Categoria: Lideranças Indígenas

  • Começa a elaboração do Plano de Gestão Territorial e Ambiental Kotiria e Kubeo, no Alto Rio Negro

    Começa a elaboração do Plano de Gestão Territorial e Ambiental Kotiria e Kubeo, no Alto Rio Negro

    Participantes da Oficina. Foto: Sergio Oliveira.
    Participantes da Oficina. Foto: Sergio Oliveira.

    Em julho passado teve início a elaboração do Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) Kotiria (Wanano) e Kubeo. Proposto e gerido pela Associação da Escola Khumunu Wu’u Kotiria (Asekk), e financiado pelo Programa Demonstrativo dos Povos Indígenas (PDPI/MMA), este PGTA envolve 14 comunidades do Alto Rio Uaupés e abrange uma área de aproximadamente 1,3 milhão de km2.

    O início do projeto foi marcado pela realização de duas oficinas de etnomapeamento e diagnóstico participativo nas comunidades de Caruru-Cacheira e Açaí. Nas oficinas, que tiveram duração de cinco dias cada, foram produzidos mapas mentais, croquis das roças e das comunidades, uma linha do tempo onde foram localizados os fatos marcantes da história de cada grupo, calendários ecológicos, entre outros materiais, de modo a subsidiar a discussão das noções de território, ambiente, gestão e sustentabilidade.

    O projeto, que terá a duração de um ano, prevê a publicação de um diagnóstico preliminar da situação socioambiental da área, além da elaboração de mapas temáticos com os recursos materiais e simbólicos imprescindíveis para a reprodução física e cultural dos grupos envolvidos. O diagnóstico será elaborado a partir da investigação conduzida pela equipe de pesquisadores indígenas (seis Kotiria e três Kubeo), que foi capacitada durante as oficinas. Ao longo dos próximos meses, estes pesquisadores irão produzir censos, entrevistas, diários de campo, mapear pontos importantes de seu território com o auxilio de aparelhos de GPS, realizar reuniões com as comunidades, entre outras atividades. No início de 2015, serão realizadas mais duas oficinas para a sistematização e validação das informações produzidas.

    A coordenação geral do projeto está sob responsabilidade do presidente da ASEKK Edmar Sanchez. Na coordenação técnica estão o linguista Thiago Chacon, o antropólogo Pedro Rocha e o biólogo Igor Richwin. No apoio aos pesquisadores indígenas estão os antropólogos Diego Rosa Pedroso e João Pimenta da Veiga. Na parte administrativa, o projeto conta com o apoio da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn).

    Espera-se que o projeto venha contribuir para a construção de um Plano de Gestão Territorial e Ambiental na Terra Indígena Alto Rio Negro, em diálogo com iniciativas similares na região. A aposta é que no futuro se possa enfrentar de maneira integrada os desafios e expectativas de médio e longo prazo dos povos indígenas da região, contribuindo para a implementação da Política Nacional de Gestão Ambiental e Territorial de Terras Indígenas (PNGATI), nos moldes do Decreto N° 7747 de 2012.

    Divulgação Equipe do PGTA Kotiria e Kubeo

  • Movimento Indígena Brasileiro perde Moura Tukano

    Prezados (as) irmãos (as) dos povos indígenas.

    Moura TukanoO companheiro Manoel Fernandes Moura, povo Tukano, dedicou a sua vida nos objetivos de luta pelos direitos à Terra, assegurar a demarcação, educação diferenciada, saúde, autonomia política e sustentabilidade de atividades indígenas. Na luta, sofreu perseguição, passou fome e enfrentou brigas. Na década de 80 aconteceu o Primeiro Encontro Nacional do Povos Indígenas do Brasil que reuniu mais de 500 líderes, havia uma forte união, não havia divisão, conjugavam forças política com os representantes dos trabalhadores rurais, Central Única dos trabalhadores e Sem Terra.

    No estado do Amazonas o Manoel Fernandes Moura, natural de Pari Cachoeira municipio de Sáo Gabriel da Cachoeira, em conjunto, fizeram uma grande reunião na cidade de Itacoatiara com líderes importantes de Roraima, Rio Negro,Tabatinga, Parintins e assim fundaram a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazonia Brasileira – COIAB, todos os fundadores eram companheiros da União das Nações Indígenas (UNI), estavam fortalecidos e levaram novas mensagens de luta para suas comunidades.

    Na comunidade de Taracuá do Rio Uaupés no municipio de São Gabriel da Cachoeira foi um pilar da luta pela demarcacão das Terras continuas e enfrentamento de garimpeiros.

    Para o companheiro, irmão de caráter firme que trabalhou com meta e ideias genuinamente indígena, nossos agradecimentos pelo legado inovador.

    A FAMILIA FEDERAÇÃO DAS ORGANIZAÇÕES INDÍGENAS DO RIO NEGRO sempre te lembrará.