunidades do Médio Içana I.
Nesta Assembleia estiveram presentes os membros comunitários das sete comunidades da microrregião do médio Rio Içana I: Nazaré, Ambaúba, Castelo Branco, Belém, Taiaçu, Tunuí, e Vista Alegre no total de 122 participantes.
Também estiveram presentes representantes das associações: União das nações indígenas Baniwa-UNIB, -Associação Baniwa do Rio Içana e Cuiari-ABRIC, AAMI-Associação Artesãs das mulheres Indígenas do médio Rio Içana I, Plinio Guilherme Marcos – Secretário executivo financeiro da Organização Baniwa e Koripako – NADZOERI, equipe da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro-FOIRN, representado pelo diretor de referência da NADZOERI Dario Emilio Casimiro, Maria do Rosário Martins Piloto coordenadora do Departamento das Mulheres Indígena do Rio Negro (DMIRN) e Elson kene Angelino Cordeiro coordenador do Departamento de Adolescentes e Jovens (DAJIRN), e alguns Agentes Indígenas de Monitoramento Ambiental (AIMA), articuladores de Rede de Jovens, Mulheres e os Agente Indígenas de Saúde (AIS).
A assembleia decidiu extinguir as duas associações existentes no Médio Rio Içana e criar nova associação em abrangência nessa microrregião.
Ocorreu também a reestruturação da AAMI. O nome da associação passou a ser denominada Associação das Mulheres Indígena do Médio Rio Içana e Cuiari (AMIMIRC).
Para realização da eleição foi organizada uma comissão dirigida pela Maria do Rosário e Elson kene, e a composição da nova diretoria na qual João Garrido Andrade (Presidente com 47 votos), Dediel da Silva Ricardo (vice-presidente com 29 votos), Pedro André da Silva (1º secretário com 18 votos), Neuza Lisbão da Silva (2º secretário com quatro votos), Jorge Ariel Velásquez Garcia (1º tesoureiro com 02 votos), Geomara Gonçalves cardoso (2º tesoureira). E o conselho fiscal na qual Genilton da Silva Apolinario, Nilda josé da Silva e Tadeu Cardoso Garrido foram eleitos.
A associação denominada Associação das comunidades indígenas do Médio Rio Içana e Cuiari-ACIMIRC é aprovado pela assembleia no total de 50 votos.
Foto: Neide – Comunicadora Indígena da Rede Wayuri
A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), filiada a Coordenação das Organizações Indígena da Amazônia Brasileira (COIAB), participou da XIII Assembleia Geral Eletiva realizada pela COIAB, que aconteceu entre os dias 03 a 05 de agosto de 2022, na aldeia Manga, Terra Indígena Uaçá, no município do Oiapoque – Amapá. É realizada a cada quatro anos e foi prorrogada para acontecer em 2022 devido à pandemia causada pela COVID-19.
Contou com a participação da Delegação do alto rio negro (SGC): Marivelton Rodrigues Barroso – Diretor Presidente da Foirn; Nildo José Miguel Fontes – Diretor Vice Presidente da Foirn; Dário Emílio Casimiro – Diretor da Foirn; Sheine Diana Dias – Articuladora do DAJIRN; Belmira da Silva Melgueiro – Coordenadora do Departamento das Mulheres Indígenas do Rio Negro – DMIRN; Rosilda Maria Cordeiro da Silva – Coordenadora da Coordenadoria Regional DIAWI´I; Delegação do médio rio negro (SIRN): Adilson da Silva Joanico – Presidente da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro – ACIMRN; Carlos Alberto Teixeira Neri – Coordenador da Coordenadoria Regional CAIMBRN; Rariton Horácio de Souza; Joana da Silva Serrão; Eldenir dos Santos Bento; Gilce Guilherme França; e a Delegação do Baixo rio negro (Barcelos); Neide Dantas do Santos; Edinilza Amâncio Pinheiro Araújo; Marilene Gervásio Reis; Regivaldo Brandão Crescêncio; Jander Gomes Pinheiro e Cleidinaldo dos Santos Soares.
Mulheres Indígenas do Rio Negro. Foto: Reprodução
Além das plenárias sobre conjuntura política, movimento de mulheres indígenas da Amazônia e candidaturas indígenas, a assembleia foi um espaço para apresentação do balanço de atividades e avanços da coordenação da coordenação de 2017-2022.
Na noite do dia 04, foi apresentado o Fundo Podáali, desde a sua criação e linha do tempo de seus principais temas de atuação no seu processo de construção de equipe técnica, diretoria, e conselho. Na oportunidade se deu destaque também a outros fundos, como um deles o Fundo Indígena do Rio Negro (FIRN), executado na Federação em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA) e conta com o apoio da Embaixada Real da Noruega (ERN).
Com a finalização dos três dias de discussão, os conselheiros votaram na realização da próxima assembleia avaliativa, que acontecerá em 2024, em Roraima, e para a assembleia eletiva, que acontecerá no Tocantins, em 2026.
Durante a Assembleia . Foto: Reprodução
No total aproximadamente mil pessoas estavam presentes nesta Assembleia, informações segundo os dados da Secretaria da COIAB, 240 delegados dos nove estados da Amazônia Brasileira, além de convidados e apoiadores acompanharam atentos à apresentação.
A nova Coordenação Geral da COIAB foi eleita e os nomes com os respectivos cargos para a próxima gestão:
Toya Manchineri / AC – Coordenador Geral;
Alcebias Sapará / RR – Vice Coordenador;
Avanilson Karajá / TO – Primeiro Tesoureiro;
Dineva Kayabi / MT – Segunda Tesoureira;
Marciely Tupari / RO – Primeira Secretária;
Sérgio Galibi-Marworno / AP – Segundo Secretário.
E a representação da Coiab na Articulacao dos povos indigenas do Brasil – APIB ficou Kleber Karipuna e representação da Coordenadoria das Organizações Indígenas da Bacia Amazônia- COICA, Angela Kaxuyana.
A Delegação da FOIRN participou no último dia do IX ENEI, a fundação da União da Plurinacionalidade dos Estudantes Indígenas do Brasil que teve como Chapa Única tendo como tema: Plurinacionalidade na Universidade e no Brasil – Somos Fora Bolsonaro! Contra o Marco Temporal! Denunciamos Genocídio Indígena em todo Brasil.
Foto: Reprodução
Essa proposta nasceu da inspiração do Encontro Nacional dos Estudantes Indígenas, da ancestralidade e respeito a lideranças indígenas e intelectuais, assim como, para fortalecer os povos originários e estudantes indígenas presentes nas Universidades, sabendo que somente a organização, pode garantir as conquistas e garantias da permanência dos mesmos.
A nova diretoria é composta por 21 membros. Tendo como Presidente é do Rio Negro, Arlindo do povo Baré e a Vice – Presidente: Aline Kayapó
Na Sede Distrital de Pari Cachoeira, Alto Rio Tiquié, foi realizado a XI Assembleia Regional Ordinária da Coordenadoria DIAWI’I, com o tema: Validação do Protocolo Geral de Consulta dos Povos e Comunidades Indígenas da Coordenadoria DIAWI’I do Rio Negro nos dias 11 a 15 de julho de 2022.
A Assembleia durou cinco dias e contou com a participação de 225 delegados e delegadas representantes de cada uma das 03 microrregiões da Coordenadoria: Baixo Rio Tiquié / Baixo Rio Uaupés; Médio Rio Tiquié; Alto Rio Tiquié; assim como representantes do povo Hupd’äh e do povo Yupd’ëh.
Estavam presentes representantes de onze associações indígenas regionais: Associação das Mulheres Indígenas da Região de Taracuá (AMIRT), Associação das Comunidades Indígenas do Baixo Uaupés (ACIBU), Associação das Comunidades Indígenas do Médio Tiquié (ACIMET), Associação das Comunidades Indígenas do Rio Castanha (ACIRC), Três Tribos Indígenas do Igarapé Cucura (3TIIC), Associação Indígena de Desenvolvimento Sustentável Local (OIDSL), Organização Indígena de Bela Vista (OIBV), Coordenação Indígena de Pari Cachoeira (CIPAC), Associação das Mulheres Indígenas de Pari Cachoeira (AMIPAC), Associação das Comunidades Indígenas do Rio Umari (ACIRU), Associação das Tribos Indígenas do Alto Rio Tiquié (ATRIART).
A assembleia é iniciada com pauta: “Plenária de abertura da Assembleia”, na qual o vice-presidente da associação CIPAC, Anacleto Pimentel Gonçalves, realizou a leitura do edital de convocação da assembleia, seguido da retificação e aprovação da programação e respectivas pautas, bem como do acordo de convivência da assembleia.
Maximiliano Correa Menezes – Membro da Comissão Fiscal da FOIRN
O segundo dia de Assembleia iniciou – se com a pauta: “Linha do tempo da FOIRN, assim como sua estrutura organizacional de governança e suas conquistas ao longo dos seus 35 anos de existência”, apresentado pelo membro da Comissão Fiscal da FOIRN, Maximiliano Correa Menezes, apresentando a história da organização política dos povos indígenas, com todos os ciclos de exploração e também as lutas e processos de resistências dos povos do Rio Negro, até a fundação da FOIRN.
Renato Martelli – analista socioambiental (ISA)
A terceira pauta da Assembleia foi sobre a “Apresentação das associações de base da Coordenadoria DIAWI’I e da FOIRN”, apresentada por Renato Martelli. Logo após, passada à quarta pauta: “Elaboração e apresentação de demandas para as políticas públicas, ações prioritárias relacionadas à Educação Escolar Indígena e Apoio a Iniciativas Produtivas das comunidades”.
Elson Kene, representante do Departamento de Jovens e Adolescentes Indígenas do Rio Negro (DAJIRN), apresentou a estrutura funcional, ações prioritárias e também ações desenvolvidas. Ainda com relação ao DAJIRN, Hélio Monteiro Lopes, apresenta os avanços e dificuldades do Departamento. Em seguida, Alziney Resende de Castro, apresenta a estrutura de governança e gestão do Fundo Indígena do Rio Negro (FIRN), assim como seus objetivos e projetos que vêm sendo desenvolvidos, divididos em eixos temáticos (cultura, segurança alimentar, economia sustentável) por meio do FIRN neste último ano. Na sequência, Pastor Marcos Lima, apresenta o Departamento de Negócios Socioambientais, enquanto apoio e iniciativa de políticas públicas. Também apresenta a Coordenação Geral do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar, enquanto iniciativas produtivas das comunidades.
Nildo Fontes, diretor da Foirn, realizou a formação dos grupos de trabalho (Alto Rio Tiquié, Médio Rio Tiquié, Baixo Rio Tiquié e Baixo Rio Uaupés, Povo Hupd’äh e Povo Yupd’ëh) para análise da situação de cada associação indígena conforme as microrregiões, também foi selecionado delegado ou delegada representante para apresentar os avanços e desafios de cada associação. Na manhã do dia 13 de julho de 2022, às 08 horas da manhã, foi realizado o terceiro dia de Assembleia, iniciando a quinta pauta com a: “Apresentação do resultado dos Grupos de Trabalho”, de maneira que os delegados e delegadas representantes de cada microrregião apresentaram a situação atual das associações, com os avanços e pendências.
A quinta pauta da Assembleia, apresentada pelas advogadas, Renata Vieira (ISA) e Gisele Jabur (Observatório de Protocolos): “Legislação do Direito à Consulta e Consentimento Prévio, Livre, Informado, de Boa Fé e Culturalmente Adequado, e de Protocolos Comunitários de Consulta”. No período da tarde houve a exibição do filme documentário: “Protocolo de Consulta do Povo Kayapó”, o primeiro Protocolo de Consulta filmado no Brasil, sendo este o do povo Kayapó. Logo após as lideranças fazem comentários a respeito do vídeo documentário. E é debatida a sexta pauta: “Documento inicial do Protocolo de Consulta elaborado no ano de 2019 durante a oficina de Protocolos Comunitários de Consulta em Taracuá”, por Nildo Fontes.
A atividade do penúltimo dia de Assembleia foi com a discussão dos Grupos de Trabalho para consolidação do documento final para o Protocolo Geral de Consulta. Foi o resultado dos Grupos de Trabalho para consolidação do documento final para o Protocolo Geral de Consulta.
É formada Comissão de Revisão por Renato Martelli e Renata Vieira para analisar as minutas de protocolos de consulta elaborados pelos grupos de trabalho. As respostas que foram apresentadas pelos grupos de trabalho serão comparadas entre as respectivas microrregiões.
As respostas que foram apresentadas em consenso pelos grupos de trabalho serão consolidadas em um documento único para consolidação do Protocolo Geral de Consulta. As respostas que estejam apresentadas divergentes por alguns grupos de trabalho serão consolidadas em outro documento a parte, o qual no dia 15 de julho as microrregiões deliberaram e chegaram ao consenso sobre a inclusão destas questões na consolidação do Protocolo Geral.
Foi exibido filme documentário: “Protocolos de Consulta: Instrumento para a Defesa de Territórios e Direitos”.
No quinto e último dia de Assembleia foi feita a leitura do documento final pela Comissão Revisora. A última pauta da Assembleia é realizada com a apresentação e aprovação das propostas do Protocolo de Consulta por Anacleto Pimentel Gonçalves, a qual contou com orientações de assessoria jurídica.
A Plenária deliberou e votou por meio da contagem do levantamento de crachás das delegações. Ao final, foi aprovado por todas as delegações o “Protocolo Geral de Consulta dos Povos e Comunidades Indígenas da Coordenadoria DIAWI’I e do Rio Negro”.
Ressalta-se, ao fim, que durante toda assembleia houve a interpretação e esclarecimento das propostas e das deliberações à língua Tukano.
Encaminhamentos Gerais:
Ao final foram decididos encaminhamentos por deliberação da Assembleia:
Aprovação por todas as delegações do: “Protocolo Geral de Consulta dos Povos e Comunidades Indígenas da Coordenadoria DIAWI’I e do Rio Negro”;
Eleição do (a) articulador (a) regional do DMIRN. Essa eleição ocorrerá em um momento especifico das mulheres da coordenadoria.
Eleição do (a) articulador (a) do Departamento de Educação. Teve dois nomes indicados, porém não ficou definido ainda e que haverá definição em um momento especifico.
Papel do (a) articulador (a) regional do DAJIRN. O jovem Hélio eleito em assembleia dos jovens terá o trabalho de organizar a rede de jovens da região como também a rede de comunicadores que precisa ser fortalecido;
Indicação para filiação das associações AMIART e AEIKYB (Associação das Escolas Indígenas Kisib Yupuri Bu’u) à FOIRN. As duas associações farão parte da rede de filiados da coordenadoria que deverão ser parte da FOIRN.
A assembleia deliberou que a FOIRN deve Priorizar a Elaboração de um projeto ou plano de atividade que organizará ações junto aos povos de recente contato – Povo Hupd’äh e Povo Yupd’ëh;
Eleição/Indicação de delegados por associações para a participação da Assembleia Ordinária da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), foram indicados vinte delegados da DIAWI’I: Odilson Penha Almeida (ACIBU), Gianderson Junior Sampaio da Silva (ACIBU), Modesto da Silva Fernandes (AMIRT), Ozenete Lemos Castilho (AMIRT), Washington Luís Gonçalves (AMIRT), Edjenio de Jesus Costa Cabral (3TIIC), Abraão Bosco Marinho (ACIRC), Elclides Haquin Azevedo (ODSL), Ismael Pimentel dos Santo (ODSL), Ronaldo Arcanjo Peixoto (ACIMET), Vilmar Rezende Azevedo (ACIMET), Francinaldo Azevedo Lana (ODSL), Afonso Rezende Arantes (CIPAC), Geraldino Pena Tenório (ATRIART), Agostinho Paz Pimentel (OIBV), Bernadinho Sampaio Vaz (ACIRU), Rosamira Cordeiro Pedrosa (CIPAC), Maria da Glória Bastos (AMIART), Rosilda Maria Cordeiro da Silva e Evanilda Miguel Fontes (coordenadoras da coordenadoria DIAWI’I)
A atual equipe de coordenação da DIAWII juntamente com a diretoria da FOIRN deverá inserir nos novos projetos institucionais as questões e demandas levantadas nos GTs.
A equipe de coordenação da DIAWII, juntamente com diretoria da FOIRN deverá rever e rediscutir seu plano de trabalho para melhorar sua atuação.
Justificativa da ausência de alguns conselheiros do conselho diretor da coordenadoria.
Troca de delgado conselheiro (a) do CD da FOIRN. O Sr. Pascoal Ramos Pena foi substituído pelo Sr. Abraão Bosco Marinho. A senhora Cléia Brasil foi substituída pela senhora Ozinete Castilho.
Por causa da desistência do Senhor Estevão Pedrosa no cargo de coordenador regional do Médio Tiquié, o senhor Damásio Caldas Azevedo foi eleito para assumir esse cargo que completará o mandato.
Quando será quitada as pendencias de contribuições das associações ao fundo wayurí para quem não está em dia.
Situação de entrada ou casamento de um não indígena que mora em Santa Terezinha do Yawiari, e entrada de evangélicos no Cunurí Igarapé e Rio Ira. (Oficio elaborado ao Senhor José Francisco da Silva, aprovado para encaminhamento às instituições responsáveis)
Recebimento das contribuições de anuidades referente ao Fundo Wayurí para encaminhamento ao setor financeiro e emissão do respectivo comprovante de quitação pelas seguintes associações:
Recebimento das contribuições de anuidades para o Fundo FOIRN referente ao período de 2019 até o ano de 2022, para encaminhamento ao setor financeiro e emissão do respectivo comprovante pelas seguintes associações:
Compromisso das associações de quitação das contribuições de anuidades referentes ao Fundo FOIRN e Wayurí até o dia 20 de novembro de 2022, antes da Assembleia Geral da FOIRN;
Apresentação Cultural:
Na noite do dia 13, a equipe da coordenadoria Diawi’i ofereceu uma homenagem com uma noite cultural a Kerstin Plass, oficial de projetos da Aliança Pelo Clima (APC), uma das maiores e mais antiga financiadora da Federação representada anteriormente pelo saudoso João Kandler, ele faleceu na Áustria, ao lado da família, em 26 de novembro de 2021, aos 71 anos, após uma curta e grave doença, João ficou muito conhecido no Rio Negro a partir de suas várias viagens à região, seja sozinho para zelar pela parceria e os projetos conjuntos com a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) e o Instituto Socioambiental (ISA), seja acompanhado por outros representantes da Aliança pelo Clima, onde atuava, ou dos municípios austríacos que apoiam essa campanha.
A APC, fundada no início dos anos 1990 na Europa central, visa contribuir para conter as mudanças climáticas, ao mesmo tempo atuando em informação e educação para práticas sustentáveis ambientalmente na Europa e apoiando povos indígenas da América do Sul na proteção de seus territórios contra as pressões predatórias. É formada por uma rede de municípios, atualmente presente em 27 países. Clique aqui para saber mais.
Kerstin acompanhou toda a Assembleia pela primeira vez na região do Rio negro, apresentaram danças tradicionais e entrega das lembranças feitas em artesanatos da região da coordenadoria. Na ocasião, Plass entregou 04 kit de lâmpadas solares para os coordenadores das microrregiões.
Participaram da assembleia representante das seguintes instituições: Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), através do diretor vice-presidente da FOIRN e diretor de referência da Coordenadoria DIAWI’I, Nildo José Miguel Fontes, Elson Kene Angelino (Coordenador Geral do Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro – DAJIRN), Cenaide Pastor Lima (Departamento de Negócios Socioambientais da FOIRN), Alziney Rezende (Assistente Administrativo de Monitoramento do Fundo Indígena do Rio Negro) e Emilene Lizardo (Secretária); O Instituto Socioambiental (ISA) através do Mauro Monteiro Pedrosa (fotógrafo), Dagoberto Lima Azevedo (assessor técnico), Renato Martelli (analista socioambiental), Renata Vieira (advogada) e Marina Spindel (assessora técnica); Observatório de Protocolos Comunitários representado pelas advogadas Gisele Jabur e Julia Coimbra; Aliança pelo Clima representado por Kerstin Plass.
A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) realizou a Oficina de Salvaguarda do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro (SAT – RN) em parceria com o Instituto Histórico do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), contou com o apoio do Museu da Pessoa, Instituto Socioambiental (ISA), ForEco/RFN, NIA TERO e Prefeitura Municipal de São Gabriel da Cachoeira.
O Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro é entendido como um conjunto estruturado, formado por elementos interdependentes como as plantas cultivadas, os espaços, as redes sociais, a cultura material, os sistemas alimentares, os saberes, as normas e os direitos. As especificidades do Sistema são as riquezas dos saberes, a diversidade das plantas, as redes de circulação, a autonomia das famílias, além da sustentabilidade do modo de produzir que garante a conservação da floresta.
Os povos indígenas que habitam a região ao longo da calha do rio Negro detêm o conhecimento sobre o manejo florestal e os locais apropriados para cultivar, coletar, pescar e caçar, formando um conjunto de saberes e modos de fazer enraizados no cotidiano. O Sistema acontece em um contexto multiétnico e multilinguístico em que os grupos indígenas compartilham formas de transmissão e circulação de saberes, práticas, serviços ambientais e produtos. É possível identificá-lo, uma vez que ele é elaborado, constantemente, pelas pessoas que o vivenciam. Clique aqui para saber mais.
No período de 17 a 20 de julho de 2022, a oficina contou com a participação da Diretoria executiva e de coordenadores dos Departamentos da FOIRN, Representantes de Associações, convidados e lideranças Indígenas.
A oficina teve como objetivo a construção de forma participativa para o inicio do mapeamento de lugares de concentração e ocorrência das práticas tradicionais, memórias sociais associados aos valores e referências culturais que constam no dossiê de registro associados ao SAT-RN. Através da metodologia de Cartografia social, serão coletados depoimentos, desenhos e imagens produzidos pelos detentores como forma de representação e documentação das práticas tradicionais situadas na poligonal de registro. Além de ser uma importante oportunidade para o processo de continuidade de documentação e conhecimento sobre o bem, a oficina retroalimentará dados que potencializarão o fomento de ações de salvaguarda posteriormente.
Carlos Nery – Coordenador da Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro (Caimbrn), falou sobre o Patrimônio Cultural do Rio Negro e sobre conhecimento tradicional, e que os jovens precisam estudar mais sobre PATRIMÔNIO CULTURAL.
No encerramento da oficina, houve a entrega de certificados de participação para todos que estiveram presentes nestes quatro dias de muito aprendizado e troca de conhecimento.
Os Instrutores da Oficina foram Mauro Menezes e Jorge Garcia da Superintendência do IPHAN, Rosana Miziara – Relações Institucionais e Governamentais do Museu da Pessoa e Henrique Miceli – Unidade Parque Nacional Pico da Neblina/ICMBIO e a diretoria executiva da Foirn Janete Alves Desana e Dario Casimiro Baniwa.
Oficial de Projetos da Aliança Pelo Clima – APC Kerstin Plass e o Diretor Presidente da FOIRN foram recepcionados pela equipe da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (ACIMRN), Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e do Baixo Rio Negro (CAIMBRN), em Santa Isabel do Rio Negro na quinta feira, 7 de julho, com um jantar regional juntamente com as organizações indígenas e os parceiros locais que estiveram presentes para o primeiro diálogo de apresentação (IDAM, Prefeitura Municipal de SIRN, DSEI Yanomami, SECOYA, DSEI/Alto Rio Negro e FUNAI).
As frutas Banana, abacaxi, cubiu, açaí, cupuaçu, macaxeira, cará, tapioca e muito mais, a diversidade de alimentos produzidos por agricultores indígenas na região do Rio Negro, no Amazonas, está presente na Iwaita Ruka (Casa das Frutas) Produto do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro, projeto desenvolvido pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA), para o beneficiamento desses produtos. A unidade, localizada em Santa Isabel do Rio Negro, está em fase final de testes e recebeu nesta sexta-feira, 8 de julho, a visita de Kerstin Plass, Coordenadora do Programa Rio Negro da Aliança pelo Clima, uma das principais entidades parceiras da Casa de Frutas, e do presidente da FOIRN, Marivelton Barroso, do povo Baré, que acompanhou a visita.
Kerstin disse que foi surpreendente estar em Santa Isabel e poder visitar um dos projetos financiado por eles e, de também experimentar as frutas que a técnica de produção Ilma nery e Daniela Alcântara auxiliar de produção estão fazendo os testes para o aprimoramento dos produtos que estão sendo processados na casa, Kerstin experimentou diversas frutas que já foram processadas (banana pacovan, banana comprida, cubio, Açaí, derivados da mandioca tapioca e bejú-cica, e barra de Açai com banana pacovan).
Estiveram acompanhando a visita, João Gabriel (Acessor/ISA), Marivelton Barroso Diretor Presidente da FOIRN e de referência da coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e do Baixo Rio Negro (CAIMBRN), Deivison Murilo Cardoso – Gerente da casa De frutas, Ilma Neri Técnica de Produção, Daniela Alcântara – Auxiliar de Produção, a Diretoria da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (ACIMRN) Adilson Joanico- Presidente, Eliezer Sarmento – Tesoureiro, Elder Santos – Secretário.
Gerente da Casa das Frutas e auxiliar de produção entregando Lembrancinha para Kerstin.
Nesta visita a técnica de produção Ilma Neri apresentou a casa desde a fase de entrada dos funcionários, estoque das frutas recém chegadas, processo de lavagem e descarte dos que não vão servir, ala de processamento de despolpagem e secagem das frutas nas desidratadoras. João Gabriel completou a apresentação descrevendo cada um dos equipamentos que já se encontram na casa instalados e funcionando (máquina de processamentos da cana de açúcar, fogão para esterilizar os derivados da mandioca e outros, freezer para conservarem as polpas de frutas, e as desidratadas que por sua vez são duas, uma de uso com gás que já está em funcionando e outra em fase de testes por ser de uso com energia sintética e solar, ainda falta instalar as drenagem para entrar em funcionamento e testes.
A Kerstin sentiu – se feliz e honrada de conhecer e experimentar as frutas que por sua vez continua sendo produzidos de forma tradicional pelospovos indígenas de várias culturas.
“Hoje eu fui visitar a casa de frutas aqui em Santa Isabel, conheci a estrutura que foi estabelecida aqui junto a FOIRN e o ISA, achei muito profissional, muito bem estruturado, vocês vão ter uma possibilidade muito variada de fazer uma cadeia de produtos, achei muito boa a ideia de trazer produtos dos agricultores locais para agregar mais um valor, para criar uma fonte de ingresso de certa maneira para a região, para a cidade também e para os produtores, acho importante também que o resto da região e do Brasil, que em algum momento no futuro vai ter a possibilidade de exportar os produtos para o resto do Brasil, agregar um valor aos produtos, a produção de pequena escala, aos produtores, valorizar seu trabalho. Então eu, desde o início gostei muito da ideia, também de como criar um novo produto, de forma contemporânea, moderna, assim como a fruta desidratada, talvez não é tão comum aqui nessa região, mas que pode agregar mais um valor, muito interessante isso ’’. Afirma Kerstin Plass.
A Casa de Frutas é gerida e movimentada por indígenas e recebe alimentos produzidos nas roças tradicionais da região, seguindo o Sistema Agrícola Tradicional (SAT) do Rio Negro, reconhecido como patrimônio cultural do Brasil.
Assessor técnico do Projeto Cadeias de Valor do ISA, João Gabriel Raphaelli explica que o processo está em fase final de testagem, sendo que já foram feitas produções de alimentos como chips de cará e mandioca, frutas secas, granola do Rio Negro, polpa de cupuaçu, farinha de banana.
“Esse projeto valoriza a diversidade das espécies – há roças, por exemplo, que têm cinco variedades de maniva e sete tipos de banana. Além disso, no processo que tornou o Sistema Agrícola do Rio Negro (SAT-RN) patrimônio cultural, está prevista como salvaguarda a criação de alternativas para retorno financeiro, possibilitando a manutenção do sistema. A Casa de Frutas é uma dessas salvaguardas”, explica.
O objetivo é que todas as comunidades de Santa Isabel possam fornecer alimentos na Casa de Frutas. Após o beneficiamento, os produtos passam a ter maior facilidade de escoamento. Entre as possibilidades de mercado consumidor está a cadeia de turismo de base comunitária que vem sendo desenvolvida na região.
Comunidade AruráComunidade Cartucho
Kerstin Plass também visitou projetos desenvolvidos em São Gabriel da Cachoeira (AM), como a Casa de Pimenta localizada na comunidade Yamado. Ela também foi a uma roça de pimenta na comunidade Boa Vista. No trajeto entre São Gabriel e Santa Isabel, ela conheceu as comunidades de Arurá e Cartucho, onde experimentou pratos típicos, como quinhapira, xibé, bejú, entre outros. Em Cartucho, ela também pôde assistir a uma apresentação cultural intitulada MANIAKA MURASI (Dança da Mandioca).
Texto: Raritom Horáricio – Comunicador Indígena da Rede Wayuri e Ana Amélia – Jornalista do ISA.
Imagem: Reprodução
Edição e Revisão: Gicely Caxias – Coordenadora do Departamento de Comunicação da FOIRN e Marivelton Rodrigues – Diretor Presidente da FOIRN.