Tag: São Gabriel da Cachoeira

  • II Assembleia Regional Extraordinária fortalece associações indígenas na região do Alto Rio Negro

    II Assembleia Regional Extraordinária fortalece associações indígenas na região do Alto Rio Negro

    Entre os dias 09 e 11 de maio de 2023, a Casa do Saber Uka Wasú -“tu’re” Baré da comunidade Tabocal dos Pereira, Alto Rio Negro foi palco da II Assembleia Regional Extraordinária, reunindo representantes de 10 associações de base. O evento contou com a presença de 100 delegados e lideranças para discutir questões de relevância para os povos e as comunidades indígenas da região do Alto Rio Negro.

    Uma das principais pautas abordadas durante a Assembleia foi o fortalecimento da Coordenadoria das Associações Indígenas Balaio, Alto Rio Negro e Xié (CAIBARNX). Os participantes dedicaram esforços na busca pela melhor forma de fortalecer a organização, além de deliberarem sobre a nova logomarca e a aprovação do estatuto social.

    Lançamento do 2º Edital do Fundo Indígena do Rio Negro
    No primeiro dia do evento, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) anunciou o lançamento do edital 002/2023 do Fundo Indígena do Rio Negro (FIRN). O objetivo dessa iniciativa é proporcionar recursos financeiros para as associações indígenas, permitindo que as comunidades, por meio de suas associações, possam implementar ações previstas em seus Planos de Gestão Territorial Ambiental nas terras indígenas – PGTAs.

    Foto: José Baltazar – Comunicador Indígena da Rede Wayuri- CAIBARNX.

    Construção do Estatuto Social
    Durante a Assembleia, CAIBARNX juntamente com as 10 associações de base filiadas à Federação, dedicou-se à elaboração do estatuto social. Esse documento é de fundamental importância para o bom funcionamento da organização, conferindo às associações a capacidade de criar seus próprios projetos em parceria com as associações de base, com o objetivo de captar recursos para o desenvolvimento da região.

    Nova logomarca da CAIBARNX
    As 10 associações presentes na Assembleia apresentaram modelos de logomarcas para aprovação dos delegados. Todos os modelos foram desenhados manualmente, incorporando elementos de significado profundo para os povos indígenas da região. Após deliberação, apenas um dos modelos foi aprovado para representar a logomarca da coordenadoria regional da CAIBARNX.

    Foto: José Baltazar – Comunicador Indígena da Rede Wayuri- CAIBARNX.

    Equipe FOIRN e parceiros institucionais marcam presença
    A Assembleia contou com a participação ativa da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), representada pelo diretor Adão Francisco do povo Baré, que é de referência da coordenadoria CAIBARNX, e pela diretora Janete Alves, do povo Dessano, referência da Coordenadoria das Organizações Indígenas do Distrito de Iauaretê (COIDI). Além desses, representantes de departamentos técnicos e políticos da instituição também estiveram presentes.

    Durante a Assembleia, foi realizada uma breve apresentação institucional da FOIRN, permitindo que as lideranças presentes pudessem conhecer melhor a nova estrutura organizacional e o fluxo de funcionamento da Federação.

    Dentre os parceiros fundamentais para a realização de atividades dentro do território, destacam-se o Instituto Socioambiental (ISA), assim como a Coordenação Regional do Rio Negro da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI/ARN) e o Conselho Distrital da Saúde Indígena (CONDISI/ARN).

    A presença e o comprometimento dos parceiros institucionais foram ressaltados durante a Assembleia, reafirmando a importância da atuação conjunta no movimento indígena do Rio Negro.

  • FOIRN PARTICIPA DO II ENCONTRO DE FUNDOS COMUNITÁRIOS E SOCIOAMBIENTAIS PELA AUTONOMIA DOS POVOS DA AMAZÔNIA

    FOIRN PARTICIPA DO II ENCONTRO DE FUNDOS COMUNITÁRIOS E SOCIOAMBIENTAIS PELA AUTONOMIA DOS POVOS DA AMAZÔNIA

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), representada por Josimara Melgueiro , Coordenadora do Departamento Fundo Indígena do Rio Negro (FIRN), participa do II Encontro de Fundos Comunitários e Socioambientais pela Autonomia dos Povos da Amazônia, entre os dias 09 e 11 de maio de 2023, na sala da Fase Amazônia, na Rua Bernal do Couto, 1329, Umarizal, Belém do Pará.

    Com o objetivo da continuidade ao processo de conhecimento e interação entre fundos comunitários, iniciado no evento realizado no ano de 2022, no âmbito do Fórum Social Panamazônico – FOSPA, como principal base na construção da Rede, articulação ou aliança de fundos comunitários na Amazônia.

    Neste evento está em discussão como atuar em busca de manter uma ação estratégica junto ao atendimento às demandas emergenciais.

    Os Fundos comunitários, em virtude da sua relação com os movimentos, têm tido dificuldade no acesso à recursos públicos nacionais, sofrendo com as políticas contra os povos indígenas e outros povos e comunidades tradicionais. A preocupação é de como enfrentar os retrocessos.

    Os fundos comunitários representam movimentos que têm atuação territorial, não sendo apenas instrumentos financeiros que facilitam a grandes doadores a chegada de recursos a comunidades locais. E esses fundos têm uma agenda que é construída pelos movimentos. A discussão é sobre como apresentar essas agendas aos potenciais doadores.

    Os fundos comunitários recebem demandas de grupos informais – aldeias, coletivos, grupos de mulheres, grupos de jovens – que não contam com personalidade jurídica própria. Para responder a essas demandas será necessário discussão conjunta.

    O evento conta com a presença de representante do Fundo Dema, Fundo Podaali, Fundo Indígena do Rio Negro, Fundo de mulheres Luzia Dorothy, Fundo Puxirum, Fundo Mizizi Dudu e Fundo Babaçu.

    Com apoio da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (FASE) e Ação Social Franciscana (SEFRAS).

  • POSSE ANCESTRAL| Com a presença de Joênia Wapichana, o movimento indígena do Rio Negro realiza posse conjunto das coordenações da FUNAI, DSEI, ICMBIO e CONDISI em São Gabriel da Cachoeira – Am

    POSSE ANCESTRAL| Com a presença de Joênia Wapichana, o movimento indígena do Rio Negro realiza posse conjunto das coordenações da FUNAI, DSEI, ICMBIO e CONDISI em São Gabriel da Cachoeira – Am

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) realiza a cerimônia de posse na noite de cinco de maio de 2023, contou com a participação de mais de 400 convidados, dentre eles representantes das cinco coordenadorias regionais, 91 associações e autoridades do governo municipal, estadual e federal. 

    Durante a cerimônia de posse, foi lembrado da importância do movimento indígena do Rio Negro, no qual a Federação representa com legitimidade os 23 povos indígenas que abrange os municípios de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira.

    A cerimônia contou com a presença de Joênia Wapichana – presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), Carmem Pancararu diretora da Sesai/MS, autoridades do Governo Federal, estadual e representantes de instituições convidadas. 

    Joênia reafirmou o seu compromisso com o movimento Indígena de todo o Brasil, em especial a do Rio Negro. 

    “Estou muito feliz, é a primeira vez que estou pisando nesta cidade linda e maravilhosa, já tive outras oportunidades, mas por motivo de muitas agendas não foi possível vir. Para mim é uma honra participar deste momento que é tão especial para os povos indígenas, que é fazer parte da retomada e reconstrução da Funai, colocando os povos indígenas como colaboradores, não apenas como espectadores, mas fazendo parte desse processo, junto com o nosso presidente Lula, para a implementação de políticas públicas. Nós temos legitimidade, experiência, potência. Nós queremos fazer diferente e estamos tendo essa oportunidade. A Funai está de volta, agora com Dadá Baniwa no Rio Negro, com as mulheres indígenas. Estamos juntas nessa luta”. Afirmou Joenia Wapichana. 

    Marivelton Baré, diretor presidente da  Foirn em seu pronunciamento lembrou da luta árdua por direitos dos povos indígenas da região do Rio Negro, que nos últimos anos o movimento Indígena vem lutando para  que  este momento chegasse, onde o movimento indigena tem espaço, voz e conquista entre elas a homologação da Terra Indígena Uneuixi, anunciada pelo Governo Federal no dia 28 de abril de 2023, e a posse coletiva da coordenação regional da Funai/CRRN, coordenação distrital do Dsei/ARN, Presidente do Conselho Distrital da Saúde Indígena(CONDISI) e Chefe da Unidade de conservação Pico da Neblina do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBIO).

    “Aqui está o resultado e resposta para aqueles que tanto nos criticaram, dizendo que não íamos conseguir, realmente não foi fácil, a luta não foi em vão, com apoio de todas as lideranças estamos cada vez mais fortalecidos, agora com o novo governo federal do presidente Lula, o qual somos gratos pela oportunidade que está dando ao Movimento indígena. Vamos responder às críticas com o trabalho de cada um de vocês que foram empossados para estes cargos importante para os povos Indígenas do Rio Negro. É assim que nós vamos avançando, com muita luta. Hoje Dadá Baniwa assume a Coordenação Regional e temos o desafio de fortalecer as ações por meio de uma parceria conjunta de trabalho pelo desenvolvimento sustentável das terras indígenas do Rio Negro. Nós sabemos o que queremos”. Afirmou Marivelton Baré. 

    Os empossados tiveram o momento de seus discursos, com o compromisso de servir com responsabilidade e respeito a todos. 

    O hino nacional foi entoado na língua Indígena yēgatu do povo Baré, pela professora Lígia Baré, por ser um momento especial e no lugar sagrado que é a casa do saber (maloca da foirn).

    A cerimônia foi encerrada com um jantar regional oferecido a todos os convidados. 

    Os empossados

    Maria do Rosário ( Dadá Baniwa) Coordenadora Regional da Fundação Nacional dos Povos Indígenas do Rio Negro – FUNAI/CRRN 

    Luiz Brasão dos Santos Baré, Coordenador Distrital do Distrito Sanitário Especial Indígena do Alto Rio Negro – DSEI/ARN;

    Jovânio Normando Baré, Presidente do Conselho Distrital da Saúde Indígena do Alto Rio Negro – CONDISI/ARN;

    Daniel de Assis, Chefe da Unidade de Conservação Pico da Neblina do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBIO.

  • CONSELHO DIRETOR| Conselheiros indígenas se reúnem na casa do saber da Foirn para avaliar, deliberar e alinhar a atuação do Movimento Indígena do Rio Negro.

    CONSELHO DIRETOR| Conselheiros indígenas se reúnem na casa do saber da Foirn para avaliar, deliberar e alinhar a atuação do Movimento Indígena do Rio Negro.

    É realizada a reunião do Conselho Diretor na casa do saber da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), entre os dias 03 e 05 de maio de 2023, contou com a participação de 50 conselheiros, sendo 10 representantes de cada uma das cinco coordenadorias regionais. 

    O conselho diretor tem o objetivo de deliberar, aprovar os trabalhos e andamento dos projetos  da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN).

    Nesta reunião foi  discutida sobre a revisão e atualização dos instrumentos e papéis das instâncias de governança da FOIRN ( Conselho Diretor e Comissão Fiscal); apresentação da política de crédito de carbono, RED + e seus impactos aos territórios indígenas vantagens e desvantagens; Discussão e construção de agenda e pautas estratégicas da FOIRN, com a participação da diretoria e coordenação do Conselho Diretor e Conselheiros.

    A pauta sobre o Crédito de Carbono red+, contou com a participação de Marcio Santili Sócio fundador do Instituto Socioambiental, Natalie Unterstell, presidente do instituto Talawoa e Shigueo Watanabe, especialista do Crédito de Carbono. Os conselheiros tiveram a oportuidade de conhecer mais sobre esse assunto, tirar suas dúvidas do verdadeiro funcionamento desse mercado, com suas vantagens e desvantagens dentro teritório indígena.

    Os conselheiros questionaram sobre os valores serem abaixo do que esperam que seja, pois “somos guardiões desta mãe natureza há milhões de anos para sobrevivência humana do mundo todo” disse uma das lideranças e membro do conselho. 

    Um dos pedidos das lideranças foi, para que esse projeto seja implementado na região do Rio Negro, precisa – se obedecer o protocolo de consulta prévia as comunidades indígenas, onde a Foirn e demais instituições precisam estar cientes do funcionamento do projeto dentro do território indígena.  

    No terceiro e último dia, a reunião do Conselho Diretor foi realizada no telecentro do Instituto Socioambiental, onde apresentado os trabalhos da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Rurais (CONAFER), com o objetivo esclarecer sobre a atuação no Rio Negro uma vez que não houve autorização para sua instalação de unidade e precisa de clareza ao seu papel e trabalhos. 

    As lideranças questionaram sobre a atuação da CONAFER nos tres municipios de abrangencia da FOIRN (Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira) pois já esta organizada a Federação com suas   91 associações de base tem planejamento para um bom resultado no futuro. E que para isso precisa- se ter uma cooperação técnica que venha somar com o Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA). Desde que se respeite os princípios e objetivos da Foirn para ser parceiro e querer atuar no território, o Conselho encaminhou que ainda terá reunião para ver essa definição se terá ou não uma possível parceria.

    Silas Vaz, secretário  da CONAFER, para a Amazônia, esclareceu sobre a atuação, que a princípio iniciou-se no município de Barcelos desde a estruturação física e técnica, e assim segue para os demais municípios, disse que entende a preocupação das lideranças indígenas que estão aqui para somar e respeita o protocolo de consulta e não sabia dos problemas exposto pelas lideranças e que o presidente da Conafer virá ao Rio Negro para o diálogo e que não se responsabilizam por outras organizações e pessoas estarem falando em nome da Conafer fora o seu diálogo e contatos pois não estão autorizados.

    Para o conselho diretor e diretoria da Foirn e preciso que qualquer instituição e organização que queira trabalhar no Rio Negro tem que ter permissão e não chegar de qualquer jeito adentrar ao território e contratar pessoas e que está não estão legitimadas a falar pela região ou nossa representação já definida.

  • VIOLAÇÃO DE DIREITOS DOS POVOS INDÍGENAS NO ACESSO A EDUCAÇÃO SUPERIOR DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS -UEA

    VIOLAÇÃO DE DIREITOS DOS POVOS INDÍGENAS NO ACESSO A EDUCAÇÃO SUPERIOR DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS -UEA

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN, representante legítimo de 23 Povos Indígenas do Rio Negro, que congrega 91 associações indígenas de base e categorias como a de professores e escolas, vem ao público REPUDIAR com veemência a decisão do Supremo Tribunal Federal ocorrido no dia 24 de abril de 2023, sobre Sistema de Cotas para ingresso na Universidade do Estado do Amazonas- UEA, um artigo da lei estadual lei Ordinária nº 2.894 de 31 de maio de 2004 que reserva 80% das vagas da Universidade do Estado do Amazonas a alunos que tenham cursado todo o ensino médio em escolas do estado.

    Reafirmamos a importância da educação para o desenvolvimento humano na nossa região e do nosso estado do Amazonas, e a Universidade do Estado Amazonas – UEA é uma das principais portas de entrada para o curso superior para os estudantes indígenas de uma população que passa de 50 mil indígenas de 23 povos que vivem na região do Rio Negro, que abrange os municípios de São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos. Nós povos indígenas habitantes do Rio Negro consideramos a decisão do STF como afronta aos nossos direitos garantidos pela Constituição Federal, o acesso ao ensino às universidades já é um dos grandes desafios para os estudantes indígenas, a decisão, irá aumentar ainda mais a dificuldade de acesso ao ensino superior, mais uma injustiça entre tantas que os povos indígenas já sofrem e enfrentam há séculos.

    Leia a íntegra da Nota de Repúdio.

  • III OFICINA DO FUNDO INDÍGENA DO RIO NEGRO| Sustentabilidade dos projetos

    III OFICINA DO FUNDO INDÍGENA DO RIO NEGRO| Sustentabilidade dos projetos

                                                                          
    A Federação das Organizações das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA) e apoio da Embaixada Real da Noruega (ERN), realizaram a 3ª Oficina do Fundo Indígena do Rio Negro (FIRN) entre os dias 10 e 14 de abril de 2023, na Comunidade ilha de Duraka.

    A oficina contou com a participação de lideranças presidentes de Associações que tiveram seus projetos aprovado pelo primeiro edital do FIRN em 2021, e agora estão na fase final da execução dos projetos e prestações de contas aos seus associados.

    Durante a oficina foram feitas atividades em Grupo de trabalhos (GTs) para avaliar e discutir como o projeto se relaciona com o Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA), o Impacto Social se referindo as transformações que os projetos fizeram no território e na vida das pessoas. Foi apresentado o questionamento sobre o que é Sustentabilidade, Governança, os aprendizados de como será a divulgação através da comunicação dos resultados dos projetos, sempre olhando para o futuro, os próximos passos, diálogos na plenária sobre a elaboração desse plano de trabalho.

    A diretoria da FOIRN estava representada por: Nildo Fontes Tukano – diretor vice-presidente, Adão Francisco Baré e Dario Casimiro Baniwa, ambos são diretores. Em suas falas foi lembrado do objetivo da criação do Fundo Indígena e a perspectiva do resultado que agora é uma realidade para o movimento indígena.

    O FIRN recebeu propostas das associações indígenas filiadas à Foirn nos três municípios de atuação da Federação (Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira) desde o dia 10 de setembro até o dia 30 de novembro de 2021. Ao todo, a área de abrangência da Foirn engloba 12 terras indígenas no Noroeste amazônico, sendo oito delas contíguas, onde moram aproximadamente 35 mil indígenas de 23 povos.

    Com a conclusão do PGTA das terras indígenas, o Fundo esta sendo importante para garantir recursos para que as comunidades, por meio das associações de base da Federação, possam implementar ações locais em áreas prioritárias para o desenvolvimento sustentável.

    Este primeiro edital preveu duas categorias para aporte de recursos: a mirim, de até R$ 50 mil, e a de projetos intermediários, no valor de até R$ 100 mil. No primeiro caso, os beneficiários terão 12 meses para execução dos recursos, e, para o segundo, até 18 meses. Está previsto o apoio a 10 projetos na categoria mirim e 5 projetos da categoria intermediária, podendo ser utilizados eventuais saldos para o apoio a mais projetos. Os temas englobam cultura, economia sustentável indígena e segurança alimentar.

    Segue a gente para ficar por dentro de nossas atividades! @foirn

  • TURISMO| Termo de Referência para estabelecer parceria e contrato de turismo de pesca esportiva no Rio Negro, Terra Indígenas Médio Rio Negro I e Alto Rio Negro, em São Gabriel da Cachoeira, Amazonas 

    TURISMO| Termo de Referência para estabelecer parceria e contrato de turismo de pesca esportiva no Rio Negro, Terra Indígenas Médio Rio Negro I e Alto Rio Negro, em São Gabriel da Cachoeira, Amazonas 

    A Associação Akhó Iwí em conjunto com a Foirn convidam empresas interessadas em estabelecer parceria para operar o turismo de pesca esportiva no rio Curicuriari nas Terras Indígena Alto Rio Negro e Médio Rio Negro I, São Gabriel da Cachoeira, Amazonas a apresentar propostas de trabalho dentro das condições expostas no presente Termo de Referência. É recomendado que as propostas detalhem todos os pontos expostos no documento e justifiquem caso proponham alterações.

    As propostas devem ser enviadas para a FOIRN, via sedex (Endereço avenida Álvaro Maia 79, Centro, São Gabriel da Cachoeira, CEP: 69750000) e por e-mail: foirn@foirn.org.br com cópia por e-mail (TRPESCAESPORTIVA@GMAIL.COM)  TR até o dia 21 de Abril de 2023. As propostas que não forem postadas e recebidas por email dentro do prazo serão automaticamente desclassificadas.

    Os termos dessa parceria irão garantir a execução de uma operação de turismo de pesca esportiva num modelo de gestão compartilhada entre as comunidades indígenas e a empresa parceira selecionada, respeitando o protagonismo e a autonomia dessas comunidades indígenas nas decisões acerca da operação. As operações de turismo devem ser organizadas de acordo com a legislação pertinente, de forma que salvaguardam os modos de vida tradicionais das comunidades indígenas, seus recursos naturais e permitam o fortalecimento das suas associações representativas e a proteção territorial.

    O processo de seleção de empresas parceiras é uma iniciativa das comunidades indígenas que tem por objetivo receber propostas diversas para escolher a melhor parceria. Este termo de referência (TR) não está sujeito às regras de um processo de chamamento público. Cabe às comunidades proponentes decidir sobre a parceria a ser estabelecida.

    Sessão de Informação 

    Em apoio à iniciativa indígena e de acordo com a competência legal da FUNAI está em processo de confirmação a realização de um uma sessão aberta de informação com as empresas sobre este Termo de Referência no dia 06 de abril de 2023, na sede da FUNAI em Brasília. Conforme a confirmação desta agenda a informação ficará disponível no site da FOIRN.

    Resultado

    As propostas recebidas serão abertas conjuntamente no dia 24 de abril, para avaliação preliminar dos critérios dos Termos de Referência. As propostas das empresas que cumprirem os critérios do TR serão discutidas e analisadas em oficinas com as comunidades indígenas, com acompanhamento da Akhó Iwí, FOIRN, FUNAI, ISA, IBAMA e encaminhadas ao Ministério Público Federal. As empresas poderão ser contactadas pela FOIRN para eventuais ajustes.O resultado será divulgado até o dia 22 de maio no site da FOIRN.

    Está vetada a participação de quaisquer outros interessados nas atividades do processo de seleção. A FOIRN e Ahkó Iwí, em nome das comunidades, solicitam que as empresas e seus intermediários não busquem contato com as lideranças ou moradores das comunidades e informam que quaisquer atitudes que caracterizem pressão, aliciamento ou assédio, serão documentadas e denunciadas ao Ministério Público Federal, podendo implicar na desclassificação da empresa, bem como aplicação de medidas legais cabíveis.

    As comunidades indígenas reservam-se ao direito de desclassificar a(s) empresa(s) que agirem de má fé na tentativa de desestruturar o processo de ordenamento pesqueiro.

    Critérios para participação no processo seletivo

    1. Comprovar idoneidade da(s) empresa(s) envolvidas na proposta e de seus representantes legais (certidões negativas cíveis, trabalhistas e criminais);
    • Apresentar certificado de regularidade da empresa para operar no Estado do Amazonas e em São Gabriel da Cachoeira (Cadastro Técnico Federal – CTF, CadasTur e se comprometer a efetuar o cadastro na Secretaria Municipal de Meio Ambiente de São Gabriel da Cachoeira antes da assinatura do contrato caso ainda não seja cadastrado);
    • Possuir disponibilidade para trabalhar em parceria com comunidades indígenas com a perspectiva de repartição de benefícios financeiros equivalentes;
    • Atender às exigências legais para ingresso em Terras Indígenas;
    • Respeitar os Planos de Manejo de Pesca das TIs Médio Rio Negro I e Alto Rio Negro. 

    6.     Possuir infraestrutura adequada e legalizada para operar turismo de pesca em Terra Indígena;

    7.    Prover, antes do início da temporada, os investimentos iniciais para estruturação da operação: a) insumos para vigilância e monitoramento, b) capacitações e estudos, e c) Estrutura das comunidades;

    8.    Apresentar Plano de negócios e expectativa de resultados financeiros para o período de 6

         anos;

    9.    Apresentar Calendário operacional das temporadas (empresa individual ou consórcio);

    10.  Promover a capacitação e contratação de condutores de turismo de pesca indígenas (guias de pesca).

    11. Apresentar portfólio (currículo) que descreva as atividades operacionais em que a empresa atua (obrigatório) e experiências prévias positivas com comunidades indígenas e ribeirinhas (desejável);

    12. Apresentar plano de compra de produtos indígenas alimentícios e culturais e/ou apoio na capacitação para produção.  

    Modelo de Contratação

    1.         O contrato será de 5 anos a 10 anos podendo ser renovado após avaliação entre as partes;

    2.         As parcerias podem ser estabelecidas por uma única empresa ou por um consórcio de empresas. No caso de consórcio, cabe às empresas envolvidas elaborar uma única proposta com a especificação do rodízio e calendário de operação conjunta.

    3.         Não serão permitidas concessões, em hipótese alguma, ou realização da operação por empresas que não aquelas selecionadas pelas comunidades;

    4.         A Ahko Iwí e a FOIRN serão as contratantes e gestoras do contrato, representando legalmente as comunidades associadas da Ahko Iwí participantes do projeto nas TIs Médio Rio Negro I, Alto Rio Negro.

    O contrato conterá: a descrição do objeto (projeto), as obrigações de cada parte, a forma de repartição dos benefícios para as comunidades buscando equivalência nos ganhos financeiros entre as partes, as salvaguardas ambientais e sociais, a forma de término do contrato, assim como multas para o caso de seu descumprimento.

     As propostas a serem apresentadas devem ser elaboradas segundo os critérios descritos a seguir, considerando o caráter experimental do modelo que está sendo construído. Os dados de monitoramento serão analisados ao final de cada temporada para avaliar a segurança e continuidade da operação, incluindo a capacidade de suporte e a segurança socioambiental do projeto. Conforme os resultados do monitoramento e da avaliação da parceria, na primeira temporada, a quantidade poderá ser redefinida, aumentando ou diminuindo o esforço de pesca na temporada seguinte e assim sucessivamente para a segunda e terceira temporada de operação.

    O início da temporada de pesca ficará condicionado ao cumprimento das exigências do contrato, com destaque para os investimentos iniciais de estruturação da vigilância, que deverão estar em pleno funcionamento antes do início da primeira temporada. 

    Mesmo no caso de propostas que tenham por objetivo iniciar a operação de turismo de pesca apenas em 2024, a assinatura de contrato e os compromissos de vigilância e monitoramento para 2023 são obrigatórios e inadiáveis.

    Para saber mais como e quem pode participar, acesse aqui a íntegra do Termo de Refêrencia.

  • MULHERES INDÍGENAS DO RIO NEGRO| 08 de Março na maloca Foirn é realizado o Pré – lançamento do Site, uma das lutas e conquistas do departamento

    MULHERES INDÍGENAS DO RIO NEGRO| 08 de Março na maloca Foirn é realizado o Pré – lançamento do Site, uma das lutas e conquistas do departamento

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) através do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro (DMIRN) reuniu mais de 40 mulheres indígenas na Casa dos Saberes da Foirn no dia Dia Internacional da Mulher, dentre elas, estavam presentes as lideranças ex-coordenadoras, representantes de associações e outras organizações convidadas.  

    Durante o encontro foi apresentado o site do DMIRN, que está em construção em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA). As participantes ajudaram nos pequenos ajustes a serem feitos e foi ressaltado o histórico da luta e força, também sobre respeito e acesso aos direitos básicos, como a saúde, o protagonismo da mulher indígena na politica e a criação da frente parlamentar dos povos indígenas.

    A Enfermeira Laura Jakeline dos Santos Dantas, pautou sobre a saúde da mulher, com o alerta do alto índice de câncer do colo de útero registrado no município São Gabriel da Cachoeira e a  pouca procura no atendimento para a prevenção.

    A mesma disse que na Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA), estão tentando de todas as maneiras trabalhando em parceria junto com DSEI/ARN, e que contam com o apoio das lideranças para encorajar e incentivar as mulheres a deixar a vergonha de lado e procurar atendimento em qualquer uma das Unidades Básicas de Saúde (UBS).

    Ficou decidido que será encaminhada aos órgãos competentes uma carta pedindo o reforço na saúde da mulher e a presença constante de um médico ou médica ginecologista nos municípios de São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos.

    O evento estava sob a Coordenação de Cleocimara Reis Gomes do povo Piratapuya – Coordenadora Geral do Dmirn, junto a diretoria executiva da Foirn, representada por Janete Alves e os colaboradores de outros departamentos. As mulheres foram recepcionadas com um delicioso café regionalizado e encerrado com uma foto oficial. Todo o evento foi transmitido ao vivo pelo do Instagram @foirn.

  • AÇÃO EMERGENCIAL| Emissão de documentos aos povos que se encontram em situação de vulnerabilidade no Rio Negro

    AÇÃO EMERGENCIAL| Emissão de documentos aos povos que se encontram em situação de vulnerabilidade no Rio Negro

    Atendimento especial aos povos hupda, yuhupde, yanomami e demais povos do Alto, Médio e Baixo Rio Negro.

    Aconteceu entre os dias 28 de fevereiro a 04 de março de 2023 os serviços de Emissão de identidade 1ª e 2ª via e certidão de nascimento, é uma forma de alcançar os Indígenas que estão distantes dos centros urbanos e garantir que eles tenham os direitos e acesso aos serviços de cidadania.

    A ação foi realizada nos municípios de São Gabriel da Cachoeira na maloca da FOIRN nos dias 28/02 a 02/03, Santa Isabel do Rio Negro local na Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (ACIMRN) nos dias 02 e 03/03 e Barcelos na Associação Indígena de Barcelos (ASIBA) nos dias 03 e 04/03, através da Fundação Estadual do Índio (FEI), junto a Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) e Secretaria de Segurança Pública (SSP) em parceria com a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), cartório, Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), DSEI/ARN e Instituto Socioambiental (ISA).

  • Foirn participa do 3º Encontro Global de Fundos Liderados por Indígenas, no México

    Foirn participa do 3º Encontro Global de Fundos Liderados por Indígenas, no México

    Com objetivo de garantir uma plataforma global e espaço liderado por indígenas para criar estratégias, aprender e planejar com visão de longo prazo dos fundos indígenas, o IFIP (Financiadores Internacionais para Povos Indígenas), promoveu encontro de lideranças indígenas na cidade de Mérida, Yucatan, México nos dias 20 a 24 de fevereiro.

    A delegação brasileira foi composta por Josimara Melgueiro do povo Baré, (Fundo Indígena do Rio Negro – FIRN), Valéria Paye (Fundo Indígena da Amazônia Brasileira – Podáali) e Toya Manchineri, Coordenador Geral da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB). 

    Josimara Baré gerente do FIRN, destacou a importância do evento como espaço para compartilhar experiências da Amazônia e conhecer fundos de várias partes do mundo, com realidades diferentes, porém, com algo em comum, a filantropia.

    “O evento propiciou espaço para a troca de experiências entre fundo geridos por indígenas em várias partes do mundo, como em países da América Latina, África, Ártico e outros. Possibilitou também reflexões e debates sobre a relação com doadores, e sobre a transparência em relação ao nosso modo indígena de gerir esses fundos”, disse.

    O  Fundo Indígena do Rio Negro é projeto da FOIRN em parceria do o Instituto Socioambiental (ISA), que lançou o primeiro edital em setembro de 2021, e apoia 15 projetos comunitários desenvolvidos pelas associações de base no Rio Negro. Ao todo, foi investido cerca de R$ 978 mil que beneficiou mais de 13 mil indígenas de comunidades localizadas em três municípios do Rio Negro, onde atua a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira (AM).

    A previsão de lançamento do segundo edital é no primeiro semestre de 2023.

    Foram feitos palestras e grupos de trabalho sobre os temas:

    –              Mudança de poder: palestra sobre direitos, liderança e autodeterminação dos povos indígenas;

    –              Plenária: Reflexões do Encontro de ILFs e Diálogos de Jovens e Filantropia Indígena Global;

    –              Empreendimentos Sociais Indígenas para Autodeterminação;

    –              Ouvindo histórias do passado para o futuro: nutrindo o espírito intergeracional dos povos indígenas para proteger a terra;

    –              Elevando os Direitos Indígenas na Ação Climática;

    –              Como exercitamos a autodeterminação e como os financiadores podem apoiar esses esforços? Lições dos povos K’iche, Mixe e Q’eqchi em Abya Yala;

    –              Preenchendo a lacuna: o poder dos líderes emergentes;

    –              Apoiando os guardiões da Mãe Terra: colocando em prática os compromissos globais por meio de iniciativas de financiamento lideradas por indígenas;