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  • FOIRN SEDIA REUNIÃO INTERINSTITUCIONAL PARA DEBATER IMPLANTAÇÃO DO CAMPUS DA UFAM EM SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA.

    FOIRN SEDIA REUNIÃO INTERINSTITUCIONAL PARA DEBATER IMPLANTAÇÃO DO CAMPUS DA UFAM EM SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA.

    Foto: Joelson Felix Silva – DECOM/FOIRN

    São Gabriel da Cachoeira (AM), 18 de junho de 2025 – Na sede II da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), nesta terça-feira (18), de uma importante reunião interinstitucional sobre a implantação do campus da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) em São Gabriel da Cachoeira.

    A reunião foi conduzida pelo Diretor-Presidente da FOIRN, Dário Casimiro, com a presença de representantes da UFAM, IFAM, SEDUC, SEMEDI, APIARN, COPIARN e DEEI/FOIRN. O encontro foi motivado por convite da assessoria da futura reitora da UFAM, que busca consolidar o projeto da nova unidade universitária no município, uma demanda histórica da região.

    Foto: Joelson Felix Silva – DECOM/FOIRN

    A professora Flávia Melo, representante da UFAM e integrante do grupo de transição da nova gestão da universidade, apresentou o andamento do projeto. Segundo ela, o Governo Federal já disponibilizou R$ 50 milhões para a construção do campus, que seguirá o modelo padrão da UFAM, com blocos acadêmicos, salas, auditórios e estruturas adaptadas à realidade local. Um destaque simbólico e cultural será a construção do auditório em formato de maloca tukano, com grafismos indígenas nos azulejos da edificação.

    O projeto encontra-se atualmente em fase de avaliação no Ministério da Educação (MEC). Já foram realizados estudos topográficos e arquitetônicos no terreno, mas o início da obra depende do licenciamento ambiental e da aprovação final do projeto, com previsão de início da construção em 2026, com duração estimada de 22 meses.

    Durante a reunião, a FOIRN destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento do ensino superior indígena, mas também apontou preocupações com a ausência de participação indígena nas etapas iniciais do projeto. “Essa é uma conquista concreta e importante, mas é necessário garantir a participação e diálogo do movimento indígena, sobretudo na proposta de discussão e elaboração projeto político-pedagógico sobre o modelo de universidade que queremos para a região”, afirmou Dário Baniwa.

    Outros participantes, como o coordenador do Departamento Escolar de Educação Indígena/FOIRN, Melvino Fontes, também destacaram a necessidade de maior escuta por parte da universidade. “A UFAM ainda não dialogou diretamente com as lideranças indígenas sobre a construção. O projeto precisa ter a cara da região e respeitar as especificidades dos nossos povos”, afirmou.

    Foto: Joelson Felix Silva – DECOM/FOIRN

    Representantes da SEMEDI, como Juvêncio Cardoso e Domingos Camico, também reforçaram a importância da construção coletiva do projeto, ressaltando que o envolvimento das instituições locais será essencial para o sucesso da nova unidade universitária.

    O IFAM, por meio do professor Davi, sugeriu retomar o vestibular diferenciado para indígenas, nos moldes adotados pelo instituto, com aplicação de provas em línguas cooficiais da região (Tukano, Baniwa, Yanomami e Nheengatu).

    Foto: Joelson Felix Silva – DECOM/FOIRN

    Na reunião, foram Sugeridos os seguintes encaminhamentos:

    • Fortalecimento do diálogo institucional: A FOIRN propõe manter articulações com a UFAM, MEC e demais instituições locais para assegurar a inclusão dos povos indígenas em todas as etapas do projeto.
    • Apoio ao licenciamento do terreno: A FOIRN irá colaborar com o processo de licenciamento ambiental, inclusive com orientações sobre possíveis vestígios arqueológicos que possam afetar o terreno.
    • Participação indígena na proposta pedagógica: Será proposta a inclusão do movimento indígena na construção da proposta político-pedagógica do campus, valorizando saberes e metodologias próprias dos povos da região.
    • Articulação com a Prefeitura Municipal: A gestão municipal será mobilizada para garantir a infraestrutura externa à sede da UFAM, como a ponte de acesso ao terreno e deslocamento de rede elétrica, estação de tratamento de água.
    • Criação de uma coordenação local interinstitucional: Proposta de estruturação de um grupo local com FOIRN, UFAM, IFAM, SEMEDI, SEDUC e outras entidades, para acompanhar a execução do projeto.
    • Diálogo sobre vestibular indígena diferenciado: A FOIRN e o IFAM irão propor, junto à nova gestão da UFAM, a retomada de vestibulares específicos em línguas indígenas, com base na experiência do IFAM.
    • Acompanhamento da tramitação no MEC: As instituições acompanharão a análise do projeto pelo MEC e irão colaborar para a aprovação e início da licitação da obra.
    • Ampla divulgação do projeto nas comunidades: A FOIRN irá comunicar amplamente às comunidades indígenas sobre o andamento do projeto, garantindo transparência e mobilização social.

    O encontro foi encerrado com a exibição de um vídeo institucional que apresenta a maquete virtual do futuro campus da UFAM. A professora Flávia Melo reforçou que a nova gestão da universidade, liderada pelos professores Tanara e Geone, está comprometida com o diálogo direto com o movimento indígena e com as lideranças de São Gabriel da Cachoeira, buscando garantir que esse projeto histórico avance com respeito à diversidade e às realidades locais.

    “Este campus é uma conquista para os povos do Rio Negro. É fundamental que essa universidade traga valorização das culturas, línguas, conhecimento tradicional e manejo da sociobiodiversidade  e protagonismo dos povos que aqui vivem”, concluiu o presidente da FOIRN, Dário Casimiro.

    Com essa iniciativa, a FOIRN reafirma seu compromisso com o fortalecimento da educação superior pública, indígena e enraizada nos territórios do Rio Negro. Reforçamos que o modelo de educação indígena que defendemos é territorializado: construído a partir das realidades locais, em diálogo com os saberes ancestrais, respeitando os modos de vida dos povos e fortalecendo suas comunidades.

  • Rio Negro no ATL: A União de 24 Povos pela Defesa da Constituição e da vida

    Rio Negro no ATL: A União de 24 Povos pela Defesa da Constituição e da vida

    O mês de Abril indígena chegou,um período em que a luta e a voz dos povos originários ganham ainda mais força, com destaque na realização do Acampamento Terra Livre (ATL), a maior mobilização indígena do país. Em sua 21ª edição, o ATL se firma como um espaço essencial para que as reivindicações e a importância dos povos originários na defesa da Constituição sejam ouvidas.

    Tendo como deste tema “APIB somos todos nós: Em defesa da Constituição e da vida”, Este encontro, considerado a maior assembleia do movimento indígena tanto no Brasil quanto globalmente, celebra também os 20 anos da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), evidenciando sua trajetória e força na luta pelos direitos originários.

    A delegação do Rio Negro foi composta por representantes das cinco coordenadorias regionais da área de abrangência da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) a federação que representa os 24 povos indígenas do Rio Negro

    Essa delegação incluía lideranças indígenas de diversos povos do Rio Negro e organizações como a : COIDI – Coordenadoria das Organizações Indígenas do Distrito de Iauaretê, NADZOERI- Organização Baniwa e Koripako, DIAWI’Í- Coordenadoria das Organizações Indígenas do Tiquié, Uaupés e Afluentes, CAIMBRN- Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro, CAIMBARNX- Coordenadoria das Associaçoes Indigenas do Balaio, Alto Rio Negro Xié, Associações Yanomami, ASIBA AMIDI, Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro (DMIRN), Departamento de Jovens e Adolescentes do Rio Negro  (DAJIRN), Fundo Indígena do Rio Negro  (FIRN), Rede Wayuri de comunicadores e o Jurídico Indígena da FOIRN. Um time diverso e preparado para atuar nas incidências e temáticas que serão debatidas durante toda a programação do ATL. 

    Brasília, se tornou novamente o chão de grandes discussões para os povos originários. Onde aconteceu nos dias 7 a 11 de abril de 2025, o ATL juntou milhares de indígenas para discutir e apresentar suas propostas em relação a temas urgentes  que vivenciam diariamente em seus territórios.

    A longa jornada de 4.338 quilômetros dos Rionegrinos, que partiu de São Gabriel da Cachoeira, no noroeste do Amazonas – município reconhecido por sua vasta diversidade cultural –, até a capital federal, Brasília, .Essa longa jornada simboliza a determinação incansável para se fazer presente nesta luta encansavel.   

    A delegação do Rio Negro (AM) levou para a discussão política pautas cruciais para suas comunidades, incluindo educação escolar indígena de qualidade, saúde integral e acessível, os impactos das mudanças climáticas em seus territórios e mais participação Indigena na COP30 que buscam também fortalecer as associações regionais, promover seu empoderamento e autonomia.

    O diretor da FOIRN, Hélio Tukano, marcou presença na roda de conversa da Articulação das Organizações e Povos Indígenas do Amazonas (APIAM), onde trouxe reflexões urgentes sobre a transição energética na Amazônia.


    Ele reforçou a necessidade de garantir energia limpa e sustentável para os territórios indígenas, alertando:

    “A Amazônia precisa de fontes de energia renováveis. Muitos só querem usufruir do presente, mas esquecem das futuras gerações.” 

    Apesar dos impactos ambientais, muitos povos indígenas ainda são forçados a utilizar fontes de energia tradicionais, poluentes e insuficientes. A luta é por justiça energética com protagonismo indígena.

    Mulheres Indígenas em Destaque e a Realidade Yanomami

    O Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro (DMIRN/FOIRN) teve um encontro importante com a presidenta da FUNAI, Joenia Wapichana. O objetivo central foi apresentar demandas cruciais para o bem-estar das mulheres e a proteção do território do Rio Negro. Foi apresentado um relatório sobre violências contra as mulheres indígenas em São Gabriel da Cachoeira, elaborado em 2024 pelo Instituto Socioambiental (ISA) em parceria com o DMIRN/FOIRN. Este relatório destaca a urgência da construção de uma Casa da Mulher Indígena, um espaço essencial para acolher e cuidar das mulheres rionegrinas em situação de vulnerabilidade. Além disso, foi entregue um documento formal solicitando a criação de um Centro Territorial de Logística (CTL) na região do Médio Rio Negro (CAIMBARNX).

    O povo Yanomami do Rio Negro também participou ativamente do ATL, levando suas demandas para a roda de conversa “O Caso dos Yanomamis: Emergência Indígena” na tenda da COIAB. O encontro reuniu indígenas da Terra Yanomami da região do Rio Negro e do território de Roraima para debater a grave crise em seus territórios.

    A liderança Yanomami Carla, representante da Associação de Mulheres Yanomami da comunidade de Maturacá, trouxe um relato impactante e urgente. Ela enfatizou a importância do espaço para dar voz aos desafios enfrentados, destacando as dificuldades que as mulheres e lideranças enfrentam para participar de grandes eventos como o ATL, e o crescente preconceito contra as mulheres Yanomami.

    Carla fez um apelo por mais representatividade feminina, especialmente para aquelas que vivem em áreas de difícil acesso e para a juventude. Ela denunciou as ameaças diárias em seus territórios: doenças, prostituição e a devastação causada pelo garimpo ilegal.

    “Passamos por esses riscos diariamente em nosso território, estamos perdendo os nossos jovens pelas doenças transmissíveis, bebidas alcoólicas e drogas, isso não faz parte da nossa cultura. Hoje trago a minha voz da aldeia, que ela se multiplique, que olhem de fato os nossos territórios, que a fiscalização seja mais comprometida”, lamentou Carla, clamando por mais atenção e fiscalização comprometida em seus territórios.

    Ela finalizou sua fala com um apelo poderoso: “Hoje trago a minha voz da aldeia, que ela se multiplique, que olhem de fato os nossos territórios, que a fiscalização seja mais comprometida, deixo essa mensagem em nome de todas as mulheres Yanomami. Sua luta é a nossa luta!”

    A busca por um futuro digno e sustentável, é o anseio central dos povos originários para as gerações presentes e futuras, que envolve principalmente a proteção da rica biodiversidade e da fauna de seus territórios ancestrais. Além disso, é fundamental a promoção de uma educação escolar indígena específica e de qualidade, que valorize suas culturas e conhecimentos. O acesso a uma saúde integral, que considere suas práticas tradicionais e necessidades culturais, é igualmente essencial. Por fim, essa visão de futuro exige o constante combate a todas as formas de violência, discriminação e racismo que ainda enfrentam. 

    A 21ª  edição do ATL firmou-se manifestando suas reivindicações e reafirmando seu papel essencial na salvaguarda da Constituição e da vida.

  • Intercâmbio internacional fortalece gestão de cadeias produtivas entre povos indígenas da Amazônia

    Intercâmbio internacional fortalece gestão de cadeias produtivas entre povos indígenas da Amazônia

    São Gabriel da Cachoeira (AM), 29 de março de 2025

    Entre os dias 25 e 29 de março, foi realizado o Intercâmbio de Conhecimentos e Práticas sobre a Gestão de Cadeias Produtivas entre Associações Indígenas do Norte da Amazônia, uma iniciativa promovida pela Aliança da Amazônia (ANA), Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) e Instituto Socioambiental (ISA).

    A atividade reuniu 22 representantes de associações indígenas, 5 assessores técnicos e 2 tradutores de cinco países da bacia amazônica – Brasil, Colômbia, Peru, Equador e Venezuela – que integram a Aliança da Amazônia, uma rede composta por 30 organizações da sociedade civil com três décadas de atuação conjunta com povos indígenas e comunidades locais.

    Foto: Suellen Samanta – DECOM/FOIRN

    O objetivo central do intercâmbio é fortalecer a gestão das cadeias produtivas da sociobiodiversidade, com atenção especial à cadeia do artesanato, que representa um importante elo entre a cultura tradicional e a geração de renda nas comunidades indígenas.

    Foto: Suellen Samanta – DECOM/FOIRN

    A programação teve início em Manaus, com visitas à Galeria Amazônica e ao Museu da Amazônia (MUSA), onde foi realizada uma roda de conversa com o diretor-geral do museu e a coordenação do ISA. Em seguida, os participantes se deslocaram para São Gabriel da Cachoeira, onde as atividades aconteceram na sede da FOIRN, na Maloca do Saber.

    Foto: Elilson Pinto – Casa Wariro/FOIRN

    A Casa de Produtores Indígenas do Rio Negro – Wariró foi um dos grandes destaques do intercâmbio, sendo apresentada como uma experiência exitosa de organização e comercialização de produtos indígenas. A história da Casa Wariró foi contada por Cecília e Gilda, duas importantes lideranças femininas que protagonizaram a sua criação. A iniciativa evidencia a força das mulheres indígenas na valorização da cultura e no fortalecimento das economias comunitárias.

    Foto: Alexandre Gedilson – DECOM/FOIRN

    No dia 28 de março, o grupo participou de um momento especial de vivência cultural nas comunidades Tuyuca e Itacoatiara Mirim, com apresentações tradicionais, culinária típica e partilha de saberes. Essas atividades proporcionaram uma imersão profunda na diversidade cultural dos povos do Rio Negro, reforçando os laços de solidariedade e interculturalidade entre os participantes do intercâmbio.

    Foto: Alexandre Gedilson – DECOM/FOIRN

    Ao longo dos cinco dias, o intercâmbio se consolidou como um espaço de aprendizado mútuo, escuta e articulação entre lideranças indígenas da Pan-Amazônia. A construção coletiva de soluções para os desafios enfrentados nas cadeias produtivas reafirma o compromisso da FOIRN e da ANA com a gestão sustentável dos territórios, a valorização dos conhecimentos tradicionais e o fortalecimento da autonomia dos povos indígenas.

  • FOIRN Realiza 43ª Reunião Ordinária do Conselho de Lideranças e Fortalece o Movimento Indígena no Rio Negro

    FOIRN Realiza 43ª Reunião Ordinária do Conselho de Lideranças e Fortalece o Movimento Indígena no Rio Negro

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) promoveu, entre os dias 21 e 23 de novembro de 2024, a 43ª Reunião Ordinária do Conselho de Lideranças (CL, um evento crucial para o fortalecimento do movimento indígena na região. Realizada na Casa do Saber, em São Gabriel da Cachoeira-AM, a reunião congregou 120 participantes, entre lideranças indígenas, representantes de instituições parceiras e a equipe de apoio da FOIRN.

     O principal objetivo da reunião foi fortalecer a representatividade e a organização do movimento indígena através da eleição de uma nova coordenação para o Conselho de Lideranças – CL e da discussão de temas cruciais para a defesa dos direitos dos povos do Rio Negro.

    A reunião contou com a presença de 37 conselheiros(as) representando as cinco coordenadorias regionais da FOIRN (COIDI, DIAWII, NADZOERI, CAIMBRN e CAIBARNX), assegurando a diversidade e a abrangência das discussões. Além disso, a participação de articuladores dos departamentos de jovens, mulheres e educação da FOIRN, juntamente com representantes de instituições parceiras como o Instituto Socioambiental (ISA) e o Distrito Sanitário Especial Indígena Alto Rio Negro (DSEI ARN), demonstrou o compromisso coletivo com a causa indígena. A presença da Vice-Prefeita de São Gabriel da Cachoeira, Eliana Falcão, ressaltou a importância do diálogo entre o movimento indígena e o poder público.

    O Conselho demandou a primeira pauta que foi a eleição da nova coordenação do Conselho de Lideranças um processo democrático e participativo que envolveu as seguintes etapas:

    A candidatura é exclusiva para conselheiros(as) titulares, com indicações das coordenadorias regionais para os cargos de Coordenador(a), Vice-Coordenador (a) e Secretário(a).

    Apresentações individuais dos candidatos, permitindo aos conselheiros(as) conhecerem suas propostas e visões.

     Votação aberta com o uso dos crachás, garantindo a transparência e a legitimidade do processo.

    O resultado final da eleição consagrou Adilson da Silva do Povo Baniwa como Coordenador do Conselho de Lideranças (CL); Maria Cordeiro Vasconcelos do Povo Kubeo como Vice-Coordenadora e Odilson Penha do Povo Tukano como Secretário, A nova coordenação foi empossada em 21 de novembro de 2024. 

    Após a eleição da nova coordenação, a segunda pauta da reunião consistiu na apresentação, discussão e aprovação do Regimento Interno do Conselho de Lideranças. Sob a orientação do Dr. Adriano Oliveira, assessor jurídico da FOIRN, os conselheiros analisaram e aprovaram a proposta atualizada do regimento, consolidando o arcabouço legal e organizacional do Conselho.

    É importante destacar que a atualização do Regimento Interno do CL demonstra o compromisso da FOIRN com a transparência e a organização administrativa. A participação ativa dos conselheiros no processo de discussão e aprovação reforça a legitimidade e a representatividade do Conselho, assegurando que suas decisões reflitam os anseios e as necessidades das comunidades indígenas do Rio Negro.

    Apresentação Institucional da Diretoria Executiva da FOIRN. Apresentado por Dario Casimiro (Diretor Presidente/FOIRN)

    Criada em 1987 para fortalecer a luta dos povos indígenas do Rio Negro, a FOIRN representa mais de 750 comunidades nos municípios de São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos.

    A FOIRN é uma importante força política na defesa dos direitos indígenas na Amazônia, atuando na proteção dos territórios, promoção da cultura e desenvolvimento sustentável das comunidades do Rio Negro.Com o objetivo principal de defender os direitos desses povos, a FOIRN atua em diversas frentes, como:

    A luta pela demarcação de terras indígenas, acompanhando os processos e buscando garantir a proteção dos territórios tradicionais.

     Desenvolveu protocolos de consulta para garantir que os povos indígenas sejam consultados sobre projetos que afetem seus territórios e modos de vida.

    Fortalece as associações e organizações indígenas, promovendo a autonomia e autogestão das comunidades.

    A FOIRN apoia iniciativas de geração de renda que valorizem a cultura e os conhecimentos tradicionais, como a “Casa Wariró” e projetos de turismo de base comunitária.

    Monitora o ambiente e o clima da bacia do Rio Negro para proteger a biodiversidade e os recursos naturais.

    Apresentação dos trabalhos do Fundo Indigena do Rio Negro – FIRN/FOIRN

    O Fundo Indígena do Rio Negro (FIRN) FIRN é um fundo criado para apoiar projetos de desenvolvimento sustentável apoia projetos de e autonomia das comunidades indígenas, atuando em áreas como segurança alimentar, cultura, fortalecimento institucional e economia sustentável.

    Participa ativamente de debates e fóruns nacionais e internacionais, levando a voz dos povos indígenas do Rio Negro para os centros de decisão política.


    Firmou termos de parceria com diversas instituições, como o Instituto Socioambiental (ISA), a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), universidades e órgãos governamentais, visando fortalecer suas ações e ampliar seu impacto

    Tem investido no fortalecimento de seus departamentos, como o Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro (DMIRN) e o Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro (DAJIRN), promovendo a participação e o protagonismo de mulheres e jovens na luta pelos seus direitos.

    Representantes do Instituto Socioambiental (ISA) estiveram presentes, reafirmando o    compromisso da instituição com a luta dos povos do Rio Negro.

    No qual foi feita a apresentação das ações e perspectivas do ISA, conduzida pelo Secretário Executivo, Rodrigo Junqueira, e pela antropóloga Carla Dias, 

    Rodrigo Junqueira evidenciou a longa história de colaboração entre as duas instituições. Desde sua criação, há 30 anos, o ISA tem caminhado lado a lado com a FOIRN.

    Carla Dias, por sua vez, relembrou a importante contribuição de Beto Ricardo importante especialista em políticas públicas e desenvolvimento sustentável, onde sua participação foi primordial para implantação do Programa Rio Negro que desde sempre deram muito apoio a Federação.

    Em seguida ouve a apresentação do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro (DMIRN) que representa as mulheres dos municípios de São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos Coordenado por Cleocimara Reis do Povo Piratapuya, que evidenciou a importância da participação da Mulher Indigena na luta pelos direitos.

    Durante a apresentação, foram destacados os principais encaminhamentos da IX Assembleia das Mulheres Indígenas do Rio Negro e as perspectivas do DMIRN para o período 2025-2028. O departamento pretende intensificar suas ações de formação e capacitação, promover campanhas de conscientização e ampliar a participação das mulheres nos espaços de decisão política.

    Também teve espaço para a voz da juventude indígena, com a apresentação do Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro DAJIRN-FOIRN. 

    Liderado por Jucimery Garcia, o DAJIRN apresentou sua estrutura organizacional e seus articuladores de base, que atuam como elo entre o departamento e as comunidades, levando as demandas da juventude para a FOIRN. A coordenadora do O Departamento apresentou os principais resultados e demandas da Assembleia Geral do DAJIRN-FOIRN, evento que reuniu cerca de 100 jovens de diversas comunidades para discutir os desafios da juventude indígena, definir as estratégias de atuação do departamento e eleger a nova coordenação.

    Na reta final da 43ª Reunião Ordinária do Conselho de Lideranças da FOIRN, a atenção se voltou para o futuro da organização, Dario Casimiro Diretor -Presidente da FOIRN, conduziu a discussão, delineando os objetivos estratégicos e a missão da FOIRN para os próximos anos.

    Dario Baniwa diz: “Trabalhar com e para os povos indígenas da região do Rio Negro, do Brasil e de outras nações para que nós, povos indígenas, sejamos protagonistas em todas e quaisquer decisões e ações que impliquem consequências às nossas culturas, histórias, terras e modos de organização.”

    A missão proposta pelo Diretor Dario reforça o compromisso da FOIRN com a autodeterminação dos povos indígenas

    O plano estratégico visa fortalecer a organização, ampliar sua capacidade de atuação e garantir que a FOIRN continue sendo uma voz forte e representativa dos povos indígenas do Rio Negro.

    para discutir as propostas e contribuir com a construção de um planejamento que reflita as necessidades e aspirações das comunidades indígenas. Esse processo participativo reforça a importância do Conselho de Lideranças como instância de deliberação e garante que as decisões estratégicas da FOIRN estejam alinhadas com os anseios de seus representados.

    A 43ª Reunião Ordinária do Conselho de Lideranças da FOIRN, definiu importantes encaminhamentos para o futuro da federação, como a criação de uma comissão de captação de recursos, a reivindicação por melhorias nos serviços de saúde indígena e a aprovação de moções de providência em relação à demarcação de terras indígenas e à destinação de glebas federais para as comunidades.

    A Federação das Organizações Indigenas do Rio Negro/FOIRN como uma importante organização indígena na Amazônia brasileira, com uma longa trajetória de luta e resistência, seguem firme em sua missão de garantir que os povos indígenas do Rio Negro sejam protagonistas, construindo um futuro de respeito pela diversidade cultural, igualdade e direitos indígenas.

    Instituições presentes:

    FOIRN (Diretoria Executiva e Coordenadores dos Departamentos de Educação Escolar Indígena, Mulheres, Adolescentes e Jovens, Jurídico e Comunicação),FUNAI/CR-RNG, DSEI ARN, Sesai, Prefeitura Municípal de São Gabriel da Cachoeira, Instituto Sociambiental/ISA, e demais lideranças.

  • IX Assembleia Geral Ordinária e Eletiva do DMIRN: Avanços e desafios para o futuro das Mulheres Rionegrinas

    IX Assembleia Geral Ordinária e Eletiva do DMIRN: Avanços e desafios para o futuro das Mulheres Rionegrinas

    Nos dias 14 e 15 de novembro de 2024, a Casa do Saber da FOIRN foi palco de um evento importante para as mulheres indígenas do Rio Negro. A IX Assembleia Geral Ordinária e Eletiva do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro (DMIRN/FOIRN), com o poderoso tema “Mulheres Rio Negrinas Tecendo Estratégias de Cuidado e Resguardo em Tempos de Crise Climática”, reuniu 55 delegadas de diferentes regiões do Rio Negro e autoridades de destaque, todas unidas em torno de uma causa comum: a luta pelos direitos, pela saúde e pelo fortalecimento das mulheres indígenas. 

    Este encontro foi muito mais do que uma reunião. Foi um momento de afirmação, de celebração das conquistas, planejamento e também de reflexão sobre os desafios urgentes que as mulheres indígenas enfrentam. A assembleia não só consolidou vitórias, mas também impulsionou novos projetos e propostas e planos que marcarão os próximos anos da luta feminina indígena no Rio Negro.

    Mulheres que Inspiram: Entrega do Livro “Mães do DMIRN”

    O evento teve início com um momento de grande importância simbólica: a entrega do livro “Mães do DMIRN”. Esta obra celebra as histórias de mulheres indígenas do Rio Negro, suas lutas, vitórias e o impacto gerado por suas trajetórias no movimento indígena. A coordenadora Cleocimara Reis, ao apresentar o livro, destacou a importância de valorizar as lideranças enquanto estão vivas, reconhecendo suas histórias e legados. O livro é uma homenagem a todas as mulheres que, com coragem e determinação, contribuem para a preservação da cultura e dos direitos indígenas. 

    Avanços e Propostas para o Futuro

    A assembleia não se limitou a rememorar o passado. Ao contrário, foi um espaço para construir o futuro. Os debates e as deliberações apontaram para a necessidade urgente de estratégias de enfrentamento à crise climática, que afeta diretamente as mulheres, e para o fortalecimento da saúde, com especial atenção à alta taxa de câncer de colo de útero entre as mulheres indígenas. 

    Entre as propostas mais impactantes, destaca-se a reivindicação pela criação da Casa da Mulher Indígena no Rio Negro, um projeto essencial para acolher e proteger mulheres vítimas de violência. Além disso, houve uma forte mobilização para garantir que as mulheres indígenas tenham acesso a profissionais mulheres nas equipes de saúde, facilitando a realização de exames preventivos de câncer, um tema importante durante a assembleia. Outro ponto crucial foi o fortalecimento da infraestrutura do DMIRN, com a solicitação de mais recursos financeiros, apoio logístico e a criação de um plano estratégico para garantir a continuidade das atividades do Departamento de Mulheres, que trabalha incansavelmente para atender as necessidades das mulheres em todas as regiões do Rio Negro mas que precisa de ainda mais apoio para que seja expandido e consiga suprir maiores demandas.

    Eleição da Nova Coordenação: Renovação e Continuidade

    Um dos momentos mais aguardados da assembleia foi a eleição para a coordenação do DMIRN, que resultou na reeleição de Cleocimara Reis, com 44 votos. Sua trajetória à frente do departamento, marcada por avanços significativos e um trabalho de articulação que envolveu diversas comunidades e organizações, foi reconhecida pelas delegadas presentes. As candidatas à coordenação, Erenice Gonçalves e Odimara Matos, também tiveram a oportunidade de se apresentar e defender seus projetos, contribuindo para o fortalecimento do processo democrático. 

    A reeleição de Cleocimara representa uma continuidade de trabalho e compromisso com as demandas da mulher indígena no Rio Negro, mas também um novo capítulo para o DMIRN, que segue firme na sua missão de ampliar o alcance e a efetividade de suas ações. 

    Reivindicações e Desafios: O que a Assembleia Propôs para o Futuro

    Além da eleição, a assembleia discutiu amplamente as necessidades urgentes das mulheres indígenas, com propostas concretas para os próximos anos. Entre as principais reivindicações, destacam-se: 

    – Fortalecimento das Articuladoras Regionais: A criação de mais suporte e recursos para as articuladoras nas cinco coordenadorias regionais, garantindo a elas as ferramentas necessárias para realizar seu trabalho fundamental. 

    – Criação de uma Vice-Coordenadoria: A proposta de criação de uma vice-coordenadoria visa garantir maior representatividade e apoio à liderança do DMIRN. 

    – Valorização das Tradições Ancestrais: A assembleia ressaltou a importância de respeitar e integrar as medicinas tradicionais e as práticas culturais no movimento, mantendo viva a identidade dos povos indígenas. 

    – Apoio Logístico e Estrutura: Uma das principais preocupações foi a falta de infraestrutura e recursos para atender às necessidades das articuladoras regionais, como transporte adequado, equipamentos de trabalho e apoio administrativo. 

    Além disso, a assembleia reafirmou a necessidade de políticas públicas focadas na violência contra as mulheres e em garantir a segurança alimentar e a saúde das mulheres indígenas, duas questões centrais que impactam diretamente o cotidiano das comunidades. 

    A Força das Mulheres Rionegrinas: Um Chamado à Ação

    A IX Assembléia do DMIRN foi um evento carregado de emoção e compromisso. Cada uma das 55 delegadas, com suas histórias e desafios, contribuiu para o fortalecimento do movimento feminino indígena. As decisões tomadas, as propostas formuladas e as eleições realizadas são passos importantes para garantir que as mulheres indígenas do Rio Negro continuem a avançar em sua luta por direitos, por saúde e por respeito.

    E agora? A luta continua! O DMIRN está comprometido em transformar o futuro das mulheres indígenas do Rio Negro, e você pode ser parte fundamental desse movimento. Compartilhe nossos projetos e ajude a espalhar essa causa. Quanto mais visibilidade, mais força teremos para garantir nossos direitos. Juntas, podemos fazer a diferença e realizar melhorias concretas.

  • V Assembleia Geral Eletiva do DAJIRN/FOIRN Discute Desafios e Definições para o Futuro da Juventude Indígena do Rio Negro

    V Assembleia Geral Eletiva do DAJIRN/FOIRN Discute Desafios e Definições para o Futuro da Juventude Indígena do Rio Negro

    Entre os dias 23 e 26 de outubro de 2024, a Casa do Saber da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), localizada no município de São Gabriel da Cachoeira, AM, foi palco da V Assembleia Geral Eletiva do Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro (DAJIRN/FOIRN). Com o tema “Desafios para o bem viver dos adolescentes e jovens indígenas do Rio Negro”, o evento reuniu cerca de 100 participantes, incluindo representantes das cinco Coordenadorias Regionais do Rio Negro, líderes comunitários, representantes de instituições governamentais e convidados especiais.

    A assembleia contou com a presença de delegados das seguintes coordenadorias regionais:

    CAIMBRN: Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro.

    COIDI: Coordenadoria das Organizações Indígenas do Distrito de Iauaretê.

    CAIBARNX: Coordenadoria das Associações Indígenas do Balaio, Alto Rio Negro e Xié.

     DIA WI’I: Coordenadoria das Organizações Indígenas do Tiquié, Uaupés e Afluentes.

    NADZOERI: Coordenadoria da Organização Baniwa e Koripaco.

    Além dos delegados, participaram da assembleia representantes da FOIRN, FUNAI, DSEI, SEDUC, APIAM, UNICAMP-UPEI.

     A programação foi extensa e abordou questões fundamentais para o desenvolvimento e bem-estar dos jovens indígenas da região, com foco na educação, saúde mental, mudanças climáticas, participação política e muito mais.

    A assembleia foi aberta com a composição da mesa de autoridades, que incluiu a participação de nomes importantes como os diretores da FOIRN: Carlos Alberto Teixeira Neri, Hélio Géssem Monteiro Lopes e Edison Cordeiro Gomes, além de representantes da FUNAI, DSEI, APIAM, entre outros.

    O evento iniciou com um ritual simbólico de benzimento da Casa do Saber, fortalecendo o vínculo espiritual e cultural com a terra e a comunidade. Este momento foi seguido pela apresentação da pauta, mediada pelo diretor Hélio Géssem, que detalhou os principais tópicos a serem discutidos durante a assembleia

    A programação abordou temas de relevância estratégica para a juventude indígena do Rio Negro. Um dos primeiros tópicos discutidos foi o impacto das mudanças climáticas e o racismo ambiental, com a participação da jornalista Juliana Radler, do ISA (Instituto Socioambiental). Ela destacou como os povos indígenas, especialmente os ribeirinhos, são diretamente afetados pelas mudanças no clima e pela destruição ambiental, propondo uma Carta de Justiça Climática a ser enviada à COP30 (30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática) que será realizada em Belém, no estado do Pará, Brasil, neste ano de 2025, esta será a primeira vez que o evento será sediado na região Norte do Brasil, e terá como tema a importância da Preservação da Amazônia e a luta contra as mudanças climáticas.

    Outro tema importante foi o acesso à educação superior e os desafios enfrentados pelos estudantes indígenas. Arlindo Alemão Gregório, presidente da União Plurinacional dos Estudantes Indígenas (UPEI), e acadêmicos da UNICAMP discutiram as dificuldades de ingresso e permanência dos jovens indígenas nas universidades, além das barreiras sociais e culturais enfrentadas no processo de adaptação.

    A saúde mental também foi um tema central. Sediel Ambrósio, enfermeiro do DSEI ARN, apresentou dados sobre os desafios enfrentados pelas comunidades indígenas no que diz respeito à saúde mental, como o alcoolismo, uso de drogas e a violência familiar, que afeta profundamente os jovens,

    Visão e perspectiva dos jovens indígenas da Região de (COIDI): os jovens falaram de sua interpretação sobre o assunto “Saúde Mental”; relatam que os jovens e adolescentes nas comunidades são muito afetados por questões muito familiares. A família muitas das vezes são os primeiros que causam esses transtornos, por exemplo, se o pai e a mães são usuários de bebidas alcoólicas e outras drogas, causam brigas familiares muitas das vezes descontam nos próprios filhos, os filhos sem amparo acabam saindo para o mundo “a falta de afeto e carinho familiar afetam as famílias e os jovens”. Os jovens pensam em suicídio por muitos motivos. Os jovens, adolescentes e crianças precisam de atenção e mais incentivo. Relatam também que a falta de empatia dos familiares e amigos fortalecem essas chances de suicídio. As discussões enfatizaram a importância de se criar políticas públicas mais eficazes e de garantir mais profissionais capacitados para atender essa demanda nas comunidades.

    Um dos momentos mais aguardados da assembleia foi a eleição do novo coordenador do DAJIRN. Após um período de apresentações e debates sobre o futuro do departamento, os jovens candidatos se apresentaram e defenderam suas propostas para a liderança do DAJIRN. Com 31 votos, Jucimery Teixeira Garcia foi eleita coordenadora, destacando-se entre os demais candidatos. A jovem agradeceu o apoio e confiança dos delegados, reforçando seu compromisso em trabalhar em conjunto com os jovens articuladores das coordenadorias para garantir melhores condições e oportunidades para a juventude indígena do Rio Negro.

    Os demais candidatos que se puseram à disposição como candidatos ao cargo de Coordenador do DAJIRN, também foram reconhecidos pelo empenho e dedicação ao movimento, incluindo Ana Gabriela Maquirino (CAIBARNX), Josiney Lemos Azevedo (DIAWII) e João Alex Lins Santos (CAIMBRN)

    Além disso, os participantes da assembleia pediram a ampliação de parcerias com órgãos como DSEI, EXÉRCITO, SEMAS, SEMJEL, ISA, FUNAI, entre outros, para garantir a implementação das políticas propostas. A criação de uma associação de jovens no município de São Gabriel da Cachoeira, com o apoio jurídico da FOIRN, também foi uma proposta importante para fortalecer a organização da juventude local.

    A assembleia foi um marco importante para a juventude indígena do Rio Negro, consolidando um espaço de diálogo, de reflexão sobre as necessidades da juventude e de ação para transformar a realidade das novas gerações.

  • Semana do Clima em Nova Iorque: Iniciativas da FOIRN e Manejo Ambiental

    Semana do Clima em Nova Iorque: Iniciativas da FOIRN e Manejo Ambiental


    Semana do Clima de Nova Iorque 2024, discussões sobre Governança Indígena e Sustentabilidade na Amazônia

    A Semana do Clima de Nova Iorque de 2024 foi um palco significativo para a discussão de questões climáticas e de biodiversidade, com uma participação notável da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), representada pela diretora vice presidente, Janete Alves do povo Desana e outros representantes indígenas.


    “O objetivo principal foi falar das iniciativas da FOIRN no Projeto For Eco que é Programa de economia florestal, uma iniciativa de sociobiociência para e por povos indígenas e comunidades locais onde pude falar da atuação da FOIRN dando apoio e acompanhando as iniciativas das associações e valorizando a cultura, o sistema agrícola tradicional onde temos nossa segurança alimentar. As iniciativas buscam também sempre incentivar o Manejo ambiental, pois a floresta é vida para os povos indígenas. Ressaltei também sobre a emergência climática que estamos sendo afetados e precisamos de apoio para buscar estratégias de adaptação a essa situação que o Brasil enfrenta. Pude também participar nos debates sobre o Mercado de Carbono, onde Rio Negro está sentindo dificuldade, mas também sempre buscando informações para poder repassar sobre o que e REDD+, como podemos fazer, como podemos entender melhor, para que futuramente não possamos sofrer as consequências negativas, principalmente às comunidades de difícil acesso e comunidades da fronteira. Então ressaltamos que antes de tudo as empresas interessadas precisam respeitar nossos direitos, buscando diálogo, cumprindo o Protocolo de Consulta. Porque precisamos entender melhor de como será e como funcionará. Precisamos sim acessar políticas públicas, mas de qualquer jeito não”. Afirmou Janete Alves – Diretora Vice Presidente da FOIRN.

    Durante o evento, diversos painéis abordaram temas importantes, desde modelos de governança e financiamento liderados por povos indígenas até a integridade dos mercados de carbono e os direitos indígenas dentro desses mercados.

    No primeiro painel, a RFN destacou a importância da ação local para gerar um impacto global, enfatizando como as práticas de governança e os modelos de financiamento indígenas podem ser fundamentais na luta contra as crises climáticas e de biodiversidade.

    A representação da Amazônia Brasileira por Ângela Kaxiuyana trouxe à tona as iniciativas do Fundo Podaali, um exemplo de autogestão indígena que visa apoiar projetos sustentáveis e fortalecer as comunidades locais.

    O segundo painel da RFN abordou a integridade social nos mercados de carbono, com Francisca Arara do Acre apresentando as iniciativas do estado para melhorar o acesso ao mercado de carbono. No entanto, ela expressou preocupações sobre a falta de consulta às comunidades indígenas, ressaltando a necessidade de respeitar os direitos indígenas em todos os processos.

    O terceiro painel, co-organizado pela RFN e Nia Tero, focou no mercado de carbono e nos direitos indígenas, discutindo como as terras indígenas estão sendo visadas por empresas privadas e a importância de envolver os povos indígenas na construção de projetos relacionados ao crédito de carbono.

    Finalmente, o debate sobre o projeto ForEco da FOIRN ilustrou como a marca Wariró está sendo desenvolvida para promover o empoderamento feminino e o desenvolvimento de produtos agrícolas, artesanato e ecoturismo, contribuindo para a economia indígena sustentável.

    Essas discussões na Semana do Clima de Nova Iorque destacam a crescente consciência sobre a importância dos povos indígenas e comunidades locais no enfrentamento das mudanças climáticas e na conservação da biodiversidade. As experiências compartilhadas e as preocupações levantadas reforçam a necessidade de uma colaboração mais estreita entre governos, setor privado e comunidades indígenas, garantindo que suas vozes sejam ouvidas e seus direitos respeitados na busca por soluções sustentáveis.


    Participação de organizações indígenas e indigenista:
    Igor – RFN; Keila – AMIM; Janete Alves – FOIRN; Jawaruwa Wajãpi – APIMA; Júlio – CNS e Talita – RCA

  • FOIRN e Organizações participam da IV Assembleia Geral Extraordinária da COIAB

    FOIRN e Organizações participam da IV Assembleia Geral Extraordinária da COIAB

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) está representada pela delegação do Rio Negro, composta pela diretoria executiva e lideranças do alto, médio e baixo Rio Negro, que estão participando da IV Assembleia Geral Extraordinária da COIAB.

    Realizada na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, o principal objetivo do evento é a atualização do Estatuto da COIAB, com o intuito de fortalecer a atuação na Amazônia e promover melhorias para os territórios indígenas.

    A COIAB, nossa organização a nível da Amazônia brasileira, desempenha um papel importante nos encaminhamentos sobre as demandas e representatividade dos povos dos territórios amazônicos, tanto em sessões extraordinárias quanto ordinárias, que estão ocorrendo em Boa Vista, Roraima, no lago Caracaranã.

    O compromisso com a gestão e o futuro das terras e nações indígenas nunca foi tão forte. A união e a resistência dos povos indígenas são essenciais para assegurar que suas vozes sejam ouvidas e respeitadas em todos os níveis de decisão.

    A participação oficial na assembleia incluiu figuras chave para essa luta, como representantes da FUNAI Brasília (Dra. Joenia Wapichana), CR FUNAI Roraima, Ministério dos Povos Indígenas – MPI (Jecinaldo Sateré e Ceiça Potiguara), além de diversos apoiadores da COIAB, incluindo organizações como The Nature Conservation (TNC), WWF, ACT Brasil, GIZ, EDF, Aliança Global, CESE, FAS e UNICEF Roraima.

    A colaboração entre esses atores fortalece a resistência e garante que as vozes indígenas sejam ouvidas e respeitadas. raízes e construímos um futuro melhor para todos os povos indígenas! 🌍

  • História de Resistência e Resiliência: II Encontro da Rede Aruak em Campinas do Rio Xié

    História de Resistência e Resiliência: II Encontro da Rede Aruak em Campinas do Rio Xié

    Entre os dias 23 e 25 de agosto de 2024, a comunidade Campinas do rio Xié foi palco de um evento significativo para os povos indígenas da região do Alto Rio Negro: o II Encontro da Rede Aruak.

    Este encontro histórico, realizado pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) e as duas coordenadorias:  Coordenadoria das Associações Indígenas do Balaio, Alto Rio Negro e Xié (CAIBARNX) e a Coordenadoria das Associações Baniwa e Koripaco (NADZOERI), Terra Indígena Alto Rio Negro, reuniu aproximadamente 250 participantes dos povos Baré, Warekena, Baniwa, Koripako e Tariano, além de representantes dos povos Tukano e Dessano.

    O encontro teve como foco principal o fortalecimento político, a organização social e o desenvolvimento socioeconômico dos povos da família linguística Aruak. Através de diálogos, debates e intercâmbio de experiências, os participantes buscaram promover o bem viver em seus territórios, resgatando e valorizando suas práticas socioculturais.

    A importância deste encontro está na história de resistência e resiliência desses povos. Desde a chegada dos primeiros invasores no século XVII, que alteraram profundamente a organização política e a governança indígena, os povos do Alto Rio Negro enfrentaram séculos de desarticulação e isolamento. Foi apenas no final do século XX que, unidos aos demais povos nativos da região, começaram a se mobilizar novamente em defesa de seus direitos coletivos e territoriais.

    Hoje, esses povos estão organizados em diversas associações comunitárias e coordenadorias regionais, como a CAIBARNX e a NADZOERI. O II Encontro da Rede Aruak não apenas celebrou essa organização, mas também delineou os próximos passos para o contínuo fortalecimento de suas comunidades.

    Com o apoio de instituições como a FUNAI CR RNG, ISA e PORTICUS, o encontro foi um momento de união e planejamento para o futuro dos povos Aruak e suas gerações vindouras.

    A realização do evento pela CAIBARNX e a NADZOERI como uma das coordenadorias regionais da FOIRN simboliza um passo adiante na jornada desses povos em busca de autonomia, reconhecimento e sustentabilidade.

    O próximo encontro já tem data marcada: julho de 2025, em Assunção do Içana, com o tema central “Mudança Climática”. 🌿

    Realização: Coordenadoria CAIBARNX e NADZOERI – FOIRN

    Apoio: FUNAI, ISA e PORTICUS

  • FOIRN e Embaixada Real da Noruega: Parceria pelo Desenvolvimento Sustentável no Rio Negro

    FOIRN e Embaixada Real da Noruega: Parceria pelo Desenvolvimento Sustentável no Rio Negro

    A FOIRN representa e defende os direitos de 24 povos indígenas, 92 associações de base filiadas e está comemorando uma parceria de longa data com a Embaixada Real da Noruega.

    Na tarde desta terça-feira, 20 de agosto de 2024, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) recebeu representantes da Embaixada Real da Noruega, na sala de reunião Isaias Pereira Fontes, em sua sede principal, para um encontro significativo que se estenderá até o dia 23 deste mês.

    Esta colaboração, que já dura mais de 13 anos, tem sido fundamental para o desenvolvimento sustentável e o fortalecimento institucional das coordenadorias e associações indígenas da região.

    O encontro tem como objetivo avaliar e construir uma nova proposta de projeto trienal que continuará a apoiar o fortalecimento institucional da FOIRN e suas coordenadorias regionais.

    Esse encontro conta a presença e participação da nova diretoria da FOIRN, eleita e empossada no início de agosto, juntamente com a ilustre presença da liderança indígena Marivelton Rodrigues Baré, ex-presidente da Federação por três mandatos consecutivo, sendo um como diretor executivo e dois como presidente, os coordenadores regionais e de departamentos políticos e técnicos, participarão da reunião.

    O compromisso da Noruega com o desenvolvimento sustentável e a proteção ambiental é evidente em suas ações e na missão de sua embaixada em Brasília.

    A continuidade dessa parceria é essencial para o progresso contínuo e o empoderamento das associações indígenas do Rio Negro. Com a construção da nova proposta de projeto trienal, espera-se que a FOIRN e a Embaixada Real da Noruega através do novo Programa Norueguês para Povos Indígenas, possam expandir ainda mais seu impacto positivo na região, promovendo a sustentabilidade, autonomia, governança e gestão territorial.

    A reunião entre a FOIRN e a Embaixada Real da Noruega é um momento inspirador do poder da colaboração e do compromisso mútuo para com o desenvolvimento sustentável e a justiça social. É um testemunho do respeito e do apoio contínuo aos direitos e à cultura dos povos indígenas, e um sinal de esperança para o futuro do Rio Negro e de seus habitantes.