Tag: São Gabriel da Cachoeira

  • Novo anexo da FOIRN prestes a ser inaugurado!

    Novo anexo da FOIRN prestes a ser inaugurado!

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN, possui 36 anos de uma longa trajetória de atuação em defesa dos direitos dos povos indígenas da Amazônia, especialmente no território do Rio Negro. Sua atuação é pautada pela defesa da autonomia desses povos, bem como pela busca de soluções sustentáveis para o desenvolvimento da região.

    Entre as iniciativas promovidas pela FOIRN, destacam-se:

    • Fortalecimento da organização dos povos indígenas: a FOIRN busca fortalecer as organizações indígenas locais, promovendo a participação ativa dos povos na definição de políticas públicas e na gestão dos seus territórios.
    • Conservação da biodiversidade: a FOIRN atua em parceria com outras organizações e instituições para promover a conservação da biodiversidade da Amazônia, por meio de iniciativas de manejo sustentável dos recursos naturais e de valorização dos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas.
    • Fortalecimento da cultura e da identidade indígena: a FOIRN valoriza a cultura e a identidade dos povos indígenas da Amazônia, promovendo iniciativas que visam a preservação das suas tradições, línguas e modos de vida.
    • Defesa dos direitos territoriais: a FOIRN atua na defesa dos direitos territoriais dos povos indígenas, lutando contra a invasão e a exploração ilegal de suas terras, bem como na promoção do reconhecimento e da regularização das suas terras ancestrais.
    • Fortalecimento da comunicação, educação e valorização da saúde indígena: a FOIRN desenvolve projetos voltados para o fortalecimento da comunicação, educação e a saúde dos povos indígenas do Rio Negro, buscando garantir o acesso a serviços de qualidade com novas tecnologias e valorizando os conhecimentos tradicionais de cada povo.

    A parceria com a Fundação Nia Tero, a Embaixada Real da Noruega e Aliança Pelo Clima tem sido fundamental para esse fortalecimento. A Fundação Nia Tero, uma organização sem fins lucrativos que trabalha em parceria com povos indígenas em todo o mundo, tem fornecido apoio financeiro e técnico à FOIRN. Esse apoio tem permitido que a organização desenvolva projetos importantes nas áreas de comunicação, educação, meio ambiente e preservação da cultura indígena.

    A FOIRN reconhece a importância dessas parcerias para a continuidade de suas atividades em defesa dos direitos dos povos indígenas e agradece à Fundação Nia Tero, à Embaixada Real da Noruega (ERN) e à Aliança Pelo Clima (APC) pelo apoio contínuo e dedicado à causa indígena.

    O novo espaço acomodará a presidência e a gestão administrativa de projetos, juntamente com a Casa de Produtos Indígenas do Rio Negro. A equipe técnica de trabalho também será alocada, proporcionando um local para receber lideranças que apresentam projetos e financiamentos. Além disso, a unidade de processamento da Casa Wariro estará em pleno funcionamento neste novo espaço.

    Os povos indígenas do Rio Negro, representados pela FOIRN, defendem a autonomia e buscam iniciativas que promovam o desenvolvimento sustentável de acordo com as demandas e particularidades da região amazônica.

    O apoio da Fundação Nia Tero, da Embaixada da Noruega e Aliança Pelo Clima, tem sido fundamental para o fortalecimento institucional e estrutural da FOIRN. Essas parcerias são essenciais para que a organização continue avançando em seu papel vital na proteção dos direitos e interesses dos povos indígenas na Amazônia e no Rio Negro.

  • Foirn e Superintendência do Banco do Brasil, tratam sobre as melhorias nos atendimentos da agência em São Gabriel da Cachoeira-AM

    Foirn e Superintendência do Banco do Brasil, tratam sobre as melhorias nos atendimentos da agência em São Gabriel da Cachoeira-AM

    Nesta sexta feira, 06, Marivelton Baré, diretor presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) reuniu- se com a superintendência do Banco do Brasil em Manaus para discutir diversas demandas e reivindicações da população indígena, que incluí melhorias no atendimento das agências do Banco do Brasil em relação às ordens do exterior e com a população indígena do Rio Negro.

    Foto: Reprodução

    “Na reunião realizada na superintendência do Banco do Brasil, discutimos diversas situações e ordens relacionadas às nossas demandas. Uma novidade importante é que teremos uma pessoa dedicada às relações exteriores para nos apoiar sempre que precisarmos, garantindo um contato direto e eficiente.” Disse Marivelton Baré.

    Ao abordar a necessidade de intérpretes e ativações dos caixas nos Distritos, o objetivo é garantir que os indígenas tenham acesso facilitado aos serviços do banco.

    Além disso, discutiu-se o apoio a novas iniciativas voltadas para as comunidades indígenas, visando promover o desenvolvimento econômico e social das mesmas.

    Outro ponto destacado nas discussões foi a regularização das associações indígenas. O objetivo é ajudar na abertura de contas bancárias para essas associações, o que facilitaria a gestão financeira e a transparência dos recursos utilizados. Além disso, a regularização dos processos dessas associações é fundamental para que elas possam receber apoio financeiro e legal.

    Essas ações e discussões visam contribuir para a inclusão financeira das comunidades indígenas, promovendo o acesso aos serviços bancários e o desenvolvimento socioeconômico dessas populações.

    Ao final da reunião, ficou acordado que a FOIRN e a superintendência do Banco do Brasil em Manaus irão trabalhar em conjunto para viabilizar as demandas apresentadas. A expectativa é de que essas medidas contribuam para a melhoria do atendimento bancário e a inclusão financeira das comunidades indígenas do Rio Negro.

    Em novembro, a FOIRN receberá a  visita da superintendência do Banco do Brasil no município de São Gabriel da Cachoeira, esta visita demonstra o interesse da instituição em fortalecer a parceria e mostrar comprometimento com as demandas e necessidades dos povos indígenas do Rio Negro.

    Foto: Reprodução

    Esse tipo de apoio é essencial para o desenvolvimento e fortalecimento das comunidades indígenas, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e preservação de sua cultura. A visita formalizada indica uma postura mais sólida e comprometida da instituição financeira em relação às comunidades indígenas, o que é positivo e pode trazer benefícios significativos para essas populações.

  • FOIRN retoma parceria com a UNICEF para proteção das mulheres indígenas de Maturacá e do Rio Negro

    FOIRN retoma parceria com a UNICEF para proteção das mulheres indígenas de Maturacá e do Rio Negro

    No último dia 05/10, o diretor presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), Marivelton Baré participou da reunião com a UNICEF para tratar da parceria na proteção e o bem-estar das mulheres indígenas, com um foco específico em Maturacá e em outras regiões do Rio Negro.

    Durante a reunião, Marivelton, enfatizou a importância de garantir a proteção e o bem-estar das mulheres indígenas, que enfrentam desafios específicos devido à sua vulnerabilidade e marginalização na sociedade. Ele destacou a necessidade de abordar questões como violência de gênero, acesso à saúde e educação, empoderamento econômico e direitos reprodutivos das mulheres indígenas.

    A FOIRN busca ativamente parcerias com organizações como a UNICEF para fornecer suporte e recursos necessários para abordar essas questões. Durante a reunião, foram discutidas possíveis ações e programas conjuntos para combater a violência de gênero, promover a saúde e a educação das mulheres indígenas e capacitar as comunidades locais.

    Marivelton Baré ressaltou a importância de envolver e ouvir as comunidades indígenas para identificar as necessidades específicas e desenvolver soluções eficazes. Ele enfatizou a importância da sensibilização e educação sobre os direitos das mulheres indígenas, bem como a necessidade de fortalecer as lideranças femininas e promover sua participação ativa nas decisões que afetam suas vidas.

    A reunião com a UNICEF foi vista como um passo importante na busca por parcerias e ações conjuntas para garantir a proteção e o bem-estar das mulheres indígenas na região de Maturacá e em outras áreas do Rio Negro. A FOIRN continua comprometida em defender os direitos das comunidades indígenas e trabalhar para melhorar suas condições de vida.

    Além disso, se demandou a solicitação de apoio de 185 kits de equipamentos para os agentes de saúde poderem realizar seu trabalho. Também está planejada a construção de duas Unidades Básicas de Saúde Indígena, com instalações de estação de água potável, em parceria com que segue em diálogo com o DSEI Yanomami e UNICEF.

    Também está previsto viabilizar apoio para trabalho com os parentes Hupda da região. Isso pode incluir programas de desenvolvimento sustentável, educação, saúde e preservação cultural, entre outros.

    O objetivo é promover o bem-estar e preservar a cultura e os direitos dos parentes Hupda, garantindo que eles possam viver em harmonia e prosperidade.

    O Instituto Amazônia WasÚ também está envolvido neste trabalho, que é uma organização sem fins lucrativos que trabalha em prol da conservação e preservação da Amazônia. A instituição está envolvida em diversas iniciativas relacionadas à proteção da floresta amazônica, incluindo ações de pesquisa, educação ambiental e desenvolvimento sustentável.

    o Instituto Amazônia Wasú estará colaborando para a implementação de estratégias de proteção e bem-estar das mulheres indígenas, colaborando com serviços de saúde, educação e formação, apoio psicossocial e estímulo ao empoderamento das mulheres indígenas. O objetivo é fortalecer suas comunidades e proporcionar-lhes melhores condições de vida e bem-estar.

    É importante ressaltar que a UNICEF também tem um projeto chamado NUCA (Núcleo de Cidadania dos Adolescentes), em parceria com a prefeitura de São Gabriel da Cachoeira, através da Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer (SEMJEL).

    O projeto busca garantir que crianças e adolescentes sejam ouvidos e tenham voz ativa nas políticas públicas que afetam suas vidas. Para isso, são realizadas consultas e pesquisas com esse público, bem como a criação de espaços de participação, como conselhos e fóruns de adolescentes.

    Com essa parceria, deve fortalecer as ações já existentes voltadas para a garantia dos direitos de crianças e adolescentes, promovendo um ambiente mais inclusivo e participativo para essa população.

  • FOIRN em diálogo com o vice presidente da República na visita ao estado do Amazonas

    FOIRN em diálogo com o vice presidente da República na visita ao estado do Amazonas

    Nesta Quarta-feira (04/10), o diretor presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) Marivelton Baré, o vice-presidente da República, os ministros e ministras e deputados federais se encontraram para um diálogo que teve como objetivo discutir sobre as prioridades e apoio para a região do Rio Negro.

    Foto: Reprodução

    A FOIRN recebeu elogios pelo belíssimo trabalho que a organização vem executando e atuando em prol das comunidades no qual é representante legitima dos 23 povos indígenas do Rio Negro.

    Na oportunidade, Marivelton Baré cobrou sobre o reforço da segurança no território. Pois nos últimos meses, foi notado aumento da criminalidade nas áreas mais afastadas, e isso tem preocupado bastante os moradores. O mesmo pediu para que se fizesse o possível para estabelecer medidas para garantir a segurança da população.

    Vice Presidente Alckmin compreendeu a preocupação das lideranças indígenas. Pois a segurança é um assunto de extrema importância em qualquer região do país. Ele se comprometeu em analisar detalhadamente a situação para trabalhar em conjunto com as autoridades locais para melhorar a segurança no território do Rio Negro. E informou que vai destinar recursos para fortalecer as forças de segurança presentes na região.

    Outra questão que o Marivelton Baré abordou, foi sobre a questão das ameaças da estiagem da seca. Como sabemos, o Rio Negro é uma das principais fontes de água para a região, e a redução do seu volume pode trazer consequências graves para a população local. Porta tanto questionou se há alguma medida emergencial que o governo federal possa adotar para garantir o abastecimento de água durante esse período.

    E o Vice Presidente Alckmin disse que a estiagem e a falta de água são problemas sérios e merecem toda a atenção. Informou que vai dialogar com os órgãos responsáveis pelo abastecimento de água e saneamento básico para verificar quais medidas emergenciais podem ser adotadas durante a seca.

    Presidente da FOIRN, disse aguarda retorno às demandas apresentadas, e que acredita que, juntos, será encontrado soluções para enfrentar esses desafios. E que essas que ações possam beneficiar toda a população do território do Rio Negro.

    Diálogo com as Ministras Marina Silva e Sônia Guajajara

    Durante a conversa, o diretor presidente da FOIRN discutiu questões relacionadas ao meio ambiente e à proteção dos direitos dos povos indígenas. Foi compartilhado preocupações sobre o aumento do desmatamento na região amazônica e a necessidade de medidas mais efetivas para combater essa problemática.

    Marina Silva, Ministério do Meio Ambiente, destacou a importância da conservação da floresta amazônica e ressaltou a necessidade de fortalecer as políticas de preservação ambiental. Ela enfatizou a importância de envolver ativamente as comunidades indígenas na proteção e gestão dos recursos naturais, reconhecendo seu conhecimento tradicional e sua relação ancestral com o ambiente.

    Sônia Guajara, Ministério dos Povos Indígenas, expressou a preocupação com o aumento dos conflitos territoriais e a violação dos direitos dos povos indígenas. Ela destacou a importância de garantir a demarcação e proteção das terras indígenas, bem como o acesso a serviços básicos, como saúde e educação de qualidade.

    Durante a conversa, foram discutidas possíveis estratégias para fortalecer a parceria entre os ministérios e a FOIRN, visando à proteção da Amazônia e dos povos indígenas do Rio Negro. O diretor presidente da FOIRN ressaltou a importância do diálogo contínuo e da colaboração conjunta para enfrentar os desafios ambientais e sociais na região.

    Ao final da reunião, ficou acordado que seriam realizadas ações conjuntas, como a promoção de campanhas de conscientização e educação ambiental, além do fortalecimento das políticas públicas voltadas para a proteção dos povos indígenas e do meio ambiente na região amazônica.

  • FOIRN cede espaço para Ponto de Inclusão Digital da Justiça do Trabalho, visando expandir o acesso à justiça na região.

    FOIRN cede espaço para Ponto de Inclusão Digital da Justiça do Trabalho, visando expandir o acesso à justiça na região.

    A iniciativa da FOIRN em ceder espaço para o Ponto de Inclusão Digital da Justiça do Trabalho é extremamente importante para a região, pois visa promover a inclusão digital e ampliar o acesso à Justiça para a população local. Além disso, essa ação também traz outros benefícios, tais como:

    • Oportunidade de acesso aos serviços da Justiça do Trabalho de forma mais fácil e rápida;
    • Possibilidade de atendimento remoto, o que é especialmente importante nesta região de difícil acesso.
    • Acesso a informações importantes sobre direitos trabalhistas e outras questões jurídicas, o que pode ajudar a empoderar a população local;
    • Fortalecimento da cidadania e da democracia, uma vez que o acesso à Justiça é um direito fundamental e essencial para a garantia dos direitos individuais e coletivos.

    Dessa forma, a iniciativa da A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN ) que faz parte da Jurisdição da Vara do Trabalho de Presidente Figueiredo, deve ser reconhecida como um passo importante na direção de uma sociedade mais inclusiva e justa, onde todos os cidadãos tenham acesso aos serviços e informações necessários para a defesa de seus direitos.

    O Ponto de Inclusão Digital (PIDI) é resultado de uma parceria realizada entre o TRT-11, por meio do desembargador presidente Audaliphal Hildebrando da Silva, e do juiz titular da Vara do Trabalho de Presidente Figueiredo, Sandro Nahmias Melo, com a FOIRN, por intermédio do presidente da Federação, Marivelton Rodrigues Barroso.

    É muito importante que a Justiça do Trabalho esteja presente em todo o território nacional, garantindo que todos os trabalhadores tenham acesso aos seus direitos e possam ser amparados pela lei em caso de violações trabalhistas. Em São Gabriel da Cachoeira, a presença da Justiça do Trabalho se dá por meio do Ponto de Inclusão Digital, que foi instalado em parceria com a FOIRN.

    Os PIDs são espaços de conectividade com a internet, equipados com notebooks e outras ferramentas de TI, onde serão prestados serviços públicos judiciais, especialmente nas localidades onde não exista uma Vara do Trabalho. Essa iniciativa é fundamental para garantir que os trabalhadores indígenas e de outras comunidades remotas tenham acesso à justiça de forma eficiente e rápida.

    A colaboração entre o TRT-11, a Vara do Trabalho de Presidente Figueiredo e a FOIRN é um excelente exemplo de como o poder público e a sociedade civil podem se unir para promover o acesso à justiça e os direitos trabalhistas. É fundamental incentivar e criar novas parcerias como esta para que mais trabalhadores possam ser beneficiados.

    A iniciativa mencionada acima é um bom exemplo de como a colaboração pode ser benéfica para a sociedade. Além disso, existem várias outras ações que poderiam ser tomadas para melhorar ainda mais o acesso à justiça e os direitos trabalhistas. Algumas delas incluem:

    • Investimento em programas de educação e conscientização: muitos trabalhadores desconhecem seus direitos e as formas de buscá-los, o que pode dificultar o acesso à justiça. Investir em programas de educação e conscientização sobre os direitos trabalhistas pode ser uma forma efetiva de melhorar essa situação.
    • Ampliação do número de varas trabalhistas: em muitas regiões do país, o número de varas trabalhistas é insuficiente para atender a demanda. A ampliação desse número poderia melhorar o acesso à justiça e reduzir o tempo de espera para a resolução dos casos.
    • Criação de mecanismos de resolução de conflitos mais eficientes: muitos conflitos trabalhistas poderiam ser resolvidos de forma mais rápida e eficiente por meio de mecanismos alternativos, como a mediação e a conciliação. Investir nesses mecanismos pode ser uma forma de agilizar a resolução dos casos e reduzir a sobrecarga do sistema judicial.
    • Fortalecimento da fiscalização do trabalho: a fiscalização do trabalho é fundamental para garantir o cumprimento das leis trabalhistas. Investir nessa área pode ajudar a prevenir abusos e garantir que os trabalhadores estejam protegidos.
    • Criação de políticas de proteção ao trabalhador: além de garantir o cumprimento das leis trabalhistas, é importante criar políticas de proteção ao trabalhador, como seguro-desemprego, auxílio-doença e aposentadoria. Essas políticas podem ajudar a proteger os trabalhadores em situações de vulnerabilidade e garantir o acesso aos direitos básicos.
  • Um marco histórico! O livro escrito por mulheres indígenas do Rio Negro foi lançado durante a III Marcha em Brasília

    Um marco histórico! O livro escrito por mulheres indígenas do Rio Negro foi lançado durante a III Marcha em Brasília

    A III Marcha das Mulheres Indígenas é uma importante mobilização que busca dar voz e visibilidade às demandas das mulheres indígenas do país. Este ano com o tema “Mulheres Biomas em defesa da Biodiversidade através das Raízes ancestrais”, onde elas mostram o protagonismo feminino na luta pela preservação da biodiversidade e na defesa dos direitos dos povos indígenas.

    Foto: Reprodução

    O lançamento deste livro é uma conquista importante para a literatura indígena no Brasil. As mulheres indígenas têm sido historicamente marginalizadas e suas vozes frequentemente silenciadas. A publicação deste livro é um passo significativo em direção à valorização da cultura e dos saberes indígenas.

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    Algumas das autoras deste livro são lideranças em suas comunidades e têm lutado por direitos territoriais, preservação ambiental e igualdade de gênero. Suas histórias refletem as experiências e vivências das mulheres indígenas do Rio Negro, suas tradições, seus desafios e suas perspectivas.

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    Entre os temas abordados no livro estão a relação com a natureza, a maternidade, a ancestralidade, a violência contra as mulheres, a espiritualidade e a resistência indígena. Através da escrita, essas mulheres reivindicam seu lugar na sociedade e afirmam sua identidade cultural.

    É importante que mais livros escritos por mulheres indígenas sejam publicados e valorizados. A literatura é uma forma de resistência e de afirmação cultural, e as vozes indígenas devem ser ouvidas e respeitadas. Este livro é um marco histórico, mas também é um convite para que mais histórias sejam contadas e para que a diversidade cultural do Brasil seja celebrada.

    Nesse sentido, é fundamental destacar a relevância da participação de mais 41 mulheres lideranças indígenas, representantes das cinco Coordenadoria regionais, da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN).

    Em celebração aos 20 anos do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro, as mulheres indígenas lançarão seu primeiro livro “Mães do DMIRN – Conquistas e Desafios” e o site institucional.

    O histórico (https://dmirn.foirn.org.br/quem-somos/) foi feito pela liderança Cecília Albuquerque desde a criação e o objetivo do departamento que representa as Associações de mulheres indígenas, além de articular e coordenar reuniões encontros de interesse das mulheres e elaborar projetos, agendas e planejamentos a partir da reivindicação das mulheres.

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    Em parceria com organizações públicas e da sociedade civil, as mulheres rionegrinas representadas pelo DMIRN e associações de base, estão engajadas na luta: por equidade de gênero; pelo enfrentamento da violência de gênero; para o fortalecimento das políticas e práticas indígenas de cuidado; e pelo protagonismo feminino em espaços de decisão, tanto no contexto indígena, quanto na sociedade não-indígena.

    Este é um marco importante para a comunidade indígena do Rio Negro, especialmente para as mulheres que lutam por seus direitos e preservação de sua cultura. Além dos projetos mencionados anteriormente, há outras iniciativas que o Departamento de Mulheres Indígenas vem conduzindo:

    • O fortalecimento da agricultura familiar, uma vez que a produção de alimentos é fundamental para a sobrevivência das comunidades;
    • A realização de oficinas e cursos de capacitação para as mulheres, a fim de promover a autonomia financeira e a valorização de seus saberes tradicionais;
    • A articulação com outras organizações e movimentos sociais para ampliar a luta pelos direitos indígenas e a proteção do meio ambiente;
    • A participação em eventos e encontros nacionais e internacionais para divulgar a cultura indígena e sensibilizar a sociedade sobre as questões enfrentadas pelas comunidades.
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    O lançamento do livro, do documentário RIONEGRINAS e do site institucional é uma forma de registrar a história e as lutas do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro, além de ampliar a visibilidade dessas mulheres e sua contribuição para a sociedade. É um momento de celebração e reconhecimento do trabalho dessas guerreiras, que enfrentam diariamente o preconceito e a discriminação, mas que não desistem de lutar por seus direitos e pelos direitos de seus povos.

    Alguns pontos que merecem destaque são:

    • O papel fundamental das mulheres indígenas na manutenção da cultura e dos conhecimentos tradicionais das comunidades;
    • A necessidade de se valorizar a participação feminina em eventos e espaços de discussão, uma vez que as mulheres muitas vezes são excluídas ou sub-representação nessas situações;
    • A importância da preservação dos biomas da região amazônica, que são essenciais para a manutenção da vida no planeta;
    • A luta pelos direitos dos povos indígenas, que enfrentam constantes ameaças e violações em seus territórios, muitas vezes por interesses econômicos de grandes empresas e do agronegócio;
    • A necessidade de se reconhecer e respeitar a diversidade cultural e étnica do país, garantindo o direito à autodeterminação dos povos indígenas e o respeito aos seus modos de vida e tradições.
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    Entre as principais reivindicações das mulheres indígenas na marcha, estão o combate ao racismo e ao machismo, a defesa dos direitos territoriais e ambientais das comunidades indígenas, além da garantia de acesso à saúde, educação, trabalho e renda. É importante destacar que essas demandas são fundamentais para a garantia da dignidade e da cidadania dessas mulheres, que muitas vezes enfrentam situações de vulnerabilidade e exclusão.

    Além disso, a III Marcha das Mulheres Indígenas também é um momento de celebração da cultura e da diversidade dessas comunidades. As mulheres indígenas trazem consigo saberes ancestrais e uma forma de estar no mundo que deve ser valorizada e respeitada pela sociedade como um todo.

    Por fim, é importante destacar que a luta por direitos e igualdade não é exclusiva das mulheres indígenas, mas sim de toda a sociedade brasileira. A participação ativa e engajada na III Marcha das Mulheres Indígenas é uma forma de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, que respeite e valorize as diferenças e diversidades culturais do país.

    Parceiros: Funai, Isa, Ufam, Greenpace

    Apoio: Nia Tero, Bezos, RFN          

  • A FOIRN instalou a primeira antena de internet na região da Associação ARKO IWI, em parceria com o Curicuriari Lodge para o projeto de turismo de pesca.

    A FOIRN instalou a primeira antena de internet na região da Associação ARKO IWI, em parceria com o Curicuriari Lodge para o projeto de turismo de pesca.

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) iniciou nesta terça feira, 01/08, a primeira instalação de internet na região da Associação ARKO IWI, na comunidade Ilha de Duraka (Ilha de Camanaus). Essa é uma das primeiras conquistas do projeto de base comunitária do turismo de pesca esportiva em parceria com a empresa selecionada, o Curicuriari Lodge.

    A Associação ARKO IWI tem desenvolvido um projeto de base comunitária de pesca esportiva que engloba 8 comunidades. Para garantir que o projeto seja bem-sucedido, serão instaladas 10 antenas de internet Starlink (Incluindo 8 comunidades e 02 posto de vigilância), fornecendo conectividade de alta velocidade e confiável para as comunidades envolvidas.

    Este projeto é uma grande oportunidade para a promoção do turismo sustentável e para a preservação do meio ambiente local. Além disso, a iniciativa tem como objetivo envolver as comunidades locais na gestão dos recursos naturais e na proteção das espécies de peixes, contribuindo assim para o desenvolvimento econômico e social das áreas envolvidas.

    A instalação de uma ferramenta de comunicação na comunidade indígena é de grande importância para a melhoria da qualidade de vida dos moradores. Esta iniciativa permite que os membros da comunidade se comuniquem com o mundo exterior, além de facilitar a disseminação de informações e a realização de negócios.

    Além disso, a presença de Marivelton Baré, diretor presidente da Foirn, e Vamberto Rodrigues Baré, Coordenador Técnico local da Fundação Nacional dos povos Indígenas (CTL/CR-FUNAI), é um sinal positivo de que as autoridades estão comprometidas em ajudar as comunidades indígenas a alcançar seus objetivos de desenvolvimento.

    Agora, com a nova ferramenta de comunicação instalada, a comunidade pode participar mais ativamente das discussões sobre questões importantes, como a preservação da cultura e do meio ambiente, além de ter acesso a serviços e oportunidades que antes eram inacessíveis.

    Esta é uma grande conquista para a comunidade e um passo importante para a promoção da inclusão e do desenvolvimento sustentável.

    Com a internet de alta velocidade fornecida pelas antenas Starlink, a Associação ARKO IWI espera facilitar a comunicação entre as comunidades, melhorar a gestão do projeto e aumentar a visibilidade da iniciativa. Dessa forma, o projeto de base comunitária de pesca esportiva tem tudo para ser um sucesso, beneficiando tanto as comunidades locais quanto os amantes da pesca esportiva que visitam a região.

  • Agenda com o General da 2° Brigada sobre Ações Conjuntas e Integradas nas Terras Indígenas do Rio Negro: FOIRN, CR-FUNAI, DSEI-ARN e SEDUC

    Agenda com o General da 2° Brigada sobre Ações Conjuntas e Integradas nas Terras Indígenas do Rio Negro: FOIRN, CR-FUNAI, DSEI-ARN e SEDUC

    Nesta segunda feira, 31 de julho de 2023, a diretoria executiva da Federação das Organizações indígenas do Rio Negro (FOIRN), a coordenadora Regional da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (CR-FUNAI), Coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena do Rio Negro (DSEI-ARN), Coordenador Regional da Secretaria de Estado de Educação do Amazonas (SEDUC) e o General da 2° Brigada se reuniram para tratar sobre Ações Conjuntas e Integradas nas Terras Indígenas do Rio Negro.

    A reunião com o General da 2º Brigada foi altamente produtiva, visando o estreitamento de laços com o Exército em prol das comunidades indígenas. O presidente Marivelton, em nome de todos os participantes, presenteou o general com uma cópia do Protocolo de Consulta antes de abordar as pautas das discussões.

    Um dos principais temas foi a necessidade da construção de polos bases em Iauaretê e Cucuí, pelo DSEI/ARN, para fortalecer o cuidado com a saúde indígena. No entanto, enfrentamos um impasse, pois a PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA, representada pelo prefeito, solicitou a desocupação das instalações que foram cedidas para funcionamento dos polos base, no prazo de 60 dias. O que irá prejudicar o atendimento aos nossos parentes indígenas.

    Diante da urgência em concretizar os polos bases, devido ao pedido do prefeito, Luiz Brazão (coordenador do DSEI/ARN) propôs a construção do polo base de Cucuí em uma área pertencente ao Exército. Enquanto funcionará provisoriamente na estrutura cedida pela população de Cucui. O General mostrou-se muito solícito e trouxe soluções para garantir a agilidade nesse processo. Além disso, o Exército se ofereceu para auxiliar na logística do material necessário para a construção dos polos, tanto em Iauratê, quanto em Cucuí, firmemente colaborando com o DSEI/ARN nessa empreitada.

    A SEDUC apresentou suas necessidades para a construção de uma escola em São Joaquim, e o Exército se colocou à disposição para colaborar com a expertise de sua equipe de engenheiros, buscando uma escola ecologicamente correta que atenda aos requisitos locais.

    Diretores da FOIRN discutiram diversas temáticas com o Exército, incluindo o Protocolo de Saída e Entrada nas fronteiras e dentro das terras indígenas, a preocupação com piratas do rio em Santa Isabel do Rio Negro e a utilização de drones sobrevoando as terras indígenas. O diálogo mostrou-se construtivo, e o Exército demonstrou disposição para cooperar e encontrar soluções para as questões levantadas. Outro ponto relevante foi a discussão sobre o Crédito de Carbono e como essa questão tem afetado negativamente os povos indígenas. Foi compartilhada a preocupação com a

  • Encontro de Agentes Indígenas de Manejo Ambiental, fortalece novos integrantes com troca de conhecimentos e experiências

    Encontro de Agentes Indígenas de Manejo Ambiental, fortalece novos integrantes com troca de conhecimentos e experiências

    Entre os dias 24 e 28 de julho de 2023, a comunidade de Urubucuara, localizada na terra Indígena Alto Rio Negro, sediou o encontro regional dos Agentes Indígenas de Manejo Ambiental (AIMAS).

    O evento contou com participação dos agentes da Coordenadoria das Organizações Indígenas do Distrito de Iauaretê (COIDI) e da Coordenadoria das Associações Indígenas Balaio, Alto Rio Negro e Xié (CAIBARNX), total de  15 novos agentes da COIDI e 04 da CAIBARNX, ambos em seu primeiro ano de atividade, sendo do médio Waupés, Iauaretê, alto Papuri, Alto Waupés, além da importante participação dos AIMAs Hupda do rio Japu e Igarapé Cabarí.

    Portanto cerca de 75 pessoas de 12 etnias vindas de várias regiões. O encontro foi um processo de formação para a produção e coleta de dados para o monitoramento de suas pesquisas, tendo como foco central compreender o papel de um AIMA, que é o de agente comunitário, podendo ser adulto, jovem, homem e mulher, que atua no manejo ambiental e na Gestão Territorial e Ambiental.

    Durante os dias do evento, foram apresentadas iniciativas já realizadas juntamente com os AIMAs mais experientes da região da Coordenadoria das Organizações Indígenas do Tiquié, Baixo Waupés e Afluentes (DIAWI’I), que estiveram presentes para compartilhar sua experiência de pesquisa iniciada desde 2005, juntamente com o Instituto socioambiental (ISA) que acompanha essas pesquisas.

    Além das iniciativas já realizadas, o evento também proporcionou a apresentação de novas ideias e projetos relacionados à pesquisa socioambiental na região da DIAWI’I. Durante as palestras, foi possível perceber a importância da preservação da biodiversidade e da cultura local para garantir um desenvolvimento sustentável na região. Entre os temas abordados, destacam-se:

    • A importância da participação das comunidades locais na definição de projetos de pesquisa e de conservação ambiental;
    • O uso de tecnologias de mapeamento e monitoramento para avaliar o impacto das atividades humanas na região;
    • A necessidade de fortalecer as parcerias entre instituições de pesquisa, organizações governamentais e não-governamentais e comunidades locais para garantir a continuidade e eficácia das iniciativas socioambientais.

    Foi uma oportunidade única de aprendizado e troca de conhecimentos entre os participantes do evento, que saíram motivados a continuar trabalhando juntos em prol da preservação do meio ambiente e da valorização da cultura local.

    Os temas abordados na palestra são de extrema importância para a preservação da natureza e da cultura indígena. Algumas informações adicionais que podem ser relevantes para complementar o conteúdo são:

    • O Calendário Ecológico é uma ferramenta utilizada pelos povos indígenas para guiar suas atividades diárias de acordo com as mudanças na natureza. É baseado no conhecimento ancestral sobre os ciclos da vida, como o ciclo das plantas e dos animais.
    • O Sistema Agrícola indígena é uma forma de cultivo que respeita a biodiversidade local, utilizando técnicas tradicionais e evitando o uso de agrotóxicos.
    • O Manejo de Pesca é uma prática sustentável que busca preservar as espécies e os recursos naturais utilizados na pesca, evitando a sobrepesca e a degradação dos ecossistemas aquáticos.
    • O Mapeamento e Lugares Sagrados são ferramentas utilizadas pelos povos indígenas para identificar e proteger locais considerados sagrados, como cemitérios, nascentes, montanhas e rios.
    • A Proteção Ritual é uma prática que envolve o uso de cantos, danças e outras formas de expressão cultural para fortalecer a conexão dos indígenas com a natureza e seus antepassados.
    • A gestão de lixo é um desafio enfrentado pelos povos indígenas que buscam preservar o meio ambiente e garantir a saúde das comunidades. A palestra com o Engenheiro Sanitarista pode ter trazido informações valiosas sobre técnicas de coleta, tratamento e destinação adequada dos resíduos.
    • A experiência de vigilância de território com o senhor Evaldo Alencar pode ter abordado a importância da preservação dos territórios indígenas e do trabalho de monitoramento e proteção realizado pelas comunidades.

    À noite, houve rodas de conversa com os conhecedores tradicionais convidados pelos AIMAs de várias regiões, falando sobre a origem de cada povo do rio Waupés, um pouco de benzimento e proteção. Para eles, foi um momento de iniciativa para compartilhar seu saber tradicional com os mais jovens presentes, assimilando a importância de proteger o território pensando no esgotamento dos recursos naturais, garantindo a sobrevivência de suas próprias comunidades, preservando a riqueza ambiental para as gerações futuras.

    No final, foram destacados os avanços e desafios de trabalhar nas pesquisas, um momento muito importante para adquirir e compartilhar conhecimentos, além dos desafios logísticos enfrentados pelas comunidades longínquas, como cachoeiras, sol e chuva, mas que não medem esforços para participar dos encontros, pois todos têm objetivos a serem alcançados para o bem viver em suas comunidades.

    O evento foi realizado pela equipe da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) representada por Mª Hildete Araújo, articuladora institucional dos AIMAs, Janete Alves, diretora e de referência da COIDI em parceria com o Instituto socioambiental (ISA), Aloisio Cabalzar e Danilo Parra, contou com a participação de instituições convidadas como a FUNAI – CR/RNG, representada por Evaldo Marcio Alencar, DSEI ARN, representado por Luiz Brazão, Coordenador do DSEI-ARN, Johnatan Almeida, Engenheiro Sanitarista da SESANI, Miquelina Machado, assessora Indígena, Gislaine Velasques, secretária executiva do CONDISI e Bruno Marques.

  • Nova diretoria da Associação Yanomami é eleita durante a Assembleia em Maturacá

    Nova diretoria da Associação Yanomami é eleita durante a Assembleia em Maturacá

    XX Assembleia Geral Eletiva da Associação Yanomâmi do Rio Cauburís e Afluentes – AYRCA, foi realizada em Maturacá nos dias 25 a 27 de julho de 2023.

    Durante a reunião, os líderes indígenas e membros da associação discutiram temas de grande importância para a comunidade indígena, que contou com a presença de líderes indígenas e membros da associação, incluindo Maiá, Inambu, Nazaré, Aiari e Mafi. Os temas discutidos incluíram a saúde indígena Yamomami Yekwana, a criação do DSEI Yanomâmi, a importância da territorialidade, Educação Yanomami, bem como o ecoturismo e o etnoturismo.

    • A saúde indígena Yamomami Yekwana: um tópico crucial diante da atual situação de pandemia. Os líderes compartilharam suas preocupações e discutiram possíveis soluções para garantir a segurança e o bem-estar da comunidade.
    • Criação do DSEI Yanomâmi: a criação desse departamento é fundamental para garantir a proteção dos direitos indígenas e a segurança dos povos Yanomâmi. Os líderes discutiram estratégias para garantir a implementação do DSEI.
    • Territorialidade: os líderes destacaram a importância de manter a posse de suas terras e reforçaram a necessidade de proteger seu patrimônio cultural e ambiental.
    • Educação Yanomami:  A educação é uma questão importante para a comunidade Yanomami, pois eles acreditam que ela é essencial para a preservação de sua cultura e tradições.

    Os Yanomamis têm seus próprios métodos de transmitir conhecimento e habilidades de geração em geração. Algumas das práticas educacionais tradicionais incluem:

    Aprendizagem por imitação: as crianças observam e imitam os adultos em suas atividades diárias, o que ajuda a desenvolver habilidades práticas e conhecimentos sobre a cultura Yanomami.

    Narrativas orais: histórias e mitos são contados pelos anciãos para transmitir conhecimentos e valores importantes, como a importância da cooperação e da preservação da natureza.

    Rituais e cerimônias: os Yanomamis realizam rituais e cerimônias para celebrar eventos importantes, como nascimentos, casamentos e mortes. Esses eventos são uma oportunidade para transmitir conhecimentos e valores culturais.

    Além disso, algumas organizações têm trabalhado para fornecer educação formal aos Yanomamis, com o objetivo de ajudá-los a se comunicar melhor com o mundo exterior e a proteger seus direitos. No entanto, ainda há desafios significativos a serem enfrentados para garantir que a educação seja acessível e adequada às necessidades da comunidade Yanomami.

    • Ecoturismo e etnoturismo: os líderes discutiram a possibilidade de desenvolver atividades turísticas em suas comunidades, mas destacaram a importância de fazê-lo de forma sustentável e respeitando as tradições e culturas locais.

    A Assembleia foi uma oportunidade importante para discutir questões relevantes para a comunidade indígena e para buscar soluções conjuntas para os desafios enfrentados pelos povos Yanomâmi.

    Eleição da nova diretoria

    Três chapas concorreram nas eleições, sendo que a chapa 02 (liderada por João Figueiredo) foi a vencedora com 367 votos. A chapa 01 (liderada por José Mario) ficou em segundo lugar com 344 votos, e a chapa 03 (liderada por Alberto Goes) obteve apenas 124 votos.

    Discurso da diretoria eleita

    “Agradeço a confiança do meu povo, é onde eu queria lutar pelos direitos do meu povo, nunca jamais deixarei o meu povo de lado, nunca jamais deixarei o meu superior para trás, eu seguirei trabalhando junto com o povo, meu cacique, tuxaua, professores e além deles os atletas e a juventude” Disse João Figueiredo Yanomami, Presidente.

    “Povo do rio cauburis, nós todos estamos construindo a nossa política, não é à toa que estamos aqui, nós vamos ter lutas pela frente, há muitos desafios em nosso território, senhores e senhoras, nós vamos fortalecer as nossas políticas daqui para o futuro, nós estaremos passando essas recomendações para os que virão. Nunca a gente vai esquecer o nosso povo originário, estão vendo os caciques que se empenharam aqui para ver a nova diretoria ser eleita, os professores, alunos, os nossos parceiros a Federação das Organizações Indígenas que está presenciando aqui, ele vai fortalecer juntamente a nossa política, não vai parar por aqui, nós vamos construir esse caminho, para que esse caminho não tenha fim” Disse Salomão Yanomami, Vice presidente.

    A chapa eleita de acordo com o estatuto, indicou a nova coordenadora do projeto Yaripo a sra. Erica Vilella, como valorização da mulher Yanomami.

    Presença de Instituições Parceiras no Movimento Indígena

    Diversas instituições parceiras do movimento indígena estiveram presentes, incluindo a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), representada pelo diretor presidente Marivelton Baré e sua assessora jurídica, Dra. Franciene Melchior, a Coordenação Regional da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (CR-FUNAI), representada por Dadá Baniwa, além do ICMBIO.