Mês: julho 2025

  • Movimento Indígena em Barcelos Fortalece Articulação e Exige Celeridade na Demarcação das Terras Indígenas do Baixo Rio Negro e Rio Caurés: Uma Luta de Décadas por Direitos e Território

    Movimento Indígena em Barcelos Fortalece Articulação e Exige Celeridade na Demarcação das Terras Indígenas do Baixo Rio Negro e Rio Caurés: Uma Luta de Décadas por Direitos e Território

    Barcelos, AM – Entre os dias 4 e 8 de julho de 2025, importantes momentos de escuta e articulação ocorreram no Baixo Rio Negro. Lideranças e comunidades indígenas se reuniram em Barcelos em uma série de encontros históricos para impulsionar a demarcação das Terras Indígenas (TIs) Baixo Rio Negro e Caurés, e da aguardada TI Aracá-Padauiri. Diante de desafios que se arrastam há mais de duas décadas, a mensagem foi clara: a demarcação é um direito constitucional (Art.231 – CF/88), uma luta de gerações e uma garantia para o futuro.

    As reuniões, organizadas pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), pela Associação Indígena de Barcelos (ASIBA) e pela Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio Rio Negro (CAIMBRN), aconteceram na sede da ASIBA e nas comunidades: Manacauaca, Dom Pedro II, São Roque e Cauburís. Com apoio da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) e da Articulação das Organizações e Povos Indígenas do Amazonas (APIAM), o objetivo central foi esclarecer sobre o processo de demarcação, combater a desinformação e fortalecer a luta das bases do movimento indígena a favor de seus direitos.

    A Batalha por Território: Mais de 25 Anos de Resistência

    A demarcação de terras no Baixo Rio Negro é uma saga de persistência. A TI Baixo Rio Negro e Caurés, localizada em Barcelos, tem uma história ainda mais antiga. As reivindicações pela área vêm desde os anos 1990. Devido à lentidão da FUNAI, apenas neste ano foi possível dar continuidade aos estudos de levantamentos fundiários para compor o Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação (RCID).

    Já a Terra Indígena Aracá-Padauiri, que abrange partes de Barcelos e Santa Isabel do Rio Negro, encontra-se há anos em impasse burocrático, aguardando a publicação do Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação (RCID) pela presidência da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI). Essa morosidade impede o avanço do processo, deixando as comunidades em longa espera.

    Diretor da Foirn Carlos Nery – Comunidade São Roque

    Essas reivindicações têm raízes históricas: no passado, as lutas foram contra a escravidão de indígenas piaçabeiros e o avanço de garimpeiros, madeireiros e extrativistas ilegais, que atuavam sem qualquer garantia trabalhista e sem respeitar os modos de vida tradicionais. Atualmente, a organização social e política garantida pelo movimento indígena continua lutando por melhorias na assistência e na implementação de políticas públicas. Hoje, ameaças como a pesca comercial e esportiva desordenada intensificam a urgência da demarcação e da proteção desses territórios.

    A Força da Voz Indígena

    Durante os encontros, as lideranças falaram com clareza e firmeza. Marilene Gervasio Reis, presidente da ASIBA, ressaltou a importância do momento para “esclarecer dúvidas sobre a demarcação”, especialmente frente à desinformação crescente.

    Dário Emílio (Povo Baniwa), presidente da FOIRN, afirmou: “A demarcação de terras hoje é um direito de todos, e sabemos a importância da água e da terra. Precisamos recuperar o que vem se perdendo, pensando nas futuras gerações.” Ele reforçou o compromisso da FOIRN em ouvir as demandas das comunidades e atuar com apoio da FUNAI e do Instituto Socioambiental (ISA).

    Presidente da Foirn- Dario Baniwa / Comunidade Manacauaca

    Hélio Gessem, diretor da FOIRN, demonstrou preocupação com as TIs ainda não demarcadas, classificando-as como essenciais para “garantir a agricultura familiar, a pesca e o sustento das comunidades indígenas”.

    Carlos Alberto Teixeira Neri, também diretor da FOIRN, homenageou lideranças históricas, como o Sr. Braz França, e destacou que o objetivo é “reconhecer e fazer valer um processo que foi iniciado há mais de 20 anos”. Ele também confrontou a desinformação, reiterando que a FOIRN defende os interesses coletivos dos povos indígenas — e não interesses individuais.

    João Barroso, chefe da Coordenação Técnica Local da FUNAI em Barcelos, afirmou que o órgão acompanha de perto o processo e as ameaças sofridas pelas lideranças, muitas vezes oriundas de “empresários e indivíduos ligados ao governo municipal com interesses econômicos”. Ele reforçou o compromisso da FUNAI com a defesa dos direitos dos povos indígenas, assegurados pelo artigo 231 da Constituição Federal de 1988.

    João Barroso (chefe da Coordenação Técnica Local da FUNAI em Barcelos) – Sede da Asiba

    Demarcação e Turismo: Mitos x Realidade

    Um dos temas com mais desinformação abordados nos encontros foi a pesca esportiva após a demarcação. O advogado Dr. Adriano, da assessoria jurídica da FOIRN, esclareceu que a demarcação não resultará na expulsão de não indígenas nem na proibição de atividades econômicas, mas sim na implementação de regras claras e justas.

    Carlos Neri, com vasta experiência em turismo de pesca, afirmou: “Hoje coordeno nove projetos de pesca dentro de terras indígenas. Posso afirmar que não haverá problemas desde que se sigam as regras da legislação.” Ele explicou que a Instrução Normativa nº 03/2015 da FUNAI regula o turismo em TIs, exigindo um plano de visitação elaborado pelas associações em parceria com as comunidades. O plano, aprovado pela FUNAI, garante sustentabilidade e benefícios diretos às comunidades indígenas.

    Líderes locais, como João Leandro da comunidade de Bacabal e Carlos Alberto da Paixão, presidente da Associação Indígena de Base Aracá e Demini (AIBAD), relataram e entregaram carta com reivindicação e denuncia de casos de forte aliciamento por empresas de turismo e pescadores comerciais que desrespeitam os territórios. Carlos Neri alertou sobre os perigos das fake news e o uso da tecnologia para disseminar desinformação por grupos com interesses contrários à demarcação.

    O Chamado Urgente por Compromisso Governamental

    Diretor Carlos Nery – Comunidade Cauburis

    Embora as TIs estejam judicializadas e o governo federal tenha um prazo de dois anos para concluir o processo, a lentidão continua. A FOIRN reforça que é necessário um compromisso firme do governo brasileiro com os direitos dos povos indígenas do Rio Negro.

    Vale lembrar que a demarcação das TIs é um direito assegurado pela Constituição aos povos que ocupam tradicionalmente essas terras — e não uma questão de consulta à população não indígena e tem regras para o processo.

    A FOIRN, juntamente com suas organizações de base como a CAIMBRN e a ASIBA, permanece aberta ao diálogo e empenhada em combater a desinformação que tenta enfraquecer o processo. A demarcação é responsabilidade do Estado brasileiro, por meio da FUNAI. Por isso, qualquer informação legal deve ser buscada junto a esse órgão.

    Além das terras mencionadas, o Rio Negro ainda tem outras TIs em processo, como a TI Jurubaxi-Tea, em fase de demarcação física, e a TI Cué-Cué/Marabitanas. A urgência da demarcação e o compromisso do Estado com os povos indígenas do Médio e Baixo Rio Negro ecoam como clamores históricos.

    Dário Baniwa, presidente da FOIRN, finalizou reafirmando o compromisso da federação:
    “A gente não vai atuar contra vocês. Estamos aqui para ouvir, levar as demandas e dar continuidade a essa luta. É um trabalho diário, e cada um fazendo sua parte, iremos longe.”

    A união das lideranças, a clareza dos argumentos e a força das comunidades reforçam: a demarcação não é apenas um direito, é uma urgência histórica e um passo essencial para a proteção ambiental e o futuro sustentável dos povos indígenas do Amazonas e do Brasil.

  • FOIRN/DEEI realiza oficina pedagógica com o povo Nadëb para construção do primeiro Projeto Político-Pedagógico Indígena de Santa Isabel do Rio Negro: um marco histórico, político e epistêmico

    FOIRN/DEEI realiza oficina pedagógica com o povo Nadëb para construção do primeiro Projeto Político-Pedagógico Indígena de Santa Isabel do Rio Negro: um marco histórico, político e epistêmico

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), por meio do seu Departamento de Educação Escolar Indígena (DEEI), realiza entre os dias 07 a 10 de julho de 2025, na comunidade Roçado, situada no rio Uneuxi (região da CAIMBRN), a Oficina Pedagógica de Formação de Professores Indígenas do Povo Nadëb, com foco na construção coletiva do primeiro Projeto Político-Pedagógico do Povo Nadëb (PPPN) no município de Santa Isabel do Rio Negro/AM.

    Este evento configura-se como um marco histórico, político, pedagógico e epistêmico na trajetória da educação escolar indígena na região do Rio Negro. Pela primeira vez, o povo Nadëb — com sua riqueza sociolinguística, espiritual e ecológica — elabora um projeto pedagógico próprio, fundado em sua cosmovisão, em seus valores civilizatórios e nos modos tradicionais de ensino e aprendizagem, que se entrelaçam com os ciclos da floresta, das águas e do território.

    A realização desta oficina pedagógica tem como base metodológica a perspectiva intercultural crítica, com centralidade nas epistemologias indígenas e no protagonismo dos professores, lideranças, anciãos e demais sujeitos formadores do território. A proposta pedagógica em construção rompe com o modelo hegemônico da escola monocultural e insere o povo Nadëb no debate nacional sobre a descolonização dos currículos e a reterritorialização dos saberes indígenas na escola.

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    Durante os quatro dias de oficina, os participantes estão engajados em um processo dialógico de reflexão e sistematização de práticas educativas ancoradas em pilares fundamentais, como:

    • A sustentabilidade cultural e territorial como eixo estruturante da escola indígena;
    • A valorização da oralidade e da memória coletiva, com base nos conhecimentos dos anciãos e pajés;
    • A centralidade da língua Nadëb como veículo do pensamento e da pedagogia comunitária;
    • A governança pedagógica comunitária, fundamentada na autonomia e autodeterminação dos povos indígenas;
    • A integração dos saberes tradicionais e científicos de maneira complementar e respeitosa;
    • A construção de um currículo próprio, que articule tempo-escola e tempo-comunidade.

    A ação é coordenada pela equipe técnica do DEEI/FOIRN, composta por Zilma Rosana, assessora pedagógica, Miguel Cortez, assistente administrativo, e Iracema Sanches, articuladora da Educação Escolar Indígena do município. A atividade conta ainda com o apoio estratégico da Secretaria Municipal de Educação de Santa Isabel do Rio Negro (SEMED/SIRN), representada pela pedagoga Suely Góis Coelho e pelo assistente administrativo Raniel Gonçalves, reafirmando a importância da corresponsabilidade institucional na efetivação dos direitos educacionais dos povos indígenas.

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    A construção do PPPN não é apenas um instrumento técnico-burocrático, mas sim um manifesto político-pedagógico, que materializa o direito à educação diferenciada, específica e territorializada, conforme preconizado pela Constituição Federal de 1988, pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN/1996) e pelas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Indígena. Mais do que um documento institucional, o PPPN do povo Nadëb expressa a resistência, a ancestralidade e o projeto de futuro de um povo que, por séculos, enfrentou processos de invisibilização e negação de sua identidade. Agora, por meio da escola indígena, abre caminhos para a reafirmação de sua dignidade cultural, social e espiritual.

    A FOIRN, por meio do DEEI, reafirma seu compromisso com a educação como território de luta, emancipação e reconstrução da memória dos povos indígenas. Este passo dado pelo povo Nadëb é um exemplo inspirador para os demais povos do Rio Negro e do Brasil, demonstrando que a educação indígena precisa ser construída com os povos e não apenas para os povos — com escuta, com diálogo e, sobretudo, com respeito profundo às epistemologias originárias.

    A história da educação indígena em Santa Isabel do Rio Negro será reescrita a partir deste momento. E será escrita com a tinta da ancestralidade Nadëb.

  • FOIRN e Instituto Socioambiental realiza seminário de avaliação e planejamento estratégico das cadeias produtivas e da economia da sociobiodiversidade no Rio Negro

    FOIRN e Instituto Socioambiental realiza seminário de avaliação e planejamento estratégico das cadeias produtivas e da economia da sociobiodiversidade no Rio Negro

    De 30 de junho a 2 de julho de 2025 a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), por meio do Departamento de Negócios Socioambientais, realizou em São Gabriel da Cachoeira o Seminário de Avaliação e Monitoramento das Cadeias Produtivas e Construção do Planejamento Estratégico. O encontro reuniu coordenadores, técnicos, artesãos, produtores e parceiros, como o Instituto Socioambiental (ISA), para refletir sobre os avanços, desafios e estratégias da economia indígena no Rio Negro.

    Essa economia, que se baseia na sociobiodiversidade, vai muito além da venda de produtos. É uma economia ancestral, enraizada nos saberes milenares dos povos indígenas, em seus sistemas agrícolas tradicionais e no manejo profundo e respeitoso do território. Cada produto da floresta — seja o artesanato, o mel, a pimenta Baniwa, o pescado ou os alimentos da roça — carrega conhecimento, cultura, espiritualidade e resistência.

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    Economia indígena: floresta que vira floresta novamente

    Durante o seminário, foi reforçado que as economias indígenas não se reduzem a insumos para a indústria. Ao contrário, elas promovem conservação ambiental, segurança alimentar, cultura e autonomia. As roças tradicionais, como as dos Baniwa, não transformam floresta em monocultura — transformam floresta em floresta novamente. São sistemas de produção que conservam, regeneram e fortalecem os modos de vida dos povos do Rio Negro.

    Como destacou uma das participantes:

    “É muito injusto olhar para essas economias apenas como fornecedoras de produtos. São sistemas inteiros de conhecimento ancestral, que inspiram inovações locais e até tecnológicas, mas cujos benefícios muitas vezes não são repartidos com os povos originários.”

    Planejamento estratégico e fortalecimento institucional

    Sob a coordenação de Luciana, do povo Tariano, o Departamento de Negócios Socioambientais vem sendo referência na temática da economia indígena. Criado em 2021 como resposta à demanda das lideranças indígenas por geração de renda com base nos saberes tradicionais, o DNSA atua como elo entre as comunidades, instituições públicas, parceiros e mercados.

    Neste seminário, foram avaliadas as iniciativas em curso, como a loja Casa Wariró, o apoio às compras públicas via PNAE e PAA, o turismo de base comunitária, e o incentivo à produção e comercialização de alimentos e artesanatos. Também foi elaborado um novo plano estratégico, buscando maior integração entre as cadeias produtivas, fortalecendo o papel das mulheres, jovens e coordenadorias regionais.

    Luciana destacou:

    “Nós somos 64% mulheres envolvidas nas cadeias produtivas. O fato de termos uma mulher coordenando esse departamento representa um avanço importante dentro da FOIRN e uma conquista para as mulheres do território.”

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    Próximas ações e perspectivas

    Entre as ações previstas para os próximos meses, estão: Plano de Negócios da Kalipana, em Santa Isabel do Rio Negro, com datas a definir; Oficina de artesanato com cipó titica com o povo Hupd’äh, no Japú, em agosto; Encontro Geral de Produtores do Rio Negro, previsto para outubro; Fortalecimento das compras públicas, ampliando a presença dos alimentos da floresta na alimentação escolar e institucional; Lançamento da Wariro Sabores, nova frente de comercialização de alimentos tradicionais; Participação na Marcha das Mulheres Indígenas, representando as cadeias produtivas do Rio Negro.

    O seminário também evidenciou como a Casa Wariró tem impactado diretamente e indiretamente a geração de renda nas comunidades, sendo ponte para que parceiros externos também acessem os produtos e apoiem as iniciativas locais.

    Um modelo de economia do cuidado e da reciprocidade

    A economia indígena do Rio Negro é uma economia do cuidado, do coletivo, da floresta em pé. Cada produto carrega a história de um povo, o manejo de um território e o conhecimento passado por gerações. Ao fortalecer essas economias, a FOIRN reafirma seu compromisso com a autodeterminação dos povos indígenas, a valorização da cultura e a proteção do território.

    A coordenação do DNSA reforça que o trabalho continuará, com planejamento, escuta e articulação, conectando as comunidades às oportunidades, sem perder de vista o que sustenta tudo isso: o território, o conhecimento tradicional e a vida coletiva.

  • FOIRN e Secretaria Municipal de Educação de Santa Isabel do Rio Negro alinham ações para fortalecimento da Educação Escolar Indígena

    FOIRN e Secretaria Municipal de Educação de Santa Isabel do Rio Negro alinham ações para fortalecimento da Educação Escolar Indígena

    No dia 04 de julho de 2025, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), por meio do Departamento de Educação Escolar Indígena (DEEI), promoveu uma importante reunião técnica com a equipe da Secretaria Municipal de Educação de Santa Isabel do Rio Negro (SEMED/SIRN). O encontro teve como foco a articulação de ações conjuntas voltadas à implementação da atividade de Orientações Pedagógicas para a elaboração dos Projetos Político-Pedagógicos (PPPs) nas unidades escolares situadas em comunidades indígenas do município.

    A reunião, realizada na sede da SEMED/SIRN, teve como objetivo principal definir estratégias metodológicas e operacionais que garantam a construção participativa dos PPPs, respeitando as especificidades socioculturais, linguísticas e históricas dos povos indígenas da região. Entre os pontos discutidos, destacaram-se a valorização dos saberes tradicionais, a promoção de práticas pedagógicas diferenciadas e a importância da escuta ativa das comunidades no processo de formulação dos projetos educativos.

    A ação integra o plano estratégico do Departamento de Educação Escolar Indígena – DEEI/FOIRN para o fortalecimento da Educação Escolar Indígena, em consonância com a legislação educacional vigente, como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), o Referencial Curricular Nacional para as Escolas Indígenas e os princípios constitucionais de respeito à diversidade étnica e cultural.

    Como parte dessa iniciativa, está prevista a realização de uma oficina pedagógica entre os dias 07 e 10 de julho de 2025, na Comunidade Indígena Roçado, localizada na região da Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro e Afluentes (CAIMBRN). A oficina reunirá professores indígenas, lideranças comunitárias e equipes técnicas, com o intuito de promover espaços de formação continuada, reflexão crítica e elaboração coletiva dos PPPs, utilizando metodologias dialógicas e territorializadas.

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    Para a assessora pedagógica da FOIRN, Zilma Rozana Azevedo Oliveira, “esse momento é fundamental para assegurar que a Educação Escolar Indígena se consolide com base na autonomia das comunidades, respeitando seus modos próprios de ensinar e aprender. O PPP é um instrumento político e pedagógico que precisa refletir a realidade e os projetos de vida dos povos indígenas”.

    Participaram da reunião técnica:

    Zilma Rozana Azevedo Oliveira – Assessora Pedagógica (DEEI/FOIRN)

    Miguel Cortez – Assessor Administrativo (DEEI/FOIRN)

    Iracema Sanches – Articuladora da Educação Escolar Indígena (SIRN)

    Márcia Zedan – Secretária Municipal de Educação (SIRN)

    Suely Góis Coelho – Pedagoga da SEMED/SIRN


    A FOIRN, por meio do DEEI, reafirma seu compromisso institucional com a construção de uma educação indígena de qualidade, contextualizada e construída a partir dos territórios, contribuindo para a afirmação das identidades e o fortalecimento da gestão educacional nas comunidades.