Mês: dezembro 2020

  • Canoa virtual: projeto conecta comunidades indígenas do Rio Negro à internet

    Canoa virtual: projeto conecta comunidades indígenas do Rio Negro à internet

    Projeto de fortalecimento da comunicação na parceria Foirn e ISA, apoiado pela Rainforest, Nia Tero e Fundação Moore instala oito pontos de internet via satélite

    Equipamento do ponto de internet instalado na comunidade Açai, Médio Rio Uaupés. Foto: Juliana Radler/ISA

    A pandemia de Covid-19 nos trouxe desafios e deixou muito evidente a importância de investirmos em melhorias de comunicação para as comunidades. O que já tínhamos falado muito nas oficinas de PGTA, assim como nossa juventude indígena também sempre enfatiza essa prioridade! A necessidade de manter contato com as equipes de saúde, sobretudo para ações emergenciais de resgate e atendimento para os doentes de Covid-19, mostrou que é preciso urgente ampliar os pontos de internet, assim como o número de radiofonia integrados ao 790.

    A comunicação instantânea por meio da internet salva vidas e é um instrumento de trabalho fundamental para as equipes de saúde, lideranças, profissionais da educação e para o desenvolvimento de toda a comunidade. Sabemos que as novas tecnologias também trazem besteiras. Mas colocando na balança, sabemos que pode trazer muito mais benefícios e bem viver para as comunidades do que problemas. Basta termos consciência e sabermos usar a tecnologia a nosso favor!

    Nesse sentido, no âmbito das ações de enfrentamento à pandemia de Covid-19, o Instituto Socioambiental (ISA) promoveu a instalação de oito pontos de internet via satélite nas seguintes comunidades: Canadá, Panapana e Vista Alegre (Içana), São Pedro e Pirara Poço (Tiquié), Açaí (Baixo Uaupés) e Cartucho e Acariquara, nos rios Negro e Jurubaxi.

    Kit de navegação na internet

    Foram instalados antena, roteador, modem e um pacote de energia solar para manter o sistema. Também serão instalados um notebook com uma impressora para apoiar nos trabalhos da comunidade. Também foi apoiado melhorias estruturais no local de instalação da internet, quando necessário. Essa primeira etapa da internet via satélite terá duração de 12 meses e espera-se que a partir desse bom uso pelas comunidades, a infraestrutura seja mantida para impulsionar os trabalhos realizados no âmbito da parceria FOIRN-ISA.

    Nessa primeira etapa foram contempladas 3 coordenadorias e o critério de escolha foi relacionado ao envolvimento das comunidades com trabalhos voltados às cadeias produtivas, rede de Agentes Indígenas de Manejo Ambiental (aimas), Rede Wayuri, turismo de base comunitária e gestão territorial e ambiental. No início do ano que vem está prevista uma oficina de fortalecimento para o bom uso da internet e como explorar da melhor forma esse meio de comunicação para o bem viver da comunidade.

    Rosivaldo Lima Miranda, do povo Piratapuia, da comunidade de Açaí, no Baixo Uaupés. Foto: Juliana Radler/ISA

    Rosivaldo Lima Miranda, do povo Piratapuia, da comunidade de Açaí, no Baixo Uaupés, recebeu a visita da comitiva do diretor Nildo Fontes, da Diawi’i no início de dezembro. Na ocasião, ele elogiou a instalação da internet. “Esse trabalho nos beneficiou muito. Nos ajuda na comunicação na saúde, educação, na comunicação com os parentes de fora, que estão em São Paulo, em São Gabriel. A gente nunca tinha sonhado em ter essa comunicação de primeira qualidade. E agora com isso vamos melhorar muito nosso trabalho comunitário e em prol do meio ambiente”, comentou Rosivaldo.

    A Foirn e seus convidados que estavam a caminho do rio Tiquié puderam verificar o bom funcionamento da internet, inclusive possibilitando conexão por áudio e vídeo. Nosso diretor Nildo comentou que com essa ampliação de internet de qualidade nas comunidades, será muito viável fazer mais articulações, viagens mais longas e trabalhos direto das comunidades. “Muitas vezes temos que voltar para a cidade por causa dos trabalhos que dependem de internet. Agora, posso ficar mais tempo nas bases e trabalhar daqui mesmo”, disse Nildo em Açaí.

    Baniwa defende TCC direto da comunidade de Vista Alegre

    O acadêmico Baniwa Alexandre Rodrigues Brazão conseguiu fazer a defesa do seu trabalho de conclusão de curso (TCC) intitulado “Calendário diferenciado da Escola Municipal Indígena Menino de Deus da comunidade Warirambá, rio Cuiari”, usando a plataforma Google meet, direto da internet instalada na comunidade de Vista Alegre (Rio Cuiary, afluente do Içana).

    Alexandre Rodrigues Brazão, defendeu seu trabalho de conclusão direto da comunidade Vista Alegre, rio Cuiarí. Foto: Reprodução

    O trabalho integra o curso de Licenciatura em Formação de Professores Indígenas, da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), sob a orientação do professor doutor Gersem Luciano Baniwa. Sua banca examinadora contou com os professores Elciclei Faria dos Santos, Elias Brasilino de Souza e de notório saber, Brasilino Felipe dos Santos Baniwa.

    Para Brazão, defender seu TCC direto da comunidade foi uma emoção grande, além de um fator de economia, praticidade e em tempos de pandemia de Coronavírus, segurança para ele e sua comunidade, pois evitou se deslocar até a cidade, onde há aumento de casos da doença nesse momento de segunda onda. A defesa ocorreu no dia 18 de dezembro.

  • Conhecimentos ancestrais fortalecidos: Encontro no Tiquié reúne Kumuã para discutir Covid-19 e cria coordenação de saberes tradicionais indígenas

    Conhecimentos ancestrais fortalecidos: Encontro no Tiquié reúne Kumuã para discutir Covid-19 e cria coordenação de saberes tradicionais indígenas

    Participante do 1º Encontro de Conhecedores Tradicionais do Rio Tiquié. Foto: Ana Amélia Hamdan/ISA

    Algumas voadeiras que circularam pelo Rio Tiquié na primeira semana de dezembro transportaram passageiros com uma missão especial: trocar saberes tradicionais utilizados no enfrentamento à Covid-19 e estabelecer um protocolo indígena de proteção contra essa doença e outras enfermidades que possam atingir os povos do Rio Negro. Nos dias 4, 5 e 6 de dezembro, a comunidade Serra de Mucura, no Rio Tiquié, município de São Gabriel da Cachoeira (AM), recebeu o 1º Encontro de Conhecedores Tradicionais do Rio Tiquié, promovido pela Foirn com apoio do Instituto Socioambiental (ISA):  foram três dias de intensa troca de saberes entre os kumuã (plural de kumu) – como os conhecedores tradicionais são conhecidos na região. A reunião contou com a presença de um pajé que conduziu ritual para proteger indígenas e não indígenas do novo coronavírus.

    “Um dos objetivos do encontro é organizar os protocolos tradicionais indígenas de tratamento e prevenção da Covid-19. Os conhecedores fizeram os contos, as narrativas sobre as prevenções e tratamentos. Avançamos mais, com a criação de uma coordenação interna para conduzir estratégias para combate e prevenção da Covid e para articular outros eventos desse tipo, agregando mais conhecedores”, informa o vice-presidente da Foirn, Nildo Fontes, também diretor de referência da DIAWI´I (Coordenação das Organizações Indígenas do Tiquié, Baixo Uaupés e Afluentes).

    Nildo Fontes participou do encontro de Kumuã e explica que a demanda dessa reunião surgiu durante a realização das assembleias regionais eletivas da Foirn, quando indígenas moradores de diversas regiões reforçaram a informação de que recorreram aos saberes ancestrais para combater a Covid-19. Durante toda a pandemia, os povos tradicionais do Rio Negro utilizaram plantas medicinais, benzimentos e rituais para proteção no enfrentamento à pandemia. O relato é de que muitos se curaram com essas práticas, o que levou ao fortalecimento desses conhecimentos. Entretanto, esse resultado não foi registrado pelos órgãos oficiais.

    “Muitos de nós tivemos os sintomas da doença, usamos os medicamentos tradicionais e nos curamos, mas isso não está nos registros oficiais. Queremos que isso registrado”, explica Nildo Fontes. 

    Na conclusão da assembleia, foi divulgada uma carta em que os Kumuã demandam das instituições apoio para valorização dos saberes, inclusive com remuneração dos conhecedores e construção de casas de saber. Foi criada uma coordenação de conhecedores tradicionais para articulação e mobilização para fortalecimento dos saberes, estando prevista a realização de novo encontro em 2021, na comunidade de Caruru Cachoeira, também no Rio Tiquié. Fazem parte desse grupo o antropólogo Dagoberto Azevedo, da etnia Tukano, doutorando da Universidade Federal do Amazonas (Ufam); o professor Orlindo Marques, da etnia Tukano; Geraldino Tenório, da etnia Tuyuka; o conhecedor Damião Barbosa, Yeba Masã; o agente de saúde indígena (AIS) Arlindo Moura, Tukano.

    Entre os conhecedores presentes estavam Nazareno Marques (Tukano); Mário Campo (Desana); Tarcísio Barreto (Tukano); Celestino Azevedo (Tukano); Feliciano Tenório (Tuyuka); Damião Barbosa (Yebamasã). Além deles havia professores, agentes indígenas de saúde (AIS) e Agentes Indígenas de Manejo Ambiental (Aimas).

    O coordenador-adjunto do Programa Rio Negro do ISA, Aloisio Cabalzar, e a analista de comunicação do ISA, Juliana Radler, participaram do encontro de conhecedores do Rio Tiquié. Durante a assembleia foi entregue a representantes de comunidades a publicação Plano de Gestão Territorial e Ambiental do Alto Rio Negro (PGTA), elaborado em conjunto pela FOIRN e ISA. O volume foi lançado em novembro durante a XV Assembleia Eletiva da Foirn.

    Aloísio Cabalzar aponta que o uso dos conhecimentos tradicionais durante a pandemia levou a um processo de autoconfiança dos indígenas. “Aqui nessa região, o tratamento principal para os povos Tukano é o benzimento, o encantamento que é feito pelos conhecedores. Eles procuraram nesse conjunto de encantamentos, a origem dessa doença. Então, a importância desse encontro é ser uma oportunidade de vários conhecedores do rio, de vários povos e comunidades, se encontrarem. Nem todo mundo sabe as mesmas coisas. Eles puderam compartilhar o que que estão fazendo, o que está dando certo”, disse.

    O encontro foi registrado por equipe do ISA e Rede Wayuri de Comunicadores Indígenas, coordenada por Juliana Radler. Ela explicou que os registros do encontro serão utilizados para a produção de um documentário de curta duração que mostrará o enfrentamento da Covid-19 a partir de ações articuladas pelo Comitê Interinstitucional de Combate à Covid-19 de São Gabriel da Cachoeira e do uso de remédios e práticas tradicionais dos povos indígenas. As filmagens foram feitas no local pelo documentarista Christian Braga, com apoio do fotógrafo indígena Paulo Desana e do comunicador indígena Mauro Pedrosa. “Foi um encontro de força impressionante. Como jornalistas e comunicadores fomos chamados a levar adiante o recado dos povos indígenas de fortalecimento dos saberes e cuidado com meio ambiente”, disse Juliana Radler.

    Durante quatro dias, os conhecedores discutiram em suas línguas indígenasprincipalmente Tukno e Tuyuka   –  com apoio de tradução para o português do antropólogo Dagoberto Azevedo, além de Orlindo Marques e Geraldino Tenório. Uma das demandas dos próprios conhecedores é que esses saberes sejam compartilhados para com todos os povos indígenas do Rio Negro. O material será traduzido por comunicadores indígenas e compartilhado por meio de áudios com os demais povos do Rio Negro.

    O Distrito Sanitário Especial Indígena do Alto Rio Negro (Dsei-ARN) apoiou e participou do encontro. Representante do órgão, a psicóloga Ana Délia explicou que os trabalhos das equipes levam em conta a valorização dos saberes indígenas. Ela orientou sobre os procedimentos para evitar a contaminação pelo novo coronavírus, como uso de máscara, álcool em gel e evitar compartilhar objetos.

    Participantes do 1º Encontro de Conhecedores Tradicionais do Rio Tiquié. Foto: Ana Amélia Hamdan/ISA

    RITUAL

    Localizada na floresta amazônica e no meio do caminho entre os distritos de Taracuá e Pari-Cachoeira, Serra de Mucura é considerado um local sagrado pelos indígenas, abrigando quatro cavernas que representam malocas de onde surgiram os povos indígenas do Alto Rio Negro, do qual o Tiquié é afluente.   

    Capitão da Comunidade Serra de Mucura e presidente da Associação Indígena das Comunidades do Médio Tiquié, Roberval Sambrano Pedrosa e seus familiares recepcionaram o grupo de conhecedores. “Estamos realizando um grande evento aqui na comunidade sobre Covid-19. Estou muito alegre. É um lugar especial, com quatro cavernas que representam malocas antigas de onde se se originaram os povos do Alto Rio Negro”, explica.

    O encontro se tornou ainda mais especial com a realização de um ritual conduzido pelo pajé Jairo Villegas, que é um Yaí, um tipo de especialista tradicional que trabalha chupando as doenças dos pacientes. Os próprios indígenas explicam que a presença de um pajé nas comunidades foi ficando cada vez mais rara devido à influência dos religiosos que consideravam a prática um pecado, o que aconteceu também com os rituais de proteção.

    Na cerimônia realizada na Serra de Mucura foram benzidas substâncias como rapé, tabaco, Ipadu, carajiru, jenipapo e breu branco. O ritual foi regado com a bebida tradicional caxiri, preparada pelas mulheres da comunidade. Cantos e danças ocorreram pelo menos durante 8 horas seguidas. Foram utilizados maracás, chocalhos e adornos.

    Durante esse ritual, o pajé rearrumou o mundo, mandando a Covid-19 de volta para o lugar de onde ela saiu. Entretanto, ele mandou o recado de que precisa de uma contrapartida dos não indígenas, que devem parar de mexer no meio ambiente e de   provocar desmatamentos e queimadas. Também ajudaram na condução do rito o conhecedor Damião Amaral e os bayás (mestre de cerimônias) Rodrigo Lima Barbosa e Bernardo Lima Barbosa, todos da etnia Yeba Masã. O pajé fala a língua Makuna, que foi traduzida por Damião Amaral.

    Para ajudar no entendimento da ação do pajé, o antropólogo Dagoberto Azevedo compara o ritual realizado na Serra de Mucura a uma dose de reforço da vacina. “O que eles puderam fazer no ritual é a arrumação desse mundo cosmológico com esteio e portas de sustentação. Depois protegeram essa plataforma terrestre com esteios que têm durabilidade para combater o novo coronavirus. Protegeram a pessoa também com uma série de luzes e reflexos”, explica. O pajé também mencionou o uso de plantas amargas, como o cipó saracura. 

    O antropólogo indica que o ponto principal é que o pajé mandou a doença de volta para casa. “O ponto principal é que eles encaminharam o vírus para a origem dele, na casa dos brancos. Parecia que (o vírus) veio atacar os povos indígenas da região. O Yaí viu e abriu caminho por onde ele veio. Poderia atingir os não indígenas, mas ele flexibilizou essas portas para que os parceiros continuem trabalhando com os povos indígenas. Com essa flexibilização, o Yaí viu com a força do pensamento que a doença parecia estar querendo retornar. Mas nesse encontro ele reforçou essa proteção. Lançou como se fosse o reforço da vacina, traduzindo para vocês entenderem”, resume Dagoberto.

    Veja abaixo as principais demandas que constam da Carta dos Kumuã do Rio Tiquié      

    1 – Criar programas referente a valorização e fortalecimento dos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas da região Diawií;

    2 –   Criar agenda de discussão interinstitucional para elaborar mecanismos para reconhecimento da categoria de conhecedores tradicionais visando à remuneração no processo de trabalho preventivo e de cura das doenças;

    3 –   Apoiar projetos específicos para as aldeias indígenas sobre cultura, encontros, cerimônias e atividades relacionadas para seu fortalecimento

    4 –   Apoiar na construção das casas dos saberes, usando materiais modernizados; elaborar projetos arquitetônicos para construção de casas de saber com formato tradicional e usar materiais adaptados modernos nas estruturas;

    5 –   União das instituições no processo de projetos referentes nos anseios dos povos indígenas;

    6-    Criar mecanismos para organizar formação e reconhecimento de novos conhecedores tradicionais indígenas;

    7-    Apoiar na divulgação dos trabalhos dos encontros;

    8 –   Valorização de antropólogos indígenas para colaborar no processo de organização do protocolo de prevenção e tratamento da Covid-19 e de outras doenças com conhecimentos tradicionais para o uso interno das comunidades dentro de seus territórios.

    Participantes moradores de comunidades (por comunidade e em ordem alfabética)

    Acará-Poço

    Oscarina Caldas Azevedo, Desana, de Acará-Poço

    Rafael Antônio Azevedo, Tukano, de Acará-Poço

    Boca do Sal

    Rafael Marques, Tukano, de Imaculada/Boca do Sal

    Caruru-Cachoeira

    Claudimar Rezende Marques, Tukano, de Caruru-Cachoeira

    Nazareno Marques, Tukano, de Cachoeira Caruru

    Orlindo Marques, Tukano, de Caruru-Cachoeira

    Cunuri

    Estévão Monteiro Pedrosa, Tukano, Cumuri

    João Carlos Pedrosa, Tukano, de Cunuri

    Guadalupe

    Oziel Barbosa Macedo, Desano, de Guadalupe

    Morro do Beija-Flor

    Bernardo Lima Barbosa, Yeba Masã, de Morro do Beija-Flor

    Tarcísio Lima, Yeba Masã, de Morro do Beija-Flor

    Pirarara-Poço

    Alesânia Aguiar Azevedo, Tukano

    Arnaldo Azevedo, Tukano, de Pirarara-Poço

    Celestino Rezende Azevedo, Tukano, de Pirarara-Poço

    Derluce Massa Azevedo, Tukano, de Pirarara-Poço

    Edigio Veiga, Desano, de Pirara-Poço

    Eugênia Pimentel, Desano, de Pirarara-Poço

    João Pedro Lima Azevedo, Tukano, de Pirarara-Poço

    Jones Rezende, Tukano, de Pirarara Poço

    Jusaleia Veiga, Desana, Pirarara-Poço

    Osimar Azevedo, Tukano, de Pirarara-Poço

    Palmira Azevedo, de Pirara-Poço

    Rafael Peixoto Veiga, Desano, de Pirarara-Poço

    Rosilene Aguiar Azevedo, Tukano, de Pirarara- Poço

    Rosivaldo Aguiar Azevedo, Tukano, de Pirarara-Poço

    Vilmar Rezende Azevedo, Tukano, de Pirara-Poço

    Porto Amazona

    Jairo Lemdaño Villega, Makuna, Porto Amazona

    Santa Rosa

    Inácio Macedo Barbosa, Yeba-Masã, de Santa Rosa

    João Bosco Macedo, Desano, de Santa Rosa

    Mateus Gomes Macedo, Desano, de Santa Rosa

    São Domingos

    Tarcísio Borges Barreto, Tukano, de São Domingos

    São Felipe

    Damião Amaral Barbosa, Yeba-Masã, São Felipe

    Maria Áurea Nunes Batista, Baniwa, de São Felipe

    Rodrigo Lima Barbosa, Yeba Masã, de São Felipe

    São José I

    Rogelino da Cruz Alves Azevedo, Tukano, de São José I

    São Luiz

    Cornélio Gonçalves, Desano,

    São Miguel

    Geraldino Tenório, Tuyuka, de São Miguel

    São Pedro

    Anunciata Rezende Marques, Tukano, de São Pedro

    Edilson Villegas Ramos, Tuyuka, de São Pedro

    Feliciano Tenório, Tuyuka, de São Pedro

    João Paulo Tenório, Tuyuka, de São Pedro

    Josival Azevedo Rezende, tuyuka, de São Pedro

    São Sebastião

    Germano Campos, Desano, São Sebastião

    Margarete Pinheiro, Tuyuka, de São Sebastião

    Mário Campos, Desano, de São Sebastião

    Odilon José Lopes Campos, Desano, de São Sebastião

    Serra de Mucura

    Enedina Azevedo, Desana, Serra do Mucura

    Ernesto da Silva, Tukano, Serra do Mucura

    Jocimara Alves Maia, Tukano, de Serra do Mucura

    José Calixto Araújo Pedrosa, Tukano, Serra do Mucura

    Josiane Maria Pedrosa, Tukano, de Serra do Mucura

    Maria Aparecida Bernardes, Tariana, de Serra do Mucura

    Maria de Lourdes Marques Tenório, Tuyuka, de Serra do Mucura

    Roberval Sambrano Pedrosa, Tukano, Serra do Mucura

    Taracuá

    Arlindo Matos Moura, Tukano, de Taracuá

    Isaías da Silva, Tukano, de Taracuá

    FOIRN

    Vice-presidente, Nildo Fontes

    ISA

    Aloisio Cabalzar, coordenador-adjunto do Programa Rio Negro

    Juliana Radler, analista de comunicação

    Ana Amélia Hamdan, jornalista

    Christian Braga, documentarista

    Paulo Desana, fotógrafo e documentarista indígena

    Mauro Pedrosa, Aima

    Julião, Barqueiro

    Augusto, Barqueiro

    Antropólogo indígena

    Dagoberto Azevedo, Tukano, antropólogo doutorando da Univesidade Federal do Amazonas (Ufam)

    Dsei-ARN

    Ana Délia, Psicóloga

    Colaborou: Ana Amélia Hamdan/ISA e Nildo José Miguel Fontes/Foirn

  • Departamento de Educação da Foirn e Seduc avaliam Assessoria Indígena e buscam ampliação de parceria

    Departamento de Educação da Foirn e Seduc avaliam Assessoria Indígena e buscam ampliação de parceria

    Proposta das bases é criação de rede de lideranças indígenas para atuar em conjunto com os órgãos públicos responsáveis pelo ensino na região

    Diretoria da Foirn, assessoria indígena da Seduc e lideranças indígenas se reúnem para avaliar ações. Foto: Reprodução

    O Departamento de Educação Escolar Indígena da Foirn está em fase de reestruturação e já deu início a discussões para ampliar a participação de lideranças da região do Rio Negro na Assessoria Indígena da Secretaria de Estado da Educação do Amazonas (Seduc), com reforço na parceria entre as entidades. Nessa terça-feira, 01/12, a Diretoria da Foirn e Coordenador do Departamento de Educação Escolar Indígena, Edson Gomes Baré, se reuniram com a Assessora Indígena da Seduc, Sidneia Fontes, e com Alva Rosa, Assessora da Coordenação das Escolas Estaduais do Interior da Coordenadoria Local da Seduc em São Gabriel da Cachoeira (AM). Algumas lideranças indígenas de base também participaram do encontro.

    Entre os temas discutidos no encontro, que aconteceu na sede da Foirn em São Gabriel, estão a avaliação da atuação da assessoria indígena e a reestruturação do Departamento de Educação Escolar Indígena da Foirn, que acontece amparada nas demandas das bases discutidas e encaminhadas nas assembleias sub-regionais.

    Uma das principais propostas formar uma rede de lideranças indígenas que possam participar diretamente nas discussões e implementação de ações em parcerias com as instituições que cuidam do tema de educação de escolar indígena do Rio Negro, como as secretarias municipal e estadual de Educação. A proposta será consolidada no primeiro semestre de 2021.

    A Assessoria Indígena dentro da Seduc foi uma reivindicação e conquista do Movimento Indígena do Rio Negro no atual Governo Wilson Lima. Ao longo de dois anos de atuação, a assessoria tem sido um importante espaço de interlocução de lideranças e professores indígenas com o Governo do Estado, especialmente com a Seduc. Em 2019, algumas comitivas de lideranças indígenas conseguiram dialogar com a secretaria através da mediação da Assessoria Indígena. 

    Atual assessora, Sidneia Fontes relatou desafios na realização das ações e recomendou mais diálogo e união entre a assessoria e os espaços que já existem hoje, como a Gerência de Educação Escolar Indígena e o Conselho de Educação Escolar Indígena na luta e na implementação de ações.

    Conheça o trabalho do nosso Departamento de Educação Escolar Indígena: https://foirn.org.br/educacao/